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Golfinho-nariz-de-garrafa

Tursiops truncatus

Atualizado em

1,9 a 4 m de comprimentoTamanho
150 a 650 kgPeso
40 a 60 anosExpectativa de vida
Costeiro e oceânicoHabitat
Muito baixoPerigo para humanos
Golfinho-nariz-de-garrafa adulto nadando de lado em água clara

O golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) é o golfinho mais famoso e estudado do planeta, aquele dos filmes e parques marinhos. É um mamífero altamente social e inteligente, capaz de usar ecolocalização, assobios individuais e estratégias de caça em equipe.

Vive em grupos de 2 a 30 indivíduos, mas pode formar superagrupamentos de centenas, e ocorre em todos os oceanos tropicais e temperados, do litoral raso ao mar aberto. No Brasil é comum na costa sul e sudeste, com populações residentes famosas como a de Laguna (SC).

Apesar de ser classificado como Pouco Preocupante pela IUCN, sofre com captura acidental em redes, poluição química e sonora, colisões com embarcações e turismo desordenado.

Também conhecido como: Golfinho-nariz-de-garrafa, Boto-nariz-de-garrafa, Roaz-corvineiro, Bottlenose dolphin (inglês), Dauphin à gros nez (francês), Delfín mular (espanhol)

Faz parte de: Animais Marinhos do Brasil, Baleias e Golfinhos

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Galeria de fotos de Golfinho-nariz-de-garrafa

Golfinho-nariz-de-garrafa adulto nadando de lado em água clara
Golfinho-nariz-de-garrafa adulto em vista lateral, mostrando o corpo robusto e a coloração em degradê.
Close-up da cabeça do golfinho-nariz-de-garrafa mostrando olhos e rostro curto
Detalhe da cabeça com o melão e o rostro curto em forma de garrafa.
Detalhe da pele e da nadadeira dorsal do golfinho-nariz-de-garrafa
Textura da pele lisa e marcas naturais usadas para foto-identificação.
Golfinho-nariz-de-garrafa em habitat costeiro de baía
Habitat costeiro típico, onde populações residentes vivem o ano todo.
Golfinho-nariz-de-garrafa caçando cardume de peixes
Caça cooperativa a peixes usando ecolocalização.
Mãe e filhote de golfinho-nariz-de-garrafa nadando juntos
Mãe com filhote, que permanece com ela por 3 a 6 anos.
Grupo de golfinhos-nariz-de-garrafa saltando juntos
Grupo social em comportamento de salto e interação.

Perfil rápido de Golfinho-nariz-de-garrafa

Estado de conservação

LC
Pouco preocupante

Espécie amplamente distribuída e numerosa globalmente, mas populações costeiras locais são pequenas e vulneráveis.

População
estável
Protegido por
Sim, protegido no Brasil pela Lei 7.643/1987 que proíbe molestamento e captura de cetáceos

Calendário

Reprodução e nascimentosJFMAMJJASOND
Maior atividade costeira no sul do BrasilJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Não possui veneno ou toxina. Risco é de mordida defensiva se acuado ou habituado a alimentação artificial.

Vida útil

Na natureza
40 a 60 anos (fêmeas até 67 anos registrados)
Em cativeiro
Cerca de 25 a 35 anos, com casos até 50 anos

Reprodução

Maturidade sexual
Fêmeas 5 a 13 anos, machos 8 a 15 anos
Gestação
12 meses
Filhotes por gestação
1 (gêmeos raríssimos)
Amamentação
18 a 24 meses
Intervalo entre crias
3 a 6 anos
Estrutura social
Grupos de fissão-fusão com alianças de machos duradouras

Habitat

Ambientes

  • Baías e estuários
  • Praias e zona costeira
  • Plataforma continental
  • Mar aberto oceânico

Biomas

  • Marinho costeiro
  • Marinho oceânico
  • Estuarino

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Peixes ósseos (tainha, corvina, pescada)

Outros alimentos

  • Lulas
  • Polvos
  • Camarões e outros crustáceos

Encontrado em 10 países

  • Brasil
  • Estados Unidos
  • México
  • África do Sul
  • Austrália
  • Portugal
  • Espanha
  • Japão
  • Nova Zelândia
  • Argentina

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Mammalia
Ordem
Artiodactyla
Família
Delphinidae
Gênero
Tursiops
Espécie
Tursiops truncatus

Resumo

  • O golfinho-nariz-de-garrafa é um mamífero marinho cosmopolita de 1,9 a 4 m, cinza e com rostro curto em forma de garrafa, conhecido pela alta inteligência e vida social complexa.
  • Vive em grupos cooperativos, usa ecolocalização para caçar peixes e lulas e se comunica por assobios-assinatura únicos para cada indivíduo.
  • No Brasil ocorre em toda a costa, com destaque para o sul, e embora não esteja ameaçado globalmente, depende de turismo responsável e proteção contra redes e poluição.

