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Carqueja

Baccharis trimera

Atualizado em

0,5 a 1,5 m de alturaTamanho
Sol plenoLuminosidade
Moderada a baixaRega
PereneCiclo de vida
Fácil, muito rústicaDificuldade
Carqueja Baccharis trimera adulta em canteiro de jardim com caules alados verdes

A carqueja, principalmente a espécie Baccharis trimera, é um subarbusto nativo da América do Sul famoso pelo amargor intenso e pelo uso tradicional em chás digestivos. Em vez de folhas largas, ela apresenta caules verdes achatados e alados que fazem a fotossíntese, o que a torna inconfundível no campo.

Muito rústica, cresce espontaneamente em pastagens, cerrados e campos de altitude, mesmo em solos pobres e ácidos. É perene, de sol pleno, floresce em capítulos brancos pequenos e atrai muitas abelhas nativas no verão e outono.

Para quem quer cultivar em casa, é uma das medicinais mais fáceis: exige pouca água depois de estabelecida, aceita vaso grande, poda bem e permite colheitas frequentes antes da floração, quando concentra mais compostos amargos.

Também conhecido como: Carqueja-amarga, Carqueja-do-mato, Bacanta, Vassoura, Carque

Faz parte de: Plantas de Sol Pleno, Plantas para Jardim, Plantas para Vasos

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Galeria de fotos de Carqueja

Carqueja Baccharis trimera adulta em canteiro de jardim com caules alados verdes
Carqueja adulta com caules alados característicos, pronta para colheita.
Detalhe dos caules alados da carqueja com três alas
Detalhe das três alas do caule, marca registrada da Baccharis trimera.
Flores brancas pequenas da carqueja em capítulos
Flores brancas discretas da carqueja, muito visitadas por abelhas.
Carqueja cultivada em vaso grande em área ensolarada
Carqueja em vaso grande, ideal para horta em sol pleno.
Ramos de carqueja secando à sombra para chá
Secagem à sombra preserva o aroma e o amargor para o chá.
Carqueja em campo natural no Brasil, habitat nativo
Habitat natural da carqueja em campos abertos e ensolarados.
Ideal para

Ideal para quem busca uma planta medicinal rústica e de sol pleno para horta, canteiro ou vaso grande, com pouca rega e colheitas frequentes. Funciona bem para tutores que querem chás amargos digestivos e atrair abelhas nativas no verão. Também é ótima para iniciantes que têm área externa ensolarada e pouco tempo, pois tolera solo pobre e esquecimento de rega depois de estabelecida.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem mora em apartamento sombreado ou quer planta ornamental de flor vistosa, já que exige sol forte e tem floração discreta. Também não é indicada para quem busca chá suave ou tem pouca tolerância ao amargo, nem para casas com crianças pequenas e pets que mordem plantas sem supervisão.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo de 6 horas de sol direto por dia; não tolera sombra
Rega
Moderada a baixa; regar quando os 3 cm superficiais secarem, reduzindo no inverno
Solo
Bem drenado, leve e arenoso, pH 5,0 a 6,5; tolera solo pobre e pedregoso
Temperatura
Prefere 15 °C a 28 °C; tolera calor forte e geada leve até -3 °C
Adubação
Leve, com composto orgânico ou húmus a cada 3 a 4 meses; evitar excesso de nitrogênio
Poda
Poda de formação aos 30 cm e colheitas frequentes cortando até 1/3 dos ramos; melhor no fim do inverno e primavera
Propagação
Estacas de 10 a 15 cm, sementes com luz ou divisão de touceira; enraizamento em 20 a 30 dias

Perfil rápido de Carqueja

Estado de conservação

NE
Não Avaliada

Baccharis trimera ainda não foi avaliada individualmente na Lista Vermelha da IUCN, mas é comum e amplamente distribuída.

