🐟 Peixes

Peixe-folha

Monocirrhus polyacanthus

Atualizado em

8 a 10 cmTamanho
Doce, ácidaTipo de água
5 a 8 anosExpectativa de vida
Territorial e predadorTemperamento
AltaDificuldade
Peixe-folha sul-americano de lado mostrando corpo em forma de folha

O peixe-folha (Monocirrhus polyacanthus) é um predador de emboscada da Amazônia que imita uma folha morta com perfeição. Corpo achatado, coloração marrom-amarelada e nado que balança como folha na correnteza enganam presas e predadores.

Na natureza vive em igarapés, lagos de várzea e áreas de folhiço com água lenta, ácida e escura. No aquarismo é fascinante e muito exigente, indicado apenas para aquaristas experientes que possam oferecer alimento vivo e ambiente bem estruturado.

Não é peixe de cardume nem de convívio comunitário: é solitário, territorial e engole qualquer peixe que caiba na boca protrátil.

Também conhecido como: Peixe-folha sul-americano, Peixe-folha amazônico, South American leaffish, Amazon leaffish

Faz parte de: Peixes Carnívoros, Peixes de Água Doce, Peixes para Aquário

Explore a wiki

Galeria de fotos de Peixe-folha

Peixe-folha sul-americano de lado mostrando corpo em forma de folha
Peixe-folha adulto com camuflagem que imita folha seca.
Filhote de peixe-folha camuflado entre folhas no igarapé
Filhote já camuflado entre folhas no habitat natural.
Peixe-folha em aquário biótopo amazônico com troncos e folhas secas
Aquário biótopo ideal: folhiço, troncos e luz baixa.
Casal de peixe-folha próximo a folha larga usada para desova
Casal em área de desova sobre superfície vertical.
Peixe-folha dando bote com boca projetada sobre presa pequena
Bote a vácuo: a boca se projeta para sugar a presa inteira.
Filhote de peixe-folha camuflado entre folhas no igarapé
Filhote já camuflado entre folhas no habitat natural.
Peixe-folha em aquário biótopo amazônico com troncos e folhas secas
Aquário biótopo ideal: folhiço, troncos e luz baixa.
Casal de peixe-folha próximo a folha larga usada para desova
Casal em área de desova sobre superfície vertical.
Ideal para

Ideal para aquaristas experientes que buscam uma espécie diferente e têm tempo para cultivar alimento vivo e manter água ácida e estável. Funciona para quem aprecia comportamento de predador de emboscada, aquário biótopo amazônico e observação paciente, não para quem quer peixe ativo e colorido o tempo todo.

Pode não ser ideal para

Não é indicado para iniciantes, aquários comunitários com peixes pequenos ou para quem tem pouco tempo. Não convive com camarões, tetras pequenos e filhotes, exige alimentação viva ou congelada em movimento e sofre com água alcalina, correnteza forte e manuseio frequente. Também não é boa escolha para aquários pequenos, sem tampa ou muito iluminados.

Como cuidar

Aquário
80 a 100 L para 1 exemplar, 150 L+ para casal; base larga, tampa, pouca correnteza
Água
24 a 28 °C, pH 5,5 a 7,0, dGH 1 a 8; água âmbar com taninos, filtragem suave
Decoração
Folhiço, galhos, troncos, plantas de folhas largas e flutuantes para sombra
Alimentação
Carnívora: presas vivas pequenas e congelados em movimento; 3 a 4 vezes por semana
Manutenção
Trocas de 20 a 30% por semana, sifonagem leve e reposição de folhas a cada 2 a 3 semanas

Perfil rápido de Peixe-folha

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

Espécie amplamente distribuída na Amazônia sem declínio populacional documentado.

População
Estável
Protegido por
false

Vida útil

Na natureza
5 a 8 anos
Em aquário
5 a 9 anos com água estável, dieta adequada e pouco estresse

Reprodução

Tipo de reprodução
Ovípara com desova adesiva em substrato vertical
Maturidade sexual
8 a 12 meses
Número de ovos
150 a 300 por desova
Cuidado parental
Fêmea ventila e limpa os ovos; macho defende território
Eclosão
3 a 4 dias a 26 °C; larvas nadam livres após 3 dias do saco vitelínico

Habitat

Ambientes

  • Igarapés de terra firme
  • Lagos de várzea e poças de floresta alagada
  • Canais laterais e remansos com folhiço
  • Áreas marginais sombreadas com água lenta

