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Cigarra-periódica

Magicicada spp.

Atualizado em

2,5 a 3,5 cm de corpoTamanho
Seiva de xilema de raízes e ramosAlimentação
13 ou 17 anos, maior entre insetosCiclo de vida
Florestas decíduas do leste dos EUAHabitat
Não pica, não morde, inofensivaPerigo para humanos
Cigarra-periódica adulta de corpo preto com olhos vermelhos e pernas alaranjadas pousada em casca de árvore

A cigarra-periódica é um grupo de sete espécies do gênero Magicicada, famoso pelo ciclo de vida mais longo entre os insetos: 13 ou 17 anos quase todo sob a terra. Quando emerge, surge em bilhões ao mesmo tempo no leste dos Estados Unidos, em um fenômeno barulhento e sincronizado que não ocorre no Brasil.

Diferente da cigarra anual que cantamos no verão brasileiro, ela tem olhos vermelhos marcantes, corpo preto com pernas alaranjadas e asas transparentes com veias alaranjadas. Não morde, não pica e não transmite doenças, mas o coro dos machos pode passar de 90 decibéis e a postura de ovos pode danificar ramos finos de árvores jovens.

Também conhecido como: Cigarra-periódica, Cigarra de 17 anos, Cigarra de 13 anos, Periodical cicada (inglês), Cicada periódica

Faz parte de: Insetos Voadores

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Galeria de fotos de Cigarra-periódica

Cigarra-periódica adulta de corpo preto com olhos vermelhos e pernas alaranjadas pousada em casca de árvore
Adulto de cigarra-periódica (Magicicada) com olhos vermelhos característicos.
Close extremo da cabeça da cigarra-periódica mostrando olhos vermelhos compostos
Detalhe dos olhos vermelhos, marca registrada das Magicicada.
Cigarra-periódica com asas transparentes abertas sobre folha verde
Asas membranosas com nervuras alaranjadas bem visíveis.
Exúvia marrom de ninfa de cigarra-periódica presa ao tronco com adulto recém-emergido
Exúvia deixada pela ninfa após a emergência do solo.
Ninfa de cigarra-periódica saindo de buraco no solo da floresta
Saída sincronizada das ninfas quando o solo atinge cerca de 18 °C.
Dezenas de cigarras-periódicas cobrindo tronco de árvore durante emergência em massa
Emergência em massa: estratégia de saciedade de predadores.
Fêmea de cigarra-periódica cortando ramo fino para pôr ovos
Fêmea fazendo fendas para postura, causa do flagging em ramos.

Perfil rápido de Cigarra-periódica

Calendário

Emergência dos adultosJFMAMJJASOND
Pico de canto e acasalamentoJFMAMJJASOND
Postura de ovos e flagging de ramosJFMAMJJASOND
Eclosão e descida das ninfas ao soloJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica (ingestão em grande quantidade pode causar vômito e diarreia)
  • PessoasNão tóxica, não pica e não morde

Evite que cachorros e gatos comam dezenas; cigarras com abdômen esbranquiçado podem estar infectadas por Massospora.

Vida útil

Na natureza (ciclo total)
13 ou 17 anos (inclui fase subterrânea)
Fase adulta
3 a 4 semanas
Fase de ninfa subterrânea
13 ou 17 anos menos algumas semanas

Reprodução

Metamorfose
Incompleta (hemimetabolia)
Acasalamento
Machos cantam em coro com timbales; fêmeas respondem com estalo de asas
Oviposição
Fêmea corta fendas em ramos finos e põe 400 a 600 ovos em lotes de 20 a 30
Incubação dos ovos
6 a 10 semanas até eclosão
Ninhada
Ninfas caem no solo e se enterram imediatamente; sem cuidado parental
Sincronia
Emergência massiva e sincronizada por brood (ninhada) a cada 13 ou 17 anos

