🌳 Árvores

Tataré

Chloroleucon tortum

Atualizado em

6 a 12 m de alturaTamanho
Semicaducifólia, bipinadaFolhagem
Moderado a rápidoCrescimento
Sol plenoLuminosidade
40 a 60 anosLongevidade
Árvore Tataré adulta com tronco torto e copa ampla na Caatinga

A Tataré (Chloroleucon tortum) é uma árvore nativa do Brasil famosa pelo tronco retorcido, casca que se solta em placas e copa larga e irregular. De pequeno a médio porte, é muito usada para sombra rala, recuperação de áreas degradadas e como planta melífera na Caatinga e no Cerrado.

Na natureza ela perde parte das folhas na seca e se destaca pelas folhas bipinadas bem pequenas e pelas vagens em espiral que se abrem expondo sementes com arilo avermelhado. É rústica, fixa nitrogênio no solo e tolera sol forte, seca e solos pobres, o que explica seu uso crescente no paisagismo seco e em reflorestamentos.

Também conhecido como: Tataré, Tataré-amarelo, Jacaré, Angico-torto, Pithecellobium tortum

Faz parte de: Árvores de Sombra, Árvores Ornamentais, Árvores Pequenas

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Galeria de fotos de Tataré

Árvore Tataré adulta com tronco torto e copa ampla na Caatinga
Tataré adulta com tronco retorcido característico e copa irregular.
Folhas bipinadas e flores em pompom branco-creme da Tataré
Folhas bipinadas delicadas e inflorescência em pompom da Tataré.
Tronco e casca da Tataré se soltando em placas
Casca acinzentada da Tataré que se solta em placas finas.
Vagens em espiral e sementes da Tataré
Vagens espiraladas da Tataré com sementes e arilo avermelhado.
Tataré no paisagismo de parque com sombra leve
Tataré usada no paisagismo para sombra rala em área ampla.
Copa da Tataré vista de baixo com luz filtrada
Copa da Tataré vista de baixo, com sombra rendada característica.
Ideal para

Ideal para quem tem sítio, chácara ou quintal amplo e busca uma árvore nativa rústica, de sombra leve e baixa manutenção. Vai muito bem em jardins secos, projetos de restauração e áreas onde poucas espécies aguentam sol forte e solo pobre. Também é ótima para quem cria abelhas ou quer atrair fauna, já que floresce na primavera e oferece pólen e néctar em época de escassez. Exige sol pleno e espaço para a copa se abrir com naturalidade.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para calçada estreita, quintal pequeno ou sob fiação elétrica, pois a copa é larga, irregular e tortuosa. Quem busca sombra densa e uniforme ou alinhamento formal vai se frustrar com o porte escultural dela. Não é indicada para quem não pode fazer manejo inicial ou tem pouco tempo para conduzir a muda nos primeiros meses. Apesar de rústica, precisa de sol direto e solo bem drenado; locais sombreados e encharcados causam crescimento fraco e doenças foliares.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6 horas de sol direto por dia
Rega
Moderada no pegamento; depois baixa, apenas em seca prolongada
Solo
Bem drenado, arenoso a argilo-arenoso, pH 5,5 a 7,5; tolera pedregoso e levemente salino
Clima
Tropical e subtropical seco; tolera calor intenso e seca, sensível a geada forte
Adubação
Anual no início das chuvas com composto orgânico; não exige muito nitrogênio
Poda
De formação e limpeza no fim da seca; evite poda drástica
Propagação
Por sementes com escarificação mecânica ou água quente; germinação em 7 a 15 dias

Perfil rápido de Tataré

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

Espécie nativa com ampla distribuição e sem risco iminente de extinção.

