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Orelha-de-coelho

Stachys byzantina K. Koch

Atualizado em

15 a 40 cm (60 cm com flor)Tamanho
Sol plenoLuminosidade
Baixa a moderadaRega
PereneCiclo de vida
Muito fácilDificuldade
Orelha-de-coelho adulta formando touceira prateada e densa no canteiro

A orelha-de-coelho (Stachys byzantina) é uma herbácea perene famosa pelas folhas grossas, ovais e cobertas por pelos brancos que deixam a textura macia como veludo. Forma touceiras baixas e densas de 15 a 40 cm, muito usadas como forração prateada em jardins e vasos.

Nativa do Oriente Médio e Cáucaso, ela prefere sol pleno, solo bem drenado e pouca água. É extremamente rústica, tolera frio intenso e seca, mas sofre com umidade excessiva e folhas molhadas. No Brasil também é conhecida como peixinho-da-horta, quando cultivada para consumo empanado.

Também conhecido como: Peixinho, Peixinho-da-horta, Orelha-de-lebre, Estachis, Lamb's ear, Woolly hedgenettle

Faz parte de: Plantas de Sol Pleno, Plantas Ornamentais, Plantas para Jardim, Plantas para Vasos

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Galeria de fotos de Orelha-de-coelho

Orelha-de-coelho adulta formando touceira prateada e densa no canteiro
Touceira de orelha-de-coelho com folhagem prateada e aveludada.
Close-up das folhas aveludadas e prateadas da orelha-de-coelho
Detalhe dos tricomas brancos que dão o toque de veludo.
Haste floral da orelha-de-coelho com flores rosa-arroxeadas
Espiga floral que surge na primavera e verão.
Orelha-de-coelho cultivada em vaso de barro ao sol
Cultivo em vaso largo com solo bem drenado.
Orelha-de-coelho como forração prateada na borda do jardim
Uso como forração prateada em bordadura de jardim.
Folhas de orelha-de-coelho colhidas como peixinho-da-horta
Folhas jovens usadas como PANC peixinho-da-horta.
Ideal para

Ideal para quem busca uma forração de sol pleno que fecha rápido, exige pouca água e quase nenhuma manutenção. Funciona muito bem para jardins de pedras, bordaduras prateadas, vasos largos e telhados verdes em clima seco. Também é ótima para quem quer uma PANC diferente e ornamental ao mesmo tempo, já que a mesma touceira serve para decorar e, quando desejado, virar peixinho empanado com manejo simples.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem mora em litoral muito úmido, apartamento sombreado ou jardim com solo argiloso que encharca. Sem sol direto e drenagem perfeita ela apodrece no primeiro verão chuvoso. Também não é a melhor escolha para quem tem pouco espaço interno ou quer folhagem para sombra e meia-sombra. Ela precisa de área externa ensolarada e ventilada para manter o aspecto aveludado.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6h de sol direto; perde o prateado na sombra
Rega
Baixa; regar só quando o solo secar, sempre direto no substrato
Solo
Arenoso, leve e muito bem drenado; evitar terra compactada
Temperatura
15 a 25 °C ideal; tolera geada leve até -15 °C e calor até 30 °C se seco
Adubação
Leve, 1 vez na primavera com composto ou NPK diluído; excesso tira o prateado
Poda
Remover hastes florais e folhas velhas após floração; dividir touceira a cada 2 anos
Propagação
Divisão de touceira (mais fácil), sementes na primavera

Perfil rápido de Orelha-de-coelho

Calendário

Plantio / divisãoJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
Poda / limpezaJFMAMJJASOND
Colheita (peixinho)JFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica (PANC comestível)

Considerada segura para cães e gatos e para consumo humano quando bem lavada; não confundir com plantas tóxicas de folhas peludas. Em caso de ingestão grande ou alergia, consulte veterinário/médico.

