🍓 Frutas

Mangostão

Garcinia mangostana

Atualizado em

5 a 7,5 cmTamanho
Roxo-escuro por fora, branca por dentroCor
Doce com acidez leveSabor
Dez. a mar.Safra
~63 kcal/100 gCalorias
Mangostão inteiro e cortado ao meio mostrando polpa branca em gomos e casca roxa

O mangostão é uma fruta tropical de casca roxa bem escura e polpa branca dividida em gomos, conhecida como rainha das frutas no Sudeste Asiático. O sabor é doce com acidez leve, muito suculento e perfumado, sem parentesco com a manga apesar do nome parecido.

No Brasil ainda é raro e caro, encontrado principalmente de dezembro a março em feiras, empórios e mercados especializados do Sudeste e Nordeste. A casca grossa protege a polpa delicada, que deve ser comida fresca e crua para aproveitar melhor a textura e o frescor.

Também conhecido como: mangostim, mangostin, manggis (malaio/indonésio), mangosteen (inglês), mangoustan (francês)

Faz parte de: Frutas Exóticas, Frutas tropicais

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Galeria de fotos de Mangostão

Mangostão inteiro e cortado ao meio mostrando polpa branca em gomos e casca roxa
Mangostão roxo inteiro e aberto, com polpa branca dividida em gomos.
Close da casca roxa e da polpa branca suculenta do mangostão
Detalhe da casca roxa e da polpa branca e translúcida.
Árvore de mangostão com frutos roxos pendentes entre folhas verdes
Árvore de mangostão com frutos em desenvolvimento.
Cesta cheia de mangostões frescos em feira tropical
Colheita de mangostões frescos prontos para venda.
Mangostão cortado com colher retirando gomo de polpa branca
Polpa do mangostão sendo servida com colher.
Flores e frutos jovens verdes do mangostão no galho
Flores e frutos jovens do mangostão ainda verdes.
Ideal para

O mangostão funciona bem para quem busca variar as frutas e aprecia sabores delicados e suculentos. É uma ótima sobremesa natural para famílias e para quem quer incluir mais frutas frescas na rotina sem preparo complicado. Para quem cozinha, é interessante como ingrediente de destaque em receitas frias e sofisticadas. Como rende pouco e estraga rápido, é ideal comprar em pequena quantidade e consumir em poucos dias.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem busca fruta barata e fácil de achar o ano todo. Por ser importada ou de produção limitada, tem preço alto e oferta irregular fora da safra de verão. Quem tem sensibilidade a frutas muito aromáticas ou precisa controlar rigorosamente a ingestão de fibras e frutose deve moderar a porção e observar a tolerância individual. Nesses casos, vale fracionar e conversar com nutricionista.

Cultivo rápido

Clima
Tropical úmido, 25 a 35 °C, sem geada e com alta umidade relativa
Luz
Sol pleno após fase jovem; mudas precisam de sombreamento parcial nos 2 primeiros anos
Solo
Profundo, fértil, bem drenado, pH 5,5 a 6,5, rico em matéria orgânica
Rega
Regular e abundante, sem encharcar; não tolera seca prolongada
Propagação
Quase sempre por sementes apomíticas; enxertia é rara e de pega baixa
Produção
Início com 8 a 10 anos; produção plena após 15 anos, com 500 a 1.000 frutos por árvore adulta

Perfil rápido de Mangostão

Calendário

Safra / colheita no BrasilJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND

Valor nutricional (100 g)

Calorias
~63 kcal
Carboidratos
15,6 g
Proteínas
0,5 g
Gorduras totais
0,6 g
Fibras
1,8 g
Vitamina C
~4,2 mg
Potássio
~48 mg
Cálcio
~6 mg
Magnésio
~13 mg

Encontrado em 7 países

  • Indonésia
  • Malásia
  • Tailândia
  • Filipinas
  • Vietnã
  • Índia
  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Magnoliophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Malpighiales
Família
Clusiaceae
Gênero
Garcinia
Espécie
Garcinia mangostana L.

