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Lagarta-da-couve

Ascia monuste

Atualizado em

2,5 a 3,5 cm (lagarta); 4,5 a 5,5 cm de envergadura (adulto)Tamanho
Folhas de brássicas: couve, brócolis, repolho e couve-florAlimentação
Metamorfose completa em 30 a 45 diasCiclo de vida
Hortas, quintais e lavouras em todo o BrasilHabitat
Não pica, não queima e não é venenosaPerigo para humanos
Lagarta-da-couve Ascia monuste sobre folha de couve, detalhe do corpo cinza-esverdeado com listras amarelas

A lagarta-da-couve é a fase larval da borboleta-branca-da-couve (Ascia monuste), um pierídeo muito comum em hortas domésticas e plantações de brássicas em todo o Brasil. É ela quem causa o estrago: em poucos dias, um grupo de lagartas pode deixar folhas de couve, brócolis e repolho rendadas e cheias de fezes escuras.

O adulto não é praga. É uma borboleta branca de voo baixo e batido, com manchas pretas nas asas, que só se alimenta de néctar. O problema começa quando a fêmea pousa na face inferior das folhas e deposita dezenas de ovos amarelos bem agrupados.

Apesar da fama de praga, a espécie não morde, não queima e não é venenosa. O manejo correto dispensa veneno pesado e preserva predadores naturais e polinizadores.

Também conhecido como: Curuquerê-da-couve, Borboleta-branca-da-couve, Lagarta-das-crucíferas, Cabbage worm (inglês), Small cabbage white (inglês - para espécies próximas)

Faz parte de: Insetos do Brasil, Insetos Voadores, Pragas de Jardim

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Galeria de fotos de Lagarta-da-couve

Lagarta-da-couve Ascia monuste sobre folha de couve, detalhe do corpo cinza-esverdeado com listras amarelas
Lagarta-da-couve (Ascia monuste) na fase larval sobre folha de couve.
Close extremo da cabeça da lagarta-da-couve mostrando olhos e pelos finos
Detalhe da cabeça e dos pelos finos da lagarta-da-couve.
Borboleta branca Ascia monuste adulta com asas abertas sobre folha de couve
Adulto da lagarta-da-couve: borboleta branca com manchas pretas nas asas.
Ovos amarelos da lagarta-da-couve agrupados na face inferior da folha de couve
Ovos amarelos agrupados na face inferior da folha, típicos da espécie.
Pupa crisálida da lagarta-da-couve pendurada em parede
Pupa em forma de J, com coloração que imita o substrato.
Grupo de lagartas-da-couve se alimentando juntas em folha de couve
Comportamento gregário: lagartas se alimentam lado a lado.
Folha de couve danificada por lagarta-da-couve com furos e fezes escuras
Dano típico: folhas rendadas e fezes escuras sobre a folha.

Perfil rápido de Lagarta-da-couve

Calendário

Maior atividade das lagartasJFMAMJJASOND
Pico de postura dos ovosJFMAMJJASOND
Presença do adulto (borboleta branca)JFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Pelos finos não são urticantes; pode causar leve irritação mecânica em pele sensível. Ingestão acidental raramente causa sintomas além de desconforto leve.

Vida útil

Na natureza
Ciclo total de 30 a 45 dias; fase adulta vive 7 a 12 dias

Reprodução

Tipo de reprodução
Sexuada com fecundação interna; macho e fêmea acasalam em voo baixo
Postura
20 a 100 ovos amarelos em forma de fuso, agrupados na face inferior das folhas
Incubação
3 a 5 dias até a eclosão
Metamorfose
Completa: ovo > lagarta (5 ínstares, 12 a 18 dias) > pupa (7 a 10 dias) > adulto
Sazonalidade
Reprodução contínua o ano todo, com pico na primavera e verão; até 6 gerações por ano no Sudeste e Sul

Habitat

Ambientes

  • Hortas domésticas e comerciais
  • Quintais e canteiros urbanos
  • Lavouras de brássicas
  • Bordas de mata e áreas abertas com flores

Biomas

  • Mata Atlântica
  • Cerrado
  • Pampa
  • Caatinga
  • Amazônia (áreas antropizadas)

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Folhas de couve-manteiga e couve-de-folha
  • Brócolis
  • Repolho
  • Couve-flor

Outros alimentos

  • Rúcula
  • Mostarda
  • Nabo
  • Capuchinha (planta-isca)
  • Néctar de flores (apenas adulto)

Encontrado em 9 países

  • Brasil
  • Argentina
  • Paraguai
  • Uruguai
  • Chile
  • Colômbia
  • Venezuela
  • México
  • Estados Unidos

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Arthropoda
Classe
Insecta
Ordem
Lepidoptera
Família
Pieridae
Gênero
Ascia
Espécie
Ascia monuste

Resumo

  • A lagarta-da-couve é a larva cinza-esverdeada com listras amarelas da borboleta Ascia monuste, que vive em grupos e devora folhas de couve, brócolis, repolho e outras brássicas.
  • Tem metamorfose completa em cerca de 30 a 45 dias e maior atividade na primavera e no verão, quando a fêmea põe de 20 a 100 ovos amarelos na face inferior das folhas.
  • Não oferece perigo para pessoas, cachorros ou gatos, mas é uma das principais pragas de horta no Brasil e exige controle por catação manual, barreiras físicas e manejo integrado.

