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Cajá-roxo

Spondias purpurea

Atualizado em

3 a 7 m de alturaTamanho
Sol plenoLuminosidade
Moderada a baixaRega
1 a 2 anos por estacaPrimeiros frutos
Fácil e rústicaDificuldade
Frutos de cajá-roxo inteiros e cortado mostrando polpa amarela e caroço

O cajá-roxo é a mesma planta conhecida como ciriguela ou seriguela (Spondias purpurea), da família Anacardiaceae. É uma árvore frutífera de pequeno a médio porte, muito cultivada no Nordeste e no Sudeste como planta de quintal, famosa pelos frutos roxos, doces e levemente ácidos que se comem ao natural.

Diferente do cajá-manga e do taperebá, o cajá-roxo tem frutos menores, casca fina que vai do vermelho ao roxo-vinho quando madura e polpa amarelo-ouro bem aderida ao caroço. A árvore perde quase todas as folhas na seca e frutifica logo depois, o que facilita a colheita.

De origem mesoamericana e amplamente adaptada ao clima tropical brasileiro, ela é rústica, pega com facilidade por estaca e começa a produzir cedo. É uma ótima escolha para quem quer fruta rápida sem manejo complexo.

Também conhecido como: Ciriguela, Seriguela, Ameixa-da-espanha, Jocote, Ciruela, Siriguela

Faz parte de: Frutíferas do Brasil, Lista de Frutíferas

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Galeria de fotos de Cajá-roxo

Frutos de cajá-roxo inteiros e cortado mostrando polpa amarela e caroço
Frutos de cajá-roxo maduros, com casca roxa e polpa amarelo-ouro.
Árvore de cajá-roxo carregada de frutos roxos no quintal
Pé de cajá-roxo carregado no verão, com copa baixa e frutos em cachos.
Detalhe de folhas e flores avermelhadas do cajá-roxo em ramo sem folhas
Floração do cajá-roxo ocorre nos ramos ainda sem folhas.
Cesto com colheita de cajá-roxo recém colhido
Colheita de cajá-roxo: frutos devem ser colhidos firmes e roxos.
Estacas grossas de cajá-roxo plantadas brotando no solo
Plantio por estaca: método mais rápido e garantido para o cajá-roxo.
Cerca viva de cajá-roxo feita com estacas brotadas
No Nordeste, estacas de cajá-roxo são usadas como cerca viva produtiva.
Ideal para

Ideal para quem tem quintal, sítio ou chácara no clima quente e quer uma frutífera rápida, rústica e produtiva sem precisar de muito conhecimento técnico. É perfeita para famílias que gostam de fruta para chupar no pé e para quem quer uma cerca viva que ainda dá colheita no verão. Também funciona bem para iniciantes que querem começar por estaquia, pois a pega é alta e a árvore tolera podas e períodos de seca melhor que muitas frutíferas exigentes.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem mora em apartamento sem varanda com sol pleno ou em região com geadas frequentes e invernos rigorosos, pois a planta sente frio intenso e não frutifica à sombra. Também não é a melhor escolha para quem busca fruta grande para suco em larga escala ou tem pouco espaço e não quer fazer poda anual, já que a copa alarga rápido. Quem tem pouca tolerância a frutos com caroço fibroso e polpa aderida pode se frustrar, pois o rendimento de polpa é menor que o do cajá-manga e exige paciência para chupar.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, 6 a 8 horas de sol direto; não frutifica bem à meia-sombra
Rega
Moderada na pega; depois apenas em veranicos. Reduza na maturação para evitar rachaduras
Solo
Leve, profundo e bem drenado; arenoso a argilo-arenoso com matéria orgânica
Temperatura
Ideal 22 a 30 °C; tolera até 38 °C, sensível a geada abaixo de 2 °C
Adubação
Orgânica anual + fósforo e potássio no início das chuvas; evite excesso de nitrogênio
Poda
Formação no 1º ano e limpeza anual após colheita; mantenha copa baixa e arejada
Propagação
Estaquia de ramo lenhoso de 60-100 cm é o método principal; sementes são mais lentas e variáveis

Perfil rápido de Cajá-roxo

Calendário

Plantio (estaquia)JFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
ColheitaJFMAMJJASOND

Encontrado em 9 países

  • México
  • Guatemala
  • Honduras
  • El Salvador
  • Nicarágua
  • Panamá
  • Brasil
  • Colômbia
  • Venezuela

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Magnoliophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Sapindales
Família
Anacardiaceae
Gênero
Spondias
Espécie
Spondias purpurea L.

