🌳 Árvores

Kiri-japonês

Paulownia tomentosa

Atualizado em

12 a 15 m de alturaTamanho
CaducifóliaFolhagem
Muito rápidoCrescimento
Sol plenoLuminosidade
70 a 100 anosLongevidade
Kiri-japonês adulto florido com copa ampla e flores roxas

O kiri-japonês (Paulownia tomentosa) é uma árvore caducifólia famosa por ser uma das que mais crescem no mundo, com floração roxa exuberante antes das folhas e folhas enormes aveludadas que podem passar de 40 cm.

Apesar do nome, é nativa da China e não do Japão, onde foi introduzida há séculos e virou símbolo cultural. No Brasil é cultivada como ornamental e para madeira leve, mas exige espaço e planejamento por causa do crescimento agressivo e do potencial invasor.

Também conhecido como: Kiri, Árvore-da-imperatriz, Paulownia-imperial, Empress tree (inglês), Kiri-no-ki (japonês)

Faz parte de: Árvores de Sombra, Árvores Grandes, Árvores Ornamentais

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Galeria de fotos de Kiri-japonês

Kiri-japonês adulto florido com copa ampla e flores roxas
Kiri-japonês adulto em plena floração roxa no fim do inverno.
Folhas grandes aveludadas e flores roxas do kiri-japonês
Detalhe das folhas gigantes e das flores em forma de trombeta.
Tronco e casca clara do kiri-japonês
Tronco reto e casca cinza-clara característica.
Copa do kiri-japonês vista de baixo com folhas grandes
Copa ampla vista de baixo, com sombra densa no verão.
Cápsulas secas e sementes aladas do kiri-japonês
Cápsulas ovais que permanecem na árvore e liberam sementes ao vento.
Kiri-japonês plantado em sítio amplo como árvore de sombra
Uso do kiri-japonês para sombra rápida em áreas amplas.
Ideal para

Ideal para quem tem sítio, chácara ou terreno grande e busca sombra muito rápida, floração vistosa e madeira leve para projetos. Também funciona bem em parques, áreas de lazer e sistemas agroflorestais onde há espaço e sol pleno o dia todo.

Pode não ser ideal para

Não é ideal para quintal pequeno, calçada, jardim sob fiação ou perto de muros e tubulações, pois as raízes são agressivas e a copa é muito ampla. Também não serve para quem não pode fazer manejo anual das cápsulas e podas, já que a dispersão de sementes e a quebra de galhos exigem atenção.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno (mínimo 6 horas diretas)
Rega
Regular no 1º e 2º ano; depois moderada, tolera estiagem curta
Solo
Fértil, profundo, bem drenado, pH 5,5 a 6,5; não tolera encharcamento
Temperatura
Subtropical a temperada; adulta suporta geada até -15 °C, jovem é sensível
Adubação
Orgânica + NPK 4-14-8 no fim do inverno; reforço leve na primavera
Poda
Formação no inverno; remova brotações basais e ramos cruzados
Propagação
Sementes na superfície com luz, estacas de raiz e rebrotas de toco

Perfil rápido de Kiri-japonês

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

Espécie amplamente cultivada e naturalizada fora da área nativa, sem risco de extinção.

População
estável
Protegido por
false

Calendário

FloraçãoJFMAMJJASOND
FrutificaçãoJFMAMJJASOND
Queda de folhasJFMAMJJASOND
PlantioJFMAMJJASOND

Encontrado em 8 países

  • China
  • Japão
  • Coreia do Sul
  • Estados Unidos
  • Brasil
  • França
  • Alemanha
  • Itália

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Lamiales
Família
Paulowniaceae
Gênero
Paulownia
Espécie
Paulownia tomentosa

Resumo

  • O kiri-japonês é uma árvore caducifólia de 12 a 15 metros, com crescimento de até 3 metros por ano e floração roxa perfumada no fim do inverno.
  • Suas folhas gigantes e aveludadas e a copa ampla e arredondada garantem sombra rápida, mas as raízes são agressivas e exigem distância de construções.
  • No Brasil vai bem a sol pleno, em solo fértil e bem drenado, e é ideal para sítios e parques, não para calçadas ou quintais pequenos.

