🌳 Árvores

Guapuruvu

Schizolobium parahyba

Atualizado em

20 a 30 m (até 40 m)Tamanho
Semicaducifólia, bipinadaFolhagem
Muito rápido, até 3 m/anoCrescimento
Sol plenoLuminosidade
50 a 80 anosLongevidade
Guapuruvu adulto isolado mostrando tronco reto e copa ampla

O guapuruvu (Schizolobium parahyba) é uma das árvores mais imponentes e de crescimento mais rápido da Mata Atlântica. Chega a 30 metros em poucos anos, com tronco reto e copa ampla que garante sombra densa no verão.

É uma espécie pioneira, muito usada em reflorestamento e paisagismo de grandes áreas, mas exige espaço. Suas flores amarelas surgem quando a árvore está quase sem folhas, criando um espetáculo visível a quilômetros de distância.

Também conhecido como: Guapiruvu, Bacurubu, Ficheira, Pau-de-vintém, Faveiro

Faz parte de: Árvores de Sombra, Árvores Grandes, Árvores Ornamentais

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Galeria de fotos de Guapuruvu

Guapuruvu adulto isolado mostrando tronco reto e copa ampla
Guapuruvu adulto pode ultrapassar 30 metros com copa aberta e imponente.
Folhas bipinadas e flores amarelas do guapuruvu em detalhe
Folhas gigantes bipinadas e cachos de flores amarelas na primavera.
Tronco liso acinzentado do guapuruvu com cicatrizes circulares
Tronco liso e acinzentado com marcas circulares características.
Copa do guapuruvu vista de baixo contra o céu azul
Copa ampla vista de baixo, que garante sombra generosa no verão.
Frutos em forma de espátula do guapuruvu
Frutos achatados em forma de espátula com uma semente alada.
Guapuruvu em paisagismo de parque amplo
Em parques e sítios o guapuruvu cria paisagens de grande impacto visual.
Ideal para

Ideal para quem tem sítio, chácara, fazenda ou terreno grande e quer sombra rápida, reflorestamento ou quebra-vento natural. Também é perfeita para projetos de restauração ambiental, sistemas agroflorestais e para quem busca uma árvore nativa de floração amarela exuberante.

Pode não ser ideal para

Não é ideal para quintais pequenos, calçadas, sob fiação elétrica ou perto de muros e fossas, por causa do porte gigante e das raízes superficiais e agressivas. Quem tem pouco tempo para limpeza também deve evitar, já que a queda sazonal de folhas e vagens suja bastante.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno o dia todo, sem sombreamento
Rega
Regular no 1º ano; depois apenas em estiagens longas
Solo
Profundo, fértil, úmido e bem drenado; pH 5,5 a 6,5
Temperatura
18 °C a 28 °C; sensível a geada forte quando jovem
Adubação
Matéria orgânica na cova + NPK anual nos 2 primeiros anos
Poda
Apenas formação e limpeza no inverno; evitar poda drástica
Propagação
Por sementes com escarificação mecânica

Perfil rápido de Guapuruvu

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

Espécie nativa com ampla distribuição e uso em reflorestamento, sem risco iminente de extinção.

População
Estável
Protegido por
Não possui proteção legal específica, mas é protegida dentro do bioma Mata Atlântica pela Lei 11.428/2006

Calendário

FloraçãoJFMAMJJASOND
FrutificaçãoJFMAMJJASOND
Queda de folhasJFMAMJJASOND
PlantioJFMAMJJASOND

Habitat

Ambientes

  • Floresta Ombrófila Densa
  • Capoeiras e capoeirões
  • Matas ciliares e encostas úmidas
  • Áreas degradadas em regeneração

Biomas

  • Mata Atlântica

Encontrado em 1 país

  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Fabales
Família
Fabaceae
Gênero
Schizolobium
Espécie
Schizolobium parahyba

Resumo

  • O guapuruvu é uma árvore nativa da Mata Atlântica que pode ultrapassar 30 m de altura e crescer até 3 m por ano nos primeiros anos.
  • É semicaducifólia, com floração amarela intensa entre agosto e novembro e frutos em forma de espátula que lembram uma colher.
  • Sua madeira leve e clara é usada em canoas, caixotaria e artesanato, e a espécie é fundamental para recuperação de áreas degradadas.

