🦎 Répteis e Anfíbios

Tartaruga-da-amazônia

Podocnemis expansa

Atualizado em

até 90 cm de carapaçaTamanho
RéptilGrupo
60 a 80 anosExpectativa de vida
Rios e lagos amazônicosHabitat
Baixo para humanosPerigo
Filhotes de tartaruga-da-amazônia saindo do ninho na areia

A tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa) é um réptil, não um anfíbio. É o maior cágado de água doce da América do Sul e pode ultrapassar 90 cm de carapaça e 75 kg, com fêmeas bem maiores que os machos.

Vive em rios, lagos de várzea e praias de areia da Bacia Amazônica, onde faz migrações de centenas de quilômetros para se alimentar e se reproduzir. É famosa pela desova coletiva em tabuleiros de areia durante a seca, quando centenas de fêmeas sobem juntas para enterrar os ovos.

Também conhecido como: Tartaruga-gigante-da-amazônia, Tartaruga-de-tabuleiro, Araú, Giant South American River Turtle

Faz parte de: Répteis do Brasil, Tartarugas, Jabutis e Cágados

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Galeria de fotos de Tartaruga-da-amazônia

Filhotes de tartaruga-da-amazônia saindo do ninho na areia
Filhotes após 45 a 60 dias de incubação correm juntos para a água.
Close da cabeça da tartaruga-da-amazônia mostrando barbelas
Detalhe da cabeça com as duas barbelas sob o queixo, marca da espécie.
Detalhe da carapaça da tartaruga-da-amazônia
Padrão dos escudos da carapaça larga e achatada.
Tartaruga-da-amazônia nadando em rio amazônico
Excelente nadadora, passa a maior parte da vida na água.
Filhotes de tartaruga-da-amazônia saindo do ninho na areia
Filhotes após 45 a 60 dias de incubação correm juntos para a água.
Desova coletiva de tartarugas-da-amazônia no tabuleiro
Arribada: centenas de fêmeas desovam sincronizadas na seca.

Perfil rápido de Tartaruga-da-amazônia

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

População em declínio e dependente de medidas de conservação, com forte pressão histórica e atual sobre praias de desova.

População
Em declínio
Protegido por
Sim, protegida por lei no Brasil e por programas do ICMBio; coleta na natureza é crime

Calendário

Migração para tabuleirosJFMAMJJASOND
DesovaJFMAMJJASOND
Eclosão e ida para a águaJFMAMJJASOND
Alimentação na floresta alagadaJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Sem toxinas de pele ou peçonha; risco é de mordida e de Salmonella por contato com fezes e água.

Vida útil

Na natureza
60 a 80 anos; maturidade entre 10 e 15 anos para fêmeas
Em cativeiro
40 a 60 anos com manejo adequado; exige recinto grande e água aquecida

Reprodução

Maturidade sexual
Machos 8 a 12 anos; fêmeas 10 a 15 anos
Tipo de reprodução
Ovípara, sem cuidado parental
Época de desova
Seca amazônica, de agosto a novembro
Ninhada
50 a 120 ovos por ninho; 1 postura por ano
Incubação
45 a 60 dias; sexo determinado pela temperatura da areia
Comportamento
Desova coletiva noturna em tabuleiros de areia (arribada)

Habitat

Ambientes

  • Rios de grande porte de água branca e clara
  • Lagos de várzea e igapós
  • Praias arenosas e tabuleiros de desova
  • Canais e paranás amazônicos

Biomas

  • Amazônia

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Onívora com tendência herbívora na fase adulta

Outros alimentos

  • Frutos e sementes da mata alagada
  • Folhas, flores e algas
  • Peixes mortos e carcaças
  • Insetos, crustáceos e moluscos

Encontrado em 9 países

  • Brasil
  • Peru
  • Colômbia
  • Venezuela
  • Equador
  • Bolívia
  • Guiana
  • Suriname
  • Guiana Francesa

Como animal de estimação

Adequação como pet
Baixa; espécie silvestre de grande porte, não recomendada para criação doméstica amadora
Legalidade no Brasil
Criação só em criadouros autorizados pelo IBAMA com nota fiscal; captura na natureza é crime
Nível de cuidado
Muito alto; exige lago, filtragem potente, área seca com UVB e água a 26-30 °C
Observação
Maioria dos criadouros legalizados trabalha com tracajá; tartaruga-da-amazônia raramente disponível legalmente

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Reptilia
Ordem
Testudines
Família
Podocnemididae
Gênero
Podocnemis
Espécie
Podocnemis expansa (Schweigger, 1812)

Resumo

  • A tartaruga-da-amazônia é um réptil da família Podocnemididae e o maior quelônio de água doce da América do Sul, com fêmeas de até 90 cm e 75 kg.
  • Vive em rios e lagos da Amazônia e se destaca pela desova sincronizada em praias de areia na estação seca, com até 120 ovos por ninho.
  • É onívora com dieta herbívora predominante e tem papel essencial na dispersão de sementes, mas sofre pressão histórica por consumo de carne e ovos e perda de praias de desova.

