🦜 Aves e Pássaros

Pato-mandarim

Aix galericulata

Atualizado em

41 a 49 cmTamanho
430 a 690 gPeso
6 a 12 anosExpectativa de vida
Baixo e assobiadoCanto
Lagos de mata temperadaHabitat
Pato-mandarim macho em corpo inteiro na borda de um lago mostrando plumagem colorida

O pato-mandarim (Aix galericulata) é considerado o pato mais bonito do mundo, famoso pelo macho com penacho, bico vermelho e duas penas em forma de leque laranja nas costas. Nativo do leste da Ásia, ele vive em lagos e rios cercados por mata fechada e se destaca por nidificar em ocos de árvores, como pouquíssimos patos fazem.

No Brasil não ocorre na natureza, mas é amplamente criado como ave ornamental em sítios, criatórios e lagos de parques. Silencioso, arisco e pouco domesticável, não é um pato de colo: exige lago, área arborizada e manejo correto para manter a plumagem exuberante e o bem-estar.

Também conhecido como: Pato mandarim, Mandarin Duck, Canard mandarin, Mandarinenente, Anatra mandarina, Pato joyuyo

Faz parte de: Aves Aquáticas

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Galeria de fotos de Pato-mandarim

Pato-mandarim macho em corpo inteiro na borda de um lago mostrando plumagem colorida
Macho adulto de pato-mandarim com as típicas penas em forma de leque laranja.
Retrato em close da cabeça do pato-mandarim macho
Detalhe da cabeça do macho: bico vermelho, topete verde e bigodes laranja.
Pato-mandarim em voo com asas abertas sobre lago de floresta
Em voo, exibe o espelho azul nas asas e voo ágil entre árvores.
Casal de pato-mandarim em habitat natural de floresta alagada
Casal em habitat típico: macho exuberante e fêmea camuflada.
Pato-mandarim se alimentando em água rasa
Alimentação onívora em água rasa, buscando sementes e invertebrados.
Ninho de pato-mandarim em oco de árvore com ovos brancos
Ninho em oco de árvore com ovos claros forrados com penugem.
Filhotes de pato-mandarim saltando do ninho no oco da árvore
Filhotes com um dia de vida saltam do oco a metros de altura.
Ideal para

Ideal para criadores com sítio, chácara ou lago ornamental que buscam uma ave extremamente decorativa, silenciosa e que convive bem em pequenos grupos. Agrada quem valoriza contemplação e fotografia, já que o macho é fotogênico e o manejo, uma vez estruturado, é estável.

Pode não ser ideal para

Não é ideal para apartamento, casa sem área externa ou para quem busca ave de interação e carinho. Exige lago limpo, viveiro telado e caixa-ninho, além de tolerância ao comportamento arisco; crianças pequenas e cachorros soltos aumentam muito o risco de estresse e predação.

Como cuidar

Ambiente
Viveiro amplo com lago de água corrente ou trocada com frequência, área seca sombreada e poleiros; tela superior obrigatória
Alimentação
Ração para patos ornamentais + grãos, verduras, lentilha d'água e proteína animal ocasional (tenébrios)
Ninho
Caixa-ninho vertical de madeira com entrada de 12 cm, a 1,5 m de altura e serragem no fundo
Saúde
Vermifugação e controle de fungos (aspergilose); quarentena para aves novas; evitar água estagnada
Manejo
Evite misturar com pato-carolino para não hibridar; mantenha casais separados na reprodução se houver agressão

Perfil rápido de Pato-mandarim

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

População global estável, mas dependente de florestas com árvores ocas.

População
Estável
Protegido por
Sim, protegido por leis de caça no Japão, China e Europa

Calendário

Reprodução (Brasil, cativeiro)JFMAMJJASOND
Muda de eclipse do machoJFMAMJJASOND
Nascimento dos filhotesJFMAMJJASOND

Vida útil

Na natureza
6 a 10 anos
Em cativeiro
10 a 15 anos com manejo adequado

Reprodução

Sistema de acasalamento
Monogâmico sazonal, par formado no outono/inverno
Estrutura social
Casais isolados na reprodução; bandos pequenos fora dela
Padrão sazonal
Reprodução na primavera do Hemisfério Norte; no Brasil entre agosto e dezembro
Tipo de nascimento
Ovíparo, ninho em oco de árvore forrado com penugem
Ninhada
9 a 12 ovos; incubação 28 a 30 dias só pela fêmea; filhotes nidífugos e precoces

Habitat

Ambientes

  • Lagos e lagoas de água doce
  • Rios calmos e banhados
  • Florestas temperadas alagáveis
  • Parques urbanos com lagos (populações introduzidas)

