🌳 Árvores

Acácia-branca

Leucaena leucocephala

Atualizado em

5 a 12 m de alturaTamanho
Semidecídua, bipinadaFolhagem
Muito rápidoCrescimento
Sol plenoLuminosidade
20 a 40 anosLongevidade
Acácia-branca adulta isolada mostrando porte e copa aberta

A Acácia-branca é uma árvore de pequeno a médio porte, muito reconhecível pelas folhas finamente divididas, flores em pompons brancos e vagens achatadas que permanecem meses na copa. Apesar do nome, não é uma acácia verdadeira, mas uma leguminosa da família Fabaceae amplamente plantada no Brasil.

De origem centro-americana, chegou como forrageira e para recuperação de áreas degradadas e hoje está naturalizada em quase todo o país. Cresce extremamente rápido, fixa nitrogênio no solo e atrai abelhas, mas exige manejo porque se dispersa com facilidade e pode se tornar invasora.

Na nossa avaliação, é uma árvore útil para sombra rápida e adubação verde, não para calçada ou quintal pequeno sem controle. Quando bem manejada, funciona; quando abandonada, domina a paisagem.

Também conhecido como: Leucena, Acácia-pálida, Leucaena, Acácia-branca-do-havaí, Ipil-ipil (Filipinas)

Faz parte de: Árvores de Sombra, Árvores Pequenas

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Galeria de fotos de Acácia-branca

Acácia-branca adulta isolada mostrando porte e copa aberta
Acácia-branca adulta em área aberta, com copa rala e tronco fino.
Folhas bipinadas e flores brancas em pompom da Acácia-branca
Folhas finamente divididas e flores brancas em capítulos globosos.
Tronco e casca acinzentada da Acácia-branca
Casca acinzentada com lenticelas claras, típica da espécie.
Copa da Acácia-branca vista de baixo contra o céu
Copa vista de baixo, mostrando densidade rala a média.
Vagens achatadas e sementes da Acácia-branca
Vagens achatadas em cachos, com muitas sementes brilhantes.
Plântulas de Acácia-branca colonizando área degradada
Plântulas que ilustram o potencial invasor quando há sementes no solo.
Acácia-branca como quebra-vento e sombra para gado em área rural
Uso rural como quebra-vento e sombra rápida em pastagem.
Ideal para

Ideal para quem tem área rural, chácara ou sítio e precisa de sombra muito rápida, quebra-vento ou melhoria de solo pobre. Responde bem a poda e seca, e funciona em sistemas agroflorestais com manejo constante de sementes.

Pode não ser ideal para

Não é ideal para calçada, quintal pequeno, condomínio ou perto de mata nativa e nascentes. Sem coleta de vagens e capina de plântulas, se espalha com facilidade e pode gerar conflito com a legislação ambiental local.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6 horas diárias; não tolera sombra densa
Rega
Moderada no primeiro ano; depois tolera seca de meses
Solo
Bem drenado, pH 6,0 a 8,0; vai de arenoso a argiloso, inclusive pedregoso
Temperatura
Tropical e subtropical; sensível a geadas fortes abaixo de -3 °C
Adubação
Dispensável; se necessário, apenas composto orgânico no plantio
Poda
Formação no 1º ano e manutenção anual para conter copa e remover vagens
Propagação
Sementes com escarificação em água quente; estacas raramente usadas

Perfil rápido de Acácia-branca

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

Espécie amplamente cultivada e naturalizada nos trópicos, sem risco de extinção global.

População
estável
Protegido por
Não; ao contrário, é alvo de controle por ser exótica invasora no Brasil

Calendário

FloraçãoJFMAMJJASOND
Frutificação (vagens maduras)JFMAMJJASOND
Queda de folhas mais intensaJFMAMJJASOND
Plantio (mudas/semeadura)JFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica em consumo excessivo/cru

Contém mimosina; folhas e sementes em grande quantidade causam alopecia, perda de peso e alterações tireoidianas. Uso forrageiro deve ser limitado a 30% da dieta.

