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Rosa-do-japão

Kerria japonica

Atualizado em

1 a 3 m de alturaTamanho
Meia-sombra a sol plenoLuminosidade
Moderada, 2x por semanaRega
Perene (decídua no frio)Ciclo de vida
FácilDificuldade
Rosa-do-japão adulta com ramos arqueados e flores amarelo-ouro no jardim

A Rosa-do-japão (Kerria japonica) é um arbusto ornamental da família Rosaceae, famoso pelas flores amarelo-ouro em formato de pompom e pelos ramos verdes que permanecem vistosos mesmo no inverno. Apesar do nome, não é uma rosa verdadeira, mas um gênero monotípico originário do leste asiático.

Muito usada em jardins de meia-sombra, cercas-vivas informais e vasos grandes, ela floresce com intensidade no final do inverno e na primavera, sobre ramos formados no ano anterior. É rústica, tolera frio intenso, aprecia solo fértil e bem drenado e exige poucos cuidados depois de estabelecida.

Também conhecido como: Rosa-japonesa, Kerria, Mimo-de-primavera, Yamabuki (japonês), Japanese rose / Japanese kerria (inglês)

Faz parte de: Plantas Ornamentais, Plantas para Jardim, Plantas para Vasos

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Galeria de fotos de Rosa-do-japão

Rosa-do-japão adulta com ramos arqueados e flores amarelo-ouro no jardim
Rosa-do-japão (Kerria japonica) em plena floração na primavera.
Close-up da flor dobrada amarelo-ouro da Rosa-do-japão
Detalhe da flor dobrada da variedade Pleniflora, a mais comum.
Ramos verdes da Rosa-do-japão no inverno sem folhas
Ramos verdes que mantêm o valor ornamental mesmo sem folhas.
Folhas verde-claras e serrilhadas da Rosa-do-japão
Folhas duplamente serrilhadas, típicas da espécie.
Rosa-do-japão variegata em vaso grande na varanda
Variedade variegata Picta cultivada em vaso com luz filtrada.
Cerca-viva informal de Rosa-do-japão ao longo de cerca no jardim
Uso da Rosa-do-japão como cerca-viva informal e fundo de canteiro.
Ideal para

Ideal para quem busca um arbusto de floração primaveril vistosa e de baixa manutenção, com charme de jardim clássico. Vai muito bem em jardins de meia-sombra, fundos de canteiro, cercas informais e vasos grandes em varandas luminosas. Também é ótima para iniciantes que já cuidam de outras ornamentais e querem uma planta rústica que tolera frio e podas de renovação, sem exigir regas diárias.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem tem apenas varanda de sombra densa ou sol forte o dia todo sem filtragem, pois nesses extremos ela floresce pouco ou queima as folhas. Também não é a melhor escolha para quem espera flores o ano inteiro ou tem pouco espaço, já que seu porte arqueado de 1 a 3 m pede área para se abrir.

Cultivo rápido

Luz
Meia-sombra luminosa; tolera sol pleno suave (3 a 5 h de sol da manhã). Evitar sol forte da tarde.
Rega
Moderada. Manter solo levemente úmido; 1 a 2 vezes por semana no jardim, 2 a 3 vezes em vasos no verão. Reduzir no inverno.
Solo
Fértil, leve e bem drenado, rico em matéria orgânica, pH 6,0 a 7,0. Não tolera encharcamento.
Temperatura
Ideal 10 °C a 26 °C. Tolera frio intenso até -20 °C e geadas; sofre com calor seco acima de 32 °C sem sombreamento.
Adubação
No final do inverno com composto/húmus + NPK equilibrado; reforço leve após floração. Evitar excesso de nitrogênio.
Poda
Logo após a floração (outubro a dezembro). Remover até 1/3 dos ramos velhos e ramos secos. Não podar no outono/inverno.
Propagação
Divisão de touceira no inverno e estaca semilenhosa de 15 cm após floração. Enraizamento em 4 a 6 semanas à meia-sombra.