Características

Ficha da espécie

GrupoMamífero
OrdemArtiodactyla (Cetacea)
FamíliaDelphinidae
Origem e distribuiçãoCosmopolita em mares tropicais e temperados
Tamanho1,9 a 4 m (fêmeas 1,9 a 2,8 m; machos 2,4 a 4 m)
Peso150 a 650 kg
Corescinza-escurocinza-clarobrancorosado no ventre
Profundidade0 a 300 m (mais comum até 50 m)
HabitatCosteiro, estuários, plataforma continental e oceânico
AlimentaçãoCarnívora (peixes, lulas e crustáceos)
ReproduçãoVivípara, 1 filhote após 12 meses de gestação
Expectativa de vida40 a 60 anos (fêmeas vivem mais)
Estado de conservaçãoPouco preocupante (LC - IUCN)

Perfil e comportamento

Periculosidade para pessoasMuito baixo
SociabilidadeMuito alto
InteligênciaMuito alto
VelocidadeAlto
Capacidade de migraçãoBaixo
Importância para o ecossistema marinhoAlto

Como identificar o golfinho-nariz-de-garrafa sem confundir

O Tursiops truncatus tem o corpo robusto, hidrodinâmico e a coloração em degradê: dorso cinza-escuro, flancos cinza-claro e ventre branco a rosado. O rostro é curto e grosso, que lembra o gargalo de uma garrafa, daí o nome.

A nadadeira dorsal é alta, falcada e no centro do dorso, diferente do golfinho-rotador ou do pintado, que têm corpos mais esguios e bicos mais longos. Adultos costeiros costumam ser menores (2 a 3 m) que os oceânicos, que podem passar de 3,5 m.

Outro detalhe é a ausência de sulco entre o melão (testa) e o rostro tão marcado quanto em outras espécies. A pele é lisa, sem manchas, mas acumula cicatrizes e arranhões com a idade, o que ajuda pesquisadores a foto-identificar indivíduos pela dorsal.

Diferença entre as duas espécies de nariz-de-garrafa

Existem duas espécies reconhecidas: Tursiops truncatus (comum) e Tursiops aduncus (do Indo-Pacífico). O aduncus tem ventre mais manchado e rostro mais longo, e não ocorre no Atlântico. No Brasil, todo nariz-de-garrafa é T. truncatus.

Característica T. truncatus T. aduncus
Distribuição Global, Atlântico e Pacífico Apenas Indo-Pacífico
Tamanho 1,9 a 4 m 2 a 2,6 m
Ventre Claro e liso Com manchas escuras em adultos
Rostro Mais curto e largo Mais longo e fino

Onde vive e por que está em quase todos os oceanos

É um dos mamíferos marinhos de distribuição mais ampla do mundo, presente em águas tropicais e temperadas entre as latitudes de 45°N e 45°S. Falta apenas em regiões polares.

Ocupa dois ecótipos distintos: o costeiro, que vive em baías, estuários e até 20 km da costa, e o oceânico, que prefere águas profundas além da plataforma continental. Os costeiros são mais sedentários e formam populações residentes.

No Brasil, ocorre de norte a sul, mas as populações mais estudadas estão no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. O caso mais famoso é o de Laguna (SC), onde golfinhos cooperam com pescadores artesanais há mais de 150 anos, encurralando tainhas para as redes.

Prefere águas com temperatura entre 10 °C e 32 °C e profundidade de até 300 m, embora mergulhos acima de 50 m sejam raros. Não é um grande migrador como as baleias; faz deslocamentos sazonais curtos seguindo cardumes.

O que come e como caça em equipe

A dieta é generalista e oportunista, baseada em peixes (tainha, corvina, pescada), lulas e camarões. Um adulto consome de 4% a 6% do seu peso por dia, cerca de 15 a 30 kg de alimento.

A caça é quase sempre cooperativa. O grupo usa táticas como cerco em círculo, condução de peixes para águas rasas e batida de cauda (fish-whacking) para atordoar a presa. Em Shark Bay, na Austrália, alguns indivíduos aprenderam a usar esponjas marinhas no rostro para proteger o bico enquanto fuçam o fundo atrás de peixes escondidos — cultura transmitida de mãe para filha.

O principal sentido para caçar é a ecolocalização. Ele emite cliques de até 150 kHz pelo melão e interpreta o eco que volta, detectando um peixe a mais de 100 m mesmo em água turva ou à noite. A visão e a audição também são excelentes.