Resumo

  • Mangostão é fruta tropical de casca roxa e polpa branca em gomos, com sabor doce, levemente ácido e muito suculento.
  • No Brasil a safra vai de dezembro a março e a fruta é mais comum no Pará, Bahia e litoral de São Paulo.
  • É consumida in natura com colher, deve ser mantida refrigerada e consumida em poucos dias por ser bastante perecível.

Características

Ficha da fruta

Nome científicoGarcinia mangostana
Família botânicaClusiaceae
OrigemSudeste Asiático (Arquipélago Malaio)
Tamanho5 a 7,5 cm de diâmetro, 75 a 150 g
Coresroxo-escurovinhobranca (polpa)
SaborDoce, levemente ácido e floral
Época da safra no BrasilDezembro a março (pico em janeiro e fevereiro)
Calorias por 100 g~63 kcal
Principais nutrientesFibras, vitamina C, potássio e compostos antioxidantes (xantonas na casca)
Como consumirIn natura, com colher, polpa crua
Conservação3 a 5 dias na geladeira; até 2 semanas se a casca estiver intacta e firme
Tipos ou variedadesMangostão-roxo (Garcinia mangostana) e mangostão-amarelo (Garcinia cochinchinensis) – espécies diferentes

Perfil e comportamento

DoçuraAlto
AcidezBaixo
SuculênciaAlto
Facilidade de encontrarBaixo
Versatilidade na cozinhaMédio

O que é o mangostão e por que chamam de rainha das frutas

O mangostão é o fruto da Garcinia mangostana, árvore tropical perene que pode passar de 10 metros de altura. Não tem relação botânica com a manga; o nome vem do malaio manggis.

O apelido rainha das frutas nasceu no século XIX, quando a fruta era tão valorizada na Ásia que, segundo a lenda, a rainha Vitória oferecia recompensa a quem a levasse fresca à Inglaterra. O título pegou porque a fruta combina casca nobre roxa e polpa considerada muito refinada.

A árvore demora para produzir. Em cultivo leva 8 a 10 anos para a primeira frutificação significativa, e só atinge produção plena depois dos 15 anos. Isso explica parte do preço alto e da oferta limitada.

Como reconhecer: casca, polpa e aquele detalhe embaixo

Por fora, o mangostão maduro tem casca grossa, lisa e roxo-escura quase preta, com brilho leve. No topo há um cálice verde com 4 sépalas persistentes e, na base, uma roseta de pétalas secas.

Por dentro, a polpa é branca, translúcida e dividida em 4 a 8 gomos desiguais, parecidos com gomos de mexerica, mas macios e suculentos. Um truque útil: o número de pétalas na roseta da base corresponde ao número de gomos dentro da fruta.

Nem todo gomo tem semente. Os gomos maiores costumam ter uma semente achatada, marrom-clara e amarga, que não se come. Os gomos menores, sem semente, são os mais apreciados.

Origem, onde cresce e safra no Brasil

O centro de origem é o Arquipélago Malaio, entre a Península da Malásia, Sumatra e Bornéu. Hoje é cultivado em toda a Ásia tropical, especialmente Tailândia, Indonésia e Malásia.

No Brasil, a introdução é do início do século XX, mas o cultivo comercial só se firmou nas últimas décadas no Pará, Bahia, Espírito Santo e litoral de São Paulo. Precisa de clima quente e úmido, sem geada, e solos profundos e bem drenados.

A safra brasileira acontece no verão, de dezembro a março, com pico em janeiro e fevereiro. Fora desse período, o que se encontra é importado ou congelado, com preço ainda mais alto e qualidade inferior.

Sabor, textura e como comer do jeito certo

O sabor é difícil de comparar, mas lembra uma mistura de lichia, pêssego e abacaxi com nota floral. A doçura é alta, a acidez é leve e a polpa derrete na boca, muito suculenta.

