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Léia-rubra

Leea rubra

Atualizado em

0,6 a 3 m de alturaTamanho
Meia-sombra a luz filtradaLuminosidade
Moderada, solo úmidoRega
PereneCiclo de vida
Fácil a moderadaDificuldade
Léia-rubra adulta no jardim com folhas vermelho-vinho e verde-bronze

A Léia-rubra (Leea rubra) é um arbusto tropical muito usado pela cor da folhagem. As folhas novas nascem em tom vermelho-vinho intenso e brilhante, depois mudam para verde-bronzeado com nervuras avermelhadas, o que cria um efeito bicolor natural sem precisar de flor.

De origem nas florestas úmidas do Sudeste Asiático, ela cresce melhor em meia-sombra, com calor e umidade alta. No jardim pode chegar a 2 a 3 metros, mas em vaso costuma ficar entre 0,6 e 1,2 metro, sendo uma das folhagens mais versáteis para varanda coberta, hall de entrada e canteiros sombreados.

Também conhecido como: Léia-vermelha, Leea-vermelha, Leea coccinea (sinônimo comercial)

Faz parte de: Plantas de Sombra, Plantas Ornamentais, Plantas para Jardim, Plantas para Vasos

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Galeria de fotos de Léia-rubra

Léia-rubra adulta no jardim com folhas vermelho-vinho e verde-bronze
Léia-rubra adulta exibindo o contraste entre brotações vermelhas e folhas maduras.
Close-up das folhas novas vermelho-vinho da Léia-rubra
Detalhe das folhas novas, fase em que o vermelho é mais intenso.
Inflorescência da Léia-rubra com flores pequenas vermelho-coral
Flores pequenas em corimbo, típicas da primavera e verão.
Frutos da Léia-rubra mudando de vermelho para preto-azulado
Frutos globosos que escurecem quando maduros.
Léia-rubra cultivada em vaso em varanda com meia-sombra
Cultivo em vaso com luz filtrada, ideal para varandas cobertas.
Maciço de Léia-rubra em jardim tropical sombreado
Uso em maciço sombreado criando volume de cor.
Ideal para

Ideal para quem busca uma folhagem vermelha que funcione bem em meia-sombra e em vasos. Ela se adapta a varandas cobertas, salas iluminadas e jardins tropicais sombreados, exigindo apenas rega regular e luz filtrada para manter a cor intensa. É uma boa escolha para iniciantes que já cuidam de plantas de interior e querem um arbusto de crescimento moderado, com poda simples e efeito ornamental imediato mesmo sem flor.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem tem apenas sol pleno forte ou varanda com vento frio e seco, pois o sol queima as folhas e o frio abaixo de 15 °C prejudica a planta. Também não é a melhor opção para quem busca planta de sol escaldante, floração grande e vistosa ou frutificação comestível.

Cultivo rápido

Luz
Meia-sombra luminosa ou luz filtrada; tolera sol da manhã fraco, mas sol forte do meio-dia queima
Rega
Moderada, quando os 2 a 3 cm do substrato secarem; reduzir no inverno
Solo
Fértil, leve e bem drenado com matéria orgânica; pH 5,5 a 6,5
Temperatura
Ideal 18 °C a 28 °C; proteger abaixo de 15 °C e de geada
Adubação
Orgânica a cada 60 dias na primavera-verão; NPK 10-10-10 em meia dose se necessário
Poda
Leve no fim do inverno para adensar a copa e estimular brotação vermelha
Propagação
Estacas semilenhosas na primavera; sementes com germinação mais lenta

Perfil rápido de Léia-rubra

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
Poda leveJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
FrutificaçãoJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Sem relatos de toxicidade relevante para pets e humanos, mas frutos não são comestíveis. Em caso de ingestão, procure orientação veterinária ou médica.

Encontrado em 6 países

  • Índia
  • Mianmar
  • Tailândia
  • Malásia
  • Filipinas
  • Indonésia

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Vitales
Família
Vitaceae
Gênero
Leea
Espécie
Leea rubra

Resumo

  • A Léia-rubra é um arbusto tropical da família Vitaceae com folhas novas vermelho-vinho que mudam para verde-bronze e flores pequenas vermelhas.
  • Prefere meia-sombra ou luz filtrada, solo rico e úmido, rega regular sem encharcar e temperaturas acima de 15 °C para manter a cor intensa.
  • Pode ser cultivada em vasos ou no jardim, com propagação por estacas e floração entre a primavera e o verão no Brasil.

