🦎 Répteis e Anfíbios

Sapo-cururu

Rhinella marina (sin. Rhinella horribilis, Bufo marinus)

Atualizado em

10 a 15 cm (fêmeas até 17 cm)Tamanho
AnfíbioGrupo
10 a 15 anosExpectativa de vida
Terrestre e urbano úmidoHabitat
Tóxico se lambido ou ingeridoPerigo
Sapo-cururu adulto de corpo inteiro em jardim brasileiro à noite

O sapo-cururu (Rhinella marina) é um anfíbio da família Bufonidae, não um réptil. É o maior sapo do Brasil, com pele seca e verrugosa, glândulas parotoides bem evidentes atrás dos olhos e hábito terrestre e noturno.

Extremamente adaptável, vive desde a Amazônia até áreas urbanas do Sudeste e Sul, e se tornou uma das espécies mais invasoras do mundo após ser levado para a Austrália em 1935. No Brasil é nativo e importante no controle de insetos, mas sua toxina oferece risco real para cachorros e gatos que mordem ou lambem o animal.

Também conhecido como: sapo-boi, cururu, sapo-comum, marine toad, cane toad, sapo gigante

Faz parte de: Anfíbios do Brasil, Sapos, Rãs e Pererecas

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Galeria de fotos de Sapo-cururu

Sapo-cururu adulto de corpo inteiro em jardim brasileiro à noite
Sapo-cururu adulto com pele verrugosa e glândulas parotoides evidentes.
Close da cabeça e olhos do sapo-cururu
Detalhe da cabeça com crista óssea e olhos dourados.
Sapo-cururu se alimentando de besouro à noite
Caça noturna com língua pegajosa.
Sapo-cururu na água rasa durante reprodução
Na época de chuva busca poças para se reproduzir.
Girinos pretos de sapo-cururu em cardume na água rasa
Girinos pretos em cardume antes da metamorfose.
Sapo-cururu se alimentando de besouro à noite
Caça noturna com língua pegajosa.

Perfil rápido de Sapo-cururu

Estado de conservação

LC
Pouco Preocupante

População ampla, estável e muito adaptável em toda a área nativa.

População
estável
Protegido por
Sim, como fauna silvestre nativa pela Lei 9.605/98

Calendário

ReproduçãoJFMAMJJASOND
Maior atividade noturnaJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica

Secreção das glândulas parotoides contém bufotoxinas. Risco grave se lambido ou mordido por cachorro ou gato; irrita olhos e boca em humanos. Não esguicha veneno.

Vida útil

Na natureza
10 a 15 anos
Em cativeiro
até 20 anos com manejo adequado

Reprodução

Maturidade sexual
1 a 2 anos
Tipo de reprodução
Ovípara com fecundação externa na água
Desova
8.000 a 35.000 ovos em cordões gelatinosos duplos
Metamorfose
Girinos pretos viram sapinhos em 3 a 8 semanas
Estação reprodutiva
Principalmente na estação chuvosa, com pico de setembro a março

Habitat

Ambientes

  • áreas abertas
  • bordas de mata
  • brejos e poças temporárias
  • quintais e jardins urbanos
  • pastagens e plantações

Biomas

  • Amazônia
  • Caatinga
  • Cerrado
  • Mata Atlântica
  • Pampa
  • Pantanal

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • insetos
  • aranhas
  • lesmas

Outros alimentos

  • pequenos lagartos
  • pequenos roedores
  • rãs menores
  • ração de pets deixada exposta

Encontrado em 10 países

  • Brasil
  • Argentina
  • Paraguai
  • Bolívia
  • Colômbia
  • Venezuela
  • Panamá
  • México
  • Estados Unidos
  • Austrália

Como animal de estimação

Adequação como pet
Não recomendado
Legalidade no Brasil
Proibido capturar ou manter sem licença do IBAMA; não há criadouro pet autorizado
Nível de cuidado
Alto: terrário úmido, insetos vivos, controle de temperatura e risco tóxico
Observação
Melhor observar livre na natureza; para afastar de casa, remova abrigos e luzes noturnas

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Chordata
Classe
Amphibia
Ordem
Anura
Família
Bufonidae
Gênero
Rhinella
Espécie
Rhinella marina

Resumo

  • O sapo-cururu é um anfíbio terrestre da família Bufonidae, nativo das Américas e o maior sapo encontrado no Brasil, com até 15 cm e pele verrugosa com glândulas de veneno atrás dos olhos.
  • Vive em quase todo o território brasileiro, de florestas a quintais urbanos, tem atividade noturna, se alimenta de insetos, pequenos vertebrados e até ração, e se reproduz na água com desovas de milhares de ovos.
  • Não é réptil, não deve ser manuseado sem cuidado e é tóxico para cachorros e gatos se lambido ou mordido, mas é inofensivo se apenas observado à distância e tem papel essencial no controle de pragas.

