🦜 Aves e Pássaros

Trinta-réis

Sterninae (grupo dos trinta-réis) - ex: Sterna hirundo, Thalasseus acuflavidus, Phaetusa simplex

Atualizado em

29 a 50 cmTamanho
90 a 300 gPeso
12 a 25 anosExpectativa de vida
agudo e estridenteCanto
litoral, rios e lagoasHabitat
Trinta-réis de corpo inteiro pousado na areia da praia com plumagem branca e cinza e boné preto

O trinta-réis não é uma única espécie, mas o nome popular dado no Brasil às andorinhas-do-mar, aves da subfamília Sterninae. São parentes das gaivotas, mas muito mais leves, de bico fino e cauda bifurcada, famosas pelo voo ágil e pelo mergulho vertical para pescar.

No país ocorrem mais de 10 espécies, do trinta-réis-boreal migratório que cruza o Atlântico ao trinta-réis-grande amazônico de bico amarelo. Todas são aves aquáticas, altamente coloniais e dependentes de praias, ilhas e bancos de areia para se reproduzir.

Observar um bando em ação é inconfundível: voo baixo sobre a água, gritos ásperos e mergulhos certeiros. É uma das aves mais fáceis de ver no litoral brasileiro, mas também uma das mais sensíveis à perturbação humana nas áreas de nidificação.

Também conhecido como: Andorinha-do-mar, Gaivina, Trinta-réis-boreal, Trinta-réis-grande, Trinta-réis-de-bando, Trinta-réis-anão, Tern (inglês), Charrán (espanhol)

Faz parte de: Aves Aquáticas, Aves Migratórias

Explore a wiki

Galeria de fotos de Trinta-réis

Trinta-réis de corpo inteiro pousado na areia da praia com plumagem branca e cinza e boné preto
Trinta-réis adulto com o característico boné preto e cauda bifurcada.
Close-up da cabeça do trinta-réis mostrando bico fino e boné preto
Detalhe da cabeça: bico em punhal é a principal marca do grupo.
Trinta-réis em voo sobre o mar com asas abertas e cauda bifurcada
Voo leve e ágil, com batidas rápidas antes do mergulho.
Trinta-réis mergulhando verticalmente para pescar peixe na superfície
Pesca em picada vertical, entrando poucos centímetros na água.
Colônia de trinta-réis nidificando na areia com ovos camuflados
Ninhos simples em depressões na areia com ovos altamente camuflados.
Trinta-réis-grande de bico amarelo em banco de areia de rio amazônico
Trinta-réis-grande, a maior espécie do interior do Brasil.

Perfil rápido de Trinta-réis

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

Maioria das espécies com população ampla, mas colônias locais em declínio por perturbação humana.

População
estável a em declínio local
Protegido por
Sim, protegido por lei federal; captura e comércio são crime ambiental

Calendário

Reprodução (litoral)JFMAMJJASOND
Reprodução (rios interiores - seca)JFMAMJJASOND
Migração - chegada do Hemisfério NorteJFMAMJJASOND
Migração - retorno ao Hemisfério NorteJFMAMJJASOND

Vida útil

Na natureza
12 a 25 anos; até 33 anos em aves anilhadas
Em cativeiro
Não se aplica; espécie silvestre sem criação doméstica autorizada

Reprodução

Acasalamento
Monogâmico sazonal com corte de oferta de peixe
Estrutura social
Colonial; centenas a milhares de casais nidificam juntos
Padrão sazonal
Sazonal; setembro a fevereiro no litoral e na seca dos rios no interior
Tipo de nascimento
Ovíparo; filhotes semi-precociais com penugem camuflada
Ninhada
1 a 3 ovos por postura; 1 ninhada por ano; incubação 21 a 26 dias

Habitat

Ambientes

  • Praias arenosas e ilhas costeiras
  • Restingas, dunas e barras de rio
  • Bancos de areia em rios amazônicos e do Pantanal
  • Lagoas, açudes e estuários

Biomas

  • Mata Atlântica
  • Amazônia
  • Pantanal
  • Pampa
  • Caatinga
  • Cerrado

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • peixes pequenos (manjubas, sardinhas, lambaris)

Outros alimentos

  • crustáceos
  • insetos aquáticos
  • pequenos moluscos

Encontrado em 9 países

  • Brasil
  • Argentina
  • Uruguai
  • Chile
  • Estados Unidos
  • Canadá
  • Reino Unido
  • Senegal
  • África do Sul

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Aves
Ordem
Charadriiformes
Família
Laridae
Subfamília
Sterninae
Gênero
Sterna, Thalasseus, Phaetusa, Sternula (grupo)
Espécie-tipo
Sterna hirundo (trinta-réis-boreal)

Resumo

  • O trinta-réis é o nome popular das andorinhas-do-mar (Sterninae), aves aquáticas de bico fino, cauda bifurcada e voo leve, parentes das gaivotas.
  • Vive em colônias no litoral, ilhas, restingas e bancos de areia de rios e lagoas, alimentando-se principalmente de peixes pequenos capturados em mergulhos verticais.
  • No Brasil as espécies mais vistas são o trinta-réis-boreal, o trinta-réis-de-bando e o trinta-réis-grande, a maioria migratória e protegida por lei, sem criação doméstica permitida.

