🍓 Frutas

Veludo

Diospyros blancoi A. DC. (sin. Diospyros discolor)

Atualizado em

5 a 8 cmTamanho
Laranja-avermelhadaCor
Doce e perfumadoSabor
Dez. a mar.Safra
~57 kcal/100 gCalorias
Close da casca aveludada da fruta veludo

Veludo, ou mabolo, é a fruta aveludada da espécie Diospyros blancoi, da mesma família do caqui. Tem casca fina coberta por pelos curtos e densos que lembram veludo, polpa clara e perfume muito marcante.

No Brasil é fruta exótica e pouco comercial, encontrada mais em pomares domésticos, feiras regionais e coleções de frutíferas raras do Sudeste e Nordeste. Quando bem madura fica laranja-avermelhada, macia e doce, mas precisa ser consumida no ponto certo para não amargar.

Também conhecido como: Veludo, Fruta-veludo, Mabolo, Maçã-de-veludo, Velvet apple, Kamagong (nome da árvore nas Filipinas)

Faz parte de: Frutas Exóticas, Frutas tropicais

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Galeria de fotos de Veludo

Close da casca aveludada da fruta veludo
Detalhe da casca aveludada que dá nome à fruta.
Árvore de veludo carregada de frutos no pomar
Veludeiro em frutificação, com frutos entre as folhas brilhantes.
Cesto com colheita de frutas veludo
Colheita de veludo na safra de verão.
Polpa de veludo em tigela com limão, servida gelada
Polpa de veludo gelada com limão para suavizar o aroma.
Polpa de veludo em tigela com limão, servida gelada
Polpa de veludo gelada com limão para suavizar o aroma.
Flores e folhas jovens do veludeiro
Flores e folhas do veludeiro, árvore dioica da família do caqui.
Flores e folhas jovens do veludeiro
Flores e folhas do veludeiro, árvore dioica da família do caqui.

Cultivo rápido

Clima
Tropical quente e úmido; sensível a geada
Luz
Sol pleno
Solo
Profundo, bem drenado, fértil e levemente ácido
Irrigação
Regular na formação dos frutos; tolera seca curta quando adulta
Propagação
Sementes (mais comum) e enxertia; frutificação em 6 a 8 anos por semente
Espaçamento
8 a 10 m entre plantas; plantar macho e fêmea próximos para frutificar

Perfil rápido de Veludo

Calendário

Safra no BrasilJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
Desenvolvimento dos frutosJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsSem dados de toxicidade relevante para polpa madura, mas sementes não devem ser ingeridas
  • PessoasPolpa madura não tóxica; casca e sementes podem causar irritação e adstringência

Consumir apenas polpa bem madura e sem casca; descartar sementes

Valor nutricional (100 g)

Energia
~57 kcal
Carboidratos
~14 g
Fibras
~2,5 g
Proteínas
~0,6 g
Gorduras totais
~0,3 g
Vitamina C
~8 mg
Potássio
~180 mg
Cálcio
~35 mg

Encontrado em 4 países

  • Filipinas
  • Malásia
  • Indonésia
  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Magnoliophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Ericales
Família
Ebenaceae
Gênero
Diospyros
Espécie
Diospyros blancoi

Resumo

  • Veludo é fruta exótica de casca aveludada e polpa clara, doce e muito perfumada, da família do caqui.
  • No Brasil tem safra curta entre dezembro e março e é mais comum em pomares domésticos do que no varejo.
  • Só fica boa bem madura e sem a casca pilosa, que pode amargar e irritar a boca se consumida antes da hora.

Características

Ficha da fruta

Nome científicoDiospyros blancoi A. DC.
Família botânicaEbenaceae (mesma do caqui e do ébano)
OrigemFilipinas (florestas de baixa altitude)
Tamanho5 a 8 cm de diâmetro; 100 a 250 g por fruto
CoresLaranjalaranja-avermelhadamarrom-avermelhada
SaborDoce suave, levemente adstringente se verde; aroma intenso
Época da safra no BrasilDezembro a março, pico em janeiro e fevereiro
Calorias por 100 g~57 kcal (polpa in natura)
Principais nutrientesFibras, vitamina C, potássio, cálcio e compostos fenólicos
Como consumirIn natura bem madura, sem casca; em sucos, geleias e sobremesas geladas
Conservação2 a 3 dias em temperatura ambiente madura; até 5 dias refrigerada
Tipos ou variedadesNão há variedades comerciais no Brasil; há tipos de polpa mais clara ou rosada nas Filipinas

Perfil e comportamento

DoçuraAlto
AcidezBaixo
SuculênciaMédio
Facilidade de encontrarMuito baixo
Versatilidade na cozinhaMédio

O que é veludo e como reconhecer na hora

Veludo é o nome brasileiro para o mabolo ou maçã-de-veludo, fruto da árvore Diospyros blancoi. O nome vem da casca coberta por pelos finos e densos que dão toque aveludado, impossível de confundir depois que você toca uma vez.

Maduro, ele é redondo a levemente achatado, com 5 a 8 cm, casca fina que vai do laranja ao vermelho-acastanhado e polpa branco-creme a levemente rosada, firme mas que amacia com a maturação. No centro há 4 a 8 sementes grandes, achatadas e de cor marrom-escura, que ocupam boa parte do peso.