Encontrado em 6 países

  • Turquia
  • Irã
  • Armênia
  • Azerbaijão
  • Geórgia
  • Rússia (Cáucaso)

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Lamiales
Família
Lamiaceae
Gênero
Stachys
Espécie
Stachys byzantina K. Koch

Resumo

  • A orelha-de-coelho é a Stachys byzantina, perene de folhagem prateada e aveludada que forma forração baixa e densa de 15 a 40 cm.
  • Precisa de sol pleno, solo arenoso e muito bem drenado e rega escassa direto no solo, sem molhar as folhas para não apodrecer.
  • É a mesma planta do peixinho-da-horta, comestível e não tóxica para pets, e se multiplica fácil por divisão de touceira na primavera e no outono.

Características

Ficha da planta

Nome popularOrelha-de-coelho, peixinho, peixinho-da-horta, lamb's ear
Nome científicoStachys byzantina K. Koch (sin. Stachys lanata)
Família botânicaLamiaceae
OrigemTurquia, Irã e Cáucaso (Armênia, Azerbaijão)
Tipo de plantaHerbácea perene de forração
Ciclo de vidaPerene
Tamanho15 a 40 cm de altura (até 60 cm com haste floral); 30 a 60 cm de diâmetro
LuminosidadeSol pleno (mínimo 6h/dia); tolera meia-sombra rala
RegaBaixa; solo secar entre regas
SoloArenoso, leve, muito bem drenado, pH 6,0 a 7,5
TemperaturaIdeal 15 a 25 °C; tolera -15 a 30 °C; não tolera encharcamento
PropagaçãoDivisão de touceira, estacas e sementes
Toxicidade para petsNão tóxica

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMuito alto
Necessidade de águaBaixo
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosAlto
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioAlto
Tolerância ao calorMédio
Valor ornamentalMuito alto

O que é a orelha-de-coelho e como reconhecer sem confundir

A orelha-de-coelho é a Stachys byzantina, herbácea perene da família Lamiaceae. O que a distingue de qualquer outra forração é a folha oval de 5 a 10 cm, espessa, com borda levemente crenada e coberta por tricomas brancos e densos que dão o aspecto prateado e o toque aveludado. A touceira não passa de 15 a 20 cm de altura quando só com folhas, mas lança hastes eretas de 40 a 60 cm na floração.

Na primavera e no verão surgem espigas com pequenas flores labiadas rosa-arroxeadas, pouco vistosas e muito visitadas por abelhas. Muita gente estranha a floração porque cultivares ornamentais como ‘Silver Carpet’ são estéreis e quase não florescem, mantendo a moita sempre baixa e compacta. Já a espécie tipo floresce bastante e pode ficar desgrenhada depois.

É fácil confundir com outras Stachys, mas a orelha-de-coelho verdadeira tem folhas maiores, mais largas e macias que Stachys officinalis e crescimento estolonífero que fecha o solo rapidamente. O nome Stachys lanata que ainda aparece em etiquetas é sinônimo antigo de Stachys byzantina, portanto é a mesma planta.

Sol, solo e rega: o trio que decide se ela vive ou apodrece

Resposta direta: sol pleno, solo pobre e seco e rega escassa. A orelha-de-coelho evoluiu em encostas rochosas e secas da Turquia e do Irã, onde os pelos refletem sol forte e reduzem a transpiração. No Brasil ela vai melhor no Centro-Sul, Sudeste e Sul, com invernos mais secos e verões não muito úmidos.

Luz: precisa de pelo menos 6 horas de sol direto para manter o prateado intenso. Em meia-sombra ela estica, fica verde e rala. Solo: tem que ser arenoso, leve e com drenagem perfeita. Mistura ideal para vaso: 2 partes de terra vegetal, 1 de areia grossa e 1 de perlita ou casca de arroz. Solo argiloso e encharcado é morte certa no verão. Rega: molhe só o solo, nunca as folhas. Deixe secar 3 a 4 cm superficiais entre as regas. No inverno, regas a cada 7 a 10 dias bastam; no verão, 2 vezes por semana se não chover.