Características

Ficha do inseto

OrdemLepidoptera
FamíliaPieridae
Origem e distribuiçãoNativa das Américas, do sul dos EUA ao sul da América do Sul; muito comum em todo o Brasil
TamanhoLagarta: 2,5 a 3,5 cm; adulto: 4,5 a 5,5 cm de envergadura
CoresLagarta: cinza-esverdeadaamarelopretoadulto: brancopretoamarelo-claro
Asas e vooAdulto com 2 pares de asas brancas com bordas pretas; voo baixo, lento e batido
AlimentaçãoLagarta: folhas de brássicas; adulto: néctar de flores
MetamorfoseCompleta (ovo > lagarta > pupa > adulto)
Expectativa de vidaOvo a adulto: 30 a 45 dias; adulto: 7 a 12 dias
HabitatHortas urbanas, quintais, lavouras e bordas de mata
Comportamento socialGregário na fase de lagarta; solitário na fase adulta
Principais predadoresVespas, joaninhas, aranhas, pássaros e parasitoides (Trichogramma, Cotesia)

Perfil e comportamento

Periculosidade para pessoasMuito baixo
Importância para o ecossistemaBaixo
Presença em casasBaixo
Benefício para a agriculturaMuito baixo
Dano às plantasMuito alto
Vida em grupoMuito alto

Como identificar a lagarta-da-couve sem confundir com outras lagartas

A lagarta-da-couve no Brasil é quase sempre Ascia monuste orseis, também chamada de curuquerê-da-couve. A lagarta tem corpo cinza-esverdeado a verde-azulado, com faixas longitudinais amarelas e pontinhos pretos e é coberta por pelos finos e curtos que dão aspecto aveludado.

O adulto é inconfundível: borboleta branca com a ponta das asas anteriores preta e uma mancha preta arredondada no centro de cada asa. A fêmea tem duas manchas pretas, o macho tem uma. Voa baixo, entre as folhas, e raramente passa de 2 metros de altura.

Não confunda com a lagarta da traça-das-crucíferas (Plutella xylostella), que é bem menor (até 1 cm), verde-clara e se mexe se contorcendo para trás quando tocada. Nem com a lagarta-mede-palmo, que anda fazendo “ponte” com o corpo. A lagarta-da-couve anda sempre em grupo, lado a lado, e deixa fezes verde-escuras granuladas sobre as folhas.

Onde vive e por que aparece tanto em hortas no Brasil

É uma espécie nativa e extremamente adaptada ao clima tropical e subtropical. Ocorre do sul dos Estados Unidos até a Argentina, mas é no Brasil que atinge maior densidade, presente em todos os estados.

Vive onde há brássicas disponíveis: hortas domésticas, quintais, canteiros urbanos, lavouras de couve, brócolis, repolho, couve-flor e mostarda. Também aparece em plantas ornamentais como capuchinha (Tropaeolum), que muitas vezes é usada como planta-isca.

O surto acontece porque a borboleta é atraída pelo cheiro de glicosinolatos, compostos de defesa das brássicas. Uma única horta com couve manteiga pode sustentar várias gerações seguidas se não houver rotação ou controle. Em áreas urbanas sem predadores, a população explode.

O que a lagarta-da-couve come de verdade

A lagarta é oligófaga: só come brássicas (família Brassicaceae). No dia a dia da horta, prefere couve-manteiga, couve-de-folha, brócolis, repolho, couve-flor e rúcula. Em falta dessas, aceita mostarda, nabo e agrião.

Ela começa raspando a face inferior da folha e, conforme cresce, come a folha inteira deixando apenas a nervura central. Uma colônia de 30 lagartas pode desfolhar um pé de couve em 3 a 5 dias. O adulto, ao contrário, não come folhas: alimenta-se apenas de néctar e não causa dano.

  • Plantas preferidas: couve, brócolis e repolho são as mais atacadas.
  • Plantas secundárias: couve-flor, mostarda, rabanete e capuchinha.
  • Não come: tomate, alface, cenoura ou ervas como manjericão – se vir lagarta nelas, é outra espécie.