Biomas

  • Floresta temperada decídua
  • Floresta mista boreal
  • Zonas úmidas temperadas

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Sementes e bolotas
  • Grãos e arroz selvagem

Outros alimentos

  • Plantas aquáticas
  • Insetos aquáticos
  • Caramujos e pequenos peixes
  • Frutos

Encontrado em 8 países

  • China
  • Japão
  • Rússia
  • Coreia do Sul
  • Reino Unido
  • Alemanha
  • Estados Unidos
  • Brasil (em cativeiro)

Como animal de estimação

Adequação
Apenas ornamental, não é pet de colo; exige lago e viveiro telado
Legalidade no Brasil
Espécie exótica, criação livre com comprovação de origem; exija nota fiscal do criatório
Nível de cuidado
Médio a alto: manejo diário de água, alimentação variada e proteção contra predadores
Temperamento
Arisco, silencioso, não gosta de manuseio; convive bem com outros patos ornamentais se houver espaço

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Aves
Ordem
Anseriformes
Família
Anatidae
Gênero
Aix
Espécie
Aix galericulata

Resumo

  • O pato-mandarim é um pato pequeno e arborícola do leste asiático, famoso pelo macho com plumagem extremamente colorida e penas em forma de leque.
  • Vive em lagos e rios de mata temperada, nidifica em ocos de árvores a metros do chão e tem filhotes que saltam do ninho no dia seguinte ao nascimento.
  • No Brasil é apenas ave ornamental exótica e sua criação é legal sem autorização do IBAMA, mas exige lago limpo, alimentação variada e proteção contra predadores.

Características

Ficha da espécie

FamíliaAnatidae
Origem e distribuiçãoLeste da Ásia (China, Japão, Rússia e Coreia); introduzido na Europa e EUA
HabitatLagos, rios calmos e banhados cercados por mata densa
Tamanho41 a 49 cm de comprimento
Envergadura65 a 75 cm
Peso430 a 690 g (macho um pouco mais pesado)
Coresmacho: laranjaverdebrancoazulvermelhobegeroxofêmea: cinzamarrombranco
Expectativa de vida6 a 10 anos na natureza; até 12 a 15 anos em cativeiro
AlimentaçãoOnívora: sementes, bolotas, grãos, insetos, pequenos peixes e plantas aquáticas
CantoAssobios suaves e grasnados curtos; macho assobia, fêmea emite kek-kek
ReproduçãoMonogâmica sazonal; ninho em oco de árvore; 9 a 12 ovos brancos; incubação 28 a 30 dias
Comportamento socialSociável fora da reprodução; forma bandos pequenos; muito arisco com humanos
Variedades ou subespéciesNão há subespécies; existe mutação branca e apricot em cativeiro

Perfil e comportamento

SociabilidadeAlto
Intensidade do cantoMuito baixo
InteligênciaAlto
Facilidade de criaçãoMédio
Necessidade de espaçoMuito alto
Nível de atividadeAlto
Capacidade de imitar sonsMuito baixo

Como reconhecer o pato-mandarim: o macho mais colorido do mundo

O pato-mandarim é inconfundível quando o macho está com plumagem nupcial. Ele tem topete verde e cobre, bico vermelho com ponta clara, bochechas brancas com bigodes laranja, peito roxo com duas barras brancas verticais e, o mais marcante, duas penas alaranjadas em forma de leque erguidas nas costas, que parecem velas.

O corpo é compacto e elegante, com 41 a 49 cm e 430 a 690 g. As asas mostram um espelho azul-esverdeado e o ventre é branco. Nenhum outro pato combina tantas cores com esse desenho geométrico perfeito.

De junho a setembro o macho entra em eclipse: perde as cores e fica parecido com a fêmea para se camuflar durante a muda. É a fase em que mais gente se confunde e acha que tem uma fêmea ou outra espécie.

Fêmea, filhote e pato-mandarim branco: não confunda

A fêmea é cinza-acastanhada, com anel branco ao redor dos olhos, bico acinzentado e manchas brancas nos flancos. Discreta, ela se camufla muito bem no ninho. O filhote segue o padrão da mãe, com penugem escura e clara.

Em cativeiro existe a mutação branca (todo branco com bico amarelo) e a apricot (tons creme e canela), muito valorizadas como ornamentais. Não são espécies diferentes, apenas linhagens selecionadas de Aix galericulata.

