🦜 Aves e Pássaros

Perdiz-vermelha

Alectoris rufa

Atualizado em

32 a 35 cmTamanho
400 a 550 gPeso
3 a 6 anosExpectativa de vida
Rouco e repetitivoCanto
Campos e matagais mediterrâneosHabitat
Perdiz-vermelha de corpo inteiro em campo seco com arbustos mediterrâneos

A Perdiz-vermelha (Alectoris rufa) é uma ave galliforme do sudoeste da Europa, famosa pelo bico e pernas de um vermelho intenso, pela faixa negra malhada no peito e pelo comportamento arisco em campos abertos. É a perdiz mais comum na Península Ibérica e no sul da França, onde vive em bandos fora da época reprodutiva.

Muito criada para caça e repovoamento na Europa, ela se distingue da Perdiz-cinzenta e da Perdiz-grega pela garganta branca com colar preto bem marcado e flancos com barras pretas, brancas e castanhas. Corre mais do que voa e só levanta voo curto e ruidoso quando pressionada.

No Brasil não ocorre na natureza; quando vista aqui, é em criatórios autorizados ou coleções. Não é ave de estimação e sua criação depende de autorização ambiental.

Também conhecido como: Perdiz-comum-europeia, Red-legged Partridge (inglês), Perdrix rouge (francês), Pernice rossa (italiano), Perdiz Roja (espanhol)

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Galeria de fotos de Perdiz-vermelha

Perdiz-vermelha de corpo inteiro em campo seco com arbustos mediterrâneos
Perdiz-vermelha adulta em postura típica no solo, com pernas e bico vermelhos bem visíveis.
Retrato em close da cabeça da Perdiz-vermelha mostrando bico vermelho e colar preto
Detalhe da cabeça: garganta branca com colar preto pintalgado, marca diagnóstica da espécie.
Perdiz-vermelha em voo baixo sobre campo agrícola com asas abertas
Voo curto e ruidoso, usado apenas quando a ave é surpreendida.
Perdiz-vermelha em habitat mediterrâneo com oliveiras e muros de pedra
Habitat preferido: mosaico de campos, sebes e matagal mediterrâneo.
Ninho da Perdiz-vermelha no chão com ovos creme pintados sob arbusto
Ninho raso no solo, bem camuflado, com postura de 10 a 16 ovos.
Fêmea de Perdiz-vermelha com filhotes precoces se alimentando no solo
Filhotes nidífugos seguem a mãe horas após a eclosão e já buscam insetos.

Perfil rápido de Perdiz-vermelha

Estado de conservação

NT
Quase Ameaçada

População em declínio por intensificação agrícola e hibridação com espécies introduzidas.

População
Em declínio
Protegido por
Não globalmente protegida, mas com restrições de caça e soltura em vários países europeus

Calendário

ReproduçãoJFMAMJJASOND
Eclosão dos filhotesJFMAMJJASOND
Formação de bandosJFMAMJJASOND

Vida útil

Na natureza
3 a 6 anos, raramente até 8 anos; alta mortalidade de filhotes no primeiro mês
Em cativeiro
6 a 10 anos com manejo, vacinação e alimentação adequada

Reprodução

Acasalamento
Monogâmico sazonal, com casos de fêmea com dois ninhos simultâneos
Estrutura social
Par territorial na reprodução; bando familiar no outono-inverno
Padrão sazonal
Reprodução de março a junho, 1 postura por ano (2 em manejo intensivo)
Tipo de nascimento
Ovíparo, filhotes precoces e nidífugos
Ninhada
10 a 16 ovos; incubação 23-24 dias; filhotes voam com 10-12 dias

Habitat

Ambientes

  • Campos de cereais com sebes e pousios
  • Matagais mediterrâneos baixos
  • Vinhas, olivais e pomares extensivos
  • Encostas pedregosas e áreas arbustivas

Biomas

  • Matagal mediterrâneo
  • Campos agrícolas temperados
  • Estepes arbustivas

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Sementes de gramíneas silvestres e cultivadas
  • Brotos, folhas tenras e pequenos frutos

Outros alimentos

  • Insetos e larvas (essencial para filhotes)
  • Pequenos caracóis e outros invertebrados

Encontrado em 6 países

  • Portugal
  • Espanha
  • França
  • Itália
  • Reino Unido
  • Açores (Portugal)

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Aves
Ordem
Galliformes
Família
Phasianidae
Gênero
Alectoris
Espécie
Alectoris rufa (Linnaeus, 1758)

Resumo

  • A Perdiz-vermelha é uma ave de 32 a 35 cm, com pernas e bico vermelhos, garganta branca com colar preto e flancos barrados, nativa do sudoeste da Europa.
  • Vive em campos agrícolas, matagais mediterrâneos e encostas pedregosas, em bandos familiares que se desfazem na época reprodutiva, quando o macho canta forte para defender território.
  • Faz ninho no chão com 10 a 16 ovos e filhotes precoces que já seguem a mãe nas primeiras horas, e está classificada como Quase Ameaçada pela IUCN devido ao declínio por agricultura intensiva.

