🍊 Frutíferas

Bacuri-mirim

Garcinia brasiliensis

Atualizado em

6 a 12 mTamanho
Sol plenoLuminosidade
ModeradaRega
3 a 8 anosPrimeiros frutos
Média-baixaDificuldade
Frutos de bacuri-mirim inteiros e cortados mostrando polpa clara e sementes

O bacuri-mirim (Garcinia brasiliensis) é uma árvore frutífera nativa do Brasil, muito confundida com o bacuri amazônico, mas bem menor em tamanho e fruto. Produz frutinhos amarelos de 3 a 4 cm, de polpa suculenta, doce e levemente ácida, que amadurecem no verão.

De copa densa e crescimento moderado, atinge entre 6 e 12 metros na natureza e bem menos quando cultivada em quintal. É valorizada tanto pelo fruto in natura quanto para sucos, licores e doces, além de atrair abelhas nativas e pássaros, sendo ótima para pomares domésticos e sistemas agroflorestais.

Também conhecido como: Bacurizinho, Bacuri-miúdo, Bacupari-mirim, Bacopari, Bacuri-mirim-da-mata

Faz parte de: Frutíferas do Brasil, Lista de Frutíferas

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Galeria de fotos de Bacuri-mirim

Frutos de bacuri-mirim inteiros e cortados mostrando polpa clara e sementes
Frutos de bacuri-mirim maduros, pequenos e amarelos, com polpa suculenta.
Árvore de bacuri-mirim carregada de frutos amarelos no pomar
Árvore de bacuri-mirim com copa densa e frutos na época da safra.
Folhas brilhantes e coriáceas do bacuri-mirim
Folhas opostas, brilhantes e coriáceas, típicas do bacuri-mirim.
Flores pequenas branco-creme do bacuri-mirim na primavera
Flores discretas do bacuri-mirim, visitadas por abelhas nativas.
Cesto com colheita de bacuri-mirim recém-colhidos
Colheita de bacuri-mirim, feita diariamente no verão.
Muda jovem de bacuri-mirim em saco de viveiro
Muda de bacuri-mirim: germinação rápida com semente fresca.
Ideal para

Ideal para quem tem quintal médio ou chácara e busca uma frutífera nativa de manejo simples e copa ornamental. Também funciona bem em projetos de agrofloresta e pomares diversificados, pois atrai abelhas nativas e pássaros e produz frutos doces para consumo familiar.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem mora em apartamento sem varanda com sol pleno ou espera frutos grandes e muito produtivos logo no primeiro ano. Quem tem pouco espaço e quer produção em vaso pequeno ou colheita fora do verão vai se frustrar, pois a planta precisa de sol, vaso grande e tem safra concentrada.

Cultivo rápido

Luminosidade
Sol pleno, mínimo 6 horas de sol direto
Rega
Moderada, manter solo úmido sem encharcar; irrigar na floração
Solo
Fértil, profundo, bem drenado, rico em matéria orgânica, pH 5,5 a 6,5
Clima
Tropical e subtropical úmido, sensível a geada forte quando jovem
Adubação
Orgânica 3x ao ano (pré-floração, frutificação e pós-colheita) + potássio na produção
Poda
Formação e limpeza após colheita, sem poda drástica
Propagação
Sementes frescas (20 a 45 dias para germinar) e enxertia para precocidade

Perfil rápido de Bacuri-mirim

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
ColheitaJFMAMJJASOND

Habitat

Ambientes

  • Matas de galeria
  • Bordas de Mata Atlântica
  • Restingas
  • Capoeiras e quintais agroflorestais

Biomas

  • Mata Atlântica
  • Amazônia

Encontrado em 1 país

  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Magnoliophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Malpighiales
Família
Clusiaceae
Gênero
Garcinia
Espécie
Garcinia brasiliensis

Resumo

  • Bacuri-mirim é a Garcinia brasiliensis, frutífera nativa da Mata Atlântica e Amazônia com frutos amarelos pequenos e polpa agridoce.
  • Frutifica no verão, entre dezembro e março, e começa a produzir entre 3 e 8 anos conforme o método de propagação.
  • Prefere sol pleno, solo fértil e bem drenado e clima tropical úmido, com boa adaptação a quintais e vasos grandes.

