🍊 Frutíferas

Falso-mangostão

Garcinia xanthochymus

Atualizado em

8 a 12 m de alturaTamanho
Sol plenoLuminosidade
Moderada a altaRega
4 a 6 anosPrimeiros frutos
Baixa a médiaDificuldade
Frutos de falso-mangostão inteiros e cortado ao meio mostrando polpa amarelo-alaranjada

O falso-mangostão (Garcinia xanthochymus, sin. Garcinia cochinchinensis) é uma árvore frutífera de origem asiática muito confundida com o mangostão-roxo verdadeiro. Diferente dele, produz frutos de casca amarela intensa, polpa amarelo-alaranjada ácida e látex amarelo que mancha as mãos.

De copa densa e piramidal, pode chegar a 10 metros no quintal e chama atenção pelas folhas grandes, brilhantes e pelos frutos que nascem diretamente no tronco e nos galhos. É produtiva, rústica e se adapta bem ao clima tropical e subtropical úmido do Brasil, frutificando no verão.

Apesar do sabor mais ácido, o fruto é versátil para sucos, geleias, licores e consumo in natura por quem gosta de frutas cítricas. A árvore ainda tem valor ornamental e atrai abelhas na floração.

Também conhecido como: Falso-mangostão, Mangostão-amarelo, Garcinia-amarela, Yellow mangosteen (inglês), Mangoustan jaune (francês), Asam kandis (indonésio/malaio)

Faz parte de: Frutíferas do Brasil, Lista de Frutíferas

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Galeria de fotos de Falso-mangostão

Frutos de falso-mangostão inteiros e cortado ao meio mostrando polpa amarelo-alaranjada
Frutos de falso-mangostão maduros, de casca amarela e polpa ácida.
Árvore de falso-mangostão carregada de frutos amarelos
Árvore adulta com copa piramidal e frutos no verão.
Folhas brilhantes e coriáceas do falso-mangostão
Folhas opostas, brilhantes e coriáceas, típicas da espécie.
Flores branco-esverdeadas do falso-mangostão
Flores pequenas que surgem entre agosto e outubro.
Cesto com colheita de falso-mangostão
Colheita de verão com frutos colhidos bem maduros.
Detalhe da polpa e sementes do falso-mangostão com látex amarelo
Detalhe da polpa suculenta, sementes e látex amarelo da casca.
Ideal para

Ideal para quem tem quintal ou sítio com sol pleno e quer uma frutífera exótica, produtiva e de baixa manutenção. A árvore é ornamental, rústica e entrega boa safra de verão para sucos e geleias, sem exigir poda ou pulverizações constantes. Também funciona bem para colecionadores de frutas raras e para quem busca sombra média com frutificação. Se você gosta de sabores ácidos e cítricos e tem espaço para plantar pelo menos duas mudas, ela se encaixa muito bem.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem mora em apartamento ou tem apenas varanda pequena, pois a árvore cresce muito e rende pouco em vaso. Também não é a melhor escolha para quem espera frutos doces como o mangostão-roxo ou tem pouco espaço e não pode plantar duas mudas para garantir polinização. Não é indicada para regiões com geada forte e frequente ou para quem não tolera frutos ácidos e com látex que mancha. Famílias com crianças pequenas devem orientar para não morder a casca crua.

Cultivo rápido

Luminosidade
Sol pleno, mínimo 6 horas de sol direto
Rega
2 a 3 vezes por semana no primeiro ano; depois, manter solo úmido sem encharcar
Solo
Fértil, profundo, bem drenado, rico em matéria orgânica, pH 5,5 a 6,5
Temperatura ideal
22 °C a 30 °C; sensível a geada abaixo de 3 °C
Adubação
Orgânica + NPK 3 vezes ao ano: outubro, dezembro e abril
Poda
Formação nos 2 primeiros anos e limpeza anual após colheita
Propagação
Sementes frescas (20 a 40 dias para germinar) e enxertia de garfagem ou borbulhia

Perfil rápido de Falso-mangostão

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
ColheitaJFMAMJJASOND

Encontrado em 5 países

  • Índia
  • Mianmar
  • Tailândia
  • Malásia
  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Magnoliophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Malpighiales
Família
Clusiaceae
Gênero
Garcinia
Espécie
Garcinia xanthochymus

Resumo

  • O falso-mangostão é a Garcinia xanthochymus, de frutos amarelos e polpa ácida, diferente do mangostão-roxo (Garcinia mangostana).
  • É uma árvore de 8 a 12 metros, dioica, que frutifica entre dezembro e março e começa a produzir entre 4 e 6 anos quando plantada por semente.
  • Precisa de sol pleno, solo fértil e úmido, clima quente e úmido, e se propaga principalmente por sementes recalcitrantes e enxertia.

