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Baleia-cinzenta

Eschrichtius robustus

Atualizado em

13 a 15 m (fêmeas maiores)Tamanho
30 a 40 toneladasPeso
55 a 70 anosExpectativa de vida
Pacífico Norte costeiroHabitat
Muito baixoPerigo para humanos
Baleia-cinzenta adulta de corpo inteiro nadando de lado com pele mosqueada e calombos dorsais

A baleia-cinzenta é um mamífero marinho costeiro facilmente reconhecido pela pele toda mosqueada de cinza, coberta de cracas e sem barbatana dorsal. É a única baleia viva da família Eschrichtiidae e a única que se alimenta revirando o sedimento do fundo do mar.

Famosa pela migração de até 22 mil quilômetros ida e volta entre o Ártico e as lagoas da Baixa Califórnia, ela passa o verão se alimentando no norte e o inverno parindo em águas quentes mexicanas. Dócil com embarcações em áreas protegidas, mas defensiva quando com filhote, é um símbolo de recuperação após a caça quase ter a exterminado.

Também conhecido como: Baleia-cinza, Gray whale, Ballena gris, Eschrichtius robustus

Faz parte de: Baleias e Golfinhos

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Galeria de fotos de Baleia-cinzenta

Baleia-cinzenta adulta de corpo inteiro nadando de lado com pele mosqueada e calombos dorsais
Baleia-cinzenta adulta com coloração mosqueada e ausência de barbatana dorsal.
Close da cabeça da baleia-cinzenta mostrando olhos, rostro estreito e cracas
Detalhe da cabeça estreita e das cracas características da espécie.
Textura da pele da baleia-cinzenta com cracas e cicatrizes brancas
Pele áspera coberta por cracas exclusivas e cicatrizes individuais.
Baleia-cinzenta se alimentando no fundo lodoso levantando nuvem de sedimento
Alimentação bentônica única: suga sedimento e filtra anfípodes.
Mãe e filhote de baleia-cinzenta em lagoa rasa da Baixa Califórnia
Mãe e filhote nas lagoas quentes do México, berçário da espécie.
Baleia-cinzenta saltando parcialmente fora da água em comportamento de breaching
Salto parcial usado para comunicação e remoção de parasitas.
Grupo de baleias-cinzentas migrando juntas próximo à costa
Migração costeira em pequenos grupos entre o Ártico e o México.

Perfil rápido de Baleia-cinzenta

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

População oriental com ~27 mil indivíduos estável; população ocidental com ~200 indivíduos Criticamente em Perigo.

População
estável
Protegido por
Sim - moratória da CBI desde 1986 e proteção integral no México, EUA e Rússia; lagoas mexicanas são Patrimônio Mundial da UNESCO

Calendário

Migração para o sul (reprodução)JFMAMJJASOND
Nascimentos nas lagoas da Baixa CalifórniaJFMAMJJASOND
Migração para o norte (alimentação)JFMAMJJASOND
Alimentação no ÁrticoJFMAMJJASOND

Vida útil

Na natureza
55 a 70 anos, com registros de até 80 anos por análise de cera de ouvido

Reprodução

Acasalamento
Poligâmico, sem par fixo, de novembro a dezembro durante migração e nas lagoas
Gestação
13 a 14 meses
Nascimento
Vivíparo, 1 filhote de 4,5 a 5 m e 700 a 900 kg
Intervalo entre crias
2 a 3 anos
Maturidade sexual
6 a 12 anos
Cuidado parental
Exclusivo da mãe, amamentação por 7 a 9 meses

Habitat

Ambientes

  • Águas costeiras rasas
  • Lagoas hipersalinas de reprodução
  • Plataforma continental lodosa
  • Mar aberto durante migração

Biomas

  • Oceano Pacífico
  • Zona Nerítica

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Anfípodes bentônicos (Ampelisca)
  • Misidáceos
  • Poliquetas

Outros alimentos

  • Krill
  • Ovos de peixe
  • Larvas de caranguejo

Encontrado em 7 países

  • Estados Unidos
  • México
  • Canadá
  • Rússia
  • Japão
  • Coreia do Sul
  • China

