🌳 Árvores

Taquaruçu

Albizia niopoides

Atualizado em

15 a 20 m de alturaTamanho
SemidecíduaFolhagem
RápidoCrescimento
Sol plenoLuminosidade
60 a 80 anosLongevidade
Árvore Taquaruçu adulta isolada com copa ampla e tronco claro

A Taquaruçu (Albizia niopoides) é uma árvore nativa da América do Sul muito confundida com angicos e gurucaia. De crescimento rápido e copa ampla, ela se destaca pela casca clara que solta placas finas, folhas compostas delicadas e flores em pompons creme muito visitadas por abelhas.

É uma espécie pioneira e fixadora de nitrogênio, amplamente usada em reflorestamento, arborização rural e sombreamento de pastagens. Apesar do porte médio a grande, exige planejamento por causa da copa larga e da queda sazonal de folhas e frutos.

Também conhecido como: Angico-branco, Farinha-seca, Angico-de-bezerro, Gurucaia-branca, Angico-pururuca

Faz parte de: Árvores de Sombra, Árvores Grandes, Árvores Ornamentais

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Galeria de fotos de Taquaruçu

Árvore Taquaruçu adulta isolada com copa ampla e tronco claro
Taquaruçu adulta com copa ampla e arredondada, ideal para sombra rural.
Folhas bipinadas e flores em pompom creme da Taquaruçu
Folhas bipinadas e flores em pompom branco-creme, muito visitadas por abelhas.
Tronco e casca da Taquaruçu com placas finas descascando
Casca clara que se solta em placas finas, marca registrada da espécie.
Copa da Taquaruçu vista de baixo com luz filtrada
Copa rendada que filtra o sol e cria sombra fresca.
Vagens achatadas e sementes da Taquaruçu
Vagens achatadas com sementes com pleurograma em forma de U.
Taquaruçu em sistema agroflorestal sombreando pastagem
Uso comum em pastagens arborizadas e recuperação de áreas degradadas.
Ideal para

Ideal para quem tem sítio, fazenda ou chácara e busca sombra rápida e rala que não abafa o pasto, além de projetos de recuperação ambiental e sistemas agroflorestais. Também serve bem para apicultores, pois a floração melífera atrai abelhas nativas e africanizadas na primavera. Funciona ainda para parques e áreas verdes amplas onde a copa pode se abrir sem conflito com fiação ou muros, criando um ponto de descanso fresco e com grande atração de pássaros.

Pode não ser ideal para

Não é ideal para calçadas estreitas, quintais pequenos ou sob fiação elétrica, pois atinge 15 a 20 m e tem copa de até 12 m de diâmetro. Quem busca sombra muito densa o ano todo ou árvore que não perca folhas vai se frustrar, já que ela é semidecídua e solta vagens na seca. Também não é a melhor escolha para quem quer madeira nobre para móveis ou deck, pois a madeira é leve e pouco durável em ambiente externo sem tratamento.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno o dia todo; não tolera sombra na fase adulta
Rega
Regular no 1º ano; depois apenas em estiagens prolongadas
Solo
Bem drenado, de arenoso a argiloso, pH 5,0 a 6,5; não tolera encharcamento
Temperatura
Tropical e subtropical; ideal 18 a 28°C; tolera geadas leves e rápidas até -3°C
Adubação
Leve; composto orgânico anual na projeção da copa é suficiente
Poda
Apenas formação e limpeza na seca; evitar poda drástica
Propagação
Por sementes com escarificação leve; germinação em 8 a 15 dias

Perfil rápido de Taquaruçu

Estado de conservação

LC
Pouco preocupante

Espécie nativa com ampla distribuição e populações estáveis.