População
estável
Protegido por
não

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
Poda / colheitaJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
Frutificação / sementesJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsBaixa toxicidade
  • PessoasNão tóxica em uso tradicional moderado; contraindicada na gravidez e em doses altas

O amargor intenso limita a ingestão acidental. Em caso de ingestão grande por pets ou pessoas, ou uso contínuo, procure orientação veterinária ou médica.

Habitat

Ambientes

  • Campos naturais
  • Bordas de cerrado
  • Pastagens e áreas degradadas
  • Restingas e campos de altitude

Biomas

  • Cerrado
  • Mata Atlântica
  • Pampa

Encontrado em 4 países

  • Brasil
  • Argentina
  • Paraguai
  • Uruguai

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Magnoliophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Asterales
Família
Asteraceae
Gênero
Baccharis
Espécie
Baccharis trimera

Resumo

  • Carqueja é um subarbusto perene nativo do Brasil, identificado pelos caules achatados e alados de cor verde intensa e sabor extremamente amargo.
  • Cresce melhor a sol pleno, em solo bem drenado e pobre, com rega moderada e poda regular para estimular brotos novos e evitar o florescimento precoce.
  • É valorizada como planta medicinal digestiva e amarga, atrai polinizadores, é rústica e vai bem em vasos grandes, mas deve ser evitada por grávidas e usada com moderação.

Características

Ficha da planta

Nome popularCarqueja, carqueja-amarga, bacanta, vassoura
Nome científicoBaccharis trimera (DC.)
Família botânicaAsteraceae
OrigemAmérica do Sul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai)
Tipo de plantaSubarbusto medicinal e aromático
Ciclo de vidaPerene
Tamanho0,5 a 1,5 m de altura e 0,6 a 1,0 m de diâmetro
LuminosidadeSol pleno (mínimo 6 horas de sol)
RegaModerada; solo levemente seco entre regas
SoloBem drenado, leve, pobre a moderadamente fértil, pH 5,0 a 6,5
Temperatura15 °C a 28 °C; tolera geada leve até -3 °C
PropagaçãoSementes, estacas de caule e divisão de touceira
Toxicidade para petsBaixa toxicidade, mas pode causar irritação se ingerida em grande quantidade

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMuito alto
Necessidade de águaBaixo
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosAlto
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioAlto
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalBaixo

O que é carqueja e como identificar sem confundir

A carqueja mais comum no Brasil é a Baccharis trimera, um subarbusto perene da família Asteraceae que parece não ter folhas. O que você vê de verde são cladódios alados, caules achatados com três alas longitudinais que fazem a fotossíntese. As folhas verdadeiras são minúsculas, escamiformes e caem cedo, por isso a planta fica com aspecto de “asa verde” ramificada.

O nome trimera vem exatamente dessas três alas. Esse detalhe separa a carqueja-amarga de parentes próximos: a Baccharis articulata tem alas articuladas e mais estreitas, com intervalos marcados, e a Baccharis crispa tem alas crespas e onduladas. Todas são chamadas de carqueja no comércio, mas a trimera é a mais usada como medicinal e a mais amarga.

Outros traços observáveis ajudam na identificação. A planta tem ramificação densa desde a base, textura firme e levemente lenhosa na parte inferior, aroma forte e sabor extremamente amargo mesmo em um pedacinho pequeno. A floração forma capítulos brancos bem pequenos, sem pétalas vistosas, agrupados nas pontas dos ramos. A carqueja é dioica: existem plantas só com flores masculinas e outras só com femininas, por isso nem todo pé produz semente.

Carqueja-amarga, carqueja-doce e carqueja-de-vaso: tipos que importam

Nem toda carqueja é igual. A carqueja-amarga (Baccharis trimera) é a padrão da farmacopeia brasileira, com maior teor de flavonoides e lactonas sesquiterpênicas, responsáveis pelo amargor. É a mais indicada para chá digestivo e a que o mercado mais procura. Cresce até 1,5 m se não for podada.

