🌿 Plantas

Crajiru

Fridericia chica

Atualizado em

2 a 4 m de alturaTamanho
Sol pleno a meia-sombraLuminosidade
ModeradaRega
PereneCiclo de vida
Fácil a moderadaDificuldade
Crajiru adulto como trepadeira em pérgola com folhagem verde densa

O crajiru (Fridericia chica, sin. Arrabidaea chica) é uma trepadeira lenhosa perene da família Bignoniaceae, nativa da Amazônia e muito cultivada no Brasil como planta corante e medicinal. Conhecida também como pariri e carajuru, ela chama atenção porque suas folhas, quando maceradas ou fervidas, liberam um pigmento vermelho-vinho intenso usado há séculos por povos indígenas.

Na prática, é uma planta rústica de crescimento rápido que precisa de suporte para subir, como cerca, pérgola ou caramanchão. Produz ramos longos com folhas compostas brilhantes e, na época certa, cachos de flores tubulares em tom de rosa-lilás que atraem abelhas e beija-flores. Vai bem a sol pleno, tolera calor e exige pouca manutenção depois de estabelecida.

Também conhecido como: Pariri, Carajuru, Crajiru, Cipó-cruz, Puca-panga, Chica

Faz parte de: Plantas de Sol Pleno, Plantas Ornamentais, Plantas para Jardim, Plantas Trepadeiras

Explore a wiki

Galeria de fotos de Crajiru

Crajiru adulto como trepadeira em pérgola com folhagem verde densa
Crajiru adulto conduzido em pérgola, com folhagem densa e brilhante.
Close-up das folhas trifolioladas do crajiru
Detalhe das folhas trifolioladas, marca registrada do crajiru.
Flores tubulares rosa-lilás do crajiru em cacho
Flores tubulares rosa-lilás que surgem no outono-inverno.
Folhas de crajiru liberando pigmento vermelho-vinho
Folhas maceradas liberam o pigmento vinho característico.
Crajiru cultivado em vaso grande com treliça
Crajiru em vaso grande com treliça, opção para varandas com sol.
Folhas secas e vagens com sementes aladas do crajiru
Folhas secas para corante e vagens com sementes aladas.
Ideal para

Ideal para quem busca uma trepadeira nativa com história e utilidade, que una ornamento e corante natural. Funciona muito bem para quem tem quintal, cerca ou pérgola a sol pleno e quer uma planta rústica que atraia polinizadores e feche rápido com pouca manutenção.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem mora em apartamento pequeno sem sol direto ou para regiões com geadas frequentes e inverno rigoroso, onde sofre e perde folhas. Também não é a escolha para quem quer uma trepadeira que se agarre sozinha ou que não exija podas e amarrios periódicos para ficar organizada.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno (4 a 6 horas) a meia-sombra luminosa; sombra reduz floração e pigmento
Rega
Moderada; manter solo levemente úmido, 2 a 4 vezes por semana conforme clima e vaso
Solo
Fértil, leve e bem drenado; mistura de terra vegetal, composto e areia; pH 5,5 a 6,5
Temperatura
Ideal 22 °C a 32 °C; sensível a geada, proteger abaixo de 10 °C
Adubação
Composto orgânico 3x ao ano (primavera/verão); reforço de fósforo e potássio no fim do inverno para floração
Poda
Formação nos primeiros meses e manutenção após floração; amarrar ramos ao suporte
Propagação
Estacas semilenhosas de 20 a 30 cm ou mergulhia; enraizamento em 3 a 5 semanas

Perfil rápido de Crajiru

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
FrutificaçãoJFMAMJJASOND
PodaJFMAMJJASOND
Colheita de folhas para coranteJFMAMJJASOND

Encontrado em 7 países

  • Brasil
  • Colômbia
  • Peru
  • Venezuela
  • Guiana
  • Equador
  • Bolívia

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Lamiales
Família
Bignoniaceae
Gênero
Fridericia
Espécie
Fridericia chica (Bonpl.) L.G. Lohmann

Resumo

  • O crajiru é trepadeira perene amazônica famosa pelo pigmento vermelho-vinho extraído das folhas, usado como corante natural e na medicina tradicional.
  • Precisa de sol pleno a meia-sombra, solo fértil e bem drenado, rega moderada e suporte para subir, podendo chegar a 2 a 4 metros de altura.
  • Floresce em tons de rosa-lilás, propaga-se facilmente por estacas e é rústica, mas não tolera geada e precisa de podas para não se espalhar demais.