População
Estável
Protegido por
Não ameaçada, mas nativa com corte controlado pela legislação ambiental brasileira

Calendário

FloraçãoJFMAMJJASOND
FrutificaçãoJFMAMJJASOND
Queda de folhasJFMAMJJASOND
Plantio recomendadoJFMAMJJASOND

Habitat

Ambientes

  • Matas ciliares e de galeria
  • Florestas estacionais semideciduais
  • Capoeirões e clareiras
  • Pastagens arborizadas e sistemas agroflorestais

Biomas

  • Mata Atlântica
  • Cerrado
  • Caatinga
  • Amazônia
  • Pantanal
  • Pampa

Encontrado em 7 países

  • Brasil
  • Argentina
  • Paraguai
  • Bolívia
  • Peru
  • Colômbia
  • Venezuela

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Fabales
Família
Fabaceae
Gênero
Albizia
Espécie
Albizia niopoides

Resumo

  • A Taquaruçu é a Albizia niopoides, árvore nativa semidecídua de 15 a 20 m, de copa ampla e crescimento rápido muito usada para sombra e recuperação ambiental.
  • Reconhece-se pela casca acinzentada que descasca em placas, folhas bipinadas miúdas e flores em pompons branco-creme que atraem abelhas e pássaros.
  • Prefere sol pleno e solos bem drenados, tolera seca moderada depois de estabelecida e não é indicada para calçadas estreitas ou quintais muito pequenos.

Características

Ficha da árvore

Nome popularTaquaruçu
Nome científicoAlbizia niopoides (Spruce ex Benth.) Burkart
Família botânicaFabaceae (Mimosoideae)
OrigemAmérica do Sul – nativa do Brasil
Tamanho15 a 20 m de altura (até 25 m em mata alta), DAP 40 a 70 cm
CopaAmpla, aberta e arredondada, 8 a 12 m de diâmetro
FolhagemSemidecídua a decídua na seca
CrescimentoRápido (1 a 1,5 m/ano nos primeiros anos)
LuminosidadeSol pleno
RegaModerada; tolera estiagem após estabelecida
SoloBem drenado, fértil a médio; tolera solos arenosos e pedregosos
UsosSombra, recuperação ambiental, melífera, madeira leve para caixotaria
Longevidade60 a 80 anos

Perfil e comportamento

Velocidade de crescimentoMuito alto
SombraAlto
Resistência à secaMédio
Agressividade das raízesMédio
Facilidade de cultivoAlto
Atrai faunaMuito alto

O que é a Taquaruçu e como reconhecê-la sem confundir

A Taquaruçu é Albizia niopoides, árvore nativa da família Fabaceae conhecida também como angico-branco, farinha-seca e gurucaia-branca. Não é bambu, apesar do nome lembrar taquara.

O reconhecimento começa pela casca. Ela é cinza-clara a acastanhada, lisa quando jovem e depois se solta em placas finas e irregulares, deixando manchas mais claras. Esse descascamento é a marca mais fácil em campo.

As folhas são bipinadas, compostas por muitos folíolos pequenos (6 a 12 pares de pinas), de textura fina e cor verde-clara. De longe, a copa parece rendada e leve, bem diferente do angico-vermelho, que tem folíolos maiores e mais escuros.

Tamanho, copa e raízes: onde cabe e onde não cabe

Em mata ciliar e floresta estacional, a Taquaruçu atinge 15 a 20 m de altura, podendo chegar a 25 m em condições ótimas. Em áreas mais secas e solos rasos, fica entre 8 e 12 m.

A copa é ampla, aberta e arredondada, com 8 a 12 m de diâmetro em árvores isoladas. É excelente para sombra rala e fresca, que filtra o sol sem escurecer totalmente.

As raízes são superficiais e bem distribuídas, com agressividade moderada. Não costuma levantar calçadas como figueiras ou sibipirunas, mas não é indicada para calçadas estreitas, sobre muros ou perto de tubulações. Deixe pelo menos 5 a 6 m de recuo de construções.

Folhas, flores e frutos: o ciclo ao longo do ano

A Taquaruçu é semidecídua. Perde boa parte das folhas no auge da estação seca e brota novamente com as primeiras chuvas, com folhas novas avermelhadas.

A floração ocorre de outubro a dezembro, com inflorescências em forma de pompons branco-creme de 1 a 1,5 cm, formadas por muitos estames. São discretas de perto, mas chamam atenção pelo perfume suave e pelo zumbido de abelhas.

Os frutos são vagens achatadas, marrom-claras, de 8 a 12 cm, que amadurecem entre junho e agosto. Cada vagem tem 6 a 10 sementes achatadas com pleurograma (linha em forma de U) bem visível. Quando secas, se abrem e liberam sementes levadas pelo vento a curtas distâncias.

