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Lesma-do-mar

Nudibranchia spp. (grupo das lesmas-do-mar)

Atualizado em

0,5 a 60 cm (maioria 2–5 cm)Tamanho
1 g a 400 gPeso
1 mês a 1 anoExpectativa de vida
Recifes e costões rasosHabitat
Baixo, tóxica se ingeridaPerigo para humanos
Lesma-do-mar Chromodoris colorida sobre recife de coral

A lesma-do-mar não é uma espécie única, mas o nome popular para milhares de moluscos gastrópodes marinhos sem concha na fase adulta, principalmente os nudibrânquios. O que mais chama atenção é a coloração extrema, que não é só enfeite: avisa predadores sobre toxinas.

Apesar do tamanho pequeno, a maioria entre 2 e 5 cm, ela tem uma das biologias mais sofisticadas do oceano. Consegue roubar armas químicas e até cloroplastos das presas, é hermafrodita e vive quase sempre associada a recifes e costões rochosos em águas rasas.

Também conhecido como: Lesma do mar, Nudibrânquio, Sea slug (inglês), Babosa-do-mar, Lebre-do-mar (para Aplysiida)

Faz parte de: Animais dos Recifes de Coral, Animais Marinhos do Brasil, Polvos, Lulas e Moluscos

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Galeria de fotos de Lesma-do-mar

Lesma-do-mar Chromodoris colorida sobre recife de coral
Lesma-do-mar nudibrânquia com cores vivas sobre o recife.
Close-up da cabeça e rinóforos de lesma-do-mar
Detalhe dos rinóforos, órgãos químicos para farejar presas.
Detalhe das ceratas e brânquias de lesma-do-mar
Ceratas onde muitas espécies armazenam toxinas e cnidócitos.
Lesma-do-mar dragão-azul flutuando no oceano aberto
Dragão-azul, espécie pelágica que flutua na superfície.
Lesma-do-mar depositando fita de ovos em espiral
Desova em fita espiral, típica das lesmas-do-mar.
Lesma-do-mar dançarina-espanhola nadando
Dançarina-espanhola, uma das maiores lesmas-do-mar, nadando.

Perfil rápido de Lesma-do-mar

Estado de conservação

NE
Não Avaliada

Maioria das espécies ainda não foi avaliada pela IUCN por falta de dados.

População
desconhecida
Protegido por
Coleta proibida em unidades de conservação marinhas no Brasil

Calendário

Reprodução (maior atividade)JFMAMJJASOND
Melhor observação por mergulhoJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica se ingerida
  • PessoasTóxica se ingerida; algumas causam irritação ou queimadura leve por cnidócitos

Não manusear. Lavar mãos após contato acidental e não levar à boca. Glaucus atlanticus pode causar queimadura dolorosa.

Vida útil

Na natureza
1 mês a 1 ano, raramente até 2 anos em espécies maiores de águas frias

Reprodução

Sistema sexual
Hermafrodita simultânea com fecundação cruzada recíproca
Tipo de nascimento
Ovípara com desova em fita espiral gelatinosa
Ninhada
500 a 1.000.000 de ovos por desova conforme a espécie
Desenvolvimento
Indireto com larva véliger planctônica; poucas com desenvolvimento direto
Padrão sazonal
Reprodução o ano todo em águas tropicais, com picos na primavera e verão

Habitat

Ambientes

  • Recifes de coral
  • Costões rochosos
  • Poças de maré
  • Fundos arenosos e lodosos
  • Mar aberto pelágico (espécies como Glaucus)

Biomas

  • Zona entremarés
  • Zona nerítica
  • Zona oceânica

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Esponjas
  • Cnidários (hidroides, anêmonas)
  • Briozoários

Outros alimentos

  • Ascídias
  • Algas verdes e vermelhas
  • Outras lesmas-do-mar (canibalismo ocasional)

Encontrado em 10 países

  • Brasil
  • Austrália
  • Estados Unidos
  • Japão
  • África do Sul
  • México
  • Filipinas
  • Indonésia
  • Espanha
  • Moçambique

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Mollusca
Classe
Gastropoda
Ordem
Nudibranchia (grupo principal das lesmas-do-mar)
Família
Múltiplas (ex.: Chromodorididae)
Gênero
Diversos (ex.: Chromodoris, Glaucus, Elysia)
Espécie
Mais de 3.000 espécies descritas

Resumo

  • A lesma-do-mar é um molusco gastrópode marinho sem concha, com mais de 3.000 espécies de nudibrânquios conhecidas, reconhecível pelas cores vivas, rinóforos e brânquias expostas.
  • Vive em todos os oceanos, mas é mais diversa e fácil de observar em recifes de coral e costões rochosos rasos até 30 m, onde se alimenta de forma altamente especializada.
  • Não é perigosa se apenas observada, mas muitas espécies são tóxicas se tocadas ou ingeridas porque acumulam substâncias das presas e não devem ser manuseadas.

