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Boto-cinza

Sotalia guianensis

Atualizado em

1,7 a 2,1 mTamanho
80 a 120 kgPeso
30 a 35 anosExpectativa de vida
Baías e estuários costeirosHabitat
BaixíssimoPerigo para humanos
Boto-cinza nadando de lado em água costeira com coloração cinza uniforme

O boto-cinza (Sotalia guianensis) é o golfinho mais avistado no litoral brasileiro. Mamífero marinho costeiro, vive em baías, estuários e águas rasas do Atlântico, do sul do Brasil até a América Central, sempre perto da costa.

Facilmente confundido com o tucuxi amazônico, foi reconhecido como espécie distinta apenas em 2007. É menor que o golfinho-nariz-de-garrafa, tem coloração cinza uniforme e comportamento muito social, formando grupos que caçam de forma coordenada.

Apesar de comum, sofre com poluição, ruído de embarcações e captura acidental em redes de pesca. É um excelente indicador de saúde ambiental em baías como a de Guanabara e a Norte, em Santa Catarina.

Também conhecido como: Boto-cinza, Boto da baía, Golfinho-da-Guiana, Golfinho-cinza, Guiana dolphin, Costero, Bufeo gris

Faz parte de: Animais Marinhos do Brasil, Baleias e Golfinhos

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Galeria de fotos de Boto-cinza

Boto-cinza nadando de lado em água costeira com coloração cinza uniforme
Boto-cinza adulto em águas costeiras rasas, com corpo hidrodinâmico e dorso cinza.
Close da cabeça do boto-cinza mostrando bico curto e olho
Detalhe da cabeça: bico médio e olho adaptado à visão dentro e fora d'água.
Detalhe da pele e da nadadeira dorsal do boto-cinza
Pele lisa e nadadeira dorsal triangular, usada para foto-identificação.
Grupo de botos-cinza caçando em estuário com manguezal ao fundo
Grupo caçando de forma coordenada em estuário, habitat preferencial.
Mãe e filhote de boto-cinza nadando juntos em baía rasa
Mãe e filhote: vínculo que dura até dois anos.
Boto-cinza saltando na Baía de Guanabara com costa urbana ao fundo
Boto-cinza em baía urbana, onde resiste mesmo com alta poluição.

Perfil rápido de Boto-cinza

Estado de conservação

NT
Quase Ameaçado

Populações costeiras em declínio por captura acidental e poluição, com subpopulações isoladas e vulneráveis.

População
Em declínio
Protegido por
Sim, protegido por lei no Brasil (Lei 7.643/1987 proíbe captura e molestamento de cetáceos)

Calendário

Reprodução (acasalamentos)JFMAMJJASOND
Pico de nascimentosJFMAMJJASOND
Maior atividade de grupos (avistamentos)JFMAMJJASOND

Vida útil

Na natureza
30 a 35 anos
Em cativeiro
Não se adapta bem; não há programa de manutenção em cativeiro no Brasil

Reprodução

Maturidade sexual
5 a 8 anos
Gestação
11 a 12 meses
Filhotes por gestação
1
Intervalo entre crias
Cerca de 2 anos
Amamentação
8 a 12 meses
Pico de nascimentos
Primavera e verão (outubro a fevereiro)

Habitat

Ambientes

  • Baías costeiras protegidas
  • Estuários e desembocaduras de rios
  • Canais de manguezal
  • Águas costeiras rasas até 30 m

Biomas

  • Marinho Costeiro
  • Estuário
  • Manguezal

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Peixes costeiros (corvina, sardinha, tainha)
  • Lulas e sépias

Outros alimentos

  • Camarões
  • Pequenos polvos
  • Peixes demersais

Encontrado em 10 países

  • Brasil
  • Colômbia
  • Venezuela
  • Guiana
  • Suriname
  • Guiana Francesa
  • Panamá
  • Costa Rica
  • Nicarágua
  • Honduras

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Mammalia
Ordem
Artiodactyla
Família
Delphinidae
Gênero
Sotalia
Espécie
Sotalia guianensis (van Bénéden, 1864)

Resumo

  • O boto-cinza é um golfinho costeiro de 1,7 a 2,1 m que vive em baías, estuários e mar raso do Atlântico ocidental, do Brasil à Nicarágua.
  • Vive em grupos de 2 a 60 indivíduos, caça peixes, lulas e camarões com ecolocalização e táticas cooperativas, e tem gestação de 11 a 12 meses.
  • Está classificado como Quase Ameaçado pela IUCN, ameaçado por redes de pesca, poluição química e ruído, e deve ser observado à distância e sem alimentar ou tocar.

