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Mariposa-cigana

Lymantria dispar (Linnaeus, 1758)

Atualizado em

3,5 a 6 cm de envergaduraTamanho
Lagarta polífaga, 500+ plantasAlimentação
Metamorfose completa, 1 geração/anoCiclo de vida
Florestas temperadas e urbanasHabitat
Pelos urticantes, dermatitePerigo para humanos
Mariposa-cigana fêmea com asas abertas pousada em casca de árvore

A mariposa-cigana é uma das pragas desfolhadoras mais famosas do mundo, conhecida pela lagarta extremamente peluda e voraz e pelo adulto com forte dimorfismo sexual. Embora o nome sugira uma única espécie, hoje o complexo Lymantria dispar reúne linhagens europeia, asiática e japonesa com comportamentos bem diferentes.

No Brasil ela não ocorre de forma estabelecida, mas é constantemente monitorada por órgãos agrícolas por seu potencial invasor. Entender como identificá-la, por que sua lagarta causa irritação na pele e como ela viaja pelo mundo em massas de ovos é essencial para quem pesquisa a espécie.

Também conhecido como: Mariposa-esponjosa, Lagarta-cigana, Gypsy moth, Spongy moth, Schwammspinner (alemão), Bombyx disparate (francês)

Faz parte de: Insetos Voadores, Pragas de Jardim

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Galeria de fotos de Mariposa-cigana

Mariposa-cigana fêmea com asas abertas pousada em casca de árvore
Fêmea da mariposa-cigana, maior e de cor clara com faixas escuras.
Mariposa-cigana macho marrom com antenas plumosas
Macho menor, marrom e com antenas bem plumosas, voa de dia.
Close da lagarta da mariposa-cigana mostrando pontos azuis e vermelhos
Lagarta com 5 pares de pontos azuis e 6 vermelhos, marca da espécie.
Massa de ovos aveludada da mariposa-cigana em tronco
Massa de ovos coberta de pelos dourados da fêmea.
Lagarta da mariposa-cigana se alimentando de folha de carvalho
Lagarta se alimentando, fase responsável pela desfolha.
Pupa da mariposa-cigana em casulo ralo entre folhas
Pupa em casulo ralo antes da emergência do adulto.

Perfil rápido de Mariposa-cigana

Estado de conservação

NE
Não Avaliada

Espécie não avaliada pela IUCN por ser praga invasora amplamente distribuída.

População
em expansão como invasora
Protegido por
Não

Calendário

Eclosão das lagartasJFMAMJJASOND
Lagarta ativa (alimentação intensa)JFMAMJJASOND
PupaJFMAMJJASOND
Adultos e acasalamentoJFMAMJJASOND
Postura e diapausa dos ovosJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsIrritante
  • PessoasIrritante / alergênica (pelos da lagarta)

Adulto não pica; lagarta causa dermatite por contato com pelos urticantes. Lavar com água e sabão e procurar serviço de saúde se houver reação extensa ou respiratória.

Vida útil

Em liberdade
Adulto vive 7 a 21 dias; ciclo completo 10 a 12 meses com 9 meses em ovo
Em criação laboratorial
Ciclo encurtado com frio artificial; adultos não se alimentam mesmo em cativeiro

Reprodução

Tipo de metamorfose
Completa (holometábola)
Acasalamento
Sexuado com atração por feromônio disparlure; macho voa até a fêmea imóvel
Postura
1 massa de 500 a 1.000 ovos coberta de pelos, fixada em tronco ou objeto
Sazonalidade
1 geração por ano; ovos em diapausa no inverno, lagartas na primavera, adultos no verão
Incubação
Ovos eclodem após 150 a 270 dias de frio; lagarta 6 a 8 semanas; pupa 10 a 14 dias

Habitat

Ambientes

  • Florestas decíduas temperadas
  • Pomares e bosques mistos
  • Parques urbanos e quintais
  • Áreas portuárias e de carga

Biomas

  • Floresta temperada
  • Bosque boreal de transição
  • Área antropizada

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Folhas de carvalho, choupo, bétula e macieira (fase larval)

Outros alimentos

  • Salgueiro, ameixeira, videira, lariço e mais de 500 hospedeiras secundárias
  • Adulto não se alimenta

Encontrado em 11 países

  • Estados Unidos
  • Canadá
  • França
  • Alemanha
  • Polônia
  • Rússia
  • China
  • Japão
  • Coreia do Sul
  • Itália
  • Reino Unido

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Arthropoda
Classe
Insecta
Ordem
Lepidoptera
Família
Erebidae
Gênero
Lymantria
Espécie
Lymantria dispar

Resumo

  • A mariposa-cigana é uma mariposa da família Erebidae cuja lagarta peluda se alimenta de mais de 500 espécies de plantas e pode desfolhar árvores inteiras.
  • Fêmeas europeias não voam e põem ovos em massas cobertas de pelos, enquanto machos são menores, marrons e voam ativamente durante o dia.
  • O contato com os pelos da lagarta causa dermatite e alergia, mas o adulto não pica e não é venenoso.

