🌳 Árvores

Sibipiruna

Cenostigma pluviosum var. peltophoroides

Atualizado em

8 a 25 m de alturaTamanho
SemidecíduaFolhagem
RápidoCrescimento
Sol plenoLuminosidade
50 a 80 anosLongevidade
Sibipiruna adulta com copa larga e arredondada em parque urbano

A sibipiruna é uma árvore nativa da Mata Atlântica de grande porte, famosa pela copa arredondada e muito larga que oferece sombra densa no verão. De crescimento rápido nos primeiros anos, pode atingir de 8 a 25 metros de altura e é uma das espécies mais usadas na arborização urbana do Sudeste e Sul do Brasil.

Semidecídua, ela perde boa parte das folhas no inverno e, logo depois, se cobre de cachos de flores amarelas entre agosto e outubro. Apesar da beleza e da rusticidade, tem raízes superficiais e agressivas que exigem espaço, por isso não serve para qualquer calçada ou quintal pequeno.

Também conhecido como: sibipiruna, sibipuruna, sebipira, coração-de-negro

Faz parte de: Árvores de Sombra, Árvores Grandes, Árvores Ornamentais

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Galeria de fotos de Sibipiruna

Sibipiruna adulta com copa larga e arredondada em parque urbano
Sibipiruna adulta com copa ampla, ideal para sombra em parques e praças.
Folhas bipinadas e flores amarelas da sibipiruna em detalhe
Folhas bipinadas e cachos de flores amarelas com mancha vermelha central.
Tronco e casca da sibipiruna com descamação em placas
Tronco acinzentado com casca que descama em placas, marca da espécie.
Copa da sibipiruna vista de baixo com sombra densa
Copa densa vista de baixo, que garante sombra fechada no verão.
Vagens achatadas e sementes da sibipiruna na árvore
Vagens achatadas marrom-escuras que permanecem na árvore após a floração.
Avenida arborizada com sibipirunas formando túnel verde
Avenida com sibipirunas formando corredor de sombra, uso clássico na arborização.
Ideal para

Ideal para quem tem espaço amplo e busca sombra rápida e densa sem muita exigência de cuidados. É perfeita para sítios, chácaras, praças, condomínios e avenidas largas, onde pode atingir todo o seu porte e florescer com intensidade no fim do inverno.

Pode não ser ideal para

Não é ideal para calçadas estreitas, quintais pequenos ou sob fiação elétrica baixa. Suas raízes superficiais levantam piso, a copa larga exige poda frequente perto de fios e a queda sazonal de folhas e vagens gera sujeira que desagrada quem tem pouco tempo para manutenção.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6 horas diárias
Rega
Regular no 1º e 2º ano; depois tolera seca
Solo
Profundo, fértil e bem drenado; pH 5,5 a 6,5; tolera solo pobre e compactado se houver drenagem
Temperatura
Subtropical e tropical; sensível a geadas fortes nos primeiros anos
Adubação
1 vez ao ano na primavera com composto orgânico ou NPK 10-10-10
Poda
Formação nos primeiros anos e limpeza anual no inverno; evitar poda drástica
Propagação
Por sementes com escarificação mecânica ou água quente

Perfil rápido de Sibipiruna

Estado de conservação

LC
Pouco preocupante

Espécie nativa amplamente distribuída e muito cultivada, sem risco de extinção.

População
Estável
Protegido por
Não possui proteção específica, mas o corte de nativas depende de autorização ambiental municipal/estadual

Calendário

Queda de folhasJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
FrutificaçãoJFMAMJJASOND
Plantio recomendadoJFMAMJJASOND

Encontrado em 1 país

  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Fabales
Família
Fabaceae
Gênero
Cenostigma
Espécie
Cenostigma pluviosum var. peltophoroides

Resumo

  • A sibipiruna é uma árvore nativa brasileira de grande porte, com 8 a 25 metros de altura e copa larga que garante sombra densa e floração amarela no fim do inverno.
  • É semidecídua, de crescimento rápido e muito rústica, mas tem raízes superficiais agressivas que podem levantar calçadas e tubulações se plantada sem espaço.
  • Muito usada em praças, parques e avenidas largas, atrai abelhas na floração e precisa de sol pleno e solo bem drenado para se desenvolver bem.