Características

Ficha da espécie

GrupoMamífero marinho
OrdemArtiodactyla (Cetacea)
FamíliaDelphinidae
Origem e distribuiçãoAtlântico ocidental, da Nicarágua ao sul do Brasil
Tamanho1,7 a 2,1 m (fêmeas ligeiramente maiores)
Peso80 a 120 kg
Corescinzacinza-clarorosado no ventre
Profundidade0 a 30 m, raramente até 50 m
HabitatCosteiro, baías, estuários e desembocaduras de rios
AlimentaçãoCarnívora (peixes, lulas, camarões e polvos pequenos)
ReproduçãoVivípara, 1 filhote por gestação de 11 a 12 meses
Expectativa de vida30 a 35 anos na natureza
Estado de conservaçãoQuase Ameaçado (NT) - IUCN

Perfil e comportamento

Periculosidade para pessoasMuito baixo
SociabilidadeMuito alto
InteligênciaMuito alto
VelocidadeMédio
Capacidade de migraçãoBaixo
Importância para o ecossistema marinhoAlto

Como identificar o boto-cinza sem confundir

O boto-cinza tem cor cinza uniforme no dorso e ventre mais claro, levemente rosado, sem manchas ou listras. O bico é médio, entre 30 e 35 cm, bem mais curto que o do golfinho-nariz-de-garrafa e mais longo que o do tucuxi amazônico.

A nadadeira dorsal é triangular e levemente curvada para trás, com base larga. É a marca mais visível quando ele sobe para respirar. As nadadeiras peitorais são pequenas e arredondadas.

Adultos medem 1,7 a 2,1 m e pesam 80 a 120 kg. Filhotes nascem com 90 a 100 cm e cerca de 10 a 12 kg, já com a coloração acinzentada. Não há dimorfismo evidente a olho nu, embora fêmeas sejam em média um pouco maiores.

Diferença crucial: boto-cinza x tucuxi

Até 2007 eram tratados como uma espécie só. Hoje são duas: Sotalia guianensis (boto-cinza, marinho) e Sotalia fluviatilis (tucuxi, de água doce amazônica). O boto-cinza é maior, tem crânio mais robusto e 26 a 28 dentes por fileira, contra 28 a 35 do tucuxi.

Na prática, a localização resolve: se está no mar, baía ou estuário do Atlântico, é boto-cinza. Se está em rio amazônico a mais de 100 km da costa, é tucuxi.

Onde vive e por que é tão costeiro

O boto-cinza ocorre do sul de Santa Catarina (Brasil) até a Nicarágua, sempre em águas costeiras rasas. Não é oceânico. Prefere profundidades de 5 a 30 metros, dentro da plataforma continental.

Seus habitats favoritos são baías protegidas, estuários, canais de manguezais e desembocaduras de rios. Locais como a Baía de Guanabara (RJ), Baía de Paranaguá (PR), Estuário de Cananéia (SP) e Baía Norte (SC) concentram populações residentes o ano todo.

Essa fidelidade à costa tem um preço. Ele vive exatamente onde há mais tráfego de barcos, esgoto, ruído e redes de pesca. Por isso, mesmo sendo o golfinho mais comum do Brasil, suas populações são isoladas entre si, com pouco intercâmbio genético.

  • Baía Norte (SC): cerca de 600 indivíduos residentes, uma das maiores populações conhecidas.
  • Baía de Guanabara (RJ): população caiu de cerca de 400 nos anos 1980 para menos de 30 hoje, reflexo direto da poluição.
  • Cananéia e Paranaguá: populações estáveis que usam o complexo estuarino para criar filhotes.

O que come e como caça em equipe

A dieta é generalista e oportunista. Baseia-se em peixes teleósteos (corvina, sardinha, tainha, anchova), lulas, camarões e pequenos polvos. Um adulto consome cerca de 5% do peso corporal por dia.

A caça usa ecolocalização com cliques entre 40 e 100 kHz, inaudíveis para humanos. Ele emite o som, o eco retorna e forma uma imagem acústica da presa, mesmo em água turva de estuário.

O mais interessante é a caça cooperativa. O grupo cerca o cardume contra a margem ou o fundo, se reveza nos botes e encurrala os peixes. Há registros de indivíduos batendo a cauda na lama para levantar sedimento e desorientar a presa, técnica rara entre golfinhos costeiros.

Em algumas áreas, como no litoral do Pará e Maranhão, há pesca cooperativa com humanos: o boto empurra peixes para as redes de pescadores artesanais e se alimenta dos que escapam. É menos famosa que a de Laguna com o boto-da-tainha, mas segue a mesma lógica.

Comportamento social e inteligência

O boto-cinza é altamente social. Grupos típicos têm 2 a 10 indivíduos, mas agregações temporárias de 30 a 60 ocorrem para caçar ou socializar. Laços entre mães e filhotes duram 1 a 2 anos.