Resumo

  • O cajá-roxo (Spondias purpurea), também chamado ciriguela, é uma árvore frutífera de 3 a 7 m com frutos roxos doces de polpa amarela e caroço fibroso.
  • Frutifica no verão, entre dezembro e março na maior parte do Brasil, após perder as folhas, e pode produzir já no primeiro ou segundo ano quando plantada por estaca.
  • Prefere sol pleno, solo bem drenado e pouca água na maturação, pega facilmente por estacas e também pode ser cultivada em vasos grandes com poda.

Características

Ficha da frutífera

Nome popularCajá-roxo, ciriguela, seriguela, jocote, ameixa-da-espanha
Nome científicoSpondias purpurea L.
Família botânicaAnacardiaceae
OrigemMesoamérica (México à América Central), naturalizada no Brasil
Tamanho3 a 7 m (até 10 m sem poda); copa larga e baixa
Tempo até frutificar1 a 2 anos por estaca; 3 a 4 anos por semente
Época de frutificaçãoDezembro a março (pico no verão)
LuminosidadeSol pleno, mínimo 6 horas/dia
RegaModerada na formação; baixa na frutificação
SoloArenoso a argilo-arenoso, bem drenado, pH 5,5 a 6,8, rico em matéria orgânica
ClimaTropical e subtropical quente; sensível a geada forte
PropagaçãoEstaquia (principal), sementes e enxertia
Cultivo em vasoPossível em vaso de 80 a 150 litros com poda anual
Espaçamento5 x 5 m a 6 x 6 m no pomar

Perfil e comportamento

Necessidade de solMuito alto
Necessidade de águaBaixo
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosMédio
ProdutividadeAlto
Resistência a pragasAlto

O que é o cajá-roxo e como reconhecer a árvore

O cajá-roxo é a Spondias purpurea, a ciriguela. Apesar do nome, não é o mesmo que cajá-manga (Spondias dulcis) nem taperebá (Spondias mombin). É uma árvore de copa baixa, tronco tortuoso e casca acinzentada que perde as folhas na estação seca.

As folhas são compostas, com 12 a 20 folíolos pequenos, verde-escuros e brilhantes. Quando a árvore desfolha, surgem cachos de flores avermelhadas nos ramos nus. Logo depois vêm os frutos.

O fruto é o melhor identificador: pequeno (2 a 4 cm), oval, casca fina e lisa que passa de verde para amarelo, vermelho e finalmente roxo-vinho. A polpa é amarelo-ouro, suculenta, agridoce e muito aromática, mas bem aderida ao caroço fibroso. É diferente do cajá-manga, que é maior, amarelo e mais ácido.

Quando o cajá-roxo dá frutos e como é a frutificação

No Brasil, a frutificação concentra-se no verão, de dezembro a março. No Nordeste, pode começar já em novembro; no Sudeste, estende-se até abril em anos chuvosos.

O ciclo é curioso: a planta floresce quando está sem folhas, entre agosto e outubro. A frutificação é rápida e simultânea. Em poucas semanas o pé fica carregado e os frutos amadurecem quase juntos.

Uma árvore adulta bem conduzida produz 80 a 150 kg por safra, mas a produção é alternada: um ano muito carregado costuma ser seguido por um ano mais fraco. Os frutos caem quando maduros e amassam fácil, por isso a colheita deve ser feita quando a casca está roxa mas ainda firme.

  • Sinal de ponto: casca roxa uniforme, polpa levemente macia ao toque e aroma doce.
  • Colheita: manual, com leve torção do cacho. Evite sacudir a árvore.
  • Conservação: 2 a 3 dias em temperatura ambiente; até 7 dias refrigerado.

Como plantar cajá-roxo: estaquia é o segredo

O cajá-roxo quase não é plantado por semente no quintal. O método mais usado e eficiente é a estaquia de ramo lenhoso, que garante fruta idêntica à planta-mãe e frutificação precoce.

Escolha uma estaca de 60 a 100 cm de comprimento e 2 a 5 cm de diâmetro, de ramo saudável e já lignificado. Deixe cicatrizar 2 a 3 dias à sombra e plante diretamente no local definitivo, enterrando 20 a 30 cm.

O plantio deve ser feito no início da estação chuvosa, de outubro a dezembro. O solo precisa estar fofo e drenado. Em 15 a 30 dias a estaca brota, mesmo sem enraizamento visível. É normal.

  • Cova: 40 x 40 x 40 cm com 10 L de esterco curtido + 200 g de farinha de ossos.
  • Espaçamento: 5 a 6 m entre plantas. Para cerca-viva produtiva, 3 m.
  • Por semente: possível, mas germina em 3 a 6 semanas e demora 3 a 4 anos para produzir, com frutos variáveis.

