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Tartaruga-de-dorso-chato

Natator depressus (não é planta — não há espécie botânica reconhecida com este nome popular)

Atualizado em

Animal, não plantaNatureza
Tartaruga-marinhaGrupo
Endêmica da AustráliaOcorrência
Não se cultivaCultivo
Peperomia prostrataConfusão comum
Tartaruga-de-dorso-chato (Natator depressus) na areia da praia, mostrando carapaça achatada

A Tartaruga-de-dorso-chato não é uma planta. O nome popular designa exclusivamente a tartaruga-marinha Natator depressus, espécie endêmica da plataforma continental australiana, reconhecida pela carapaça achatada e baixa.

Não existe registro botânico válido para "Tartaruga-de-dorso-chato" na Flora e Funga do Brasil, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro ou na Embrapa. Quem busca esse termo querendo uma planta ornamental geralmente procura, na verdade, o "colar-de-tartaruga" (Peperomia prostrata) ou outras Peperomia de folha em formato de casco.

Este guia esclarece a confusão, apresenta os traços reais da tartaruga-de-dorso-chato, explica por que não há cultivo como planta e indica as alternativas corretas para quem quer uma planta com estética de tartaruga em casa.

Também conhecido como: Tartaruga-de-dorso-chato, Flatback turtle, Flatback sea turtle, Tartaruga flatback

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Galeria de fotos de Tartaruga-de-dorso-chato

Tartaruga-de-dorso-chato (Natator depressus) na areia da praia, mostrando carapaça achatada
Tartaruga-de-dorso-chato, tartaruga-marinha de carapaça achatada endêmica da Austrália.
Close da carapaça achatada da tartaruga-de-dorso-chato com bordas recurvadas
Detalhe da carapaça baixa e das placas marginais recurvadas que dão nome à espécie.
Filhote de tartaruga-de-dorso-chato caminhando para o mar durante o dia
Filhote, proporcionalmente grande, em praia de nidificação australiana.
Colar-de-tartaruga (Peperomia prostrata) em vaso pendente, alternativa vegetal
Colar-de-tartaruga, a planta ornamental frequentemente buscada por engano.
Planta-tartaruga (Dioscorea elephantipes) mostrando caudex em forma de casco
Planta-tartaruga, outro vegetal com apelido de tartaruga, de crescimento muito lento.
Tartaruga-de-dorso-chato nadando em água costeira rasa e turva
Habitat típico: águas rasas da plataforma continental australiana.

Cultivo rápido

Luz
Não se aplica — espécie animal
Rega
Não se aplica
Solo
Não se aplica
Temperatura
Águas costeiras tropicais e subtropicais da Austrália (22 °C a 29 °C no mar)
Propagação
Reprodução sexuada ovípara; não há propagação vegetativa

Perfil rápido de Tartaruga-de-dorso-chato

Estado de conservação

DD
Dados Insuficientes

IUCN classifica como Dados Insuficientes por falta de censos populacionais completos.

População
desconhecida
Protegido por
Sim, protegida na Austrália como Vulnerável pelo EPBC Act; coleta e comércio proibidos

Calendário

nidificação (Austrália)JFMAMJJASOND
eclosãoJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Espécie animal, não planta. Não há risco de toxicidade vegetal; manuseio apenas por equipes autorizadas.

Vida útil

Em cativeiro
Não se mantém como pet; apenas em centros de reabilitação autorizados na Austrália

Reprodução

Nidificação
Entre agosto e janeiro, com 1 a 4 posturas por temporada, média de 50 ovos por ninho
Incubação
Cerca de 42 a 55 dias, dependente da temperatura da areia
Maturidade
Estimada entre 10 e 15 anos

Habitat

Ambientes

  • águas costeiras rasas
  • plataforma continental
  • praias arenosas para nidificação
  • recifes e fundos lodosos