Inteligência, comunicação e vida em sociedade

Está entre os animais mais inteligentes do oceano, com cérebro de 1.500 a 1.700 g, maior que o humano em peso absoluto, e córtex altamente convoluto. Reconhece-se no espelho, entende sintaxe simples, usa ferramentas e aprende por imitação.

Cada golfinho desenvolve um assobio-assinatura nas primeiras semanas de vida, uma espécie de nome que mantém por décadas e usa para se apresentar e reencontrar aliados. Mães assobiam mais para filhotes, como humanos fazem com bebês.

A sociedade é do tipo fissão-fusão: grupos se formam e se separam ao longo do dia, mas mantêm laços duradouros. Machos formam alianças de 2 a 3 indivíduos que podem durar 20 anos para disputar fêmeas e defender território, um comportamento raro entre mamíferos.

Dormem com metade do cérebro acordada e um olho aberto, subindo para respirar a cada 8 minutos sem acordar totalmente. Nadam a 22 a 30 km/h em cruzeiro e podem atingir picos de 35 km/h, com saltos de até 5 m.

Reprodução, filhotes e ciclo de vida longo

A maturidade chega entre 5 e 13 anos para fêmeas e 8 a 15 anos para machos. Não há estação rígida, mas no Brasil os nascimentos concentram-se na primavera e verão, quando há mais alimento.

A gestação dura 12 meses e resulta em um único filhote de 90 a 130 cm e 15 a 30 kg. Gêmeos são extremamente raros. O parto é na água, com a cria nascendo primeiro pela cauda.

A amamentação se estende por 18 a 24 meses, mas o filhote permanece com a mãe por 3 a 6 anos aprendendo rotas, técnicas de caça e dialetos do grupo. Fêmeas têm um filhote a cada 3 a 6 anos.

Fêmeas vivem mais, até 60 anos, enquanto machos raramente passam de 45. A fêmea mais velha registrada em vida livre, na Baía de Sarasota (EUA), passou dos 67 anos.

Ele é perigoso para humanos?

Não. O risco é muito baixo. São curiosos e frequentemente se aproximam de barcos e nadadores, mas ataques são raríssimos e quase sempre ligados a animais selvagens acuados, provocados ou habituados a receber comida.

O perigo real é o oposto: humanos são perigosos para eles. Tocar, alimentar ou nadar tentando agarrar o animal causa estresse, altera comportamento, transmite doenças e pode levar a mordidas defensivas. Golfinhos habituados perdem o medo e se aproximam de hélices e redes.

Em cativeiro, acidentes com treinadores já ocorreram por estresse e frustração, mas em vida livre o comportamento é de evitação ou curiosidade passiva. Mantenha distância mínima de 50 m (100 m se houver filhote) conforme a legislação brasileira.

Ameaças reais e estado de conservação

Globalmente é classificado como Pouco Preocupante (LC) pela IUCN, com população estimada em mais de 600 mil indivíduos. No entanto, populações costeiras isoladas, como as do sul do Brasil, são pequenas (menos de 100 indivíduos) e vulneráveis.

As principais ameaças são captura acidental em redes de emalhe, poluição química (mercúrio e organoclorados), plástico, ruído submarino e colisões com embarcações. No sul do Brasil, a contaminação por agrotóxicos e efluentes urbanos já foi detectada em tecidos de animais encalhados.

No país, é protegido pela Lei 7.643/1987, que proíbe qualquer forma de molestamento, e por normas do ICMBio. O monitoramento é feito por projetos como o Projeto Golfinho da Baía de Guanabara e ECOMEGA (FURG).

Onde observar no Brasil com responsabilidade

Os melhores pontos são Laguna (SC), Tramandaí e Torres (RS), Cananéia e Ilhabela (SP) e Baía de Guanabara (RJ). Em Laguna, a pesca cooperativa com botos é Patrimônio Cultural Imaterial.

Prefira operadoras que sigam regras de turismo de observação responsável: não perseguir, não cercar o grupo, manter motor em baixa rotação, não alimentar e limitar tempo de permanência a 30 minutos. O uso de hidrofone para ouvir os assobios é uma alternativa menos invasiva que a aproximação.

Se avistar um encalhe, não empurre o animal de volta ao mar e acione imediatamente o ICMBio ou grupos de encalhe locais (ex: REMASUL, GEMARS). Tentar devolver sem avaliação veterinária quase sempre é fatal.

Curiosidades que pouca gente sabe

Muita gente confunde golfinho com boto, mas no Brasil boto é o nome popular para golfinhos de água doce (como o boto-cor-de-rosa) e para o nariz-de-garrafa costeiro no sul. Biologicamente, todo boto é um golfinho da família Delphinidae.