Habitat

Ambientes

  • Áreas antropizadas, pastagens, beira de estradas, terrenos baldios, capoeiras

Biomas

  • Mata Atlântica
  • Cerrado
  • Caatinga
  • Amazônia (áreas alteradas)

Encontrado em 6 países

  • México
  • Brasil
  • Austrália
  • Índia
  • Filipinas
  • Quênia

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Fabales
Família
Fabaceae
Gênero
Leucaena
Espécie
Leucaena leucocephala

Resumo

  • Acácia-branca é Leucaena leucocephala, leguminosa de 5 a 12 m, semidecídua, de crescimento muito rápido e copa rala a média.
  • Tem flores brancas em capítulos globosos e vagens que liberam milhares de sementes, o que explica seu potencial invasor no Brasil.
  • Exige sol pleno, solo bem drenado e poda regular, e não é indicada para áreas de preservação ou plantio sem manejo de sementes.

Características

Ficha da árvore

Nome popularAcácia-branca
Nome científicoLeucaena leucocephala (Lam.) de Wit
Família botânicaFabaceae (Leguminosae) - subfamília Mimosoideae
OrigemMéxico e América Central
Tamanho5 a 12 m de altura; 4 a 8 m de diâmetro de copa
CopaAberta, rala a medianamente densa, formato arredondado a irregular
FolhagemSemidecídua a caducifólia na seca
CrescimentoMuito rápido (até 3 m por ano nos primeiros anos)
LuminosidadeSol pleno
RegaBaixa após pegamento; tolera seca prolongada
SoloBem drenado, pobre a fértil; tolera solos alcalinos e pedregosos
UsosSombra rápida, quebra-vento, adubação verde, forragem, lenha
Longevidade20 a 40 anos

Perfil e comportamento

Velocidade de crescimentoMuito alto
SombraMédio
Resistência à secaMuito alto
Agressividade das raízesMédio
Facilidade de cultivoMuito alto
Atrai faunaAlto

Como reconhecer a Acácia-branca sem confundir

A Acácia-branca não é Acacia verdadeira. O nome correto é Leucaena leucocephala, chamada também de leucena. O erro vem da semelhança das folhas e flores com as acácias australianas.

As folhas são bipinadas, com 4 a 9 pares de pinas e muitos folíolos pequenos, verde-claros, que fecham à noite. O tronco é geralmente fino, tortuoso quando sem manejo, com casca acinzentada e lenticelas claras.

A marca registrada são as flores em pompom branco-creme, globosas, com cerca de 2 cm, muito visitadas por abelhas. Depois surgem vagens achatadas, verdes e depois marrons, com 10 a 20 cm, em cachos. Cada vagem guarda 15 a 30 sementes achatadas e brilhantes.

Origem, onde está no Brasil e por que se espalhou tanto

Nativa do México e América Central, foi levada para os trópicos como forrageira proteica e para recuperar solos degradados. No Brasil chegou no século XX e hoje está em todos os estados, principalmente no Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

Ela se naturalizou em áreas antropizadas, beira de estradas, pastagens e terrenos baldios. Nos biomas Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga já é considerada exótica invasora por órgãos ambientais.

O sucesso vem de três fatores: fixa nitrogênio por bactérias do gênero Rhizobium, tolerância extrema à seca e à poda drástica e produção massiva de sementes com dormência que germinam após fogo ou escarificação.

Tamanho, copa e raízes: o que esperar no local definitivo

Em cultivo livre chega a 5 a 12 m de altura, raramente até 15 m em solos férteis e úmidos. A copa tem 4 a 8 m de diâmetro, rala nos primeiros anos e mais fechada se podada para formar fuste único.

Sem condução, forma multifustes e moitas densas por rebrota vigorosa da base. Com poda de formação, cria tronco único e copa mais alta, melhor para sombra.