Características

Ficha da frutífera

Nome popularBacuri-mirim
Nome científicoGarcinia brasiliensis (sin. Rheedia brasiliensis, Garcinia gardneriana)
Família botânicaClusiaceae
OrigemBrasil (Amazônia e Mata Atlântica)
Tamanho6 a 12 m de altura (3 a 5 m em cultivo doméstico)
Tempo até frutificar3 a 4 anos (enxertia) / 6 a 8 anos (semente)
Época de frutificaçãoDezembro a março
LuminosidadeSol pleno
RegaModerada, solo úmido sem encharcar
SoloFértil, profundo, bem drenado, pH 5,5 a 6,5
ClimaTropical e subtropical úmido
PropagaçãoSementes e enxertia
Cultivo em vasoPossível em vasos acima de 100 litros
Espaçamento6 x 6 m a 7 x 7 m

Perfil e comportamento

Necessidade de solMuito alto
Necessidade de águaMédio
Facilidade de cultivoAlto
Adequação a vasosMédio
ProdutividadeMédio
Resistência a pragasAlto

O que é o bacuri-mirim e como reconhecer a árvore

O bacuri-mirim é uma árvore frutífera nativa de médio tamanho, conhecida cientificamente como Garcinia brasiliensis. Ocorre naturalmente da Amazônia ao sul da Mata Atlântica, até o Paraná e Santa Catarina.

Tem tronco reto com casca acinzentada e copa piramidal bem fechada. As folhas são opostas, coriáceas e brilhantes, verde-escuras na face superior e mais claras embaixo, com nervura central bem marcada.

O fruto é o melhor marcador: pequeno, arredondado, amarelo-alaranjado quando maduro, com 2,5 a 4 cm de diâmetro. A casca é fina e a polpa é branco-amarelada, suculenta e aromática, envolvendo 1 a 2 sementes. O látex amarelado que sai ao cortar folhas ou frutos verdes também ajuda na identificação.

Diferença entre bacuri, bacuri-mirim e bacupari: não confunda

Essa é a maior fonte de confusão nos viveiros. O bacuri verdadeiro é Platonia insignis, árvore grande de até 30 metros, com fruto grande de 7 a 15 cm e polpa branca muito valorizada no Norte e Nordeste.

O bacuri-mirim é Garcinia brasiliensis, bem menor em tudo: árvore, folha e fruto. Já o bacupari é Garcinia gardneriana, parente muito próximo, às vezes tratado como sinônimo, mas com fruto ligeiramente maior e mais alongado.

Característica Bacuri (Platonia insignis) Bacuri-mirim (Garcinia brasiliensis)
Tamanho da árvore 15 a 30 m 6 a 12 m
Tamanho do fruto 7 a 15 cm 2,5 a 4 cm
Casca do fruto Grossa e rígida Fina e delicada
Sabor Ácido e marcante Doce, suave, levemente ácido
Onde ocorre Amazônia e Cerrado Mata Atlântica e Amazônia

Na hora da compra, exija o nome científico na etiqueta. Muitos vendedores vendem bacupari como bacuri-mirim e vice-versa. São parecidos no cultivo, mas o sabor e o tamanho do fruto mudam.

Onde o bacuri-mirim vive e qual clima prefere

Na natureza, o bacuri-mirim aparece em matas de galeria, restingas e bordas de Mata Atlântica, sempre em locais úmidos e bem iluminados. Também ocorre em capoeiras e quintais agroflorestais onde foi plantado e se naturalizou.

Prefere clima tropical e subtropical úmido, com temperaturas entre 20 °C e 30 °C e boa distribuição de chuvas. Tolera frio leve e geadas fracas por curto período quando adulto, mas mudas jovens precisam de proteção.

Não é exigente em altitude e vai do nível do mar até cerca de 900 metros. O ponto crítico não é o frio, e sim a falta de água na floração e o solo encharcado por muitos dias.

Quando e como frutifica: época, produção e sabor

A floração ocorre na primavera, de setembro a novembro, com flores pequenas branco-creme, discretas e muito visitadas por abelhas nativas sem ferrão. A frutificação vem logo depois.

