🌳 Árvores

Araribá

Centrolobium tomentosum

Atualizado em

15 a 25 m de alturaTamanho
SemidecíduaFolhagem
RápidoCrescimento
Sol plenoLuminosidade
80 a 120 anosLongevidade
Araribá adulta de grande porte com copa ampla em paisagem rural

A araribá é uma árvore nativa de grande porte da Mata Atlântica, famosa pela floração amarela intensa e pela madeira nobre avermelhada, muito usada no passado para móveis e construção. De crescimento rápido e copa ampla, é uma das espécies mais indicadas para reflorestamento e sombreamento em áreas amplas.

Facilmente reconhecida pelas folhas compostas brilhantes e pelos frutos com uma grande asa membranosa, ela perde parte das folhas no inverno e colore a copa entre agosto e outubro. Apesar da beleza e da rusticidade, seu porte e suas raízes exigem espaço e planejamento antes do plantio.

Também conhecido como: Araruva, Araribá-rosa, Putumuju, Araraúva, Centrolóbio

Faz parte de: Árvores de Sombra, Árvores Grandes, Árvores Ornamentais

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Galeria de fotos de Araribá

Araribá adulta de grande porte com copa ampla em paisagem rural
Araribá adulta com copa globosa característica em área aberta.
Folhas compostas e flores amarelas da araribá em detalhe
Detalhe das folhas compostas e da floração amarela em panículas.
Tronco e casca acinzentada da araribá
Tronco com casca acinzentada que se solta em placas.
Copa da araribá vista de baixo com luz filtrada
Copa densa vista de baixo, ideal para sombra.
Frutos alados da araribá com asa membranosa e base espinhosa
Frutos alados com asa única e base espinhosa, típicos da espécie.
Araribás jovens plantadas em área de reflorestamento
Plantio jovem de araribás em projeto de reflorestamento na Mata Atlântica.
Ideal para

Ideal para quem tem área rural, sítio, chácara ou parque amplo e busca uma árvore nativa de crescimento rápido, sombra densa e grande valor ecológico. É perfeita para projetos de reflorestamento, recuperação de mata ciliar e para quem quer atrair abelhas e aves com uma floração amarela exuberante. Também agrada quem valoriza madeira nobre de origem plantada e quer uma árvore longeva e imponente para marcar a paisagem por décadas, sem exigir cuidados diários depois de estabelecida.

Pode não ser ideal para

Não é indicada para quintais pequenos, calçadas, ruas com fiação ou perto de muros e piscinas. O porte grande, a copa larga e as raízes superficiais podem causar rachaduras, entupir calhas e levantar piso, além da queda sazonal de folhas e frutos espinhosos que exige limpeza. Também não serve para quem busca árvore de pequeno porte, sombra imediata sem manutenção ou espécie para vaso e apartamento. Quem tem pouco tempo para manejar queda de folhas ou mora em área urbana densa deve optar por espécies menores.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6 horas diárias; não tolera sombra na fase jovem
Solo
Profundo, fértil, bem drenado, pH 5,5 a 6,5; evita solos rasos ou encharcados
Rega
Regular no 1º e 2º ano; após pegamento, tolera estiagem moderada
Clima
Tropical e subtropical; ideal 18 a 28 °C, tolera geada leve quando adulta
Adubação
Anual com composto orgânico ou NPK 10-10-10 no início das chuvas
Poda
Apenas formação e limpeza no inverno; sem poda drástica
Propagação
Por sementes com escarificação leve; germinação em 10 a 25 dias

Perfil rápido de Araribá

Estado de conservação

LC
Pouco preocupante

Espécie nativa ainda amplamente distribuída na Mata Atlântica, mas com populações reduzidas pelo desmatamento e exploração madeireira.