Outro erro comum é achar que todo golfinho em parque veio do mar. Hoje, no Brasil, a captura e exibição são proibidas e os poucos animais em cativeiro são de resgates antigos ou nascidos sob cuidados humanos antes da proibição.

Por fim, o golfinho-nariz-de-garrafa não bebe água do mar. Toda a hidratação vem do alimento e da metabolização da gordura, e o rim é adaptado para excretar o excesso de sal.

Perguntas frequentes

Golfinho-nariz-de-garrafa é o mesmo que boto?

No sul do Brasil, o nariz-de-garrafa é chamado de boto, mas biologicamente todo boto é um golfinho da família Delphinidae. O boto-cor-de-rosa da Amazônia é outra espécie, de água doce.

Qual o tamanho do golfinho-nariz-de-garrafa?

Mede de 1,9 a 4 m e pesa de 150 a 650 kg. Fêmeas são menores que machos e indivíduos costeiros são menores que os oceânicos.

Onde vive o golfinho-nariz-de-garrafa no Brasil?

Em toda a costa brasileira, com populações residentes mais conhecidas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro, em baías e mar aberto.

O golfinho-nariz-de-garrafa é perigoso?

Não. Ataques a humanos são extremamente raros e ligados à provocação ou alimentação artificial. O risco maior é para o golfinho, que pode se ferir em hélices e redes.

O que o golfinho-nariz-de-garrafa come?

Principalmente peixes como tainha e corvina, além de lulas e camarões. Caça usando ecolocalização e muitas vezes em grupo.

Quanto tempo vive um golfinho-nariz-de-garrafa?

De 40 a 60 anos na natureza, com fêmeas vivendo mais que machos. Em cativeiro a média é menor, entre 25 e 35 anos.

Pode nadar com golfinho-nariz-de-garrafa no Brasil?

Não é recomendado perseguir ou tentar tocar. A lei brasileira proíbe molestar cetáceos e a distância mínima é de 50 m, ou 100 m com filhotes.

Você sabia?

1

Nome próprio desde filhote

Cada filhote cria um assobio-assinatura único nas primeiras semanas, que funciona como um nome e é usado por toda a vida para se identificar no grupo.

2

Dormem com metade do cérebro

Praticam sono uni-hemisférico: um hemisfério cerebral dorme enquanto o outro mantém a respiração e a vigilância, com um olho sempre aberto.

3

Pesca em parceria com humanos

Em Laguna (SC), golfinhos e pescadores artesanais cooperam há gerações: o golfinho encurrala a tainha em direção à praia e sinaliza com um mergulho quando os pescadores devem lançar a rede.

4

Cultura das esponjas

Em Shark Bay, na Austrália, fêmeas ensinam as filhas a usar esponjas marinhas como proteção no bico para fuçar o fundo, um dos poucos casos de uso de ferramenta transmitido culturalmente entre cetáceos.

Fontes

  1. IUCN Red List - Tursiops truncatus
  2. NOAA Fisheries - Common Bottlenose Dolphin
  3. ICMBio - Mamíferos Aquáticos do Brasil
  4. WoRMS - World Register of Marine Species

Prós e contras: Golfinho-nariz-de-garrafa

Prós

  • Inteligência excepcional e comportamento social complexo, ótimo para educação ambiental
  • Fácil de observar no sul e sudeste do Brasil com turismo responsável
  • Espécie bem estudada, com muitos dados científicos disponíveis
  • Indicador de saúde do ecossistema costeiro
  • Protagonista de cultura única, como a pesca cooperativa de Laguna

Contras

  • Populações costeiras pequenas e vulneráveis a redes e poluição
  • Sensível a ruído submarino e tráfego intenso de embarcações
  • Facilmente habituado a alimentação artificial, o que aumenta riscos
  • Pode competir com pescadores por mesmos cardumes
  • Turismo desordenado causa estresse e separação de mães e filhotes
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o nariz-de-garrafa é o melhor embaixador dos oceanos para o público brasileiro justamente por ser carismático e fácil de observar, mas isso cria a falsa ideia de que é comum e não precisa de proteção. As populações residentes do sul do Brasil mostram que, sem controle de redes e poluição, até a espécie mais adaptável pode desaparecer localmente.

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Sansão Monteiro
Escrito porSansão MonteiroEditor de Animais

Ele é criador de conteúdo sobre animais, com foco em raças de cães e gatos, comportamento, características físicas e cuidados essenciais. Através de pesquisa em fontes confiáveis, procura…

Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.