População
Estável
Protegido por
Não há proteção legal específica, mas coleta e corte seguem a legislação de flora nativa

Calendário

FloraçãoJFMAMJJASOND
FrutificaçãoJFMAMJJASOND
Queda de folhasJFMAMJJASOND
PlantioJFMAMJJASOND

Habitat

Ambientes

  • Caatinga arbórea e arbustiva
  • Cerrado e matas secas
  • Áreas degradadas e pedregosas em recuperação

Biomas

  • Caatinga
  • Cerrado
  • Mata Atlântica

Encontrado em 1 país

  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Fabales
Família
Fabaceae
Gênero
Chloroleucon
Espécie
Chloroleucon tortum (Mart.) Pittier

Resumo

  • A Tataré é uma árvore nativa da Caatinga e do Cerrado, de 6 a 12 m, com tronco torto, copa ampla e folhas bipinadas semicaducifólias.
  • Tem floração em pompom branco-creme na primavera e vagens espiraladas que alimentam abelhas e aves, além de fixar nitrogênio e tolerar seca e solos pobres.
  • É ideal para sombra leve, paisagismo rústico e recuperação ambiental, mas exige sol pleno e espaço para a copa e não é indicada para calçada estreita.

Características

Ficha da árvore

Nome popularTataré
Nome científicoChloroleucon tortum (sin. Pithecellobium tortum)
Família botânicaFabaceae (Mimosoideae)
OrigemBrasil – Caatinga e Cerrado
Tamanho (altura)6 a 12 m (excepcionalmente até 15 m)
CopaAmpla, irregular e tortuosa, 6 a 10 m de diâmetro
FolhagemSemicaducifólia, bipinada com folíolos pequenos
CrescimentoModerado a rápido
LuminosidadeSol pleno
RegaBaixa após pegamento; tolera seca
SoloBem drenado, pobre a fértil, tolera solos pedregosos
UsosSombra rala, paisagismo seco, melífera, recuperação de áreas degradadas, madeira para lenha e pequenas obras
Longevidade40 a 60 anos

Perfil e comportamento

Velocidade de crescimentoAlto
SombraMédio
Resistência à secaMuito alto
Agressividade das raízesMédio
Facilidade de cultivoAlto
Atrai faunaMuito alto

O que é a Tataré e como reconhecê-la na hora

A Tataré é Chloroleucon tortum, da família Fabaceae, subfamília Mimosoideae. O nome já entrega a marca da espécie: tronco tortuoso e muito ramificado desde a base.

Você reconhece pela casca acinzentada que se solta em placas finas, deixando manchas mais claras. Os ramos jovens costumam ter espinhos curtos e retos, que somem nos ramos mais velhos.

As folhas são bipinadas com folíolos minúsculos, verde-claras e delicadas, que dão sombra rendada, não fechada. Na seca mais forte, ela perde parte das folhas e brota de novo com as chuvas.

Tamanho, copa e raízes: o que esperar no quintal

Em cultivo, a Tataré fica entre 6 e 12 m de altura, com copa tão larga quanto alta, de 6 a 10 m de diâmetro. O crescimento é moderado a rápido quando há sol e solo drenado.

A copa é irregular, aberta e torta, com galhos em zigue-zague. Isso cria uma sombra leve e fresca, ótima para áreas de estar, mas não é sombra densa como a de uma mangueira.

As raízes são moderadamente agressivas e superficiais em solos compactados. Não é a pior espécie para calçada, mas precisa de canteiro com pelo menos 2 a 3 m de largura e distância de muros, tubulações e fiação.

  • Espaço mínimo recomendado: 4 a 6 m de qualquer construção.
  • Formato: tronco curto e retorcido, ideal para jardim de aspecto natural, não para alinhamento formal.
  • Sombra: filtrada, que permite grama e forrações por baixo.

Onde a Tataré vive no Brasil e por que ela importa

A Tataré é nativa e endêmica do Brasil, com ocorrência natural na Caatinga, no Cerrado e em transições para a Mata Atlântica, do Nordeste ao Sudeste. É típica de matas secas, caatinga arbórea e áreas pedregosas.

Por ser leguminosa fixadora de nitrogênio, ela melhora solos pobres e é pioneira em áreas degradadas. A Embrapa Florestas e projetos de restauração a indicam para recuperação de pastagens e voçorocas no semiárido.

Na ecologia, é uma árvore-chave na seca: floresce quando poucas espécies florescem e mantém abelhas nativas, abelhas africanizadas e pequenos insetos alimentados. As vagens também servem a aves e mamíferos.

Floração e frutos: quando acontece e quem ela atrai

A floração ocorre na primavera e início do verão, entre setembro e dezembro, com inflorescências em pompom branco-creme, pequenas e perfumadas. Cada flor tem muitos estames longos, típicos de Mimosoideae.

