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Abajeru

Chrysobalanus icaco

Atualizado em

1 a 6 m de alturaTamanho
Sol plenoLuminosidade
Moderada a baixaRega
PereneCiclo de vida
FácilDificuldade
Abajeru adulto com frutos roxo-escuros maduros em jardim de restinga

O abajeru (Chrysobalanus icaco) é um arbusto a arvoreta perene do litoral brasileiro, muito comum em restingas, dunas e beira de mangue. Tem folhas coriáceas e brilhantes, flores pequenas brancas e frutos arredondados que mudam de branco e rosa para roxo-escuro quando maduros, com polpa doce e esponjosa.

É uma planta rústica, tolerante a salinidade, vento forte e solo pobre e arenoso, por isso é usada tanto como frutífera quanto como ornamental para cerca-viva e contenção de encostas no litoral. Produz quase o ano todo em clima quente e atrai abelhas e pássaros, exigindo pouca manutenção quando bem estabelecida.

Também conhecido como: Guajuru, Ajuru, Abajerú, Guajuru-branco, Cocoplum, Icaque, Icaco

Faz parte de: Plantas de Sol Pleno, Plantas Ornamentais, Plantas para Jardim

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Galeria de fotos de Abajeru

Abajeru adulto com frutos roxo-escuros maduros em jardim de restinga
Abajeru adulto carregado de frutos maduros roxo-escuros.
Folhas coriáceas e brilhantes do abajeru em close
Folhas ovaladas, coriáceas e brilhantes do abajeru.
Frutos do abajeru em diferentes estágios de maturação
Frutos do abajeru mudando de branco e rosa para roxo-escuro.
Flores pequenas brancas do abajeru
Flores pequenas e brancas do abajeru, ricas em pólen.
Cerca-viva de abajeru em terreno arenoso litorâneo
Abajeru usado como cerca-viva densa no litoral.
Muda de abajeru cultivada em vaso grande com solo arenoso
Muda de abajeru em vaso grande a sol pleno.
Ideal para

Ideal para quem mora no litoral ou tem jardim a sol pleno com solo arenoso e quer uma planta rústica, comestível e ornamental ao mesmo tempo. Vai muito bem para cerca-viva, contenção de duna e para atrair pássaros e abelhas sem exigir rega diária. Também é ótima para quem busca frutíferas nativas de restinga de baixa manutenção e tolerantes a salinidade e vento, onde outras frutíferas não vingam.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem mora em apartamento sombreado ou região com geadas frequentes e invernos rigorosos, pois precisa de sol forte e calor para frutificar. Também não é a melhor escolha para quem espera frutos grandes e muito doces em grande quantidade, já que a polpa é pouca e levemente adstringente.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6 horas de sol direto; tolera meia-sombra leve sem frutificar bem
Rega
Moderada; manter úmido até pegar, depois 1 a 2 vezes por semana no verão
Solo
Arenoso, leve, bem drenado, pH 5,5 a 7,0; tolera solo pobre e salino
Temperatura
Tropical; ideal 22 a 30 °C, não tolera geada prolongada abaixo de 5 °C
Adubação
2 a 3 vezes ao ano com composto orgânico ou esterco curtido + farinha de ossos
Poda
Poda leve após frutificação; para cerca-viva, 2 a 3 podas anuais sem remover mais de 1/3 da copa
Propagação
Sementes (caroço) com germinação em 30 a 60 dias e estacas semilenhosas de 15 a 20 cm

Perfil rápido de Abajeru

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
Frutificação/colheitaJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Polpa madura é comestível; caroço e amêndoa não devem ser ingeridos em quantidade. Frutos verdes e fermentados podem causar desconforto. Em caso de dúvida, consulte veterinário.

Encontrado em 6 países

  • Brasil
  • Estados Unidos
  • México
  • Colômbia
  • Venezuela
  • Senegal

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Magnoliophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Malpighiales
Família
Chrysobalanaceae
Gênero
Chrysobalanus
Espécie
Chrysobalanus icaco

Resumo

  • O abajeru é o Chrysobalanus icaco, arbusto perene de 1 a 6 m da restinga brasileira, com folhas brilhantes e frutos comestíveis brancos a roxo-escuros.
  • Precisa de sol pleno, solo arenoso bem drenado e rega moderada, tolerando muito bem calor, vento e salinidade do litoral.
  • É comestível e não tóxico quando maduro, fácil de cultivar por semente ou estaca e ideal para jardim litorâneo, cerca-viva e vasos grandes.