Características

Ficha da frutífera

Nome popularFalso-mangostão, mangostão-amarelo, bacupari-mirim
Nome científicoGarcinia xanthochymus Hook. f. ex T. Anderson (sin. Garcinia cochinchinensis)
Família botânicaClusiaceae (Guttiferae)
OrigemSudeste Asiático (Índia, Mianmar, Tailândia e Malásia)
Tamanho8 a 12 m de altura; copa piramidal de 4 a 7 m de diâmetro
Tempo até frutificar4 a 6 anos (semente); 2 a 3 anos (enxertada)
Época de frutificaçãoDezembro a março (verão)
Coresamareloamarelo-alaranjado
LuminosidadeSol pleno
RegaModerada a alta, sem encharcar
SoloFértil, profundo, bem drenado, pH 5,5 a 6,5, rico em matéria orgânica
ClimaTropical e subtropical úmido; não tolera geada forte nem seca prolongada
PropagaçãoSementes recalcitrantes e enxertia
Cultivo em vasoPossível apenas quando jovem; árvore adulta precisa de chão

Perfil e comportamento

Necessidade de solMuito alto
Necessidade de águaAlto
Facilidade de cultivoAlto
Adequação a vasosBaixo
ProdutividadeAlto
Resistência a pragasAlto

O que é o falso-mangostão e por que ele não é o mangostão verdadeiro

O falso-mangostão é a Garcinia xanthochymus, também citada como Garcinia cochinchinensis. Ele pertence à mesma família do mangostão-roxo (Garcinia mangostana), mas são espécies diferentes.

A confusão vem do parentesco e do formato do fruto, que lembra um pequeno mangostão. Só que o verdadeiro tem casca roxa espessa e polpa branca doce, enquanto o falso tem casca fina amarelo-vivo e polpa amarelo-alaranjada ácida com látex amarelo.

No Brasil, ele é mais rústico e fácil de frutificar que o mangostão-roxo, que exige muito calor úmido e demora mais. Por isso o falso-mangostão se espalhou em pomares domésticos, sítios e coleções de frutas exóticas, principalmente no Sudeste e Sul.

Como identificar: árvore, folhas, flores e frutos

A árvore tem copa piramidal densa e tronco reto com casca acinzentada. As folhas são opostas, coriáceas, brilhantes, com 15 a 30 cm de comprimento e nervura central bem marcada. É uma planta perenifólia, que não perde as folhas no inverno.

As flores são pequenas, branco-esverdeadas a rosadas, com 4 pétalas, e surgem em cachos nos ramos e até no tronco. A espécie é dioica: existem plantas masculinas e femininas separadas. Só a planta feminina dá frutos, mas precisa de uma masculina por perto para polinização.

O fruto é o melhor identificador. Tem 5 a 8 cm de diâmetro, 50 a 90 g, formato globoso com bico no ápice e casca lisa que vai do verde ao amarelo intenso quando madura. Ao cortar, solta látex amarelo que mancha e revela polpa suculenta envolvendo 1 a 4 sementes grandes.

Qual o sabor e como consumir o fruto

O sabor não é doce como o do mangostão-roxo. É ácido, cítrico, lembrando tamarindo com manga verde e um toque de maracujá. Quem espera doçura se decepciona; quem gosta de acidez se surpreende.

A polpa é muito suculenta e aromática, mas tem pouca polpa em relação à semente e à casca. O ideal é consumir bem maduro, quando a casca está amarelo-ouro e levemente macia ao toque. Verde, fica adstringente e com muito látex.

Na cozinha, o uso mais comum é em sucos, mousses, geleias, sorvetes e licores. A acidez equilibra bem com açúcar. No interior, é comum bater a polpa com água e açúcar ou fazer compota com a casca. As sementes não são consumidas cruas.

Como comer sem manchar tudo

Corte o fruto ao meio e retire a polpa com colher, evitando espremer a casca onde está o látex. Se manchar a mão, óleo de cozinha ajuda a remover melhor que água e sabão.

