🦜 Aves e Pássaros

Flamingo

Phoenicopteridae — 6 espécies (ex.: Phoenicopterus chilensis)

Atualizado em

80 a 145 cm de alturaTamanho
1,5 a 4 kgPeso
20 a 40 anosExpectativa de vida
grasnado nasal graveCanto
lagoas salinas rasasHabitat
Flamingo-chileno de corpo inteiro em pé em lagoa rasa salina

O flamingo é a ave rosa mais reconhecível do mundo, mas nenhum filhote nasce assim. Ele vem ao mundo cinza ou branco e só ganha o tom característico depois de meses filtrando algas e pequenos crustáceos ricos em betacaroteno.

É uma ave aquática de pernas e pescoço desproporcionalmente longos, bico curvo e joelhos que parecem dobrar ao contrário — na verdade, o que parece joelho é o tornozelo. Vive sempre em grupo, em lagoas rasas e salinas onde poucas outras aves conseguem se alimentar.

No Brasil ocorre naturalmente apenas o flamingo-chileno, mais comum no Rio Grande do Sul, no Pantanal e em lagoas do interior nordestino durante deslocamentos. Todas as outras espécies são vistas aqui só em zoológicos ou como visitantes raros.

Também conhecido como: flamingo-rosa, flamengo, flamingo-chileno, greater flamingo (inglês), flamenco (espanhol), flamant rose (francês)

Faz parte de: Aves Aquáticas, Aves Migratórias

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Galeria de fotos de Flamingo

Flamingo-chileno de corpo inteiro em pé em lagoa rasa salina
Flamingo-chileno, a única espécie que ocorre naturalmente no Brasil.
Close da cabeça e bico curvo do flamingo mostrando detalhes
Bico curvo com lamelas que filtram alimento da água.
Flamingo em voo com pescoço e pernas esticados e asas abertas
Em voo, pescoço e pernas ficam totalmente esticados.
Bando de flamingos se alimentando de cabeça para baixo em lago raso
Alimentação com a cabeça invertida para filtrar microalgas e crustáceos.
Ninho de barro em forma de cone do flamingo com ovo branco
Ninho de barro em forma de cone protege o ovo da inundação.
Filhotes cinzentos de flamingo em creche com adulto ao fundo
Filhotes nascem cinza e se reúnem em creches vigiadas por adultos.
Detalhe da plumagem do flamingo com tons de rosa e pontas pretas
Gradiente de branco a rosa intenso com pontas das asas pretas.

Perfil rápido de Flamingo

Estado de conservação

NT
Quase Ameaçada

Flamingo-chileno, a espécie que ocorre no Brasil, classificada como Quase Ameaçada pela IUCN.

População
decrescente
Protegido por
sim

Calendário

Reprodução (América do Sul)JFMAMJJASOND
Movimentos no Brasil (chegada ao Sul/Sudeste)JFMAMJJASOND
Dispersão para áreas de alimentaçãoJFMAMJJASOND

Vida útil

Na natureza
20 a 30 anos, colônias grandes aumentam sobrevivência
Em cativeiro
30 a 40 anos, com dieta e espaço adequados; há registro de 44 anos

Reprodução

Acasalamento
Display coletivo sincronizado, monogamia sazonal
Estrutura social
Colonial, ninhos a 0,5–1 m de distância em colônias de milhares
Padrão sazonal
Estação chuvosa conforme região; no sul da América do Sul, primavera-verão
Tipo de nascimento
Ovíparo
Ninhada
1 ovo branco (raro 2); incubação 27–31 dias; filhote nidífugo em creche após 7–12 dias

Habitat

Ambientes

  • lagoas hipersalinas e alcalinas rasas
  • estuarios e manguezais
  • banhados e planícies alagadas
  • lagos andinos de altitude

Biomas

  • Pampa
  • Pantanal
  • Caatinga (lagoas temporárias)
  • Zona Costeira

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • microalgas e cianobactérias
  • microcrustáceos (Artemia, copépodes)

Outros alimentos

  • larvas de insetos aquáticos
  • moluscos e anelídeos
  • sementes aquáticas

Encontrado em 12 países

  • Brasil
  • Chile
  • Argentina
  • Peru
  • Bolívia
  • Colômbia
  • Bahamas
  • Cuba
  • Espanha
  • França
  • Quênia
  • Índia

Como animal de estimação

Adequação
Não é ave de estimação; altamente social e dependente de habitat aquático amplo
Legalidade no Brasil
Criação doméstica proibida; apenas zoológicos e mantenedores com autorização IBAMA/órgão estadual; captura e comércio são crime ambiental
Nível de cuidado
Extremamente alto: lagoa rasa salobra, filtragem, dieta especializada e manejo em grupo
Custo de aquisição
Não comercializado legalmente para pessoa física

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Aves
Ordem
Phoenicopteriformes
Família
Phoenicopteridae
Gênero
Phoenicopterus / Phoeniconaias / Phoenicoparrus
Espécie
6 espécies (ex.: Phoenicopterus chilensis no Brasil)

Resumo

  • O flamingo fica rosa por causa dos carotenoides de algas e crustáceos que filtra com o bico virado ao contrário.
  • Vive em colônias que podem passar de 10 mil aves em lagoas salinas rasas e pode viver de 20 a 40 anos.
  • Existem seis espécies no mundo e apenas o flamingo-chileno ocorre de forma natural no Brasil.