A confusão mais comum é com o pato-carolino (Aix sponsa), seu único parente próximo, da América do Norte. Veja a diferença:

Característica Pato-mandarim Pato-carolino
Origem Leste da Ásia América do Norte
Macho Leques laranja nas costas, bigodes laranja Topete verde com linhas brancas, sem leques
Fêmea Anel ocular fino e bico acinzentado Anel ocular largo em forma de gota
Hibridação Cruzam e geram híbridos férteis em cativeiro Mesmo caso, evite manter juntos

Onde vive na natureza e onde é encontrado no Brasil

Na natureza, o pato-mandarim habita lagos, lagoas, rios calmos e banhados cercados por mata temperada fechada, principalmente no leste da China, Japão, sudeste da Rússia e Coreia. Ele é um pato arborícola: passa muito tempo empoleirado em galhos, algo raro entre patos.

No inverno do norte, populações do continente migram para o sul da China e Japão. Já as populações introduzidas na Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos são em grande parte sedentárias e vivem em parques urbanos.

No Brasil não existe população selvagem. Todos os exemplares são de cativeiro, em criatórios registrados, sítios e coleções particulares. Quando visto solto em parque, é sempre ave fugida ou introduzida, sem estabelecimento como espécie invasora.

O que come: dieta onívora e muito ligada a bolotas

É onívoro e oportunista. Na natureza, o item preferido no outono e inverno são bolotas e sementes de árvores, complementadas com grãos, plantas aquáticas, insetos, caramujos e pequenos peixes.

Filhotes nas primeiras semanas são quase exclusivamente insetívoros, caçando larvas, libélulas e besouros aquáticos para crescer rápido. Adultos variam a dieta conforme a estação, com mais proteína animal na primavera.

Em cativeiro, a base deve ser ração específica para patos ornamentais ou marrecos, mais grãos (milho, trigo, arroz com casca), verduras, lentilha d’água e tenébrios. Pão e restos humanos prejudicam a saúde e a plumagem.

Comportamento e canto: silencioso, arisco e empoleirado

Diferente do pato-doméstico, o mandarim é extremamente arisco e pouco vocal. O macho emite um assobio curto e ascendente, quase um whee, e a fêmea um kek-kek baixo quando alarmada. Não grasna alto.

Vive em casais na época reprodutiva e em pequenos bandos de 5 a 20 aves no inverno. É diurno, nada bem mas prefere áreas rasas e margens com vegetação. À noite, dorme empoleirado em árvores, protegido de predadores terrestres.

É também muito ágil em voo, com batidas rápidas e manobras entre troncos. Em cativeiro sem manejo, voa facilmente por cima de cercas baixas, por isso a maioria dos criatórios mantém as aves com voo contido ou em viveiros telados.

Reprodução, ninhos em árvores e o salto dos filhotes

A reprodução é monogâmica sazonal: o par se forma no outono/inverno e se mantém até a criação dos filhotes. A exibição do macho inclui erguer o topete, estufar os leques e fazer voos curtos sobre a fêmea.

O ninho é feito em oco de árvore a 3 a 10 metros de altura, forrado apenas com penugem da fêmea. A postura tem 9 a 12 ovos brancos-creme, incubados só pela fêmea por 28 a 30 dias. O macho abandona o território logo após o início da incubação.

O fato mais impressionante: 24 horas após nascer, os filhotes saltam do oco a até 10 metros de altura atendendo ao chamado da mãe no chão. Por serem leves e com penugem densa, caem sem se machucar e já seguem a mãe até a água, onde se alimentam sozinhos.

Pode criar pato-mandarim em casa? Legalidade e cuidados no Brasil

Sim, a criação é legal no Brasil por ser espécie exótica, não nativa. Ela não exige autorização do IBAMA para pessoa física, mas a compra deve ter nota fiscal e comprovação de origem de criatório regularizado. Transporte interestadual exige GTA. Criar ave nativa sem anilha seria crime ambiental, o que não é o caso dele.

Não é ave para apartamento ou gaiola. Precisa de lago ou tanque grande com água limpa, área seca com sombra, poleiros e caixa-ninho tipo oco a 1,5 m do chão. O viveiro deve ser telado em cima e nas laterais para evitar fuga e ataque de gaviões, gatos e cachorros.

Na nossa avaliação, é uma ave para quem já tem experiência com aves aquáticas e espaço rural ou periurbano. Para iniciante sem lago, o manejo da água, a muda anual e a sensibilidade a fungos e verminoses frustram rápido. É ornamental de contemplação, não de interação.

Conservação e por que ele quase desapareceu

Na Lista Vermelha da IUCN o pato-mandarim é LC (Pouco Preocupante), com população global estimada em 65.000 indivíduos maduros e tendência geral estável. A espécie se beneficiou da proteção e de programas de caixas-ninho no Japão e na Inglaterra.

Historicamente, sofreu declínio acentuado na China e Rússia por desmatamento de matas ciliares, corte de árvores com ocos e caça. No Japão chegou a ser considerado ave sagrada e sua caça foi proibida, o que ajudou na recuperação.