Características

Ficha da árvore

Nome popularSibipiruna
Nome científicoCenostigma pluviosum var. peltophoroides
Família botânicaFabaceae
OrigemBrasil – Mata Atlântica (Sudeste e Sul)
Tamanho8 a 25 m de altura; copa de 6 a 15 m de diâmetro
CopaArredondada, ampla e densa
FolhagemSemidecídua (perde folhas no inverno)
CrescimentoRápido (1 a 1,5 m por ano nos primeiros anos)
LuminosidadeSol pleno
RegaModerada; tolera seca após estabelecida
SoloFértil, profundo e bem drenado; tolera solos pobres
UsosArborização urbana, sombreamento, paisagismo de parques e recuperação ambiental
Longevidade50 a 80 anos

Perfil e comportamento

Velocidade de crescimentoMuito alto
SombraMuito alto
Resistência à secaAlto
Agressividade das raízesAlto
Facilidade de cultivoMuito alto
Atrai faunaMédio

Como reconhecer a sibipiruna sem confundir

A sibipiruna é frequentemente confundida com pau-brasil e flamboyant, mas tem marcas próprias. O tronco é acinzentado a marrom-escuro, com casca que descama em placas, deixando manchas mais claras, diferente do tronco liso do pau-brasil.

As folhas são bipinadas, com folíolos pequenos, verde-escuros e brilhantes. No inverno, a árvore fica quase pelada por algumas semanas, um comportamento semidecíduo bem característico.

A floração é o melhor identificador. Entre agosto e outubro, surgem cachos eretos de flores amarelas com pequenas manchas vermelhas na pétala central. Os frutos são vagens achatadas, marrom-escuras, de 7 a 12 cm, que permanecem na árvore por meses e fazem barulho ao chacoalhar com o vento.

Origem, tamanho e por que cresce tão rápido

Nativa da Mata Atlântica, a sibipiruna ocorre naturalmente do Rio de Janeiro e Minas Gerais até o Rio Grande do Sul, em floresta estacional semidecidual. Foi amplamente plantada a partir da década de 1970 para arborização urbana.

É uma árvore de grande porte. Em ruas e praças, mantém de 8 a 15 metros, mas em condição ideal passa de 20 metros. A copa acompanha: 6 a 15 metros de diâmetro, bem arredondada.

O crescimento é rápido mesmo em solo pobre. Nos primeiros 3 a 5 anos, avança 1 a 1,5 metro por ano se tiver sol pleno e água. Essa rusticidade explica por que prefeituras a escolheram tanto: pega fácil, tolera poluição e poda.

Copa, sombra e o comportamento semidecíduo

A grande vantagem da sibipiruna é a sombra densa e fresca. A copa fecha rapidamente e filtra muito bem o sol de verão, reduzindo a temperatura sob ela em vários graus.

No inverno, ela é semidecídua: perde de 50% a 90% das folhas entre junho e agosto. Essa queda é natural e rápida, durando 2 a 4 semanas, e não indica doença.

Logo após a queda, vem a brotação de folhas novas, mais claras, seguida da floração. Isso cria um ciclo visual marcante: árvore pelada, depois amarela de flores, depois verde-clara e, por fim, verde-escura novamente.

Floração amarela e frutificação: quando acontece

A floração ocorre no final do inverno e início da primavera, geralmente de agosto a outubro, antes ou junto com as folhas novas. É abundante e dura cerca de 3 a 4 semanas.

As flores são melíferas e muito visitadas por abelhas nativas e Apis mellifera, mas não têm perfume forte. Por isso, atrai fauna polinizadora sem incomodar com cheiro.

Os frutos amadurecem de outubro a dezembro. As vagens secas permanecem na copa e caem aos poucos até o outono. Cada vagem tem 3 a 6 sementes achatadas e duras, com dormência que precisa ser quebrada para germinar.