Como diferenciar na prática

  • Taquaruçu (Albizia niopoides): casca clara descascante, folíolos miúdos, flores creme em pompom, vagem fina e clara.
  • Gurucaia / angico-vermelho (Parapiptadenia rigida): casca mais escura e áspera, folíolos maiores, flores amarelo-esverdeadas, madeira mais densa e avermelhada.
  • Angico-preto (Anadenanthera colubrina): tronco com acúleos quando jovem e vagem muito mais grossa e escura.

Onde a Taquaruçu ocorre naturalmente no Brasil

É uma espécie de ampla distribuição. Ocorre da Amazônia ao Pampa, com maior frequência na Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e matas ciliares do Pantanal.

Prefere florestas estacionais semideciduais, matas de galeria e capoeirões, até cerca de 1.200 m de altitude. É pioneira de clareiras e beira de mata, por isso coloniza rápido áreas degradadas.

No campo, é comum vê-la isolada em pastagens, onde foi mantida pelos pecuaristas pela sombra rala que não mata o capim e pela queda de folhas que aduba o solo.

Como plantar Taquaruçu do jeito certo

Plante no início da estação chuvosa, entre outubro e janeiro na maior parte do Brasil. Mudas de 40 a 60 cm já têm bom pegamento.

Escolha sol pleno e solo bem drenado. Coveie 40 x 40 x 40 cm, misture composto orgânico e, se o solo for muito argiloso, adicione areia grossa para drenar. A espécie tolera solos pobres e até pedregosos, mas não suporta encharcamento prolongado.

A propagação é por sementes. Elas têm dormência leve; a escarificação mecânica leve ou água quente a 80°C por 1 minuto aumenta a germinação de 40% para mais de 70%. Semeie a 1 cm de profundidade e mantenha úmido até 15 dias.

Espaçamento recomendado: 5 x 5 m para reflorestamento e 8 a 10 m entre árvores isoladas para sombra. Irrigue 2 vezes por semana nos primeiros 3 meses se não chover.

Como cuidar: luz, rega, solo e poda

Depois de estabelecida, a Taquaruçu é rústica e de baixa manutenção. Precisa de sol o dia todo; à meia-sombra cresce estiolada e com copa falhada.

Rega é necessária só no primeiro ano. Depois, tolerância moderada à seca, mas perde mais folhas em estiagens longas. Em solos muito férteis e úmidos, cresce ainda mais rápido, porém com madeira menos densa.

Adubação não é exigente. Uma cobertura anual com composto ou esterco curtido na projeção da copa basta. Por ser fixadora de nitrogênio (associação com bactérias do gênero Rhizobium), ela mesma enriquece o solo ao redor.

Poda deve ser apenas de formação e limpeza no período seco, retirando galhos baixos ou secos. Não faça poda drástica; a cicatrização é lenta e a árvore rebrota desordenada.

Usos da madeira, sombra e recuperação ambiental

A madeira é leve a moderadamente densa (0,55 a 0,65 g/cm³), clara, macia e fácil de trabalhar. É usada para caixotaria, forros, compensados, lenha e carvão, mas não para estruturas que exigem alta durabilidade, pois tem baixa resistência a fungos e cupins quando exposta.

O grande valor hoje é ambiental. Por ser pioneira de crescimento rápido e fixadora de nitrogênio, é uma das mais plantadas em restauração de mata ciliar, sistemas agroflorestais e sombreamento de pastagens. Em 2 a 3 anos já forma cobertura e atrai fauna.

Na apicultura, é melífera de destaque. A floração curta, mas abundante, fornece pólen e néctar na primavera, quando poucas nativas estão floridas. Na fazenda, sua sombra rala é preferida porque permite o crescimento do pasto sob a copa, diferente de espécies de sombra densa.

Pragas, problemas comuns e o que evitar

É uma árvore sadia, mas pode ter lagartas desfolhadoras e serradores em plantios jovens, além de cochonilhas em mudas sombreadas. O controle costuma ser manual ou com poda dos ramos afetados.

Em solos encharcados, pode ocorrer podridão de raízes e gomose. Evite plantar em baixadas que alagam ou com irrigação excessiva.

Dois erros comuns: plantar muito perto de casas e fiação achando que é árvore pequena, e confundir a muda com angico-vermelho e esperar madeira dura avermelhada. Confira sempre a casca e o tamanho dos folíolos antes de comprar.

