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Elefante-marinho-do-sul

Mirounga leonina

Atualizado em

Machos até 5,8 m; fêmeas até 3 mTamanho
Machos até 4.000 kg; fêmeas até 900 kgPeso
14 anos (machos) a 20 anos (fêmeas)Expectativa de vida
Oceano austral e ilhas subantárticasHabitat
Baixo, mas machos muito agressivos no harémPerigo para humanos
Elefante-marinho-do-sul macho adulto de corpo inteiro na praia subantártica

O elefante-marinho-do-sul (Mirounga leonina) é o maior pinípede e o maior mamífero carnívoro marinho do planeta, com machos que podem ultrapassar 5,5 metros e 4.000 kg. É inconfundível pela probóscide inflável dos machos adultos, usada como câmara de ressonância durante a disputa por território.

Famoso pelos mergulhos mais profundos e longos entre as focas, passa cerca de 80% da vida em mar aberto, vindo à terra apenas para reproduzir e fazer a muda anual. Fora desses períodos, é um animal pelágico e solitário que cruza milhares de quilômetros entre áreas subantárticas.

Apesar do tamanho intimidador, não é um predador de humanos e tem papel essencial no ecossistema antártico como consumidor de lulas e peixes de profundidade. No Brasil, aparece como visitante ocasional no litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Também conhecido como: Elefante-marinho-austral, Southern elephant seal (inglês), Éléphant de mer austral (francês), Elefante marino del sur (espanhol)

Faz parte de: Animais de Águas Profundas, Animais Marinhos do Brasil

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Galeria de fotos de Elefante-marinho-do-sul

Elefante-marinho-do-sul macho adulto de corpo inteiro na praia subantártica
Macho adulto de elefante-marinho-do-sul com a probóscide característica.
Close-up da cabeça do elefante-marinho-do-sul mostrando probóscide e olhos
Detalhe da cabeça e da probóscide inflável do macho.
Detalhe da pele do elefante-marinho-do-sul durante a muda catastrófica
Pele durante a muda catastrófica, quando troca pelo e epiderme.
Elefante-marinho-do-sul mergulhando em mar aberto profundo
Em mergulho profundo, onde passa mais de 80% da vida.
Fêmea de elefante-marinho-do-sul amamentando filhote de pelagem preta
Fêmea com filhote recém-nascido de pelagem preta.
Colônia de elefantes-marinhos-do-sul na Península Valdés com harém
Harém na Península Valdés, principal colônia continental.

Perfil rápido de Elefante-marinho-do-sul

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

População global grande e estável após recuperação da caça histórica.

População
estável
Protegido por
Sim, protegido por Convenção para Conservação das Focas Antárticas e legislações nacionais

Calendário

Reprodução e nascimentosJFMAMJJASOND
Muda catastrófica em terraJFMAMJJASOND
Migração pelágica (mar aberto)JFMAMJJASOND
Ocorrência como errante no BrasilJFMAMJJASOND

Vida útil

Na natureza
Machos 14 anos, fêmeas 20-22 anos
Maturidade sexual
Fêmeas 3-4 anos, machos 5-6 anos (só reproduzem após 9-12 anos)

Reprodução

Acasalamento
Poligínico, haréns de 40-100 fêmeas por macho alfa
Estrutura social
Colonial e hierárquica na reprodução, solitária no mar
Padrão sazonal
Anual, nascimentos de setembro a outubro
Tipo de nascimento
Vivípara
Ninhada
1 filhote (35-45 kg), gestação de 11 meses com diapausa de 3 meses

Habitat

Ambientes

  • Oceano pelágico profundo
  • Ilhas subantárticas
  • Praias de cascalho e areia
  • Zona de gelo marinho antártico

Biomas

  • Oceano Austral
  • Costas rochosas subantárticas
  • Mar aberto pelágico

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Lulas antárticas e subantárticas
  • Peixes mesopelágicos (mictófidos)

Outros alimentos

  • Krill antártico
  • Polvos
  • Quimeras

Encontrado em 10 países

  • Argentina
  • Chile
  • África do Sul
  • Austrália
  • Nova Zelândia
  • Reino Unido (Geórgia do Sul)
  • França (Kerguelen)
  • Brasil (visitante)
  • Uruguai
  • Noruega (Ilha Bouvet)

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Mammalia
Ordem
Carnivora
Família
Phocidae
Gênero
Mirounga
Espécie
Mirounga leonina (Linnaeus, 1758)

Resumo

  • O elefante-marinho-do-sul é o maior pinípede do mundo, com dimorfismo extremo entre machos de até 5,8 m e fêmeas de até 3 m.
  • É o mamífero marinho que mergulha mais fundo entre as focas, com recordes acima de 2.300 m e apneias de até 120 minutos para caçar lulas.
  • Vive em ilhas subantárticas e passa 8 a 10 meses por ano migrando em mar aberto, vindo à terra apenas para reproduzir e fazer a muda catastrófica.

