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Maitaca

Pionus maximiliani

Atualizado em

27 a 29 cmTamanho
230 a 295 gPeso
25 a 30 anosExpectativa de vida
Agudo e anasaladoCanto
Matas e áreas urbanas arborizadasHabitat
Maitaca-verde pousada em galho mostrando plumagem verde, cabeça azulada e cauda curta

A Maitaca é o nome popular dado no Brasil aos papagaios do gênero Pionus, sobretudo a Maitaca-verde (Pionus maximiliani) e a Maitaca-de-cabeça-azul (Pionus menstruus). São psitacídeos de porte médio, com corpo predominantemente verde, cabeça com tons de azul e o detalhe inconfundível das penas vermelhas sob a cauda.

Diferente de papagaios maiores como o Papagaio-verdadeiro, a Maitaca tem bico mais delicado, cauda curta e quadrada e um comportamento mais silencioso quando pousada, mas muito barulhenta em voo. É uma das aves mais adaptáveis do país, vista tanto em florestas quanto em praças e pomares urbanos.

É uma ave silvestre protegida por lei. Não pode ser capturada nem comprada de criadores clandestinos, e sua criação só é permitida com autorização do IBAMA e origem comprovada em criadouro legalizado.

Também conhecido como: Maitaca-verde, Maitaca-de-cabeça-azul, Maitaca-bronzeada, Suia, Scaly-headed Parrot (inglês), Pione à tête bleue (francês), Catita azulada (espanhol)

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Galeria de fotos de Maitaca

Maitaca-verde pousada em galho mostrando plumagem verde, cabeça azulada e cauda curta
Maitaca-verde (Pionus maximiliani), a espécie mais comum no Brasil.
Close da cabeça da Maitaca mostrando bico acinzentado e penas escamadas azuladas
Detalhe da cabeça com aspecto escamado e anel ocular claro.
Bando de Maitacas em voo sobre a mata com asas abertas
Em voo, o bando é barulhento e o vermelho sob a cauda aparece.
Maitaca se alimentando de frutos de figueira no dossel da mata
Alimentação frugívora no dossel, com frutos de figueira e embaúba.
Oco natural de árvore com ovos brancos de Maitaca
Ninho em oco de árvore, onde põe 3 a 4 ovos brancos.
Maitaca-de-cabeça-azul com cabeça toda azul-cobalto
Maitaca-de-cabeça-azul, comum na Amazônia, com cabeça toda azul.

Perfil rápido de Maitaca

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

População ampla e estável, mas com declínio local onde há desmatamento e tráfico.

População
Estável com declínio localizado
Protegido por
Sim, protegida por lei federal; captura e comércio ilegais são crime ambiental

Calendário

ReproduçãoJFMAMJJASOND
Maior atividade vocal e bandosJFMAMJJASOND
Dispersão de bandos por frutificaçãoJFMAMJJASOND

Vida útil

Na natureza
25 a 30 anos
Em cativeiro legalizado
30 a 35 anos, com manejo e veterinário adequados

Reprodução

Maturidade sexual
2,5 a 3 anos
Época reprodutiva
Agosto a janeiro, pico setembro a novembro
Tipo de ninho
Oco de árvore, sem revestimento
Ovos por postura
3 a 4 ovos brancos
Incubação
26 dias, feita pela fêmea
Filhotes no ninho
55 a 65 dias até deixarem o oco

Habitat

Ambientes

  • Matas semidecíduas e matas de galeria
  • Cerradões e caatingas arbóreas
  • Palmeirais e coqueirais
  • Parques e praças urbanas arborizadas

Biomas

  • Mata Atlântica
  • Cerrado
  • Caatinga
  • Amazônia (P. menstruus)

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Frutos carnosos (figos, embaúba, manga, goiaba, jabuticaba)
  • Sementes e coquinhos de palmeiras

Outros alimentos

  • Flores e néctar
  • Brotos e folhas tenras
  • Milho e sorgo em áreas agrícolas

Encontrado em 8 países

  • Brasil
  • Bolívia
  • Paraguai
  • Argentina
  • Colômbia
  • Venezuela
  • Equador
  • Peru

Como animal de estimação

Adequação
Baixa para criação doméstica; ave silvestre de manejo exigente
Legalidade no Brasil
Só com origem em criadouro autorizado pelo IBAMA/SisFauna, com anilha e nota fiscal; captura na natureza é crime
Nível de cuidado
Alto: viveiro espaçoso, dieta variada, enriquecimento e veterinário de aves
Observação
Imita pouco a voz humana e tem chiado e odor naturais que assustam tutores iniciantes

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Aves
Ordem
Psittaciformes
Família
Psittacidae
Gênero
Pionus
Espécie
Pionus maximiliani (Maitaca-verde, espécie-tipo no Brasil)

Resumo

  • A Maitaca é um papagaio de porte médio do gênero Pionus, reconhecida pela plumagem verde, tons azulados na cabeça e penas vermelhas sob a cauda.
  • Vive em quase todo o Brasil, de matas úmidas a cerrados e áreas urbanas arborizadas, sempre em bandos barulhentos que se alimentam de frutos e sementes.
  • É ave silvestre protegida: não pode ser retirada da natureza e sua guarda só é legal com registro e anilha do órgão ambiental competente.

