🦜 Aves e Pássaros

Cacatua

Família Cacatuidae (21 espécies, ex. Cacatua alba, Cacatua galerita, Cacatua sulphurea)

Atualizado em

30 a 67 cmTamanho
300 g a 1,2 kgPeso
40 a 70 anosExpectativa de vida
Grito alto e ásperoCanto
Florestas e savanas da OceaniaHabitat
Cacatua-branca de corpo inteiro empoleirada em galho com plumagem branca

A cacatua é um psitacídeo famoso pela crista de penas erétil no topo da cabeça, pelo bico forte e curvo e pelo grito alto que pode ser ouvido a quilômetros. Diferente de papagaios e araras, não tem cores verdes ou azuis intensas: a maioria é branca, com detalhes em amarelo, salmão ou rosa, e todas têm a crista que funciona como sinal de humor.

Na natureza vive em bandos barulhentos na Austrália, Nova Guiné, Indonésia e Filipinas, onde passa o dia forrageando no chão e nas copas e dorme em árvores altas. Em cativeiro chama atenção pela inteligência, pela longevidade que facilmente passa dos 50 anos e pela necessidade extrema de companhia — é uma ave que sofre muito quando fica isolada.

No Brasil toda cacatua é exótica e só pode ser mantida com origem legalizada e documentação. Não é uma ave para iniciantes: exige viveiro grande, rotina estável, enriquecimento diário e tolerância a muito barulho e pó de penas.

Também conhecido como: Cacatua-branca, Cockatoo (inglês), Cacatúa (espanhol), Kakadu (alemão)

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Galeria de fotos de Cacatua

Cacatua-branca de corpo inteiro empoleirada em galho com plumagem branca
Cacatua-branca, a espécie mais conhecida como pet, com plumagem branca e crista erétil.
Retrato em close da cabeça e bico curvo da cacatua
Detalhe da cabeça: crista móvel e bico curvo e poderoso.
Cacatua em voo com asas abertas mostrando amarelo sob as asas
Cacatua em voo: asas largas e grito característico em deslocamento.
Bando de cacatuas-rosadas em savana australiana com eucaliptos
Bando de cacatuas-rosadas em habitat natural de savana australiana.
Cacatua-negra-das-palmeiras se alimentando de coquinho segurando com a pata
Alimentação típica: cacatua-negra abrindo coquinho com o bico forte.
Ninho de cacatua em oco de árvore com ovos brancos
Ninho em oco de árvore velha, essencial para a reprodução.
Detalhe da plumagem e pó de penas da cacatua
Textura da plumagem e pó fino que impermeabiliza as penas.
Ideal para

Ideal para tutor experiente com psitacídeos, que trabalha em casa ou tem rotina flexível e pode dedicar várias horas por dia à interação. Funciona bem em casas com viveiro externo grande, sem vizinhos muito próximos sensíveis a barulho, e onde a ave seja tratada como membro da família por décadas.

Pode não ser ideal para

Não é ideal para quem mora em apartamento, tem pouco tempo livre, busca ave silenciosa ou de baixa manutenção. Também não é indicada para famílias com crianças pequenas sem supervisão, pois o bico pode causar ferimentos graves, e para pessoas alérgicas a pó ou com pouca tolerância a gritos diários ao amanhecer e entardecer.

Como cuidar

Alojamento
Viveiro de no mínimo 3 x 1,5 x 2 m para espécies médias; poleiros de madeira natural e brinquedos destrutíveis
Alimentação
Ração extrusada como base + legumes, verduras e frutas; sementes com moderação; água fresca 2x ao dia
Higiene e saúde
Banho com borrifo ou bacia 3x por semana; limpeza diária do pó de penas; sono de 10-12h no escuro
Rotina
3 a 5 horas fora do viveiro com supervisão; rodízio de brinquedos e treino com reforço positivo
Veterinário
Check-up semestral com veterinário de aves; vacinas e exames conforme orientação; atenção a arrancamento de penas

Perfil rápido de Cacatua

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

Status varia por espécie: da abundante galah (LC) à criticamente em perigo Cacatua sulphurea (CR).

