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Palmeira-moinho-de-vento

Trachycarpus fortunei

Atualizado em

6 a 12 m de alturaTamanho
Perene, em leque palmadoFolhagem
Lento a moderadoCrescimento
Sol plenoLuminosidade
80 a 100 anosLongevidade
Palmeira-moinho-de-vento adulta de corpo inteiro com tronco fibroso e copa em leque

A palmeira-moinho-de-vento (Trachycarpus fortunei) é uma palmeira de tronco único e copa em leque, famosa por ser a espécie arbórea mais resistente ao frio do mundo, suportando geadas fortes sem perder as folhas.

Muito usada no paisagismo de regiões subtropicais e temperadas, ela mantém o tronco fino coberto por fibras castanhas e forma uma copa arredondada e ornamental que cabe até em jardins pequenos. De crescimento lento a moderado, é uma das poucas palmeiras que prospera no Sul do Brasil e em áreas serranas onde palmeiras tropicais não vingam.

Também conhecido como: Palmeira-da-China, Palmeira-de-leque-chinesa, Windmill palm (inglês), Chusan palm (inglês)

Faz parte de: Árvores Ornamentais, Árvores Pequenas

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Galeria de fotos de Palmeira-moinho-de-vento

Palmeira-moinho-de-vento adulta de corpo inteiro com tronco fibroso e copa em leque
Exemplar adulto de palmeira-moinho-de-vento com tronco fibroso característico.
Folhas palmadas em leque da palmeira-moinho-de-vento em close
Folhas palmadas quase circulares divididas em segmentos finos.
Tronco da palmeira-moinho-de-vento coberto por fibras castanhas
Tronco fino revestido por fibras castanhas que protegem do frio.
Copa da palmeira-moinho-de-vento vista de baixo contra o céu
Copa arredondada vista de baixo, em forma de moinho de vento.
Flores amarelas e frutos azul-arroxeados da palmeira-moinho-de-vento
Inflorescência amarela e cacho de frutos azul-arroxeados.
Palmeira-moinho-de-vento no paisagismo de jardim pequeno
Uso ornamental em jardim pequeno e pátio com copa compacta.
Ideal para

Ideal para quem mora no Sul, Sudeste serrano ou quer uma palmeira elegante que aguente geada sem estragar o jardim. Funciona muito bem em espaços pequenos, pátios e vasos grandes, pois tem copa compacta, raízes não agressivas e manutenção simples. Também é ótima para quem busca um visual exótico e temperado, diferente das palmeiras tropicais comuns, e aprecia uma planta longeva que valoriza a entrada da casa ou o terraço com pouca poda.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem busca sombra densa e copa larga para área de lazer, pois sua sombra é leve e filtrada. Também não é a melhor escolha para litoral muito quente e úmido ou Norte do Brasil, onde prefere palmeiras tropicais e pode sofrer com fungos por excesso de calor e solo encharcado.

Cultivo rápido

Luminosidade
Sol pleno (6h+); tolera meia-sombra com menor vigor
Rega
Moderada; 2 a 3 vezes/semana no 1º ano, depois apenas em estiagem
Solo
Fértil, profundo, bem drenado, com matéria orgânica; pH 5,5 a 7,0
Temperatura ideal
10 °C a 25 °C; tolera -15 °C a 32 °C quando estabelecida
Adubação
2 a 3 vezes/ano (primavera-verão) com NPK para palmeiras + magnésio
Poda
Apenas folhas secas; nunca corte o ápice
Propagação
Por sementes frescas; germinação em 60 a 120 dias

Perfil rápido de Palmeira-moinho-de-vento

Calendário

FloraçãoJFMAMJJASOND
FrutificaçãoJFMAMJJASOND

Encontrado em 5 países

  • China
  • Mianmar
  • Índia
  • Japão
  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Liliopsida
Ordem
Arecales
Família
Arecaceae
Gênero
Trachycarpus
Espécie
Trachycarpus fortunei

Resumo

  • A palmeira-moinho-de-vento é uma palmeira de 6 a 12 m com tronco fibroso e folhas palmadas em forma de leque, extremamente resistente ao frio até -15 °C.
  • De origem montanhosa da China e Himalaia, é dioica, de crescimento lento e muito usada como ornamental em jardins, vasos grandes e alinhamentos no Sul e Sudeste do Brasil.
  • Precisa de sol pleno, solo bem drenado e pouca manutenção, mas não tolera encharcamento e cresce melhor em clima subtropical a temperado.

