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Alecrim-costeiro

Westringia fruticosa

Atualizado em

0,5 a 2 m de alturaTamanho
Sol plenoLuminosidade
Baixa a moderadaRega
PereneCiclo de vida
FácilDificuldade
Alecrim-costeiro adulto com moita densa e flores brancas em jardim litorâneo

O alecrim-costeiro (Westringia fruticosa) é um arbusto perene da família Lamiaceae, muito confundido com o alecrim de tempero, mas sem aroma intenso e sem uso culinário. Forma moitas densas, de 0,5 a 2 metros, com folhas estreitas verde-acinzentadas e flores pequenas brancas ou lilás-claras que aparecem quase o ano todo.

Nativo da costa sudeste da Austrália, evoluiu em falésias e dunas expostas a vento, sol forte e maresia, por isso tolera solo pobre, arenoso e períodos de seca. No Brasil é usado como cerca-viva baixa, bordadura, topiaria e planta de vaso para varandas ventosas e jardins litorâneos, onde poucas ornamentais aguentam.

É uma das plantas mais fáceis para quem quer estrutura verde sem manutenção constante: cresce rápido, aceita poda forte, floresce sem exigir frio e praticamente não dá trabalho depois de estabelecido.

Também conhecido como: Alecrim-da-costa, Coastal rosemary, Westringia, Alecrim-australiano

Faz parte de: Plantas de Sol Pleno, Plantas Ornamentais, Plantas para Jardim, Plantas para Vasos

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Galeria de fotos de Alecrim-costeiro

Alecrim-costeiro adulto com moita densa e flores brancas em jardim litorâneo
Moita adulta de alecrim-costeiro em jardim de sol pleno.IA
Close-up das folhas estreitas e flores brancas com pintas lilás do alecrim-costeiro
Detalhe das folhas em verticilo e flor com guias de néctar.IA
Cerca-viva baixa de alecrim-costeiro aparada ao longo de caminho
Uso como bordadura e cerca-viva baixa.IA
Alecrim-costeiro variedade anã Mundi cultivado em vaso na varanda
Variedade anã ideal para vasos e varandas ventosas.IA
Detalhe dos ramos lenhosos e disposição das folhas do alecrim-costeiro
Ramos lenhosos e folhas em verticilos de quatro.IA
Alecrim-costeiro plantado em duna arenosa próximo ao mar
Habitat costeiro onde a espécie mostra toda sua rusticidade.IA
Ideal para

Ideal para quem mora no litoral ou em locais com vento, sol forte e solo arenoso e quer uma cerca-viva baixa ou bordadura que não exige rega diária. Também funciona muito bem para quem busca um arbusto de vaso resistente, que mantém forma arredondada com podas leves e floresce quase o ano todo. É ótimo para iniciantes que querem estrutura verde sem complicação e para projetos de jardim de baixa manutenção, como taludes, canteiros de entrada e áreas com maresia onde buxinho e lavanda sofrem.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem busca erva aromática para tempero ou chá, pois não tem o perfume nem o sabor do alecrim verdadeiro e não deve ser usado na cozinha. Também não é a escolha certa para interiores sombreados, corredores sem sol ou solos encharcados, onde fica ralo, perde flores e apodrece com facilidade.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6 horas de sol direto. Tolera sol forte e maresia; sombra deixa ralo e sem flores.
Rega
Baixa a moderada. Regar quando o solo secar 2-3 cm. No solo, após estabelecido, muitas vezes só chuva. No vaso, 1-2x/semana no verão.
Solo
Bem drenado, arenoso ou franco-arenoso, leve. Misturar areia grossa e perlita/casca de pinus se o solo for argiloso. pH 6,0-7,5.
Temperatura
Ideal 15-30 °C. Tolera calor intenso e geada leve breve (-5 °C). Proteger mudas jovens do frio intenso.
Adubação
Leve, 1-2x ao ano (primavera e verão) com NPK 10-10-10 ou húmus + farinha de ossos. Evitar excesso de nitrogênio.
Poda
Leve após pico de floração, até 1/3 dos ramos, para manter densidade. Para cerca formal, 2-3 podas/ano. Nunca podar com solo encharcado.
Propagação
Estacas semilenhosas de 8-12 cm no fim do verão, com hormônio de enraizamento, ou por sementes na primavera.

Perfil rápido de Alecrim-costeiro

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
PodaJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Westringia fruticosa não é considerada tóxica para cães, gatos e humanos, mas não é comestível como o alecrim verdadeiro. Em caso de ingestão em grande quantidade, consulte veterinário ou serviço de saúde.