Hoje a maior ameaça continua sendo a perda de florestas maduras com árvores ocas e a hibridação com o pato-carolino onde ambos foram introduzidos. No Reino Unido, onde foi introduzido em 1830, já existe população asselvajada de cerca de 7.000 aves, a maior fora da Ásia.

Diferenças que importam na identificação rápida

Para não errar no campo ou ao comprar, observe três pontos: macho com leques laranja = mandarim; macho com crista verde listrada de branco sem leques = carolino. Fêmea de mandarim tem anel ocular fino e contínuo; a de carolino tem mancha branca em forma de lágrima.

Outro detalhe útil: o bico do macho mandarim é vermelho-rosado, o do carolino é branco, vermelho e amarelo com ponta preta. Em voo, o mandarim mostra menos branco nas asas.

Por fim, desconfie de anúncios de “pato-mandarim manso que atende pelo nome”. A espécie não se apega ao tutor como um cachorro ou calopsita; mesmo nascido em cativeiro, mantém comportamento selvagem e estressa com manuseio excessivo.

Perguntas frequentes

Pato-mandarim pode viver com outros patos?

Sim, convive bem com outros patos ornamentais se houver lago grande e comedouros separados. Evite deixá-lo com pato-carolino sem controle, pois hibridam facilmente.

Quanto tempo vive o pato-mandarim?

De 6 a 10 anos na natureza e de 10 a 15 anos em cativeiro com água limpa, alimentação correta e proteção contra predadores.

É preciso autorização do IBAMA para criar pato-mandarim?

Não, por ser espécie exótica não consta na lista de fauna silvestre nativa. Basta comprar de criatório legalizado com nota fiscal e manter comprovante de origem.

Pato-mandarim voa?

Sim, voa muito bem e escapa fácil. Em viveiros abertos é comum aparar ou conter o voo e telar a parte superior.

O que o pato-mandarim come?

Bolotas, sementes, grãos, plantas aquáticas, insetos e pequenos invertebrados. Em cativeiro use ração para patos ornamentais complementada com verduras e proteína animal.

Por que o macho perde a cor?

É a muda de eclipse, entre o fim da reprodução e o inverno. Ele troca as penas coloridas por uma plumagem parda como a da fêmea e fica temporariamente incapaz de voar.

Pato-mandarim é barulhento?

Não. É um dos patos mais silenciosos, emite apenas assobios suaves. Ideal para quem quer ave aquática sem incômodo sonoro.

Fatos surpreendentes sobre o pato-mandarim

1

O salto da morte que não mata

Os filhotes com um dia de vida se jogam de ocos a até 10 metros de altura para encontrar a mãe e saem ilesos graças ao peso pluma e à penugem que amortece a queda.

2

Símbolo de fidelidade na Ásia

Na China e no Japão o casal de mandarins é símbolo de amor fiel e casamento feliz, aparecendo em casamentos e obras de arte há mais de mil anos, apesar de a fidelidade durar só uma estação.

3

Macho que some

Após acasalar, o macho entra em muda de eclipse e fica com plumagem de fêmea por até 3 meses, ficando incapaz de voar por algumas semanas enquanto troca as penas.

4

Pato que empoleira

Ao contrário da maioria dos patos, ele tem garras fortes nos dedos e dorme empoleirado em galhos, comportamento que herdou da vida em florestas alagadas.

Fontes

  1. IUCN Red List - Aix galericulata
  2. BirdLife International
  3. WikiAves
  4. Cornell Lab - All About Birds

Prós e contras: Pato-mandarim

Prós

  • Plumagem mais exuberante entre todos os patos
  • Silencioso e pouco odor comparado a patos domésticos
  • Resistente ao frio e adaptável a lagos ornamentais
  • Convive bem em pequenos bandos se houver espaço
  • Longevidade boa em cativeiro com manejo simples de água

Contras

  • Arisco, não se torna manso nem gosta de colo
  • Exige lago com água limpa e viveiro telado, não serve para apartamento
  • Macho perde a cor por meses na muda de eclipse
  • Risco de hibridação com pato-carolino
  • Voa e foge com facilidade se o viveiro não for telado
Nossa opinião

O pato-mandarim é a prova de que seleção sexual pode criar um exagero lindo e funcional: o macho carrega uma fantasia que parece artificial, mas serve para corte em floresta sombreada. Na nossa avaliação, vale mais como ave de contemplação em lago bem manejado do que como pet, e criá-lo sem lago é condená-lo a plumagem opaca e estresse.

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Deyse Timana
Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

Sou uma entusiasta do universo dos peixes e da vida aquática. Dedico-me a pesquisar e partilhar informações sobre espécies de peixes, alimentação, comportamento, habitat e cuidados, ajudando os…

Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.