População
Estável para espécies australianas comuns; em declínio acentuado para espécies insulares
Protegido por
Sim, todas em CITES Apêndice I ou II; captura e comércio controlados

Calendário

Reprodução na natureza (Austrália/Indonésia)JFMAMJJASOND
Reprodução em cativeiro no BrasilJFMAMJJASOND

Vida útil

Na natureza
40 a 60 anos, dependendo da espécie e da predação
Em cativeiro
50 a 70 anos, com manejo e veterinário adequados; casos acima de 80 anos

Reprodução

Acasalamento
Monogâmico, casal estável por anos
Estrutura social
Bando gregário; casal nidifica isolado em oco
Padrão sazonal
Sazonal, ligado à estação chuvosa e oferta de alimento
Tipo de nascimento
Ovíparo
Ninhada
1 a 3 ovos brancos; incubação 25 a 30 dias; filhotes deixam o ninho com 70 a 90 dias

Habitat

Ambientes

  • Florestas tropicais
  • Bosques de eucalipto
  • Savanas e áreas abertas
  • Manguezais
  • Áreas agrícolas e urbanas

Biomas

  • Floresta tropical úmida
  • Savana
  • Bosque temperado

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Sementes
  • Frutos e coquinhos
  • Brotos e raízes

Outros alimentos

  • Insetos e larvas
  • Flores e néctar

Encontrado em 6 países

  • Austrália
  • Papua-Nova Guiné
  • Indonésia
  • Filipinas
  • Ilhas Salomão
  • Timor-Leste

Como animal de estimação

Adequação
Apenas para tutores experientes e com muito tempo disponível
Legalidade no Brasil
Exótica; exige origem de criadouro autorizado IBAMA/órgão estadual, com nota e anilha; tráfico é crime
Nível de cuidado
Muito alto: viveiro grande, interação diária, enriquecimento e veterinário de aves
Custo de aquisição
Alto e variável por espécie; manutenção mensal também elevada

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Aves
Ordem
Psittaciformes
Família
Cacatuidae
Gênero
Cacatua, Eolophus, Probosciger, entre outros
Espécie
21 espécies, ex. Cacatua alba, Cacatua galerita

Resumo

  • Cacatua é o psitacídeo da Oceania reconhecido pela crista móvel, plumagem predominantemente branca e grito muito alto e estridente.
  • Vive em bandos sociais e barulhentos, pode ultrapassar 60 anos em cativeiro e se destaca pela inteligência e forte vínculo com o tutor.
  • No Brasil é ave exótica de criação restrita e exigente, indicada apenas para quem tem espaço, tempo diário e tolerância a barulho e poeira de penas.

Características

Ficha da espécie

FamíliaCacatuidae
Origem e distribuiçãoOceania: Austrália, Nova Guiné, Ilhas Salomão, Indonésia, Filipinas e Timor
HabitatFlorestas, bosques de eucalipto, savanas, manguezais e áreas agrícolas
Tamanho (comprimento)30 a 67 cm conforme a espécie
Envergadura70 a 110 cm
Peso300 g a 1.200 g
Coresbrancoamarelosalmãorosacinzapreto
Expectativa de vida40 a 70 anos (até 80 em cativeiro bem manejado)
AlimentaçãoGranívora e frugívora: sementes, frutos, coquinhos, raízes e larvas
CantoVocalização alta, áspera e repetitiva; não tem canto melódico
Reprodução (ninho e ovos)Ninho em oco de árvore; 1 a 3 ovos brancos; incubação 25 a 30 dias
Comportamento socialGregária, vive em bandos de 10 a centenas; monogâmica e muito apegada
Variedades ou subespécies21 espécies em 6 gêneros, ex.: Cacatua-branca, Cacatua-de-crista-amarela, Cacatua-negra

Perfil e comportamento

SociabilidadeMuito alto
Intensidade do cantoMuito alto
InteligênciaMuito alto
Facilidade de criaçãoBaixo
Necessidade de espaçoMuito alto
Nível de atividadeAlto
Capacidade de imitar sonsAlto

Como reconhecer uma cacatua de verdade

A cacatua se distingue de qualquer outro psitacídeo pela crista de penas erétil no topo da cabeça. Ela abre e fecha como um leque conforme o humor: crista baixa indica relaxamento, crista totalmente erguida indica alerta, excitação ou susto.