Características

Ficha da planta

Nome popularLéia-rubra
Nome científicoLeea rubra Blume ex Spreng.
Família botânicaVitaceae
OrigemSudeste Asiático (Índia, Mianmar, Tailândia, Malásia, Filipinas)
Tipo de plantaArbusto tropical perene
Ciclo de vidaPerene
Tamanho0,6 a 1,2 m em vaso; 2 a 3 m no solo
Coresvermelho-vinhobronzeverde-escurovermelho (flores)
LuminosidadeMeia-sombra a luz difusa; sol pleno queima as folhas
RegaModerada, mantendo solo levemente úmido
SoloFértil, leve, bem drenado, rico em matéria orgânica
Temperatura18 °C a 28 °C; não tolera geada
PropagaçãoEstacas de ramo e sementes
Toxicidade para petsSem relatos de toxicidade significativa; ingestão não recomendada

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMédio
Necessidade de águaMédio
Facilidade de cultivoAlto
Adequação a vasosMuito alto
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorAlto
Valor ornamentalMuito alto

Como identificar a Léia-rubra sem confundir com outras folhagens vermelhas

A Léia-rubra se reconhece de longe pela brotação vermelho-vinho brilhante. Cada folha nova surge bem vermelha, quase envernizada, e só depois vai escurecendo para verde-bronze com nervuras ainda avermelhadas. O contraste entre folhas jovens e adultas no mesmo ramo é a marca registrada da espécie.

As folhas são compostas, com 2 a 5 folíolos elípticos de borda serrilhada e textura levemente coriácea. O caule é ereto, ramificado desde a base e com tons avermelhados quando jovem. Diferente de crotóns ou dracenas, ela não tem manchas amarelas ou listras: a cor é uniforme e muda conforme a idade da folha e a quantidade de luz.

Na fase adulta surgem inflorescências em corimbo com flores pequenas vermelho-coral, seguidas de frutos globosos que passam de vermelho a preto-azulado quando maduros. Se a planta que você viu tem folha simples ou flor grande, não é Léia-rubra.

Onde a Léia-rubra vive melhor: luz, temperatura e umidade

A resposta direta é meia-sombra luminosa. Ela evoluiu no sub-bosque de florestas tropicais úmidas, sob luz filtrada pelas copas. Sol direto do meio-dia desbota e queima as bordas, enquanto sombra fechada demais deixa a planta estiolada e esverdeada, perdendo o vermelho intenso.

O ideal é luz difusa abundante, como varanda coberta voltada a leste, sob pergolado com sombrite 50% ou próximo a janela com cortina leve. Em jardim externo, plante onde receba sol da manhã e sombra à tarde. A Léia-rubra aprecia calor úmido entre 18 °C e 28 °C e sofre abaixo de 15 °C. Não tolera geada nem vento frio e seco, que resseca as pontas.

Umidade do ar faz diferença. Em ambientes muito secos, as folhas perdem brilho e enrolam nas bordas. Agrupar vasos, usar cobertura morta e borrifar água ao redor (sem encharcar a folhagem à noite) ajuda a manter o aspecto viçoso.

Como plantar Léia-rubra em vaso e no jardim: solo e passo a passo

Plante a Léia-rubra em solo leve, fértil e bem drenado, mas que retenha umidade. A mistura que funciona na maioria das regiões do Brasil é 1 parte de terra vegetal, 1 parte de composto orgânico ou húmus e 1 parte de perlita, areia grossa ou casca de pinus fina. O pH levemente ácido, entre 5,5 e 6,5, favorece a absorção de nutrientes.

  • Vaso: escolha vaso com furos e camada de drenagem (argila expandida). Para muda de 30 cm, use vaso de 20 a 25 cm de boca. Transplante quando as raízes ocuparem todo o torrão, geralmente a cada 12 a 18 meses.
  • Jardim: faça cova com o dobro do torrão, misture composto e mantenha espaçamento de 60 a 80 cm entre plantas se quiser maciço fechado.
  • Plantio: acomode a muda na mesma profundidade em que estava, complete com substrato, pressione levemente e regue até sair água pelos furos. Finalize com cobertura morta.