Características

Ficha da espécie

FamíliaPhasianidae
Origem e distribuiçãoSudoeste da Europa (Península Ibérica, França, noroeste da Itália) e Inglaterra por introdução
HabitatCampos agrícolas com sebes, matagais mediterrâneos, vinhas, olivais e encostas rochosas
Tamanho (comprimento)32 a 35 cm
Envergadura47 a 50 cm
Peso400 a 550 g (machos até 600 g, fêmeas um pouco menores)
Corescastanho-acinzentadoruivobrancopretovermelho
Expectativa de vida3 a 6 anos na natureza, até 10 anos em cativeiro
AlimentaçãoGranívora e insetívora: sementes, brotos, folhas e insetos
CantoSequência áspera e repetida tipo “chuk-chuk-chukar”
Reprodução (ninho e ovos)Ninho raso no solo; 10 a 16 ovos creme com pintas castanhas; incubação de 23 a 24 dias
Comportamento socialGregária em bandos de 10 a 30 fora da reprodução; territorial e monogâmica na época reprodutiva
Variedades ou subespécies3 subespécies reconhecidas: A. r. rufa, A. r. hispanica e A. r. intercedens

Perfil e comportamento

SociabilidadeAlto
Intensidade do cantoMédio
InteligênciaMédio
Facilidade de criaçãoBaixo
Necessidade de espaçoMuito alto
Nível de atividadeAlto
Capacidade de imitar sonsMuito baixo

Como reconhecer a Perdiz-vermelha: tamanho, cores e traços únicos

A Perdiz-vermelha é compacta e arredondada, com 32 a 35 cm e cauda relativamente curta. O que mais chama atenção são o bico vermelho-vivo e as pernas vermelhas fortes, que lhe dão o nome.

O dorso é castanho-acinzentado liso, o ventre acinzentado e o peito tem um padrão inconfundível: garganta branca pura cercada por um colar preto com pintas que desce em faixa malhada. Os flancos exibem barras verticais bem definidas em preto, branco e castanho-ruivo, como se fossem pinceladas.

A cabeça tem faixa superciliar branca e faixa ocular preta, e o olho é cercado por anel vermelho discreto. Machos e fêmeas são muito parecidos, mas o macho é ligeiramente maior e costuma ter um pequeno esporão na perna. Jovens são mais apagados, sem colar nítido e com pernas rosadas.

Como não confundir com outras perdizes

A Perdiz-cinzenta (Perdix perdix) tem face laranja e barriga com ferradura castanha, sem pernas vermelhas. A Perdiz-grega (Alectoris graeca) é muito similar, mas tem colar preto contínuo sem pintas brancas internas. A Perdiz-vermelha é a única com colar pintalgado e flancos intensamente barrados na sua área principal.

Onde vive na natureza: distribuição e habitat preferido

Nativa do sudoeste da Europa, ocorre de forma contínua em Portugal, Espanha e sul e oeste da França, com populações no noroeste da Itália e Córsega. Foi introduzida na Inglaterra, País de Gales e nos Açores para caça, onde se naturalizou.

Prefere paisagens abertas e secas: campos de cereais com sebes, pousios, vinhas, olivais, matagais mediterrâneos de alecrim e esteva, e encostas pedregosas com pouca vegetação. Evita florestas fechadas e zonas úmidas.

Vive do nível do mar até cerca de 1.500 metros de altitude nos Pirineus e Sistema Central. É sedentária: não migra, apenas faz deslocamentos curtos no inverno para áreas mais abrigadas. Densidades maiores ocorrem onde há mosaico de cultura, pousio e arbustos para abrigo.

Comportamento e vida social: bandos, território e fuga a pé

Fora da época reprodutiva, é gregária e forma bandos familiares de 10 a 30 aves, às vezes maiores no inverno. O bando se alimenta junto e dorme no chão, em círculo com cabeças para fora para vigiar predadores.

Na primavera o bando se desfaz. O macho torna-se territorial, canta de pontos elevados como pedras ou murundus e persegue rivais com peito estufado e asas levemente abertas. A espécie é monogâmica sazonal, mas há casos de poligamia quando há fêmeas em excesso.

É terrestre e corredora. Prefere escapar correndo entre a vegetação e só voa se surpreendida, com voo baixo, rápido e ruidoso, de asas arqueadas, planando logo em seguida. Esse hábito a torna difícil de observar sem cão de mostra.