Características

Ficha da espécie

GrupoMolusco (gastrópode marinho)
OrdemNudibranchia (principal grupo; inclui Aplysiida e Sacoglossa)
FamíliaDiversas (Chromodorididae, Discodorididae, Glaucidae, entre outras)
Origem e distribuiçãoCosmopolita, todos os oceanos; maior diversidade no Indo-Pacífico e Atlântico tropical
Tamanho0,5 a 60 cm (maioria 2 a 5 cm)
Peso1 g a 400 g conforme a espécie
Coresbrancoamarelolaranjavermelhoazulroxoverdepretomarrom
Profundidade0 a 2.500 m (maioria até 30 m)
HabitatRecifes de coral, costões rochosos, poças de maré, fundos arenosos e mar aberto
AlimentaçãoCarnívora especializada (esponjas, cnidários, briozoários) ou herbívora (algas)
ReproduçãoHermafrodita, ovípara com desova em fita espiral
Expectativa de vida1 mês a 1 ano (raras até 2 anos)
Estado de conservaçãoNão Avaliada (NE) para a maioria das espécies

Perfil e comportamento

Periculosidade para pessoasMuito baixo
SociabilidadeMuito baixo
InteligênciaBaixo
VelocidadeMuito baixo
Capacidade de migraçãoMuito baixo
Importância para o ecossistema marinhoAlto

Como identificar uma lesma-do-mar de verdade

A lesma-do-mar adulta não tem concha externa. Isso já a separa de caracóis e caramujos marinhos. O corpo é mole, alongado e geralmente muito colorido, com padrões que não se repetem em outras espécies do mesmo recife.

Procure por dois pares de estruturas na cabeça e no dorso. No topo da cabeça há os rinóforos, antenas químicas que parecem chifres e servem para farejar presas. No dorso, muitas espécies exibem as brânquias em forma de pluma ou ceratas (projeções alongadas). Se as brânquias formam uma coroa ao redor do ânus, é um nudibrânquio doridáceo; se são ceratas espalhadas, é um eolidáceo.

Confusões comuns acontecem com platelmintos marinhos (vermes achatados), que também são coloridos. A diferença: platelmintos deslizam com ondulações e não têm rinóforos nem brânquias visíveis. Lesmas-do-mar se movem com um pé muscular único e deixam rastro de muco.

  • Tamanho real: a maioria cabe na unha do polegar, de 2 a 5 cm. Gigantes como Hexabranchus sanguineus (a dançarina-espanhola) chegam a 60 cm.
  • Textura: pele nua, às vezes com tubérculos ou papilas, nunca escamas.
  • Cor como aviso: tons neon de vermelho, azul e amarelo indicam aposematismo, ou seja, aviso de toxicidade.

Onde vive no Brasil e no mundo: do recife raso ao mar profundo

Lesmas-do-mar ocorrem em todos os oceanos, do Ártico à Antártica, mas a diversidade explode em águas tropicais. O Indo-Pacífico concentra mais de 1.000 espécies descritas, e o Atlântico tropical, incluindo o Brasil, tem centenas ainda pouco estudadas.

No Brasil, os melhores pontos são costões rochosos e recifes de coral do Nordeste, Sudeste e ilhas oceânicas como Fernando de Noronha e Atol das Rocas. Elas preferem profundidades de 0 a 30 m, onde há luz e presas fixas como esponjas. Algumas vivem em poças de maré, outras em fundos de areia e poucas são pelágicas, como Glaucus atlanticus, o dragão-azul que flutua na superfície.

Não é um animal migrador. Cada indivíduo vive em uma área pequena, de poucos metros quadrados, e depende da presença da presa específica. Por isso, a distribuição é em mosaico: você pode mergulhar 50 vezes no mesmo recife e só encontrar determinada espécie em uma fenda com a esponja certa.

O que come e por que fica colorida e tóxica

A alimentação é o ponto mais fascinante e explica a cor. Quase toda lesma-do-mar é extremamente especialista: uma espécie come apenas um ou dois tipos de esponja, outra só hidroides, outra só briozoários. Essa especialização é tão forte que a presença da lesma indica a presença da presa.

Ao comer, ela não digere tudo. Muitas sequestram metabólitos secundários tóxicos das esponjas e armazenam nas glândulas da pele. Outras, como os eolidáceos, roubam cnidócitos (células urticantes) de anêmonas e hidroides e os levam intactos para as ceratas, prontos para disparar contra predadores. É a cleptodefesa.

Um grupo à parte, os sacoglossos como Elysia, faz cleptoplastia: suga cloroplastos de algas e os mantém funcionais no corpo por semanas a meses, fazendo fotossíntese. É um dos poucos animais considerados parcialmente fotossintéticos.