Características

Ficha da árvore

Nome popularGuapuruvu
Nome científicoSchizolobium parahyba
Família botânicaFabaceae
OrigemMata Atlântica (Brasil)
Tamanho20 a 30 m de altura, até 40 m em floresta
CopaAmpla, aberta e arredondada, 10 a 15 m de diâmetro
FolhagemSemicaducifólia (perde folhas no inverno)
CrescimentoMuito rápido, 2 a 3 m por ano nos 5 primeiros anos
LuminosidadeSol pleno
RegaModerada; exige água no primeiro ano
SoloProfundo, fértil, bem drenado e úmido
UsosSombra, reflorestamento, madeira leve, paisagismo rural
Longevidade50 a 80 anos

Perfil e comportamento

Velocidade de crescimentoMuito alto
SombraMuito alto
Resistência à secaBaixo
Agressividade das raízesAlto
Facilidade de cultivoAlto
Atrai faunaMédio

O que é o guapuruvu e por que ele se destaca

O guapuruvu é uma árvore pioneira gigante da Mata Atlântica, famosa por ser a que mais cresce no bioma. Em condições ideais, ultrapassa 2 a 3 metros por ano nos primeiros anos e atinge porte adulto em menos de uma década.

Pertence à família Fabaceae, a mesma dos ingás e sibipirunas. Ocorre naturalmente do sul da Bahia ao Rio Grande do Sul, sempre em floresta ombrófila densa, capoeirões e beira de rios. É a árvore símbolo de Florianópolis e muito plantada em Joinville, onde dá nome a ruas e praças.

Na nossa avaliação, o guapuruvu é a melhor escolha para quem precisa de sombra rápida e recuperação ambiental, mas a pior para quem tem pouco espaço. Ele não é árvore de calçada.

Como identificar o guapuruvu: tronco, folhas e flores

O tronco é inconfundível: reto, cilíndrico, liso e acinzentado-esverdeado, com cicatrizes circulares deixadas pelas folhas que caem. Jovens têm o tronco quase verde, liso como o de um coqueiro.

As folhas são bipinadas e enormes, com até 1 metro de comprimento, compostas por centenas de folíolos pequenos. De longe, lembram uma pena ou a folha de uma samambaia gigante. No inverno, a árvore fica quase pelada.

A floração acontece quando a copa está sem folhas, o que torna o amarelo ainda mais intenso. São cachos eretos de flores amarelo-vivo, com pétalas delicadas, que surgem entre agosto e novembro. Depois vêm os frutos: vagens achatadas em forma de espátula ou colher, com uma única semente alada na ponta.

Tamanho, copa e raízes: o que esperar do porte gigante

Um guapuruvu adulto mede 20 a 30 metros de altura em áreas abertas e pode chegar a 40 metros dentro da mata. O diâmetro do tronco varia de 60 a 100 cm, e a copa aberta alcança 10 a 15 metros de diâmetro.

É uma árvore de sombra excelente, mas não densa o ano todo por ser semicaducifólia. No verão, a folhagem fecha bem; no inverno, deixa o sol passar, o que é vantajoso para quem quer sombra sazonal.

As raízes são superficiais e agressivas. São do tipo tabular em solos rasos e se espalham longe do tronco. Por isso, nunca plante a menos de 10 metros de muros, casas, redes de esgoto e fiação. Em sítios, a distância ideal é de 12 a 15 metros de construções.

Onde e como plantar guapuruvu corretamente

O guapuruvu precisa de sol pleno desde o primeiro dia. Não tolera sombra na fase jovem e morre se plantado sob outras árvores. O clima ideal é subtropical e tropical úmido, sem geadas fortes e prolongadas.