Características

Ficha da espécie

FamíliaPhoenicopteridae
Origem e distribuiçãoAméricas, África, sul da Europa e Ásia; no Brasil, flamingo-chileno no Sul, Pantanal e Nordeste
HabitatLagoas hipersalinas, salobras, estuários e planícies alagadas rasas
Tamanho (comprimento)80 a 145 cm de altura em pé
Envergadura95 a 165 cm
Peso1,5 a 4 kg
Coresrosa-clarorosa-intensovermelhobrancopretocinza
Expectativa de vida20 a 30 anos na natureza, até 40 em cativeiro
AlimentaçãoAlgas, microcrustáceos (Artemia), larvas, moluscos e pequenos peixes filtrados
CantoGrasnados, trombeteios e cacarejos nasais em coro
Reprodução (ninho e ovos)Ninho de barro em forma de cone; 1 ovo branco-calcário por postura
Comportamento socialAltamente colonial e monogâmico sazonal
Variedades ou subespécies6 espécies reconhecidas

Perfil e comportamento

SociabilidadeMuito alto
Intensidade do cantoMédio
InteligênciaAlto
Facilidade de criaçãoMuito baixo
Necessidade de espaçoMuito alto
Nível de atividadeAlto
Capacidade de imitar sonsMuito baixo

De onde vem o rosa? Tamanho, cores e o bico que filtra tudo

O flamingo adulto mede de 80 cm (flamingo-pequeno) a 145 cm (flamingo-rosado) de altura, mas boa parte é perna e pescoço. O corpo em si é compacto, com envergadura de 95 a 165 cm e peso entre 1,5 e 4 kg, leve para o tamanho por causa dos ossos pneumáticos.

A cor não vem da genética. O pigmento é o betacaroteno de algas Dunaliella, cianobactérias e crustáceos como a Artemia salina. Sem essa dieta, em cativeiro mal alimentado, a ave fica branca. Por isso filhotes nascem cinza ou brancos e só rosam após o primeiro ano.

O bico é a ferramenta mais especializada. Curvo, com lamelas filtradoras como as das baleias, ele funciona de cabeça para baixo. A língua age como pistão, bombeando água e retendo alimento. Um flamingo pode filtrar até 4 litros de água por segundo em movimentos rápidos.

Outro detalhe que engana: o “joelho” dobrado para trás é na verdade o tornozelo (articulação tibiotársica). O joelho verdadeiro fica escondido sob as penas, perto do corpo. As pernas rosadas têm escamas e glândula de sal que excreta excesso de sal pelas narinas.

Onde vive o flamingo no mundo e no Brasil

Flamingos ocupam lagoas rasas, salinas ou alcalinas onde poucos predadores chegam e o alimento microscópico abunda. Estão em quatro continentes, do nível do mar até 4.700 m nos Andes, onde vivem o flamingo-andino e o de James.

No Brasil, a única espécie nativa é o flamingo-chileno (Phoenicopterus chilensis). Ele não nidifica aqui, mas aparece com frequência no Rio Grande do Sul (Parque Nacional da Lagoa do Peixe), Pantanal, interior da Bahia e Rio Grande do Norte, em lagoas temporárias e salinas. Registros no WikiAves mostram bandos de 10 a 200 aves, às vezes mistos com colhereiros.

Fora do país, as maiores concentrações estão no leste da África (lagos Nakuru e Bogoria), no Caribe e no sul da Europa (Camargue, na França). São aves de áreas abertas, que evitam mata fechada e precisam de grandes espelhos d’água rasos para se alimentar em grupo.

O que o flamingo come e por que fica de cabeça para baixo

A dieta é quase toda filtrada. Com a cabeça submersa e o bico invertido, ele arrasta a mandíbula superior rente ao fundo lodoso. As lamelas retêm algas, diatomáceas, larvas de insetos, pequenos moluscos e crustáceos.

Cada espécie tem preferência. O flamingo-pequeno (Phoeniconaias minor) é quase exclusivamente filtrador de cianobactérias Spirulina, por isso tem bico mais profundo. Já o flamingo-rosado e o chileno têm dieta mais variada e capturam também pequenos peixes e sementes.