As raízes são pivotantes e superficiais, com nódulos de fixação de nitrogênio. A agressividade é moderada, menor que a de Ficus ou Tipuana, mas pode levantar calçamento se plantada a menos de 3 m de muros e tubulações. Mantenha distância mínima de 5 m de construções.

Flores, frutos e sementes: o ciclo que explica a invasão

A floração ocorre em pulsos quase o ano todo em regiões quentes, com pico na estação chuvosa. Os pompons brancos duram poucos dias, mas a árvore floresce de forma escalonada.

Logo após, surgem as vagens. Uma árvore adulta pode produzir mais de 10 mil sementes por ano, com viabilidade alta por até 2 anos no solo. As sementes caem perto da matriz e são dispersas por água, animais e máquinas agrícolas.

A queda de folhas é semidecídua: perde parte das folhas na seca forte ou frio, mas raramente fica totalmente nua no Sudeste. A decomposição das folhas é rápida e enriquece o solo em nitrogênio.

Como plantar Acácia-branca quando faz sentido plantar

Plante apenas onde há manejo contínuo: chácara, fazenda, área rural para quebra-vento ou sombreamento de pasto. Evite perto de reservas, nascentes e áreas de vegetação nativa.

O plantio por semente é o mais comum. Quebre a dormência com água quente a 80 °C por 2 a 3 minutos e depois 12 horas de molho. Semeie em saquinhos a 1 cm de profundidade. A germinação ocorre em 5 a 10 dias.

Transplante com 30 a 50 cm para cova de 40 x 40 x 40 cm, em sol pleno. Nos primeiros 3 meses regue 2 vezes por semana; depois, apenas em veranicos. Espaçamento recomendado: 3 x 3 m para bosque e 5 x 5 m para árvores isoladas.

Como cuidar, podar e controlar a dispersão

A Acácia-branca praticamente se cuida sozinha. Não exige adubação pesada porque produz seu próprio nitrogênio. Uma cobertura com matéria orgânica no plantio já é suficiente.

A poda de formação no primeiro ano define se terá fuste único. Depois, faça poda anual leve no fim da seca para conter altura e retirar vagens antes da maturação. Ela rebrota com vigor mesmo após corte raso.

Para evitar invasão, colete as vagens ainda verdes e não deixe sementes no chão. Capine plântulas ao redor assim que surgirem. Nunca descarte ramos com sementes em terreno baldio.

Usos práticos e por que ainda é plantada

O principal uso atual é forragem e adubação verde. Folhas têm 20% a 30% de proteína bruta e servem para bovinos, caprinos e ovinos, desde que limitadas a até 30% da dieta por causa da mimosina.

Também é usada para lenha, carvão, mourões e quebra-vento por crescer rápido e rebrotar. Em sistemas agroflorestais, entra como pioneira para sombrear culturas e melhorar solo degradado.

No paisagismo urbano seu uso diminuiu justamente pelo comportamento invasor e pela copa rala que suja muito com vagens. Prefira espécies nativas como ingá, mutamba ou pau-jacaré se a ideia for sombra ornamental sem risco ecológico.

Problemas comuns, toxicidade e manejo responsável

É rústica e tem poucas pragas. Pode ocorrer psilídeo Heteropsylla cubana, que enruga brotos e reduz crescimento, e lagartas desfolhadoras. O controle é poda e, em casos severos, óleo de neem.

O ponto crítico é a toxicidade por mimosina. Folhas e sementes contêm esse aminoácido que, em consumo excessivo e contínuo, causa queda de pelos, perda de peso e bócio em animais e pode afetar humanos. Não consuma sementes cruas.

Em muitos municípios, o plantio em área urbana é desencorajado ou proibido por legislação ambiental. Antes de plantar, consulte a prefeitura e considere alternativas nativas. Se já tem uma árvore, maneje as sementes: é a forma mais eficaz de reduzir impacto.

Acácia-branca x espécies parecidas: não erre na identificação

Três confusões são comuns. A tabela ajuda na identificação rápida em campo.