Ciclo de vida completo: de ovo à borboleta branca

O ciclo é de metamorfose completa e rápido, o que explica infestações sucessivas no verão.

Ovos

A fêmea põe de 20 a 100 ovos por postura, amarelo-claros e em forma de fuso, sempre agrupados na face inferior das folhas mais novas. Eles escurecem para amarelo-alaranjado em 3 a 4 dias antes de eclodir.

Lagarta

A fase de lagarta dura 12 a 18 dias e passa por 5 ínstares. Nos dois primeiros ínstares são amareladas e ficam todas juntas; depois ficam cinza-esverdeadas e se espalham um pouco mais, mas ainda gregárias. É a fase que causa todo o dano.

Pupa

A pupa (crisálida) mede cerca de 2 cm, é verde-clara ou acinzentada com pintas pretas e fica pendurada em forma de “J” em muros, cercas ou talos, presa por um fio de seda. Um detalhe pouco conhecido: a cor da pupa varia conforme o substrato onde se fixou, um mimetismo para despistar predadores. Dura 7 a 10 dias.

Adulto

A borboleta vive apenas 7 a 12 dias, tempo suficiente para acasalar e iniciar nova postura. Em regiões quentes pode haver até 6 gerações por ano, sem diapausa verdadeira.

Comportamento: por que anda em grupo e como se defende

A vida em grupo é a marca da espécie. As lagartas recém-nascidas permanecem lado a lado e se alimentam sincronizadas. Isso dilui o risco de predação e ajuda a superar as defesas químicas da planta.

Quando perturbadas, levantam a parte anterior do corpo e regurgitam um líquido esverdeado de cheiro forte, derivado das brássicas. Não é veneno, mas afasta formigas e vespas pequenas. O adulto tem voo errático e baixo, e quando capturado libera odor desagradável das glândulas.

Outro comportamento curioso: as lagartas maiores se dispersam à noite para pupar longe da planta hospedeira, por isso você encontra pupas em paredes e varais, longe da horta.

Morde, queima ou é venenosa? Riscos para pessoas, cachorros e gatos

Não. A lagarta-da-couve não morde, não pica, não tem cerdas urticantes e não é venenosa. Os pelos finos que cobrem o corpo não causam queimadura como os da taturana ou da lagarta-de-fogo.

Contato com a pele pode causar leve coceira em pessoas muito sensíveis apenas por atrito, mas sem gravidade. Para cachorros e gatos, a ingestão acidental de uma ou duas lagartas geralmente não causa intoxicação, no máximo irritação gastrointestinal leve. O risco maior é se o tutor aplicou inseticida na planta.

Se houver contato nos olhos ou ingestão em grande quantidade, lave com água e observe. Em caso de reação alérgica, falta de ar ou vômito persistente em pets, procure atendimento médico ou veterinário. Nunca esmague com as mãos se tiver alergia a pelos de insetos; use luvas.

É praga ou tem importância no ecossistema?

Na horta, é praga primária e muito destrutiva. Foi considerada por muito tempo a principal praga de brássicas no Brasil, ao lado da traça-das-crucíferas. O dano é direto na área foliar, reduzindo fotossíntese e inviabilizando a venda.

No ecossistema, tem papel duplo. Como lagarta, serve de alimento para vespas, joaninhas, aranhas, pássaros e parasitoides como Cotesia glomerata e Trichogramma, que são usados em controle biológico. Como adulta, é polinizadora secundária ao visitar flores em busca de néctar, embora bem menos eficiente que abelhas.

Na nossa avaliação, o erro é tratá-la como inimiga a ser exterminada com veneno amplo. Em horta doméstica, o controle mecânico e biológico resolve 90% dos casos sem afetar polinizadores.

Como controlar na horta sem acabar com polinizadores

O manejo integrado é mais eficaz que qualquer inseticida isolado. Comece pela prevenção.

  • Catação manual: inspecione a face inferior das folhas 2 vezes por semana. Retire ovos amarelos e lagartas pequenas com a folha e descarte em água com sabão. Use luvas.
  • Barreira física: tela fina (voil ou sombrite 50%) sobre os canteiros impede a borboleta de pôr ovos e é o método mais limpo para horta urbana.
  • Planta-isca e rotação: plante capuchinha na borda para atrair posturas para fora da couve e faça rotação com plantas não-brássicas.
  • Controle biológico: preserve joaninhas e vespas. Em plantio maior, liberação de Trichogramma e aplicação de Bacillus thuringiensis var. kurstaki (Btk) são seletivos e só afetam lagartas que ingerem a folha.
  • Evite inseticida de amplo espectro: ele mata predadores naturais e cria efeito rebote, com mais lagartas na geração seguinte.