A carqueja-doce ou carquejinha (Baccharis articulata e Baccharis crispa) tem amargor mais suave e alas mais finas. É comum no Pampa e no Sul, usada da mesma forma na medicina popular, mas com perfil químico um pouco diferente. Para cultivo doméstico, a diferença prática é pequena: todas pedem sol pleno e solo bem drenado.

Existe ainda a seleção para vaso e horta pequena, que nada mais é que a mesma espécie conduzida com podas frequentes para manter 0,5 a 0,8 m e formar moita compacta. Não há variedade ornamental colorida; o valor está no verde intenso dos cladódios e na rusticidade. Se vir carqueja variegada à venda, desconfie de identificação errada com outra Asteraceae.

Como plantar carqueja em vaso e no chão: passo a passo direto

Carqueja pega fácil por estaca, semente e divisão de touceira. O método mais rápido para casa é a estaca. Corte um ramo saudável de 10 a 15 cm com 2 a 3 segmentos alados, retire a base inferior e enterre 1/3 no substrato úmido. Mantenha à meia-sombra por 7 dias e depois leve ao sol. O enraizamento ocorre em 20 a 30 dias sem necessidade de hormônio.

Para semente, use capítulos femininos maduros, quando formam penugem branca. Semeie superficialmente, pois precisa de luz para germinar, e mantenha úmido sem encharcar. A germinação é irregular e leva de 15 a 25 dias. A divisão de touceira funciona bem em plantas com mais de um ano: separe com raiz e replante imediatamente.

  • Vaso: escolha vaso de 30 a 40 cm de boca e 30 cm de profundidade, com furos e camada de drenagem de argila expandida. Substrato leve com 2 partes de terra vegetal, 1 parte de areia grossa e 1 parte de composto orgânico.
  • Canteiro: espaçamento de 0,6 a 0,8 m entre plantas. Cave covas de 25 x 25 cm, misture composto e areia se o solo for argiloso. Plante no nível do colo, sem enterrar demais.
  • Época: plante no início da estação chuvosa, de setembro a março na maior parte do Brasil, para pegamento mais rápido. No Sul, prefira primavera.

Luz, solo, rega e clima: o que a carqueja exige de verdade

Carqueja é planta de sol pleno. Com menos de 6 horas de sol direto, ela estica, fica rala e perde amargor. Em varanda sombreada não se desenvolve bem. Tolera calor intenso e veranicos e suporta geada leve até cerca de -3 °C, rebrotando na primavera.

O solo ideal é bem drenado, leve e até pobre. Ela ocorre naturalmente em solos ácidos, pedregosos e de baixa fertilidade, e é considerada indicadora de campo degradado. Em solo muito rico em nitrogênio, cresce muito em altura mas fica menos aromática. Mantenha pH entre 5,0 e 6,5 e evite encharcamento, que apodrece a base.

A rega é moderada a baixa. Após o pegamento, regue quando o substrato secar nos primeiros 3 cm. Em vaso no verão, isso pode ser a cada 2 a 3 dias; no inverno, a cada 5 a 7 dias. No chão, depois de estabelecida, aguenta períodos secos e só precisa de rega em estiagens longas. Excesso de água é o erro que mais mata carqueja em vaso.

Adubação, poda e colheita: como manter a moita produtiva

Adube pouco. Uma dose de composto orgânico ou húmus a cada 3 a 4 meses já sustenta bem. Se usar adubo mineral, prefira formulação equilibrada com mais potássio e pouco nitrogênio. Excesso de adubo deixa a planta viçosa mas dilui os compostos amargos, que são justamente os de interesse medicinal.

A poda é essencial. Sem poda, a carqueja lenhifica na base e floresce cedo, ficando amarga demais e menos produtiva em folhas. Faça poda de formação quando atingir 30 cm, cortando as pontas para ramificar. Depois, pode colher até 1/3 dos ramos por vez, sempre acima de um nó. Pode podar o ano todo, mas a melhor época é final do inverno e primavera.