Características

Ficha da espécie

GrupoRéptil
OrdemTestudines
FamíliaPodocnemididae
Origem e distribuiçãoBacia Amazônica e Orinoco (Brasil, Colômbia, Venezuela, Guianas, Peru, Bolívia e Equador)
TamanhoFêmeas 60 a 90 cm de carapaça; machos 40 a 50 cm
PesoFêmeas 30 a 75 kg; machos 8 a 20 kg
Corescinza-escuromarrompretoamareladooliva
HabitatRios de água branca e clara, lagos de várzea e praias arenosas (tabuleiros)
AlimentaçãoOnívora com tendência herbívora
ReproduçãoOvípara; 50 a 120 ovos por ninho, sem cuidado parental
AtividadeDiurna e aquática
Expectativa de vida60 a 80 anos na natureza
Estado de conservaçãoPouco Preocupante (LC - IUCN), mas em declínio e protegida no Brasil

Perfil e comportamento

Periculosidade para pessoas e petsMuito baixo
Facilidade de criação em cativeiroBaixo
Adaptação a casasMuito baixo
Importância para o ecossistemaMuito alto
Sensibilidade a temperatura e umidadeMuito alto
Vida na águaMuito alto

Réptil ou anfíbio? Como identificar a tartaruga-da-amazônia

A tartaruga-da-amazônia é réptil, não anfíbio. Como todo quelônio, tem carapaça óssea recoberta por escudos queratinizados, respira por pulmões a vida toda e não passa por metamorfose.

Anfíbios como sapos e salamandras têm pele úmida e permeável e ciclo com fase larval aquática. Répteis têm pele seca e impermeável, ovos com casca e total independência da água para respirar.

Para reconhecer a espécie, observe o conjunto. A carapaça é achatada, larga e cinza-escura a marrom, com bordas levemente expandidas atrás. O plastrão (parte ventral) é amarelado e a cabeça é relativamente pequena, com duas barbelas curtas sob o queixo e coloração acinzentada.

Filhotes têm carapaça mais arredondada e acinzentada com manchas claras. Adultos são inconfundíveis pelo tamanho gigante: nenhuma outra tartaruga de água doce amazônica chega perto. A tartaruga-tracajá (Podocnemis unifilis), muito confundida com ela, é bem menor, tem manchas amarelas na cabeça e carapaça mais alta.

Onde vive e distribuição na natureza

A espécie ocorre nas bacias do Amazonas e do Orinoco, em Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. No Brasil, está presente em toda a Amazônia Legal, principalmente ao longo do Rio Amazonas, Araguaia, Tocantins, Tapajós, Xingu e Trombetas.

Habita rios de água branca e clara, lagos de várzea, igapós e canais. Na cheia, espalha-se pela floresta alagada para se alimentar de frutos. Na seca, concentra-se nos leitos principais e migra para as praias de areia expostas, os tabuleiros.

Esses tabuleiros são essenciais. Sem praias altas, arenosas e sem vegetação, não há reprodução. O desmatamento de margens, hidrelétricas e ocupação de praias são as maiores ameaças ao habitat reprodutivo.

Tamanho, peso e quanto tempo vive

É o maior quelônio de água doce da América do Sul e um dos maiores do mundo. O dimorfismo sexual é acentuado.

Fêmeas medem de 60 a 90 cm de carapaça e pesam de 30 a 75 kg, com registros excepcionais acima de 90 kg. Machos raramente passam de 50 cm e 20 kg, com cauda mais longa e espessa e concavidade no plastrão.

O crescimento é lento. A maturidade sexual chega entre 8 e 12 anos para machos e 10 a 15 anos para fêmeas. Na natureza, vive de 60 a 80 anos. Em cativeiro bem manejado, pode passar de 50 anos, mas exige recintos enormes e água de qualidade.

O que come: dieta onívora com foco em frutos

Na natureza é onívora com forte tendência herbívora na fase adulta. Filhotes e jovens são mais carnívoros; adultos comem sobretudo matéria vegetal.

Durante a cheia, entra na mata alagada e consome frutos, sementes, folhas, flores e algas. É uma das principais dispersoras de árvores como seringueira, ingá e palmeiras, já que engole frutos inteiros e excreta sementes intactas a quilômetros de distância.