A comunicação combina assobios tonais (para coesão do grupo) e cliques de ecolocalização. Cada indivíduo desenvolve um assobio assinatura, como um nome, reconhecido pelos outros. Isso permite que mães e filhotes se reencontrem mesmo separados por centenas de metros.

Exibe comportamentos aéreos discretos: saltos baixos, batidas de cauda e exposição da cabeça para observar o entorno. Não é tão acrobático quanto o golfinho-rotador. Passa 90% do tempo submerso, subindo para respirar a cada 20 a 40 segundos.

Estudos de encefalização mostram cérebro grande em relação ao corpo, com córtex complexo e capacidade de aprendizado social. Em cativeiro improvisado não sobrevive bem, justamente por depender de estímulo social e espaço.

Reprodução e ciclo de vida

A maturidade sexual chega entre 5 e 8 anos, com fêmeas amadurecendo um pouco antes. Não há estação reprodutiva rígida, mas há pico de nascimentos na primavera e verão (outubro a fevereiro), quando a oferta de peixes é maior.

A gestação dura 11 a 12 meses e resulta em um único filhote. Gêmeos são extremamente raros. O intervalo entre crias é de cerca de 2 anos, pois a amamentação se estende por 8 a 12 meses.

O filhote nada colado à mãe, na chamada posição de sucção, pegando carona na onda de pressão da nadadeira materna. Aprende a caçar observando e só se torna independente após 18 a 24 meses.

A longevidade na natureza é de 30 a 35 anos. A maior ameaça nessa fase é a separação precoce por ruído de motores e redes, que aumenta a mortalidade de filhotes.

O boto-cinza oferece perigo para humanos?

Não. O risco é praticamente nulo. Não há registros de ataques não provocados a banhistas ou mergulhadores. É um animal arisco que mantém distância de pessoas na água.

Mordidas só ocorrem em situações de contenção, como em captura acidental ou manejo para pesquisa, e são defensivas. Não possui veneno, não transmite toxinas e não é predador de humanos.

O perigo é o inverso: humanos são a principal ameaça para o boto-cinza. Hélices de embarcações causam cortes profundos na nadadeira dorsal, e o ruído submarino interfere na ecolocalização e na comunicação entre mãe e filhote.

Ameaças reais e estado de conservação

A IUCN classifica o boto-cinza como Quase Ameaçado (NT), com tendência de declínio. No Brasil, o ICMBio o considera Vulnerável em algumas baías. A população total é desconhecida, mas estimativas regionais mostram quedas acentuadas.

  • Captura acidental em redes de emalhe: é a maior causa direta de morte. Uma única rede pode afogar um grupo inteiro que não consegue subir para respirar.
  • Poluição química: acumula organoclorados, metais pesados e PCBs na gordura. Na Baía de Guanabara, níveis altíssimos de contaminantes foram ligados à baixa taxa de reprodução.
  • Ruído e tráfego intenso: motores de lanchas e obras portuárias mascaram os assobios e afastam os grupos de áreas de criação.
  • Perda de habitat e sobrepesca: redução de presas e aterros de manguezais diminuem áreas de berçário.

Iniciativas como o Projeto Boto-Cinza (RJ), o Laboratório de Mamíferos Aquáticos da UFSC e o Projeto Golfinhos da Baía Norte monitoram populações por foto-identificação da nadadeira dorsal, que funciona como impressão digital.

Onde observar o boto-cinza com responsabilidade

Observar no ambiente natural é possível e ajuda na conservação, desde que com regras. Nunca alimente, toque ou tente nadar com o boto-cinza. Alimentar altera a dieta, cria dependência e aumenta risco de atropelamento por barco.

Escolha operadores que sigam a Instrução Normativa ICMBio nº 27: manter 50 a 100 m de distância, velocidade reduzida, sem perseguir ou cercar o grupo e tempo máximo de 30 minutos de observação. Desligar o sonar e evitar ruído alto é essencial.

Melhores locais no Brasil: Baía Norte (Florianópolis-SC), Cananéia e Ilha do Cardoso (SP), Baía de Paranaguá (PR), Baía de Guanabara e Sepetiba (RJ) e Baía de Todos-os-Santos (BA). O avistamento é mais provável em manhãs calmas, com maré enchente e sem vento.

Se avistar um boto encalhado ou emaranhado, não tente devolver ao mar sozinho. Acione o ICMBio, a Polícia Ambiental ou a rede de encalhes local (ex: REMANE). Manter distância e evitar aglomeração aumenta a chance de resgate.

O que torna o boto-cinza único

Na nossa avaliação, o boto-cinza é o melhor exemplo de golfinho urbano do Brasil: resiste em baías poluídas onde outras espécies já desapareceram, mas justamente por isso revela com precisão a saúde do litoral. Protegê-lo é proteger a qualidade da água e da pesca artesanal.