Raízes, tronco e onde plantar sem dor de cabeça

Este é o ponto crítico da espécie. A sibipiruna tem sistema radicular superficial e agressivo, com raízes grossas que se espalham lateralmente e podem levantar calçadas, muros e asfalto se o espaço for pequeno.

O tronco é ereto, com diâmetro de 40 a 80 cm em exemplares urbanos, e a base pode formar sapopemas discretas. Precisa de canteiro mínimo de 3 x 3 metros e distância de pelo menos 5 metros de construções e tubulações.

Por isso, funciona muito bem em praças, parques, estacionamentos, fazendas e avenidas largas, mas é problemática em calçadas estreitas com menos de 2,5 metros ou sob fiação baixa, pois a copa encosta nos fios.

Como plantar sibipiruna do jeito certo

Plante no início da estação chuvosa, de outubro a dezembro, para que a muda enraíze com água natural. Escolha local com sol pleno o dia todo; sombra atrasa o crescimento e deixa a copa rala.

A cova deve ser grande: 60 x 60 x 60 cm, com mistura de terra, composto orgânico e areia para drenagem. Em solo compactado de cidade, vale aprofundar e quebrar o fundo da cova para a raiz descer.

A propagação é por sementes. Elas precisam de escarificação: lixe levemente um lado da semente ou deixe 10 minutos em água quente (não fervente) para quebrar a casca dura. A germinação ocorre em 7 a 15 dias. Mudas de 1,2 a 1,8 metro já podem ir para o local definitivo com tutor.

Como cuidar: rega, poda e adubação

Nos dois primeiros anos, regue 2 a 3 vezes por semana se não chover. Depois de estabelecida, a sibipiruna tolera estiagem e só precisa de rega em secas prolongadas.

Adubação é simples. Uma vez por ano, no início da primavera, aplique composto orgânico ou NPK 10-10-10 ao redor da projeção da copa. Solo muito pobre apenas deixa o crescimento mais lento, mas não mata a árvore.

A poda deve ser de formação nos primeiros anos, para conduzir um tronco único e levantar a copa a 2,2 metros no passeio. Depois, faça apenas poda de limpeza no inverno, sem folhas, removendo galhos secos e cruzados. Evite poda drástica: ela rebrota desordenada e perde a forma arredondada.

Precisa de tutoramento?

Sim, nos primeiros 12 a 18 meses. Use tutor de bambu ou madeira com amarrio em forma de 8, sem apertar o tronco. Isso evita que o vento entorte a muda enquanto as raízes se firmam.

Usos no paisagismo urbano e na recuperação ambiental

Na cidade, a sibipiruna é uma das melhores árvores de sombra do Brasil. Entra em projetos de praças, pátios escolares, condomínios e arborização de avenidas largas, onde cria túneis verdes.

Na área ambiental, é usada em reflorestamento e recuperação de áreas degradadas, por ser pioneira tolerante e de crescimento rápido. Também serve como quebra-vento e sombreamento para pasto em sistemas silvipastoris.

A madeira é medianamente densa, usada para caixotaria, lenha e carvão, mas não é seu principal valor. O destaque mesmo é ornamental e ecológico, não madeireiro.

Pragas, doenças e problemas comuns

É uma árvore rústica e pouco atacada. O problema mais comum é cochonilha e pulgão em brotações novas, que atraem formigas e fumagina (aquele pó preto nas folhas). Jato d’água e poda de arejamento costumam resolver.

Em solo encharcado, pode ocorrer podridão de raiz. Por isso, drenagem é mais importante que fertilidade. Folhas amareladas fora da época de queda indicam excesso de água ou compactação do solo.

A queda intensa de vagens e folhas é vista como sujeira por alguns. Em áreas pavimentadas, exige varrição sazonal entre abril e junho (folhas) e novembro a janeiro (vagens). Não é ideal para quem busca árvore que não faz sujeira.

Curiosidades que pouca gente sabe

O nome sibipiruna vem do tupi e significa algo como casca escura, referência à casca que descama. Já foi classificada como Caesalpinia peltophoroides e hoje o nome aceito é Cenostigma pluviosum var. peltophoroides, mudança que confunde até viveiristas.