O comportamento de se alimentar em grupo não é por acaso. Ao caminhar em círculos, o bando revolve o sedimento e concentra o alimento. Em lagoas hipersalinas, onde a Artemia explode em densidade, um único flamingo pode ingerir milhares de crustáceos por dia.

  • Principal: microalgas e cianobactérias ricas em carotenoides
  • Secundário: Artemia, copépodes, larvas de dípteros e moluscos
  • Ocasional: sementes aquáticas e pequenos peixes

Vida em multidão: comportamento social e comunicação

Flamingo é sinônimo de colônia. Grupos de centenas a dezenas de milhares dormem, comem e nidificam juntos. Essa vida em massa dilui o risco de predação e sincroniza a reprodução.

São aves barulhentas, mas não cantoras. O repertório é de grasnados nasais, trombeteios e cacarejos que, em coro, podem ser ouvidos a quilômetros. Cada ave reconhece o parceiro e o filhote pela voz em meio ao caos sonoro da colônia.

Passam boa parte do dia em manutenção: filtrando, preening (alisando penas com óleo da glândula uropigiana) e descansando em uma perna só. Ficar em uma perna reduz perda de calor na água fria e economiza energia muscular — o tendão trava a articulação sem esforço.

Na nossa avaliação, o flamingo é um dos melhores exemplos de inteligência coletiva entre aves aquáticas. Não é adestrável como papagaio, mas demonstra memória espacial, fidelidade a sítios de alimentação e coordenação de voo em V notáveis.

Namoro sincronizado, ninho de barro e filhote cinza

A corte é um espetáculo. Dezenas de machos e fêmeas fazem marchas sincronizadas, esticam pescoços, viram cabeças de um lado para o outro e abrem asas ao mesmo tempo. Esse display coletivo estimula hormonalmente todo o bando a entrar em condição reprodutiva.

São monogâmicos sazonais: formam par para a estação, às vezes por mais de um ano, mas trocam na seguinte. O ninho é um cone truncado de barro e lodo com 30 a 50 cm de altura, construído em ilhas lodosas para escapar de predadores e da variação do nível da água.

A postura é de apenas 1 ovo branco com cobertura calcária, raramente 2. Incubação de 27 a 31 dias revezada pelo casal. O filhote nasce com penugem cinza-branca, bico reto e pernas curtas — irreconhecível como flamingo.

Nos primeiros 4 a 12 dias, os pais alimentam com “leite de papo”, secreção rica em gordura e proteína produzida no papo por machos e fêmeas, também presente em pombos. Depois, os filhotes se juntam em “creches” de centenas, vigiadas por poucos adultos, enquanto os pais buscam alimento.

Flamingo migra? Deslocamentos e ciclo anual

A maioria não é migratória no sentido clássico, mas é nômade oportunista. Quando a lagoa seca ou a comida acaba, o bando levanta voo noturno por centenas de quilômetros até outra área úmida.

Populações andinas e europeias fazem migrações altitudinais e latitudinais mais regulares. No sul da América do Sul, o flamingo-chileno se desloca entre Patagônia no verão e centro-sul do Brasil no inverno, acompanhando chuvas e nível de lagoas.

Em voo, a silhueta é inconfundível: pescoço e pernas totalmente esticados, batimento forte e formação em linha ou V. Podem atingir 50 a 60 km/h e voar por horas, com escalas curtas.

As 6 espécies de flamingo: como diferenciar cada uma

Muita gente acha que existe um só “flamingo rosa“, mas são seis espécies em três gêneros. A cor, o tamanho e a distribuição mudam bastante.

Espécie Nome científico Altura média Região Traço distintivo
Flamingo-rosado Phoenicopterus roseus 120–145 cm África, sul da Europa e Ásia Maior de todos, rosa-pálido com pontas pretas
Flamingo-americano Phoenicopterus ruber 120–140 cm Caribe e Galápagos Rosa-avermelhado intenso, mais vibrante
Flamingo-chileno Phoenicopterus chilensis 100–120 cm América do Sul Joelhos rosados com articulação preta, único no Brasil
Flamingo-pequeno Phoeniconaias minor 80–90 cm África e Índia Menor, bico escuro com pouco rosa, colônias gigantescas
Flamingo-andino Phoenicoparrus andinus 100–110 cm Andes altos Pernas amarelas, bico amarelo e preto, raro
Flamingo-de-James Phoenicoparrus jamesi 90–100 cm Andes altos Menor andino, bico amarelo com ponta preta fina

Para identificar no Brasil, foque no flamingo-chileno: porte médio, plumagem rosa-clara com coberteiras mais escuras, pernas acinzentadas com “joelho” rosa e faixa preta. Andino e de James têm pernas amarelas e não ocorrem aqui.