Características

Ficha da planta

Nome popularCrajiru, pariri, carajuru, cipó-cruz, puca-panga
Nome científicoFridericia chica (Bonpl.) L.G. Lohmann (sin. Arrabidaea chica)
Família botânicaBignoniaceae
OrigemAmazônia (Brasil e norte da América do Sul)
Tipo de plantaTrepadeira lenhosa / arbusto escandente
Ciclo de vidaPerene
Tamanho1,5 a 4 m de altura com suporte; 1 a 1,5 m como moita sem tutor
Coresverde-escuro (folhas)rosalilásvinho-avermelhado (pigmento)
LuminosidadeSol pleno a meia-sombra (mínimo 4 horas de sol)
RegaModerada, solo levemente úmido sem encharcar
SoloFértil, leve, bem drenado, pH 5,5 a 6,5
Temperatura20 °C a 32 °C; não tolera geada
PropagaçãoEstacas de caule e mergulhia
Toxicidade para petsDados insuficientes; consulte veterinário antes de uso interno

Perfil e comportamento

Necessidade de luzAlto
Necessidade de águaMédio
Facilidade de cultivoAlto
Adequação a vasosMédio
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalAlto

O que é crajiru e por que essa trepadeira é diferente de qualquer outra

O crajiru é uma trepadeira lenhosa perene nativa da Amazônia, da família Bignoniaceae, que se destaca por um motivo raro entre plantas ornamentais: suas folhas tingem. Ao serem amassadas, secas ou fervidas, liberam um pigmento vermelho-vinho intenso chamado carajurina, uma antocianina do grupo das 3-desoxiantocianidinas. É por isso que ela foi domesticada por povos indígenas muito antes de chegar aos quintais urbanos.

Diferente de trepadeiras apenas ornamentais como jasmim ou tumbérgia, o crajiru tem tripla função: ornamental, corante e medicinal tradicional. No jardim, cobre cercas e pérgolas com folhagem densa e brilhante. Na cultura amazônica, o extrato serve para tingir fibras, algodão, cerâmica e até a pele em rituais. Na medicina popular, o chá das folhas é usado para inflamações, feridas e problemas gastrointestinais, embora o uso interno deva ter orientação profissional.

Na nossa avaliação, o crajiru é subestimado fora do Norte. Ele entrega rusticidade de planta nativa com efeito visual de planta exótica, sem exigir estufa ou cuidados complexos. Se você busca uma trepadeira que não seja só “mais uma flor bonita”, mas que tenha história, utilidade e identidade amazônica, é ela.

Como identificar o crajiru sem confundir com outras trepadeiras

A identificação é feita principalmente pela folha e pelo pigmento. O crajiru tem folhas compostas trifolioladas, ou seja, cada folha se divide em 3 folíolos ovais a elípticos, verde-escuros e brilhantes na face superior, mais claros embaixo. O folíolo central é maior, com até 12 cm, e os laterais são ligeiramente assimétricos. O caule jovem é esverdeado e flexível; com o tempo fica lenhoso, acinzentado e levemente estriado.

O teste mais simples é o teste do amasso: esfregue uma folha fresca entre os dedos com um pouco de água. O crajiru solta rapidamente uma coloração vinho-avermelhada a arroxeada que mancha a pele e o papel. Poucas Bignoniaceae fazem isso com tanta intensidade. Se não manchar, provavelmente não é crajiru, mas cipó similar.

Na floração, que ocorre em cachos terminais, surgem flores tubulares de 3 a 5 cm, em tons de rosa a lilás com garganta mais clara e estrias internas. Os frutos são vagens achatadas e alongadas, de 10 a 20 cm, que quando secas liberam sementes aladas. O porte varia: sem suporte vira moita desordenada de 1 a 1,5 m; com tutor, escala facilmente 2 a 4 m em uma estação de crescimento.