Diferente do flamboyant, não tem raízes que fixam nitrogênio de forma tão eficiente, apesar de ser da família Fabaceae. E ao contrário do que muitos pensam, não é a mesma coisa que sibipiruna-do-cerrado (Cenostigma pluviosum típica), que tem folíolos menores.

Em São Paulo, há avenidas inteiras com sibipirunas plantadas na década de 1980 que hoje formam corredores de sombra contínua, um dos motivos pelos quais a espécie se tornou símbolo da arborização paulistana.

Perguntas frequentes

Sibipiruna levanta calçada?

Sim, se plantada em espaço pequeno. As raízes são superficiais e agressivas e podem levantar pisos e asfalto. Precisa de canteiro de pelo menos 3 x 3 m e distância de 5 m de muros e tubulações.

Qual a diferença entre sibipiruna e pau-brasil?

A sibipiruna tem flores amarelas, casca que descama e vagens achatadas marrom-escuras. O pau-brasil tem flores amarelas com centro vermelho mais intenso, tronco com espinhos quando jovem e madeira vermelha.

Sibipiruna perde todas as folhas?

Ela é semidecídua. Perde grande parte das folhas no inverno, entre junho e agosto, ficando quase pelada por 2 a 4 semanas antes de brotar e florescer.

Quanto tempo para dar sombra?

Com sol pleno e solo bom, já forma sombra útil em 3 a 4 anos e copa fechada em 5 a 7 anos, crescendo 1 a 1,5 m por ano no início.

Pode plantar sibipiruna em vaso?

Não é recomendado. É árvore de grande porte que precisa de solo profundo. Em vaso, não se desenvolve e não floresce bem.

Sibipiruna atrai abelhas?

Sim, a floração de agosto a outubro é muito visitada por abelhas nativas e africanizadas, mas não tem perfume forte e não costuma atrair vespas em excesso.

É nativa do Brasil?

Sim, é nativa da Mata Atlântica brasileira, ocorrendo naturalmente do Sudeste ao Sul do país, e é amplamente usada na arborização urbana.

Você sabia?

1

Nome que mudou 3 vezes

Já foi Caesalpinia peltophoroides e Caesalpinia pluviosa var. peltophoroides. Hoje o nome aceito pela Flora do Brasil é Cenostigma pluviosum var. peltophoroides, mas viveiros ainda vendem com o nome antigo.

2

Flores com senha para abelhas

A pétala central amarela tem uma mancha vermelha que funciona como guia visual para abelhas. Após a polinização, essa mancha escurece, avisando que a flor já não tem néctar.

3

Queda sincronizada

Em algumas cidades do Sudeste, quase todas as sibipirunas perdem as folhas na mesma semana de julho, deixando ruas inteiras peladas por poucos dias antes da explosão amarela.

4

Vagens que estalam

As vagens secas permanecem na árvore por meses e, quando muito secas, se abrem com estalo e lançam as sementes a curta distância, um tipo de dispersão balística discreta.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa Florestas
  3. Instituto Brasileiro de Florestas - IBF

Prós e contras: Sibipiruna

Prós

  • Sombra densa e copa larga, ideal para amenizar calor
  • Crescimento muito rápido e rusticidade, pega até em solo pobre
  • Floração amarela abundante no fim do inverno
  • Nativa da Mata Atlântica, adaptada ao clima do Sudeste e Sul
  • Pouca exigência de manutenção após estabelecida

Contras

  • Raízes superficiais agressivas que danificam calçadas estreitas
  • Queda sazonal intensa de folhas e vagens gera sujeira
  • Copa muito larga conflita com fiação elétrica baixa
  • Não serve para vasos, quintais pequenos ou jardins compactos
  • Perda de folhas no inverno deixa a sombra irregular por algumas semanas
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a sibipiruna é a melhor árvore nativa de sombra rápida para grandes áreas urbanas, superando exóticas como o flamboyant em rusticidade e adaptação. O erro não está na espécie, mas em plantá-la onde não cabe: com espaço, ela é imbatível; sem espaço, vira problema crônico de calçada.

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Última revisão em 17.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.