Complementa a dieta com peixes mortos, carcaças, insetos, crustáceos e moluscos. Em cativeiro, precisa de dieta variada com vegetais, ração específica para quelônios aquáticos e cálcio. Só alface e carne moída causam deformação de carapaça e doença metabólica óssea.

Reprodução e ciclo de vida: a desova coletiva dos tabuleiros

A reprodução é o evento mais impressionante da espécie. É ovípara, sem cuidado parental, e depende totalmente do ciclo de seca e cheia.

Entre agosto e novembro, com a vazante, as fêmeas migram rio acima e se reúnem em frente aos tabuleiros. A desova é sincronizada e noturna: centenas a milhares de fêmeas sobem juntas na mesma noite, cavam ninhos de 50 a 80 cm de profundidade e depositam de 50 a 120 ovos esféricos e brancos.

A temperatura da areia determina o sexo dos filhotes. Areias mais quentes (acima de 32 °C) geram mais fêmeas; mais frias, mais machos. A incubação dura de 45 a 60 dias, conforme a temperatura e a umidade.

A eclosão ocorre no início da enchente, entre novembro e janeiro. Os filhotes rompem a casca juntos, esperam o frescor da noite e correm em grupo para a água. A predação é altíssima: jacarés, aves, peixes grandes e humanos capturam grande parte. Estima-se que menos de 5% chegue à vida adulta.

Diferença para anfíbios

Ao contrário de sapos e rãs, não há girino nem metamorfose. O filhote já nasce réplica em miniatura do adulto, com carapaça formada e respiração pulmonar. O ovo tem casca calcária flexível e embrião totalmente formado.

Comportamento e hábitos aquáticos

É predominantemente aquática e diurna. Passa a maior parte do dia nadando, forrageando ou tomando sol em troncos e bancos de areia para regular a temperatura.

É excelente nadadora, com patas com membranas interdigitais e não nadadeiras como as tartarugas marinhas. Pode permanecer submersa por longos períodos, mas precisa subir para respirar.

Fora da época reprodutiva, é relativamente solitária. Na seca, forma agrupamentos de alimentação em lagos. É arisca e mergulha ao menor sinal de perigo. A comunicação é discreta, com vocalizações subaquáticas de baixa frequência entre filhotes e fêmeas, algo raro em répteis.

Durante a cheia, migra lateralmente para dentro da floresta alagada. Estudos com radiotelemetria no Rio Trombetas mostraram deslocamentos de mais de 200 km entre áreas de alimentação e desova.

É perigosa ou venenosa? Riscos para pessoas e pets

Não é venenosa e não possui toxinas de pele como sapos. O risco é mecânico: uma mordida de adulto pode causar ferimento cortante por causa do bico córneo forte, usado para quebrar frutos e sementes duras.

Para pessoas, o perigo é muito baixo se não for manipulada. Nunca tente segurar pela cauda ou colocar a mão perto da cabeça. Para cachorros e gatos, o risco maior é sanitário: quelônios podem carregar Salmonella sem sintomas, transmitida por contato com água, fezes ou carapaça.

Não há peçonha, mas toda mordida deve ser lavada e avaliada. Mantenha pets longe de filhotes e ninhos e sempre lave as mãos após manusear o animal ou limpar o recinto.

Pode ter como pet? Legalidade e cuidados no Brasil

Não é um pet doméstico comum e não pode ser coletada na natureza. A captura, o transporte e a venda de animais silvestres sem autorização são crime ambiental no Brasil.

A criação legal só é possível com criadouros comerciais autorizados pelo IBAMA, com nota fiscal e microchip ou anilha. A maioria dos criadouros legalizados trabalha com tracajá (Podocnemis unifilis) e tartaruga-tigre-d’água, não com a tartaruga-da-amazônia, que exige licenciamento mais complexo e recintos enormes.

Mesmo quando legalizada, exige lago ou tanque de milhares de litros, filtragem potente, área seca com lâmpada UVB e UVA, água aquecida entre 26 e 30 °C e dieta balanceada. Não se adapta a aquários pequenos nem a apartamentos. Vive décadas e cresce muito, o que leva a abandonos.

Na nossa avaliação, é uma espécie para projetos de conservação, manejo comunitário e criadouros extensivos, não para criação amadora em casa.

Papel no ecossistema e conservação

É uma espécie-chave da Amazônia. Ao comer frutos e excretar sementes longe da planta-mãe, mantém a regeneração da mata de várzea e igapó. Suas carcaças e ovos alimentam uma cadeia de predadores e decompositores.

Historicamente, foi explorada em escala industrial. No século XIX, o óleo de seus ovos iluminava cidades amazônicas e sua carne alimentava vilas inteiras. Essa pressão reduziu drasticamente as populações. Hoje, as ameaças são coleta ilegal de ovos e fêmeas, perda de praias por hidrelétricas, poluição por mercúrio do garimpo, tráfego de embarcações e predação por animais domésticos.