Encontrado em 1 país

  • Austrália

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Lamiales
Família
Lamiaceae
Gênero
Westringia
Espécie
Westringia fruticosa

Resumo

  • O alecrim-costeiro é o arbusto Westringia fruticosa, perene e de sol pleno, nativo da costa australiana e altamente tolerante a vento, maresia e seca.
  • Forma moita compacta de 0,5 a 2 m com folhas estreitas e flores brancas a lilás que surgem o ano todo, ideal para cerca-viva, bordadura e vasos.
  • Precisa de solo bem drenado, rega moderada e poda leve após a floração para manter o formato denso e a floração contínua.

Características

Ficha da planta

Nome popularAlecrim-costeiro, alecrim-da-costa, coastal rosemary
Nome científicoWestringia fruticosa (Willd.) Druce
Família botânicaLamiaceae
OrigemCosta sudeste da Austrália (Nova Gales do Sul)
Tipo de plantaArbusto lenhoso ornamental
Ciclo de vidaPerene
Tamanho0,5 a 2 m de altura x 0,8 a 1,5 m de largura
Coresbrancolilás-claroazul-claro
LuminosidadeSol pleno (mínimo 6 horas/dia)
RegaBaixa a moderada, solo secar entre regas
SoloBem drenado, arenoso, pH 6,0 a 7,5
Temperatura15 °C a 30 °C, tolera até -5 °C brevemente
PropagaçãoEstacas semilenhosas e sementes
Toxicidade para petsNão tóxica (confirme com veterinário se houver ingestão)

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMuito alto
Necessidade de águaBaixo
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosAlto
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioMédio
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalAlto

Como diferenciar o alecrim-costeiro do alecrim de tempero

O alecrim-costeiro não é Rosmarinus officinalis (hoje Salvia rosmarinus). Apesar do nome e da semelhança, são gêneros diferentes. A forma mais rápida de identificar é pelo toque e cheiro: a Westringia fruticosa tem folhas mais curtas (1 a 2 cm), dispostas em verticilos de 4 ao redor do ramo, verde-escuras por cima e esbranquiçadas por baixo devido a pelos finos. O alecrim verdadeiro tem folhas em pares opostos, mais longas e com perfume forte de cânfora.

A flor também entrega. O alecrim-costeiro produz flores de 1 a 2 cm, brancas com pintas lilás ou arroxeadas na garganta, com 5 pétalas desiguais, quase o ano todo e com pico na primavera e verão. O alecrim de tempero tem flor azul-lavanda mais tubular. Se a planta não cheira a tempero quando você esfrega a folha, é Westringia.

Na nossa avaliação, essa confusão é o erro número um de compra em garden centers. Muita gente leva achando que vai temperar comida e se frustra. O valor do alecrim-costeiro é ornamental e estrutural: ele serve para dar volume, fazer cerca-viva que aguenta vento e segurar talude, não para uso culinário.

Onde o alecrim-costeiro cresce melhor: sol, vento e solo

Resposta direta: sol pleno, solo bem drenado e local ventilado. É planta de falésia. Na Austrália ocorre em dunas e costões a poucos metros do mar, onde recebe sol o dia todo, vento constante e solo arenoso e pobre. Essa origem explica por que ele sofre mais com sombra e encharcamento do que com seca ou maresia.

Em cultivo no Brasil, funciona melhor em regiões litorâneas, Sudeste, Sul e Centro-Oeste, em canteiros elevados, taludes e vasos em varandas altas. Tolera maresia, spray salino e vento forte sem queimar as pontas, algo raro em arbustos ornamentais. Suporta calor intenso e até geada leve e curta (cerca de -5 °C) quando já estabelecido, mas mudas jovens precisam de proteção.

O solo ideal é arenoso ou franco-arenoso, leve e muito drenado, com pH entre 6,0 e 7,5. Não precisa ser fértil. Na verdade, solo muito argiloso e úmido causa podridão de raiz, o principal motivo de morte. Se seu solo é pesado, plante em cova com 30% de areia grossa e 20% de perlita ou casca de pinus e nunca deixe o colo da planta enterrado.

Como plantar alecrim-costeiro no vaso e no canteiro

Plante no final do verão ao início do outono ou no início da primavera, quando o solo ainda está morno e a planta enraíza rápido sem estresse de calor extremo. Muda de viveiro com 20 a 30 cm já pode ir para o local definitivo.