Características

Ficha da planta

Nome popularAbajeru, guajuru, ajuru, abajerú
Nome científicoChrysobalanus icaco L.
Família botânicaChrysobalanaceae
OrigemLitoral das Américas (Flórida ao sul do Brasil) e costa ocidental da África
Tipo de plantaArbusto a arvoreta frutífera e ornamental
Ciclo de vidaPerene
Tamanho1 a 6 m de altura (até 10 m em condições ideais), copa de 1,5 a 3 m
Coresbrancorosa-claroroxo-escuroverde-escuro (folhas)
LuminosidadeSol pleno (tolera meia-sombra leve)
RegaModerada; 1 a 2 vezes por semana após pegamento
SoloArenoso, leve, bem drenado, pobre a moderadamente fértil, tolera salinidade
Temperatura22 a 30 °C; sensível a geada forte e prolongada
PropagaçãoSementes (caroço) e estaquia de ramos semilenhosos
Toxicidade para petsNão tóxica (fruto comestível maduro; caroço não deve ser ingerido)

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMuito alto
Necessidade de águaBaixo
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosMédio
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalAlto

Como identificar o abajeru: folhas, flores e frutos que não deixam dúvida

O abajeru se reconhece de longe pela folha oval, grossa e brilhante, com 3 a 10 cm de comprimento, verde-escura na face superior e mais clara embaixo. As folhas são coriáceas, com borda lisa e nervura central bem marcada, e ficam opostas ou quase opostas nos ramos. Quando amassada, não tem cheiro forte, diferente de mirtáceas como a pitanga.

A floração é discreta: flores pequenas, brancas a creme, com 5 pétalas e muitos estames, reunidas em cachos curtos nas axilas das folhas. Elas atraem abelhas nativas e abelhas-africanizadas, mas passam despercebidas para quem espera flor vistosa. O que chama atenção mesmo é o fruto.

O fruto é uma drupa arredondada de 2 a 4 cm, com casca fina que muda de branco ou rosa-pálido para roxo-escuro quase preto quando madura. A polpa é branca, esponjosa, levemente adocicada e adstringente, envolvendo um caroço grande e estriado que ocupa até 70% do volume. Cada planta pode produzir centenas de frutos por safra, e é comum ver frutos de cores diferentes no mesmo ramo.

Onde o abajeru vive no Brasil e por que aguenta praia, vento e sal

Na natureza, o abajeru é planta de restinga, dunas, margens de mangue e tabuleiros costeiros, do Amapá ao Rio Grande do Sul, com maior abundância no Nordeste e Sudeste. Ocorre também no interior em áreas de cerrado litorâneo e em restingas alagáveis, sempre em solos arenosos e pobres.

O que torna a espécie interessante é a tolerância extrema à salinidade, ao spray marinho e ao vento constante. Poucas frutíferas suportam solo com sal e encharcamento temporário sem morrer, e o abajeru não só suporta como forma moitas densas que seguram dunas. As folhas coriáceas reduzem perda de água e as raízes superficiais e extensas ajudam a fixar o solo.

Fora do Brasil, a distribuição natural vai da Flórida e Caribe até o sul do Brasil e costa oeste da África, onde é chamada de cocoplum ou icaque. Na Flórida, é uma das plantas mais usadas para cerca-viva à prova de furacão justamente por não quebrar com vento forte. Em jardim urbano longe da praia, ela também vai bem, mas cresce mais compacta e precisa de sol pleno para frutificar.

Abajeru é comestível? Sabor, uso e o que fazer com o fruto

Sim, o fruto do abajeru é comestível quando bem maduro, com sabor doce suave, levemente adstringente e textura esponjosa que lembra algodão úmido. Quando ainda branco ou rosa, é travado e pouco palatável; o ponto ideal é quando está roxo-escuro, macio ao toque e se solta fácil do ramo.

Na nossa avaliação, o abajeru não é uma fruta de sobremesa como manga ou jabuticaba, mas funciona muito bem para geleia, compota, suco com limão e licor. A polpa rende pouco por causa do caroço grande, então o uso mais comum é cozinhar com açúcar para tirar a adstringência. Em comunidades caiçaras, o fruto é consumido in natura por crianças e usado para fazer doce em pasta escuro.

  • Como consumir: lave bem, descarte frutos verdes ou com cheiro fermentado e coma apenas a polpa. Não mastigue nem engula o caroço.
  • Amêndoa do caroço: contém óleo e tem sabor de amêndoa amarga; tradicionalmente era prensada para óleo, mas o consumo em quantidade não é recomendado.
  • Conservação: o fruto maduro estraga em 2 a 3 dias fora da geladeira; geleia dura meses.

Não há registro de toxicidade da polpa madura para pessoas ou pets, mas como toda fruta, ofereça em pequena quantidade e sem caroço para cachorro e gato. Frutos fermentados caídos no chão podem causar desconforto gastrointestinal.