O aroma é o melhor identificador. Bem maduro exala perfume forte, adocicado, que lembra queijo ou banana muito madura. Muita gente estranha no início. Se o cheiro estiver fraco ou a casca muito dura e verde, ainda não está no ponto.

Origem, onde cresce e por que é rara no Brasil

A espécie é nativa das florestas de baixa altitude das Filipinas, onde é chamada de mabolo ou kamagong e cresce como árvore de 10 a 20 metros. Pertence à família Ebenaceae, a mesma do caqui e das madeiras de ébano, o que explica a madeira escura e muito valorizada da planta.

No Brasil chegou como frutífera exótica de pomar, não como cultivo comercial. Você a encontra em quintais do Sudeste, Nordeste e Norte, em coleções de frutas raras, sítios e eventualmente em feiras de produtores. Quase não chega a supermercado porque amassa fácil, perfuma tudo ao redor e tem vida útil curta.

A árvore é dioica: existem pés masculinos e femininos separados. Só o pé feminino frutifica, e precisa de polinização cruzada. Isso explica por que muita gente planta e não vê fruto por anos. Em clima quente e úmido ela frutifica melhor, com produção concentrada no verão.

Sabor, aroma e textura sem idealização

Veludo bem maduro é doce suave, pouco ácido, com notas que lembram caqui mole, banana e baunilha, mas com perfume muito mais intenso. A polpa é farinácea e levemente fibrosa, não suculenta como laranja ou melancia. Parece mais com caqui ou banana-da-terra macia.

Se colhido verde, é adstringente e amargo por causa dos taninos, igual ao caqui verde. A casca pilosa também amarga e pode irritar boca e garganta se roçada nos lábios. Por isso ninguém come com casca.

O perfume divide opiniões. Para alguns é enjoativo e lembra queijo curado. Truque de quem já consome: deixar o fruto descascado e picado na geladeira por 30 minutos com gotas de limão suaviza o aroma e equilibra o doce.

Veludo, caqui e outras confusões comuns

Por ser Diospyros, veludo é parente direto do caqui (Diospyros kaki), mas não é um tipo de caqui. A diferença está na casca aveludada, no tamanho menor e no aroma muito mais forte. Caqui tem casca lisa e brilhante; veludo tem veludo visível a olho nu.

Nas Filipinas existem seleções locais de polpa mais rosada ou mais branca e de casca mais avermelhada, mas no Brasil não há variedades registradas ou padronizadas. O que muda por aqui é ponto de colheita e manejo, não cultivar.

Outro erro é confundir com pequi-açu ou fruta-pão por causa do tamanho. Veludo nunca tem espinhos, látex abundante ou polpa amarela intensa. Se a casca não for aveludada ao toque, não é veludo.

Característica Veludo (mabolo) Caqui comum
Casca Aveludada, fosca, com pelos Lisa, brilhante, sem pelos
Aroma Muito intenso, que lembra queijo Suave, frutado
Polpa Clara, farinácea, pouco suculenta Alagada a cremosa, mais suculenta
Sementes 4 a 8 grandes e achatadas 0 a 8, menores

Valor nutricional e o que ela realmente entrega

Por 100 g de polpa, veludo tem cerca de 57 kcal, 14 g de carboidratos e 2 a 3 g de fibras, perfil parecido com caqui, porém com menos água. É fonte modesta de vitamina C e potássio, com cálcio e compostos fenólicos em quantidades interessantes para fruta.

As fibras ajudam na saciedade e no trânsito intestinal, e o potássio contribui para o equilíbrio hidroeletrolítico. Nada disso faz da fruta remédio. Ela complementa dieta variada, não substitui tratamento.

Por ser doce e pouco ácida, tem índice glicêmico moderado. Quem controla glicemia deve observar porção, como com qualquer fruta doce, e preferir consumo com fibras ou após refeição em vez de isolada em grande quantidade.

Como escolher, amadurecer e conservar sem estragar

Escolha frutos firmes mas que cedem leve ao toque, com casca íntegra, cor laranja a avermelhada e perfume perceptível sem precisar esmagar. Evite frutos com manchas escuras moles, rachaduras ou cheiro fermentado.

Se estiver duro e sem aroma, amadureça em temperatura ambiente por 2 a 4 dias, ao lado de banana, dentro de saco de papel. Só leve à geladeira quando estiver macio e perfumado. Lavar antes só na hora de consumir para não acelerar apodrecimento.

  • Na bancada: 2 a 3 dias quando maduro, longe do sol.
  • Na geladeira: 4 a 5 dias, em pote fechado, já sem casca e sem sementes para não perfumar outros alimentos.
  • Congelada: polpa picada congela bem por até 3 meses para suco e geleia; a textura in natura não volta igual.

Para tirar a casca, use luvas ou lave bem as mãos depois. Os pelinhos soltam e podem coçar. Corte ao meio, retire as sementes e raspe a polpa com colher, descartando a película que reveste as sementes, que é mais adstringente.