Características

Ficha da árvore

Nome popularPalmeira-moinho-de-vento
Nome científicoTrachycarpus fortunei
Família botânicaArecaceae
OrigemChina central e oriental, Himalaia (Mianmar e Índia)
Tamanho (altura)6 a 12 m (excepcionalmente até 15 m)
CopaArredondada, 2 a 3 m de diâmetro, em leque
FolhagemPerene
CrescimentoLento a moderado (15 a 30 cm/ano)
LuminosidadeSol pleno; tolera meia-sombra
RegaModerada; solo levemente úmido, sem encharcar
SoloFértil, profundo, bem drenado, pH levemente ácido a neutro
UsosOrnamental, vasos grandes, alinhamentos, jardins de clima frio
Longevidade80 a 100 anos

Perfil e comportamento

Velocidade de crescimentoBaixo
SombraBaixo
Resistência à secaMédio
Agressividade das raízesMuito baixo
Facilidade de cultivoAlto
Atrai faunaMédio

Como reconhecer a palmeira-moinho-de-vento sem erro

Resposta direta: é uma palmeira de tronco único, reto e totalmente revestido por fibras castanho-escuras que lembram juta ou crina, com uma copa compacta de folhas em leque no topo.

As folhas são palmadas, quase circulares, com 40 a 70 cm de diâmetro, divididas em 30 a 50 segmentos finos até quase a base. O pecíolo é longo, firme e com margens levemente denteadas, mas sem espinhos agressivos.

Diferente do jerivá ou da palmeira-imperial, ela nunca forma tronco liso. Mesmo adulta, mantém a capa fibrosa, que protege do frio, e o diâmetro do tronco fica entre 20 e 30 cm. Vista de cima, a copa parece exatamente um moinho de vento girando, daí o nome.

Origem e por que ela aguenta tanto frio

Nativa das encostas montanhosas da China central e oriental, norte de Mianmar e norte da Índia, entre 100 e 2.400 m de altitude, a espécie evoluiu sob geadas, neve e verões úmidos. É vegetação de sub-bosque montano e margens de florestas temperadas.

Foi introduzida na Europa em 1849 pelo caçador de plantas Robert Fortune, que a coletou na China e levou para a Inglaterra. De lá se espalhou como a palmeira de jardim mais rústica do hemisfério norte.

É considerada a palmeira arbórea mais resistente ao frio do mundo, tolerando -15 °C a -18 °C por curtos períodos quando adulta e bem estabelecida. No Brasil, isso explica seu sucesso na Serra Gaúcha, Planalto Catarinense, Campos Gerais do Paraná e regiões serranas do Sudeste, onde palmeiras tropicais queimam com a geada.

Tamanho, copa e raízes: o que esperar no jardim

Em cultivo no Brasil, atinge 6 a 12 m de altura em muitas décadas. Em habitat ideal pode chegar a 15 m, mas o crescimento é lento a moderado, de 15 a 30 cm por ano, mais rápido nos primeiros anos se houver água e adubo.

A copa é arredondada e relativamente pequena, com 2 a 3 m de diâmetro, formada por 20 a 40 folhas simultâneas. Não faz sombra densa como uma tipuana ou sibipiruna, mas filtra bem o sol e cria um ponto focal vertical elegante.