Biomas

  • Amazônia
  • Bacias do Orinoco e Guianas

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Peixes pequenos

Outros alimentos

  • Camarões de água doce
  • Larvas de insetos aquáticos
  • Alevinos

Encontrado em 6 países

  • Brasil
  • Peru
  • Colômbia
  • Venezuela
  • Bolívia
  • Guiana

Como animal de estimação

Adequação para aquário
Apenas para aquaristas experientes; não é peixe comunitário
Legalidade no Brasil
Permitido; prefira exemplares de criadores ou lojas regularizadas
Nível de cuidado
Alto: exige alimento vivo/congelado, água ácida e aquário bem estruturado
Disponibilidade
Moderada a baixa; menos comum que tetras e ciclídeos, mais encontrado em lojas especializadas

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Actinopterygii
Ordem
Perciformes
Família
Polycentridae
Gênero
Monocirrhus
Espécie
Monocirrhus polyacanthus

Resumo

  • O peixe-folha é um predador de água doce da Amazônia que imita folha seca para caçar por emboscada com bote ultrarrápido.
  • Vive em águas lentas, ácidas e com muito folhiço, e no aquário exige água macia, pouca correnteza e alimentação à base de presas vivas.
  • É territorial, solitário e incompatível com peixes pequenos, com reprodução em substrato e cuidado parental sobre os ovos.

Características

Ficha da espécie

Nome científicoMonocirrhus polyacanthus
FamíliaPolycentridae
OrigemBacia Amazônica (Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Guianas)
Tipo de águaDoce, ácida e macia
Tamanho8 a 10 cm adulto
Coresmarrombegeamarelo-acinzentadomarrom-avermelhado
Expectativa de vida5 a 8 anos
AlimentaçãoCarnívora piscívora (presas vivas)
ReproduçãoOvípara, desova em substrato com cuidado parental
VariedadesNão há variedades ornamentais; coloração varia conforme ambiente

Perfil e comportamento

Facilidade de criaçãoMuito baixo
AgressividadeAlto
SociabilidadeMuito baixo
Nível de atividadeBaixo
Exigência com a qualidade da águaAlto
Adequação a aquários pequenosBaixo

Como reconhecer o peixe-folha à primeira vista

O peixe-folha não tenta parecer um peixe. Seu corpo é alto, extremamente achatado lateralmente e com bordas irregulares, exatamente como uma folha seca em decomposição. A coloração vai de bege-amarelado a marrom-avermelhado, com manchas escuras, linhas que imitam nervuras e pontos que lembram fungos.

Adultos medem 8 a 10 cm, raramente passam disso. A cabeça é pontuda, a boca é desproporcionalmente grande e protrátil, capaz de se projetar para frente e aumentar o volume bucal em fração de segundos. Um detalhe diagnóstico é o pequeno barbilhão no queixo, presente em Monocirrhus polyacanthus e ausente em imitadores menos especializados.

As nadadeiras dorsal e anal são baixas, com espinhos, acompanhando o contorno da folha. Parado, ele se inclina levemente e balança como detrito levado pela correnteza. Esse balanço rítmico, junto ao filamento da nadadeira caudal que imita pecíolo, é a melhor forma de confirmar a identificação.

Origem e habitat natural: onde a folha vira peixe

O peixe-folha é sul-americano e ocorre em toda a bacia Amazônica e do Orinoco, incluindo rios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Guianas. No Brasil é mais comum em afluentes de água preta e clara, como o Rio Negro, Solimões e seus igarapés.

Vive em águas lentas e rasas, com muita matéria orgânica: margens de igarapés, lagos de várzea, poças de floresta alagada e remansos com acúmulo de folhas, galhos e raízes. A água costuma ser ácida (pH 5,0 a 6,8), macia, escura por taninos e com pouca visibilidade.

Esse micro-habitat explica a camuflagem. Ele fica imóvel entre folhas reais, a poucos centímetros da superfície ou do fundo, esperando peixes pequenos e camarões passarem. Quando a floresta alaga na cheia, ele se espalha pela mata inundada; na seca, concentra-se nos refúgios de folhiço.

  • Ambientes-chave: igarapés de terra firme, lagos de várzea, canais laterais e floresta inundada
  • Substrato: folhiço espesso, troncos submersos e raízes finas
  • Água: lenta, sombreada, com taninos e pouca correnteza

Comportamento: o mestre da emboscada imóvel

O peixe-folha é um predador de emboscada puro. Passa horas imóvel, ajustando a coloração em segundos para se fundir ao entorno. Quando uma presa adequada se aproxima a cerca de um corpo de distância, ele projeta a boca em um bote que dura milissegundos e suga o peixe inteiro.

É solitário e territorial. Não forma cardume e não tolera outro peixe-folha no mesmo espaço sem brigas, exceto casal formado. Com outras espécies, ignora peixes grandes demais para engolir, mas ataca qualquer coisa com até 60% do seu tamanho, incluindo tetras, lebistes e filhotes.