Habitat

Ambientes

  • Florestas decíduas temperadas
  • Parques urbanos arborizados
  • Pomares e quintais com árvores maduras
  • Solo argiloso bem drenado com raízes perenes

Biomas

  • Floresta temperada decídua

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Seiva do xilema de raízes e ramos de árvores decíduas (carvalho, bordo, nogueira)

Outros alimentos

  • Adultos quase não se alimentam; ninfas dependem exclusivamente de seiva radicular

Encontrado em 1 país

  • Estados Unidos

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Arthropoda
Classe
Insecta
Ordem
Hemiptera
Família
Cicadidae
Gênero
Magicicada
Espécie
Magicicada spp. (7 espécies: M. septendecim, M. cassini, M. septendecula, M. tredecim, M. tredecassini, M. tredecula, M. neotredecim)

Resumo

  • A cigarra-periódica (Magicicada spp.) vive 13 ou 17 anos, quase todo como ninfa subterrânea sugando seiva de raízes, e emerge em massa na primavera do leste dos EUA.
  • É reconhecida pelo corpo preto, olhos vermelhos vivos e canto coletivo extremamente alto dos machos, que cantam para atrair fêmeas em coros sincronizados.
  • Não oferece perigo para pessoas e pets, mas não existe no Brasil e não deve ser confundida com as cigarras anuais brasileiras do gênero Fidicina e Quesada.

Características

Ficha do inseto

OrdemHemiptera
FamíliaCicadidae
GêneroMagicicada
Origem e distribuiçãoLeste dos Estados Unidos, do norte da Geórgia ao estado de Nova York e oeste até Illinois
Tamanho2,5 a 3,5 cm de comprimento; envergadura de 7 a 8 cm
Corespretovermelho-alaranjadolaranjatransparente
Asas e voo2 pares de asas membranosas transparentes com nervuras alaranjadas; voo curto e desajeitado
AlimentaçãoFitófaga: seiva do xilema de árvores decíduas
MetamorfoseIncompleta (hemimetabolia): ovo > ninfa > adulto
Expectativa de vida13 ou 17 anos no total; adulto vive 3 a 4 semanas
HabitatSolo de florestas decíduas e áreas urbanas arborizadas
Comportamento socialGregária extrema; emergências sincronizadas em bilhões
Principais predadoresPássaros, vespas, aranhas, esquilos e fungo Massospora cicadina

Perfil e comportamento

Periculosidade para pessoasMuito baixo
Importância para o ecossistemaMuito alto
Presença em casasMuito baixo
Benefício para a agriculturaBaixo
Dano às plantasBaixo
Vida em grupoMuito alto

Como reconhecer a cigarra-periódica e não confundir com a cigarra anual

A cigarra-periódica não é uma espécie só. São sete espécies do gênero Magicicada, divididas em dois grupos: as de 17 anos (M. septendecim, M. cassini e M. septendecula) e as de 13 anos (M. tredecim, M. tredecassini, M. tredecula e M. neotredecim).

O adulto é inconfundível quando você sabe o que olhar. Corpo preto brilhante, olhos vermelhos vivos, pernas e veias das asas em laranja-avermelhado e asas transparentes. Mede de 2,5 a 3,5 cm, menor que muitas cigarras brasileiras.

A diferença para a cigarra anual brasileira (como Quesada gigas) é clara. A anual tem olhos pretos ou castanhos, corpo esverdeado ou amarronzado, canta todo verão e vive 2 a 5 anos. A periódica tem olhos vermelhos obrigatórios, só aparece a cada 13 ou 17 anos e nunca ocorre naturalmente no Brasil.

Onde vive: por que só existe no leste dos Estados Unidos

A distribuição é restrita ao leste dos Estados Unidos. Vai do norte da Geórgia e Carolina do Norte até Nova York, e a oeste até Illinois, Missouri e Oklahoma. Não há populações nativas na Europa, Ásia ou América do Sul.