Em regiões de chuva constante, como litoral úmido, plante em canteiro elevado, jardim de pedras ou vaso de barro com furos extras. Cobertura com pedrisco ou areia ao redor da touceira evita que as folhas encostem em terra úmida, o que causa podridão na base.

Como plantar e multiplicar orelha-de-coelho em vaso ou canteiro

A forma mais segura no Brasil é por divisão de touceira no início do outono (março a maio) ou no início da primavera (agosto a setembro). Desenterre a moita, separe com as mãos em pedaços com raízes e folhas e replante com espaçamento de 30 a 40 cm. Pega em 2 a 3 semanas sem necessidade de enraizador.

Para vaso, escolha vaso largo e raso com 20 a 30 cm de boca, porque ela se espalha mais na horizontal. Faça camada de drenagem com argila expandida, use o substrato arenoso citado e não enterre o colo da planta. Após o plantio, não adube nas primeiras 4 semanas e mantenha à meia-sombra por 3 dias, depois sol pleno.

Sementes são possíveis, mas lentas e pouco usadas. Se semear, faça em sementeira rasa a 0,5 cm de profundidade na primavera, mantenha úmido até germinar em 14 a 21 dias e transplante com 4 folhas definitivas. Estacas de folha não funcionam bem; prefira sempre a divisão.

Floração, poda e manutenção para a moita não ficar feia

A floração ocorre de setembro a dezembro na maior parte do Brasil. As hastes florais são altas, peludas e com poucas folhas. Se seu objetivo é forração ornamental compacta, corte as hastes assim que surgirem, rente à base. Isso mantém a energia nas folhas e evita que a touceira abra no centro.

Se quiser atrair polinizadores, deixe algumas hastes florescerem e corte logo após as flores murcharem, antes de formarem sementes. Depois da floração a planta costuma ficar com falhas; faça uma poda de limpeza no fim do verão, removendo folhas velhas, amareladas ou com manchas e dividindo touceiras muito cheias.

Adubação é mínima. Uma vez ao ano, no início da primavera, use composto orgânico leve ou NPK 10-10-10 bem diluído. Excesso de nitrogênio deixa as folhas grandes, verdes e moles, perdendo o charme prateado e aumentando o risco de fungos. Em vasos, repita uma dose leve no outono se o substrato estiver muito lavado.

Por que a orelha-de-coelho apodrece e como evitar pragas

O problema número 1 no Brasil não é praga, é podridão por excesso de água e abafamento. Folhas murchas na base, com centro marrom e cheiro de mofo, indicam fungos como Botrytis e oídio favorecidos por rega por cima, pouca ventilação e cobertura orgânica úmida. A solução é arrancar as partes afetadas, espaçar as mudas, regar só no solo de manhã e garantir sol e vento.

Em locais muito úmidos pode surgir oídio (pó branco) e manchas foliares. Evite molhar a folhagem, não use palha que retém água e faça poda para arejar. Lesmas e caracóis podem roer folhas jovens em jardins sombreados; catação manual e pedrisco ao redor ajudam mais que veneno.

Quando bem conduzida em sol e solo seco, a orelha-de-coelho é uma das forrações mais resistentes a pragas, justamente porque os tricomas dificultam a fixação de pulgões e ácaros. Se notar folhas esticadas e verdes, é falta de luz, não doença.

Variedades mais encontradas no Brasil

Variedade Altura Diferença principal
Stachys byzantina (tipo) 20 a 60 cm Folhas grandes, floresce muito, ideal para PANC
‘Silver Carpet’ 10 a 15 cm Não floresce, moita ultra compacta e prateada
‘Big Ears’ / ‘Helene von Stein’ 20 a 30 cm Folhas gigantes até 25 cm, toque ainda mais aveludado
‘Cotton Boll’ 30 a 40 cm Flores brancas em pompons, mais ornamental

Orelha-de-coelho é o mesmo que peixinho-da-horta? Entenda o uso

Sim, é a mesma espécie. No Sudeste, especialmente em Minas Gerais, a Stachys byzantina é cultivada como PANC (planta alimentícia não convencional) chamada peixinho ou peixinho-da-horta. As folhas empanadas e fritas ficam crocantes e com sabor que lembra peixe, daí o nome. A planta usada na cozinha é exatamente a ornamental, sem diferença botânica.

