🐛 Insetos

Lagarta-do-pinheiro

Thaumetopoea pityocampa

Atualizado em

3 a 4 cm na fase de lagartaTamanho
Acículas de pinheiroAlimentação
Metamorfose completa, 1 anoCiclo de vida
Pinhais e reflorestamentosHabitat
Alto, pelos urticantesPerigo para humanos
Lagarta-do-pinheiro em galho de pinheiro vista de lado com pelos densos

A lagarta-do-pinheiro é a fase larval da mariposa processionária, famosa por andar em longas filas indianas e por liberar pelos urticantes que causam reações alérgicas graves. No Brasil, o nome também é usado para lagartas que atacam plantios de Pinus elliottii e Pinus taeda, como espécies dos gêneros Eupseudosoma e Dirphia.

Apesar do tamanho pequeno, ela é uma das poucas lagartas realmente perigosas para pessoas e pets no ambiente de pinheiros. O adulto é uma mariposa discreta e noturna, mas são as lagartas, gregárias e cobertas de milhares de pelos microscópicos, que causam dermatites, problemas oculares e danos a reflorestamentos.

Também conhecido como: lagarta processionária do pinheiro, processionária, lagarta-de-pinheiro, pine processionary caterpillar, chenille processionnaire du pin

Faz parte de: Insetos Peçonhentos, Insetos Voadores, Pragas de Jardim

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Galeria de fotos de Lagarta-do-pinheiro

Lagarta-do-pinheiro em galho de pinheiro vista de lado com pelos densos
Lagarta-do-pinheiro com corpo peludo cinza-escuro e manchas alaranjadas.
Close extremo da cabeça preta da lagarta-do-pinheiro
Detalhe da cabeça preta e dos pelos urticantes no dorso.
Ninho de seda branco da lagarta-do-pinheiro na ponta do pinheiro
Ninho-bolsa de seda onde a colônia passa o inverno.
Procissão de lagartas-do-pinheiro andando em fila indiana no chão
Fila característica que dá nome à processionária.
Mariposa adulta da lagarta-do-pinheiro com asas abertas sobre casca
Adulto noturno, discreto e de vida curta, que não se alimenta.
Pupa da lagarta-do-pinheiro enterrada no solo
Fase de pupa no solo, onde pode ficar meses em diapausa.

Perfil rápido de Lagarta-do-pinheiro

Estado de conservação

NE
Não Avaliada

Thaumetopoea pityocampa não foi avaliada individualmente pela IUCN.

População
em expansão
Protegido por
não

Calendário

Postura dos ovosJFMAMJJASOND
Lagartas ativas e ninhos visíveisJFMAMJJASOND
Procissão e descida ao soloJFMAMJJASOND
Voo das mariposasJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica

Pelos urticantes com thaumetopoeína causam dermatite, conjuntivite e edema; risco grave para cachorro e gato se ingerido ou inalado. Não toque, não queime ninhos e busque atendimento médico/veterinário.

Vida útil

Na natureza
Ciclo anual, 10 a 12 meses do ovo ao adulto; pupa pode hibernar até 2 anos
Em reflorestamento
Surtos cíclicos a cada 3-5 anos, com mortalidade alta de lagartas jovens por frio e parasitoides

Reprodução

Acasalamento
Noturno, no verão; fêmea libera feromônio e macho voa até 2 km
Postura
120 a 280 ovos em cilindro ao redor de acículas, cobertos por escamas
Eclosão
30 a 45 dias após postura
Ninhada
Colônia gregária de 50 a 300 lagartas por ninho
Metamorfose
Completa, com 5 ínstares larvais e pupa enterrada no solo

Habitat

Ambientes

  • florestas de coníferas
  • reflorestamentos de Pinus
  • parques urbanos com pinheiros
  • bordas de mata e áreas ensolaradas

Biomas

  • Mediterrâneo
  • Mata Atlântica (plantios exóticos)
  • Pampa (plantios exóticos)

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • acículas de Pinus spp.

Outros alimentos

  • acículas de Cedrus (cedro)
  • acículas de Pseudotsuga em surtos

Encontrado em 9 países

  • Portugal
  • Espanha
  • França
  • Itália
  • Grécia
  • Turquia
  • Marrocos
  • Brasil
  • Argentina

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Arthropoda
Classe
Insecta
Ordem
Lepidoptera
Família
Notodontidae
Gênero
Thaumetopoea
Espécie
Thaumetopoea pityocampa

Resumo

  • A lagarta-do-pinheiro é a larva gregária da mariposa processionária, que se desloca em fila e libera pelos urticantes com proteína thaumetopoeína.
  • Vive em pinheiros e reflorestamentos de Pinus, onde pode desfolhar árvores jovens e causar surtos sazonais no inverno e início da primavera.
  • O contato com os pelos causa dermatite, coceira intensa e risco grave para cachorros e gatos, exigindo distância e atendimento médico se houver exposição.

