🌳 Árvores

Eritrina-verde-amarela

Erythrina variegata

Atualizado em

10 a 15 m de alturaTamanho
Caducifólia variegadaFolhagem
RápidoCrescimento
Sol plenoLuminosidade
30 a 50 anosLongevidade
Eritrina-verde-amarela adulta com copa ampla e folhagem variegada em parque

A eritrina-verde-amarela (Erythrina variegata) é uma árvore ornamental de folhagem variegada, com folhas verde-claras e margens amarelo-creme bem marcadas. Cada folha é composta por três folíolos grandes em forma de losango, o que a torna inconfundível mesmo sem flor.

De crescimento rápido e copa ampla e rala, ela é caducifólia: perde boa parte das folhas no inverno e floresce com os galhos quase nus, cobrindo-se de cachos vermelho-alaranjados que atraem beija-flores. O tronco acinzentado costuma ter espinhos curtos e cônicos, mais evidentes em árvores jovens.

Muito usada no litoral, em praças e como cerca-viva alta, tolera vento, salinidade e solos pobres, além de fixar nitrogênio no solo. Não é nativa do Brasil, mas é amplamente cultivada em regiões tropicais e subtropicais como árvore de sombra e destaque paisagístico.

Também conhecido como: Eritrina-variegada, Árvore-coral-variegada, Eritrina-de-jardim, Coral-tree variegated

Faz parte de: Árvores de Sombra, Árvores Ornamentais

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Galeria de fotos de Eritrina-verde-amarela

Eritrina-verde-amarela adulta com copa ampla e folhagem variegada em parque
Eritrina-verde-amarela adulta com copa ampla e folhas variegadas.
Folhas variegadas da eritrina-verde-amarela em close
Folhas trifolioladas verde com margem amarelo-creme.
Floração vermelho-alaranjada da eritrina-verde-amarela em galhos sem folhas
Floração vermelho-alaranjada no inverno com galhos quase nus.
Tronco da eritrina-verde-amarela com casca acinzentada e espinhos cônicos
Tronco acinzentado com espinhos cônicos característicos.
Vagens e sementes vermelhas da eritrina-verde-amarela
Vagens cilíndricas e sementes vermelho-vivo, tóxicas se ingeridas.
Eritrina-verde-amarela como quebra-vento em jardim litorâneo
Uso no litoral como quebra-vento e árvore de destaque.
Ideal para

Ideal para quem tem área ampla, sítio ou casa no litoral e busca uma árvore de crescimento rápido com folhagem clara que ilumina o jardim e atrai beija-flores. Funciona muito bem como ponto focal, sombra rala e quebra-vento, exigindo pouca manutenção após estabelecida.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quintal pequeno, calçada estreita ou sob fiação, pois atinge 10 a 15 m e tem espinhos e madeira quebradiça. Também não é indicada para quem tem crianças pequenas ou pets que levam sementes à boca, já que as sementes são tóxicas e os espinhos machucam.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6 horas diárias; meia-sombra apaga a variegação
Solo
Bem drenado, leve a médio, tolera areia e salinidade; não tolera encharcamento
Rega
Muda: 2 a 3 vezes por semana; adulta: apenas em estiagem prolongada
Temperatura
Tropical e subtropical; sensível a geadas fortes quando jovem
Adubação
Anual no fim do inverno com composto orgânico + fósforo; evitar excesso de nitrogênio
Poda
Leve após floração para forma e limpeza; remover ramos verdes não variegados
Propagação
Estacas de 40-60 cm (mais fácil) ou sementes com escarificação

Perfil rápido de Eritrina-verde-amarela

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

Espécie amplamente cultivada e com distribuição natural extensa na Ásia e Oceania.

População
Estável
Protegido por
Não

Calendário

Queda de folhasJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
Frutificação (vagens)JFMAMJJASOND
BrotaçãoJFMAMJJASOND
Plantio (mudas/estacas)JFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica

Sementes, casca e folhas contêm alcaloides eritrínicos; ingestão causa vômitos e distúrbios neurológicos. Espinhos causam ferimentos.