Evite enterrar o colo da planta e não use terra pura de jardim compactada, que encharca e apodrece as raízes. Nos primeiros 15 dias após o plantio, mantenha em luz filtrada e rega regular, sem adubar.

Como cuidar da Léia-rubra no dia a dia: rega, adubação e poda

A Léia-rubra gosta de solo constantemente levemente úmido, nunca encharcado. Regue quando os 2 a 3 cm superficiais do substrato secarem. No verão, isso costuma ser 2 a 3 vezes por semana em vaso; no inverno, 1 vez por semana. Vasos de barro secam mais rápido que os de plástico.

Para manter o vermelho vivo, a adubação equilibrada é mais importante que a quantidade. Use a cada 60 dias na primavera e verão um adubo orgânico como húmus ou bokashi, complementado por NPK 10-10-10 em meia dose se a planta estiver em vaso. Excesso de nitrogênio deixa tudo verde e excesso de sol desbota; o equilíbrio entre luz filtrada e nutrição é o que segura a cor.

A poda é leve e estratégica. Faça no final do inverno ou início da primavera, cortando até um terço dos ramos mais longos logo acima de uma gema voltada para fora. Isso estimula brotação vermelha nova e mantém a copa cheia. Remova folhas velhas amareladas e hastes florais secas para direcionar energia para a folhagem. Sempre use tesoura limpa e afiada.

Propagação por estacas: o método mais rápido

A forma mais eficiente é por estacas de ramo semilenhoso de 10 a 15 cm na primavera. Retire as folhas da base, mantenha 2 folhas no topo cortadas ao meio para reduzir transpiração e plante em substrato úmido com perlita. Mantenha em estufa improvisada com saco plástico transparente perfurado, em meia-sombra, até enraizar em 3 a 5 semanas.

Floração e frutificação: o que esperar da planta adulta

A Léia-rubra adulta floresce principalmente entre outubro e janeiro no Sudeste e Centro-Oeste, podendo estender até fevereiro em regiões mais quentes. As flores são pequenas, de 5 pétalas vermelho-coral, reunidas em inflorescências terminais bem ramificadas que contrastam com a folhagem escura.

Após a polinização surgem frutos globosos de 6 a 8 mm que mudam de vermelho para preto-azulado quando maduros. São ornamentais, mas não comestíveis e devem ser mantidos longe de crianças e pets. A frutificação não prejudica a planta, mas se o foco for folhagem, você pode remover os cachos secos para estimular nova brotação.

Em vaso pequeno e com pouca luz a floração pode não ocorrer. Isso é normal e não indica problema de saúde; a planta continua ornamental pela cor das folhas.

Pragas, doenças e erros que desbotam ou mancham a Léia-rubra

É uma planta relativamente resistente, mas sofre com três problemas comuns quando o manejo erra na água ou na luz.

  • Cochonilhas e ácaros: aparecem em ar seco e planta empoeirada. Sinais são pontinhos brancos, teia fina e folhas opacas. Lave com jato de água, isole a planta e use óleo de neem ou sabão de potássio. Melhorar a circulação de ar e limpar as folhas com pano úmido previne.
  • Podridão de raiz e manchas foliares: causadas por encharcamento e substrato compactado. Raízes escuras e cheiro de mofo indicam excesso de água. Reduza a rega, melhore a drenagem e remova folhas muito manchadas.
  • Folhas verdes sem vermelho e queimadura de borda: são erros de luz. Verde demais indica sombra excessiva; bordas secas e esbranquiçadas indicam sol forte direto. Ajuste a posição gradualmente, mudando 1 metro por semana até achar o ponto de luz filtrada intensa.

Evite molhar as folhas à noite e não deixe pratinho com água parada por mais de 20 minutos. Folhas caindo após mudança de ambiente também é comum: a Léia-rubra sente o transplante e se recupera em 2 a 3 semanas se a rega e a luz estiverem corretas.