Quando o falso-mangostão dá frutos e quanto produz

No Brasil, a floração ocorre entre agosto e outubro e a colheita se concentra no verão, de dezembro a março. Em regiões mais quentes, pode estender até abril.

Uma árvore adulta bem cuidada produz 200 a 400 frutos por safra, podendo passar disso em anos bons. A produção é anual e bastante regular, sem alternância forte.

O tempo até frutificar depende da muda. Por semente, de 4 a 6 anos. Por enxertia, de 2 a 3 anos e com porte menor. Como é dioica, plante pelo menos duas mudas de semente para aumentar a chance de ter uma feminina, ou compre muda enxertada feminina já definida.

Como plantar falso-mangostão: do plantio à escolha do local

Escolha um local com sol pleno e espaço. A copa abre bastante e a árvore não combina com cantos apertados ou perto de muros e fiação. O espaçamento ideal é de 7 a 8 metros entre plantas.

O plantio deve ser feito no início da estação chuvosa, de outubro a dezembro, quando a muda enraíza melhor. Coveie com 60 x 60 x 60 cm e misture à terra 15 a 20 litros de composto orgânico curtido, 200 g de calcário e 100 g de farinha de ossos, se o solo for ácido e pobre.

Sementes são recalcitrantes: não podem secar nem ser armazenadas por muito tempo. Plante logo após retirar da polpa, a 2 cm de profundidade, em substrato úmido e sombreado. A germinação leva 20 a 40 dias e a taxa é alta quando a semente é fresca.

  • Muda de semente: mais barata e vigorosa, mas demora e não garante sexo da planta.
  • Muda enxertada: frutifica antes, mantém característica da planta-mãe e já vem sexada.
  • Evite enterrar o colo da muda e faça uma bacia ao redor para reter a água da rega.

Luz, rega, solo e clima ideais

O falso-mangostão é de sol pleno. Tolera meia-sombra quando jovem, mas só produz bem com pelo menos 6 horas de sol direto. Sombra atrasa o crescimento e reduz a frutificação.

Quanto à água, gosta de umidade constante. Regue 2 a 3 vezes por semana no primeiro ano e em períodos secos. Depois de estabelecida, tolera estiagens curtas, mas a falta de água derruba flores e frutos pequenos. O solo deve ficar úmido, nunca encharcado.

O solo ideal é profundo, fértil, bem drenado e rico em matéria orgânica, com pH entre 5,5 e 6,5. Solos muito argilosos e compactados precisam de drenagem e aporte de areia grossa e composto. Cobertura morta com palha ajuda a manter a umidade.

Em clima, prefere tropical e subtropical úmido, com temperaturas entre 22 °C e 30 °C. Sensível a geadas fortes e a ventos frios. Em regiões com inverno rigoroso, plante em local protegido e cubra mudas jovens.

Poda, adubação e cultivo em vaso

A poda é simples. Faça poda de formação nos dois primeiros anos para conduzir um tronco único e eliminar ramos baixos e cruzados. Depois, apenas poda de limpeza após a colheita para retirar galhos secos e mal posicionados. Não faça poda drástica.

Adube três vezes ao ano: no início das chuvas (outubro), no pegamento da florada (dezembro) e após a colheita (abril). Use composto orgânico + NPK 10-10-10 ou 20-05-20 conforme análise de solo. Em solos pobres, adicione micronutrientes e matéria orgânica anualmente.

Em vaso, o cultivo é limitado. Dá para manter a muda por 2 a 3 anos em vaso de 80 a 100 litros, com substrato leve e rega frequente, mas a árvore pede chão para produzir bem. Se insistir no vaso, escolha muda enxertada e faça adubação e poda de contenção regulares. A produtividade será bem menor.

Pragas, doenças e cuidados que evitam dor de cabeça

É uma das Garcinias mais resistentes a pragas. O látex e as folhas coriáceas afastam muitos insetos. Ainda assim, podem aparecer cochonilhas, pulgões e mosca-das-frutas na época da maturação.

Para mosca-das-frutas, o manejo é colher assim que amadurece e não deixar frutos caídos no chão. Para cochonilhas, óleo de neem e calda de sabão neutro resolvem infestações leves. Evite aplicar defensivos com frutos quase maduros.