Como plantar abajeru no vaso ou no jardim: luz, solo e passo a passo

O abajeru rende melhor com sol pleno, pelo menos 6 horas de sol direto. Em meia-sombra ele sobrevive, mas fica estiolado, com poucas flores e quase sem frutos. É planta de calor e não tolera geada forte; em regiões com inverno abaixo de 5 °C, cultive em vaso para proteger.

Luz, solo e rega ideais

O solo ideal é arenoso, leve e muito bem drenado, com pH entre 5,5 e 7,0. Ele aceita solo pobre, mas responde bem a matéria orgânica. Em vaso, use mistura de 2 partes de areia grossa, 1 parte de terra vegetal e 1 parte de composto orgânico, com camada de drenagem de argila expandida.

  • Luz: sol pleno o dia todo; se só tiver varanda, escolha face norte ou oeste.
  • Rega: até pegar, mantenha úmido 3 vezes por semana. Depois, 1 a 2 regas por semana no verão e quinzenal no inverno. Tolera estiagem curta, mas seca prolongada derruba folhas.
  • Temperatura: cresce entre 22 e 30 °C; abaixo de 10 °C o crescimento para.

Propagação por semente e por estaca

A forma mais fácil é por semente (caroço). Retire a polpa, lave o caroço, deixe secar à sombra por 2 dias e plante a 2 cm de profundidade em areia úmida. A germinação leva 30 a 60 dias e a taxa é alta. Mudas de semente frutificam em 2 a 4 anos.

Para clonar planta com fruto roxo bem doce, use estaquia de ramo semilenhoso de 15 a 20 cm no final do verão. Retire folhas da base, deixe 2 a 3 folhas no topo e plante em substrato arenoso úmido com enraizador. Mantenha à meia-sombra até enraizar, em 40 a 50 dias. A estaquia mantém as características da planta-mãe e frutifica mais cedo.

No jardim, abra cova de 40 x 40 x 40 cm, misture composto e areia, plante no nível do colo e regue bem. Para cerca-viva, espaçe 80 cm a 1 m entre mudas.

Como cuidar do abajeru ao longo do ano: adubação, poda e condução

Depois de estabelecido, o abajeru é de manutenção baixa. Adube 2 a 3 vezes ao ano com matéria orgânica: no início da primavera, no verão e após a frutificação. Use composto orgânico ou esterco curtido + farinha de ossos ao redor da projeção da copa, sem encostar no tronco. Evite excesso de nitrogênio, que dá muita folha e pouco fruto.

A poda tem duas funções: formar copa e manter cerca-viva densa. Faça poda de formação no primeiro ano, beliscando ponteiros para engrossar. Depois, poda leve após a colheita para tirar ramos secos, cruzados e frutos mumificados. Se usar como cerca-viva, pode podar 2 a 3 vezes ao ano, sempre sem tirar mais de um terço da copa de uma vez.

Em vaso grande (mínimo 50 litros), a rega precisa ser mais frequente e a adubação a cada 3 meses. Troque parte do substrato a cada 2 anos e faça poda de raiz leve se a planta parar de crescer. Em regiões de vento muito forte, tutoramento nos primeiros 6 meses ajuda a fixar.

Pragas, doenças e problemas mais comuns

O abajeru é bastante resistente a pragas, mas pode ter problemas pontuais, sobretudo em cultivo urbano com pouca ventilação.

  • Cochonilhas e pulgões: aparecem em brotações novas, deixando folhas pegajosas. Remova com jato d’água e, se persistir, use óleo de neem.
  • Lagartas desfolhadoras: consomem folhas jovens; catação manual resolve em plantas pequenas.
  • Mancha foliar e antracnose: manchas escuras em folhas em época muito úmida. Melhore a ventilação, evite molhar folhas à noite e retire folhas doentes.
  • Queda de frutos verdes: normalmente falta de água ou polinização; mantenha rega regular na floração e evite podar durante a florada.
  • Clorose (folhas amareladas): solo muito compactado ou encharcado. Melhore drenagem e corrija com composto.

Um erro comum é plantar abajeru em solo argiloso encharcado sem drenagem; a raiz apodrece rápido. Outro é cultivar à sombra esperando frutos: sem sol pleno, a produção é quase nula.

Tipos e variações de abajeru que você vai encontrar

Embora seja uma única espécie, o abajeru apresenta variações naturais de cor e tamanho de fruto que muita gente confunde com espécies diferentes. Não são cultivares registradas no Brasil, mas seleções locais.