No canteiro ou cerca-viva:

  • Abra cova com o dobro do torrão, cerca de 30 x 30 cm. Misture ao solo retirado areia grossa e composto orgânico em partes iguais.
  • Espaçamento: 60 a 80 cm entre plantas para cerca fechada; 1 m se quiser moitas isoladas.
  • Retire a muda, solte levemente as raízes, posicione com o colo no nível do solo e firme sem compactar demais.
  • Regue abundantemente no plantio e mantenha rega 2 a 3 vezes por semana nas 3 primeiras semanas. Depois, reduza.

No vaso:

  • Use vaso de 30 a 40 cm de diâmetro com furos grandes e camada de drenagem de argila expandida.
  • Substrato: 2 partes de terra vegetal, 1 parte de areia grossa e 1 parte de casca de pinus ou perlita. Evite substrato que encharca.
  • Plante uma muda por vaso. Nos primeiros 15 dias, deixe em sol pleno da manhã e regue quando o topo secar 2 a 3 cm.
  • Vasos claros aquecem menos a raiz no verão e evitam estresse térmico.

Rega, adubação e poda: a manutenção que mantém a moita densa

Depois de pegado, o alecrim-costeiro pede pouca água. Regue apenas quando o solo secar na camada superficial. No jardim, em clima litorâneo úmido, muitas vezes a chuva basta. No vaso, a média é 1 a 2 regas por semana no verão e a cada 10 a 14 dias no inverno. Folhas murchas e amareladas na base quase sempre indicam excesso, não falta.

Adubação é modesta. Aplique uma vez no início da primavera e outra no meio do verão com adubo equilibrado para arbustos (como NPK 10-10-10 ou orgânico à base de húmus e farinha de ossos) em dose leve. Excesso de nitrogênio deixa o arbusto estiolado e com menos flores. Em solo já fértil, uma única adubação anual basta.

A poda é o segredo para não ficar com arbusto ralo e pernalta. Faça poda leve de formação logo após o pico de floração, cortando até 1/3 do comprimento dos ramos e sempre acima de um nó com folhas. Use tesoura bem afiada e limpa. Para cerca-viva formal, apare 2 a 3 vezes ao ano, nunca no auge do verão muito seco. Se a planta ficou lenhosa embaixo, uma poda mais drástica no fim do inverno rebrota bem, mas evite cortar madeira muito velha sem folhas.

Precisa de tutor ou proteção?

Não. O caule é lenhoso e autoportante. Apenas mudas muito jovens em local com vendaval podem tombar; nesse caso, use tutor baixo por 2 meses.

Floração, crescimento e o que esperar ao longo do ano

O alecrim-costeiro cresce 20 a 40 cm por ano e atinge porte adulto em 2 a 3 anos. É denso por natureza, com ramificação desde a base. A floração é um dos atrativos: embora floresça o ano todo em clima quente, o pico vai de setembro a fevereiro no Brasil, com maior intensidade na primavera.

As flores são pequenas, mas numerosas, e atraem abelhas e borboletas. Não formam frutos vistosos; as sementes são minúsculas e ficam em cápsulas secas pouco ornamentais. A planta vive 15 a 20 anos com poda correta, mantendo formato arredondado que lembra buxinho, porém muito mais rústico.

Em regiões frias do Sul, pode haver pausa de floração no inverno e leve arroxeamento das folhas por frio, que é normal. Já no litoral nordestino quente, mantém folhagem verde o ano todo e floresce quase sem parar se houver sol pleno.

Pragas, doenças e os 3 erros que mais matam a planta

É arbusto bastante resistente a pragas. Ocasionalmente surgem pulgões e cochonilhas em brotações novas, e ácaros em ambiente muito seco e abafado. Lave com jato de água e, se persistir, use óleo de neem ou sabão de potássio. Lagartas podem mordiscar folhas, mas raramente causam dano sério.

O verdadeiro inimigo é fungo de solo. Podridão de raiz por Phytophthora e oídio aparecem quando há encharcamento, falta de sol ou copa muito fechada sem ventilação. Sintomas: escurecimento da base do caule, queda de folhas internas e moita que murcha mesmo com solo úmido.

Os 3 erros mais comuns no Brasil:

  • Plantar na sombra ou meia-sombra fechada: o arbusto estica, fica ralo e não floresce. Precisa de no mínimo 6 horas de sol direto.
  • Regar todos os dias e usar pratinho com água no vaso: encharca e apodrece. Deixe secar entre regas e esvazie o pratinho.
  • Nunca podar: sem poda, a base fica lenhosa e oca. Pode leve e regular mantém a densidade.