Características

Ficha da espécie

GrupoAnfíbio
OrdemAnura
FamíliaBufonidae
Origem e distribuiçãoNativo das Américas (do sul dos EUA ao Brasil e Argentina); introduzido na Austrália e Pacífico
TamanhoMachos 10 a 12 cm; fêmeas 13 a 17 cm
Peso500 g a 1,5 kg (recorde 2,65 kg)
Coresmarrombegecinzaamareladomarrom-oliváceo
HabitatTerrestre, noturno; áreas abertas, matas, brejos, quintais e cidades
AlimentaçãoInsetívoro generalista (insetos, aranhas, pequenos vertebrados)
ReproduçãoOvípara; até 35.000 ovos em cordões gelatinosos; metamorfose com girinos pretos
AtividadeNoturna e crepuscular
Expectativa de vida10 a 15 anos na natureza; até 20 anos em cativeiro
Estado de conservaçãoPouco Preocupante (LC - IUCN)

Perfil e comportamento

Periculosidade para pessoas e petsMédio
Facilidade de criação em cativeiroMuito baixo
Adaptação a casasBaixo
Importância para o ecossistemaMuito alto
Sensibilidade a temperatura e umidadeAlto
Vida na águaBaixo

Como identificar o sapo-cururu sem confundir

O sapo-cururu é anfíbio, não réptil. Tem pele seca, grossa e muito verrugosa, sem escamas, e precisa de umidade para não desidratar. Répteis têm pele queratinizada com escamas e ovo com casca; anfíbios têm pele permeável e larva aquática.

O adulto é robusto e grande. O corpo é largo, as pernas são curtas e a cabeça tem crista óssea acima dos olhos e duas glândulas parotoides enormes atrás deles, em forma de triângulo alongado. Essas glândulas são a marca registrada da espécie.

A coloração varia de marrom-acinzentado a bege-amarelado, com manchas escuras irregulares. A barriga é clara e granulada. Os olhos são dourados ou acobreados, com pupila horizontal. Machos são menores e têm canto grave e prolongado; fêmeas são maiores e mais pesadas.

Confusão comum é com o sapo-comum (Rhinella icterica) e o sapo-boi. O cururu tem parotoides maiores e mais triangulares, pele mais verrugosa e porte mais massivo. Girinos do cururu são pretos, pequenos e em cardume, diferentes dos girinos marrons de outras espécies.

Onde vive e por que está em quase todo o Brasil

É nativo do continente americano, desde o Texas e México até o centro da Argentina. No Brasil ocorre em todos os biomas: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. Falta apenas em áreas muito altas e frias.

É terrestre e altamente adaptável. Prefere áreas abertas, bordas de mata, campos, brejos, lagoas temporárias e, cada vez mais, quintais, jardins, praças e esgotos urbanos. Durante o dia se esconde sob entulho, troncos, vasos e bueiros.

Precisa de água apenas para reproduzir. Fora isso, vive longe dela, graças à pele mais queratinizada que a de rãs e pererecas. Essa resistência explica por que coloniza cidades secas onde outros anfíbios não sobrevivem.

Fora das Américas, virou praga. Em 1935, 102 indivíduos foram soltos na Austrália para controlar besouros da cana. Sem predadores, hoje são mais de 200 milhões e avançam 50 km por ano, um dos maiores casos de invasão biológica do mundo.

O que o sapo-cururu come e como caça

É um predador generalista e oportunista. A base são besouros, baratas, formigas, grilos, aranhas e lesmas. Mas come praticamente tudo que caiba na boca: pequenos lagartos, rãs menores, cobras jovens, camundongos, filhotes de pássaros e até ração de cachorro e gato deixada no quintal.

Caça à espera e com bote rápido. Fica parado sob luz de poste ou perto de lixeiras, onde insetos se concentram, e projeta a língua pegajosa para capturar a presa. Adultos grandes podem consumir centenas de insetos em uma única noite.

Essa dieta o torna útil no controle de pragas agrícolas e urbanas, incluindo baratas e escorpiões. Por outro lado, quando introduzido fora da área nativa, ele come fauna local e envenena predadores que tentam comê-lo.

  • Principal: insetos terrestres e artrópodes noturnos
  • Complemento: pequenos vertebrados, carniça e restos humanos quando há escassez
  • Evite: deixar ração exposta à noite, pois atrai o sapo para perto de pets

Reprodução, ovos e a metamorfose completa

A reprodução é explosiva e ligada à chuva. Machos se reúnem em poças, açudes e valas e emitem um canto grave e contínuo, parecido com motor, para atrair fêmeas. No Sudeste e Centro-Oeste o pico vai de setembro a março.