População
estável
Protegido por
Corte de exemplares nativos depende de autorização; protegida pela Lei da Mata Atlântica (Lei 11.428/2006)

Calendário

FloraçãoJFMAMJJASOND
FrutificaçãoJFMAMJJASOND
Queda de folhasJFMAMJJASOND
Plantio da mudaJFMAMJJASOND
Coleta de sementesJFMAMJJASOND

Habitat

Ambientes

  • Floresta estacional semidecidual
  • Mata ciliar e capoeirões
  • Transição Mata Atlântica-Cerrado

Biomas

  • Mata Atlântica
  • Cerrado

Encontrado em 1 país

  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Fabales
Família
Fabaceae
Gênero
Centrolobium
Espécie
Centrolobium tomentosum

Resumo

  • A araribá é uma árvore nativa da Mata Atlântica que atinge 15 a 25 metros, com copa ampla, folhagem semidecídua e floração amarela vistosa entre agosto e outubro.
  • De crescimento rápido e madeira dura avermelhada, foi muito explorada como madeira de lei e hoje é valorizada para reflorestamento, sombra e recuperação de áreas degradadas.
  • Precisa de sol pleno, solo profundo e espaço amplo, não sendo indicada para calçadas estreitas ou quintais pequenos devido ao porte e às raízes superficiais.

Características

Ficha da árvore

Nome popularAraribá, araruva, araribá-rosa, putumuju
Nome científicoCentrolobium tomentosum Guill. ex Benth.
Família botânicaFabaceae
OrigemBrasil – Mata Atlântica
Tamanho15 a 25 m de altura; 60 a 90 cm de DAP
CopaAmpla, globosa e densa, 10 a 15 m de diâmetro
FolhagemSemidecídua a decídua
CrescimentoRápido (até 1,5 m por ano nos primeiros anos)
LuminosidadeSol pleno
RegaModerada; tolera seca após estabelecida
SoloProfundo, fértil, bem drenado, levemente ácido
UsosReflorestamento, sombreamento, paisagismo rural, madeira nobre
Longevidade80 a 120 anos

Perfil e comportamento

Velocidade de crescimentoMuito alto
SombraMuito alto
Resistência à secaMédio
Agressividade das raízesAlto
Facilidade de cultivoAlto
Atrai faunaMuito alto

O que é a araribá e como reconhecê-la na hora

A araribá é Centrolobium tomentosum, árvore nativa da Mata Atlântica e uma das mais imponentes da família Fabaceae. Ocorre naturalmente do sul da Bahia ao Paraná, sempre em floresta estacional semidecidual e mata ciliar.

O jeito mais fácil de reconhecer é pelas folhas compostas pinadas, com 5 a 9 folíolos grandes, coriáceos e brilhantes na face superior, com face inferior tomentosa, que dá o nome tomentosum. O tronco é acinzentado, com casca que solta em placas, e a copa adulta é alta e arredondada.

Na floração, não tem erro: cachos terminais de flores amarelo-ouro pequenas cobrem a copa. Depois surgem os frutos inconfundíveis, do tipo sâmara com uma única asa grande e espinhosa na base, que giram ao cair como hélices.

Tamanho, copa e raízes: o espaço que ela realmente precisa

Araribá é árvore grande. Em cultivo atinge 15 a 25 metros de altura e tronco de 60 a 90 cm de diâmetro, com copa de 10 a 15 metros de largura. Em mata fechada pode passar de 30 metros buscando luz.

A copa é globosa e densa, excelente para sombra. Como é semidecídua, perde boa parte das folhas entre junho e agosto e rebrota rapidamente antes de florir. Essa queda é natural e não indica doença.

As raízes são superficiais e vigorosas, com sapopemas discretas na base quando velha. Por isso, exige recuo de pelo menos 8 a 10 metros de muros, casas e redes subterrâneas. Não é espécie para calçada ou fiação.

Onde vive na natureza e por que importa para a Mata Atlântica

Na natureza, a araribá é típica da Floresta Estacional Semidecidual e da transição para o Cerrado, em solos férteis e profundos. Aparece em matas ciliares, encostas e capoeirões, entre 30 e 900 metros de altitude.