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Mammalia
Ordem
Artiodactyla
Família
Eschrichtiidae
Gênero
Eschrichtius
Espécie
Eschrichtius robustus

Resumo

  • A baleia-cinzenta é a única baleia filtradora que come no fundo do mar, sugando anfípodes do sedimento com até 180 barbatanas curtas e amareladas.
  • Faz a migração mais longa de qualquer mamífero, de 16 a 22 mil km por ano entre o Ártico e as lagoas da Baixa Califórnia, no México.
  • Foi extinta no Atlântico no século XVIII e hoje tem população oriental estável com cerca de 27 mil indivíduos, enquanto a ocidental tem só cerca de 200.

Características

Ficha da espécie

GrupoMamífero
OrdemArtiodactyla (Cetacea)
FamíliaEschrichtiidae
Origem e distribuiçãoPacífico Norte, do Ártico (Alasca e Rússia) à Baixa Califórnia, México
Tamanho13 a 15 m (fêmeas até 15 m, machos 13 a 14 m; filhote 4,5 a 5 m)
Peso30.000 a 40.000 kg (filhote 700 a 900 kg)
Corescinzacinza-clarobranco (manchas de cracascicatrizes)
Profundidade0 a 60 m, alimentação até 120 m
HabitatCosteiro, lagoas rasas e plataforma continental
AlimentaçãoFiltradora bentônica (anfípodes, misidáceos e poliquetas)
ReproduçãoVivípara, 1 filhote a cada 2 a 3 anos, gestação 13 a 14 meses
Expectativa de vida55 a 70 anos, até 80 anos
Estado de conservaçãoPouco Preocupante (LC) - população ocidental Criticamente em Perigo

Perfil e comportamento

Periculosidade para pessoasMuito baixo
SociabilidadeMédio
InteligênciaAlto
VelocidadeBaixo
Capacidade de migraçãoMuito alto
Importância para o ecossistema marinhoAlto

Como identificar a baleia-cinzenta sem confundir

A baleia-cinzenta não parece uma baleia típica à primeira vista. O corpo é robusto e mosqueado, em tons de cinza com manchas brancas, e quase todo coberto por cracas e piolhos-de-baleia que deixam a pele áspera e cheia de relevo.

O detalhe que mais ajuda na identificação é a ausência de barbatana dorsal. No lugar dela há uma corcova baixa seguida por 6 a 12 calombos ou knuckles ao longo da linha do dorso até a cauda. Nenhuma outra baleia grande do Pacífico tem essa sequência.

A cabeça é estreita e arqueada, com 2 a 5 sulcos curtos na garganta que quase não se notam, diferente dos sulcos longos da jubarte. As barbatanas são curtas, amareladas e em número de 130 a 180 de cada lado, bem menores que as de outras misticetos.

O sopro é baixo e em forma de coração quando visto de frente, com 3 a 4 metros de altura. A cauda é larga, com bordas recortadas e sem entalhe central profundo, e ela raramente mostra a cauda inteira ao mergulhar.

Onde vive e por que só existe no Pacífico Norte

Hoje a baleia-cinzenta vive exclusivamente no Pacífico Norte. No verão fica nos mares rasos do Ártico, mar de Bering e mar de Chukchi, entre Alasca, Canadá e Rússia. No inverno migra para as lagoas quentes da Baixa Califórnia e do Golfo da Califórnia, no México.

Essa distribuição é costeira por necessidade. Ela se alimenta em profundidades de 30 a 60 metros, raramente além de 120 metros, onde consegue alcançar o fundo lodoso. Por isso quase nunca é vista em alto-mar profundo.

A espécie já ocupou o Atlântico Norte. Fósseis e registros baleeiros mostram que existiu do Atlântico até o século XVIII, quando a caça a eliminou completamente nessa bacia. Avistamentos recentes na costa de Israel e Namíbia são considerados indivíduos errantes do Pacífico.

População oriental e ocidental

Existem duas populações bem distintas. A oriental, com cerca de 26 a 27 mil indivíduos, migra entre Alasca e México e é a mais numerosa e estudada. A ocidental, com apenas 200 a 250 indivíduos, migra entre a ilha de Sakhalin, na Rússia, e o sul do Japão e China, e é classificada como Criticamente em Perigo.