Habitat

Ambientes

  • Áreas urbanas, praças e parques
  • Litoral e restingas cultivadas
  • Quintas, fazendas e cercas-vivas
  • Capoeiras e áreas degradadas em recuperação

Biomas

  • Mata Atlântica (cultivada)
  • Cerrado (cultivada)
  • Caatinga (cultivada em áreas irrigadas)
  • Amazônia (cultivada)

Encontrado em 8 países

  • Índia
  • Sri Lanka
  • Tailândia
  • Filipinas
  • Indonésia
  • Malásia
  • Austrália
  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Fabales
Família
Fabaceae
Gênero
Erythrina
Espécie
Erythrina variegata L.

Resumo

  • A eritrina-verde-amarela é a Erythrina variegata, árvore de 10 a 15 m com folhas variegadas verde e amarelo-creme e flores vermelho-alaranjadas no inverno.
  • De crescimento rápido e copa ampla, perde as folhas para florescer e atrai beija-flores, abelhas e pássaros, tolerando bem vento e salinidade no litoral.
  • É ideal para sombra rala, paisagismo tropical e quebra-vento, mas exige sol pleno, espaço e cuidado com espinhos e sementes tóxicas.

Características

Ficha da árvore

Nome popularEritrina-verde-amarela
Nome científicoErythrina variegata L.
Família botânicaFabaceae (Leguminosae)
OrigemÁsia Tropical e Oceania (Índia ao Pacífico)
Tamanho10 a 15 m de altura, até 20 m em condições ideais
CopaAmpla, arredondada e rala, 8 a 12 m de diâmetro
FolhagemCaducifólia a semidecídua, variegada
Coresverdeamarelo-cremevermelho-alaranjadomarrom
CrescimentoRápido
LuminosidadeSol pleno
RegaModerada; tolera seca curta após estabelecida
SoloBem drenado, fértil a pobre; tolera salinidade
UsosOrnamental, sombra rala, cerca-viva, quebra-vento, adubação verde
Longevidade30 a 50 anos

Perfil e comportamento

Velocidade de crescimentoMuito alto
SombraMédio
Resistência à secaMédio
Agressividade das raízesMédio
Facilidade de cultivoMuito alto
Atrai faunaMuito alto

Como reconhecer a eritrina-verde-amarela sem errar

A marca registrada é a folha variegada. São folhas trifolioladas, com três folíolos grandes em forma de losango ou coração largo, verde no centro e com margem irregular amarelo-creme. Nenhuma outra eritrina comum no Brasil tem essa variegação tão contrastada.

O tronco é acinzentado, levemente fissurado e com espinhos cônicos curtos, que diminuem com a idade. Os ramos jovens são mais armados. A copa é aberta, rala, e deixa passar bastante luz mesmo quando cheia.

Na floração, a identificação fica ainda mais fácil: cachos eretos de flores vermelho-alaranjadas, em forma de feijão alongado, surgem quando a árvore está quase sem folhas. Depois vêm vagens marrom-escuras, cilíndricas, com sementes vermelho-vivo e brilhantes.

Origem, tamanho e por que ela muda tanto ao longo do ano

A espécie é nativa da Ásia tropical e Oceania, da Índia e Sri Lanka até o norte da Austrália e ilhas do Pacífico. Foi levada como ornamental para quase todo o trópico, inclusive o Brasil, onde se adaptou muito bem ao litoral.

Em cultivo, atinge 10 a 15 m de altura com facilidade, podendo chegar a 20 m se não for podada. O diâmetro da copa varia de 8 a 12 m. O crescimento é muito rápido nos primeiros 3 a 5 anos, o que explica seu uso para sombra rápida.

É caducifólia a semidecídua: perde folhas no outono-inverno, floresce pelada e brota novamente na primavera. Essa troca drástica confunde quem espera folhagem o ano todo. Em regiões mais frias ou secas, a queda é total; no litoral úmido, é parcial.

Floração e frutos: o espetáculo vermelho no galho pelado

A floração ocorre no inverno, entre junho e setembro na maior parte do Brasil. Os racemos de 15 a 30 cm surgem nas pontas dos ramos sem folhas, com flores tubulares vermelho-alaranjadas muito nectaríferas.