Característica Acácia-branca (Leucaena) Acácia-negra (Acacia mearnsii) Albizia / Ingá
Flor Pompom branco-creme pequeno Pompom amarelo-ouro perfumado Pompom branco ou rosa com estames longos
Vagem Achatada, fina, marrom-clara Curta, retorcida, escura e pilosa Mais larga e lenhosa
Folha Bipinada com folíolos muito pequenos Bipinada com folíolos minúsculos e escuros Bipinada com folíolos maiores
Comportamento Invasora agressiva Cultivada no Sul para tanino Nativa, não invasora

Se a árvore tem flores brancas + vagens finas em grande quantidade + rebrota agressiva, é Leucaena. Acácias australianas têm flores quase sempre amarelas.

Perguntas frequentes

Acácia-branca e leucena são a mesma coisa?

Sim. Acácia-branca é o nome popular mais usado no Brasil para Leucaena leucocephala, também chamada leucena.

Acácia-branca tem raiz agressiva?

Agressividade moderada. Não é tão destrutiva quanto Ficus, mas deve ficar a pelo menos 5 m de muros, calçadas e tubulações.

Pode plantar Acácia-branca na calçada?

Não é recomendado. Além da sujeira de vagens e rebrota, muitos municípios desaconselham por ser exótica invasora.

Quanto tempo para fazer sombra?

Com sol pleno e solo razoável, já forma sombra rala em 12 a 18 meses e copa útil em 2 a 3 anos.

Acácia-branca é tóxica?

Folhas e sementes contêm mimosina. Em excesso, causam queda de pelos, emagrecimento e problemas de tireoide em animais; evite consumo humano cru.

Como evitar que se espalhe?

Pode anualmente, recolha vagens antes de secarem e arranque plântulas ao redor. Não descarte sementes em lixo orgânico ou terrenos.

Qual a diferença para Acácia-negra?

Acácia-negra (Acacia mearnsii) tem flores amarelas e é cultivada no Sul para tanino; Acácia-branca tem flores brancas e vagens finas, com comportamento invasor mais agressivo.

Você sabia?

1

Recorde de sementes

Uma única árvore pode liberar mais de 10 mil sementes por ano, que permanecem viáveis no solo por até 2 anos esperando chuva ou fogo para germinar.

2

Nitrogênio do ar

Associada a bactérias Rhizobium, fixa de 100 a 300 kg de nitrogênio por hectare ao ano, por isso foi usada para recuperar solos degradados.

3

Mimosina e queda de pelos

O excesso de folhas na dieta causa alopecia e emagrecimento em cavalos e outros animais por causa da mimosina, que interfere na tireoide.

4

Confusão de nomes

Apesar do nome popular, não pertence ao gênero Acacia. O gênero Acacia hoje é majoritariamente australiano, enquanto Leucaena é americano.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa Florestas
  3. Instituto Hórus - Base de Espécies Exóticas Invasoras

Prós e contras: Acácia-branca

Prós

  • Crescimento extremamente rápido e tolerância à seca
  • Fixa nitrogênio e melhora solos pobres e degradados
  • Boa forrageira proteica e produtora de lenha com rebrota vigorosa
  • Atrai abelhas e serve como quebra-vento pioneiro

Contras

  • Exótica invasora com alta produção de sementes
  • Copa rala e sujeira constante de vagens e sementes
  • Contém mimosina, tóxica em excesso para animais e humanos
  • Rebrota agressiva exige manejo frequente de poda e plântulas
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a Acácia-branca é uma ferramenta agronômica eficiente, mas péssima escolha ornamental urbana sem manejo. Se o objetivo é sombra bonita e ecológica, nativas oferecem o mesmo com menos risco e menos sujeira de vagens.

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Sou uma entusiasta do universo dos peixes e da vida aquática. Dedico-me a pesquisar e partilhar informações sobre espécies de peixes, alimentação, comportamento, habitat e cuidados, ajudando os…

Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.