Após o controle, remova folhas muito danificadas e adube a planta para estimular brotação. Folhas com poucos furos ainda podem ser consumidas após lavagem cuidadosa.

Curiosidades que pouca gente sabe sobre a lagarta-da-couve

A borboleta consegue detectar brássicas a centenas de metros pelo olfato, graças a receptores específicos para isotiocianatos. É por isso que uma única couve no quintal já atrai posturas.

As lagartas acumulam glicosinolatos da planta no corpo e ficam com gosto amargo para predadores. Pássaros aprendem a evitar lagartas maiores depois de provar uma.

Apesar do nome, Ascia monuste não é a “lagarta-da-couve” europeia (Pieris brassicae). São espécies diferentes da mesma família, com biologia parecida mas distribuição distinta. No Brasil, a europeia não ocorre.

Em laboratório, a fêmea prefere pôr ovos em plantas já atacadas por outras lagartas da mesma espécie, reforçando o comportamento gregário – o oposto da maioria das borboletas, que evita competição.

Perguntas frequentes

Lagarta-da-couve queima ou coça?

Não. Ela não tem cerdas urticantes e não queima como taturana. No máximo pode dar leve coceira por atrito em pele muito sensível.

Lagarta-da-couve é venenosa para cachorro ou gato?

Não é considerada tóxica. A ingestão de poucas lagartas costuma não causar sintomas, mas observe o pet e evite que coma lagartas de plantas com inseticida.

Como acabar com lagarta-da-couve na couve?

Retire ovos e lagartas manualmente 2 vezes por semana, use tela fina sobre o canteiro e preserve predadores naturais. Em casos maiores, Bacillus thuringiensis (Btk) é seletivo e eficaz.

Qual a diferença entre lagarta-da-couve e traça-das-crucíferas?

A lagarta-da-couve (Ascia monuste) tem 2,5 a 3,5 cm, é cinza-esverdeada com amarelo e vive em grupo; a traça (Plutella xylostella) tem até 1 cm, é verde-clara e se contorce quando tocada.

A borboleta branca causa dano na horta?

Não. Só a lagarta come folhas. A borboleta adulta se alimenta de néctar e apenas põe os ovos que darão origem a novas lagartas.

Posso comer couve com furo de lagarta?

Sim, se a folha estiver bem lavada e sem grande infestação. Descarte partes muito danificadas ou com muitas fezes e lave o restante em água corrente.

Quando a lagarta-da-couve aparece mais?

Principalmente de setembro a março, na primavera e verão, quando o calor acelera o ciclo e há mais folhas novas.

Você sabia?

1

Pupa camaleoa

A crisálida muda de cor entre verde e cinza-acastanhado conforme a superfície onde se fixa, imitando muro, folha ou caule para se camuflar.

2

Postura sincronizada

Os ovos amarelos eclodem quase todos ao mesmo tempo e as lagartinhas recém-nascidas comem a casca do próprio ovo antes de atacar a folha.

3

Gosto amargo de mostarda

Ao comer couve, a lagarta armazena compostos sulfurados da planta e fica impalatável para muitos pássaros, que aprendem a evitá-la.

4

Não é a europeia

A famosa lagarta-da-couve da Europa é Pieris brassicae; a brasileira é Ascia monuste, espécie nativa das Américas com biologia própria.

Fontes

  1. Embrapa Hortaliças
  2. GBIF - Ascia monuste
  3. Universidade de São Paulo - Entomologia (ESALQ/USP)

Prós e contras: Lagarta-da-couve

Prós

  • Fácil de identificar e monitorar pelos ovos amarelos agrupados
  • Controle mecânico e com barreira física é simples e sem veneno
  • Serve de alimento para inimigos naturais importantes na horta
  • Adulto é polinizador secundário de flores
  • Indicador útil de manejo: alerta para falta de diversificação

Contras

  • Desfolha rápida e severa de couve, brócolis e repolho
  • Ciclo curto permite várias gerações por ano e reinfestação
  • Vive em grupo, então o dano é concentrado em poucas plantas
  • Borboleta voa baixo e encontra hortas mesmo em áreas urbanas
  • Pode inviabilizar folhas para venda se não for manejada cedo
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a lagarta-da-couve é o exemplo clássico de praga que se resolve com manejo e não com veneno: a catação de ovos e a tela anti-inseto são mais eficazes e baratas que qualquer pulverização. Para horta doméstica, ela é um ótimo indicador de desequilíbrio – se explode, faltam predadores e diversificação no canteiro.

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Deyse Timana
Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

Sou uma entusiasta do universo dos peixes e da vida aquática. Dedico-me a pesquisar e partilhar informações sobre espécies de peixes, alimentação, comportamento, habitat e cuidados, ajudando os…

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Revisão especializadaSansão MonteiroEditor de Animais

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.