Para que serve o crajiru: corante natural e uso tradicional

O uso mais documentado é como corante natural. O pigmento carajurina é estável em meio levemente ácido e rende tons que vão do vinho ao bordô e ao marrom-avermelhado, dependendo da concentração, do tempo de fervura e do mordente usado (limão, vinagre ou sal). Artesãos da Amazônia tingem algodão, palha e cestarias fervendo as folhas secas por 20 a 40 minutos. O extrato também já foi usado para colorir cosméticos e bebidas artesanais.

Na medicina tradicional amazônica, o chá e o extrato aquoso das folhas são empregados como adstringente, anti-inflamatório e cicatrizante. Estudos fitoquímicos apontam presença de carajurina, carajurona, flavonoides e taninos, com atividade antioxidante e antimicrobiana em laboratório. Há registro de uso para lavar feridas, aftas e inflamações de pele, além de uso interno popular para diarreia e anemia. Isso não substitui tratamento médico, mas explica por que a planta é cultivada em hortos medicinais da Embrapa e de universidades.

  • Corante: folhas secas à sombra concentram mais pigmento que folhas frescas.
  • Uso externo tradicional: decocção fria para compressas e banhos.
  • Uso interno popular: infusão fraca das folhas, sempre com orientação de profissional de saúde.
  • Outro uso: planta melífera que atrai abelhas nativas e beija-flores durante a floração.

Como plantar crajiru no jardim ou em vaso: passo a passo que funciona

O crajiru pega com facilidade por estaca, e essa é a forma mais rápida e fiel. Semente existe, mas é menos usada porque a germinação é irregular e a planta demora mais para fechar.

Plantio por estaca

Escolha ramos semilenhosos de 20 a 30 cm, com 3 a 4 nós, retirados de planta saudável. Corte em bisel abaixo de um nó, remova as folhas inferiores e mantenha 1 a 2 folhas no topo cortadas ao meio para reduzir transpiração. Plante em substrato leve com 1 parte de terra vegetal, 1 parte de areia grossa e 1 parte de húmus, enterrando 2 nós. Mantenha à meia-sombra e úmido por 20 a 30 dias. O enraizamento costuma ocorrer em 3 a 5 semanas.

Onde plantar

No chão, prepare cova de 30 x 30 x 30 cm, misture composto orgânico e plante a muda com tutor provisório. Deixe 1 a 1,5 m de distância de muros e outras trepadeiras, porque ela engrossa na base. Em vaso, use recipiente de mínimo 30 a 40 litros, com furos e camada de drenagem de argila expandida. Trepadeiras em vaso precisam de tutor em arco, treliça ou obelisco desde o início, senão tombam.

A melhor época para plantar no Brasil é no início da estação chuvosa, de setembro a março, quando o calor e a umidade aceleram o pegamento. Em regiões frias do Sul e Sudeste, evite plantar no auge do inverno; espere a primavera.

Luz, rega e solo: o que o crajiru realmente exige

Luz: o crajiru rende mais a sol pleno, com pelo menos 4 a 6 horas de sol direto. Tolera meia-sombra luminosa, mas com menos flores e pigmento mais fraco. Sombra densa deixa a planta estiolada, com entrenós longos e folhas pálidas. Se cultivar em varanda, prefira face norte ou leste.

Rega: gosta de solo levemente úmido, nunca encharcado. No chão, regue 2 a 3 vezes por semana no primeiro mês e depois apenas quando a camada superficial secar. Em vaso, a frequência sobe para 3 a 4 vezes por semana no verão e cai para 1 a 2 vezes no inverno. Folhas murchas ao meio-dia e solo seco indicam sede; folhas amareladas e solo úmido indicam excesso.

Solo: precisa de solo fértil, solto e bem drenado, com pH entre 5,5 e 6,5. Mistura ideal: terra de jardim + composto orgânico + areia grossa ou perlita. Não tolera solo compactado ou encharcado, que apodrece as raízes. Uma camada de mulching com folhas secas ou palha ajuda a manter umidade e temperatura estável, especialmente no Centro-Oeste e Nordeste.