Características

Ficha da espécie

FamíliaPsittacidae
Origem e distribuiçãoAmérica do Sul, do Nordeste do Brasil ao norte da Argentina
HabitatMata Atlântica, Cerrado, Caatinga, matas de galeria e áreas urbanas arborizadas
Tamanho27 a 29 cm de comprimento
Envergadura50 a 60 cm
Peso230 a 295 g
Coresverdeazulvermelhocinza-esverdeado
Expectativa de vida25 a 30 anos na natureza, até 35 em cativeiro legalizado
AlimentaçãoFrugívora e granívora
CantoGritos agudos, anasalados e repetitivos, principalmente em voo
ReproduçãoNinhos em ocos de árvores; 3 a 4 ovos brancos; incubação de 26 dias
Comportamento socialVive em bandos de 6 a 30 indivíduos, às vezes mais de 50
Variedades ou subespécies4 subespécies de Pionus maximiliani reconhecidas no Brasil

Perfil e comportamento

SociabilidadeMuito alto
Intensidade do cantoAlto
InteligênciaAlto
Facilidade de criaçãoBaixo
Necessidade de espaçoAlto
Nível de atividadeAlto
Capacidade de imitar sonsBaixo

Como reconhecer a Maitaca: tamanho, cores e o detalhe que entrega

A Maitaca adulta mede 27 a 29 cm e pesa entre 230 e 295 g, bem menor que um Papagaio-verdadeiro. O corpo é compacto, a cauda é curta e quadrada e o bico é acinzentado com tons amarelados na base.

A cor base é verde-escuro, mais brilhante nas costas e mais opaco na barriga. A cabeça tem penas azuladas ou acinzentadas na testa, coroa e bochechas, com bordas esbranquiçadas que dão aspecto escamado. O peito costuma ter tom azul-violeta bem visível na Maitaca-verde.

O detalhe que não falha é a parte de baixo da cauda: as coberteiras inferiores vermelhas e vivas. Quando a ave levanta voo ou se pendura para comer, esse vermelho aparece. Bico claro com ponta escura e anel ocular esbranquiçado completam a identificação.

Maitaca-verde x Maitaca-de-cabeça-azul: qual é qual?

No Brasil o nome Maitaca se refere principalmente a duas espécies do gênero Pionus. A confusão é comum porque ambas são verdes e têm vermelho sob a cauda.

A Maitaca-verde (Pionus maximiliani) é a mais comum no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Tem cabeça com azul mais acinzentado, peito com tom azul-arroxeado e bico com base amarelada. É a que mais aparece em cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Brasília.

A Maitaca-de-cabeça-azul (Pionus menstruus) tem a cabeça toda azul-cobalto intenso, sem o aspecto escamado, e o bico é mais avermelhado. Ocorre sobretudo na Amazônia e no norte do país, além de Mata Atlântica do Nordeste.

Espécie Nome científico Tamanho médio Traço distintivo Onde é mais vista
Maitaca-verde Pionus maximiliani 29 cm Peito azul-arroxeado e bico amarelado na base Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga
Maitaca-de-cabeça-azul Pionus menstruus 28 cm Cabeça toda azul-cobalto Amazônia e norte da Mata Atlântica
Maitaca-de-barriga-branca* Pionites melanocephalus 23 cm Barriga branca e cabeça preta/amarela Amazônia (não é Pionus, mas chamada de maitaca na região)

* Muita gente chama de maitaca também o Pionites, mas tecnicamente são periquitos de outro gênero, menores e com barriga clara.

Onde vive a Maitaca no Brasil e na América do Sul

A Maitaca-verde ocorre do nordeste do Brasil até o norte da Argentina e Paraguai, passando por Bolívia. No Brasil está presente em quase todos os estados, exceto em áreas muito abertas do extremo sul e em parte da Amazônia onde é substituída pela de-cabeça-azul.