Tipos, variedades e parentes próximos para não confundir

No Brasil a mais vendida é a Leea rubra propriamente dita, de porte compacto e brotação bem vermelha. Ela é frequentemente confundida com a Leea guineensis (Léia-verde ou Léia), que tem folhas verde-escuras brilhantes e flores rosadas, e com a Leea coccinea, muito semelhante e às vezes tratada como sinônimo no comércio.

Existe ainda a cultivar ‘Burgundy’, selecionada por manter o tom vinho por mais tempo nas folhas adultas, e formas variegadas raras que aparecem em coleções. Todas pertencem à família Vitaceae, a mesma da videira, o que explica a semelhança dos frutos com pequenas uvas e a ramificação dos cachos florais.

Na hora da compra, confira a etiqueta com nome científico. Se o vendedor oferecer apenas como “folhagem vermelha” sem identificação, observe a brotação: na Léia-rubra verdadeira as folhas mais novas são sempre as mais vermelhas do conjunto.

Perguntas frequentes

Léia-rubra gosta de sol ou sombra?

Prefere meia-sombra luminosa ou luz filtrada. Sol pleno forte queima as folhas e sombra total deixa a planta verde e fraca.

Por que minha Léia-rubra está ficando toda verde?

Falta de luz filtrada intensa. Aproxime de janela clara ou local com sol da manhã e faça poda leve para estimular brotações novas, que nascem vermelhas.

Como regar a Léia-rubra?

Mantenha o solo levemente úmido, regando quando os 2 a 3 cm superficiais secarem. Evite encharcar e não deixe água parada no pratinho.

Léia-rubra pode ficar dentro de casa?

Sim, se ficar perto de janela bem iluminada sem sol direto forte e com boa umidade do ar. Varanda coberta costuma ser melhor que sala escura.

Qual o tamanho da Léia-rubra?

Em vaso fica entre 0,6 e 1,2 m; plantada no solo e bem cuidada pode chegar a 2 a 3 m de altura.

Como fazer muda de Léia-rubra?

Por estacas de 10 a 15 cm na primavera, plantadas em substrato leve e mantidas em meia-sombra úmida até enraizar em 3 a 5 semanas.

Léia-rubra é tóxica para cachorro e gato?

Não há relatos de toxicidade significativa, mas os frutos não são comestíveis. Se houver ingestão, procure um veterinário.

Você sabia?

1

Parente da uva

A Léia-rubra pertence à família Vitaceae, a mesma da videira (Vitis vinifera). Por isso seus frutos lembram pequenas uvas pretas e suas inflorescências são ramificadas como cachos.

2

Troca de cor programada

A folha nasce vermelho-vinho por causa de antocianinas que protegem o tecido jovem do excesso de luz. Conforme a folha amadurece e produz mais clorofila, o verde domina e o vermelho fica só nas nervuras.

3

Indicadora de luz

A intensidade do vermelho funciona como medidor natural: luz filtrada forte mantém brotações bem vermelhas, enquanto sombra fechada deixa a planta quase toda verde em poucas semanas.

4

Uso tradicional na Ásia

Em regiões da Índia e Mianmar, folhas e raízes de espécies de Leea são usadas na medicina popular local, mas sem comprovação científica e sem uso recomendado no Brasil.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  3. Plants of the World Online - Royal Botanic Gardens, Kew

Prós e contras: Léia-rubra

Prós

  • Folhagem vermelho-vinho intensa mesmo sem flor
  • Ótima para meia-sombra e vasos em varanda coberta
  • Crescimento moderado e poda simples
  • Resistente a pragas quando bem cuidada
  • Contraste natural entre folhas jovens vermelhas e adultas bronzeadas

Contras

  • Perde o vermelho em sombra fechada
  • Queima com sol forte do meio-dia
  • Não tolera frio intenso nem geada
  • Precisa de umidade do ar para não ressecar pontas
  • Floração discreta para quem espera flor grande
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a Léia-rubra é uma das folhagens vermelhas mais subestimadas para meia-sombra no Brasil: entrega cor intensa sem exigir sol pleno e sem o manejo complicado de calatéias. Vale escolhê-la quando o objetivo é contraste duradouro em vaso ou maciço sombreado, não flor grande.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.