Variação Cor do fruto maduro Características
Abajeru branco Branco a amarelo-pálido Fruto menor, polpa mais adstringente, comum em dunas mais secas
Abajeru rosa Rosa a vermelho-claro Intermediário, muito usado como ornamental por contraste com folhas
Abajeru roxo / preto Roxo-escuro a preto Fruto maior (até 4 cm), mais doce, preferido para geleia e consumo

Na Flórida existem seleções ornamentais como ‘Red Tip’ (brotação avermelhada) e ‘Horizontal’ (porte baixo e espalhado), vendidas para cerca-viva. No Brasil, viveiristas selecionam matrizes de fruto roxo grande para produção, mas ainda sem nome comercial fixo. Todas as variações têm o mesmo cultivo e mesma rusticidade.

Abajeru na paisagem: quando vale plantar e quando evitar

Na nossa avaliação, o abajeru brilha onde outras frutíferas falham: jardim de praia, sítio litorâneo, calçada com vento e solo arenoso. Como cerca-viva, forma barreira densa, de 1,5 a 3 m, que segura privacidade, reduz vento e ainda alimenta pássaros como sabiás e sanhaços. Também funciona como planta de contenção em taludes e dunas.

Em vaso, só vale se você tiver sol pleno e vaso grande; em apartamento sombreado ele definha. E se a sua prioridade é fruta de polpa abundante e muito doce para consumo diário, o abajeru frustra: o caroço grande e a polpa esponjosa rendem pouco. Nesse caso, pitanga, grumichama ou jabuticaba entregam mais.

Para quem busca jardim de baixa manutenção, comestível e que atrai fauna nativa, é uma escolha excelente e pouco explorada. Plante 2 a 3 exemplares juntos para garantir polinização cruzada e colheita mais uniforme.

Perguntas frequentes

Abajeru é comestível?

Sim. A polpa do fruto maduro, roxo-escuro e macio, é comestível, doce e levemente adstringente. Consuma apenas a polpa e descarte o caroço.

Abajeru é tóxico para cachorro e gato?

A polpa madura não é considerada tóxica, mas ofereça pouca quantidade, sem caroço e sem frutos fermentados. Em caso de ingestão do caroço, observe e consulte o veterinário.

Qual a diferença entre abajeru, guajuru e ajuru?

São nomes populares diferentes para a mesma espécie, Chrysobalanus icaco. A variação de nome muda conforme a região do Brasil.

Quanto tempo para o abajeru dar frutos?

Mudas de semente frutificam em 2 a 4 anos; mudas de estaca podem frutificar em 1 a 2 anos se bem cuidadas a sol pleno.

Pode plantar abajeru em vaso?

Pode, mas precisa de vaso grande (mínimo 50 litros), sol pleno e solo arenoso bem drenado. Em vaso pequeno e sombra, não frutifica.

Abajeru precisa de muita água?

Não. Após o pegamento, precisa de rega moderada, 1 a 2 vezes por semana, e tolera estiagem curta e solo salino.

Quando plantar abajeru no Brasil?

O melhor período é de setembro a março, no início da estação chuvosa e quente, o que favorece enraizamento e crescimento.

Você sabia?

1

Fruto que muda de cor no mesmo galho

É comum ver no mesmo ramo frutos brancos, rosados e roxo-escuros simultaneamente, porque a maturação é desuniforme e dura semanas.

2

Parente distante da ameixa, não da pitanga

Apesar do fruto parecido com ameixa, o abajeru é da família Chrysobalanaceae, não de Myrtaceae, e seu caroço estriado é bem diferente.

3

Usado como barreira contra furacão

Na Flórida, o abajeru (cocoplum) é plantado em massa como cerca-viva porque seus ramos flexíveis e raízes firmes resistem a ventos de furacão.

4

Óleo da amêndoa já foi comercial

A amêndoa dentro do caroço rende um óleo amarelado usado na culinária e na medicina popular no Nordeste, com aroma de amêndoa amarga.

Fontes

  1. Embrapa - Espécies Nativas da Restinga
  2. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  3. Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Prós e contras: Abajeru

Prós

  • Extremamente rústico a salinidade, vento e solo arenoso pobre
  • Frutos comestíveis e atrai pássaros e abelhas nativas
  • Ótimo para cerca-viva densa e contenção de dunas e taludes
  • Baixa manutenção e boa resistência a pragas
  • Tolera poda frequente e vai bem a sol pleno intenso

Contras

  • Fruto com pouca polpa e caroço grande, rende pouco
  • Precisa de sol pleno para frutificar; não produz bem à sombra
  • Sensível a geada forte e frio prolongado
  • Polpa levemente adstringente se colhida antes do ponto roxo-escuro
  • Crescimento inicial lento por semente (30 a 60 dias para germinar)
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o abajeru é uma das frutíferas nativas mais subestimadas do litoral brasileiro: entrega rusticidade extrema, valor ornamental e alimento para fauna onde quase nada frutifica. Não é fruta de pomar produtivo, mas como planta multifuncional para jardim de praia e cerca-viva comestível, é imbatível.

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Última revisão em 20.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.