O canto rouco que entrega a espécie

O canto é áspero, alto e repetitivo, audível a centenas de metros em manhãs calmas. A frase mais típica é um “chuk-chuk-chuk-chukar” acelerado, emitido pelo macho no poleiro para marcar território.

Há também um chamado de contato mais suave entre membros do bando e um alarme curto e seco quando avista rapina. No final do inverno os machos cantam ao amanhecer e ao entardecer, e o coro de vários machos vizinhos é característico de áreas bem ocupadas.

A intensidade do canto aumenta de março a junho e diminui após o acasalamento. Em cativeiro ou repovoamentos, o canto excessivo pode indicar estresse territorial por falta de espaço.

O que come no campo e na criação

É onívora com base granívora. Adultos consomem sobretudo sementes de gramíneas silvestres e cultivadas, brotos, folhas tenras, pequenos frutos e, na primavera e verão, insetos e outros invertebrados que fornecem proteína.

Filhotes nas primeiras duas semanas são quase exclusivamente insetívoros: lagartas, besouros, formigas e gafanhotos são essenciais para o crescimento rápido. Sem oferta de insetos, a mortalidade dos perdigotos dispara.

Em criatórios, a dieta precisa imitar essa sazonalidade: ração específica para galliformes com 24 a 28% de proteína na fase inicial, depois grãos variados, verduras e acesso a grit (pedriscos) para moer alimentos na moela. Água limpa e areia para banho de pó são obrigatórias.

Reprodução, ninhos no chão e filhotes precoces

A reprodução ocorre entre março e junho, com pico em abril-maio. O ninho é uma depressão rasa no solo, forrada com folhas secas e gramíneas, sempre bem escondida sob arbusto, touceira ou na base de sebe.

A fêmea põe 10 a 16 ovos de cor creme com pintas castanhas, um por dia. A incubação dura 23 a 24 dias e é feita principalmente pela fêmea. Uma curiosidade pouco conhecida: em cerca de 30% dos casos a fêmea faz duas posturas em ninhos separados, e o macho incuba uma delas enquanto ela incuba a outra.

Os filhotes são precoces e nidífugos: nascem com penugem, olhos abertos e já caminham e se alimentam sozinhos poucas horas após a eclosão, seguindo a mãe. Com 10 a 12 dias já dão voos curtos e com 3 a 4 semanas são independentes, mas permanecem no bando familiar até a primavera seguinte.

Subespécie Distribuição Traço distintivo
A. r. rufa Norte da França e Inglaterra Coloração mais acinzentada no dorso
A. r. hispanica Norte e oeste da Península Ibérica Tom mais ruivo e colar mais largo
A. r. intercedens Sul e leste da Península Ibérica Intermediária, menor e mais escura

Criação e caça: é possível ter Perdiz-vermelha no Brasil?

Na Europa a espécie é amplamente criada para repovoamento e caça esportiva, com solturas anuais de milhões de aves. Essa criação intensiva, porém, causou hibridação com a Perdiz-grega (Alectoris graeca) e a Perdiz-chukar (Alectoris chukar), um problema genético grave que contamina populações selvagens.

No Brasil a Perdiz-vermelha não é ave nativa e não é considerada pet. Não há criação comercial relevante e ela não consta entre as espécies de aves domésticas de fácil registro. Qualquer criação de fauna exótica exige autorização do IBAMA e de órgãos estaduais, registro de plantel e comprovação de origem legal; capturar, comprar ou manter aves silvestres sem origem comprovada é crime ambiental pela Lei 9.605/98.

Além da burocracia, ela exige muito espaço, manejo sanitário rigoroso e não se adapta a gaiola ou apartamento. É arisca, estressa-se fácil, precisa de viveiro amplo com vegetação, abrigo contra umidade e dieta técnica. Na nossa avaliação, é uma espécie para observação na natureza ou criação técnica autorizada, não para estimação.

Estado de conservação e principais ameaças

A IUCN classifica a Perdiz-vermelha como Quase Ameaçada (NT), com população em declínio em boa parte da área. Na França e Inglaterra os censos mostram queda de 30 a 50% desde os anos 1990.

As causas principais são intensificação agrícola (eliminação de sebes, uso de herbicidas e inseticidas que reduzem sementes e insetos para filhotes), colheita mecanizada que destrói ninhos e predação por corvos, raposas e javalis em paisagens simplificadas.

A soltura de aves de cativeiro híbridas e a caça excessiva em algumas regiões agravam o quadro. Medidas eficazes incluem manutenção de faixas de vegetação nativa, adiamento da colheita, redução de agroquímicos e controle de solturas com certificação genética.