Características

Ficha da árvore

Nome popularKiri-japonês
Nome científicoPaulownia tomentosa (Thunb.) Steud.
Família botânicaPaulowniaceae
OrigemChina central e ocidental (cultivada no Japão há séculos)
Tamanho12 a 15 m de altura (pode chegar a 20 m); copa de 8 a 12 m de diâmetro
CopaAmpla, arredondada e aberta
FolhagemCaducifólia
CrescimentoMuito rápido (2 a 4 m/ano nos primeiros anos)
LuminosidadeSol pleno
RegaModerada; jovem precisa de rega regular
SoloFértil, profundo, bem drenado e levemente ácido
UsosOrnamental, sombra, madeira leve, recuperação de áreas
Longevidade70 a 100 anos

Perfil e comportamento

Velocidade de crescimentoMuito alto
SombraAlto
Resistência à secaMédio
Agressividade das raízesMuito alto
Facilidade de cultivoAlto
Atrai faunaAlto

O que é o kiri-japonês e por que o nome engana

O kiri-japonês é a Paulownia tomentosa, também chamada de árvore-da-imperatriz. O nome popular vem do japonês kiri, mas a espécie é nativa da China, onde ocorre em florestas abertas e encostas.

Foi levada ao Japão há mais de mil anos e se tornou tão presente na cultura japonesa que ganhou o brasão do governo e a tradição de plantar uma muda no nascimento de uma filha. A madeira seria cortada no casamento para fazer o tansu, o baú de quimono.

No Brasil chegou como ornamental e árvore para madeira. É da família Paulowniaceae, distinta de Bignoniaceae, o que já a separa do jacarandá e do ipê, com quem é confundida quando florida.

Como identificar o kiri-japonês sem erro

A identificação mais segura é pelas folhas gigantes e aveludadas. São opostas, em forma de coração, com 20 a 40 cm de comprimento, verde-escuras em cima e com pelos acinzentados embaixo. Filhotes e rebrotas podem ter folhas de até 60 cm.

O tronco é reto, com casca cinza-clara e lisa quando jovem, ficando levemente fissurada com a idade. Os ramos são grossos, ocos por dentro e com cicatrizes foliares bem marcadas.

A floração ocorre antes das folhas, no fim do inverno. Cachos eretos de 20 a 40 cm trazem flores em forma de trombeta, lilás-arroxeadas com interior amarelado e perfumadas, lembrando violeta e baunilha. Depois surgem cápsulas ovais secas, de 3 a 4 cm, que ficam na árvore até o inverno seguinte e liberam milhares de sementes aladas.

Diferença para jacarandá e catalpa

O jacarandá-mimoso tem folhas compostas e bipinadas, bem diferentes da folha simples e enorme do kiri. A catalpa tem folha parecida, mas flores brancas e frutos em vagem longa e fina, não em cápsula oval.

Crescimento explosivo: tamanho, copa e raízes

O kiri-japonês é considerado a madeira nobre que mais cresce no mundo. Em solo fértil e com água, mudas podem crescer 2 a 4 metros por ano nos dois primeiros anos e atingir 6 metros em uma estação.

A altura adulta mais comum no Brasil é de 12 a 15 metros, com copa arredondada de 8 a 12 metros de diâmetro. O crescimento depois desacelera e a árvore investe em engrossar o tronco.

O ponto crítico são as raízes agressivas e superficiais. São fortes, se espalham muito além da copa e rebrotam com vigor se cortadas. Por isso não é indicada a menos de 8 a 10 metros de muros, calçadas, tubulações e fossas.

A copa é caducifólia: perde todas as folhas no inverno, o que permite sol no frio e sombra densa no verão. Essa característica é valiosa para conforto térmico em sítios e parques.