É heliófila e pioneira tardia: precisa de luz desde jovem, cresce rápido em clareiras e ajuda a fechar o dossel. Por fixar nitrogênio, melhora o solo para outras espécies.

Sua presença indica mata bem conservada. Foi muito derrubada no ciclo da madeira de lei, o que reduziu populações adultas em São Paulo e Minas Gerais, mas ainda é relativamente comum em reservas e reflorestamentos.

Floração amarela e frutos alados: o ciclo anual

A floração ocorre de agosto a outubro, logo após a rebrota. As flores são pequenas, amarelas com estrias avermelhadas no centro, reunidas em panículas de até 30 cm, muito visitadas por abelhas nativas e apis.

Os frutos amadurecem entre maio e julho do ano seguinte. Cada fruto tem uma semente envolta por espinhos e uma asa papirácea de 8 a 12 cm, que permite dispersão pelo vento a dezenas de metros da árvore-mãe.

Para quem quer coletar sementes, o ponto é quando a asa fica palha e quebradiça e a parte espinhosa escurece. A viabilidade é curta, de poucos meses, e a germinação é rápida quando a semente é escarificada.

Madeira de lei: por que a araribá ficou tão famosa

A madeira da araribá é o motivo histórico da fama. É dura, pesada, resistente a cupins e com veios avermelhados a castanho-escuros muito decorativos, às vezes chamada de araribá-rosa.

Durante o século XX foi amplamente usada para móveis de luxo, tacos, portas, vigas, dormentes e construção naval. Essa exploração, somada ao desmatamento da Mata Atlântica, colocou pressão sobre a espécie e hoje seu corte em mata nativa é restrito por lei.

Atualmente o uso vem quase todo de plantios e manejo sustentável. A madeira continua valorizada para marcenaria fina, mas o maior valor hoje é ambiental: sombra, sequestro de carbono e atração de fauna.

Araribá x outras árvores de flor amarela

É comum confundir araribá com sibipiruna ou guapuruvu quando sem flores. A diferença está nos frutos: só a araribá tem sâmara com asa única e base espinhosa. Sibipiruna tem vagem achatada e guapuruvu tem vagem preta lenhosa em forma de canoa.

Como plantar araribá: da semente à muda no chão

O plantio por sementes é o mais usado. Quebre a parte espinhosa com cuidado, retire a semente e faça escarificação leve com lixa no lado oposto ao hilo. Deixe de molho por 12 horas e semeie a 2 cm de profundidade.

Use substrato leve com terra, areia e composto orgânico em partes iguais. A germinação ocorre em 10 a 25 dias e a muda atinge 50 cm em 4 a 6 meses. Leve para o local definitivo quando tiver 60 a 80 cm.

No campo, abra berço de 60 x 60 x 60 cm, adube com composto curtido e plante no início das chuvas, de outubro a dezembro. Mantenha tutoramento e coroamento de 1 metro nos dois primeiros anos. O espaçamento ideal é de 6 x 6 metros para sombra ou reflorestamento.

Como cuidar, podar e usar no paisagismo

Araribá quer sol pleno o dia todo e solo profundo que não encharque. Nos dois primeiros anos, regue 2 vezes por semana na seca; depois, só em estiagens longas. Cresce bem em clima subtropical a tropical, tolerando geadas leves quando adulta.

A poda deve ser apenas de formação e limpeza, no inverno sem folhas, retirando galhos cruzados e ramos baixos para levantar a copa. Nunca faça poda drástica ou topo, pois compromete a arquitetura e abre porta para fungos.

No paisagismo, funciona muito bem em fazendas, sítios, parques, praças amplas e reflorestamento. Cria sombra densa em 4 a 5 anos e atrai tucanos, periquitos e abelhas na floração. Evite perto de piscina, pois derruba folhas e frutos espinhosos.