Ele também quebra o mito de que golfinho é todo igual. Seu porte menor, hábito costeiro e fidelidade a estuários o tornam muito mais vulnerável que golfinhos oceânicos, pois não pode simplesmente migrar para longe da poluição. Cada baía abriga uma população quase fechada.

Entender essa especificidade evita confusões comuns, como achar que todo boto é de água doce ou que todo golfinho cinza é um nariz-de-garrafa juvenil. O boto-cinza tem história evolutiva, ecologia e desafios próprios.

Perguntas frequentes

Boto-cinza é o mesmo que tucuxi?

Não. O boto-cinza (Sotalia guianensis) é marinho e vive em baías e estuários do Atlântico. O tucuxi (Sotalia fluviatilis) vive em rios da Amazônia. Foram separados como espécies distintas em 2007.

Qual o tamanho do boto-cinza adulto?

Entre 1,7 e 2,1 m de comprimento e 80 a 120 kg. Fêmeas costumam ser ligeiramente maiores que os machos.

Onde é mais fácil ver boto-cinza no Brasil?

Na Baía Norte em Florianópolis (SC), em Cananéia (SP), na Baía de Paranaguá (PR) e nas baías de Guanabara e Sepetiba (RJ), sempre com passeios responsáveis e mantendo distância.

Boto-cinza ataca humanos?

Não. É arisco e evita contato. Não há registros de ataques a banhistas. Mordidas só ocorrem se o animal for contido ou manuseado.

O que o boto-cinza come?

Principalmente peixes costeiros como corvina, sardinha e tainha, além de lulas, camarões e pequenos polvos. Caça usando ecolocalização e táticas em grupo.

Quanto tempo vive um boto-cinza?

De 30 a 35 anos na natureza. A mortalidade é maior nos primeiros anos, especialmente por captura acidental em redes de pesca.

Posso nadar com boto-cinza?

Não é recomendado e é proibido perseguir ou alimentar cetáceos no Brasil. A aproximação estressa o grupo, separa mães e filhotes e aumenta risco de acidentes com embarcações.

Você sabia?

1

Separação tardia do tucuxi

Boto-cinza e tucuxi foram considerados a mesma espécie até 2007. Só estudos de DNA e crânio provaram que um é marinho (Sotalia guianensis) e o outro é fluvial (Sotalia fluviatilis), separados há cerca de 2 milhões de anos.

2

Fidelidade à baía natal

Usando foto-identificação da nadadeira dorsal, pesquisadores descobriram que o mesmo indivíduo pode passar a vida inteira na mesma baía, com área de uso de apenas 20 a 30 km², como se fosse um território fixo.

3

Assobio-assinatura

Cada boto-cinza desenvolve um assobio único nos primeiros meses de vida, que funciona como nome. Mães e filhotes se chamam por esse assobio quando se separam, mesmo em água turva.

4

Sentinela da poluição

Por viver em baías urbanas, acumula contaminantes na gordura e apresenta lesões de pele e problemas reprodutivos. Na Baía de Guanabara, análises mostraram níveis de PCBs entre os mais altos já registrados em golfinhos no mundo.

Fontes

  1. IUCN Red List - Sotalia guianensis
  2. ICMBio - Centro de Mamíferos Aquáticos
  3. NOAA Fisheries - Guiana Dolphin
  4. WoRMS - World Register of Marine Species

Prós e contras: Boto-cinza

Prós

  • Golfinho costeiro mais fácil de avistar no Brasil, mesmo perto de centros urbanos
  • Altamente social e inteligente, com comunicação por assobios assinatura
  • Caça cooperativa sofisticada, indicador de ecossistema estuarino saudável
  • Fidelidade à baía facilita monitoramento e pesquisa de longo prazo
  • Espécie bandeira para conservação de baías, manguezais e pesca artesanal

Contras

  • Extremamente vulnerável a redes de emalhe e captura acidental
  • Acumula poluentes químicos por viver em baías poluídas
  • Sensível a ruído de embarcações que interfere na ecolocalização
  • Populações isoladas com baixa troca genética e declínio local acentuado
  • Não se adapta a cativeiro e sofre com turismo desordenado
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o boto-cinza é o golfinho mais subestimado do Brasil justamente por ser comum: sua presença diária em baías urbanas faz parecer que está tudo bem, quando os dados mostram declínio. É a espécie ideal para conectar conservação marinha com a vida das cidades costeiras, pois protegê-lo exige água limpa, pesca responsável e turismo bem regulado.

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Sansão Monteiro
Escrito porSansão MonteiroEditor de Animais

Ele é criador de conteúdo sobre animais, com foco em raças de cães e gatos, comportamento, características físicas e cuidados essenciais. Através de pesquisa em fontes confiáveis, procura…

Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.