Características

Ficha da espécie

FamíliaLaridae (subfamília Sterninae)
Origem e distribuiçãoCosmopolita; no Brasil ocorre do Oiapoque ao Chuí, no litoral e interior
HabitatPraias, ilhas costeiras, restingas, manguezais, bancos de areia em rios e lagoas
Tamanho (comprimento)29 a 50 cm conforme a espécie
Envergadura70 a 95 cm
Peso90 a 300 g
Coresbrancocinza-claropretoamarelovermelholaranja
Expectativa de vida12 a 25 anos na natureza
AlimentaçãoPiscívora: peixes pequenos, crustáceos e insetos aquáticos
CantoGritos agudos, ásperos e repetitivos do tipo "kri-kri"
Reprodução (ninho e ovos)Ninho em depressão na areia; 1 a 3 ovos camuflados, incubação de 21 a 26 dias
Comportamento socialAltamente colonial e gregário, forma bandos de centenas a milhares
Variedades ou subespéciesCerca de 40 espécies no mundo; 10 a 12 registradas no Brasil

Perfil e comportamento

SociabilidadeMuito alto
Intensidade do cantoAlto
InteligênciaMédio
Facilidade de criaçãoMuito baixo
Necessidade de espaçoMuito alto
Nível de atividadeMuito alto
Capacidade de imitar sonsMuito baixo

Que ave é o trinta-réis e como reconhecê-la na hora

O trinta-réis é a andorinha-do-mar, nome popular brasileiro para as aves da subfamília Sterninae. Apesar do parentesco com gaivotas, o trinta-réis é mais esguio, leve e elegante, com bico fino em forma de punhal e cauda profundamente bifurcada em forma de tesoura.

Em voo, a diferença é imediata. Enquanto a gaivota plana e bate asas com força, o trinta-réis tem voo flutuante, ágil e com batidas rápidas, pairando antes de mergulhar. Na água, quase não pousa: prefere ficar no ar ou em bancos de areia.

O nome “trinta-réis” teria origem no seu grito estridente, que lembra a expressão antiga. Em inglês é tern, em espanhol charrán. No Brasil também é chamado de gaivina.

Tamanho, cores e marcas que não deixam confundir

A maioria dos trinta-réis brasileiros mede 29 a 40 cm, com peso entre 90 e 180 g. O maior de todos, o trinta-réis-grande (Phaetusa simplex), chega a 50 cm e 300 g e destoa pelo porte robusto.

A plumagem base é branco e cinza-claro nas costas e asas, com boné preto na cabeça durante a época reprodutiva. Fora dela, a testa fica branca e o boné parece falhado. O bico e as patas são o melhor guia de campo: variam de amarelo intenso no trinta-réis-grande a vermelho com ponta preta no boreal e amarelo com ponta preta no de-bando.

Filhotes e juvenis são mais amarronzados e escamados, com bico escuro. Adultos em voo mostram pontas das asas mais escuras e cauda bifurcada bem visível. Não há dimorfismo sexual evidente: macho e fêmea são iguais.

Onde vive o trinta-réis no Brasil: do mar à Amazônia

O trinta-réis é essencialmente aquático, mas não é só marinho. No Brasil ocupa três ambientes principais: litoral oceânico, ilhas costeiras e águas interiores como rios, lagos e açudes.

No litoral, prefere praias arenosas, restingas, ilhas desertas e barras de rio. No interior, o trinta-réis-grande e o trinta-réis-anão são comuns em bancos de areia do Amazonas, Araguaia, São Francisco e Pantanal, onde nidificam na seca.

A distribuição é ampla e muda com a estação. Espécies como o trinta-réis-boreal (Sterna hirundo) e o trinta-réis-ártico só aparecem no verão austral, quando migram do Hemisfério Norte. Já o trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus) e o trinta-réis-róseo (Sterna dougallii) são residentes e nidificam em ilhas do Sudeste e Nordeste.

O que o trinta-réis come e como pesca

A dieta é quase exclusivamente piscívora. Consome peixes pequenos de 3 a 10 cm como manjubas, sardinhas e lambaris, além de crustáceos, insetos aquáticos e pequenos moluscos quando há escassez.