Os frutos são vagens achatadas e fortemente enroladas em espiral, que quando secas se abrem e expõem sementes pretas com arilo avermelhado. A frutificação vai de novembro a fevereiro.

A queda de folhas mais intensa acontece no auge da seca, de junho a agosto, mas ela nunca fica totalmente pelada por muito tempo. Em regiões sem seca marcada, comporta-se como quase perene.

  • Polinizadores: abelhas nativas sem ferrão, Apis mellifera e pequenos besouros.
  • Dispersão: zoocórica e barocórica, com aves atraídas pelo arilo.
  • Valor apícola: alto, por florir na entressafra de outras espécies.

Como plantar Tataré do jeito certo

Plante no início da estação chuvosa, de outubro a dezembro na maior parte do Brasil. Escolha sol pleno o dia todo; meia-sombra deixa a copa rala e torta demais.

O solo ideal é bem drenado, até pedregoso ou arenoso. Ela tolera baixa fertilidade e certa salinidade, mas não tolera encharcamento. Em solo argiloso, faça cova larga e misture areia grossa e matéria orgânica.

Para muda de 50 a 80 cm, abra cova de 40 x 40 x 40 cm e deixe 5 a 6 m entre plantas se for fazer bosquete. Tutoramento nos primeiros 12 meses ajuda a conduzir o tronco, que naturalmente entorta.

Passo a passo simples

  • Cova: 40 cm em todas as dimensões, com 2 a 3 litros de composto curtido no fundo.
  • Plantio: colo da muda no nível do solo, sem enterrar o caule.
  • Rega de pegamento: 2 a 3 vezes por semana nos primeiros 60 dias, depois espaçar.
  • Cobertura morta: palha ao redor, sem encostar no tronco, para manter umidade.

A propagação é quase sempre por sementes. As sementes precisam de escarificação leve (lixa fina ou água quente a 80°C por 1 minuto) para quebrar a dormência tegumentar e germinam em 7 a 15 dias.

Como cuidar sem erro: rega, poda e solo

Depois de pegada, a Tataré quase não precisa de rega. Regue apenas em veranicos longos no primeiro ano. Árvore adulta estabelecida sobrevive bem só com chuva no semiárido.

Adubação é simples: uma vez por ano, no início das chuvas, com composto orgânico ou NPK de manutenção. Excesso de nitrogênio não é necessário, pois ela mesma fixa o nutriente via bactérias nas raízes.

A poda deve ser leve e de formação, no fim da seca. Remova galhos cruzados, secos ou muito baixos. Evite poda drástica, que estimula brotações desordenadas e espinhosas.

  • Solo: mantenha drenado; não deixe água parada na coroa.
  • Mulching: ajuda muito nos dois primeiros anos.
  • Condução: se quiser tronco único, selecione um líder cedo e elimine os concorrentes.

Usos no paisagismo, na recuperação e na madeira

No paisagismo, a Tataré funciona como árvore de sombra rala, escultural e rústica. Combina com jardins secos, estilo caatinga, cerrado e mediterrâneo, junto a cactos, agaves e gramíneas nativas.

É excelente para sítios, fazendas, praças e parques amplos, onde o tronco torto vira elemento ornamental. Não é a melhor escolha para calçada estreita ou sob fiação, por causa da copa larga e irregular.

Na restauração, é usada para recobrir solos degradados e fixar nitrogênio, preparando o terreno para espécies mais exigentes. A madeira é densa, dura e de boa durabilidade, usada localmente para lenha, carvão, moirões e pequenas peças, mas não é madeira de serraria em larga escala.

Pragas, problemas comuns e o que evitar

É uma espécie muito rústica e pouco atacada. O problema mais comum é antracnose e manchas foliares em locais úmidos e sombreados, que raramente matam a planta.

Lagartas desfolhadoras e cochonilhas podem aparecer em mudas estressadas, mas o controle costuma ser apenas poda sanitária e melhoria da insolação. Evite plantar em solo encharcado, que causa podridão de raízes.

Outro erro frequente é plantar muito perto de muros e depois fazer poda severa para conter a copa. Isso deforma a árvore e aumenta os espinhos de rebrota. Planeje o espaço desde o início.