A colheita concentra-se no verão, de dezembro a março, com pico em janeiro e fevereiro. Cada árvore adulta pode produzir centenas a poucos milhares de frutos por safra, mas a produção é mais modesta que a do bacuri grande.

O fruto maduro cai no chão ou se solta com toque leve e tem aroma adocicado. A polpa é doce, levemente ácida e perfumada, lembrando mangostão, seu parente exótico. Consome-se in natura, em sucos, geleias, licores e sorvetes, mas estraga em 2 a 3 dias fora da geladeira por ter casca fina.

Como plantar bacuri-mirim passo a passo

O plantio por semente é o mais comum, porém exige rapidez. As sementes são recalcitrantes e perdem a viabilidade em 15 a 20 dias se secarem. Plante logo após retirar da polpa.

  • Colha frutos bem maduros, lave as sementes e plante a 2 cm de profundidade em substrato úmido.
  • A germinação leva 20 a 45 dias e a taxa é alta quando a semente é fresca.
  • Mantenha as mudas em meia-sombra nos primeiros 6 meses e só depois leve a sol pleno.
  • Leve ao local definitivo quando a muda tiver 40 a 60 cm, no início das chuvas.

Para antecipar a produção, a enxertia sobre porta-enxerto da mesma espécie é a melhor via. Mudas enxertadas frutificam com 3 a 4 anos, contra 6 a 8 anos das mudas de semente.

No campo, abra covas de 50 x 50 x 50 cm, misture esterco curtido e calcário conforme análise de solo e plante com espaçamento de 6 a 7 metros entre árvores. Irrigue bem nas primeiras semanas.

Luz, rega, solo e adubação ideais

O bacuri-mirim é planta de sol pleno. Precisa de pelo menos 6 horas de sol direto por dia para frutificar bem. Em sombra, cresce, mas produz pouco.

O solo ideal é profundo, fértil, rico em matéria orgânica e bem drenado, com pH entre 5,5 e 6,5. Solos argilosos compactados ou que encharcam matam as raízes. Em solo arenoso, capriche na matéria orgânica.

A rega deve manter o solo úmido, nunca encharcado. Em formação, irrigue 2 a 3 vezes por semana na seca. Árvores adultas toleram estiagem curta, mas precisam de água na floração e no crescimento dos frutos.

Adube três vezes ao ano: no fim do inverno, no início da frutificação e após a colheita. Use composto orgânico ou esterco curtido mais formulação rica em potássio na fase produtiva. Cobertura morta ajuda a reter umidade.

Dica de adubação prática

Para árvore em produção, aplique 10 a 20 litros de composto por planta mais adubo mineral conforme recomendação técnica. Evite excesso de nitrogênio, que estimula folha e atrasa fruto.

Poda, crescimento e cultivo em vaso

O crescimento é moderado a lento nos dois primeiros anos e acelera depois. A poda é simples: poda de formação para manter um tronco único e poda de limpeza após a colheita para retirar galhos secos e cruzados.

Não precisa de poda drástica. Retire apenas ramos mal posicionados e brotações da base. A copa naturalmente já é bem formada.

Em vaso, o bacuri-mirim funciona, mas com limitações. Use recipiente de no mínimo 100 a 200 litros, com substrato leve e drenagem perfeita. A árvore ficará menor, com 2 a 3 metros, e a produção será reduzida.

Em vaso, a rega e a adubação precisam ser mais frequentes. Troque parte do substrato a cada 12 a 18 meses e mantenha em sol pleno, protegido de vento forte.

Pragas, doenças e cuidados mais comuns

É uma frutífera rústica e pouco atacada quando bem nutrida. Os problemas mais comuns são cochonilhas, pulgões e mosca-das-frutas nos frutos maduros.

Em viveiro, o excesso de umidade causa tombamento de mudas e antracnose nas folhas. Evite molhar as folhas à noite e garanta boa ventilação.

O controle começa na prevenção: recolha frutos caídos diariamente, faça podas para arejar a copa e use calda de sabão neutro para infestações leves. Em pomar doméstico, raramente precisa de defensivo químico.