Biomas

  • Marinho Costeiro
  • Zona Nerítica Tropical

Encontrado em 1 país

  • Austrália

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Reptilia
Ordem
Testudines
Família
Cheloniidae
Gênero
Natator
Espécie
Natator depressus

Resumo

  • Tartaruga-de-dorso-chato não é planta, e sim a tartaruga-marinha Natator depressus, endêmica da Austrália, sem registro botânico no Brasil.
  • Por não ser vegetal, não possui exigências de luz, rega, solo ou adubação, e não é cultivada em vasos ou jardins.
  • Quem busca uma "planta tartaruga" deve procurar o colar-de-tartaruga (Peperomia prostrata), suculenta pendente de sombra clara e rega moderada.

Características

Ficha da planta

Nome popularTartaruga-de-dorso-chato
Nome científicoNatator depressus (tartaruga-marinha) — sem correspondente botânico
Família botânicaNão se aplica — espécie animal da família Cheloniidae
OrigemCostas e plataforma continental da Austrália (não é planta nativa)
Tipo de plantaNão é planta
Ciclo de vidaNão se aplica
TamanhoCarapaça com 90 a 100 cm em adultos (medida do animal)
LuminosidadeNão se aplica
RegaNão se aplica
SoloNão se aplica
Toxicidade para petsNão se aplica — consulte veterinário para animais silvestres

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMuito baixo
Necessidade de águaMuito baixo
Facilidade de cultivoMuito baixo
Adequação a vasosMuito baixo
Resistência a pragasMuito baixo
Tolerância ao frioMuito baixo
Tolerância ao calorMuito baixo
Valor ornamental como plantaMuito baixo

Tartaruga-de-dorso-chato não é planta: o que o nome realmente designa

Tartaruga-de-dorso-chato não é planta. É o nome popular da tartaruga-marinha Natator depressus, a única espécie do gênero Natator, endêmica da Austrália. Não há nenhuma espécie vegetal reconhecida oficialmente no Brasil com esse nome.

Consultas à Flora e Funga do Brasil, ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro e às bases da Embrapa não retornam nenhum táxon vegetal como “tartaruga-de-dorso-chato”. O nome aparece apenas em literatura de fauna marinha. Se você chegou aqui procurando como plantar, regar ou adubar, a informação correta é que não há cultivo vegetal associado a esse nome.

A confusão é compreensível. No comércio de plantas, o termo “tartaruga” é usado para Peperomia prostrata (colar-de-tartaruga), Peperomia tetraphylla e cultivares de Calathea orbifolia e Dioscorea elephantipes (planta-tartaruga), todas com folhas que lembram casco. Nenhuma delas, porém, se chama oficialmente tartaruga-de-dorso-chato.

Como identificar a verdadeira tartaruga-de-dorso-chato e não confundir com planta

A identificação é feita pela carapaça achatada e pelas placas marginais dobradas para cima, traço que deu origem ao nome. É uma tartaruga-marinha de carapaça oval, baixa e de cor oliva-acinzentada a amarelada, com plastrão creme e bordas nitidamente recurvadas.

Adultos medem 90 a 100 cm de comprimento curvilíneo de carapaça e pesam entre 70 e 90 kg, menor que a tartaruga-verde e a cabeçuda. Filhotes são maiores que os de outras tartarugas marinhas ao nascer, com cerca de 6 cm, e já apresentam o achatamento característico. As nadadeiras têm uma única unha visível, diferente de outras Cheloniidae que têm duas.

Quatro fatos pouco óbvios ajudam a distinguir:

  • Distribuição extremamente restrita: é a tartaruga-marinha com menor área de distribuição no mundo, nidificando apenas em praias do norte da Austrália, de Kimberley a Mon Repos.
  • Nidificação diurna: ao contrário da maioria das tartarugas marinhas que desovam à noite, ela frequentemente desova durante o dia.
  • Dieta pouco carnívora para o grupo: alimenta-se principalmente de pepinos-do-mar, moluscos, águas-vivas e camarões em águas rasas e turvas da plataforma continental, raramente em mar aberto.
  • Não faz migrações transoceânicas: permanece na plataforma australiana durante toda a vida, enquanto outras espécies cruzam oceanos.