Características

Ficha do inseto

OrdemLepidoptera
FamíliaNotodontidae (ex-Thaumetopoeidae)
Origem e distribuiçãoBacia do Mediterrâneo; no Brasil, espécies similares em plantios de Pinus no Sul e Sudeste
TamanhoLagarta 30-40 mm; mariposa 30-45 mm de envergadura
Corescinza-escuromarrompretoalaranjadobranco
Asas e vooAdulto com asas, voo noturno curto e baixo, 1 a 2 km
AlimentaçãoLagarta: acículas de Pinus; adulto não se alimenta
MetamorfoseCompleta (ovo > lagarta > pupa > mariposa)
Expectativa de vidaLagarta 5-7 meses; mariposa 2-4 dias; ciclo total ~12 meses
HabitatFlorestas de coníferas, reflorestamentos e parques com pinheiros
Comportamento socialGregário, vive em colônias de 50 a 300 indivíduos
Principais predadoresCuco, chapim, morcegos, vespas parasitoides e formigas

Perfil e comportamento

Periculosidade para pessoasAlto
Importância para o ecossistemaMédio
Presença em casasBaixo
Benefício para a agriculturaMuito baixo
Dano às plantasAlto
Vida em grupoMuito alto

Como identificar a lagarta-do-pinheiro sem confundir

A lagarta-do-pinheiro não é uma espécie isolada, mas o nome popular dado à larva da mariposa processionária. A mais estudada é Thaumetopoea pityocampa, da Europa, e no Brasil o termo descreve lagartas parecidas que atacam Pinus cultivado.

O corpo tem 3 a 4 cm, é cilíndrico e densamente peludo. A coloração varia de cinza-chumbo a marrom-escuro, com manchas alaranjadas nas laterais e tufos de pelos longos brancos e curtos dourados. A cabeça é preta e brilhante.

O detalhe que a distingue são os espelhos urticantes no dorso: pequenas placas com milhares de pelos microscópicos em forma de arpão. Esses pelos se soltam com o vento e não são visíveis a olho nu. Se a lagarta está em fila indiana sobre tronco ou chão, em ninho branco sedoso no pinheiro, é quase certeza que é ela.

Característica Lagarta-do-pinheiro Taturana (Lonomia)
Comportamento Anda em procissão, em grupo Solitária ou em pequenos grupos, imóvel
Pelos Curtos, liberados no ar, causam alergia Espinhos ramificados, causam hemorragia
Ninho Bolsa de seda branca na copa do pinheiro Não faz ninho sedoso
Planta hospedeira Quase exclusiva de Pinus Árvores frutíferas e nativas diversas

Por que ela forma procissões e vive em grupo

A vida em grupo é estratégia de sobrevivência. As lagartas tecem um ninho-bolsa de seda branca na ponta dos ramos, onde passam o dia protegidas do frio e de predadores. À noite, saem para se alimentar.

O deslocamento em fila tem uma líder que solta um fio de seda e feromônio e todas as outras seguem tocando a traseira da companheira da frente. A procissão pode ter de 10 a mais de 200 lagartas e serve para encontrar novo local de alimentação ou para enterrar-se no solo para pupar.

Essa sociabilidade aumenta a eficiência térmica e a defesa, mas também concentra o perigo: um único ninho pode liberar milhões de pelos urticantes no ambiente, contaminando o ar ao redor por semanas.

Onde vive e por que avança em plantios de Pinus

Na distribuição original, ocorre em toda a bacia do Mediterrâneo, do sul da Europa ao norte da África e Oriente Médio, sempre associada a pinheiros-bravos, pinheiros-mansos e cedros. Com as mudanças climáticas, tem avançado para o norte da França e sul da Alemanha.

No Brasil, não existe Thaumetopoea pityocampa estabelecida, mas o nome popular foi adotado para lagartas de reflorestamentos de Pinus elliottii e Pinus taeda no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo. As principais são Eupseudosoma involutum e Dirphia rosacordis, com biologia muito similar.

Prefere áreas ensolaradas, bordas de talhão e árvores jovens. Plantações homogêneas, sem inimigos naturais e com invernos amenos, favorecem surtos. Em parques urbanos com pinheiros ornamentais, os ninhos ficam à altura das pessoas, aumentando o risco de contato.

Ciclo de vida completo: do ovo à mariposa

O ciclo é anual e bem sincronizado com o frio. A mariposa adulta vive apenas 2 a 4 dias, não se alimenta e voa ao entardecer no verão para acasalar.