O modo tradicional de abrir é pressionar levemente a casca até ela rachar na linha do equador e puxar as duas metades. Se a casca estiver muito dura, use faca pequena e corte com cuidado sem perfurar a polpa.

Coma cru e fresco, com colher ou com as mãos, gomo a gomo. A casca e a película rosada que envolve a polpa são muito amargas e adstringentes por causa das xantonas e taninos, e não devem ser mastigadas. Evite cozinhar a polpa, pois ela perde aroma e desmancha.

Combina com o quê?

Vai bem puro, gelado, ou em preparações frias como salada de frutas, sorvetes e mousses. Suco rende pouco e oxida rápido. Harmoniza com frutas tropicais ácidas como maracujá e com iogurte natural.

Valor nutricional: o que tem em 100 g

A polpa é composta por cerca de 80% de água, com aporte moderado de carboidratos e pouca gordura. É fonte de fibras e vitamina C, além de potássio e pequenas quantidades de vitaminas do complexo B.

A fama antioxidante vem principalmente da casca, rica em xantonas como a alfa-mangostina. Essas substâncias são estudadas em laboratório, mas não estão em quantidade relevante na polpa que comemos e não justificam promessas terapêuticas.

Para referência, a polpa tem cerca de 63 kcal por 100 g, valor próximo ao da maçã. O consumo dentro de uma alimentação variada é o que importa, não a fruta isolada.

Benefícios reais e limites sem exagero

Como fruta fresca, o mangostão contribui para hidratação, aporte de fibras e variedade de antioxidantes da dieta. A vitamina C ajuda na absorção de ferro e na manutenção da imunidade dentro do contexto alimentar geral.

As fibras, embora modestas, auxiliam na saciedade e no funcionamento intestinal quando combinadas com ingestão adequada de água. É uma boa opção de sobremesa natural para quem quer reduzir ultraprocessados.

Não há evidência robusta de que chá da casca, cápsulas ou suco concentrado curem doenças. Extratos da casca podem interagir com medicamentos e não devem ser usados sem orientação profissional. Em caso de condições de saúde, converse com nutricionista ou médico.

Como escolher, conservar e não errar na compra

Escolha frutos com casca firme, mas que ceda levemente à pressão, sem rachaduras grandes, mofo ou vazamento. Casca excessivamente dura e ressecada indica fruta velha ou desidratada.

O cálice verde no topo deve estar viçoso, não preto ou seco. Frutas muito leves para o tamanho costumam estar com polpa ressecada. Prefira as de 5 a 7 cm, pesadas e com roseta bem formada.

Em temperatura ambiente dura 2 a 3 dias. Na geladeira, dentro de saco perfurado na gaveta de hortifrúti, chega a 5 a 7 dias, mas o ideal é consumir em até 3 dias. A polpa já retirada deve ser mantida refrigerada e consumida em até 24 horas.

Não congele a fruta inteira com casca, pois a textura sofre. Se precisar guardar, congele só a polpa em pote fechado por até 2 meses, sabendo que ficará mais mole ao descongelar, boa para sorvetes.

Tipos, variedades e confusão com o mangostão-amarelo

O mangostão verdadeiro é sempre o roxo (Garcinia mangostana). Ele é apomítico, ou seja, gera sementes sem fecundação, por isso as plantas são geneticamente muito uniformes e não há dezenas de cultivares como em outras frutíferas.

O chamado mangostão-amarelo ou falso-mangostão (Garcinia cochinchinensis) é outra espécie, de casca amarela e polpa mais ácida. É mais rústico e produtivo, mas o sabor é diferente e menos doce.

Existe ainda o bacupari e o bacuri, do mesmo gênero Garcinia, que às vezes são confundidos em mercados regionais. Observe sempre a casca roxa escura e a polpa branca em gomos para não levar outra fruta achando que é mangostão.

Curiosidades que explicam o preço e a raridade

A árvore é ultra-tropical e não tolera frio: temperaturas abaixo de 5 °C podem matar plantas jovens. Além disso, o fruto é muito perecível e sensível a impactos, o que encarece transporte e armazenamento refrigerado.