Habita matas semidecíduas, matas de galeria, cerradões, caatingas arbóreas, coqueirais e parques urbanos com árvores frutíferas. É uma das poucas psitacídeas que se adaptou bem à cidade, usando praças com mangueiras, amendoeiras e eucaliptos como dormitório.

Não é migratória de longa distância. Faz deslocamentos sazonais curtos em busca de frutificação, formando bandos maiores na seca. Durante o dia os bandos se espalham para comer e ao entardecer se reúnem em árvores altas para dormir, às vezes com dezenas de indivíduos.

O que a Maitaca come na natureza

A dieta é essencialmente frugívora e granívora. Na mata consome frutos de figueiras, embaúbas, mangueiras, jabuticabeiras, goiabeiras, pitangueiras e palmeiras, além de sementes, flores e brotos.

Em áreas agrícolas visita pomares e plantações de milho e sorgo, o que gera conflito com produtores. Em cidades, aprendeu a explorar coquinhos de palmeiras-imperiais, sementes de eucalipto e frutos de amendoeira-da-praia.

Como todo psitacídeo, usa o bico para descascar e a língua grossa para manipular o alimento. Costuma se alimentar no dossel médio e alto, raramente desce ao chão. Bebe água em cacimbas e beiras de rio, geralmente em grupo e com vigilância.

Comportamento, canto e vida social: por que faz tanto barulho

Maitacas são altamente sociais. Passam o dia em bandos coesos de 6 a 30 aves, que mantêm contato vocal constante. Quando pousadas ficam relativamente silenciosas, emitindo apenas chamados curtos e anasalados.

Em voo o comportamento muda. O bando solta gritos agudos, estridentes e repetitivos, do tipo “kra-kra-kra”, audíveis a centenas de metros. Esse coro serve para manter o grupo unido e avisar sobre predadores.

Outra característica marcante do gênero Pionus é a respiração ofegante quando estressada. A ave emite um chiado audível, como se estivesse com falta de ar, e pode exalar um odor forte e almiscarado das penas. Não é doença, é traço natural do grupo e mais perceptível em cativeiro.

São ativas de manhã cedo e no fim da tarde. No calor do meio-dia descansam à sombra, se alisam e fazem limpeza mútua das penas. A capacidade de imitar voz humana é limitada, bem inferior à de papagaios do gênero Amazona; emite mais assobios e palavras curtas e roucas.

Reprodução, ninhos e filhotes

A estação reprodutiva vai de agosto a janeiro na maior parte do Brasil, com pico entre setembro e novembro. O casal é monogâmico e defende o território próximo ao ninho.

Nidifica em ocos naturais de árvores, como paineiras, jatobás e palmeiras mortas, a 4 a 15 metros de altura. Não carrega material: põe os ovos direto sobre o pó de madeira no fundo do oco. A postura é de 3 a 4 ovos brancos, raramente 5.

A fêmea incuba por cerca de 26 dias enquanto o macho a alimenta e vigia. Os filhotes nascem sem penas e com olhos fechados, permanecem no ninho por 55 a 65 dias e continuam dependentes dos pais por mais algumas semanas após saírem. A maturidade sexual ocorre por volta dos 3 anos.

É possível ter Maitaca em casa? O que diz a lei

Não. A Maitaca é ave silvestre nativa protegida pela Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). Capturar, manter em cativeiro ou comprar ave retirada da natureza é crime ambiental, com multa e detenção.

A única forma legal é adquirir ave nascida em criadouro comercial autorizado pelo IBAMA ou órgão estadual, com anilha fechada, nota fiscal e registro no SisFauna. Esses criadouros são raros para Pionus e a oferta é muito limitada.

Na nossa avaliação, a Maitaca não é ave para criação doméstica amadora. Exige viveiro grande, dieta variada com frutas e ração extrusada para psitacídeos, enriquecimento ambiental e acompanhamento veterinário especializado. Além disso, o chiado respiratório e o cheiro forte confundem tutores iniciantes, que acham que a ave está doente.

Conservação e principais ameaças

As duas Maitacas principais são classificadas como Pouco Preocupante (LC) pela IUCN, por terem distribuição ampla e população ainda numerosa. A tendência, porém, é de declínio local em regiões de desmatamento intenso.

As ameaças são perda de ocos para nidificação devido ao corte de árvores velhas, tráfico de filhotes retirados de ninhos e atropelamentos e colisões em áreas urbanas. O uso de agrotóxicos em pomares também contamina frutos consumidos pelos bandos.

Por ser adaptável, a Maitaca se beneficia de arborização urbana e de áreas protegidas. Manter árvores frutíferas nativas, preservar paineiras e figueiras com ocos e denunciar comércio ilegal são medidas práticas que ajudam a espécie a continuar comum nas cidades.