Características

Ficha do inseto

OrdemLepidoptera
FamíliaErebidae (subfamília Lymantriinae)
Origem e distribuiçãoEurásia; invasora na América do Norte, ausente no Brasil
TamanhoMacho 3,5-4 cm; fêmea 4,5-6 cm de envergadura; lagarta até 6 cm
Coresmarrombegebrancocinzaamareloazulvermelho
Asas e vooMacho voa bem de dia; fêmea europeia não voa, asiática voa
AlimentaçãoLagarta folívora polífaga; adulto não se alimenta
MetamorfoseCompleta: ovo > lagarta > pupa > adulto
Expectativa de vidaAdulto 1 a 3 semanas; ciclo total cerca de 10 a 12 meses
HabitatFlorestas decíduas, pomares, parques e áreas urbanas
Comportamento socialLagartas gregárias no início, solitárias depois; adultos solitários
Principais predadoresVespas parasitoides, moscas taquinídeas, pássaros, besouros calosoma

Perfil e comportamento

Periculosidade para pessoasMédio
Importância para o ecossistemaBaixo
Presença em casasMuito baixo
Benefício para a agriculturaMuito baixo
Dano às plantasMuito alto
Vida em grupoAlto

Como identificar a mariposa-cigana sem confundir

A identificação correta depende de observar fase da vida e sexo, porque macho, fêmea e lagarta parecem animais diferentes. O adulto tem corpo peludo e asas em forma de telhado quando pousado.

O macho é menor, marrom-acinzentado, com antenas bem plumosas e voo rápido e ziguezagueante durante o dia. A fêmea europeia é maior, esbranquiçada a bege-clara, com faixas escuras em zigue-zague nas asas e abdômen volumoso.

A lagarta é inconfundível quando cresce: cinza-amarelada, muito peluda, com 5 pares de verrugas azuis na frente e 6 pares de verrugas vermelhas atrás. Esse padrão azul-vermelho é a marca mais confiável para não confundir com outras taturanas.

A massa de ovos também denuncia a espécie. Parece uma placa aveludada bege-amarelada de 3 a 4 cm, coberta com pelos dourados que a fêmea arranca do próprio abdômen. Ela é colocada em troncos, pedras, muros, pneus e até em contêineres.

Dimorfismo sexual: por que macho e fêmea parecem espécies diferentes

O dimorfismo da mariposa-cigana é um dos mais acentuados entre as mariposas. Machos e fêmeas diferem em tamanho, cor, capacidade de voo e comportamento.

Machos têm antenas bipectinadas muito ramificadas para detectar o feromônio da fêmea a quilômetros. Voam ativamente à tarde em busca delas e são frequentemente confundidos com outras mariposas diurnas.

Fêmeas da linhagem europeia (Lymantria dispar dispar) têm asas grandes mas músculos de voo atrofiados e não voam, apenas rastejam e liberam feromônio. Já as linhagens asiática e japonesa (L. dispar asiatica / japonica) voam bem e são atraídas por luz, o que aumenta muito seu potencial de dispersão.

Característica Macho Fêmea europeia
Envergadura 3,5 a 4 cm 4,5 a 6 cm
Cor das asas Marrom com faixas escuras Branco-bege com faixas em zigue-zague
Antenas Muito plumosas Pouco plumosas
Voo Sim, ágil e diurno Não voa

Onde vive e por que ainda não é praga no Brasil

A área nativa vai da Europa Ocidental ao Japão, ocupando florestas temperadas de carvalho, choupo e bétula. Foi introduzida acidentalmente na América do Norte em 1869 e hoje está estabelecida no nordeste dos EUA e sudeste do Canadá.

No Brasil não há população estabelecida. O clima tropical, a ausência de diapausa fria obrigatória para os ovos e a vigilância do Ministério da Agricultura dificultam seu estabelecimento. Todos os registros são de interceptações quarentenárias em cargas, contêineres e navios vindos do hemisfério norte.

Ela prefere florestas decíduas, pomares, parques urbanos e áreas com grande circulação de mercadorias. Massas de ovos podem sobreviver meses em superfícies inanimadas e viajar milhares de quilômetros, por isso portos e aeroportos são pontos críticos de monitoramento.

