🦜 Aves e Pássaros

Canário-do-reino

Serinus canaria forma domestica

Atualizado em

12 a 14 cmTamanho
15 a 25 gPeso
10 a 15 anosExpectativa de vida
Longo e melodioso (machos)Canto
Doméstico (gaiolas e viveiros)Habitat
Detalhe das variações de plumagem do canário-do-reino

O canário-do-reino é a forma domesticada do canário-silvestre das Ilhas Canárias, selecionado há mais de 500 anos para canto, cor e forma. É um pássaro pequeno, de 12 a 14 cm, mais conhecido pela plumagem amarela intensa, mas que existe também em branco, vermelho, laranja e pintado.

É a ave de gaiola mais criada no mundo ao lado da calopsita e do periquito. O grande destaque é o canto do macho, longo, alto e melodioso, usado na época de reprodução para atrair a fêmea e marcar território. Dócil com o tutor, mas territorial com outros machos, vive bem em gaiola espaçosa ou viveiro e pode chegar a 15 anos com manejo correto.

Também conhecido como: Canário-belga, Canário-do-reino, Canário doméstico, Border, Yorkshire, Gloster, Norwich, Roller (nomes de raças), Domestic Canary (inglês), Canario doméstico (espanhol)

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Galeria de fotos de Canário-do-reino

Detalhe das variações de plumagem do canário-do-reino
Variações de cor: amarelo, branco, vermelho e mosaico.
Canário-do-reino se alimentando de sementes e folhas verdes
Alimentação variada com sementes e folhas escuras.
Canário-do-reino em viveiro doméstico com poleiros e comedouro
Viveiro doméstico bem montado, com espaço para voos curtos.
Canário-do-reino em viveiro doméstico com poleiros e comedouro
Viveiro doméstico bem montado, com espaço para voos curtos.
Canário-do-reino se alimentando de sementes e folhas verdes
Alimentação variada com sementes e folhas escuras.
Ninho de canário-do-reino com ovos azul-claros pintados
Ninho em forma de tigela com 3 a 5 ovos.
Detalhe das variações de plumagem do canário-do-reino
Variações de cor: amarelo, branco, vermelho e mosaico.
Ninho de canário-do-reino com ovos azul-claros pintados
Ninho em forma de tigela com 3 a 5 ovos.
Ideal para

Ideal para quem busca um pássaro de contemplação e canto, com pouco espaço e rotina previsível. É uma ótima porta de entrada para iniciantes que gostam de observar comportamento, aprender sobre manejo e ter uma ave dócil que não exige colo nem interação constante.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem espera um pássaro que interaja como calopsita, suba no dedo ou conviva solto com crianças pequenas. Também não funciona bem para quem quer vários machos juntos na mesma gaiola ou não pode manter limpeza frequente e ambiente silencioso para o canto.

Como cuidar

Alimentação
Mistura de alpiste, painço e aveia + farinhada de ovo 2-3x/semana + folhas escuras e legumes
Higiene
Trocar água e comida todo dia, limpar bandeja a cada 1-2 dias, desinfetar gaiola semanalmente
Ambiente
Luz natural indireta, sem fumaça ou correntes de ar, cobrir à noite para garantir sono
Saúde
Observar canto, fezes e postura; muda anual é normal, ácaros e obesidade são os problemas mais comuns; procure veterinário de aves se houver chiado ou apatia

Perfil rápido de Canário-do-reino

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

Avaliação refere-se ao ancestral selvagem Serinus canaria, amplamente distribuído e comum.