  • Dieta carnívora (nudibrânquios): esponjas, ascídias, briozoários, cnidários e até outras lesmas-do-mar.
  • Dieta herbívora (sacoglossos e lebres-do-mar): algas verdes, vermelhas e cianobactérias.
  • Consequência visual: pigmentos da presa e toxinas acumuladas definem a cor. Indivíduos da mesma espécie podem variar de cor conforme a dieta local.

Como se defende: toxinas, camuflagem e roubo de armas

Sem concha, a defesa é química e visual. Três estratégias se destacam e muitas espécies combinam mais de uma.

A primeira é o aposematismo: cores contrastantes que ensinam peixes a evitar o ataque. Experimentos mostram que peixes aprendem em uma única tentativa a cuspir nudibrânquios coloridos. A segunda é a camuflagem críptica: espécies que comem esponjas ou algas copiam exatamente a cor e a textura da presa, ficando invisíveis.

A terceira é a mais sofisticada: usar a arma do inimigo. Eolidáceos armazenam cnidócitos na ponta das ceratas e podem causar queimadura leve em humanos sensíveis. Doridáceos concentram terpenos tóxicos de esponjas em glândulas na borda do manto. Se um predador morde, recebe uma dose concentrada e raramente tenta de novo.

Reprodução hermafrodita e ciclo de vida curto

Toda lesma-do-mar é hermafrodita simultânea: cada indivíduo tem ovários e testículos funcionais ao mesmo tempo. Ainda assim, precisa de parceiro para cruzar, exceto raros casos de autofecundação. O acasalamento é recíproco e pode durar minutos a horas, com troca mútua de esperma.

A desova é inconfundível: uma fita gelatinosa em espiral, como uma rosa, fixada em rocha ou alga, com milhares de ovos microscópicos. A cor da fita varia de branca a amarela e rosa, conforme a espécie. Em águas tropicais, o desenvolvimento é rápido.

O ciclo é curto e intenso. A maioria vive de 1 mês a 1 ano. Passam por larva véliger planctônica que nada por dias a semanas antes de assentar no fundo e se transformar em lesma. Poucas espécies têm desenvolvimento direto, sem fase larval. Essa vida breve explica por que populações aparecem e somem sazonalmente no mesmo recife.

Quanto tempo vive cada fase?

Fase Duração típica
Ovo em fita espiral 5 a 15 dias até eclosão
Larva véliger 7 a 30 dias no plâncton
Juvenil bentônico 2 a 4 semanas até maturidade
Adulto reprodutivo 1 a 6 meses

É perigosa para humanos? O que fazer ao encontrar uma

Para quem só observa, o risco é muito baixo. Lesmas-do-mar não mordem, não perseguem e não atacam. O problema surge se forem tocadas, espremidas ou ingeridas.

Algumas espécies concentram toxinas que podem causar irritação de pele, náusea e vômito se levadas à boca, e eolidáceos podem liberar cnidócitos que ardem como água-viva leve. O dragão-azul (Glaucus atlanticus), que acumula veneno de caravelas, é um dos poucos que pode causar queimadura dolorosa mesmo sem ser provocado, se encontrado na areia.

A regra é simples: não toque, não colete e não coloque na mão para foto. A pele humana tem óleos e protetor solar que prejudicam o animal, e a manipulação estressa e pode matar uma criatura que já vive pouco. Se tocar sem querer, lave as mãos e não leve à boca ou aos olhos.

Ameaças, conservação e por que não tocar

A maioria das espécies está como Não Avaliada (NE) na IUCN, não por estarem seguras, mas por falta de dados. São animais pequenos, crípticos e com taxonomia em constante revisão, o que dificulta avaliações.

As ameaças reais são as mesmas dos recifes: aquecimento e acidificação da água, poluição, sedimentação, coleta para aquariofilia e pisoteio em poças de maré. Como dependem de presas específicas, se a esponja ou o coral morre, a lesma desaparece junto. São excelentes bioindicadoras de saúde recifal.

No Brasil, a coleta é regulada e recifes estão em unidades de conservação onde a retirada de organismos é proibida. O turismo descontrolado, com virada de pedras para procurar bichos, destrói micro-habitats que levam anos para se recuperar.

Como observar lesmas-do-mar com responsabilidade

Observar lesmas-do-mar é um dos pontos altos do mergulho macro, mas exige técnica. Elas não estão nadando no azul; estão paradas sobre a presa, muitas vezes com menos de 1 cm.

Mergulhe devagar, com boa flutuabilidade, e procure em fendas, sob pedras parcialmente expostas e sobre esponjas coloridas. Use lanterna lateral para realçar cores e fotografe sem flash excessivo. Nunca vire pedras e deixe como encontrou; se virar para fotografar, recoloque exatamente na mesma posição.