O habitat preferido é a floresta decídua temperada, com carvalhos, nogueiras, bordos e outras árvores que perdem folhas no inverno. As ninfas precisam de raízes perenes por mais de uma década, por isso florestas maduras são essenciais.

Hoje ela também emerge em parques e bairros arborizados de cidades como Washington, Cincinnati e Chicago. Onde o solo foi muito impermeabilizado ou desmatado, a ninhada local desaparece, pois a ninfa não sobrevive sem raízes.

O relógio de 13 e 17 anos: o ciclo mais longo entre os insetos

O ciclo é o ponto mais fascinante. Após a eclosão, a ninfa cai no chão, enterra-se e passa 13 ou 17 anos sugando seiva de raízes a 20 a 60 cm de profundidade, em alguns casos até 2 metros.

Durante esse tempo ela passa por cinco ínstares subterrâneos, crescendo lentamente. O desenvolvimento é sincronizado pela contagem de fluxo de seiva anual das árvores, que indica a passagem das estações.

Na primavera do ano da emergência, quando o solo atinge cerca de 18 °C a 20 cm de profundidade, bilhões sobem ao mesmo tempo. Constroem túneis de saída com torrezinhas de barro e deixam a exúvia presa em troncos.

Grupo Ciclo total Espécies Onde predomina
Decim (17 anos) 17 anos M. septendecim, M. cassini, M. septendecula Norte da distribuição (ex: Brood X)
Cassini (13 anos) 13 anos M. tredecim, M. tredecassini, M. tredecula Sul da distribuição (ex: Brood XIX)

As populações são organizadas em ninhadas ou broods, numeradas de I a XXX. Cada brood emerge em um ano diferente. O famoso Brood X (10), de 17 anos, emergiu em 2021 com estimativa de trilhões de indivíduos em 15 estados.

O adulto vive só 3 a 4 semanas. Nesse período precisa cantar, acasalar, pôr ovos e morrer. Não se alimenta muito nessa fase.

O que a ninfa e o adulto comem

A alimentação é sempre seiva do xilema, a parte mais aguada e pobre em nutrientes da planta. Por isso precisam sugar muito volume por muito tempo.

A ninfa usa um aparelho bucal em forma de agulha para perfurar raízes finas. O adulto, quando se alimenta, perfura ramos jovens. Não comem folhas, frutos, outros insetos ou sangue.

Isso explica por que não são pragas agrícolas clássicas. Não atacam lavouras anuais como milho ou soja. O dano real vem da oviposição, não da alimentação.

  • Ninfa: xilema de raízes de árvores decíduas por 13 ou 17 anos.
  • Adulto: pouca alimentação em ramos; foco total em reprodução.
  • Não comem: folhas mastigadas, néctar, pólen ou madeira.

O coro ensurdecedor: comportamento, voo e vida em grupo

O macho canta para atrair a fêmea. Ele vibra membranas chamadas timbales no abdômen, produzindo um zumbido contínuo que pode chegar a 90 a 100 decibéis em coros densos, equivalente a um cortador de grama.

Cada espécie tem um canto diferente. M. septendecim faz um fraseado descendente tipo “pharaoh”, M. cassini emite cliques ritmados e M. septendecula intercala estalos. As fêmeas respondem com um estalo de asas.

O voo é curto, lento e desajeitado. Elas voam de árvore em árvore, mas não fazem migrações longas. Passam a maior parte do tempo paradas em troncos e galhos.

A vida em grupo é extrema. A estratégia se chama saciedade de predadores: emergir em número tão absurdo que pássaros, esquilos e vespas não dão conta de comer todas, garantindo que milhões sobrevivam para se reproduzir.

Ela morde, pica ou é venenosa? Riscos para pessoas, cachorros e gatos

Não morde, não pica e não tem veneno. O aparelho bucal só perfura plantas. Se manuseada, pode dar uma picadinha de prova com a probóscide, mas sem inocular nada e sem risco relevante.