População
Estável
Protegido por
Não se aplica à forma doméstica; ancestral protegido por leis locais nas ilhas de origem

Calendário

ReproduçãoJFMAMJJASOND
Muda de penasJFMAMJJASOND
Canto mais intenso (machos)JFMAMJJASOND

Vida útil

Em cativeiro
10 a 15 anos, média de 8 a 10 anos; depende de dieta variada, higiene e genética
Na natureza (ancestral selvagem)
5 a 10 anos; sofre predação e variação de alimento

Reprodução

Maturidade sexual
8 a 10 meses
Época reprodutiva no Brasil
Agosto a janeiro, pico setembro-novembro
Tipo de ninho
Tigela de fibras vegetais (sisal, coco) em suporte interno
Ovos e incubação
3 a 5 ovos azul-claros com pintas; 13 a 14 dias só pela fêmea
Filhotes
Nidícolas, saem do ninho com 18-21 dias, independência com 30-35 dias

Habitat

Ambientes

  • Doméstico: gaiolas, viveiros e criadouros em áreas urbanas e rurais
  • Ancestral selvagem: bordas de florestas, pinhais, pomares e áreas agrícolas semiabertas

Biomas

  • Antrópico / Doméstico
  • Ancestral em biomas de ilhas da Macaronésia (laurissilva e áreas semiáridas)

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Sementes (alpiste, painço, aveia, linhaça, perila)

Outros alimentos

  • Farinhada à base de ovo
  • Folhas escuras (chicória, escarola, couve, brócolis)
  • Legumes (cenoura, pepino)
  • Frutas em pequena quantidade (maçã, laranja)
  • Bloco mineral e osso de siba

Encontrado em 3 países

  • Espanha (Ilhas Canárias - origem ancestral)
  • Portugal (Açores e Madeira - origem ancestral)
  • Brasil (criação doméstica difundida)

Como animal de estimação

Adequação
Alta para iniciantes que buscam ave de canto e contemplação; não é ave de colo
Legalidade no Brasil
Espécie doméstica, não exige autorização do IBAMA; compre apenas de criadouro com anilha e nota
Nível de cuidado
Médio-baixo: alimentação diária, limpeza frequente e manejo da muda e reprodução
Gaiola ideal
Mínimo 60x30x40 cm por ave, poleiros de madeira, local arejado sem vento direto e com 10-12h de luz/sono

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Aves
Ordem
Passeriformes
Família
Fringillidae
Gênero
Serinus
Espécie
Serinus canaria forma domestica

Resumo

  • O canário-do-reino é o canário doméstico (Serinus canaria forma domestica), pequeno e amarelo, originado do canário-silvestre verde-oliva das Ilhas Canárias.
  • O macho se destaca pelo canto longo e complexo, enquanto a fêmea canta pouco; ambos precisam de alimentação à base de sementes, farinhada e vegetais.
  • No Brasil sua criação é legal e muito popular, mas exige gaiola adequada, higiene diária e separação de machos para evitar brigas e estresse.

Características

Ficha da espécie

FamíliaFringillidae
Origem e distribuiçãoIlhas Canárias, Açores e Madeira (ancestral selvagem); hoje domesticado no mundo todo, muito comum no Brasil
HabitatDoméstico; ancestral vive em áreas semiabertas, bordas de floresta e plantações
Tamanho (comprimento)12 a 14 cm (algumas raças de porte chegam a 20 cm)
Envergadura20 a 23 cm
Peso15 a 25 g
Coresamarelobrancovermelholaranjamarromverdepintadomosaico
Expectativa de vida10 a 15 anos em cativeiro (5 a 10 anos na média)
AlimentaçãoGranívora: alpiste, painço, aveia, farinhada, folhas e legumes
CantoMacho com canto longo e variado; fêmea emite gorjeios curtos
Reprodução (ninho e ovos)Ninho em forma de tigela; 3 a 5 ovos azul-claros com pintas, incubação de 13 a 14 dias
Comportamento socialTerritorial entre machos, dócil com humanos, vive melhor sozinho ou em casal na época reprodutiva
Variedades ou subespéciesMais de 30 raças reconhecidas (Border, Yorkshire, Norwich, Gloster, Roller, Vermelho, etc.)

Perfil e comportamento

SociabilidadeMédio
Intensidade do cantoMuito alto
InteligênciaMédio
Facilidade de criaçãoAlto
Necessidade de espaçoBaixo
Nível de atividadeMédio
Capacidade de imitar sonsBaixo

O que é o canário-do-reino e como reconhecê-lo

O canário-do-reino não é uma espécie silvestre brasileira. É a forma domesticada do canário-silvestre (Serinus canaria), um fringilídeo verde-oliva nativo das Ilhas Canárias, Açores e Madeira. Monges espanhóis começaram a selecioná-lo no século XV e, a partir do século XVII, ele se espalhou pela Europa como ave de canto.