Seu nado é lento e desajeitado fora do bote. Ele usa as nadadeiras peitorais transparentes para manobrar e avança aos solavancos, imitando folha à deriva. Luz forte, correnteza e movimentação excessiva o estressam e fazem perder a cor.

  • Atividade: mais ativo ao amanhecer e entardecer
  • Compatibilidade: só com peixes maiores, calmos e que não caibam na boca; nunca com camarões ou peixes pequenos
  • Sinais de estresse: palidez, recusa alimentar, nado constante no vidro

Consegue mudar de cor?

Sim, dentro da sua paleta. Em minutos ele escurece ou clareia, intensifica manchas e até cria aspecto marmorizado para copiar o folhiço local. Não é troca radical como em polvo, mas é suficiente para desaparecer entre folhas reais.

Como criar em aquário: água escura, pouca correnteza e muitos esconderijos

Não é peixe para aquário comunitário comum. O mínimo para um exemplar é 80 a 100 litros, com base larga e altura de 35 cm ou mais. Para casal, 150 litros ou mais com divisão visual. Aquários pequenos e nus causam estresse crônico.

Parâmetros estáveis valem mais que números perfeitos. Mire em temperatura de 24 a 28 °C, pH 5,5 a 7,0 e dureza baixa (1 a 8 dGH). Filtragem deve ser suave, com saída espalhada, e a água levemente âmbar com uso de folhas de castanheira, amêndoa ou turfa. Trocas parciais semanais de 20 a 30% são obrigatórias.

Decoração precisa imitar folhiço: troncos, galhos finos, folhas secas e plantas de folhas largas como Echinodorus e Anubias, além de luz baixa e sombreamento com plantas flutuantes. Substrato escuro realça a cor e a segurança. Mantenha tampa bem ajustada, pois ele salta em botes mal calculados.

  • Filtragem: filtro externo ou interno com fluxo baixo, sem correnteza forte
  • Iluminação: baixa a moderada, com áreas de sombra
  • Manutenção: sifonagem leve sem remover todo o folhiço; folhas secas trocadas a cada 2 a 3 semanas

Alimentação: por que ração quase nunca funciona

Na natureza é estritamente piscívoro, com complemento de camarões e larvas. Em aquário, a maioria só aceita presas vivas no início: peixinhos, camarões pequenos, larvas de mosquito e artêmias adultas vivas. A boca protrátil não foi feita para beliscar flocos.

É possível, com paciência, condicionar alguns exemplares a aceitar alimento congelado como camarão, peixe em tiras e artêmia oferecidos com pinça e movimento. Ração seca raramente é aceita e não deve ser base da dieta. Alimentar com peixes vivos de origem duvidosa traz risco de parasitas; prefira criação própria de alimento vivo.

Ofereça 2 a 3 presas de tamanho adequado 3 a 4 vezes por semana, não diariamente. Ele engole presas grandes e precisa de tempo para digerir. Presas com mais de dois terços do seu corpo podem causar engasgo e morte.

  • Alimentos mais aceitos: lebistes e paulistinhas criados para alimento, camarão de água doce pequeno, artêmia e bloodworms vivos ou congelados
  • Evite: peixes dourados como alimento, carne de mamífero e rações grandes e secas
  • Técnica: movimente o alimento com pinça perto da cabeça, sem assustar

Reprodução: desova discreta e cuidado parental

A reprodução em aquário é possível, mas pouco frequente. O casal forma vínculo temporário e escolhe superfície vertical ou inclinada — folha larga, tronco, pedra lisa ou até vidro — em local sombreado e sem correnteza.

A fêmea deposita 150 a 300 ovos adesivos em fileiras, e o macho fertiliza em seguida. Ambos podem guardar a desova, mas em Monocirrhus é comum a fêmea permanecer ventilando e limpando os ovos enquanto o macho defende o território. A eclosão ocorre em 3 a 4 dias a 26 °C.

As larvas ficam aderidas ao substrato por mais 3 dias absorvendo o saco vitelínico. Assim que nadam, precisam de náuplios de artêmia e microvermes várias vezes ao dia. Os pais podem predar os filhotes se estressados ou com fome, por isso muitos criadores separam os ovos após a fertilização.

Saúde e manutenção: sensível à água, não a remédios

O peixe-folha é sensível a amônia, nitrito e oscilações de pH. Pico de nitrito ou pH alcalino causa apatia, perda de cor e infecções oportunistas como fungos e oodinium. Ele também não tolera bem medicamentos com cobre e formalina em dose cheia.

Quarentena de 30 dias para qualquer alimento vivo ou companheiro é essencial. Mantenha água estável, alimentação variada e jejum de um dia por semana para evitar constipação por presas grandes. Evite rede; use pote ou copo para manejo, pois espinhos das nadadeiras enroscam fácil.