Para quem faz snorkel, poças de maré bem preservadas em maré baixa são ótimas, mas pise apenas na areia, use sapatilha e não retire o animal da água. Registre local, profundidade e substrato e envie para projetos de ciência cidadã como iNaturalist, que ajudam a mapear a distribuição no Brasil.

Curiosidades que pouca gente sabe

A dançarina-espanhola nada ondulando o manto como um flamenco, comportamento raro entre lesmas que são rastejadoras. Já o dragão-azul flutua de barriga para cima usando uma bolha de ar no estômago e é contracorrente: o azul nas costas o camufla para aves e o prateado na barriga para peixes.

Algumas espécies praticam canibalismo seletivo e caçam outras lesmas-do-mar maiores que elas, seguindo o rastro químico de muco. E há espécies que incorporam toxinas tão potentes que estão sendo estudadas para fármacos antitumorais, como compostos isolados de Jorunna e Chromodoris.

Perguntas frequentes

Lesma-do-mar tem concha?

Na fase adulta, não. A larva tem concha temporária, mas o adulto perde a concha e se defende com toxinas e cores de aviso.

Lesma-do-mar é perigosa para humanos?

Se apenas observada, não. Pode causar irritação, queimadura leve ou intoxicação se for tocada com força ou ingerida, pois acumula toxinas das presas.

Qual a diferença entre lesma-do-mar e lesma terrestre?

São moluscos diferentes. A marinha vive no oceano, respira por brânquias expostas e tem rinóforos; a terrestre vive em terra, respira por pulmão e não tem essas estruturas.

Onde encontrar lesma-do-mar no Brasil?

Em recifes e costões rochosos de 0 a 30 m, como em Noronha, Abrolhos, Arraial do Cabo e Laje de Santos, sempre sobre ou perto da presa específica.

Lesma-do-mar pode ser criada em aquário?

Não é recomendada. É altamente especialista na alimentação, vive pouco e morre rapidamente sem a presa exata, além da coleta prejudicar recifes.

Por que a lesma-do-mar é tão colorida?

A cor serve como aviso de toxicidade ou como camuflagem perfeita sobre a presa. Muitas cores vêm diretamente dos pigmentos e toxinas que ela acumula ao comer.

O dragão-azul é uma lesma-do-mar?

Sim, Glaucus atlanticus é uma lesma pelágica que flutua na superfície e concentra veneno de caravelas, podendo causar queimadura se tocada na praia.

Fatos surpreendentes

1

Rouba armas urticantes intactas

Lesmas eolidáceas comem hidroides e anêmonas, guardam os cnidócitos sem disparar e os transportam para as ceratas, onde ficam prontos para queimar predadores.

2

Faz fotossíntese roubada

Sacoglossos como Elysia chlorotica sugam cloroplastos de algas e os mantêm ativos por meses, vivendo parcialmente de luz solar, um fenômeno chamado cleptoplastia.

3

Dragão-azul flutua ao contrário

Glaucus atlanticus engole ar, flutua de cabeça para baixo na superfície e acumula veneno de caravelas-portuguesas, ficando mais urticante que a própria presa.

4

Desova em forma de rosa

A fita de ovos em espiral pode conter até 1 milhão de ovos microscópicos e sua cor e padrão são tão específicos que ajudam a identificar a espécie.

Fontes

  1. WoRMS - World Register of Marine Species
  2. SeaLifeBase
  3. IUCN Red List
  4. ICMBio - Instituto Chico Mendes

Prós e contras: Lesma-do-mar

Prós

  • Cores extraordinárias, ótima para fotografia macro e educação ambiental
  • Bioindicadora sensível da saúde dos recifes
  • Controle natural de esponjas, hidroides e algas nos ecossistemas
  • Fonte de compostos bioativos estudados para novos fármacos
  • Fácil de observar com mergulho responsável sem alimentar ou tocar

Contras

  • Vida muito curta e dieta especialista, não sobrevive em aquário comum
  • Tóxica se ingerida e algumas causam queimadura leve
  • Extremamente sensível à poluição, aquecimento e pisoteio em poças
  • Populações localizadas e sazonais, difícil de encontrar sem guia
  • Maioria sem avaliação de conservação e com taxonomia ainda instável
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a lesma-do-mar é o melhor termômetro de recife saudável que o mergulhador pode encontrar: pequena, linda e extremamente sensível à qualidade da água. Vale muito mais como estrela da fotografia macro do que como souvenir ou animal de aquário, onde raramente sobrevive.

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Sansão Monteiro
Escrito porSansão MonteiroEditor de Animais

Ele é criador de conteúdo sobre animais, com foco em raças de cães e gatos, comportamento, características físicas e cuidados essenciais. Através de pesquisa em fontes confiáveis, procura…

Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.