Na nossa avaliação, tentar plantar cajá-roxo por semente comprada em mercado é o erro mais comum. A taxa de variação é alta e o tempo de espera desanima. Peça uma estaca a um vizinho que já tenha um pé produtivo.

Luz, rega e solo ideais no clima brasileiro

Cajá-roxo é planta de sol pleno e calor. Precisa de pelo menos 6 horas de sol direto para adoçar os frutos. À meia-sombra, cresce, mas produz pouco e os frutos ficam ácidos.

O solo ideal é arenoso ou argilo-arenoso, profundo e bem drenado. Encharcamento apodrece a base da estaca. Se o solo for muito argiloso, plante em camalhão de 30 cm de altura.

A rega é moderada. Na fase de pega da estaca, regue 2 a 3 vezes por semana. Depois de estabelecida, a árvore tolera seca e prefere pouca água durante a maturação dos frutos. Excesso de água nessa fase racha e dilui o sabor.

  • Clima: vai bem em tropical e subtropical quente. Não tolera geada abaixo de 2 °C por muitas horas.
  • pH: 5,5 a 6,8. Calagem leve se o solo for muito ácido.
  • Mulching: cobertura morta com palha mantém umidade e evita mato sem encharcar.

Como saber se está faltando ou sobrando água

Folhas murchas mesmo de manhã indicam falta. Folhas amareladas com base do tronco escurecida indicam excesso. Frutos rachados perto da colheita quase sempre são excesso de chuva ou irrigação.

Poda e adubação para produzir mais

A poda do cajá-roxo é simples e essencial para manter a copa baixa e a produção ao alcance da mão. Faça a poda de formação no primeiro ano, deixando 3 a 4 ramos principais a 60 cm do solo.

Todo ano, logo após a colheita (abril a junho), faça a poda de limpeza e de produção: remova ramos secos, cruzados e ladrões verticais. Encurte ramos muito longos em 1/3. A planta rebrota com vigor na primavera.

Na adubação, o cajá-roxo responde melhor a matéria orgânica + fósforo e potássio do que a muito nitrogênio, que só faz folha.

  • Anual: 10 a 15 L de esterco curtido + 150 g de superfosfato simples + 100 g de cloreto de potássio por planta adulta, no início das chuvas.
  • Manutenção: farinha de ossos e cinza de madeira são boas fontes caseiras de P e K.
  • Evite: adubo nitrogenado em excesso perto da floração; derruba flores.

Estacas plantadas como mourão de cerca muitas vezes frutificam sem adubo nenhum. Isso mostra a rusticidade, mas adubação equilibrada dobra o tamanho e a doçura do fruto.

Cajá-roxo em vaso: funciona mesmo?

Funciona, mas com limitações. Por ser árvore de raiz vigorosa e copa larga, o cajá-roxo em vaso produz menos e exige poda anual para não passar de 1,8 m.

Use vaso de 80 a 150 litros, com furos grandes e camada de drenagem de argila expandida. Substrato leve: 2 partes de terra vegetal, 1 de areia grossa e 1 de composto orgânico.

Em vaso, a rega é mais frequente: 3 a 4 vezes por semana no verão, deixando secar superficialmente entre regas. Adube a cada 3 meses com composto e farinha de ossos. Mantenha em sol pleno, em varanda ou quintal. Dentro de casa não frutifica.

Para quem tem pouco espaço, a melhor estratégia é conduzir como arvoreta em vaso com poda drástica após a colheita. Assim você colhe 3 a 8 kg por ano, o suficiente para consumo da família.

Pragas e doenças mais comuns

O cajá-roxo é bastante resistente, mas não imune. O problema mais frequente é a mosca-das-frutas (Anastrepha spp.), que fura o fruto para pôr ovos e causa bicho na polpa.

Outros visitantes são cochonilhas, pulgões nos brotos novos e formigas cortadeiras em plantas jovens. Em solos encharcados pode ocorrer podridão de raiz.

  • Mosca-das-frutas: colha no ponto roxo-firme, não deixe frutos caídos no chão, use armadilha com suco de fruta + vinagre.
  • Cochonilhas e pulgões: jato de água + óleo de neem; poda para arejar a copa.
  • Formigas: barreira física com lã ou graxa no tronco nos primeiros meses.
  • Antracnose: manchas pretas nos frutos em anos muito úmidos; melhore drenagem e espaçamento.

Evite aplicar inseticida com frutos maduros. O manejo cultural — colheita rápida, limpeza do pomar e copa arejada — resolve 90% dos casos em quintal doméstico.