Para consumo, colha folhas jovens de 7 a 10 cm, bem prateadas e sem manchas, lave rapidamente sem esfregar muito para não tirar todos os pelos e empane. O consumo é considerado seguro e a planta é não tóxica para humanos e pets quando bem lavada e preparada. Evite colher folhas tratadas com agrotóxico ou de canteiros urbanos poluídos.

Se for plantar com dupla função, reserve uma touceira só para cozinha e outra só para ornamental. A de consumo pode ser adubada um pouco mais e podada com mais frequência para sempre ter folhas novas e macias, enquanto a ornamental fica mais seca e prateada.

Perguntas frequentes

Orelha-de-coelho gosta de sol ou sombra?

De sol pleno, com pelo menos 6 horas de sol direto. Na sombra ela fica verde, estiolada e apodrece com facilidade.

Como regar sem matar a planta?

Regue só o solo quando estiver seco, sem molhar as folhas. No inverno 1 vez por semana basta; no verão 2 vezes se não chover.

Orelha-de-coelho é tóxica para cachorro e gato?

Não. A Stachys byzantina é considerada não tóxica para pets e humanos, mas evite que mastiguem grandes quantidades e mantenha a planta sem agrotóxicos.

É a mesma planta que peixinho-da-horta?

Sim. Peixinho-da-horta é o nome culinário da mesma Stachys byzantina, consumida empanada e frita como PANC.

Por que minha orelha-de-coelho está apodrecendo na base?

Excesso de água, solo encharcado ou folhas molhadas. Remova partes podres, melhore a drenagem, espaçe as mudas e regue só no solo pela manhã.

Precisa podar a floração?

Se quer forração baixa, sim: corte as hastes florais assim que surgirem. Se quer atrair abelhas, deixe florescer e corte após murchar.

Pode cultivar em vaso dentro de casa?

Não vai bem. Ela precisa de sol direto e ventilação externa. Em interior morre rapidamente por falta de luz e umidade nas folhas.

Você sabia?

1

Curativo medieval

Na Europa era chamada de wool woundwort porque os pelos das folhas eram usados como curativo para estancar sangramento em feridas de soldados.

2

Ar-condicionado natural

Os tricomas brancos refletem até 40% da radiação solar e criam uma camada de ar que reduz a perda de água, adaptação das estepes secas do Cáucaso.

3

Cultivar que não floresce

A variedade 'Silver Carpet' foi selecionada para nunca emitir haste floral, por isso mantém a forração sempre baixa e não precisa de poda de flores.

4

Peixinho sem peixe

Empanada e frita, a folha fica com textura e sabor que lembram peixe à milanesa, tradição mineira que fez a planta virar PANC famosa no Brasil.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Plantas Alimentícias Não Convencionais
  3. Missouri Botanical Garden - Stachys byzantina
  4. Royal Botanic Gardens, Kew

Prós e contras: Orelha-de-coelho

Prós

  • Forração prateada de alto impacto que fecha o solo rápido
  • Extremamente rústica e tolerante à seca e ao frio
  • Quase livre de pragas quando em sol e solo drenado
  • Multiplicação muito fácil por divisão de touceira
  • Dupla função: ornamental e PANC (peixinho empanado)
  • Ótima para vasos, bordaduras e jardins de pedras

Contras

  • Apodrece fácil em solo encharcado ou com folhas molhadas
  • Precisa de sol pleno; não serve para sombra ou interior
  • Perde beleza após floração se não for podada
  • Pode se espalhar demais se não for contida a cada 2 anos
  • Sofre com verões muito úmidos e abafados do litoral
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a orelha-de-coelho é a forração prateada mais subestimada no Brasil: entrega impacto ornamental imediato com manutenção quase zero, desde que você respeite sol e drenagem. Para jardim seco e vaso de sol, poucas plantas competem em custo-benefício e textura.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.