A técnica de caça é o espetáculo. O trinta-réis paira a 5 a 12 metros de altura, com bico apontado para baixo, e ao avistar o peixe faz um mergulho vertical em picada, entrando poucos centímetros na água. Diferente de atobás, não mergulha fundo: pesca na superfície.

Em áreas interiores, também captura insetos em voo, como libélulas, e segue barcos de pesca para aproveitar restos. Filhotes são alimentados com peixes inteiros trazidos no bico pelos pais, várias vezes ao dia.

Comportamento, voo e canto: por que vive em bandos barulhentos

Trinta-réis é extremamente sociável. Fora da reprodução já forma bandos, mas na época de cria reúne colônias de centenas a mais de 10 mil casais na mesma praia. Essa estratégia dilui a predação, mas torna a espécie vulnerável a perturbações.

O canto é alto, áspero e repetitivo, do tipo kri-kri-kri ou kirra. Serve para manter o bando coeso, alertar predadores e defender território. Em colônia, o barulho é constante e pode ser ouvido a centenas de metros.

São aves diurnas, ativas e territoriais no ninho. Defendem o território com voos rasantes e mergulhos de intimidação contra humanos, cachorros e gaviões. Fora da colônia, são mais tolerantes e frequentemente vistas descansando lado a lado com gaivotas e talha-mares.

Reprodução, ninhos no chão e filhotes

A reprodução ocorre na estação seca no interior e na primavera-verão no litoral, entre setembro e fevereiro na maior parte do Brasil. O casal é monogâmico na temporada e faz elaborada corte com oferta de peixe do macho para a fêmea.

O ninho é minimalista: uma simples depressão na areia ou cascalho, sem forro ou com poucas conchas e gravetos. Essa simplicidade exige camuflagem. Os 1 a 3 ovos são bege, creme ou oliváceos com manchas marrons e pretas, quase invisíveis entre pedras.

A incubação dura 21 a 26 dias, revezada pelo casal. Os filhotes nascem semi-precociais, cobertos de penugem camuflada, e deixam o ninho com poucos dias, escondendo-se perto. Voam com 25 a 30 dias, mas continuam sendo alimentados pelos pais por mais semanas. Uma única ninhada por ano é o padrão.

Por que os ninhos são tão vulneráveis

Por nidificar no chão, o trinta-réis perde ovos para pisoteio, maré alta, cachorros, ratos e coleta humana. Uma única passagem de veículo na praia pode destruir dezenas de ninhos. Por isso, muitas ilhas de nidificação são hoje unidades de conservação com acesso restrito na época reprodutiva.

Migração e ciclo anual: o viajante que cruza hemisférios

Boa parte dos trinta-réis vistos no Brasil é migratória de longa distância. O caso mais extremo é o trinta-réis-boreal e o trinta-réis-ártico (Sterna paradisaea), que nidificam no Ártico e passam o inverno austral no litoral brasileiro, percorrendo mais de 10 mil km em cada perna. O ártico detém o recorde mundial de migração entre todas as aves.

No ciclo anual, eles chegam ao Brasil entre abril e junho, permanecem em áreas de invernada para trocar penas e acumular gordura, e retornam ao norte entre setembro e outubro. Durante a muda, ficam mais acastanhados e com bico escuro.

Espécies residentes, como o trinta-réis-grande, fazem migrações curtas regionais acompanhando o nível dos rios. Quando as praias fluviais somem na cheia, dispersam para lagos e açudes.

Espécies de trinta-réis mais comuns no Brasil

Não existe um único trinta-réis. O CBRO reconhece mais de 10 espécies no país. As diferenças estão no tamanho, cor do bico e distribuição.

Espécie Tamanho Bico / Patas Onde ver
Trinta-réis-boreal Sterna hirundo 34-37 cm Vermelho com ponta preta Litoral, migratório do norte
Trinta-réis-de-bando Thalasseus acuflavidus 38-42 cm Amarelo-alaranjado Costa atlântica, colônias em ilhas
Trinta-réis-grande Phaetusa simplex 38-50 cm Amarelo intenso, grande Rios da Amazônia, Pantanal, São Francisco
Trinta-réis-anão Sternula superciliaris 22-25 cm Amarelo com ponta preta Rios e lagoas interiores
Trinta-réis-róseo Sterna dougallii 33-38 cm Vermelho-escuro a preto Ilhas oceânicas do Nordeste

Para identificação rápida: bico todo amarelo e grande porte em rio = trinta-réis-grande; pequeno, amarelo e em bando no mar = de-bando; vermelho com ponta preta no verão = boreal.

Conservação, ameaças e pode criar em casa?

A maioria dos trinta-réis é classificada como Pouco Preocupante (LC) pela IUCN, mas as populações locais estão em declínio. As principais ameaças são ocupação de praias, turismo desordenado, veículos na areia, poluição plástica, pesca com rede e subida do nível do mar que alaga colônias.