Diferenças para perdizes brasileiras e curiosidades de campo

No Brasil o nome “perdiz” é usado para tinamídeos como Rhynchotus rufescens (Perdiz-comum), que não são parentes próximos. Tinamídeos têm narinas diferentes e voam pouco, enquanto a Perdiz-vermelha é um fasianídeo parente da galinha e do faisão.

Um erro comum é achar que perdiz migra como codorna. A Perdiz-vermelha não migra e defende o mesmo território ano após ano. Outra confusão é achar que o vermelho das pernas indica sexo: ambos os sexos têm pernas vermelhas, a cor vem de carotenoides da dieta.

Para observadores, a melhor técnica é caminhar ao amanhecer por estradinhas entre campos e parar para ouvir o canto. Com binóculo, procure bandos se alimentando em restolho ou pousados em pedras ao sol nas primeiras horas da manhã.

Perguntas frequentes

Perdiz-vermelha existe no Brasil na natureza?

Não. É nativa do sudoeste da Europa. No Brasil só existe em criatórios autorizados, não há populações selvagens.

Qual a diferença entre Perdiz-vermelha e Perdiz-cinzenta?

A Perdiz-vermelha tem pernas e bico vermelhos, garganta branca com colar preto pintalgado e flancos barrados; a Perdiz-cinzenta tem pernas acinzentadas, face laranja e barriga com mancha em ferradura.

Perdiz-vermelha canta? Como é o canto?

Sim. O macho emite uma sequência rouca e repetida “chuk-chuk-chukar”, forte e territorial, principalmente ao amanhecer entre março e junho.

Quantos ovos a Perdiz-vermelha põe?

De 10 a 16 ovos creme com pintas castanhas, em ninho raso no chão escondido sob arbustos. A incubação dura 23 a 24 dias.

É legal criar Perdiz-vermelha em casa no Brasil?

Não como pet comum. Por ser exótica, exige autorização do IBAMA/órgão estadual, registro e origem comprovada. Manter ave sem origem legal é crime ambiental.

Perdiz-vermelha migra?

Não. É sedentária e permanece no mesmo território o ano todo, apenas forma bandos e se desloca curtas distâncias no inverno.

O que filhotes de Perdiz-vermelha comem?

Nas duas primeiras semanas são quase só insetívoros (lagartas, besouros, formigas). Depois passam gradualmente a sementes e brotos.

Você sabia?

1

Ninho duplo com pai e mãe incubando

A fêmea pode dividir a postura em dois ninhos e o macho incuba um deles sozinho, estratégia rara entre galliformes que aumenta a chance de sucesso.

2

Corre antes de voar

Quando ameaçada, prefere correr até 10 km/h entre a vegetação e só levanta voo nos últimos metros, com bater de asas explosivo e barulhento.

3

Híbridos que ameaçam a espécie pura

Solturas de perdizes de granja cruzadas com Alectoris chukar geraram híbridos férteis que se espalham na natureza e diluem o genoma da Perdiz-vermelha.

4

Pernas vermelhas vêm da comida

A cor intensa do bico e das pernas depende de carotenoides obtidos em sementes e insetos; aves mal alimentadas ficam com pernas rosadas e apagadas.

Fontes

  1. IUCN Red List - Alectoris rufa
  2. BirdLife International - Red-legged Partridge
  3. WikiAves - Enciclopédia de Aves do Brasil
  4. Cornell Lab of Ornithology - Birds of the World

Prós e contras: Perdiz-vermelha

Prós

  • Canto territorial marcante e fácil de identificar no campo
  • Muito rústica em clima mediterrâneo e adaptável a áreas agrícolas em mosaico
  • Filhotes precoces e de crescimento rápido
  • Boa ave para observação e fotografia em habitats abertos
  • Carne apreciada na gastronomia europeia (criação cinegética)

Contras

  • Não é ave de estimação e estressa-se em espaços pequenos
  • Exige viveiro grande, dieta técnica e manejo sanitário
  • Soltura sem controle genético causa hibridação e dano à espécie pura
  • Alta mortalidade de filhotes se faltarem insetos
  • População selvagem em declínio e dependente de manejo agrícola correto
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a Perdiz-vermelha é um exemplo clássico de ave cinegética que virou refém do próprio manejo: sem agricultura em mosaico e controle genético das solturas, nem caça nem conservação se sustentam. Para o leitor brasileiro, o maior valor está em entender suas diferenças para as perdizes nativas e por que não faz sentido tratá-la como pet.

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Sansão Monteiro
Escrito porSansão MonteiroEditor de Animais

Ele é criador de conteúdo sobre animais, com foco em raças de cães e gatos, comportamento, características físicas e cuidados essenciais. Através de pesquisa em fontes confiáveis, procura…

Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.