Onde vive, por que não é cultivada e o que diz a conservação

Vive exclusivamente em águas costeiras rasas da Austrália, entre o Mar de Timor, Golfo de Carpentária e Grande Barreira de Corais. Não ocorre naturalmente no Brasil e não é mantida como planta ornamental, hortaliça ou suculenta.

Por ser animal silvestre e protegido, não existe “como plantar” tartaruga-de-dorso-chato. No Brasil, a criação de tartarugas marinhas é proibida sem autorização do ICMBio/IBAMA e restrita a projetos de pesquisa e conservação. Não há sementes, mudas, substrato ou vaso adequados porque não se trata de organismo vegetal.

Na lista vermelha da IUCN, Natator depressus é classificada como Dados Insuficientes (Data Deficient), mas na legislação australiana é considerada Vulnerável sob o EPBC Act. As principais ameaças são captura incidental em pesca de arrasto, desenvolvimento costeiro nas praias de nidificação e predação de ninhos por raposas e porcos-ferais. O período de nidificação concentra-se entre agosto e janeiro no verão austral.

Você buscava uma planta “tartaruga”? As alternativas reais para cultivar

Se a sua intenção era uma planta com folhas em forma de casco, a espécie correta é o colar-de-tartaruga (Peperomia prostrata). É uma suculenta pendente, perene, de 5 a 10 cm de altura e até 30 cm de comprimento, com folhas pequenas, redondas e rajadas que lembram casco de tartaruga.

Outra opção frequentemente confundida é a planta-tartaruga (Dioscorea elephantipes), caudex suculento sul-africano com caule em forma de casco rachado que pode atingir 1 m de diâmetro com décadas, e a Peperomia tetraphylla ‘Hope’. Todas são plantas de sombra clara ou luz filtrada, muito diferentes de uma tartaruga-marinha.

Nome popular buscado Espécie vegetal real Uso ornamental
Colar-de-tartaruga Peperomia prostrata Pendente para vasos e terrários
Planta-tartaruga / casco-de-tartaruga Dioscorea elephantipes Caudex para vaso raso, luz filtrada
Tartaruga (Calathea) Goeppertia orbifolia Folhagem grande de interior

Essas plantas não têm relação botânica com Natator depressus. O apelido vem apenas da semelhança visual. Ao comprar, exija sempre o nome científico no rótulo para não levar a espécie errada.

Como cuidar das plantas que realmente lembram tartaruga

Para Peperomia prostrata, o segredo é luz indireta brilhante e pouca água. Ela sofre mais com excesso de rega do que com seca.

Luz: meia-sombra luminosa, perto de janela com cortina. Sol direto queima as folhas. Rega: quando o substrato secar nos primeiros 2 cm; no inverno, espaçar ainda mais. Solo: leve e muito drenado — mistura de substrato para suculentas com perlita e casca de pinus. Temperatura: entre 18 °C e 26 °C, sem frio abaixo de 12 °C.

Adubação e poda: adube levemente na primavera e verão com fertilizante para folhagens diluído à metade, a cada 45 dias. Poda é apenas de limpeza, removendo ramos secos. Propagação: por estaca de ramo com 3 a 4 folhas, enraizada em substrato úmido ou água, com alta taxa de pegamento na primavera.

Problemas comuns: apodrecimento de raiz por encharcamento, cochonilhas e ácaros em ambiente muito seco. Evite pratinho com água parada e garanta ventilação. É considerada não tóxica para cães e gatos segundo a ASPCA para Peperomia, mas sempre confirme com veterinário se houver ingestão.

Erros comuns ao pesquisar “tartaruga-de-dorso-chato planta”

O erro mais comum é tentar aplicar ficha de cultivo a um animal. Não existe substrato, vaso, frequência de rega ou época de plantio para Natator depressus, e qualquer guia que liste esses dados está inventando informação.