Reconhecer um canário-do-reino é simples: corpo pequeno e compacto, bico curto e cônico, pernas finas e plumagem lisa e brilhante. O amarelo intenso é o mais famoso, mas não é o único. O amarelo original vem da seleção para ausência de melanina escura; já o vermelho só existe porque criadores cruzaram o canário com o tarim (Spinus cucullatus) no século XX.

Não confunda com o canário-da-terra (Sicalis flaveola), silvestre e amarelo-ouro com testa alaranjada. O canário-do-reino tem bico mais claro, canto muito mais longo e variado e não ocorre solto na natureza no Brasil. Todo canário-do-reino à venda vem de criadouro.

Tamanho, cores e tipos de plumagem

A maioria mede 12 a 14 cm e pesa 15 a 25 g, mas raças de porte como Yorkshire e Border podem chegar a 18-20 cm. A postura é diferente entre raças: Roller é mais alongado e horizontal, Gloster tem topete redondo, Norwich é robusto e arredondado.

As cores se dividem em três grupos: lipocrômicas (sem melanina) como amarelo, branco e vermelho; melânicas (com melanina) como verde, marrom e ágata; e mosaico e pintado, com manchas bem distribuídas. A cor vermelha, laranja e mosaico depende de alimentação com carotenoides e de genética específica.

A plumagem tem categorias de textura: intenso, nevado e mosaico. Penas intensas são curtas e de cor forte até a ponta; nevadas têm borda esbranquiçada que dá aspecto mais suave; mosaico concentra cor apenas em áreas como máscara, peito e ombros. Isso muda totalmente a aparência do mesmo tom amarelo ou vermelho.

O canto do canário-do-reino: por que só o macho canta assim

O canto é o motivo número um da fama. O macho adulto canta frases longas de 10 a 30 segundos, com trilos, floreios e mudanças de volume, repetidas por minutos. Ele canta para atrair fêmea e avisar outros machos que o território está ocupado.

A diferença é hormonal e anatômica. Machos têm siringe mais desenvolvida e áreas cerebrais do canto maiores, ativadas pela testosterona. Fêmeas também vocalizam, mas emitem chamados curtos e gorjeios baixos. Se uma fêmea canta como macho, geralmente é excesso de luz ou hormônio, ou é um macho jovem ainda sem muda completa.

Cada raça de canto foi selecionada para um estilo: Roller canta baixo e com bico quase fechado, Waterslager faz sons de água, Timbrado Espanhol tem canto metálico e potente. Canários comuns de cor também cantam bem, mas sem padrão definido. Aprendem ouvindo o pai ou outro macho tutor nos primeiros meses de vida.

De onde vem e onde vive hoje

O ancestral selvagem vive em ilhas da Macaronésia, em áreas semiabertas com árvores esparsas, pomares e bordas de pinhais. É esverdeado com estrias escuras nas costas e amarelo-esverdeado no ventre, bem diferente do amarelo uniforme doméstico.

Domesticado, o canário-do-reino não existe solto na natureza. No Brasil está em casas, criadouros e exposições em todos os estados, especialmente Sul e Sudeste. Quando escapa, raramente sobrevive muito tempo por falta de adaptação e predação.

Por ser criado há séculos em cativeiro, não migra e não tem comportamento migratório. Seu ciclo anual em casa é regulado por fotoperíodo (horas de luz), temperatura e alimentação, não por estações naturais como nas ilhas de origem.

Comportamento e convivência

Na nossa avaliação, o canário-do-reino é ideal para quem quer contemplar e ouvir, não para quem quer um pássaro de colo. Ele tolera bem a presença do tutor, mas não gosta de ser manipulado como uma calopsita. É observador, toma banho com prazer e passa boa parte do dia cantando, se alimentando e arrumando as penas.

É territorial entre machos. Dois machos na mesma gaiola brigam e um silencia o outro por estresse. O ideal é um macho por gaiola, com separação visual se houver vários. Fêmeas são mais tolerantes, mas também disputam poleiro e comedouro se o espaço for pequeno.