Floração e frutificação no Brasil

No Sudeste e Sul, a floração ocorre entre agosto e outubro, antes da brotação. As flores duram 2 a 3 semanas e são muito visitadas por abelhas e beija-flores.

A polinização é cruzada e a produção de sementes é enorme: uma única árvore pode liberar mais de 20 milhões de sementes minúsculas por ano, dispersas pelo vento. As cápsulas amadurecem entre outubro e dezembro e permanecem secas na copa.

Em regiões de inverno pouco frio, a floração pode ser mais falhada e menos sincronizada. Frio de pelo menos algumas semanas abaixo de 10 °C ajuda na indução floral.

Como plantar kiri-japonês do jeito certo

Escolha local com sol pleno o dia todo e espaço generoso. Evite plantar perto de rede elétrica, pois o crescimento rápido atinge os fios em poucos anos.

O solo ideal é profundo, fértil, solto e bem drenado, com pH entre 5,5 e 6,5. Solos encharcados apodrecem a raiz. Em solo pobre, incorpore composto orgânico e areia grossa na cova de 60 x 60 x 60 cm.

O melhor período de plantio no Brasil é o início da estação chuvosa, de setembro a dezembro, para a muda enraizar com água disponível. Mantenha tutoramento no primeiro ano porque os ramos jovens são quebradiços com vento forte.

  • Muda: prefira muda de viveiro com 60 a 90 cm, de semente ou estaca de raiz.
  • Espaçamento: 10 x 10 metros se for plantar mais de uma.
  • Propagação: por sementes (precisam de luz para germinar, não enterre), estacas de raiz e rebrotas. Sementes perdem viabilidade rápido.

Como cuidar ao longo do ano

Nos primeiros dois anos, regue 2 a 3 vezes por semana se não chover. Depois de estabelecida, tolera estiagens curtas, mas cresce menos e pode perder folhas mais cedo.

Adube no fim do inverno com matéria orgânica e NPK rico em fósforo para estimular floração. Excesso de nitrogênio gera muita folha e pouca flor.

A poda deve ser leve e no inverno, sem folhas. Retire ramos cruzados, secos e brotações da base. A técnica japonesa de talhadia corta o tronco rente ao solo no primeiro ano para forçar um fuste único, reto e sem nós, valorizado para madeira.

É uma árvore rústica e tolera poluição urbana e geada moderada até -15 °C quando adulta. Não tolera sombra: com menos de 6 horas de sol, fica estiolada e quase não floresce.

Usos, madeira e paisagismo: onde ele brilha

A madeira do kiri é extremamente leve, clara e estável, com densidade de 260 a 320 kg/m³, quase metade da do pinus. Não empena, é fácil de trabalhar e tem boa resistência ao fogo.

No Japão é usada para geta (tamancos), instrumentos musicais, móveis, caixas e forros. No Ocidente virou matéria-prima para pranchas de surf, aeromodelos e até caixões tradicionais japoneses, por resistir à umidade.

No paisagismo brasileiro funciona como árvore de sombra rápida para sítios, fazendas, parques e estacionamentos amplos. Também é usada em sistemas agroflorestais e recuperação de áreas degradadas, porque cresce rápido, produz muita biomassa e suas folhas grandes formam boa cobertura morta.

Não é indicada para arborização de rua estreita ou calçada. Para cidade, prefira espécies nativas de raiz menos agressiva, como ipê-amarelo ou sibipiruna.

Riscos, pragas e por que exige planejamento

O maior risco é a dispersão descontrolada. Nos Estados Unidos é considerada invasora em vários estados. No Brasil ainda não é classificada como invasora oficial em nível nacional, mas já há registros de naturalização no Sul e Sudeste, exigindo manejo das sementes.

Para evitar problema, remova as cápsulas antes que abram se não quiser propagação, e não plante perto de mata nativa ou beira de rio.