No Brasil, é protegida por lei e por programas como o Projeto Quelônios da Amazônia (ICMBio), que protege tabuleiros, maneja ninhos e solta filhotes com comunidades ribeirinhas. O manejo comunitário sustentável, com cota de ovos e filhotes, tem mostrado bons resultados no Amazonas e Pará, unindo conservação e renda local.

Na IUCN, está como Pouco Preocupante (LC), mas com população em declínio e dependente de conservação. Sem proteção de praias e fiscalização, colônias inteiras podem desaparecer em poucos anos.

Perguntas frequentes

Tartaruga-da-amazônia é réptil ou anfíbio?

É réptil da ordem Testudines. Tem carapaça, respira por pulmões, põe ovos com casca e não passa por metamorfose, ao contrário dos anfíbios.

Qual a diferença entre tartaruga-da-amazônia e tracajá?

A tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa) é gigante, com até 90 cm e sem manchas amarelas na cabeça. O tracajá (Podocnemis unifilis) é menor, com 30 a 45 cm e manchas amarelas bem visíveis.

Onde vive a tartaruga-da-amazônia?

Em rios e lagos da Bacia Amazônica e do Orinoco, no Brasil e em outros 8 países. Na cheia fica na floresta alagada; na seca se concentra em praias de areia para desovar.

O que ela come?

É onívora com dieta predominantemente vegetal na fase adulta: frutos, sementes, folhas e algas, além de peixes mortos, insetos e crustáceos.

É perigosa ou venenosa?

Não é venenosa. Pode morder se manipulada, causando ferimento pelo bico córneo. O principal risco sanitário é a transmissão de Salmonella.

Pode criar tartaruga-da-amazônia em casa?

Só de forma legalizada, com compra em criadouro autorizado pelo IBAMA e estrutura de lago com filtragem e aquecimento. A captura na natureza é crime e a criação doméstica é desaconselhada.

Quanto tempo vive?

De 60 a 80 anos na natureza. A maturidade sexual é tardia, entre 10 e 15 anos para as fêmeas.

Por que ela está ameaçada?

Por coleta ilegal de ovos e carne, perda de praias de desova por hidrelétricas e ocupação, poluição por mercúrio e predação de ninhos.

Você sabia?

1

Desova em massa sincronizada

Em alguns tabuleiros do Rio Trombetas, mais de 10 mil fêmeas desovam nas mesmas noites, um comportamento chamado arribada, raro entre tartarugas de água doce.

2

Migração de centenas de quilômetros

Fêmeas marcadas percorreram mais de 200 km entre a área de alimentação na floresta alagada e a praia de desova, voltando ao mesmo tabuleiro ano após ano.

3

Sexo definido pela temperatura

Não há cromossomos sexuais; a temperatura da areia durante a incubação decide se nascerão machos ou fêmeas, o que torna a espécie vulnerável às mudanças climáticas.

4

Maior berçário natural do Brasil

A Reserva Biológica do Rio Trombetas, no Pará, protege o maior sítio reprodutivo conhecido da espécie, com manejo de ninhos feito por ribeirinhos desde a década de 1970.

Fontes

  1. IUCN Red List - Podocnemis expansa
  2. Reptile Database - Podocnemis expansa
  3. ICMBio - Projeto Quelônios da Amazônia
  4. Sociedade Brasileira de Herpetologia

Prós e contras: Tartaruga-da-amazônia

Prós

  • Maior quelônio de água doce da América do Sul, emblemático e fácil de identificar pelo tamanho
  • Papel ecológico crucial como dispersora de sementes da mata alagada
  • Desova coletiva sincronizada, um dos espetáculos naturais mais impressionantes da Amazônia
  • Longevidade alta e grande valor para projetos de manejo comunitário sustentável
  • Espécie bem estudada e protegida por programas consolidados do ICMBio

Contras

  • Não é adequada como pet doméstico; exige lago grande e manejo complexo
  • Crescimento lento e maturidade tardia, o que dificulta a recuperação populacional
  • Altamente sensível à temperatura da areia e à perda de praias de desova
  • Filhotes sofrem predação massiva e alta mortalidade natural
  • Ainda sofre forte pressão de coleta ilegal de ovos e fêmeas
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a tartaruga-da-amazônia é o melhor exemplo de como um réptil pode sustentar uma floresta inteira: sem ela, a dispersão de frutos da várzea entra em colapso. Não é e não deve ser tratada como pet de aquário, e seu futuro depende quase totalmente da proteção dos tabuleiros de areia.

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