A fêmea põe 120 a 280 ovos em forma de cilindro ao redor de duas acículas de pinheiro, cobertos por escamas douradas do próprio abdômen. Em 30 a 45 dias eclodem as lagartas de primeiro ínstar.

  • Fase larval (5 ínstares, 5 a 7 meses): gregária, constrói ninhos provisórios e depois o ninho de inverno definitivo. É a fase urticante a partir do 3º ínstar.
  • Procissão e pupação (fevereiro a abril na Europa; julho a setembro no Sul do Brasil): descem em fila e se enterram 5 a 20 cm no solo.
  • Pupa: fica no solo de 3 a 6 meses, podendo entrar em diapausa de até 2 anos se o clima for desfavorável.
  • Adulto: mariposa cinza com faixas mais escuras, envergadura de 3 a 4,5 cm, críptica e pouco vista.

Na nossa avaliação, o ponto crítico para manejo é antes da procissão: quando ainda estão no ninho, o controle é localizado e o risco de dispersão de pelos é menor.

O que come e qual o dano real para o pinheiro

A lagarta se alimenta exclusivamente de acículas de pinheiro. Uma colônia pode consumir quilos de folhas por temporada. Prefere acículas jovens, mais macias e nutritivas.

Em árvores adultas, a desfolha raramente mata, mas reduz o crescimento em até 30% e deixa a planta vulnerável a pragas secundárias e seca. Em mudas e árvores com menos de 5 anos, a perda total de acículas pode matar o ponteiro e deformar o tronco.

O dano econômico em reflorestamentos brasileiros é pontual, mas em viveiros e arborização urbana o impacto estético e sanitário é maior que o madeireiro. O ninho de seda também deprecia o valor ornamental e serve como fonte contínua de pelos.

Ela pica? Perigo dos pelos urticantes para pessoas e pets

Ela não morde e não pica como uma abelha. O perigo está nos pelos urticantes que se desprendem. Cada lagarta tem cerca de 500 mil pelos com a proteína thaumetopoeína, que fica ativa por meses mesmo em ninhos abandonados ou em lagartas mortas.

Em pessoas, o contato causa dermatite urticariforme com coceira intensa, vergões vermelhos, conjuntivite, espirros e, em casos sensíveis, reação anafilática. Esfregar a pele ou coçar espalha os pelos. O vento pode levar os pelos a até 100 metros do ninho.

Para cachorros e gatos o risco é maior. Ao cheirar ou lamber a procissão, o animal leva pelos à língua e focinho. Os sinais incluem salivação intensa, inchaço de língua, vômito, dor e, se não houver atendimento rápido, necrose da língua. Na dúvida, lave a área com água abundante sem esfregar e procure atendimento médico ou veterinário imediatamente. Nunca toque com mãos nuas, não queime ninhos e não use jato de ar.

O que fazer em caso de contato

  • Remova roupas com cuidado e lave a pele com água corrente fria.
  • Use fita adesiva para retirar pelos visíveis sem esfregar.
  • Não coce, não aplique pomadas por conta própria e procure serviço de saúde se houver falta de ar, inchaço nos olhos ou vômitos em pets.

Papel no ecossistema: praga ou parte da cadeia?

Na floresta nativa mediterrânea, ela é parte natural da cadeia alimentar. Serve de alimento para cucos, chapins, poupas, morcegos e vespas parasitoides como Phryxe caudata. Seus ninhos abandonados abrigam outros insetos.

O problema surge em monoculturas e cidades, onde faltam predadores e há alta densidade de hospedeiros. Aí ela se comporta como praga, com surtos cíclicos a cada 3 a 5 anos. O aquecimento global tem antecipado a eclosão e aumentado a sobrevivência no inverno.

Eliminar todas as lagartas com inseticida de amplo espectro mata também polinizadores e inimigos naturais. Por isso, o manejo integrado prioriza controle mecânico localizado e preservação de aves insetívoras.

Como lidar e prevenir sem veneno desnecessário

A melhor estratégia é monitoramento no inverno. Procure bolsas brancas do tamanho de uma laranja na copa dos pinheiros. Marque a árvore e isole a área para crianças e pets.

  • Remoção mecânica: feita por profissional com roupa de proteção, óculos e máscara P2, cortando o ramo com ninho e ensacando. Nunca queime.
  • Barreira no tronco: anéis com cola entomológica impedem a descida em procissão na primavera.
  • Controle biológico: caixas-ninho para chapins e morcegos reduzem populações a longo prazo. O uso de Bacillus thuringiensis var. kurstaki só com orientação técnica e fora do período de floração.
  • Prevenção: diversificar o plantio, evitar poda drástica que estimula brotos tenros e manter distância mínima de 10 metros entre pinheiros e áreas de lazer.