Conservação e por que você não pode ter um em casa

Globalmente, três espécies estão como Quase Ameaçadas (NT) e uma como Vulnerável (VU – flamingo-andino). As ameaças são as mesmas: drenagem de áreas úmidas, mineração de sal e lítio nos Andes, poluição, colisão com linhas elétricas e coleta de ovos.

No Brasil, o flamingo-chileno é considerado visitante e quase ameaçado em listas regionais. A proteção depende da conservação de banhados e lagoas temporárias, cada vez mais pressionadas por agricultura e urbanização.

Ter flamingo como animal de estimação é ilegal e inviável. É ave silvestre protegida por lei, exige autorização do IBAMA que não é concedida para criação doméstica, precisa de lagoas rasas e salobras, dieta filtradora específica e colônia para bem-estar. Em casa, adoece, perde a cor e morre cedo. A venda de aves capturadas na natureza é crime ambiental.

Onde observar de forma ética: Lagoa do Peixe (RS), Pantanal (MS/MT) e zoológicos com plantel autorizado que mantêm grupos e reproduzem em recintos adequados. Use binóculo, mantenha distância e nunca alimente.

Perguntas frequentes

Flamingo é ave ou pássaro?

É ave aquática da ordem Phoenicopteriformes. Todo pássaro é ave, mas nem toda ave é pássaro (Passeriformes); flamingo não é pássaro.

Por que o flamingo é rosa?

Pelos carotenoides de algas e crustáceos como Artemia que ele filtra. Filhotes nascem cinza e só ficam rosados após meses se alimentando.

Onde ver flamingo no Brasil?

O flamingo-chileno aparece no Rio Grande do Sul (Lagoa do Peixe), Pantanal e lagoas do Nordeste, sempre em áreas alagadas rasas. Não há população residente grande.

Flamingo voa?

Sim, e bem. Voa com pescoço e pernas esticados, em bandos em V, a 50–60 km/h, geralmente à noite em deslocamentos longos.

Quanto tempo vive um flamingo?

De 20 a 30 anos na natureza e até 40 anos em cativeiro bem manejado.

Pode ter flamingo em casa?

Não. É ave silvestre protegida, de criação proibida para pessoa física no Brasil. Precisa de lagoa, dieta filtradora e vida em colônia.

Quantas espécies de flamingo existem?

Seis: flamingo-rosado, americano, chileno, pequeno, andino e de James. Diferem em tamanho, cor, bico e distribuição.

Você sabia?

1

Filhote branco que mama leite

Flamingos produzem leite de papo, secreção avermelhada rica em gordura que macho e fêmea regurgitam. O filhote nasce cinza, com bico reto, e só curva o bico após semanas.

2

Dormir em uma perna só trava sozinho

Um mecanismo de tendão bloqueia a articulação e permite dormir em pé sem gasto muscular, reduzindo perda de calor na água fria.

3

Rosa desbota fora da dieta

Em zoológicos sem suplementação de carotenoides, flamingos ficam quase brancos. A cor volta em poucas semanas quando a dieta com spirulina e camarão é corrigida.

4

Ninho de barro que vira ilha

O cone de lodo de até 50 cm protege o ovo de inundações e do calor do solo salino. Se a água sobe, os pais aumentam o ninho com mais barro.

Fontes

  1. IUCN Red List - Phoenicopteridae
  2. BirdLife International
  3. WikiAves - Flamingo-chileno
  4. Cornell Lab - All About Birds

Prós e contras: Flamingo

Prós

  • Ícone visual inconfundível, ótimo para observação e fotografia
  • Indicador de saúde de áreas úmidas salinas
  • Vida social fascinante com displays sincronizados
  • Longevidade alta quando o habitat é preservado
  • Filtragem natural que controla algas e larvas em lagoas

Contras

  • Exige lagoas rasas extensas e intocadas, habitat em declínio
  • Muito sensível a perturbação humana em colônias reprodutivas
  • Dieta especializada difícil de replicar fora da natureza
  • Não se adapta à criação doméstica ou a pequenos recintos
  • Vulnerável a secas, poluição e colisão com redes elétricas
Nossa opinião

O flamingo é a prova de que cor pode ser dieta e não vaidade: sem áreas úmidas rasas e salinas, ele simplesmente embranquece e desaparece. Na nossa avaliação, protegê-lo no Brasil é menos sobre a ave em si e mais sobre manter banhados e lagoas temporárias que quase ninguém valoriza.

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Deyse Timana
Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

Sou uma entusiasta do universo dos peixes e da vida aquática. Dedico-me a pesquisar e partilhar informações sobre espécies de peixes, alimentação, comportamento, habitat e cuidados, ajudando os…

Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.