Para pessoas, o incômodo é o barulho e o acúmulo de exúvias e cadáveres no chão, que cheiram forte ao decompor. Pessoas com alergia a frutos do mar devem evitar manipular muitas, pois há relatos de reação cruzada com proteínas de artrópodes.

Para cachorros e gatos, a ingestão de uma ou duas não costuma causar problema. O risco é quando o pet come dezenas: o exoesqueleto quitinoso pode causar vômito, diarreia ou obstrução leve. O fungo Massospora cicadina, que infecta algumas cigarras e as deixa com abdômen esbranquiçado, contém compostos que podem irritar se ingeridos em quantidade.

Na dúvida, impeça o consumo exagerado e ofereça água. Se houver vômito persistente, apatia ou abdômen inchado, procure veterinário.

Papel no ecossistema: benéfica ou praga?

Na nossa avaliação, a cigarra-periódica é altamente benéfica para o ecossistema, com dano pontual e temporário.

Quando bilhões de ninfas emergem, arejam o solo com túneis que melhoram infiltração de água e aeração. Ao morrerem, devolvem ao solo uma chuva de nitrogênio que fertiliza árvores. Estudos após o Brood X mostraram aumento de crescimento de árvores no ano seguinte.

São também alimento crucial. Pássaros como o cuco, esquilos, guaxinins e até peixes fazem festas que aumentam sua reprodução naquele ano. É um pulso energético que reverbera por toda a cadeia alimentar.

O lado negativo é a oviposição. A fêmea corta fendas em forma de V em ramos finos (5 a 10 mm) para pôr 400 a 600 ovos. Isso causa o “flagging”: ponteiras murcham e quebram. Em árvores adultas é poda natural. Em mudas e pomares jovens, pode comprometer a formação da copa.

Como conviver e proteger plantas jovens (sem veneno)

Como não ocorre no Brasil, o manejo interessa a quem mora ou viaja ao leste dos EUA, ou mantém pomar lá. A recomendação é manejo físico, não inseticida.

Inseticida é ineficaz contra bilhões e mata polinizadores. O controle integrado preconiza:

  • Tela fina (malha de 1 cm) cobrindo mudas e árvores jovens durante as 4 semanas de voo. É o método mais eficaz.
  • Adiar plantio de novas árvores para o outono após a emergência.
  • Podar e queimar ramos com flagging se quiser reduzir ninfas futuras, mas o efeito é pequeno.
  • Não varrer ninfas vivas para a rua; deixe que subam nas árvores.

Em jardins, basta tolerar o barulho por algumas semanas. O fenômeno passa rápido e só volta dali a 13 ou 17 anos.

Curiosidades que pouca gente sabe sobre as ninhadas

Muita gente acha que toda cigarra-periódica aparece a cada 17 anos. Na verdade, existem 12 broods ativos de 17 anos e 3 de 13 anos ainda existentes; vários broods já foram extintos por desmatamento.

Em 2024 houve um evento raro: a coemergência do Brood XIII (17 anos) e do Brood XIX (13 anos) em Illinois, algo que só acontece a cada 221 anos (13 x 17). Foi a primeira vez desde 1803 que duas ninhadas tão grandes se sobrepuseram na mesma região.

Outro detalhe pouco conhecido é o fungo Massospora cicadina. Ele infecta a cigarra, consome o abdômen e a mantém viva, transformando-a em “zumbi” que espalha esporos enquanto tenta acasalar. É específico de cigarras-periódicas e ajuda a regular a população.

Por fim, o número primo do ciclo (13 e 17) não é coincidência. A hipótese mais aceita é que ciclos primos dificultam que predadores com ciclos mais curtos (2, 3 ou 4 anos) coincidam sempre com a emergência, reduzindo a pressão de predação ao longo do tempo evolutivo.

Perguntas frequentes

Cigarra-periódica existe no Brasil?