Em termos fitossanitários é rústica, mas pode sofrer com podridão de raiz em solo encharcado, antracnose foliar e cochonilhas em mudas estressadas. Folhas muito grandes rasgam com vento forte e granizo, o que é normal e não exige tratamento.

Outro ponto é a quebra de galhos em tempestades quando a copa está muito densa e pesada. Podas de formação nos primeiros anos reduzem esse risco.

Curiosidades que pouca gente sabe

Em 1823 o médico alemão Philipp Franz von Siebold levou sementes do Japão para a Europa, e de lá a árvore se espalhou como ornamental pelo mundo. O epíteto tomentosa refere-se aos pelos densos que cobrem folhas e ramos jovens.

No Japão, a folha de kiri estilizada é o emblema do primeiro-ministro e aparece em moedas de 500 ienes. A paulownia também é a única árvore que, segundo a lenda, a fênix pousa — por isso era plantada perto de casas nobres.

Perguntas frequentes

Kiri-japonês é invasor no Brasil?

Ainda não é listado como invasor oficial nacional, mas tem alto potencial de naturalização por produzir milhões de sementes ao vento. Evite plantar perto de mata nativa e remova as cápsulas se não quiser dispersão.

Quanto tempo para o kiri-japonês florescer?

De semente, costuma florescer entre 3 e 5 anos; de muda bem formada e com frio no inverno, pode florescer já no 2º ou 3º ano.

Pode plantar kiri-japonês na calçada?

Não é recomendado. As raízes são agressivas e a copa larga quebra calçada, muros e tubulações, além de atingir fiação rapidamente.

Kiri-japonês perde as folhas no inverno?

Sim, é caducifólia. Perde todas as folhas no inverno e brota novamente na primavera, logo após a floração.

Qual a diferença entre kiri-japonês e jacarandá?

O kiri tem folhas simples, enormes e aveludadas e flores roxas em cacho ereto antes das folhas; o jacarandá tem folhas compostas finas e flores roxas em cacho pendente com folhas.

Kiri-japonês atrai abelhas?

Sim, as flores são muito melíferas e perfumadas, atraindo abelhas, mamangavas e beija-flores durante a floração.

Você sabia?

1

Tradição do baú de casamento

No Japão planta-se um kiri no nascimento de uma filha; quando ela se casa, a árvore é cortada para fazer o tansu, baú tradicional para quimonos, porque a madeira protege contra umidade e insetos.

2

Crescimento recorde

Em condições ideais, brotações de toco podem alongar mais de 4 metros em um único ano, e a árvore pode ser cortada e rebrotar vigorosamente várias vezes.

3

Sementes que precisam de luz

As sementes são minúsculas e fotoblásticas positivas: só germinam se ficarem na superfície do solo com luz; enterradas, não nascem.

4

Madeira que não afunda fácil

Por ser tão leve e com alto teor de ar, a madeira de kiri já foi usada em boias, caixões flutuantes e até no interior de pranchas de surf.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa Florestas
  3. Plants of the World Online - Kew

Prós e contras: Kiri-japonês

Prós

  • Crescimento mais rápido entre madeiras nobres, sombra em 2 a 3 anos
  • Floração roxa perfumada e muito ornamental antes das folhas
  • Madeira leve, estável e fácil de trabalhar
  • Tolera geada quando adulta e poluição urbana
  • Ótima para sistemas agroflorestais e recuperação de áreas

Contras

  • Raízes agressivas que danificam calçadas e tubulações
  • Copa muito grande, inadequada para espaços pequenos ou sob fiação
  • Produz milhões de sementes com potencial invasor
  • Galhos jovens quebradiços com vento forte
  • Precisa de sol pleno; não floresce bem à meia-sombra
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o kiri-japonês é imbatível para quem precisa de sombra e presença visual em tempo recorde, mas é uma escolha técnica, não afetiva: exige espaço e manejo para não virar dor de cabeça com raízes e sementes. Para a maioria dos quintais urbanos brasileiros, nativas como ipês entregam beleza com menos risco.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.