No Brasil, todos os trinta-réis são aves silvestres protegidas por lei. A captura, criação ou venda sem autorização do IBAMA é crime ambiental (Lei 9.605/98). Não existe criação legal como pet: são aves marinhas que precisam de espaço, colônia e peixe vivo, e não se adaptam a gaiolas.

A melhor forma de ajudar é observar à distância. Em praias com sinalização de nidificação, mantenha pelo menos 50 metros dos ninhos, não leve cachorro solto e nunca toque em ovos ou filhotes. Se encontrar um filhote aparentemente abandonado, os pais costumam estar por perto vigiando.

Para observação, use binóculos e procure no final da tarde, quando os bandos voltam para dormir em bancos de areia. Ilhas como as Cagarras (RJ), Moleques do Sul (SC) e Abrolhos (BA) são pontos clássicos, mas com acesso controlado.

Perguntas frequentes

Trinta-réis é gaivota?

Não. É parente próximo, da mesma família Laridae, mas pertence à subfamília Sterninae. É menor, mais leve, com bico fino e cauda bifurcada, e pesca mergulhando em voo.

Onde encontrar trinta-réis no Brasil?

No litoral de norte a sul, em praias, ilhas e estuários, e no interior em bancos de areia de rios como Amazonas, Araguaia, São Francisco e no Pantanal.

O que o trinta-réis come?

Principalmente peixes pequenos de superfície, além de crustáceos e insetos aquáticos capturados em mergulhos verticais de poucos centímetros.

Pode ter trinta-réis em casa?

Não. É ave silvestre protegida por lei federal. Criação, captura ou venda sem autorização do IBAMA é crime ambiental e a espécie não se adapta a gaiolas.

Quando o trinta-réis se reproduz?

Entre setembro e fevereiro no litoral e durante a seca (junho a outubro) nos rios interiores, fazendo ninho em depressão na areia com 1 a 3 ovos camuflados.

Trinta-réis migra?

Sim, várias espécies. O trinta-réis-boreal e o ártico cruzam o Atlântico e percorrem mais de 10 mil km entre o Ártico e o Brasil a cada estação.

Como diferenciar as espécies?

Observe o bico e o tamanho: bico todo amarelo e grande em rio é o trinta-réis-grande; bico amarelo em bando no mar é o de-bando; bico vermelho com ponta preta é o boreal.

Fatos surpreendentes sobre o trinta-réis

1

Mergulho sem se molhar muito

Ao pescar, o trinta-réis entra apenas 10 a 30 cm na água e sai quase seco, graças à plumagem muito impermeável. Ele não mergulha como um atobá.

2

Ovo que parece pedra

Os ovos são tão camuflados que pesquisadores treinados têm dificuldade de achá-los. A fêmea cobre o ninho com conchinhas para confundir predadores.

3

Recorde de longevidade

Um trinta-réis-boreal anilhado na Europa viveu 33 anos e cruzou o Atlântico mais de 60 vezes, somando distância equivalente a três voltas à Terra.

4

Pesca em equipe com botos

No litoral e em rios, bandos de trinta-réis seguem botos e cardumes que empurram peixes para a superfície, pescando juntos no mesmo local.

Fontes

  1. WikiAves - Trinta-réis
  2. CBRO - Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos
  3. BirdLife International / IUCN Red List
  4. Cornell Lab of Ornithology - All About Birds

Prós e contras: Trinta-réis

Prós

  • Voo elegante e fácil de observar no litoral e rios
  • Excelente indicador de saúde ambiental de praias e rios
  • Controle natural de pequenos peixes e insetos
  • Vive em colônias impressionantes, ótimo para fotografia e birdwatching
  • Longevidade alta e fidelidade a áreas de invernada

Contras

  • Ninhos no chão muito vulneráveis a pisoteio e predadores
  • Extremamente sensível à presença humana e a cães soltos na praia
  • Não pode ser criado como pet; protegido por lei
  • Colônias barulhentas e com cheiro forte não agradam em áreas urbanas
  • Dependente de bancos de areia que desaparecem com cheia e ocupação costeira
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o trinta-réis é a ave mais subestimada do litoral brasileiro: todo mundo vê, poucos reconhecem. Vale mais como espetáculo de observação do que como qualquer tentativa de criação, e sua conservação depende diretamente de praias mais tranquilas na época de ninhos.

Continue explorando: Aves e Pássaros

Sansão Monteiro
Escrito porSansão MonteiroEditor de Animais

Ele é criador de conteúdo sobre animais, com foco em raças de cães e gatos, comportamento, características físicas e cuidados essenciais. Através de pesquisa em fontes confiáveis, procura…

Última revisão em 20.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.