Como consumir veludo do jeito certo

O melhor uso é in natura, bem gelado e sem casca. Corte em cubos, regue com limão Tahiti ou cravo-da-índia e deixe gelar. O ácido corta o perfume forte e realça o doce.

Na cozinha, funciona em geleias, compotas, mousses, sorvetes e vitaminas com leite ou bebida vegetal. Como tem pouca água, rende bem em cremes. Evite bater com casca ou sementes. Cozinhar levemente reduz a adstringência residual.

Combina com coco, baunilha, canela e maracujá. Uma mistura que funciona muito é polpa de veludo + polpa de maracujá + gelo, que equilibra doce e acidez. Não precisa adoçar se o fruto estiver no ponto.

Quem deve ter atenção antes de exagerar

Por ser rica em taninos quando verde, pode causar secura na boca, constipação leve e desconforto gástrico se consumida fora do ponto. Grávidas, crianças e pessoas com estômago sensível devem comer só bem madura e em porção pequena na primeira vez.

Quem tem alergia a caqui ou a látex vegetal deve ter cautela, pela proximidade botânica. Introduza aos poucos e observe. Sementes não são comestíveis e devem ser descartadas.

Para quem controla peso ou glicemia, a porção de 80 a 100 g de polpa já é suficiente como sobremesa. Como a fruta é pouco suculenta, é fácil comer mais do que parece.

Curiosidades, história e detalhes que poucos contam

A madeira da árvore de veludo é o kamagong, um ébano filipino escuro e muito duro, usado em móveis e instrumentos. Por isso a árvore foi mais explorada pela madeira do que pela fruta em seu país de origem.

O veludo foi levado a jardins botânicos como planta ornamental antes de virar frutífera, justamente pela copa densa e frutos vistosos e perfumados que caem e perfumam o chão.

Um fruto pode ter até 30% do peso em sementes, por isso o rendimento de polpa é baixo. É normal abrir um fruto grande e tirar apenas 70 a 120 g de polpa aproveitável.

Na nossa avaliação, veludo é fruta para curioso e colecionador, não para quem busca praticidade diária. Quando você acerta o ponto, ela entrega uma experiência única; quando erra, decepciona. Vale provar uma vez bem madura e gelada antes de julgar.

Perguntas frequentes

Veludo é o mesmo que caqui?

Não. São parentes da mesma família Ebenaceae e do mesmo gênero Diospyros, mas espécies diferentes. Veludo tem casca aveludada e aroma muito mais forte.

Como saber se o veludo está maduro?

Fica laranja-avermelhado, levemente macio ao toque e muito perfumado. Se estiver duro, verde e sem cheiro, ainda está verde e vai amargar.

Pode comer a casca do veludo?

Não. A casca é coberta de pelos que amargam e podem irritar boca e garganta. Consuma só a polpa, sem casca e sem sementes.

Qual o gosto do veludo?

Doce suave, pouco ácido, com notas de caqui e banana e perfume intenso que lembra queijo curado para algumas pessoas.

Como tirar o cheiro forte?

Descasque, pique a polpa, regue com limão e deixe gelar por 30 minutos. Bater com maracujá também equilibra bem.

Veludo prende o intestino?

Quando verde, os taninos podem causar sensação de boca seca e constipação leve. Bem maduro e em porção moderada, as fibras ajudam o trânsito.

Onde encontrar veludo no Brasil?

É rara no varejo. Procure em sítios, pomares domésticos, feiras de frutas exóticas e produtores de frutíferas raras, principalmente no verão.

Você sabia?

1

Parente do ébano

A mesma árvore que dá o veludo produz a madeira kamagong, um ébano preto muito valorizado nas Filipinas para móveis e tacos de sinuca.

2

Pelos que soltam

Os pelinhos aveludados da casca se desprendem com facilidade e podem causar coceira e irritação na boca, por isso a casca nunca é comida.

3

Árvore com sexo separado

O veludeiro é dioico: há árvores macho e fêmea. Só a fêmea frutifica e precisa de um macho por perto para polinização.

4

Perfume que divide

O aroma forte lembra queijo curado para algumas pessoas e faz a fruta ser chamada de "cheesy fruit" em inglês em algumas regiões.

Fontes

  1. Embrapa - Frutíferas exóticas
  2. TACO - Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (Unicamp)
  3. USDA FoodData Central

Prós e contras: Veludo

Prós

  • Aroma e sabor únicos para quem gosta de frutas perfumadas
  • Boa fonte de fibras e potássio com poucas calorias
  • Polpa rende bem em geleias, sorvetes e cremes gelados
  • Árvore ornamental e frutífera, adaptada a clima tropical

Contras

  • Muito difícil de encontrar no comércio
  • Perfume forte que desagrada parte das pessoas
  • Rendimento baixo por causa das sementes grandes
  • Só fica boa bem madura; verde amarga e adstringe
  • Casca pilosa pode irritar se manuseada sem cuidado
Nossa opinião

Na nossa avaliação, veludo não é fruta de feira, é fruta de experiência. Vale a pena para quem gosta de caqui e quer um sabor mais perfumado e diferente, desde que prove bem madura, gelada e sem casca.

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Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.