Na Tailândia, o mangostão é servido junto com o durião, o rei das frutas, formando o par rei e rainha nas festas de colheita. A combinação equilibra o odor forte do durião com a doçura fresca do mangostão.

Um erro comum é achar que a casca roxa mancha à toa. Ela contém pigmentos que mancham dedos e roupas com facilidade, por isso abra sobre prato e lave as mãos logo após manusear.

Perguntas frequentes

Qual é o gosto do mangostão?

É doce, levemente ácido e floral, com polpa muito suculenta que lembra lichia e pêssego. A textura é macia e derrete na boca.

Como saber se o mangostão está maduro?

A casca deve estar roxo-escura, firme mas que cede um pouco à pressão, com cálice verde viçoso. Casca muito dura ou com mofo indica fruta velha.

Come a semente do mangostão?

Não. A semente achatada dentro dos gomos maiores é amarga e não deve ser consumida. Coma apenas a polpa branca.

Mangostão e manga são da mesma família?

Não. Apesar do nome parecido, são de famílias diferentes. Mangostão é Garcinia mangostana (Clusiaceae) e manga é Mangifera indica (Anacardiaceae).

Quanto tempo dura o mangostão na geladeira?

De 5 a 7 dias com casca intacta, mas o ideal é consumir em até 3 dias. A polpa já solta dura só 24 horas refrigerada.

Pode congelar mangostão?

Só a polpa, em pote fechado, por até 2 meses. A fruta inteira com casca não congela bem e perde textura.

Qual a diferença entre mangostão roxo e amarelo?

São espécies diferentes. O roxo é o verdadeiro mangostão, doce e delicado. O amarelo (Garcinia cochinchinensis) é mais ácido e rústico.

Você sabia?

1

A fruta que não precisa de pólen

O mangostão se reproduz por apomixia: a semente se forma sem fecundação, gerando clones da planta-mãe. Por isso quase não existem variedades diferentes.

2

Conte os gomos sem abrir

A roseta de pétalas secas na base da casca indica exatamente quantos gomos há dentro. É um marcador botânico confiável na hora da compra.

3

Rainha por decreto lendário

A história mais repetida diz que a rainha Vitória da Inglaterra prometeu título de cavalheiro a quem levasse mangostões frescos a Londres no século XIX, o que ajudou a fixar o apelido de rainha das frutas.

4

Casca que vira corante

A casca roxa é tão rica em pigmentos e taninos que já foi usada como corante natural e para curtir couro no Sudeste Asiático, mas é amarga demais para ser comida crua.

Fontes

  1. EMBRAPA
  2. TACO - Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (Unicamp)
  3. USDA FoodData Central

Prós e contras: Mangostão

Prós

  • Sabor delicado e muito suculento, considerado premium
  • Polpa macia e fácil de comer, sem necessidade de preparo
  • Boa fonte de hidratação e fibras dentro de dieta variada
  • Safra no verão brasileiro, ótima para sobremesas frias
  • Casca protege bem a polpa no transporte curto

Contras

  • Preço alto e pouca disponibilidade fora da safra
  • Muito perecível, estraga em poucos dias
  • Casca dura mancha mãos e roupas
  • Rende pouca polpa em relação ao peso total
  • Planta demora anos para produzir e exige clima bem quente e úmido
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o mangostão vale a experiência pelo sabor único e textura impecável, mas não como superalimento milagroso. É fruta para apreciar fresca na safra, sem cair em promessas de cápsulas e chás da casca.

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Cacilda Massema
Escrito porCacilda MassemaEngenheira Agrônoma

Com experiência no universo das plantas, dedica-se à pesquisa e produção de conteúdos sobre cultivo, identificação de espécies, plantas ornamentais, flores, árvores e frutíferas. Partilha conhecimentos práticos sobre…

Feliciano Murene
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Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

Última revisão em 17.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.