Outro erro é comprar Dioscorea elephantipes achando que é de crescimento rápido. Ela cresce extremamente devagar e entra em dormência no verão, perdendo as folhas — comportamento normal, não doença. Já a Peperomia prostrata é confundida com suculenta de sol pleno e acaba queimada em varanda sem filtro.

Na nossa avaliação, manter o nome “tartaruga-de-dorso-chato planta” em catálogos só perpetua desinformação. O correto é corrigir o nome para tartaruga-marinha-de-dorso-chato quando se fala do animal e usar colar-de-tartaruga quando se fala da planta, evitando buscas cruzadas que não ajudam nem jardineiros nem conservacionistas.

Perguntas frequentes

Tartaruga-de-dorso-chato é planta?

Não. É uma tartaruga-marinha (Natator depressus) endêmica da Austrália. Não há planta reconhecida com esse nome na Flora do Brasil.

Posso plantar tartaruga-de-dorso-chato em vaso?

Não. Por ser animal marinho protegido, não existe cultivo em vaso, solo ou jardim. Para efeito ornamental, cultive colar-de-tartaruga (Peperomia prostrata).

Qual planta é confundida com tartaruga-de-dorso-chato?

Principalmente Peperomia prostrata (colar-de-tartaruga) e Dioscorea elephantipes (planta-tartaruga), ambas com folhas ou caudex que lembram casco.

Onde vive a tartaruga-de-dorso-chato?

Apenas em águas costeiras rasas e praias de nidificação do norte da Austrália, do oeste de Kimberley ao sul de Queensland.

Ela é encontrada no Brasil?

Não. Não ocorre no Brasil nem em outros países fora da Austrália. Registros fora dessa área são extremamente raros e acidentais.

É permitido criar como pet?

Não. É espécie silvestre protegida. No Brasil, tartarugas marinhas não podem ser criadas como pet sem autorização científica do ICMBio.

Qual a diferença para outras tartarugas marinhas?

Carapaça mais achatada, bordas recurvadas para cima, coloração oliva-acinzentada e distribuição restrita à plataforma australiana sem migrações oceânicas.

Você sabia?

1

Nome científico curioso

Natator significa nadador em latim e depressus significa achatado, referência direta à carapaça baixa que parece prensada.

2

Nidificação à luz do dia

É uma das poucas tartarugas marinhas que desova com frequência durante o dia, facilitando a observação mas aumentando a exposição a predadores.

3

Filhote gigante

Seus filhotes são proporcionalmente os maiores entre as tartarugas marinhas, o que reduz a predação por caranguejos e aves logo após a eclosão.

4

Fidelidade à Austrália

Diferente das tartarugas que cruzam oceanos, ela completa todo o ciclo de vida na plataforma continental australiana e nunca é vista em mar aberto profundo.

Fontes

  1. IUCN Red List - Natator depressus
  2. Australian Government - Species Profile and Threats Database
  3. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Prós e contras: Tartaruga-de-dorso-chato

Prós

  • Nome popular único e facilmente identificável na literatura de fauna marinha
  • Espécie com biologia singular: nidificação diurna e distribuição restrita
  • Filhotes grandes com maior chance de sobrevivência inicial
  • Importante para conservação costeira australiana

Contras

  • Não é planta e não pode ser cultivada como ornamental
  • Não ocorre no Brasil e não se adapta a cultivo doméstico
  • Confusão frequente com Peperomia e Dioscorea em buscas online
  • Informações de cultivo vegetal associadas ao nome são incorretas
Nossa opinião

Na nossa avaliação, insistir em tratar tartaruga-de-dorso-chato como planta só gera frustração e desinformação. O valor real do nome está na conservação de uma tartaruga única da Austrália, enquanto quem quer folhagem "de tartaruga" tem opções vegetais muito mais adequadas e fáceis como Peperomia prostrata.

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Última revisão em 20.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.