A fêmea deposita 8.000 a 35.000 ovos pretos em longos cordões gelatinosos duplos, enrolados na vegetação aquática. É uma das maiores fecundidades entre anfíbios brasileiros. Os ovos eclodem em 2 a 7 dias, dependendo da temperatura.

Os girinos são pretos, pequenos e gregários, formando nuvens escuras na água rasa. Em 3 a 8 semanas sofrem metamorfose completa: perdem a cauda, formam pernas, trocam as brânquias por pulmões e saem da água como sapinhos de 1 cm, já com verrugas.

Essa estratégia explica a abundância. Mesmo com alta mortalidade de girinos, basta uma poça temporária para gerar centenas de novos cururus em um mês. Em cativeiro não se reproduz sem estímulo hormonal e ambiente controlado.

Comportamento e hábitos: por que aparece tanto em quintais

É noturno e crepuscular. Passa o dia enterrado ou abrigado e sai ao entardecer para se alimentar e se hidratar. Tem forte fidelidade a abrigos: o mesmo indivíduo pode voltar por meses ao mesmo canto do jardim.

Não pula longe como rãs. Caminha e dá saltos curtos. Quando ameaçado, infla o corpo, abaixa a cabeça e mostra as parotoides. Se o predador insiste, secreta um líquido branco leitoso e irritante. Não esguicha veneno à distância.

É territorial e solitário fora da época reprodutiva. Machos brigam por poças, empurrando-se com o corpo. Tem grande tolerância à poluição e à água salobra, o que poucos anfíbios suportam, e por isso sobrevive em valas urbanas.

Luz artificial o atrai indiretamente, pois atrai insetos. Quintais com entulho, folhas acumuladas, prato de água de pet e jardim mal drenado são convite perfeito.

É venenoso? Riscos reais para pessoas, cachorros e gatos

Sim, é venenoso, mas não peçonhento. Não tem ferrão nem presa para injetar. O veneno fica em glândulas na pele, principalmente nas parotoides, e só age se lambido, mordido ou se o líquido entrar em olhos e boca. O contato simples com a pele íntegra raramente causa problema.

A secreção contém bufotoxinas, bufotenina e bufaginas, que afetam coração e sistema nervoso. Em humanos, o manuseio pode causar irritação nos olhos, náusea e vômito se levar a mão à boca. Ingestão é rara e grave, mas o risco maior é para crianças pequenas que levam o animal à boca.

Para cachorros e gatos o perigo é alto. Ao morder o sapo, o pet absorve a toxina pela mucosa. Os sinais aparecem em minutos: salivação excessiva, patadas na boca, vômito, vermelhidão da gengiva, desorientação e, em casos graves, arritmia e convulsão. Filhotes e raças curiosas são as principais vítimas.

O que fazer: lave imediatamente a boca do pet com água corrente abundante por 10 minutos, sem esfregar, e leve ao veterinário. Nunca faça o pet vomitar por conta própria e não ofereça leite. Não mate o sapo: além de crime ambiental quando nativo, o veneno continua ativo no cadáver e o corpo atrai mais predadores.

Mito comum

Sapo não causa verruga e não joga leite. A secreção só sai se a glândula for pressionada. Observar à distância, sem tocar, é totalmente seguro.

Pode criar como pet? O que diz a lei no Brasil

Não. O sapo-cururu não pode ser criado como pet sem autorização. Como fauna silvestre nativa, sua captura, manutenção e comércio sem licença do IBAMA são crime ambiental (Lei 9.605/98). Não existe criadouro comercial autorizado para Rhinella marina como animal de estimação.

Mesmo se fosse legal, é péssima escolha doméstica. É estressado com manuseio, exige terrário úmido, controle de temperatura, alimentação com insetos vivos e tem secreção tóxica que impede contato com crianças e outros pets. Vive muitos anos e não cria vínculo como um cachorro ou gato.

Criação legal de anfíbios no Brasil se restringe a poucas espécies exóticas, como a rã-touro-americana em ranários licenciados para consumo, e ao axolote em casos específicos com criadouro autorizado. Sapo nativo não entra nessa lista.

Se você encontrou um no quintal e quer afastá-lo, apague luzes externas, remova abrigos e água parada e vede frestas. Nunca use sal, cal ou veneno: além de crueldade, contamina o solo e mata outros animais.

Papel no ecossistema e conservação

No Brasil, onde é nativo, é peça-chave no controle biológico de insetos e serve de alimento para cobras, gaviões, corujas e jacarés que já têm resistência parcial à toxina. Seus girinos também filtram matéria orgânica em poças temporárias.