Em áreas públicas no Brasil, notifique a prefeitura ou o órgão ambiental. Em reflorestamentos, o técnico florestal deve avaliar se a desfolha justifica intervenção, já que muitos surtos regridem sozinhos no ano seguinte.

Curiosidades que pouca gente sabe

O ninho de inverno funciona como estufa coletiva: a seda branca reflete o sol e o interior pode ficar 8 a 10 °C acima da temperatura externa, permitindo que as lagartas se alimentem mesmo em dias frios.

As lagartas conseguem ficar até 9 meses sem se alimentar dentro da pupa no solo, esperando um verão mais favorável. Essa diapausa prolongada explica por que a praga reaparece de repente após anos sumida.

Na Idade Média, os ninhos eram chamados de “bolsas do diabo” e queimados em rituais, o que na verdade espalhava os pelos e piorava as alergias na vila inteira.

Perguntas frequentes

Lagarta-do-pinheiro queima a pele?

Não queima como fogo, mas os pelos urticantes causam dermatite forte com coceira, vergões vermelhos e inchaço. Os sintomas podem durar dias e pioram se você coçar.

Pode matar cachorro?

Pode ser grave. Se o cachorro lamber ou cheirar a procissão, os pelos causam edema de língua e necrose. Leve ao veterinário imediatamente e lave o focinho com água abundante sem esfregar.

Como acabar com o ninho de lagarta-do-pinheiro?

Não toque nem queime. Isole a área e chame profissional com EPI para remover o ramo ensacado. Em áreas públicas, avise a prefeitura.

Quando a lagarta-do-pinheiro aparece?

Os ninhos brancos aparecem no inverno. A descida em procissão ocorre no fim do inverno e início da primavera, quando vão pupar no solo.

Inseticida resolve?

Inseticida de amplo espectro mata abelhas e aves que controlam a praga. O manejo integrado com remoção mecânica e barreiras no tronco é mais seguro e eficaz.

Tocar na lagarta morta faz mal?

Sim. Os pelos continuam ativos por meses mesmo em lagartas mortas e ninhos velhos. Nunca manuseie sem proteção.

Fatos surpreendentes sobre a lagarta-do-pinheiro

1

Procissão com GPS químico

A lagarta líder não enxerga bem; ela segue gradientes de luz e deixa um rastro de feromônio e seda. Se o rastro é interrompido, a fila se perde e forma círculos, fenômeno já descrito por Jean-Henri Fabre em 1890.

2

Pelos que voam por meses

Mesmo depois de morta ou após a chuva, a pele da lagarta e o ninho continuam liberando pelos ativos por até 12 meses. Por isso, ninhos velhos e secos são tão perigosos quanto os novos.

3

Mariposa que não come

O adulto de Thaumetopoea pityocampa nasce sem aparelho digestivo funcional. Vive de reservas acumuladas na fase de lagarta e morre em poucos dias após pôr os ovos.

4

Termômetro do clima

Pesquisadores europeus usam o avanço da lagarta-do-pinheiro para o norte como bioindicador de aquecimento global. Desde 1970 ela subiu cerca de 100 km na França.

Fontes

  1. Embrapa Florestas
  2. GBIF - Thaumetopoea pityocampa
  3. Universidade Federal do Paraná - Entomologia Florestal

Prós e contras: Lagarta-do-pinheiro

Prós

  • Serve de alimento para aves como cuco e chapim, ajudando no controle biológico
  • Indica saúde e mudanças climáticas em florestas de coníferas
  • Ciclo bem conhecido, fácil de monitorar pelos ninhos brancos no inverno
  • Surtos em Pinus adulto raramente matam a árvore, permitindo manejo sem pânico

Contras

  • Pelos urticantes causam alergias graves em pessoas sensíveis
  • Risco alto de intoxicação e necrose em cachorros e gatos
  • Pode desfolhar e deformar mudas de Pinus em reflorestamentos
  • Ninhos e pelos permanecem perigosos por meses, mesmo sem lagartas vivas
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a lagarta-do-pinheiro é o exemplo mais claro de que nem toda lagarta peluda é inofensiva: o risco está no ar, não na mordida. Vale mais investir em monitoramento e barreiras físicas do que em veneno generalizado, que mata predadores e não resolve o ninho.

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Deyse Timana
Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

Sou uma entusiasta do universo dos peixes e da vida aquática. Dedico-me a pesquisar e partilhar informações sobre espécies de peixes, alimentação, comportamento, habitat e cuidados, ajudando os…

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.