As raízes são fasciculadas, superficiais e nada agressivas. Não levantam calçada, não racham muro e não buscam encanamento como figueiras. Por isso é uma das poucas palmeiras seguras para jardins pequenos, pátios e vasos grandes.

Como plantar palmeira-moinho-de-vento no Brasil

Escolha local com sol pleno, no mínimo 6 horas por dia. Tolera meia-sombra, mas fica com menos folhas e tronco mais fino. Ventos fortes são tolerados, porém em áreas muito ventosas proteja mudas jovens.

O solo precisa ser profundo, fértil e muito bem drenado. Ela morre mais por encharcamento do que por seca. Misture ao berço areia grossa e matéria orgânica se o solo for argiloso. O pH ideal fica entre 5,5 e 7,0.

Plante preferencialmente no final do inverno ao início da primavera, quando o solo começa a aquecer. Faça cova com o dobro do torrão, mantenha o colo da planta no nível do solo e regue abundantemente nos primeiros 60 dias. Para vaso, use recipiente com no mínimo 80 litros e substrato para palmeiras com perlita.

Propagação

A multiplicação é exclusivamente por sementes, pois não perfilha. A espécie é dioica: há plantas masculinas e femininas separadas, e só as femininas frutificam se houver um macho por perto.

As sementes levam 2 a 4 meses para germinar e perdem viabilidade rápido. Deixe de molho por 48 horas e semeie a 1 cm de profundidade em substrato úmido e sombreado.

Como cuidar ao longo do ano

Rega: mantenha o solo levemente úmido no primeiro ano, regando 2 a 3 vezes por semana. Depois de estabelecida, regue apenas em estiagens prolongadas. Tolera seca moderada, mas cresce melhor com água regular.

Adubação: aplique 2 a 3 vezes ao ano, no início da primavera e no verão, com fórmula para palmeiras rica em potássio e magnésio. Excesso de nitrogênio deixa folhas muito moles e sensíveis ao frio.

Poda: nunca corte o topo. Remova apenas folhas secas ou amareladas, cortando o pecíolo a 5 cm do tronco. Retirar folhas verdes enfraquece a planta. Limpe também as fibras muito velhas se quiser um aspecto mais limpo, mas mantê-las ajuda na proteção térmica.

Frio e calor: no Sul, não precisa de proteção. No Sudeste e Centro-Oeste, garanta drenagem e sol para evitar fungos no verão úmido. Suporta bem geada, mas mudas com menos de 1 m devem ser protegidas com manta nos primeiros invernos rigorosos.

Onde usar no paisagismo e na natureza

No paisagismo, brilha como ponto focal isolado, em grupos de 3 a 5 unidades ou em alinhamento ao longo de caminhos. Como a copa é estreita, funciona bem em jardins pequenos, pátios internos e varandas amplas.

É excelente para vasos grandes em terraços e para compor jardins de estilo europeu, japonês ou contemporâneo. Combina com gramíneas, agapantos, buxinhos e pedras, sem competir por espaço.

Na natureza brasileira, não tem função ecológica nativa, mas suas flores amarelas atraem abelhas na primavera e os frutos azul-escuros, de cerca de 1 cm, são consumidos por pássaros no verão. Não é considerada invasora no Brasil.

Floração e frutificação

Floresce na primavera, com grandes inflorescências ramificadas e amarelas que surgem entre as folhas. As masculinas são mais vistosas e perfumadas; as femininas, mais esverdeadas.

Se houver polinização, formam-se cachos de frutos reniformes, azul-arroxeados a pretos quando maduros, no verão ao início do outono. Cada fruto tem uma semente. A frutificação só ocorre com plantas dos dois sexos próximas.

Pragas, doenças e problemas mais comuns

É uma palmeira rústica, mas sofre em solo encharcado. O erro mais comum no Brasil é plantar em solo compactado ou com rega excessiva, o que causa podridão do colo e amarelecimento.