Prefira solos profundos, férteis e bem drenados, mas que mantenham umidade. Ele não vai bem em solo compactado, encharcado ou muito pobre. Em reflorestamento, é usado justamente para quebrar solo exposto e preparar terreno para espécies mais exigentes.

  • Época de plantio: início da estação chuvosa, de outubro a dezembro na maior parte do Brasil.
  • Muda: use muda com 50 a 80 cm, de viveiro idôneo. Sementes têm dormência e precisam de escarificação.
  • Cova: 60 x 60 x 60 cm, com esterco curtido e calcário se o solo for ácido.
  • Espaçamento: 8 x 8 m para reflorestamento; isolada, deixe 12 m livres ao redor.
  • Tutoramento: necessário nos primeiros 12 meses, pois o crescimento rápido deixa o tronco flexível ao vento.

Em áreas urbanas, plante apenas em parques, praças grandes, chácaras e fazendas. Não é indicado para calçadas, quintais pequenos ou sob fiação elétrica.

Como cuidar: luz, rega, solo e poda

No primeiro ano, a rega é decisiva. Mantenha o solo úmido, sem encharcar, regando 2 a 3 vezes por semana se não chover. Depois de estabelecido, o guapuruvu tolera estiagens curtas, mas não é resistente à seca prolongada.

Adubação não precisa ser frequente. Uma adubação de base com matéria orgânica e uma cobertura anual com NPK 10-10-10 nos dois primeiros anos já acelera o crescimento. Em solos de Mata Atlântica, ele cresce bem mesmo sem adubo.

A poda deve ser mínima. Faça apenas poda de formação nos primeiros anos para conduzir um tronco único e retire galhos secos ou mal posicionados no inverno. Nunca faça poda drástica: a madeira é mole e apodrece fácil no corte.

A espécie não tolera geada forte quando jovem. Em regiões do Sul com invernos rigorosos, proteja a muda nos dois primeiros invernos com sombrite ou plantio abrigado.

Floração, frutificação e atração de fauna

A floração do guapuruvu é um evento. Entre agosto e outubro, a copa seca se cobre de amarelo e atrai abelhas nativas, mamangavas e beija-flores. É considerada melífera, importante para apicultura.

Os frutos amadurecem entre abril e junho. Cada vagem contém uma semente marrom, achatada, com asa membranosa que ajuda na dispersão pelo vento. A queda das vagens faz barulho característico quando bate no chão.

Apesar de atrair polinizadores, não é uma grande árvore para aves frugívoras, pois a semente não é carnosa. Seu papel ecológico é outro: crescer rápido, fazer sombra e criar microclima para que espécies de mata mais exigentes se estabeleçam embaixo.

Usos da madeira e importância ecológica

A madeira do guapuruvu é extremamente leve, macia e clara, com densidade de apenas 0,30 a 0,40 g/cm³. Por isso, não serve para estrutura ou móveis pesados, mas é perfeita para caixotaria, forros, brinquedos, canoas de tronco único (canoa caiçara) e miolo de portas.

Historicamente, indígenas e caiçaras escavavam o tronco para fazer canoas de um pau só, pois o tronco reto e leve flutua com facilidade. Hoje, o uso principal é em lâminas, compensados e artesanato.

No campo ambiental, é uma das espécies mais plantadas em recuperação de áreas degradadas e sistemas agroflorestais. Por ser pioneira, heliófila e de crescimento explosivo, cobre o solo em 2 anos, controla erosão e atrai biodiversidade. A Embrapa Florestas a recomenda como espécie de preenchimento em restauração.

Problemas comuns, pragas e cuidados na cidade

O guapuruvu é rústico e tem poucas pragas graves. O maior problema é mecânico, não fitossanitário: galhos quebradiços com vento forte e raízes que levantam calçadas.

  • Lagartas e formigas cortadeiras: atacam mudas jovens. Controle com barreira física e manejo, sem veneno em excesso.
  • Cupins e fungos: podem entrar por feridas de poda mal feita, já que a madeira é mole.
  • Queda de folhas e frutos: no inverno e outono, suja bastante o chão. Exige varrição constante.
  • Risco de queda: em tempestades, galhos grandes podem quebrar. Evite plantar perto de telhados.