Perfil rápido de Rosa-do-japão

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
PodaJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Kerria japonica é considerada não tóxica para cães, gatos e pessoas nas referências de jardinagem. Ainda assim, evite ingestão e consulte veterinário/médico em caso de consumo acidental.

Encontrado em 3 países

  • China
  • Japão
  • Coreia do Sul

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Rosales
Família
Rosaceae
Gênero
Kerria
Espécie
Kerria japonica (L.) DC.

Resumo

  • A Rosa-do-japão (Kerria japonica) é um arbusto perene de 1 a 3 m, de ramos verdes e flores amarelo-ouro, simples ou dobradas, que floresce do final do inverno à primavera.
  • Prefere meia-sombra luminosa ou sol pleno suave, solo fértil e bem drenado e rega moderada, tolerando frio intenso e podas anuais após a floração.
  • É considerada não tóxica para pets e pessoas, propaga-se facilmente por estacas e divisão de touceira e tem alto valor ornamental para jardins e vasos grandes.

Características

Ficha da planta

Nome popularRosa-do-japão, Rosa-japonesa, Kerria
Nome científicoKerria japonica (L.) DC.
Família botânicaRosaceae
OrigemChina, Japão e Península Coreana
Tipo de plantaArbusto ornamental lenhoso
Ciclo de vidaPerene, decídua em clima frio
Tamanho1 a 3 m de altura x 1 a 2 m de largura
CoresAmarelo-ouroamarelo-claroverde (ramosfolhas)
LuminosidadeMeia-sombra luminosa a sol pleno suave
RegaModerada, mantendo solo levemente úmido
SoloFértil, leve, bem drenado, pH 6,0 a 7,0
TemperaturaIdeal 10 °C a 26 °C, tolera até -20 °C
PropagaçãoEstaca semilenhosa, divisão de touceira e alporquia
Toxicidade para petsNão tóxica (consultar veterinário se houver ingestão)

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMédio
Necessidade de águaMédio
Facilidade de cultivoAlto
Adequação a vasosMédio
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioMuito alto
Tolerância ao calorMédio
Valor ornamentalMuito alto

Como reconhecer a Rosa-do-japão: não é rosa, mas parece um pompom dourado

A Rosa-do-japão não é uma roseira. Ela pertence ao gênero monotípico Kerria, com apenas uma espécie, Kerria japonica, enquanto as rosas verdadeiras são do gênero Rosa. A confusão vem das flores amarelas dobradas da variedade mais vendida, a ‘Pleniflora’, que lembram pequenas rosas.

Você identifica a planta por três traços observáveis que nenhuma roseira tem ao mesmo tempo: ramos finos e verdes mesmo no inverno, folhas duplamente serrilhadas verde-claras com nervuras marcadas e flores amarelo-ouro de 3 a 5 cm com cinco pétalas na forma simples ou dezenas de pétalas na forma dobrada. Os ramos verdes fazem fotossíntese quando a planta perde folhas no frio, mantendo o arbusto ornamental o ano todo.

A floração ocorre em ramos do ano anterior, entre o final do inverno e a primavera, e dura 3 a 4 semanas. Na forma simples as flores são férteis e podem gerar pequenos aquênios escuros; na forma dobrada ‘Pleniflora’, a mais comum no Brasil, as flores são estéreis e não frutificam, o que prolonga o efeito visual.

Luz, rega e solo: o trio que decide se ela floresce ou só solta folhas

A Rosa-do-japão floresce melhor em meia-sombra luminosa ou sol da manhã. Sol pleno o dia todo no Sudeste e Centro-Oeste queima as bordas das folhas e desbota as flores, enquanto sombra densa demais estica os ramos e reduz drasticamente a floração. O ponto ideal é 3 a 5 horas de sol suave e luz filtrada no restante do dia.

A rega deve manter o solo levemente úmido, nunca encharcado. Em jardim já estabelecido, regue 1 a 2 vezes por semana, aumentando para 2 a 3 vezes em vasos e em verões muito quentes. No inverno, espaçe. O solo ideal é fértil, leve e muito bem drenado, com matéria orgânica e pH entre 6,0 e 7,0. Ela não tolera solo compactado ou água parada na raiz, que causa podridão.