Usos do fruto e por que vale plantar

O bacuri-mirim é fruta de consumo imediato. A polpa rende suco cremoso, geleia, mousse e licor artesanal. As sementes, quando assadas, são comestíveis em algumas regiões, mas o principal é a polpa.

A casca e as folhas são ricas em xantonas e benzofenonas, compostos estudados por ação antioxidante. Na medicina popular, chás da casca são usados como adstringente, sem comprovação clínica definitiva.

Para quem busca frutífera nativa, produtiva e ornamental, o bacuri-mirim entrega os três. Atrai polinizadores, faz sombra média e ainda produz alimento sem exigir manejo intensivo. Na nossa avaliação, é uma das melhores nativas subestimadas para quintais do Sudeste e Sul, justamente por ser menor e mais adaptável que o bacuri grande.

Perguntas frequentes

Bacuri-mirim é o mesmo que bacuri?

Não. Bacuri é Platonia insignis, árvore grande com fruto grande. Bacuri-mirim é Garcinia brasiliensis, árvore menor com frutos de 3 a 4 cm e sabor mais doce e suave.

Quanto tempo demora para dar frutos?

Mudas de semente levam 6 a 8 anos. Mudas enxertadas podem frutificar com 3 a 4 anos, com manejo adequado de sol e adubação.

Pode plantar bacuri-mirim em vaso?

Sim, em vasos de 100 a 200 litros com sol pleno. A planta fica menor e produz menos, mas frutifica se bem adubada e irrigada.

Qual a melhor época para plantar?

No início da estação chuvosa, de outubro a dezembro, para que a muda se estabeleça com boa umidade e calor.

Precisa de outra planta para polinizar?

Não é obrigatório, mas ter mais de uma planta e presença de abelhas nativas aumenta a frutificação.

O fruto do bacuri-mirim pode ser congelado?

Sim. Retire a polpa e congele em potes bem fechados por até 6 meses para sucos, geleias e sorvetes.

Bacuri-mirim gosta de sol ou sombra?

De sol pleno. Precisa de pelo menos 6 horas de sol direto para crescer bem e produzir.

Você sabia?

1

Parente do mangostão

Bacuri-mirim pertence à mesma família do mangostão (Garcinia mangostana), considerado a rainha das frutas tropicais na Ásia, e tem polpa com aroma parecido.

2

Semente que não pode secar

As sementes são recalcitrantes e morrem se ficarem secas por mais de duas a três semanas, por isso precisam ser plantadas quase imediatamente após a colheita.

3

Látex amarelo marcador

Ao cortar folhas, ramos ou frutos verdes, a planta solta um látex amarelo intenso, típico das Clusiaceae, que ajuda a identificar a espécie no campo.

4

Fruto que dura pouco

Por ter casca fina, o fruto fermenta em 2 a 3 dias após maduro fora da geladeira, então a colheita precisa ser diária e o consumo ou congelamento da polpa é imediato.

Fontes

  1. Embrapa
  2. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro - Flora do Brasil
  3. Instituto Brasileiro de Florestas

Prós e contras: Bacuri-mirim

Prós

  • Árvore nativa rústica e pouco exigente em defensivos
  • Tamanho médio, bom para quintais e agroflorestas
  • Frutos doces e aromáticos, ótimos in natura e para sucos
  • Atrai abelhas nativas e pássaros, ajuda na polinização
  • Adapta-se bem a clima tropical e subtropical úmido

Contras

  • Fruto pequeno e muito perecível, estraga em poucos dias
  • Sementes perdem viabilidade rápido, não podem ser armazenadas
  • Demora 6 a 8 anos para produzir se plantado por semente
  • Produção menor que a do bacuri grande
  • Mudas jovens sensíveis a geada forte e a encharcamento
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o bacuri-mirim é uma nativa subestimada que deveria estar em mais quintais do Sudeste: menor e mais manejável que o bacuri amazônico, produz frutos doces sem exigir grande área ou manejo químico. Seu ponto fraco é a perecibilidade do fruto, que exige colheita e consumo rápidos.

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Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.