Diferença entre cajá-roxo, cajá-manga e cajá-mirim

Muita gente confunde os cajás. A tabela ajuda a não errar na compra da muda:

Característica Cajá-roxo (ciriguela) Cajá-manga Cajá-mirim / Taperebá
Nome científico Spondias purpurea Spondias dulcis Spondias mombin
Tamanho do fruto 2 a 4 cm 6 a 10 cm 2 a 3 cm
Cor madura Roxo-vinho Amarelo-ouro Amarelo-alaranjado
Sabor Doce, pouco ácido Ácido e aromático Bem ácido, para suco
Árvore 3 a 7 m, copa baixa 10 a 20 m, copa alta 15 a 25 m, tronco grande

Se o vendedor oferecer muda de cajá-roxo com fruto amarelo grande, desconfie. É cajá-manga. O roxo verdadeiro só fica amarelo quando verde; maduro é sempre avermelhado a roxo.

Curiosidades e usos do cajá-roxo no Brasil

No Nordeste, o cajá-roxo é chamado de planta de cerca viva. Basta fincar estacas grossas como mourão que elas brotam e formam uma cerca produtiva em um ano. É tradição em sítios do interior de Pernambuco e Ceará.

O fruto é consumido ao natural, com sal, ou em suco, sorvete, caipirinha, geleia e licor. A casca fina é comestível, mas muita gente chupa e descarta o caroço fibroso. Quando bem maduro, a polpa se solta um pouco melhor.

A madeira é leve e pouco usada, mas os ramos são usados como forragem na seca. Na medicina popular, o chá da casca é citado como adstringente, sem comprovação científica — não use como tratamento.

Perguntas frequentes

Cajá-roxo e ciriguela são a mesma coisa?

Sim. Cajá-roxo, ciriguela e seriguela são nomes populares para a mesma espécie, Spondias purpurea. O nome muda conforme a região.

Quanto tempo o cajá-roxo leva para dar frutos?

Por estaca, de 1 a 2 anos. Por semente, de 3 a 4 anos e com frutos mais variáveis.

Pode plantar cajá-roxo em vaso?

Pode, em vaso de 80 a 150 litros, com sol pleno e poda anual para manter até 1,8 m. A produção será menor que no chão.

Qual a melhor época para plantar cajá-roxo?

No início da estação chuvosa, de outubro a dezembro, usando estacas de ramo grosso já lignificado.

Por que meu cajá-roxo não dá frutos?

Falta de sol pleno, excesso de nitrogênio, poda na época errada ou planta muito jovem por semente são as causas mais comuns.

Como evitar bicho no cajá-roxo?

Colha quando a casca estiver roxa mas firme, recolha frutos caídos e use armadilhas para mosca-das-frutas. Copa arejada ajuda muito.

Cajá-roxo precisa de muita água?

Não. Depois de pegada, tolera seca. Regue apenas na formação e em veranicos; reduza a água quando os frutos estiverem amadurecendo.

Você sabia?

1

Cerca que vira pomar

No Nordeste, estacas de 1 a 1,5 m fincadas como mourão de cerca brotam e frutificam sem precisar enraizar antes. É assim que muitos quintais foram formados.

2

Floresce pelada

A árvore perde quase todas as folhas na seca e floresce nos galhos nus. Só depois vêm as folhas novas junto com os frutos, o que deixa a colheita muito visível.

3

Cor que entrega o ponto

O fruto passa por quatro cores: verde, amarelo, vermelho e roxo-vinho. Quando fica roxo-escuro e ainda firme, está no ponto máximo de açúcar.

4

Parente da manga e do caju

Pertence à família Anacardiaceae, a mesma da manga, do caju e do pistache. Por isso a resina dos ramos pode manchar roupa e irritar pele sensível.

Fontes

  1. Embrapa - Fruticultura
  2. Jardim Botânico do Rio de Janeiro - Flora do Brasil
  3. Instituto Agronômico de Campinas (IAC)

Prós e contras: Cajá-roxo

Prós

  • Frutificação precoce por estaca, em 1 a 2 anos
  • Muito rústica, tolera seca e solo pobre se bem drenado
  • Produção alta e simultânea, ótima para consumo e geleias
  • Pega fácil por estaca, até como cerca viva
  • Poucas pragas graves e manejo simples

Contras

  • Polpa bem aderida ao caroço, rende menos que cajá-manga
  • Frutos amassam e estragam rápido após maduros
  • Copa larga exige espaço ou poda anual
  • Sensível a geada forte e não frutifica à sombra
  • Produção alternada: ano cheio seguido de ano mais fraco
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o cajá-roxo é a frutífera de quintal mais subestimada do Brasil: produz rápido por estaca, exige pouco e entrega fruta doce sem manejo químico. Se você tem sol e espaço para uma copa de 4 metros, vale mais plantar uma ciriguela bem conduzida do que insistir em frutíferas exigentes que sofrem no calor.

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Última revisão em 20.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.