Variedades de Westringia para escolher no Brasil

A espécie pura Westringia fruticosa já é a mais vendida, com flor branca e porte de 1 a 1,5 m. Mas há cultivares selecionadas que mudam altura e cor:

Variedade Porte Destaque
W. fruticosa ‘Smokey’ 0,6 a 1 m Folhagem mais acinzentada, muito compacta, ideal para vaso
W. ‘Wynyabbie Gem’ 1 a 1,5 m Flores lilás mais intensas, floração abundante
W. ‘Mundi’ 0,4 a 0,6 m Anã rasteira, ótima para bordadura baixa e forração
W. ‘Naringa’ 1,2 a 2 m Porte maior, usada como cerca-viva alta e corta-vento

Para apartamento e varanda pequena, prefira ‘Mundi’ ou ‘Smokey’. Para fechar vista rapidamente em jardim litorâneo, a espécie comum ou ‘Naringa’ fecham mais rápido. Todas exigem o mesmo manejo de sol e drenagem.

Perguntas frequentes

Alecrim-costeiro pode ser usado como tempero?

Não. Westringia fruticosa não tem o aroma nem a segurança alimentar do alecrim verdadeiro (Salvia rosmarinus) e é cultivada apenas como ornamental.

Precisa de muito sol?

Sim, sol pleno com pelo menos 6 horas de sol direto. Na sombra fica estiolado, ralo e com pouca ou nenhuma floração.

Pode plantar em vaso?

Pode, em vaso de 30 a 40 cm com substrato bem drenado e furos grandes. É ótimo para varandas ventosas e com muito sol.

Como regar corretamente?

Deixe o solo secar 2 a 3 cm entre as regas. No jardim já estabelecido, a chuva costuma bastar; no vaso, 1 a 2 vezes por semana no verão.

Quando podar o alecrim-costeiro?

Faça poda leve logo após o pico de floração, no outono ou fim da primavera, cortando até 1/3 dos ramos para manter a moita densa.

Aguenta maresia e vento forte?

Sim, é uma das plantas mais tolerantes a maresia, spray salino e vento constante, por isso é tão usada no litoral.

É tóxica para cachorro e gato?

Não é considerada tóxica para pets, mas não é comestível. Se houver ingestão grande ou sintomas, procure um veterinário.

Você sabia?

1

Parente distante do alecrim

Apesar do nome, Westringia e Rosmarinus só se encontram na família Lamiaceae. A semelhança é convergência evolutiva: folhas estreitas e coriáceas para economizar água em ambiente costeiro.

2

Folhas com truque contra a seca

A face inferior esbranquiçada é coberta por pelos microscópicos que refletem luz e reduzem a transpiração, permitindo que a planta aguente spray salino e verões secos sem queimar.

3

Corta-vento oficial na Austrália

Na costa australiana é plantada em larga escala ao longo de rodovias e parques litorâneos como barreira viva contra vento e areia, substituindo espécies exóticas mais exigentes.

4

Flores que enganam abelhas

As pintas arroxeadas na garganta da flor funcionam como guias de néctar para polinizadores. Cada flor dura poucos dias, mas a planta produz centenas em sequência, garantindo alimento quase contínuo para abelhas nativas.

Fontes

  1. Royal Botanic Gardens - Kew
  2. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  3. Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária

Prós e contras: Alecrim-costeiro

Prós

  • Extremamente resistente a vento, sol forte e maresia
  • Floração branca a lilás quase o ano todo e atrai polinizadores
  • Crescimento rápido e aceita poda, ideal para cerca-viva e topiaria
  • Baixa exigência de água e solo após estabelecido
  • Vai bem em vasos e jardins litorâneos onde outras plantas sofrem

Contras

  • Não serve como tempero e é confundido com alecrim verdadeiro
  • Precisa de sol pleno; não funciona em sombra ou interior
  • Solo encharcado causa podridão de raiz rapidamente
  • Sem poda regular fica lenhoso e oco na base
  • Mudas jovens são sensíveis a geada forte e encharcamento
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o alecrim-costeiro é a melhor substituição ao buxinho para jardins litorâneos e ventosos: fecha mais rápido, não exige solo rico e ainda floresce. Só não compre achando que é tempero; como estrutura verde de baixa manutenção, ele entrega muito mais do que promete.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.