O contraste entre o galho cinza, sem folha, e o vermelho intenso é o grande valor ornamental da espécie. Cada flor dura poucos dias, mas o conjunto floresce por semanas. É uma das eritrinas mais visitadas por beija-flores, cambacicas e abelhas.

Os frutos são vagens de 10 a 25 cm, que amadurecem de outubro a dezembro. Quando secam, abrem-se e liberam sementes vermelhas com mancha preta. As sementes são tóxicas se ingeridas por conterem alcaloides do tipo eritrina.

Onde plantar e como usar no paisagismo

A eritrina-verde-amarela brilha como árvore de destaque isolada em gramados amplos, praças e fazendas. A folhagem clara ilumina o jardim e combina com espécies de folha escura, como oiti ou ficus.

No litoral, é excelente para quebra-vento e tolerância à maresia. Suporta ventos fortes e salinidade melhor que a maioria das ornamentais variegadas. Também é usada como cerca-viva alta ou renque, plantada a cada 4 a 6 m e podada para manter a altura.

Como fixa nitrogênio no solo, foi tradicionalmente usada para sombreamento de cacau e café na Ásia e para adubação verde. A sombra é rala e filtrada, boa para quem quer luz no jardim, mas não serve se a ideia é sombra densa e fresca no verão.

Como plantar eritrina-verde-amarela do jeito certo

Escolha local em sol pleno e com espaço. Afaste 5 a 7 m de muros, casas e fiação, e pelo menos 3 m de calçadas. Evite plantar sobre tubulações rasas.

A propagação mais comum é por estaca de galho lenhoso, de 40 a 60 cm, plantada direto no local definitivo no início da estação chuvosa. Pega com facilidade e mantém a variegação. Por semente também é possível, mas exige escarificação (lixar levemente ou deixar 24h em água morna) para quebrar a dormência.

Coveie com 50 x 50 x 50 cm, misture terra com composto orgânico e areia se o solo for argiloso. Nos primeiros 6 meses, regue 2 a 3 vezes por semana. Depois do pegamento, a necessidade cai muito. Em regiões frias do Sul, plante na primavera para evitar geada em muda jovem.

Como cuidar: rega, solo, poda e adubação

Solo ideal é bem drenado, de fértil a moderadamente pobre, com pH levemente ácido a neutro. Tolera solos arenosos e até pedregosos, desde que não encharquem. Encharcamento prolongado apodrece raízes.

Rega é moderada. Muda precisa de água regular; árvore adulta tolera estiagens curtas e só precisa de irrigação em secas prolongadas. Excesso de água reduz floração.

Adube uma vez ao ano, no fim do inverno, com composto orgânico e fósforo para estimular flor. Evite nitrogênio em excesso, pois a planta já fixa o nutriente e pode crescer demais sem florescer. A poda deve ser leve e após a floração, apenas para limpar galhos secos e controlar altura. Podas drásticas eliminam a floração do ano seguinte e deixam tocos com espinhos expostos.

Tamanho, copa e raízes: o que esperar na prática

A copa é ampla, arredondada e pouco densa. Projeta sombra manchada, que permite grama embaixo, diferente de árvores de copa fechada. O crescimento é vertical nos primeiros anos e depois abre.

As raízes são superficiais e moderadamente agressivas, nota 3 em 5. Não são tão destrutivas quanto as de ficus ou flamboyant, mas podem levantar calçada se plantadas muito perto. Em solo compactado, tendem a ficar mais superficiais ainda.

Por ter madeira relativamente leve e quebradiça, galhos podem quebrar com vento muito forte se a copa não for manejada. Mantenha a estrutura com um líder central nos primeiros anos para evitar forquilhas fracas.

Pragas, problemas comuns e toxicidade

É árvore rústica, mas pode ser atacada por lagartas, pulgões e cochonilhas em brotações novas. Galhas e manchas foliares fúngicas aparecem em locais muito úmidos e sombreados. Melhorar ventilação e sol resolve na maioria dos casos.