Temperatura: é planta de clima quente e úmido, com ótimo desempenho entre 22 °C e 32 °C. Tolera calor forte, mas sofre com geada e frio abaixo de 10 °C. Em locais com inverno rigoroso, cultive em vaso para recolher ou proteja a base com cobertura morta e manta.

Adubação, poda e condução como trepadeira

Adubação: o crajiru não é faminto, mas responde bem à matéria orgânica. No plantio, incorpore 2 a 3 litros de húmus ou composto por cova. Na manutenção, adube 3 vezes ao ano: início da primavera, verão e fim do verão, com composto orgânico ou NPK 10-10-10 em dose moderada conforme rótulo. Para intensificar o pigmento e a floração, uma dose de farinha de ossos ou adubo rico em fósforo e potássio no fim do inverno ajuda. Evite excesso de nitrogênio, que gera muita folha e pouca flor.

Poda: faça poda de formação nos primeiros meses, selecionando 2 a 3 ramos principais e amarrando-os ao suporte. Depois, faça poda de manutenção logo após a floração, cortando ramos longos demais e retirando partes secas. Se virar moita sem tutor, pode podar mais baixo, a 40 a 60 cm do solo, para renovar a folhagem. Sempre use tesoura afiada e desinfetada; cortes grandes cicatrizam melhor com pasta cicatrizante.

Condução: por ser escandente e não ter gavinhas, o crajiru não se agarra sozinho. É preciso amarrar os ramos com fitilho ou barbante de algodão, sem apertar. Conduza em cerca, alambrado, pérgola ou caramanchão. Em 6 a 12 meses bem conduzida, já fecha uma cerca de 2 metros com folhagem densa.

Pragas, doenças e erros comuns que deixam o crajiru feio

O crajiru é relativamente rústico, mas pode sofrer com pulgões, cochonilhas e ácaros em períodos secos ou quando muito adensado. Pulgões se concentram nos brotos novos; cochonilhas aparecem como pontinhos brancos ou marrons nos caules. Remova manualmente e, se necessário, use jato de água, óleo de neem ou calda de sabão neutro, sempre no fim da tarde.

Doenças fúngicas como oídio e mancha foliar surgem com pouca ventilação e rega sobre as folhas. Evite molhar a folhagem à noite, espaçe as plantas e retire folhas muito atacadas. Podridão de raiz é quase sempre erro de drenagem: vaso sem furo ou solo encharcado. Se as folhas amarelam e caem mesmo com rega correta, cheque as raízes.

  • Erro 1: plantar à sombra total esperando floração intensa.
  • Erro 2: deixar sem tutor e reclamar que “não sobe”.
  • Erro 3: adubar demais com nitrogênio e colher só folhas.
  • Erro 4: regar todo dia em solo argiloso, causando asfixia radicular.

Floração, frutos e como multiplicar seu crajiru

O crajiru floresce principalmente entre abril e agosto na maior parte do Brasil, com pico no outono-inverno, quando dias são mais curtos. As flores duram poucos dias cada, mas o cacho abre de forma escalonada por semanas. Após a polinização por abelhas, formam-se vagens secas de 10 a 20 cm com sementes aladas que se dispersam com o vento.

A forma mais eficiente de multiplicar é por estacas de 15 a 30 cm ou por mergulhia: encoste um ramo flexível ao solo, cubra um nó com terra úmida e prenda com um arame em U. Em 30 a 45 dias, o ramo enraíza e pode ser separado da planta-mãe. Divisão de touceira também funciona em plantas mais velhas que perfilharam na base.

Para colher folhas para corante, espere a planta ter pelo menos 8 a 12 meses e retire no máximo 1/3 da copa por vez, sempre dos ramos mais velhos. Secar à sombra por 3 a 5 dias concentra o pigmento e facilita o armazenamento em pote fechado por até 6 meses.