É extremamente sensível à poluição química, como todo anfíbio. A pele permeável absorve agrotóxicos e metais pesados. O declínio de anfíbios no mundo é um alerta ambiental, e o cururu, por ser resistente, mascara esse problema: onde ele sobrevive, espécies mais sensíveis já sumiram.

O estado global é Pouco Preocupante (LC) pela IUCN, com população estável e ampla distribuição. No Brasil não é ameaçado, mas é protegido por lei como fauna silvestre. Matar por medo é desnecessário e desequilibra o ambiente, aumentando insetos e escorpiões.

Na nossa avaliação, o cururu é o exemplo perfeito de animal mal compreendido: vilão quando levado para fora do seu habitat, aliado quando mantido no seu ecossistema original. A melhor convivência é deixar que ele faça seu trabalho noturno longe dos pets.

Curiosidades que pouca gente sabe

Fêmeas podem dobrar o tamanho dos machos e são as que determinam o número de ovos. Em áreas com muita comida, um único sapo-cururu chega a ganhar 1 kg em uma estação chuvosa.

Os girinos são tóxicos desde o ovo. Peixes e libélulas que tentam comê-los morrem, o que ajuda a explicar por que poças com girinos de cururu ficam dominadas por eles.

Apesar do nome, ele não coaxa como perereca. O canto é um ronco grave e repetitivo que pode ser ouvido a 100 metros e confundido com motor de gerador.

Perguntas frequentes

Sapo-cururu é réptil ou anfíbio?

É anfíbio da ordem Anura e família Bufonidae. Tem pele permeável, larva aquática (girino) e metamorfose, diferente de répteis que têm escamas e ovo com casca.

Sapo-cururu é venenoso?

Sim. Tem glândulas parotoides atrás dos olhos que liberam bufotoxina se pressionadas. O veneno só age se lambido, mordido ou em contato com olhos e boca.

O que fazer se meu cachorro mordeu um sapo-cururu?

Lave a boca com água corrente abundante por 10 minutos e leve imediatamente ao veterinário. Não induza vômito e não ofereça leite.

Sapo-cururu pode ser criado como pet?

Não. É fauna silvestre nativa e sua captura e criação sem licença do IBAMA são crime. Além disso, exige cuidados complexos e oferece risco tóxico.

Qual a diferença entre sapo-cururu e rã?

O cururu é terrestre, tem pele seca e verrugosa e pernas curtas para caminhar. Rãs têm pele lisa e úmida, pernas longas e vivem mais na água, com saltos longos.

Onde o sapo-cururu vive?

Em quase todo o Brasil, de florestas a cidades, sempre em áreas terrestres com abrigo úmido. Precisa de água apenas para reproduzir.

Quanto tempo vive um sapo-cururu?

De 10 a 15 anos na natureza e até 20 anos em cativeiro com manejo adequado.

Você sabia?

1

O sapo da Austrália

Os 102 sapos-cururus levados para Queensland em 1935 se espalharam por mais de 1,2 milhão de km² e hoje são considerados a praga vertebrada mais cara da Austrália.

2

Desova recorde

Uma única fêmea pode liberar até 35.000 ovos em cordões gelatinosos de até 20 metros de comprimento, enrolados como colares na água rasa.

3

Girinos venenosos

Ovos e girinos já contêm bufotoxina. Isso mata peixes predadores e permite que formem cardumes pretos densos sem serem atacados.

4

Pele que bebe água

Como todo anfíbio, ele absorve água pela pele da barriga e da região pélvica, chamada de mancha pélvica, e por isso precisa de solo úmido mesmo vivendo longe de rios.

Fontes

  1. IUCN Red List - Rhinella marina
  2. AmphibiaWeb - Rhinella marina
  3. Sociedade Brasileira de Herpetologia
  4. ICMBio - Guia de Anfíbios

Prós e contras: Sapo-cururu

Prós

  • Excelente controlador natural de insetos, baratas e escorpiões
  • Muito resistente e adaptável, sobrevive onde outros anfíbios não vivem
  • Não ataca pessoas nem pets se não for mordido ou manuseado
  • População estável e fácil de observar à noite em áreas urbanas
  • Importante bioindicador: onde ele some, o ambiente está muito poluído

Contras

  • Secreção tóxica pode matar cachorros e gatos que mordem
  • Desovas enormes podem dominar poças e competir com anfíbios nativos quando fora da área original
  • Atrai-se por luz e ração exposta, aparecendo em quintais
  • Manuseio sem luvas irrita olhos e boca
  • Canto noturno alto pode incomodar em época reprodutiva
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o sapo-cururu é um dos anfíbios mais injustiçados do Brasil: confundido com réptil, morto por medo e ainda culpado por acidentes que são evitáveis com manejo simples do quintal. Mantido à distância de pets e observado sem manuseio, é um aliado poderoso e gratuito no controle de baratas e escorpiões.

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