Curiosidades que pouca gente sabe sobre a Tataré

O nome Tataré vem do tupi e remete ao aspecto retorcido e áspero, e em algumas regiões ela é chamada de jacaré justamente pela casca que lembra couro de réptil.

Diferente de muitas Fabaceae, suas vagens não são retas: elas formam uma espiral quase circular, como um caracol achatado, que se abre de forma explosiva em dias secos e quentes.

Por ser da Caatinga, ela tem alta tolerância a solos salinos e pedregosos, onde poucas árvores de sombra sobrevivem. Isso a torna alternativa a espécies exóticas como algaroba em áreas degradadas do semiárido.

Na nossa avaliação, a Tataré é uma das melhores nativas para quem quer sombra sem grama morta embaixo: a copa filtra o sol, mas deixa luz suficiente para forrações e para o solo respirar, algo que árvores de copa densa não permitem.

Perguntas frequentes

Tataré cresce rápido?

Crescimento moderado a rápido em sol pleno e solo drenado, atingindo porte de sombra em 3 a 5 anos. Em solo muito pobre e seco, o ritmo é mais lento.

Tataré serve para calçada?

Só em calçadas largas, com canteiro de pelo menos 2 a 3 m e longe de fiação. A copa é ampla e tortuosa, não é ideal para passeios estreitos.

A Tataré perde as folhas?

Sim, é semicaducifólia. Perde parte das folhas no auge da seca, entre junho e agosto, e rebrota com as chuvas.

Como plantar Tataré por semente?

Escarifique levemente a semente com lixa fina ou deixe 1 minuto em água a 80°C, depois semeie a 1 cm de profundidade. A germinação ocorre em 7 a 15 dias.

Tataré atrai abelhas?

Sim, é muito melífera. Floresce em pompom branco-creme entre setembro e dezembro, atraindo abelhas nativas e Apis mellifera.

Qual a diferença entre Tataré e algaroba?

A Tataré é nativa, tem tronco torto, vagem em espiral e fixa nitrogênio sem se tornar invasora. A algaroba é exótica e pode se espalhar descontroladamente no semiárido.

A madeira da Tataré é boa?

É densa e dura, usada para lenha, carvão, moirões e pequenas obras rurais. Não é madeira de serraria para móveis em larga escala.

Você sabia?

1

Casca de jacaré

A casca se desprende em placas finas e irregulares que lembram pele de jacaré, origem do nome popular jacaré em parte do Nordeste.

2

Vagem em espiral

O fruto é uma vagem achatada enrolada como um caracol, que se abre seca expondo sementes pretas com arilo vermelho-alaranjado atrativo para aves.

3

Espinhos que somem

Ramos jovens têm espinhos retos e curtos para defesa contra herbivoria, mas os ramos adultos tornam-se quase inermes com a idade.

4

Fixa nitrogênio

Como leguminosa, associa-se a bactérias do gênero Rhizobium e enriquece o solo com nitrogênio, sendo usada para recuperar áreas degradadas.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Chloroleucon tortum
  2. Embrapa Florestas
  3. IUCN Red List of Threatened Species

Prós e contras: Tataré

Prós

  • Muito resistente à seca, sol forte e solos pobres e pedregosos
  • Fixa nitrogênio e ajuda a recuperar áreas degradadas
  • Ótima melífera que floresce na primavera, atraindo abelhas e aves
  • Sombra rala que permite grama e forrações por baixo
  • Baixa exigência de rega e adubação após estabelecida

Contras

  • Copa irregular e tortuosa, não serve para alinhamento formal
  • Precisa de espaço amplo; não vai bem em quintal pequeno ou calçada estreita
  • Perde parte das folhas na seca, ficando menos ornamental por semanas
  • Ramos jovens com espinhos exigem cuidado no manejo inicial
  • Não tolera solo encharcado nem sombra
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a Tataré é uma nativa subestimada para paisagismo no Brasil seco: entrega sombra leve, escultura natural e serviço ambiental sem exigir irrigação. Vale mais a pena que muitas exóticas de crescimento rápido justamente porque melhora o solo em vez de empobrecê-lo.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.