Um erro comum é plantar à meia-sombra esperando variegação intensa. Sem sol pleno, as folhas ficam mais verdes e a planta estica, fraca. Outro erro é regar demais no inverno, quando está sem folhas e precisa de repouso.

Atenção à toxicidade: sementes, casca e folhas contêm alcaloides. A ingestão de sementes pode causar náusea, vômitos e alterações neurológicas em humanos e pets. Mantenha vagens fora do alcance de crianças e cães, e use luvas ao podar por causa dos espinhos.

Característica Eritrina-verde-amarela Eritrina-coral comum (Erythrina speciosa)
Folhagem Variegada verde e amarelo-creme Toda verde, sem variegação
Floração Vermelho-alaranjado com galhos quase nus Vermelho vivo, também sem folhas
Espinhos Presentes, cônicos e espaçados Mais numerosos e agudos
Uso Ornamental luminoso, quebra-vento litorâneo Mais usada em áreas alagáveis e mata ciliar

Perguntas frequentes

Eritrina-verde-amarela suja muito?

Sim, na queda de folhas no inverno e na queda de flores e vagens. É caducifólia e exige varrição sazonal, mas a sujeira é leve e compostável.

Pode plantar na calçada?

Só em calçadas largas, com mais de 3 m, longe de fiação e tubulação. Para calçadas estreitas, prefira espécies menores e sem espinhos.

Quanto tempo para florescer?

Mudas de estaca florescem em 2 a 3 anos; de semente, em 4 a 5 anos, sempre no inverno quando perde as folhas.

Precisa de muita água?

Não. Após o primeiro ano, tolera estiagens curtas e prefere solo bem drenado. Excesso de rega no inverno prejudica a floração.

A folhagem variegada pode ficar toda verde?

Pode. Ramos reversos totalmente verdes surgem e devem ser podados, senão dominam a copa por terem mais vigor.

É tóxica para cachorro e gato?

Sim. Sementes e casca são tóxicas se ingeridas. Recolha vagens caídas e evite que pets mordam sementes vermelhas.

Atrai beija-flores mesmo?

Muito. As flores tubulares vermelho-alaranjadas são ricas em néctar e são um dos principais atrativos da espécie no inverno.

Você sabia?

1

Cerca-viva que vira árvore

Na Índia e nas Filipinas, estacas de eritrina são fincadas como mourões vivos: enraízam e formam cercas que depois viram árvores de sombra para gado e plantações.

2

Variegação instável

Ramos totalmente verdes podem surgir no meio da copa variegada; se não forem podados, tendem a dominar porque têm mais clorofila e crescem mais rápido.

3

Fixadora de nitrogênio

Como leguminosa, abriga bactérias Rhizobium nas raízes que fertilizam o solo, por isso foi usada para sombrear cacauais e recuperar áreas degradadas.

4

Flor sem folha de propósito

Florescer sem folhas não é falha: sem folhagem, as flores vermelhas ficam mais visíveis para beija-flores e a polinização aumenta muito.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa Florestas
  3. IUCN Red List
  4. Plants of the World Online - Kew

Prós e contras: Eritrina-verde-amarela

Prós

  • Crescimento muito rápido e fácil pega por estaca
  • Folhagem variegada luminosa o ano todo (exceto queda invernal)
  • Floração exuberante no inverno, quando poucas árvores florescem
  • Tolera vento, maresia e solos pobres do litoral
  • Atrai beija-flores, abelhas e pássaros e fixa nitrogênio no solo

Contras

  • Caducifólia: fica pelada no inverno e gera folhas e flores no chão
  • Tem espinhos no tronco e ramos jovens
  • Sementes tóxicas para humanos e pets se ingeridas
  • Copa rala não oferece sombra densa no verão
  • Madeira leve pode quebrar com ventos muito fortes se mal formada
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a eritrina-verde-amarela é uma das melhores escolhas para quem quer cor clara no jardim sem esperar décadas, mas ela cobra espaço e sol. Não é árvore para calçada padrão: brilha mesmo como exemplar isolado onde a copa variegada e a floração pelada possam ser vistas de longe.

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Última revisão em 17.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.