Outro ponto inconfundível é o bico grande, curvo e cinza-escuro, com mandíbula inferior menor, e a ausência de verde ou azul na plumagem. Enquanto araras e papagaios são coloridos, cacatuas são majoritariamente brancas, com toques de amarelo, salmão, rosa ou cinza na crista, bochechas e parte inferior das asas.

Muita gente confunde cacatua com calopsita, e faz sentido: a calopsita (Nymphicus hollandicus) é a menor cacatua do mundo. A diferença está no tamanho. Calopsitas têm 30 cm e 90 g; uma cacatua-branca passa de 45 cm e 600 g, e a cacatua-das-palmeiras chega a 60 cm.

Tamanho, cores e características físicas

O grupo varia muito. As menores, como a cacatua-de-crista-amarela-pequena (Cacatua sulphurea), têm 33 cm. As maiores, como a cacatua-negra-das-palmeiras (Probosciger aterrimus), atingem 60 a 67 cm e pesam mais de 1 kg, com plumagem preta-acinzentada e bochechas vermelhas nuas.

A maioria das cacatuas brancas parece idêntica à primeira vista, mas a cor da crista entrega a espécie: amarela na Cacatua galerita, alaranjada na Cacatua citrinocristata, rosa na Cacatua moluccensis e branca pura na Cacatua alba. Cacatuas-rosas (Eolophus roseicapilla) e cinzas (Callocephalon fimbriatum) fogem do padrão branco.

Todas soltam um pó fino de queratina das penas, chamado pó de penugem, que impermeabiliza a plumagem. Esse pó é tão abundante que suja móveis e pode irritar pessoas alérgicas — um detalhe prático que todo tutor descobre rápido.

Espécie Tamanho médio Cor marcante Traço distintivo
Cacatua-branca (Cacatua alba) 46 cm branco com amarelo sob as asas Crista branca ampla, bico cinza-claro
Cacatua-de-crista-amarela (Cacatua galerita) 50 cm branco com amarelo intenso Crista amarela longa e curvada para trás
Cacatua-das-Molucas (Cacatua moluccensis) 52 cm branco com salmão Crista salmão-rosada muito volumosa
Cacatua-negra-das-palmeiras (Probosciger aterrimus) 60 cm preto-acinzentado Bochecha nua vermelha que muda de cor
Galah ou cacatua-rosada (Eolophus roseicapilla) 35 cm cinza e rosa Peito e face rosa, a mais comum na Austrália

Onde vive na natureza: distribuição e habitat

Cacatuas são exclusivamente da Oceania e Wallacea. O centro de diversidade é a Austrália, onde ocorrem 14 espécies, seguida por Nova Guiné, Ilhas Salomão, Indonésia e Filipinas. Não existe nenhuma espécie nativa no Brasil ou nas Américas.

Ocupam desde florestas tropicais úmidas até savanas de eucalipto, bosques abertos, manguezais e áreas agrícolas. Espécies como a galah e a cacatua-de-crista-amarela adaptaram-se muito bem a cidades e plantações, onde formam bandos de centenas de indivíduos.

São aves sedentárias, mas fazem deslocamentos diários e sazonais em busca de alimento e água. Durante secas, bandos podem viajar dezenas de quilômetros entre dormitórios e áreas de alimentação, sempre retornando aos mesmos ocos para dormir.

Comportamento e vida social: por que não pode ficar sozinha

Cacatua é uma das aves mais sociais que existem. Na natureza passa o dia em bandos barulhentos que forrageiam, voam e dormem juntos, com forte hierarquia e comunicação constante. O isolamento é extremamente estressante para ela.

Em cativeiro esse traço vira dependência. Ela cria vínculo monogâmico com o tutor e exige horas de interação por dia. Sem isso desenvolve gritos excessivos, arrancamento de penas e automutilação — problemas comportamentais clássicos da família.