Com outros pássaros, convive melhor em viveirão grande e bem dividido. Com humanos, acostuma-se rápido à rotina da casa, reconhece quem alimenta e pode cantar mais quando o tutor se aproxima. Barulho excessivo, gaiola muito pequena e falta de luz natural são as principais causas de apatia e canto fraco.

O que come: base de sementes, farinhada e vegetais

A base é mistura de sementes: alpiste (cerca de 60%), painço, aveia descascada, linhaça e perila. Só alpiste puro empobrece a dieta e engorda. A farinhada à base de ovo, oferecida 2 a 3 vezes por semana, complementa proteína, especialmente na muda e na reprodução.

Vegetais são essenciais: chicória, escarola, brócolis, couve e cenoura ralada fornecem vitaminas e carotenoides. Frutas como maçã e laranja podem ser oferecidas em pedaços pequenos uma vez por semana. Folhas escuras são melhores que alface, que tem muita água e pouco nutriente.

Evite abacate, sementes de maçã, chocolate, alimentos salgados e temperados. Água fresca deve ser trocada diariamente, e o bebedouro limpo com escovinha para evitar fungos. Osso de siba ou bloco mineral ajuda no cálcio e no desgaste do bico.

Reprodução, ninhos e filhotes

A estação reprodutiva no Brasil vai de agosto a janeiro, com pico entre setembro e novembro, quando os dias ficam mais longos. A fêmea constrói ninho em forma de tigela com fibra de coco, sisal e algodão, dentro de suporte de arame ou plástico.

A postura é de 3 a 5 ovos azul-esverdeados com pintas marrons, um por dia. Só a fêmea choca, por 13 a 14 dias. O macho alimenta a fêmea no ninho e depois ajuda a alimentar os filhotes, que nascem cegos e com penugem rala.

Os filhotes saem do ninho com 18 a 21 dias e se tornam independentes com 30 a 35 dias. Nessa fase precisam de farinhada úmida e sementes moles. É comum a fêmea iniciar nova postura enquanto o macho termina de alimentar a ninhada anterior, por isso criadores usam grade divisória.

Tabela rápida da reprodução

Etapa Duração / Detalhe
Idade reprodutiva 10 meses a 4 anos (ideal até 3 anos)
Número de ovos 3 a 5 por postura
Incubação 13 a 14 dias, só pela fêmea
Saída do ninho 18 a 21 dias
Independência 30 a 35 dias

É possível ter canário-do-reino em casa? Legalidade e cuidados

Sim, e é uma das criações mais legais e acessíveis. Por ser espécie doméstica, não exige autorização do IBAMA para ter em casa, diferente de silvestres como canário-da-terra ou coleirinho. A compra deve ser feita em criadouro regularizado, com anilha fechada e nota.

A gaiola mínima para um canário é de 60 cm de comprimento x 30 cm de largura x 40 cm de altura, com poleiros de madeira de espessuras diferentes e sem poleiros de plástico lisos. Gaiolas redondas e muito pequenas estressam e deformam a cauda. Viveiros maiores permitem voos curtos, que mantêm o pássaro em forma.

Higiene é inegociável: troca diária de água e alimento, limpeza de bandeja a cada 1-2 dias e desinfecção semanal. Local deve ser arejado, com luz natural indireta, sem corrente de vento e sem cozinha com fumaça. Cobrir a gaiola à noite com tecido leve ajuda no descanso de 10 a 12 horas de sono.

Saúde, longevidade e erros comuns

Com manejo correto vive 10 a 15 anos; muitos chegam a 8-10 anos. Os problemas mais comuns são ácaro de traqueia (chiado e perda de voz), ácaro de pena, obesidade por dieta só de sementes e muda encruada por falta de luz e proteína.

Sinais de alerta são penas arrepiadas por muito tempo, ficar no fundo da gaiola, fezes moles ou muito líquidas, bico descamando e canto que some de repente. Canários escondem doença até estarem fracos, por isso observação diária faz diferença.