A migração mais longa entre os mamíferos

Nenhum outro mamífero viaja tanto quanto a baleia-cinzenta. Cada indivíduo percorre 16 mil a 22 mil quilômetros por ano na ida e volta, e pode acumular mais de 1 milhão de quilômetros ao longo da vida.

A migração para o sul começa entre outubro e novembro. Grupos pequenos de 2 a 3 animais viajam a 7 a 9 km/h, próximos à costa, respirando a cada 3 a 5 minutos. Fêmeas prenhes lideram a descida para chegar primeiro às lagoas.

A volta para o norte vai de fevereiro a junho, com mães e filhotes por último. Elas nadam coladas à costa para evitar orcas, que são o principal predador de filhotes nessa rota.

Durante a migração ela quase não se alimenta. Vive da gordura acumulada no Ártico, perdendo até 30% do peso até chegar ao México. É um jejum de 3 a 5 meses sustentado por uma camada de gordura de até 30 cm.

O que come e como filtra comida no fundo do mar

A baleia-cinzenta é a única baleia de barbatanas que come no fundo. Em vez de filtrar krill na coluna d’água, ela vira de lado, mergulha até o sedimento e suga a lama como um aspirador.

Com a língua forte e a garganta expansível, ela suga sedimento, anfípodes bentônicos, misidáceos e poliquetas e depois expele a lama pelas barbatanas, retendo só o alimento. Cada mergulho dura 3 a 5 minutos e deixa crateras de até 2 metros no fundo, visíveis por sonar.

Um adulto consome cerca de 1.100 kg de anfípodes por dia no verão, o equivalente a 10% do peso corporal em pico de alimentação. Em um único dia pode filtrar mais de 30 toneladas de sedimento.

Essa forma de comer tem impacto ecológico enorme. Ao revolver o fundo, ela oxigena o sedimento e libera nutrientes, beneficiando aves marinhas, peixes e outros invertebrados. É considerada uma engenheira do ecossistema bentônico.

  • Alimento principal: anfípodes do gênero Ampelisca, que formam tapetes densos no fundo do mar de Bering.
  • Alimentos secundários: krill, ovos de peixe, larvas de caranguejo e pequenos peixes quando há oportunidade.
  • Técnica: alimentação lateralizada – a maioria dos indivíduos tem preferência por virar sempre para o lado direito, o que desgasta mais as barbatanas desse lado.

Reprodução, filhotes e as famosas lagoas do México

O acasalamento ocorre principalmente durante a migração e nas lagoas, entre novembro e dezembro. Machos competem em grupos de 2 a 3 ao redor de uma fêmea, sem formação de pares fixos e sem harém.

A gestação dura 13 a 14 meses. O filhote nasce nas lagoas rasas e hipersalinas de Ojo de Liebre, San Ignacio e Magdalena, na Baixa Califórnia, entre janeiro e março. Essas lagoas têm 2 a 4 metros de profundidade e água morna a 15-20 °C.

O filhote nasce com 4,5 a 5 metros e 700 a 900 kg, e mama um leite com 53% de gordura. Nos primeiros meses ganha até 30 kg por dia e dobra de tamanho antes da migração para o norte.

A mãe é extremamente protetora. Fica entre o filhote e qualquer embarcação ou orca, e pode investir contra barcos se se sentir encurralada. O intervalo entre crias é de 2 a 3 anos, e a maturidade sexual chega aos 6 a 12 anos.

Comportamento: é perigosa para humanos?

Para humanos, a baleia-cinzenta oferece risco muito baixo. Não há registro de ataques predatórios, e a espécie é conhecida nas lagoas mexicanas como baleia-amigável por se aproximar espontaneamente de barcos para ser tocada.

O perigo real está na defesa materna. Fêmeas com filhote podem dar coices com a cauda, bater com a cabeça ou virar embarcações pequenas se perseguidas ou encurraladas. Baleeiros do século XIX a chamavam de diabo-cinzento justamente por virar baleeiras quando arpoada.