São aves diurnas, curiosas e destrutivas no melhor sentido: adoram roer madeira, desfiar cordas e desmontar objetos. O bico exerce força de mais de 100 kg/cm² e precisa ser ocupado com brinquedos de madeira segura e rodízio de enriquecimento.

Canto, inteligência e capacidade de imitar

Cacatua não canta como um sabiá. Seu repertório natural são gritos ásperos, guinchos e chamados de contato que chegam a 135 decibéis — equivalente a um show de rock. É assim que o bando se mantém unido na mata.

A inteligência, porém, é altíssima. Estão entre os poucos animais que usam ferramentas na natureza: a cacatua-das-palmeiras corta galhos para tamborilar no tronco durante a corte, e cacatuas-de-crista-amarela na Austrália foram filmadas abrindo lixeiras com sequência de movimentos aprendidos socialmente.

Imitam sons humanos, mas com menos clareza que papagaios-do-congo. O forte delas é imitar entonação, risadas, assobios e sons da casa como telefone e micro-ondas. A galah e a cacatua-branca são as mais falantes; as negras quase não imitam.

O que come na natureza e em cativeiro

Na natureza a base são sementes, coquinhos, frutos, brotos, raízes e insetos. Cacatuas forrageiam muito no chão, cavando com o bico, e também nas copas. A cacatua-negra é especialista em coquinhos de palmeira e castanhas muito duras, que abre com o bico poderoso.

Em cativeiro a dieta não pode ser só girassol. O ideal é ração extrusada para psitacídeos grandes como base (60 a 70%), complementada com legumes, verduras, frutas e mix de sementes com moderação. Sementes oleosas em excesso causam obesidade e lipidose hepática, problema comum em cacatuas sedentárias.

Precisam de cálcio extra, especialmente fêmeas, e de água sempre fresca. Alimentos proibidos incluem chocolate, abacate, cafeína, álcool e qualquer comida temperada. Galhos de árvores frutíferas não tratadas são ótimos para roer.

Reprodução, ninhos em ocos e filhotes

Cacatuas são monogâmicas e formam casais por muitos anos, às vezes por toda a vida. A corte envolve exibição da crista, reverências, oferta de alimento e, na cacatua-das-palmeiras, o famoso tamborilar com galho.

Nidificam em ocos altos de árvores velhas, muitas vezes eucaliptos com mais de 100 anos. A fêmea põe 1 a 3 ovos brancos e ambos incubam por 25 a 30 dias. O oco é forrado apenas com lascas de madeira roídas pelo próprio casal.

Os filhotes nascem nus e cegos e ficam no ninho por 70 a 90 dias, um período longo. Mesmo depois de voar, continuam dependentes dos pais por semanas. Essa reprodução lenta explica por que a perda de árvores com ocos é tão crítica para a conservação.

É possível ter cacatua em casa? Legalidade e cuidados no Brasil

No Brasil cacatua é ave exótica. Não existe captura legal na natureza brasileira; todo exemplar deve vir de criadouro comercial autorizado pelo IBAMA ou órgão estadual, com nota fiscal, anilha fechada e GTA quando houver transporte. Comprar ave sem origem é crime ambiental.

Não é ave para apartamento ou para quem passa o dia fora. Precisa de viveiro grande (mínimo 3 m de comprimento para espécies médias), e não de gaiola pequena, além de 3 a 5 horas de interação fora do viveiro, banho regular e 10 a 12 horas de sono em local silencioso e escuro.

O manejo diário inclui troca de água duas vezes ao dia, limpeza do pó de penas, rodízio de brinquedos de madeira e visitas periódicas a veterinário de aves. Barulho é inevitável: espere gritos ao amanhecer e ao entardecer. Quem busca ave silenciosa deve escolher outra espécie.

Conservação e ameaças

O status varia muito por espécie. Enquanto a cacatua-galah e a cacatua-de-crista-amarela são abundantes (LC) e até consideradas praga agrícola na Austrália, outras estão à beira da extinção. A cacatua-de-crista-amarela-pequena (Cacatua sulphurea) é Criticamente em Perigo (CR), com menos de 2.000 indivíduos na natureza devido ao tráfico e à perda de habitat.