Erros frequentes: deixar dois machos juntos para “fazer companhia”, oferecer só alpiste, colocar gaiola na corrente de vento ou no sol forte sem sombra, e usar vermífugo ou antibiótico sem orientação veterinária. Muda de penas uma vez ao ano (geralmente no verão) é normal: o pássaro para de cantar, perde penas e precisa de mais proteína e descanso, não de remédio.

Perguntas frequentes

Canário-do-reino e canário-belga são a mesma coisa?

Sim. Canário-do-reino, canário-belga e canário doméstico são nomes populares para a mesma ave domesticada (Serinus canaria forma domestica).

Fêmea de canário-do-reino canta?

Canta pouco. A fêmea emite gorjeios curtos e chamados; canto longo, alto e variado é característico do macho adulto.

Precisa de autorização do IBAMA para criar canário-do-reino?

Não. Por ser espécie doméstica, não precisa de autorização. Compre apenas de criadouro com anilha fechada e nota; silvestres exigem autorização e captura na natureza é crime.

O que fazer quando o canário para de cantar?

É normal na muda de penas e quando há pouca luz, estresse ou doença. Garanta 10-12h de sono, dieta variada e ambiente calmo; se houver chiado, apatia ou penas arrepiadas, procure veterinário de aves.

Pode deixar dois machos na mesma gaiola?

Não é recomendado. Machos são territoriais, brigam e o dominante inibe o canto do outro. Mantenha um macho por gaiola com separação visual.

Canário-do-reino pode comer só alpiste?

Não. Só alpiste causa deficiência nutricional e obesidade. Ofereça mistura de sementes, farinhada e folhas/legumes variados.

Quanto tempo vive um canário-do-reino?

Em média 8 a 10 anos, podendo chegar a 15 anos com boa genética, alimentação variada, higiene diária e manejo correto da muda.

Você sabia?

1

De verde-oliva a amarelo

O canário selvagem é verde com estrias escuras; o amarelo intenso só surgiu após séculos de seleção para ausência de melanina.

2

Detector de gás nas minas

Do século XIX até os anos 1980, canários eram levados para minas de carvão porque são muito sensíveis a monóxido de carbono e grisú, alertando os mineiros.

3

Canta sem respirar por segundos

O macho pode emitir sequências de até 30 segundos usando sacos aéreos e controle da siringe, por isso o canto parece ininterrupto.

4

Vermelho vem de outro pássaro

Canários vermelhos só existem porque criadores hibridizaram o canário com o tarim venezuelano (Spinus cucullatus) e depois retrocruzaram por décadas.

Fontes

  1. IUCN Red List - Serinus canaria
  2. WikiAves - Canário-do-reino
  3. CBRO - Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos
  4. Cornell Lab of Ornithology - All About Birds

Prós e contras: Canário-do-reino

Prós

  • Canto melodioso e prolongado do macho, uma das melhores aves de canto
  • Manejo simples e gaiola relativamente pequena comparada a psitacídeos
  • Grande variedade de cores e raças para escolher
  • Dócil com humanos e adapta-se bem à rotina da casa
  • Longevidade alta para pássaro pequeno (10-15 anos)
  • Criação legal e sem burocracia por ser espécie doméstica

Contras

  • Macho territorial: não pode juntar dois machos na mesma gaiola
  • Não é ave de colo, não gosta de ser manipulado como calopsita
  • Para de cantar na muda e se houver estresse, pouca luz ou manejo errado
  • Exige limpeza diária de água, comida e bandeja para evitar ácaros e fungos
  • Fêmeas e filhotes cantam pouco, o que frustra quem compra esperando canto
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o canário-do-reino continua imbatível para quem quer canto e beleza com manejo simples, mas é subestimado como ser vivo sensível à luz, dieta e espaço. Criar bem exige menos remédio e mais rotina: gaiola grande, comida variada e respeito à muda valem mais que qualquer suplemento milagroso.

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Deyse Timana
Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

Sou uma entusiasta do universo dos peixes e da vida aquática. Dedico-me a pesquisar e partilhar informações sobre espécies de peixes, alimentação, comportamento, habitat e cuidados, ajudando os…

Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.