  • Sinal de pouca luz: ramos longos, finos e poucas flores.
  • Sinal de excesso de sol: folhas amareladas nas bordas e flores murchando em 1 dia.
  • Sinal de falta d’água: folhas murchas ao meio-dia que não recuperam à noite.
  • Sinal de excesso d’água: folhas amarelando da base e ramos escurecendo na base.

Como plantar Rosa-do-japão no jardim e no vaso sem erro

No jardim, plante no outono ou final do inverno, quando a planta está em dormência. Abra cova com o dobro do torrão, misture composto orgânico e areia grossa se o solo for argiloso e posicione a muda na mesma profundidade do vaso. Deixe 1 a 1,5 m de distância de muros e outras plantas, pois ela entouceira e arqueia os ramos.

Em vaso, escolha recipiente de 40 a 60 litros, com furos e camada de drenagem de argila expandida. Use substrato com 2 partes de terra vegetal, 1 parte de composto e 1 parte de perlita ou areia grossa. A Rosa-do-japão em vaso precisa de tutor leve nos primeiros meses e de regas mais frequentes, mas floresce bem se receber luz adequada.

Na nossa avaliação, o erro mais comum é plantar a Rosa-do-japão como se fosse roseira de sol pleno e podar no inverno. Ela prefere luz filtrada e só deve ser podada logo após florescer, senão você corta os botões do próximo ano.

Adubação e poda na hora certa para não perder a próxima floração

Adube de forma simples. No final do inverno, aplique composto orgânico ou húmus de minhoca ao redor da projeção da copa e complete com fertilizante equilibrado NPK 10-10-10 ou 4-14-8 em dose leve. Uma segunda adubação leve após a floração ajuda a formar ramos novos, que serão os que florescem no ano seguinte. Evite excesso de nitrogênio, que gera muita folha e pouca flor.

A poda é o ponto crítico. Como ela floresce em madeira velha, pode imediatamente após a floração, entre outubro e dezembro no Brasil. Corte até um terço dos ramos mais velhos rente à base para renovar a touceira, remova ramos cruzados e secos e encurte levemente os ramos arqueados para manter o formato. Nunca faça poda drástica no outono ou inverno: você eliminará a floração da primavera.

Para propagar, o método mais fácil é divisão de touceira no inverno ou estaca semilenhosa de 15 cm colhida logo após a floração, plantada em substrato úmido e mantida à meia-sombra até enraizar em 4 a 6 semanas.

Variedades de Kerria japonica: da flor simples à dobrada mais famosa

A espécie tem poucas variedades, mas muito distintas. A escolha muda totalmente o efeito no jardim.

Variedade Flor Porte e uso
‘Pleniflora’ (mais vendida no Brasil) Dobrada, pompom dourado, estéril 1,5 a 3 m, ideal para cerca-viva informal e fundo de canteiro
‘Simplex’ (forma típica) Simples, 5 pétalas amarelo-ouro 1 a 2 m, mais delicada, atrai polinizadores
‘Picta’ / ‘Variegata’ Simples, com folhas variegadas branco-creme 1 a 1,5 m, ótima para vaso e meia-sombra clara
‘Golden Guinea’ Simples, grande, até 6 cm 1,5 m, floração mais vistosa e precoce

Se você quer volume e impacto, vá de ‘Pleniflora’. Se quer atrair abelhas e ter frutinhos discretos, prefira formas simples. A variegata precisa de mais luz filtrada para manter o contraste das folhas, mas queima fácil em sol forte.

Pragas, doenças e por que sua Rosa-do-japão não floresce

É um arbusto resistente, mas pode sofrer com pulgões nos brotos novos na primavera, lagartas que rendilham as folhas e mancha foliar e oídio em locais abafados e úmidos. Melhore a circulação de ar, evite molhar a folhagem à noite e remova folhas doentes. Infestações leves saem com jato d’água e poda de limpeza; casos persistentes pedem óleo de neem ou calda de sabão neutro.