Não. Ela só ocorre naturalmente no leste dos Estados Unidos. No Brasil temos cigarras anuais, que cantam todo verão e têm ciclo de 2 a 5 anos.

Quanto tempo vive a cigarra-periódica?

13 ou 17 anos no total, quase todo como ninfa subterrânea. A fase adulta, com asas e canto, dura apenas 3 a 4 semanas.

Cigarra-periódica morde ou é venenosa?

Não. Ela não morde, não pica e não tem veneno. O aparelho bucal só perfura plantas para sugar seiva.

Por que ela emerge em bilhões ao mesmo tempo?

É a estratégia de saciedade de predadores: em número tão grande, os predadores não conseguem comer todas e milhões sobrevivem para se reproduzir.

O barulho da cigarra-periódica faz mal?

O coro pode passar de 90 decibéis de perto, o que incomoda e pode irritar ouvidos sensíveis, mas não causa dano permanente se você não ficar colado à árvore por horas.

Cachorro pode comer cigarra-periódica?

Uma ou duas geralmente não causam problema, mas comer dezenas pode causar vômito e diarreia pelo exoesqueleto. Evite o consumo exagerado.

Qual a diferença entre cigarra de 13 e de 17 anos?

São espécies diferentes do mesmo gênero. As de 17 anos predominam no norte dos EUA e as de 13 anos no sul, mas ambas têm aparência e comportamento muito semelhantes.

Você sabia?

1

O relógio de números primos

Ciclos de 13 e 17 anos, ambos primos, dificultam que predadores com ciclos de 2 a 5 anos coincidam sempre com a emergência, uma vantagem evolutiva rara entre insetos.

2

Trilhões em poucas semanas

O Brood X de 2021, de 17 anos, emergiu em 15 estados dos EUA com estimativa de trilhões de indivíduos, um dos maiores eventos de biomassa de insetos do planeta.

3

Zumbi por fungo

O fungo Massospora cicadina infecta a cigarra-periódica, consome parte do abdômen e a mantém viva espalhando esporos enquanto ela tenta acasalar.

4

Encontro a cada 221 anos

Em 2024, os broods XIII (17 anos) e XIX (13 anos) emergiram juntos no Meio-Oeste americano, coincidência que só ocorre a cada 221 anos.

Fontes

  1. Smithsonian National Museum of Natural History - Entomology
  2. University of Connecticut - Periodical Cicada Information
  3. Embrapa - Entomologia

Prós e contras: Cigarra-periódica

Prós

  • Ciclo de vida mais longo e sincronizado entre os insetos, de grande valor científico
  • Pulso ecológico: areja o solo e fertiliza florestas com nitrogênio ao morrer em massa
  • Alimento abundante para pássaros e mamíferos no ano da emergência
  • Inofensiva para pessoas e pets, não transmite doenças
  • Espetáculo natural único que atrai turismo e educação ambiental

Contras

  • Coro extremamente alto por semanas pode incomodar moradores
  • Postura de ovos causa flagging e pode danificar ramos de mudas e pomares jovens
  • Acúmulo de exúvias e cadáveres gera odor e sujeira temporária
  • Só ocorre no leste dos EUA, não pode ser observada no Brasil na natureza
  • Populações locais desaparecem se houver desmatamento ou impermeabilização do solo
Nossa opinião

A cigarra-periódica é o exemplo mais impressionante de estratégia evolutiva por sincronia: em vez de se esconder, ela aposta tudo em aparecer aos trilhões. Na nossa avaliação, vale mais como espetáculo natural e pulso ecológico do que como praga, e o fascínio está justamente no relógio biológico de 13 e 17 anos que nenhum outro inseto replica.

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Deyse Timana
Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

Sou uma entusiasta do universo dos peixes e da vida aquática. Dedico-me a pesquisar e partilhar informações sobre espécies de peixes, alimentação, comportamento, habitat e cuidados, ajudando os…

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Revisão especializadaSansão MonteiroEditor de Animais

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Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.