Características

Ficha da espécie

GrupoMamífero
OrdemCarnivora
FamíliaPhocidae (focas verdadeiras)
Origem e distribuiçãoHemisfério Sul, ilhas subantárticas e costa da Patagônia
TamanhoMachos 4,5 a 5,8 m; fêmeas 2,6 a 3,0 m
PesoMachos 1.500 a 4.000 kg; fêmeas 400 a 900 kg
Corescinzamarrom-acinzentadomarrom-escurobege-claro (filhotes com pelagem preta)
Profundidade300 a 800 m (habitual), até 2.380 m (recorde)
HabitatPelágico oceânico; praias de cascalho e areia para reprodução e muda
AlimentaçãoCefalópodes, peixes mesopelágicos e krill
ReproduçãoVivípara, 1 filhote por gestação, desmame em 23 dias
Expectativa de vida14 anos (machos), 20 a 22 anos (fêmeas)
Estado de conservaçãoPouco preocupante (LC - IUCN)

Perfil e comportamento

Periculosidade para pessoasBaixo
SociabilidadeAlto
InteligênciaMédio
VelocidadeMédio
Capacidade de migraçãoMuito alto
Importância para o ecossistema marinhoAlto

Como identificar o elefante-marinho-do-sul e não confundir com outras focas

O elefante-marinho-do-sul é inconfundível quando adulto. O macho tem a probóscide pendente que pode chegar a 40 cm e infla como um balão quando ele ruge, ampliando o som para ser ouvido a mais de 1 km na colônia.

A fêmea não tem tromba, tem cabeça menor e focinho mais pontudo, mas ainda assim é enorme comparada a qualquer outra foca austral. Ambos têm corpo robusto em forma de torpedo, vibrissas curtas e olhos grandes adaptados à pouca luz.

A pelagem varia de cinza-acinzentado a marrom-escuro, mais clara no ventre. Filhotes nascem com uma lanugem preta densa que cai após o desmame, dando lugar a uma pelagem prateada-acinzentada.

Não confunda com o elefante-marinho-do-norte (Mirounga angustirostris): o do sul é maior, tem probóscide mais curta e larga e vive exclusivamente no Hemisfério Sul. Também difere do lobo-marinho e do leopardo-marinho por não ter orelhas externas visíveis e por se locomover em terra arrastando o corpo, sem apoiar nas nadadeiras anteriores.

Onde vive e por que passa 80% da vida no mar aberto

A distribuição é circumpolar no Hemisfério Sul, centrada entre 40°S e 78°S. As maiores colônias ficam em Geórgia do Sul (cerca de 54% da população mundial), Kerguelen, Heard, Macquarie e Península Valdés, na Argentina.

Fora da época reprodutiva, é estritamente pelágico. Rastreamentos por satélite mostram que um indivíduo pode percorrer 10.000 a 18.000 km em uma única migração de 6 a 8 meses, indo até a zona de gelo antártico ou até águas subtropicais.

No Brasil, não tem colônia reprodutiva. Ocorre como visitante errante, principalmente entre o outono e a primavera, com registros frequentes no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e ocasionalmente no Sudeste. São quase sempre machos jovens desorientados ou em dispersão.

Em terra, prefere praias de cascalho, areia grossa e áreas abrigadas do vento. No mar, prefere a zona pelágica profunda, longe da plataforma continental.

O mergulho mais extremo entre os mamíferos: profundidade e fôlego

Nenhuma outra foca mergulha como ele. A média é de 300 a 800 m por 20 a 30 minutos, mas fêmeas já foram registradas a 2.380 m e com apneia de 120 minutos, o recorde para pinípedes.

Isso só é possível por adaptações extremas: alto volume de sangue (cerca de 20% do peso corporal), mioglobina nos músculos 10 vezes maior que em humanos e colapso controlado dos pulmões para evitar narcose por nitrogênio.

Durante o mergulho, a frequência cardíaca cai de 60 para 5 a 10 batimentos por minuto. Ele também desvia sangue dos órgãos periféricos e mantém apenas cérebro e coração bem irrigados.

Um detalhe pouco conhecido: ele dorme mergulhando. Estudos com acelerômetros mostram que cochila em espiral descendente por 5 a 10 minutos a 200-400 m de profundidade, em apneia, para evitar predadores como a orca na superfície.