  • Cochonilhas e ácaros: aparecem em ambiente seco e abafado. Lave com jato d’água e use óleo vegetal se necessário.
  • Fungos foliares (manchas pretas): surgem com pouca ventilação e excesso de umidade. Melhore a drenagem e evite molhar a copa à noite.
  • Amarelecimento por deficiência de magnésio e potássio: folhas velhas ficam amareladas nas bordas. Corrija com adubo específico para palmeiras.
  • Lagartas: raramente causam dano severo, mas podem roer folhas jovens na primavera.

Evite enterrar o tronco além do nível original e não deixe mato abafando a base, o que mantém umidade e favorece fungos.

Curiosidades que pouca gente sabe

As fibras do tronco já foram usadas na China e no Japão para fazer cordas, vassouras, escovas e capas de chuva impermeáveis. No Himalaia, ainda são trançadas artesanalmente.

Em Londres e na Escócia, há exemplares plantados há mais de 100 anos que sobreviveram a nevascas severas, o que consolidou sua fama de palmeira mais rústica. É a palmeira mais cultivada ao ar livre no Reino Unido.

Perguntas frequentes

Palmeira-moinho-de-vento aguenta geada?

Sim, é a palmeira arbórea mais resistente ao frio e suporta -15 °C a -18 °C por curtos períodos quando adulta e bem estabelecida.

Qual altura ela atinge?

Em jardins no Brasil, geralmente 6 a 12 m em muitas décadas, com copa de 2 a 3 m de diâmetro.

Precisa de sol ou sombra?

Prefere sol pleno com pelo menos 6 horas diárias; em meia-sombra cresce mais lenta e com menos folhas.

Pode plantar em vaso?

Sim, desde que o vaso tenha no mínimo 80 litros, boa drenagem e substrato leve para palmeiras.

Ela tem raízes agressivas?

Não. As raízes são fasciculadas e pouco agressivas, seguras para perto de muros e calçadas.

Como reproduzir?

Apenas por sementes frescas, pois não perfilha. A espécie é dioica, então é preciso ter planta masculina e feminina para haver frutos.

Quanto tempo vive?

É longeva, vivendo de 80 a 100 anos com cuidados básicos e solo bem drenado.

Você sabia?

1

A palmeira que vira corda

As fibras castanhas do tronco são tão resistentes que na China eram trançadas para fazer cordas, esteiras e até capas de chuva impermeáveis.

2

Dioica de verdade

Existem plantas masculinas e femininas separadas. Só o exemplar feminino dá frutos, e apenas se houver um macho florescendo por perto para polinizar.

3

Recorde de frio

Adultas e bem aclimatadas suportam -15 °C a -18 °C por curtas horas, mais que qualquer outra palmeira arbórea cultivada no mundo.

4

Nome de caçador de plantas

O epíteto fortunei homenageia o escocês Robert Fortune, que a introduziu na Europa em 1849 após expedição à China.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa Florestas
  3. Royal Botanic Gardens, Kew - Plants of the World Online
  4. IUCN Red List of Threatened Species

Prós e contras: Palmeira-moinho-de-vento

Prós

  • Extremamente resistente ao frio e à geada
  • Copa compacta ideal para jardins pequenos e vasos
  • Raízes não agressivas, segura perto de construções
  • Baixa manutenção e boa longevidade
  • Atrai abelhas e pássaros na floração e frutificação

Contras

  • Crescimento lento, demora para dar porte
  • Sombra leve, não serve como árvore de sombra densa
  • Não tolera solo encharcado e apodrece com excesso de água
  • Precisa de sol pleno para ficar bonita
  • Só frutifica se houver planta masculina e feminina
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a palmeira-moinho-de-vento é a escolha mais inteligente para quem quer palmeira no Sul e Sudeste frio sem dor de cabeça com geada. Ela não faz sombra de árvore grande, mas entrega elegância, rusticidade e longevidade que poucas ornamentais oferecem em espaço pequeno.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.