Se você mora em área urbana densa, prefira sibipiruna ou tipuana, que têm raízes menos agressivas. Guapuruvu é árvore para quem tem espaço de sobra.

Curiosidades que pouca gente sabe

O nome guapuruvu vem do tupi wa’puru’vu, que significa árvore do barulho, por causa do estalo que as vagens fazem ao cair. Outro nome, ficheira, vem do uso das folhas como fichas de contagem em brincadeiras antigas.

Apesar do porte, a semente é pequena e precisa de escarificação mecânica para germinar. Sem lixar ou cortar levemente o tegumento, ela pode levar meses para brotar.

É uma das poucas árvores brasileiras que podem ser vistas do espaço em plantios homogêneos, de tão rápido e uniforme que é o crescimento da copa nos primeiros anos.

Perguntas frequentes

Guapuruvu cresce rápido mesmo?

Sim, é a árvore nativa mais rápida da Mata Atlântica. Pode crescer 2 a 3 metros por ano nos primeiros 5 anos em solo fértil e com água.

Pode plantar guapuruvu na calçada?

Não é recomendado. O porte gigante e as raízes superficiais levantam calçadas, quebram muros e entram em tubulações.

Quando o guapuruvu floresce?

Entre agosto e novembro, quando está quase sem folhas. As flores são amarelas, em cachos eretos, muito vistosas.

Guapuruvu perde as folhas no inverno?

Sim, é semicaducifólia. Perde grande parte das folhas entre junho e agosto e brota novamente na primavera.

A madeira do guapuruvu é boa?

É leve e macia, ótima para caixotaria, forros, artesanato e canoas, mas não serve para estruturas que exigem resistência.

Como germinar semente de guapuruvu?

É preciso escarificar: lixe levemente a lateral da semente até aparecer o interior claro e deixe de molho por 24 horas antes de semear.

Guapuruvu atrai abelhas?

Sim, é melífera. Suas flores amarelas atraem abelhas nativas, mamangavas e beija-flores.

Você sabia?

1

O tronco que muda de cor

Quando jovem, o tronco do guapuruvu é verde e fotossintetizante, ajudando a árvore a crescer mesmo sem muitas folhas. Com a idade, fica acinzentado e liso com anéis bem marcados.

2

A canoa de um pau só

Caiçaras do litoral de São Paulo e Paraná escavavam troncos de guapuruvu para fazer canoas inteiriças de até 8 metros, pois a madeira é leve, não racha fácil e flutua muito bem.

3

Semente que precisa de lixa

A semente tem tegumento duro e impermeável. Sem escarificação com lixa ou água quente, a germinação pode demorar mais de 90 dias e ficar abaixo de 30%.

4

Crescimento recorde

Em plantios experimentais da Embrapa, mudas de guapuruvu atingiram 4 metros em apenas 14 meses, superando eucalipto em velocidade inicial em solos férteis de Mata Atlântica.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa Florestas
  3. Instituto de Pesquisas Ambientais (SMA-SP)

Prós e contras: Guapuruvu

Prós

  • Crescimento extremamente rápido, ideal para sombra em 3 a 4 anos
  • Ótima para reflorestamento e recuperação de área degradada
  • Floração amarela exuberante e de grande valor paisagístico
  • Sombra sazonal: fechada no verão e aberta no inverno
  • Madeira leve com uso artesanal e histórico (canoas)

Contras

  • Porte gigante incompatível com quintais e calçadas
  • Raízes superficiais e agressivas que danificam estruturas
  • Galhos quebradiços em ventos fortes
  • Queda intensa de folhas e frutos que suja o entorno
  • Sensível a geadas fortes e à seca prolongada quando jovem
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o guapuruvu é imbatível para quem quer resultado rápido em sombra e restauração, mas é uma escolha técnica, não ornamental de rua. Plantar guapuruvu exige planejamento de espaço a longo prazo, e quem ignora isso paga a conta com raízes em muros e galhos em telhados.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.