  • Prevenção: testes semanais de pH, amônia e nitrito; trocas regulares e filtragem biológica madura
  • Sinais de alerta: pontos brancos, véu esbranquiçado, respiração acelerada, recusa alimentar por mais de 7 dias
  • Manejo: ao medicar, use meia dose e aumente aeração; prefira isolar o exemplar doente

Curiosidades e confusões comuns

Muita gente confunde o peixe-folha sul-americano com o peixe-folha africano (Polycentropsis abbreviata), que é de outra família, tem corpo mais alto e não tem barbilhão. Outro erro é achar que ele é aparentado ao peixe-folha marinho; são linhagens diferentes com convergência evolutiva.

O bote do peixe-folha é um dos mais rápidos entre peixes de água doce de pequeno tamanho. A mandíbula se projeta formando um tubo de sucção que aumenta o volume bucal em até 30% em milissegundos, criando vácuo que puxa a presa inteira sem mastigação.

Apesar da aparência frágil, é um predador de topo em seu micro-habitat. Estudos de conteúdo estomacal na Amazônia mostram dieta com mais de 90% de peixes, principalmente caracídeos pequenos. Isso explica por que ele nunca aprende a comer ração com facilidade: seu cérebro está programado para atacar o que se move e tem forma de peixe.

Perguntas frequentes

Peixe-folha pode viver com tetra e guppy?

Não. Ele engole qualquer peixe que caiba na boca, incluindo tetras pequenos e lebistes. Só convive com peixes maiores que não sejam predados.

Qual tamanho mínimo de aquário para peixe-folha?

80 a 100 litros para um exemplar, com muitos esconderijos e pouca correnteza. Para casal, a partir de 150 litros.

Peixe-folha come ração?

Raramente. A maioria só aceita presas vivas ou congeladas em movimento, como artêmia, bloodworms e peixinhos pequenos. Ração seca quase nunca é aceita.

Precisa de água ácida?

Sim. Prefere pH 5,5 a 7,0, água macia e levemente âmbar com taninos de folhas. Água alcalina e dura causa estresse e doenças.

Quanto tempo vive o peixe-folha?

De 5 a 8 anos na natureza e até 9 anos em aquário bem cuidado, com água estável e alimentação adequada.

Como diferenciar do peixe-folha africano?

O sul-americano (Monocirrhus) tem corpo mais alongado em forma de folha e barbilhão no queixo; o africano (Polycentropsis) tem corpo mais alto e não tem barbilhão.

Peixe-folha é venenoso?

Não. Não possui veneno, mas tem espinhos nas nadadeiras que podem espetar durante o manejo.

Você sabia?

1

O barbilhão que entrega a espécie

O pequeno filamento no queixo imita o pecíolo de uma folha e só existe no peixe-folha sul-americano verdadeiro, diferenciando-o do africano.

2

Bote a vácuo

A boca se projeta como um tubo e expande o volume bucal em milissegundos, sugando a presa inteira sem precisar morder ou perseguir.

3

Nada como folha à deriva

Ele nada inclinado e balançando de lado, usando as peitorais transparentes para imitar exatamente uma folha sendo levada pela correnteza.

4

Mestre da troca rápida de roupa

Consegue clarear ou escurecer e mudar o padrão de manchas em poucos minutos para copiar o folhiço ao redor.

Fontes

  1. FishBase - Monocirrhus polyacanthus
  2. Seriously Fish - Monocirrhus polyacanthus
  3. IUCN Red List

Prós e contras: Peixe-folha

Prós

  • Camuflagem e comportamento de caça únicos, muito interessante de observar
  • Tamanho pequeno (8 a 10 cm), não exige aquário gigante
  • Coloração que muda conforme o ambiente, imitando folha real
  • Reprodução possível em aquário com cuidado parental visível
  • Ótimo para aquário biótopo amazônico bem montado

Contras

  • Só aceita alimento vivo ou congelado em movimento; ração raramente funciona
  • Predador de peixes pequenos e camarões, incompatível com comunitário
  • Territorial e solitário, não forma cardume e briga com coespecíficos
  • Sensível a amônia, nitrito e medicamentos com cobre
  • Exige água ácida, macia e pouca correnteza, com manutenção constante
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o peixe-folha é um dos melhores exemplos de camuflagem entre peixes de água doce, mas cobra um preço alto em manejo. É espetacular para quem valoriza comportamento natural e biótopo amazônico, e frustrante para quem espera um peixe comunitário fácil e colorido.

Continue explorando: Peixes

Deyse Timana
Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

Sou uma entusiasta do universo dos peixes e da vida aquática. Dedico-me a pesquisar e partilhar informações sobre espécies de peixes, alimentação, comportamento, habitat e cuidados, ajudando os…

Última revisão em 17.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.