Colha antes da floração, pela manhã, quando a concentração de princípios ativos é maior. Corte ramos de 15 a 20 cm, lave rapidamente e seque à sombra, em local ventilado, até ficarem quebradiços. Guarde em pote escuro e seco por até 6 meses. Se deixar florescer, as folhas ficam mais fibrosas e o chá fica ainda mais amargo.

Floração e frutificação: o que esperar

A carqueja floresce no verão e início do outono, de janeiro a maio conforme a região. As flores são brancas e discretas, sem valor ornamental, mas muito visitadas por abelhas nativas, vespas e borboletas. O mel de carqueja é claro e levemente amargo, apreciado no Sul.

Por ser dioica, só as plantas femininas formam aquênios com papilho (aquela penugem que voa ao vento). Se quiser semente, mantenha pelo menos 3 a 4 plantas para garantir polinização cruzada. A frutificação coincide com o fim da floração e as sementes perdem viabilidade rápido; semeie em poucos meses.

Pragas, doenças e os erros que mais matam a carqueja

É uma planta muito resistente a pragas, justamente pelo amargor. Os problemas aparecem quando há sombra, adensamento e encharcamento. Os mais comuns são pulgões e cochonilhas em brotações novas, e oídio em períodos úmidos e sem ventilação.

  • Pulgões e cochonilhas: retire com jato de água e poda leve. Em ataque forte, use calda de sabão neutro ou óleo de neem no fim da tarde.
  • Oídio e manchas foliares: melhore a ventilação, espaçe as plantas e evite molhar a folhagem à noite. Remova ramos afetados.
  • Podridão da base: causada por solo encharcado e vaso sem drenagem. Troque o substrato, reduza a rega e levante o vaso do pratinho.
  • Estiolamento: ramos finos e pálidos indicam falta de sol. Mova para sol pleno e pode para rebrota.

Evite plantar carqueja muito próxima a hortaliças que exigem muita água e sombra, como alface. Ela compete mal nesses canteiros úmidos. O melhor consórcio é com alecrim, guaco e boldo, que também gostam de sol e solo drenado.

Para que serve, como usar e quem deve evitar

A carqueja é reconhecida na Farmacopeia Brasileira como droga vegetal amarga e digestiva. O chá é preparado por infusão de 1 a 2 g de ramos secos picados para 150 ml de água, 1 vez ao dia, preferencialmente antes das refeições. O amargor estimula secreções digestivas, por isso o uso tradicional para má digestão e sensação de estufamento. Não é adoçante e não deve ser adoçada em excesso, pois o efeito depende do amargo.

Apesar do uso popular amplo, não use na gravidez, amamentação e em crianças sem orientação. Doses altas podem causar irritação gástrica, náusea e queda de pressão. Quem tem hipotensão, gastrite ativa ou usa remédio para diabetes e pressão deve conversar com profissional de saúde antes, pois há relatos de interação. Nunca substitua tratamento médico por chá.

Para pets, a carqueja tem baixa toxicidade aguda, mas a ingestão de grande quantidade pode causar vômito e irritação em cachorros e gatos, que estranham o amargor. Mantenha vasos fora do alcance de filhotes curiosos e consulte veterinário se houver ingestão. Para humanos, o uso externo em compressas é pouco estudado; priorize o uso interno moderado e pontual.

Onde a carqueja vive no Brasil e por que ela importa

Na natureza, a carqueja ocorre em campos naturais, bordas de cerrado, restingas e áreas de altitude do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além do Pampa. É pioneira em áreas degradadas e pastagens, colonizando solos expostos onde poucas plantas vingam. Por isso é comum vê-la à beira de estradas e em terrenos baldios bem ensolarados.