Taquaruçu é nativa e protegida? O que diz a lei

Sim, é nativa do Brasil e não é exótica invasora. Não está na lista oficial de espécies ameaçadas, mas como nativa, seu corte em vegetação nativa depende de autorização ambiental estadual.

Em área urbana ou plantada, o manejo é mais simples, mas sempre consulte a prefeitura para supressão. Para reflorestamento, é espécie recomendada pela Embrapa Florestas para recomposição de Reserva Legal e APP por seu rápido recobrimento.

Na nossa avaliação, a Taquaruçu só faz sentido se você tem espaço. Ela entrega sombra rápida e ajuda o solo, mas não é árvore para calçada ou quintal de 5 metros.

Perguntas frequentes

Taquaruçu é a mesma coisa que angico?

Não. Taquaruçu é Albizia niopoides (angico-branco), diferente do angico-vermelho (Parapiptadenia rigida) e do angico-preto (Anadenanthera colubrina). A casca clara descascante e os folíolos miúdos são as diferenças mais visíveis.

Qual o tamanho que a Taquaruçu atinge?

Em média 15 a 20 m de altura e copa de 8 a 12 m de diâmetro. Em solos férteis e úmidos pode chegar a 25 m, enquanto em áreas secas fica menor.

Taquaruçu pode ser plantada na calçada?

Não é recomendada para calçadas estreitas ou sob fiação. Prefira parques, praças amplas, sítios e fazendas, com recuo mínimo de 5 a 6 m de construções.

A Taquaruçu perde folhas no inverno?

Sim, é semidecídua. Perde boa parte das folhas na estação seca (junho a setembro) e rebrota com as chuvas.

Quanto tempo demora para dar sombra?

Com crescimento de 1 a 1,5 m por ano nos primeiros anos, já forma sombra rala útil em 2 a 3 anos se plantada a sol pleno e com água no primeiro ano.

A madeira da Taquaruçu é boa?

É leve e macia, boa para caixotaria, forros e lenha, mas pouco durável ao tempo e a cupins. Não é madeira nobre para móveis externos sem tratamento.

Como fazer muda de Taquaruçu?

Por sementes. Faça escarificação leve ou imersão rápida em água quente a 80°C, semeie a 1 cm de profundidade e mantenha úmido. A germinação ocorre em 8 a 15 dias.

Você sabia?

1

Casca que descasca como papel

O tronco solta placas finas e papiráceas que deixam manchas claras. Essa característica, chamada de ritidoma esfoliante, ajuda a identificar a Taquaruçu mesmo sem folhas.

2

Fixadora de nitrogênio discreta

Apesar de não ter nódulos vistosos como o feijão, ela se associa a bactérias do solo e pode incorporar mais de 30 kg de nitrogênio por hectare ao ano, melhorando o pasto ao redor.

3

Sementes com marca em U

Cada semente tem um pleurograma, uma linha em forma de U bem nítida na superfície. É a impressão da lente da semente e facilita a identificação em laboratório.

4

Nome que confunde com bambu

Taquaruçu vem do tupi taquara-açu (taquara grande), mas a árvore não tem parentesco com bambus. O nome veio da semelhança da casca clara com a coloração de algumas taquaras.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa Florestas
  3. IUCN Red List of Threatened Species

Prós e contras: Taquaruçu

Prós

  • Crescimento muito rápido e rústico após o primeiro ano
  • Excelente para sombra rala que não mata o pasto
  • Fixadora de nitrogênio que melhora o solo ao redor
  • Floração melífera que atrai abelhas e pássaros
  • Ótima para recuperação de mata ciliar e sistemas agroflorestais

Contras

  • Porte grande demais para quintais pequenos e calçadas
  • Perde folhas e solta vagens na seca, exigindo limpeza
  • Madeira leve e pouco durável em ambiente externo
  • Copa ampla exige recuo de muros, fiação e tubulações
  • Muda facilmente confundida com outros angicos no viveiro
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a Taquaruçu é uma das melhores nativas para quem precisa de resultado rápido em recuperação e sombra rural, mas decepciona quem a trata como árvore urbana compacta. Quando plantada com espaço, ela paga o investimento com solo melhor, abelhas e pássaros em poucos anos.

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Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.