O que a lagarta realmente come: mais de 500 plantas hospedeiras

O adulto não se alimenta: vive de reservas acumuladas na fase larval e foca apenas em reprodução. Todo o dano vem da lagarta polífaga.

A lista inclui carvalhos, macieiras, choupos, salgueiros, bétulas, ameixeiras, videiras, lariços e até coníferas quando falta folhagem preferida. Nos EUA, o carvalho é o hospedeiro favorito e o mais desfolhado.

  • Lagartas jovens raspam a epiderme da folha e vivem agrupadas, tecendo fios de seda para se dispersar pelo vento.
  • Lagartas maiores comem a folha inteira, deixando apenas nervuras, e se alimentam à noite para evitar predadores.
  • Uma única lagarta pode consumir cerca de 1 m² de área foliar durante seu desenvolvimento.

Em surtos, a desfolha é tão intensa que a floresta parece ter passado por um incêndio no verão. Árvores saudáveis rebrotam, mas duas a três desfolhas seguidas podem matar carvalhos por esgotamento de reservas.

Ciclo de vida e reprodução: da massa peluda ao voo curto

O ciclo é univoltino: uma geração por ano, com diapausa de ovo no inverno. No hemisfério norte, o calendário é bem marcado.

No final do verão, a fêmea põe 500 a 1.000 ovos em uma única massa coberta de pelos. Os ovos entram em diapausa e suportam frio intenso por até 9 meses, o que explica sua resistência em contêineres.

Na primavera, as lagartinhas eclodem sincronizadas com a brotação. Passam por 5 a 6 ínstares em 6 a 8 semanas, crescendo de 3 mm para 6 cm. Nos primeiros ínstares fazem ballooning: soltam um fio de seda e são levadas pelo vento por centenas de metros.

Depois empupam em casulos ralos entre folhas ou fendas de casca por 10 a 14 dias. O adulto emerge, acasala em 1 a 2 dias e morre em até 3 semanas. Machos localizam fêmeas pelo feromônio disparlure, um dos mais potentes entre os insetos.

A mariposa-cigana pica, é venenosa ou causa alergia?

Ela não pica, não morde e não tem ferrão. O risco vem dos pelos urticantes da lagarta, que se soltam facilmente e contêm histamina.

O contato direto ou com pelos levados pelo vento pode causar dermatite, coceira intensa, vermelhidão, pápulas e, em pessoas sensíveis, irritação nos olhos e nas vias respiratórias. Roupas estendidas perto de árvores infestadas também podem reter os pelos.

Para pets, o risco é semelhante: cães e gatos curiosos que encostam o focinho podem ter irritação oral, salivação e coceira, mas não há veneno sistêmico. Em caso de contato, lave a área com água e sabão sem esfregar, retire pelos visíveis com fita adesiva e procure atendimento médico se houver falta de ar ou reação extensa.

O adulto é inofensivo. Se encontrar uma mariposa parecida no Brasil, provavelmente é outra espécie nativa de Erebidae, não a cigana.

Papel no ecossistema: praga desfolhadora, não polinizadora

Na Eurásia, onde tem inimigos naturais, a mariposa-cigana é mantida em equilíbrio e raramente causa surtos longos. Fora da área nativa, sem controle biológico, torna-se praga florestal de alto impacto.

Nos EUA, surtos periódicos desfolham mais de 400 mil hectares por ano em anos de pico, com custos milionários para manejo. A desfolha altera a entrada de luz na floresta, afeta aves que nidificam e aumenta o risco de ataques secundários por fungos e besouros.

Ela não é polinizadora relevante porque o adulto não visita flores. Seu benefício ecológico é indireto: serve de alimento para parasitoides, pássaros e besouros predadores quando em densidade baixa.

Como conviver e por que não usar inseticida por conta própria

Como não está estabelecida no Brasil, a orientação principal é prevenção e notificação, não controle doméstico.

  • Não traga plantas, galhos ou objetos com massas de ovos de viagens internacionais. Se vir placa aveludada suspeita em carga importada, fotografe e avise a vigilância agropecuária.
  • Em países onde é praga, o manejo é feito por órgãos oficiais com armadilhas de feromônio, Bacillus thuringiensis kurstaki (Btk) e vespa parasitoide Ooencyrtus kuvanae, nunca com inseticida de amplo espectro aplicado por leigos.
  • Não queime nem raspe massas de ovos sem proteção: os pelos se espalham. Técnicos embebem as massas em óleo ou as removem com raspagem úmida e EPI.

Para lagartas nativas parecidas no jardim, prefira manejo integrado: remoção manual com luvas, jato de água e preservação de predadores naturais. Evitar venenos protege abelhas e outros polinizadores.