Fora desse contexto, o comportamento é calmo e curioso. É comum o spy-hopping, quando ergue a cabeça verticalmente para observar acima da água, e o breaching, salto parcial que parece ter função de comunicação e remoção de parasitas.

Emite estalos, gemidos e pulsos de baixa frequência abaixo de 1 kHz, audíveis a quilômetros. Não canta como a jubarte, mas mantém contato acústico constante entre mãe e filhote em águas turvas.

Ameaças e conservação: do quase extermínio à recuperação

A baleia-cinzenta foi caçada à beira da extinção duas vezes. Entre 1846 e 1874, a caça nas lagoas mexicanas matou mais de 8 mil indivíduos, e na década de 1930 restavam poucas centenas. A moratória da Comissão Baleeira Internacional em 1946 e 1986 permitiu a recuperação da população oriental.

Hoje a população oriental é considerada Pouco Preocupante (LC) pela IUCN, com tendência estável. Já a ocidental segue Criticamente em Perigo, pressionada por tráfego de navios, ruído sísmico de petróleo e gás em Sakhalin e emaranhamento em redes.

As ameaças atuais são outras. Colisões com navios, emaranhamento em redes de pesca, poluição sonora, microplásticos e mudanças no gelo marinho que reduzem os anfípodes no Ártico. Entre 2019 e 2023 houve um Evento de Mortalidade Incomum com mais de 600 encalhes na costa oeste da América do Norte ligado à falta de alimento.

No México, as três lagoas de reprodução são Reserva da Biosfera e Patrimônio Mundial da UNESCO, com acesso controlado e proibição de aproximação a menos de 100 metros sem licença. Nos EUA e Rússia a espécie é protegida por lei federal.

Onde observar com responsabilidade

O melhor lugar do mundo para ver baleia-cinzenta é nas lagoas de San Ignacio e Ojo de Liebre, de janeiro a abril, com operadores licenciados. No trajeto migratório, pontos como Monterey, Califórnia, e Tofino, Canadá, de março a maio, oferecem observação a partir da costa.

Turismo responsável significa nunca tocar por iniciativa própria, não alimentar, não nadar com o animal e manter distância mínima. Nas lagoas mexicanas só barcos autorizados podem operar, com motor em neutro quando a baleia se aproxima por conta própria.

No Brasil a espécie não ocorre. Registros no Atlântico Sul são de baleias-francas e jubartes. Desconfie de qualquer oferta de nado com baleia-cinzenta no país.

Característica Baleia-cinzenta Baleia-jubarte
Tamanho 13 a 15 m 14 a 17 m
Barbatana dorsal Ausente, só calombos Pequena e recurvada
Alimentação Fundo, sugando sedimento Coluna d’água, com bolhas
Sopro Baixo, em coração Alto, colunar 3 m
Migração Até 22 mil km/ano Até 16 mil km/ano

Curiosidades que poucos sabem

Uma baleia-cinzenta adulta pode carregar mais de 400 kg de cracas e piolhos-de-baleia na pele. Cada craca deixa uma cicatriz branca permanente, por isso nenhum indivíduo tem o mesmo padrão – é como uma impressão digital.

Ela tem um dos filtros mais seletivos entre as baleias. Consegue separar anfípodes de 1 cm da lama com eficiência de 90%, cuspindo jatos de lama turva que ficam visíveis na superfície como manchas amareladas.

Filhotes nascem com barbatanas ainda moles e bigodes táteis no focinho que caem nas primeiras semanas. Eles não sabem sugar no início e precisam empurrar a língua contra o mamilo da mãe, que esguicha o leite por contração muscular.

Perguntas frequentes

Quanto mede e pesa uma baleia-cinzenta?

Adultos medem 13 a 15 metros, com fêmeas maiores que machos, e pesam 30 a 40 toneladas. Filhotes nascem com 4,5 a 5 metros e 700 a 900 kg.

Onde vive a baleia-cinzenta? Tem no Brasil?

Vive só no Pacífico Norte, entre o Ártico e o México (e uma população pequena na Rússia/Japão). Não ocorre no Brasil; aqui as baleias costeiras são a jubarte e a franca.