  • Adubação: 1 vez ao ano com composto orgânico ou NPK 10-10-10 no início das chuvas.
  • Cobertura morta: mantenha palhada no coroamento para reter umidade.
  • Propagação: exclusivamente por sementes; estaquia não é viável.

Pragas, doenças e problemas comuns

É árvore rústica e pouco atacada. O problema mais frequente em muda é formiga cortadeira, que pode desfolhar plantas jovens em uma noite. Controle com barreira física e iscas formicidas no entorno, nunca sobre a muda.

Em solo encharcado pode ocorrer podridão de raízes e cancro. Garanta drenagem e não plante em várzea brejosa. Lagartas e besouros desfolhadores aparecem esporadicamente, mas raramente exigem intervenção em árvore adulta.

Queda intensa de folhas no inverno e de frutos espinhosos no outono são comportamentos normais, não doença. Varrição periódica resolve. Se notar galhos secos no topo fora da estação de queda, avalie compactação do solo ou falta de água.

Perguntas frequentes

Araribá cresce rápido?

Sim. É considerada de crescimento rápido e pode crescer 1 a 1,5 metro por ano nos primeiros anos, formando copa para sombra em 4 a 5 anos em solo fértil.

Araribá perde as folhas no inverno?

Sim, é semidecídua a decídua. Perde boa parte das folhas entre junho e agosto e rebrota logo depois, antes da floração amarela.

Pode plantar araribá na calçada?

Não é recomendado. O porte grande e as raízes superficiais levantam calçamento, racham muros e conflitam com fiação.

Quanto tempo para a araribá florescer?

Em plantio a pleno sol e solo bom, a primeira floração ocorre entre 5 e 8 anos após o plantio.

O fruto da araribá é comestível?

Não. O fruto é uma sâmara seca com base espinhosa e semente dura, sem uso alimentar e com espinhos que exigem cuidado ao manusear.

Araribá atrai abelhas?

Muito. A floração amarela é altamente melífera e atrai abelhas nativas, apis e outros polinizadores, além de aves que se alimentam de insetos na copa.

Você sabia?

1

O nome que entrega a textura

O epíteto tomentosum refere-se aos pelos finos e densos que cobrem a face inferior das folhas e os ramos jovens, visíveis com lupa e ao toque aveludado.

2

Fruto que voa como helicóptero

A sâmara alada gira ao cair e pode planar por mais de 30 metros com vento, uma estratégia rara entre as Fabaceae da Mata Atlântica.

3

Parente do jacarandá-da-Bahia

Araribá pertence ao mesmo gênero Centrolobium do jacarandá-da-Bahia, mas sua madeira é mais avermelhada e menos roxa, o que ajuda a diferenciar no comércio ilegal.

4

Sinal de solo bom

Onde há araribás adultas espontâneas, o solo costuma ser profundo e fértil, por isso fazendeiros antigos usavam a árvore como indicadora de terra boa para café.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa Florestas
  3. Instituto Brasileiro de Florestas - IBF

Prós e contras: Araribá

Prós

  • Crescimento rápido e copa ampla com sombra densa
  • Floração amarela vistosa e altamente atrativa para abelhas e aves
  • Espécie nativa que fixa nitrogênio e recupera solos degradados
  • Madeira nobre durável e valorizada quando de plantio manejado
  • Muito rústica após estabelecida, tolera seca moderada e geada leve

Contras

  • Porte grande incompatível com quintais pequenos e calçadas
  • Raízes superficiais e agressivas perto de construções
  • Queda sazonal de folhas e frutos espinhosos exige limpeza
  • Precisa de sol pleno e solo profundo para se desenvolver bem
  • Sementes com viabilidade curta e necessidade de escarificação
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a araribá é uma das melhores escolhas para quem pode oferecer espaço: cresce rápido, faz sombra de verdade e entrega uma floração amarela que poucas nativas grandes igualam. O erro mais comum é tratá-la como árvore urbana pequena; plantada no lugar certo, ela compensa cada metro de copa.

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Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.