O que come e como caça lulas no escuro total

A dieta é 75% a 90% composta por cefalópodes, especialmente lulas-glaciais (Psychroteuthis glacialis), Gonatus antarcticus e Moroteuthis. Complementa com peixes mesopelágicos como mictófidos, quimeras e krill.

Caça por ecolocalização passiva e visão. Os olhos têm tapetum lucidum e pupila que dilata enormemente, captando a bioluminescência das presas. As vibrissas detectam vibrações a metros de distância no escuro absoluto abaixo de 500 m.

Um macho adulto pode ingerir 1 a 2 toneladas de lula por viagem migratória. Fêmeas em lactação, por outro lado, jejuam completamente em terra e perdem até 35% do peso corporal em 23 dias.

Diferente de focas costeiras, ele não mastiga: engole presas inteiras e tem estômago com forte acidez para digerir bicos de lula, que depois regurgita ou elimina nas fezes.

Reprodução: haréns, brigas de machos e o desmame mais radical

A temporada reprodutiva vai de agosto a novembro. Machos chegam primeiro às praias, jejuam e lutam violentamente por haréns. Um macho alfa pode controlar 40 a 100 fêmeas, enquanto machos periféricos não se reproduzem.

As lutas envolvem rugidos amplificados pela probóscide, golpes de peito e mordidas no pescoço que deixam cicatrizes profundas. Machos podem perder até 36% do peso durante os 2 a 3 meses em terra sem comer.

A fêmea dá à luz um único filhote de 35 a 45 kg poucos dias após chegar. O leite tem cerca de 50% de gordura (sem lactose) e o filhote ganha 4 a 7 kg por dia, triplicando de peso em apenas 23 dias.

O desmame é abrupto: a fêmea simplesmente abandona o filhote e volta ao mar para se alimentar. O filhote desmamado jejua por 4 a 8 semanas na praia, vivendo da gordura acumulada enquanto aprende a mergulhar sozinho em poças rasas.

Muda catastrófica e as duas grandes migrações do ano

Todo elefante-marinho faz duas migrações pelágicas por ano, intercaladas por dois períodos em terra: reprodução e muda. É o único pinípede com esse ciclo duplo.

A muda catastrófica ocorre entre dezembro e fevereiro. Ele troca não só o pelo, mas placas inteiras de epiderme, ficando com aparência esfarrapada e permanecendo em terra por 3 a 5 semanas sem se alimentar, com circulação reduzida na pele para economizar energia.

Durante a migração, mergulha quase continuamente: cerca de 90% do tempo submerso, com intervalos de superfície de apenas 2 a 3 minutos para respirar. Chega a fazer 60 a 80 mergulhos por dia.

Fêmeas e machos usam rotas diferentes. Fêmeas tendem a ir para a zona de gelo antártico, ricas em krill e lulas, enquanto machos jovens exploram a plataforma patagônica, mais rasa e com mais peixes.

É perigoso para humanos?

Em mar aberto, o risco é praticamente nulo. São animais pelágicos que evitam embarcações e mergulhadores. Ataques a humanos no mar nunca foram documentados com boa evidência.

Em terra, o cenário muda. Machos em harém são extremamente territoriais e podem investir a 8 km/h na areia, apesar das 2 a 4 toneladas. Uma investida pode causar esmagamento, mordidas graves e infecções.

Fêmeas com filhotes também podem morder se alguém se aproximar a menos de 10 metros. O rugido de um macho alfa chega a 140 decibéis e é um aviso claro para se afastar.

A regra é simples: mantenha pelo menos 20 metros de distância, nunca se interponha entre a fêmea e o filhote e nunca tente tocar ou alimentar. No Brasil, a aproximação é proibida por normas do ICMBio e pode gerar multa.

Estado de conservação e onde observar com responsabilidade no Brasil e no mundo

Classificado como Pouco Preocupante (LC) pela IUCN, com população global estimada em 640.000 a 700.000 indivíduos e tendência estável ou em leve aumento. Foi muito caçado por óleo no século XIX, mas se recuperou após proteção internacional na década de 1960.

As ameaças atuais são captura incidental em pesca de arrasto, poluição por plástico, ruído sísmico e mudanças na disponibilidade de lulas por aquecimento do Oceano Austral. Fêmeas são sentinelas do clima: anos de gelo marinho reduzido diminuem o sucesso reprodutivo.

No mundo, os melhores locais para observação responsável são Península Valdés (Argentina), Geórgia do Sul e Ilha Macquarie (Austrália), sempre com operadores licenciados e distância mínima regulamentada.