Ecologicamente, é importante como planta melífera e abrigo para insetos no verão, quando poucas nativas estão floridas. Na cultura popular gaúcha e mineira, o chá de carqueja faz parte do repertório de “chás amargos” para o fígado, junto com boldo e losna. O comércio de ramos secos é forte em mercados municipais e casas de produtos naturais, e a planta é cultivada por agricultores familiares como renda complementar.

Característica Detalhe prático
Amargor Extremamente amargo; 1 g já amarga 150 ml de chá
Caule Alado, verde, com 3 alas na trimera
Flor Capítulo branco de 3 a 5 mm, sem pétalas vistosas
Polinização Cruzada, por abelhas; precisa de planta macho e fêmea
Colheita Antes de florir, cortando até 1/3 da moita

Perguntas frequentes

Carqueja pode ser cultivada em vaso dentro de casa?

Não. Ela precisa de sol pleno direto por pelo menos 6 horas. Dentro de casa ou em varanda sombreada ela estica, enfraquece e pode morrer.

Qual a diferença entre carqueja-amarga e carqueja-doce?

A amarga é Baccharis trimera, com 3 alas no caule e amargor muito intenso. A doce costuma ser Baccharis articulata ou crispa, com alas mais finas e sabor menos amargo.

Quanto tempo para colher carqueja após o plantio?

Por estaca, a primeira colheita leve pode ser feita em 90 a 120 dias. Por semente, de 4 a 6 meses, sempre antes da floração.

Carqueja precisa de muita água?

Não. Depois de pegada, prefere solo levemente seco entre regas. Excesso de água apodrece a base, principalmente em vaso.

Carqueja é tóxica para cachorro e gato?

Tem baixa toxicidade, mas a ingestão de grande quantidade pode causar vômito e irritação gástrica. Mantenha fora do alcance de filhotes e consulte um veterinário se houver ingestão.

Quando a carqueja floresce?

No Brasil, floresce principalmente no verão e início do outono, entre janeiro e maio, com flores brancas pequenas muito visitadas por abelhas.

Como secar carqueja para chá?

Corte ramos de 15 a 20 cm antes de florir, lave rápido e seque à sombra, em local ventilado, até ficarem quebradiços. Guarde em pote escuro e seco.

Você sabia?

1

O caule que parece folha

O que parece folha na carqueja é o caule achatado. As folhas verdadeiras são escamas minúsculas que caem cedo, por isso a fotossíntese é feita pelas alas verdes.

2

Planta com sexo separado

A carqueja é dioica: há pés masculinos e femininos. Só os femininos produzem sementes com penugem que voa ao vento, e é preciso ter os dois por perto para haver semente.

3

Padrão de amargor da farmacopeia

O amargor da Baccharis trimera é tão intenso e estável que a droga vegetal é usada como referência de sabor amargo na Farmacopeia Brasileira para controle de qualidade.

4

Indicadora de campo degradado

No campo, moitas densas de carqueja indicam solos ácidos, compactados ou superpastejados. Ela é pioneira e coloniza áreas onde outras plantas não vingam.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  3. Farmacopeia Brasileira - Anvisa

Prós e contras: Carqueja

Prós

  • Extremamente rústica e tolerante a solo pobre, seca e sol forte
  • Fácil de propagar por estaca, com pegamento rápido
  • Boa produtora para chás digestivos e muito atrativa para abelhas nativas
  • Vai bem em vasos grandes e canteiros, com pouca manutenção
  • Perene, com colheitas frequentes se podada corretamente

Contras

  • Exige sol pleno; não serve para interior ou sombra
  • Sabor muito amargo, que nem todos toleram
  • Precisa de poda regular para não lenhificar e florescer cedo
  • Floração discreta, com baixo valor ornamental
  • Contraindicada na gravidez e exige moderação no uso
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a carqueja é uma das medicinais mais honestas para ter em casa: rústica, produtiva e sem frescura, mas com amargor que exige respeito. Vale cultivar se você tem sol de verdade e quer um chá digestivo pontual, não uma planta de enfeite ou uso diário sem critério.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.