Doenças fúngicas como antracnose surgem com excesso de umidade e pouca ventilação. Previna com espaçamento correto, poda para arejar a copa e evitando molhar as folhas na rega. Solo encharcado causa podridão de raízes, o principal erro de quem planta em área baixa.

Curiosidades e confusões comuns

Muita gente confunde falso-mangostão com bacupari (Garcinia gardneriana) e com achachairu (Garcinia humilis). Todos são Garcinia de frutos amarelos, mas o falso-mangostão tem fruto maior, mais ácido e com bico na ponta, enquanto o bacupari é menor e mais doce e o achachairu tem casca mais espessa e polpa branca.

Outro erro é achar que a casca amarela é comestível como a do mangostão-roxo. No falso, a casca tem muito látex e tanino e não deve ser comida crua. Use apenas a polpa.

Na Ásia, o látex amarelo já foi usado como corante e verniz natural, e a madeira, densa, é aproveitada localmente. As folhas e a casca são ricas em xantonas, compostos estudados por seu potencial antioxidante, mas sem uso medicinal comprovado em casa.

Perguntas frequentes

Falso-mangostão é o mesmo que mangostão?

Não. O mangostão verdadeiro é o roxo (Garcinia mangostana), de polpa branca e doce. O falso-mangostão é a Garcinia xanthochymus, de casca amarela e polpa ácida.

Quanto tempo demora para dar frutos?

De semente, de 4 a 6 anos. Mudas enxertadas femininas podem produzir em 2 a 3 anos, com porte menor.

Precisa plantar duas árvores para frutificar?

Sim, na maioria dos casos. A espécie é dioica e precisa de planta masculina e feminina próximas para polinização. Compre muda enxertada sexada ou plante 2 a 3 mudas de semente.

Dá para plantar em vaso?

Só quando jovem e em vaso grande (80 a 100 litros). Para produção satisfatória, o ideal é plantar no chão com 7 a 8 m de espaço.

Qual o gosto do falso-mangostão?

Ácido e cítrico, lembrando tamarindo e manga verde, bem diferente do mangostão doce. Fica melhor bem maduro e em preparos com açúcar.

Quando é a safra no Brasil?

A colheita vai de dezembro a março, com pico em janeiro e fevereiro, logo após a floração de agosto a outubro.

Como plantar a semente?

Plante fresca, sem deixar secar, a 2 cm de profundidade em substrato úmido e sombreado. A germinação ocorre em 20 a 40 dias.

Você sabia?

1

Planta dioica de verdade

O falso-mangostão tem árvores masculinas e femininas separadas. Só a feminina frutifica, mas sem um macho por perto a polinização falha e a produção despenca.

2

Látex que vira tinta

O látex amarelo da casca e do tronco já foi usado no Sudeste Asiático como corante e verniz natural, de tão pigmentado que é.

3

Semente que não pode esperar

As sementes são recalcitrantes e perdem a viabilidade em poucas semanas se secarem. Precisam ser plantadas frescas, logo após retirar da polpa.

4

Parente do bacupari, não do mangostão doce

Apesar do nome, ele é geneticamente mais próximo do bacupari e do achachairu do que do mangostão-roxo doce, e o sabor ácido entrega essa diferença.

Fontes

  1. Embrapa
  2. Instituto de Pesquisas Ambientais - Jardim Botânico de São Paulo
  3. Plants of the World Online - Kew

Prós e contras: Falso-mangostão

Prós

  • Muito rústica e resistente a pragas
  • Produção anual regular e abundante no verão
  • Adapta-se bem ao clima tropical e subtropical úmido
  • Fruto versátil para sucos, geleias e licores
  • Copa ornamental e densa, boa para quintal

Contras

  • Sabor ácido, não agrada quem espera doçura
  • Espécie dioica: precisa de planta masculina e feminina
  • Porte grande, exige espaço e não vai bem em vaso adulto
  • Sementes recalcitrantes que não podem ser armazenadas
  • Látex amarelo da casca mancha mãos e roupas
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o falso-mangostão é uma das Garcinias mais honestas para quintal no Brasil: rústica, bonita e produtiva, sem a frescura do mangostão-roxo. Só não compre achando que é sobremesa doce — é fruta ácida para quem gosta de suco e geleia, e exige espaço e duas plantas para frutificar bem.

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Última revisão em 17.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.