No Brasil, se encontrar um encalhado, não toque, não jogue água, não tente devolver ao mar e afaste cães. Acione imediatamente o Centro de Reabilitação de Mamíferos Marinhos, ICMBio ou PATRAM. Filhotes desmamados em jejum parecem abandonados, mas estão em processo natural.

Característica Elefante-marinho-do-sul Elefante-marinho-do-norte
Tamanho do macho Até 5,8 m e 4.000 kg Até 5,0 m e 2.300 kg
Probóscide Mais curta e larga Mais longa e fina
Distribuição Hemisfério Sul Pacífico Norte (Califórnia e México)
População ~650 mil ~170 mil

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre elefante-marinho-do-sul e elefante-marinho-do-norte?

O do sul (Mirounga leonina) é maior e mais pesado, tem probóscide mais curta e vive só no Hemisfério Sul. O do norte (Mirounga angustirostris) é menor e vive no Pacífico Norte, entre Califórnia e México.

Qual o tamanho e peso do elefante-marinho-do-sul?

Machos adultos medem 4,5 a 5,8 m e pesam 1.500 a 4.000 kg. Fêmeas medem 2,6 a 3,0 m e pesam 400 a 900 kg, um dos maiores dimorfismos sexuais entre mamíferos.

Onde o elefante-marinho-do-sul vive no Brasil?

Não tem colônia no Brasil. Aparece como visitante errante, principalmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina entre abril e outubro, quase sempre machos jovens isolados.

O elefante-marinho-do-sul é perigoso?

No mar o risco é quase nulo. Em terra, machos em período reprodutivo são muito agressivos e podem investir e morder se alguém se aproximar a menos de 20 metros.

O que o elefante-marinho-do-sul come?

Principalmente lulas de profundidade e peixes mesopelágicos como mictófidos, além de krill. Um adulto pode consumir mais de uma tonelada de cefalópodes por migração.

Quanto tempo o elefante-marinho-do-sul fica sem respirar?

Em média 20 a 30 minutos, mas fêmeas já foram registradas com mergulhos de até 120 minutos e profundidades acima de 2.300 metros.

Está em risco de extinção?

Não. É classificado como Pouco Preocupante (LC) pela IUCN, com cerca de 650 mil indivíduos e população estável, embora sofra com captura incidental e mudanças climáticas.

Você sabia?

1

O ronco que infla o nariz

A probóscide do macho funciona como caixa de ressonância e também reabsorve umidade do ar expirado, economizando água durante os meses de jejum em terra.

2

Sono em queda livre

Ele dorme enquanto mergulha, entrando em espiral descendente de 5 a 10 minutos a 300 m de profundidade, com apenas metade do cérebro em repouso por vez.

3

Leite mais gordo que manteiga

O leite da fêmea tem até 55% de gordura e faz o filhote ganhar 4 a 7 kg por dia, o crescimento mais rápido entre os pinípedes.

4

Muda em placas

Na muda catastrófica ele perde pelo e pele em grandes placas, ficando com aspecto de queimadura, e precisa ficar em terra sem comer por quase um mês.

Fontes

  1. IUCN Red List - Mirounga leonina
  2. NOAA Fisheries - Southern Elephant Seal
  3. SeaLifeBase / FishBase
  4. ICMBio - Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos

Prós e contras: Elefante-marinho-do-sul

Prós

  • Maior pinípede do mundo, com biologia de mergulho única e fascinante
  • Indicador importante da saúde do Oceano Austral e das populações de lulas
  • População recuperada e estável após proteção internacional
  • Observação responsável gera turismo científico de alto valor na Patagônia e Geórgia do Sul
  • Adaptações fisiológicas extremas são modelo para estudos de apneia e conservação de oxigênio

Contras

  • Machos em harém são agressivos e perigosos se abordados em terra
  • Não é animal de aproximação: exige distância mínima de 20 metros por lei
  • Filhotes em jejum pós-desmame são frequentemente confundidos com animais abandonados
  • Vulnerável a captura incidental e a redução de presas por aquecimento oceânico
  • Ocorrências no Brasil exigem resgate especializado, não podem ser manejadas por leigos
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o elefante-marinho-do-sul é o exemplo mais impressionante de adaptação ao mergulho profundo entre os mamíferos, superando até cachalotes em tempo submerso relativo ao tamanho. É uma espécie que não combina com interação humana próxima: seu valor está em ser observada à distância, como sentinela da saúde do Oceano Austral.

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Sansão Monteiro
Escrito porSansão MonteiroEditor de Animais

Ele é criador de conteúdo sobre animais, com foco em raças de cães e gatos, comportamento, características físicas e cuidados essenciais. Através de pesquisa em fontes confiáveis, procura…

Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.