Curiosidades biológicas que tornam a espécie única

Além da fama de praga, a mariposa-cigana tem histórias pouco contadas. Ela foi trazida aos EUA em 1869 pelo artista e astrônomo Étienne Léopold Trouvelot, que tentava cruzar bicho-da-seda com a cigana para produzir seda resistente. Algumas lagartas escaparam em Medford, Massachusetts, e a invasão começou.

Os ovos precisam de frio real para quebrar a diapausa: sem semanas abaixo de 5 °C, a eclosão falha. Isso é uma barreira natural para sua instalação em regiões tropicais baixas.

As lagartas recém-nascidas praticam dispersão por balonismo e podem viajar quilômetros sem bater as asas, apenas flutuando em fios de seda. É assim que infestam novas áreas rapidamente.

Perguntas frequentes

Mariposa-cigana existe no Brasil?

Não há população estabelecida no Brasil. Ocorrências são interceptações em cargas importadas e devem ser notificadas à vigilância agropecuária.

Mariposa-cigana pica ou é venenosa?

Não pica e não tem veneno. A lagarta tem pelos urticantes que causam coceira, vermelhidão e alergia por contato.

Como diferenciar a lagarta da mariposa-cigana?

Procure 5 pares de pontos azuis na frente e 6 pares de pontos vermelhos atrás, corpo muito peludo e até 6 cm. Esse padrão é diagnóstico.

Por que a fêmea não voa?

Na linhagem europeia a fêmea tem asas mas musculatura atrofiada e abdômen pesado com ovos. Já a linhagem asiática voa bem e é mais invasiva.

O que fazer se tocar na lagarta?

Lave com água e sabão sem esfregar, retire pelos com fita adesiva, não coce e procure atendimento médico se houver reação grande ou nos olhos.

Como ela se espalha pelo mundo?

Principalmente como massa de ovos aveludada fixada em troncos, contêineres, veículos e navios, que resiste meses ao frio e eclode longe da origem.

Adulto da mariposa-cigana se alimenta?

Não. O adulto vive de 1 a 3 semanas apenas para acasalar, usando reservas da fase de lagarta.

Você sabia?

1

O nome cigana vem do voo errático

O inglês gypsy moth e o português mariposa-cigana referem-se ao voo ziguezagueante e imprevisível do macho, que lembrava o estereótipo nômade. Por conotação pejorativa, nos EUA o nome oficial mudou em 2022 para spongy moth, mariposa-esponjosa, devido à massa de ovos esponjosa.

2

Tentativa frustrada de fazer seda americana

Em 1869, Étienne Trouvelot importou a espécie para Massachusetts para criar um bicho-da-seda mais resistente. O escape de poucas lagartas de seu quintal gerou uma das invasões biológicas mais caras da história dos EUA.

3

Código de cores na lagarta

A lagarta tem exatamente 5 pares de tubérculos azuis na metade anterior e 6 pares de tubérculos vermelhos na metade posterior. Nenhuma outra lagarta peluda comum tem essa combinação tão precisa.

4

Fêmea que finge estar morta para pôr ovos

A fêmea europeia, incapaz de voar, raramente se move. Ela libera disparlure, acasala no mesmo local onde emergiu e cobre a postura com pelos do abdômen, ficando quase careca e imóvel até morrer sobre os ovos.

Fontes

  1. Embrapa - Pragas Quarentenárias
  2. USDA APHIS - Spongy Moth
  3. GBIF - Lymantria dispar
  4. Universidade de São Paulo - Entomologia

Prós e contras: Mariposa-cigana

Prós

  • Exemplo didático de espécie invasora e biossegurança
  • Serve de alimento para parasitoides e aves quando em baixa densidade
  • Ciclo bem estudado, útil para pesquisa de feromônios e controle biológico
  • Fácil de identificar pela lagarta azul-vermelha e massa de ovos

Contras

  • Lagarta desfolha centenas de espécies de árvores e pomares
  • Pelos causam dermatite, conjuntivite e irritação respiratória
  • Massas de ovos viajam em cargas e dificultam o comércio internacional
  • Surtos exigem manejo caro com Btk e armadilhas oficiais
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a mariposa-cigana é o exemplo clássico de como uma espécie fascinante vira problema global por um único erro humano. Não é um bicho para temer no Brasil hoje, mas para conhecer e ajudar a manter longe, valorizando o monitoramento em vez do pânico ou do veneno caseiro.

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Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

Sou uma entusiasta do universo dos peixes e da vida aquática. Dedico-me a pesquisar e partilhar informações sobre espécies de peixes, alimentação, comportamento, habitat e cuidados, ajudando os…

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Revisão especializadaSansão MonteiroEditor de Animais

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.