Os motivos mais comuns para falta de flores são bem específicos desta espécie:

  • Poda na época errada: podar no outono/inverno remove os ramos que já têm botões.
  • Sombra demais: menos de 3 horas de luz resulta em só folhagem.
  • Excesso de adubo nitrogenado: estimula folhas em detrimento das flores.
  • Vaso pequeno ou solo compactado: raízes abafadas reduzem o vigor.
  • Planta muito jovem: mudas de estaca podem levar 1 a 2 anos para floração plena.

Em regiões de inverno ameno, como litoral do Nordeste, ela pode florescer de forma menos intensa e mais espaçada, pois sente falta de um período de frio leve para induzir a floração. Nesses locais, priorize meia-sombra com boa ventilação e adubação equilibrada.

Perguntas frequentes

Rosa-do-japão é a mesma coisa que roseira?

Não. Rosa-do-japão é Kerria japonica, da família Rosaceae, mas de gênero diferente das roseiras (Rosa). Tem ramos verdes e flores amarelas, sem espinhos típicos de roseira.

Rosa-do-japão gosta de sol ou sombra?

Prefere meia-sombra luminosa ou sol da manhã (3 a 5 horas). Sol forte o dia todo queima as folhas e sombra total reduz a floração.

Quanto tempo demora para florescer?

Mudas bem estabelecidas florescem na primavera seguinte ao plantio. Mudas de estaca podem levar 1 a 2 anos para floração plena.

Pode cultivar Rosa-do-japão em vaso?

Sim, em vaso de 40 a 60 litros com substrato leve e bem drenado, em varanda com luz filtrada. Em vaso exige regas mais frequentes e adubação anual.

Quando podar a Rosa-do-japão?

Logo após a floração, entre outubro e dezembro. Podas no outono ou inverno eliminam os ramos que floresceriam na primavera.

Rosa-do-japão é tóxica para cachorro e gato?

É considerada não tóxica para pets e pessoas, mas a ingestão de folhas ou flores pode causar desconforto. Em caso de ingestão, consulte um veterinário.

Por que minha Rosa-do-japão não dá flores?

As causas mais comuns são poda na época errada, sombra demais, excesso de nitrogênio e vaso pequeno. Ajuste luz, adubação e época de poda.

Você sabia?

1

O único nome do gênero

Kerria é um gênero monotípico: tem apenas Kerria japonica. Foi nomeado em homenagem a William Kerr, jardineiro escocês que a levou do Japão para o Kew Gardens, em Londres, em 1804.

2

Ramos que fazem fotossíntese

Os ramos jovens são verdes e continuam fotossintetizando no inverno, mesmo quando a planta perde as folhas em regiões frias. É por isso que o arbusto parece sempre vivo.

3

A dobrada não dá frutos

A variedade 'Pleniflora', de flores cheias em pompom, é estéril e não produz sementes. Por isso, ela só se multiplica por estacas ou divisão, nunca por semente no jardim doméstico.

4

Yamabuki, a cor do Japão

No Japão ela se chama yamabuki e deu nome a um tom tradicional de amarelo-ouro. É símbolo da primavera e aparece em poesias e brasões desde o período Heian.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  3. Missouri Botanical Garden - Plant Finder

Prós e contras: Rosa-do-japão

Prós

  • Floração amarelo-ouro muito ornamental na primavera
  • Rústica e tolerante a frio intenso e geadas
  • Ramos verdes ornamentais mesmo no inverno
  • Fácil propagação por estacas e divisão
  • Pouco exigente com pragas quando bem ventilada

Contras

  • Floresce apenas por 3 a 4 semanas ao ano
  • Precisa de poda na época certa ou perde a floração
  • Não tolera solo encharcado nem sombra total
  • Porte arqueado exige espaço (1 a 3 m)
  • Flores dobradas são estéreis e não atraem tantos polinizadores
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a Rosa-do-japão é uma das melhores escolhas para quem quer cor na primavera sem lidar com a exigência das roseiras verdadeiras. Seu charme está justamente na rusticidade e nos ramos verdes no inverno, mas ela decepciona quem insiste em sol pleno escaldante ou poda fora de época.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.