Uso Parte usada Preparo tradicional
Corante para fibras Folhas secas Fervura de 20 a 40 min com mordente ácido
Cicatrizante externo Folhas frescas Decocção fria para lavar feridas
Ornamental Planta inteira Condução em cerca ou pérgola com sol pleno

Perguntas frequentes

Crajiru e pariri são a mesma planta?

Sim. São nomes populares da mesma espécie, Fridericia chica (sin. Arrabidaea chica), chamada também de carajuru e cipó-cruz.

Crajiru pega de galho?

Sim, e muito bem. Estacas semilenhosas de 20 a 30 cm enraízam em 3 a 5 semanas se mantidas úmidas à meia-sombra.

Quanto tempo para o crajiru florescer?

Mudas de estaca bem conduzidas florescem entre 8 e 18 meses, geralmente no outono-inverno, com flores rosa-lilás em cachos.

Pode plantar crajiru em vaso?

Pode, desde que o vaso tenha 30 a 40 litros, boa drenagem e tutor firme. Em vaso a rega e a adubação precisam ser mais frequentes.

Crajiru precisa de muito sol?

Precisa de sol pleno a meia-sombra luminosa, com 4 a 6 horas de sol. Sombra total reduz crescimento, floração e intensidade do pigmento.

Como extrair o corante vermelho do crajiru?

Ferva folhas secas por 20 a 40 minutos em água com um pouco de limão ou vinagre como mordente. A solução fica vinho-escura e tinge fibras naturais.

Crajiru é tóxico para pets?

Não há comprovação de toxicidade relevante, mas também faltam estudos específicos para cães e gatos. Mantenha pets longe de chás concentrados e consulte veterinário se houver ingestão.

Você sabia?

1

O vermelho que não é clorofila

O pigmento do crajiru é a carajurina, uma 3-desoxiantocianidina rara que tinge mesmo sem flor. É ela que deixa a água de fervura vinho-escura e mancha tecido de forma permanente.

2

Tinta de guerra e de festa

Povos amazônicos usavam o extrato para pintura corporal, tingimento de algodão e cestarias e para colorir cuias. O nome pariri vem do tupi e já aparecia em relatos de naturalistas do século XIX.

3

Parente do ipê

Apesar da aparência de arbusto, o crajiru é da mesma família dos ipês (Bignoniaceae). Por isso as flores tubulares lembram as de ipê-roxo, mas em versão trepadeira e em cachos menores.

4

Folha que vale mais seca

Folhas secas à sombra por alguns dias concentram mais corante que folhas frescas. Artesãos guardam as folhas desidratadas por meses e só fervem na hora de tingir para obter um bordô mais fechado.

Fontes

  1. Embrapa - Hortaliças e Plantas Medicinais
  2. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  3. Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)

Prós e contras: Crajiru

Prós

  • Trepadeira nativa rústica e de crescimento rápido, ideal para cercas e pérgolas
  • Tripla função: ornamental, corante natural vinho-bordô e uso tradicional
  • Flores rosa-lilás que atraem abelhas e beija-flores
  • Propagação fácil e barata por estacas e mergulhia
  • Tolera calor forte e vai bem com manejo orgânico simples

Contras

  • Precisa de tutor e amarrios, não se agarra sozinha
  • Não tolera geada nem frio intenso abaixo de 10 °C
  • Pode se espalhar e virar moita desordenada sem podas regulares
  • Exige sol pleno para florir e produzir pigmento intenso
  • Pigmento mancha mãos, roupas e piso durante o manuseio
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o crajiru é uma das trepadeiras nativas mais versáteis do Brasil, mas ainda tratada como planta de fundo de quintal. Vale cultivá-la como protagonista ornamental e cultural, não apenas como corante, porque une rusticidade, floração delicada e identidade amazônica que poucas espécies oferecem.

Continue explorando: Plantas

Feliciano Murene
Escrito porFeliciano MureneVeterinário

Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

Cacilda Massema
Revisão especializadaCacilda MassemaEngenheira Agrônoma

Com experiência no universo das plantas, dedica-se à pesquisa e produção de conteúdos sobre cultivo, identificação de espécies, plantas ornamentais, flores, árvores e frutíferas. Partilha conhecimentos práticos sobre…

Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.