As principais ameaças são captura para tráfico, desmatamento e falta de ocos para nidificação. Todas as cacatuas estão na CITES (Apêndices I ou II), que controla o comércio internacional. Na Austrália, a derrubada de eucaliptos antigos é hoje o maior gargalo reprodutivo.

Programas de reprodução em cativeiro e caixas-ninho artificiais têm ajudado espécies como a cacatua-negra-de-cauda-vermelha. Para o comprador, a forma de ajudar é exigir documentação e nunca adquirir aves de origem duvidosa.

Perguntas frequentes

Cacatua fala igual papagaio?

Fala menos e com dicção mais rouca. Ela imita melhor assobios, risadas e sons da casa do que frases longas e nítidas.

Qual a diferença entre cacatua e calopsita?

A calopsita é a menor cacatua. Cacatuas são muito maiores, mais pesadas, mais barulhentas e vivem bem mais tempo.

Cacatua pode ficar sozinha o dia todo?

Não. Isolamento prolongado causa gritos excessivos, arrancamento de penas e depressão. Precisa de várias horas de interação diária.

É legal ter cacatua no Brasil?

Sim, apenas se vier de criadouro autorizado com nota fiscal e anilha. Ave sem documentação é crime ambiental.

Quanto tempo vive uma cacatua?

De 40 a 70 anos em média, podendo passar de 80 anos com bons cuidados. É um compromisso por décadas.

Cacatua faz muita sujeira?

Sim. Solta pó fino de penas, espalha cascas de sementes e destrói brinquedos de madeira. Exige limpeza diária.

Cacatua morde forte?

Sim. O bico pode exercer grande pressão e causar ferimentos. Precisa de socialização e manejo com respeito.

Fatos surpreendentes sobre a cacatua

1

Tamborila como gente

O macho da cacatua-das-palmeiras fabrica uma baqueta com galho e tamborila ritmado no tronco para atrair a fêmea — um dos poucos usos de ferramenta rítmica no reino animal.

2

Abre lixeiras em bando

Em Sydney, cacatuas-de-crista-amarela aprenderam a abrir lixeiras com tampa e ensinaram a técnica umas às outras, espalhando o comportamento por bairros inteiros em poucos anos.

3

Bochecha que entrega emoção

Nas cacatuas-negras a pele nua da face fica mais vermelha quando a ave está excitada ou estressada, funcionando como um termômetro visual de humor.

4

Pode viver mais que o tutor

Há registros documentados de cacatuas com mais de 80 anos em cativeiro, como a cacatua-de-crista-amarela Cocky Bennett, que viveu 120 anos segundo relatos na Austrália.

Fontes

  1. IUCN Red List / BirdLife International
  2. WikiAves
  3. Cornell Lab of Ornithology - Birds of the World
  4. CBRO - Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos

Prós e contras: Cacatua

Prós

  • Extremamente inteligente e afetuosa, cria vínculo profundo
  • Longevidade impressionante, companheira por décadas
  • Aprende truques, assobios e imita sons com facilidade
  • Visual marcante com crista expressiva

Contras

  • Grito muito alto e diário, incompatível com apartamento
  • Exige 3 a 5 horas de interação por dia, não tolera solidão
  • Solta muito pó de penas e exige limpeza constante
  • Viveiro grande e manutenção cara; compromisso de 50+ anos
  • Pode desenvolver arrancamento de penas se estressada
Nossa opinião

Na nossa avaliação, cacatua é uma ave espetacular, mas superestimada como pet no Brasil. A combinação de longevidade extrema, grito ensurdecedor e necessidade de companhia constante a torna inadequada para a maioria das casas — admirar em viveiros bem estruturados ou na natureza é, para quase todo mundo, a escolha mais responsável.

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Deyse Timana
Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

Sou uma entusiasta do universo dos peixes e da vida aquática. Dedico-me a pesquisar e partilhar informações sobre espécies de peixes, alimentação, comportamento, habitat e cuidados, ajudando os…

Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.