Curiosidades que pouca gente sabe sobre a Maitaca

Muita gente confunde Maitaca com Periquito ou Papagaio, mas o gênero Pionus tem um conjunto de traços únicos entre os psitacídeos brasileiros. Entender esses detalhes evita identificações erradas em campo.

  • Não é periquito nem papagaio: apesar do tamanho intermediário, pertence a um gênero próprio, com cauda curta e comportamento mais calmo que periquitos e menos falante que papagaios Amazona.
  • O vermelho escondido: vista pousada parece toda verde e azul, mas ao voar exibe o vermelho vivo sob a cauda, caráter diagnóstico usado por ornitólogos para confirmar a espécie à distância.
  • Cheiro característico: as penas liberam um odor adocicado e penetrante, perceptível quando o bando está pousado. Criadores relatam que o cheiro fica mais forte em época reprodutiva.

Perguntas frequentes

Maitaca é papagaio ou periquito?

É papagaio do gênero Pionus, de porte médio. Menor que o Papagaio-verdadeiro e maior que periquitos, com cauda curta e quadrada.

Como diferenciar Maitaca de Papagaio-verdadeiro?

A Maitaca tem 27 a 29 cm, cabeça azul-acinzentada com aspecto escamado e vermelho vivo só sob a cauda. O Papagaio-verdadeiro é maior, tem bico mais robusto e testa com outras cores.

Maitaca fala?

Imita pouco. Pode aprender assobios e palavras curtas com voz rouca, mas sua capacidade de imitar é bem inferior à dos papagaios Amazona.

Onde a Maitaca faz ninho?

Em ocos naturais de árvores como paineiras e jatobás. Não constrói ninho, põe 3 a 4 ovos brancos direto no fundo do oco.

O que a Maitaca come?

Frutos de figueira, embaúba, manga, goiaba, jabuticaba, coquinhos de palmeiras, sementes, flores e brotos.

É legal ter Maitaca em casa?

Só se a ave vier de criadouro autorizado pelo IBAMA, com anilha fechada e nota fiscal. Tirar da natureza ou comprar de traficante é crime ambiental.

Por que a Maitaca chia como se estivesse doente?

O chiado ofegante e o odor forte são normais do gênero Pionus quando a ave está estressada ou excitada, não indicam necessariamente doença respiratória.

Você sabia?

1

O chiado não é doença

Maitacas do gênero Pionus fazem uma respiração ofegante e chiada quando assustadas ou excitadas. O som parece asma, mas é normal da espécie e vem acompanhado de um odor forte das penas.

2

Vermelho só por baixo

Toda verde por cima, ela esconde penas vermelho-vivo sob a cauda. Ornitólogos usam esse detalhe para separar Maitaca de outros papagaios verdes à distância.

3

Dormitório barulhento

Ao entardecer, bandos de até 50 Maitacas se reúnem na mesma árvore para dormir. Ficam surpreendentemente silenciosas pousadas, mas gritam em coro estridente assim que levantam voo.

4

Oco disputado

Como nidifica apenas em ocos prontos de árvores velhas, compete com abelhas, tucanos e até com outras Maitacas pelo mesmo buraco, e pode reutilizar o mesmo oco por anos seguidos.

Fontes

  1. IUCN Red List - Pionus maximiliani
  2. WikiAves - Maitaca-verde
  3. CBRO - Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos
  4. BirdLife International

Prós e contras: Maitaca

Prós

  • Muito adaptável, fácil de observar em cidades e matas
  • Sociável e inteligente, com comportamento de bando interessante
  • Dieta variada e pouco exigente na natureza
  • Distribuição ampla e ainda comum na maior parte do Brasil
  • Vocalização característica que facilita identificação em campo

Contras

  • Ave silvestre protegida, não pode ser capturada ou comprada ilegalmente
  • Imita pouco a voz humana, frustra quem busca papagaio falante
  • Chiado respiratório e odor forte assustam tutores iniciantes
  • Precisa de ocos de árvores velhas para reproduzir, vulnerável ao desmatamento
  • Pode causar prejuízo em pomares e plantações quando em bandos grandes
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a Maitaca é o melhor exemplo de papagaio urbano do Brasil: comum, adaptável e fácil de observar, mas justamente por isso vítima de captura ilegal. Vale mais a pena admirá-la livre em bandos barulhentos do que tentar mantê-la em gaiola, onde perde o comportamento social que a torna interessante.

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Deyse Timana
Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

Sou uma entusiasta do universo dos peixes e da vida aquática. Dedico-me a pesquisar e partilhar informações sobre espécies de peixes, alimentação, comportamento, habitat e cuidados, ajudando os…

Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.