O que a baleia-cinzenta come?

Principalmente anfípodes e outros invertebrados do fundo do mar. Ela suga o sedimento, filtra com as barbatanas e cospe a lama, deixando crateras no fundo.

Qual é a migração da baleia-cinzenta?

De 16 a 22 mil km por ano, ida e volta entre o Ártico e as lagoas da Baixa Califórnia. É a migração mais longa de qualquer mamífero.

A baleia-cinzenta é perigosa para humanos?

Não. É dócil e até se aproxima de barcos nas lagoas mexicanas. O único risco é a defesa de mães com filhote, que podem investir se se sentirem encurraladas.

Quanto tempo vive uma baleia-cinzenta?

Entre 55 e 70 anos na natureza, com indivíduos que chegam a 80 anos. A idade é estimada por camadas de cera no ouvido.

Por que ela é toda manchada e cheia de cracas?

A pele cinza é coberta por cracas e piolhos-de-baleia exclusivos da espécie, além de cicatrizes brancas. Cada padrão é único e serve para identificar o indivíduo.

A baleia-cinzenta está em extinção?

A população oriental (Alasca-México) está estável e classificada como Pouco Preocupante, com ~27 mil animais. A população ocidental (Rússia) está Criticamente em Perigo, com cerca de 200 indivíduos.

Você sabia?

1

A baleia sem barbatana dorsal

Em vez de barbatana, ela tem 6 a 12 calombos chamados knuckles ao longo do dorso. Essa fileira é única entre as grandes baleias e serve para identificá-la mesmo quando só o dorso aparece.

2

400 kg de carona

Um adulto pode carregar mais de 400 kg de cracas Cryptolepas rhachianecti e piolhos-de-baleia Cyamus scammoni. As cracas só existem nessa espécie e deixam cicatrizes brancas que formam um padrão individual irrepetível.

3

Destra ou canhota para comer

A maioria vira sempre para o mesmo lado ao sugar o fundo, geralmente o direito. Com o tempo, as barbatanas e os bigodes desse lado ficam mais desgastados, revelando a lateralidade do animal.

4

Extinta no Atlântico e de volta como errante

A população do Atlântico foi exterminada no século XVIII. Em 2010 e 2013, duas baleias-cinzentas apareceram no Mediterrâneo e na Namíbia, provando que indivíduos do Pacífico conseguem cruzar o Ártico sem gelo.

Fontes

  1. IUCN Red List - Eschrichtius robustus
  2. NOAA Fisheries - Gray Whale
  3. WoRMS - World Register of Marine Species
  4. ICMBio - Mamíferos Aquáticos do Brasil

Prós e contras: Baleia-cinzenta

Prós

  • Migração mais longa entre mamíferos, fácil de explicar e observar em roteiros costeiros
  • Comportamento amigável nas lagoas do México, com aproximações espontâneas
  • Papel ecológico único ao revolver o fundo e fertilizar o ecossistema bentônico
  • População oriental recuperada, exemplo raro de sucesso de conservação
  • Identificação relativamente fácil pela ausência de barbatana dorsal e pelos calombos

Contras

  • Só existe no Pacífico Norte, não pode ser vista no Brasil
  • População ocidental criticamente ameaçada e muito vulnerável a ruído e petróleo
  • Altamente sensível a falta de alimento no Ártico e a eventos de mortalidade em massa
  • Fêmeas com filhote podem ser defensivas e exigir distância rigorosa
  • Dependente de lagoas rasas protegidas, vulnerável a turismo desordenado
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a baleia-cinzenta é a baleia mais instrutiva para entender o Pacífico Norte: costeira, barulhenta e cheia de marcas, ela mostra como alimentação bentônica e migração extrema moldam um gigante. Vale mais observá-la nas lagoas do México do que em qualquer outro lugar, onde o comportamento amigável revela uma recuperação rara entre grandes baleias.

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Sansão Monteiro
Escrito porSansão MonteiroEditor de Animais

Ele é criador de conteúdo sobre animais, com foco em raças de cães e gatos, comportamento, características físicas e cuidados essenciais. Através de pesquisa em fontes confiáveis, procura…

Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.