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Colar-de-golfinhos

Curio peregrinus

Atualizado em

10-15 cm alt., até 90 cm pendenteTamanho
Meia-sombra clara a sol suaveLuminosidade
Baixa, só com solo secoRega
PereneCiclo de vida
MédiaDificuldade
Colar-de-golfinhos pendente em vaso branco suspenso com folhas em forma de golfinho

O colar-de-golfinhos é uma suculenta pendente híbrida famosa pelas folhas que parecem golfinhos saltando. Cada folha tem cerca de 2 a 3 cm, com dois “braços” que formam a cauda e um corpo arqueado preso a hastes finas que chegam a 60 a 90 cm de comprimento.

É um híbrido criado em cultivo a partir de espécies sul-africanas do gênero Curio/Senecio e não existe na natureza. No Brasil é cultivado como planta ornamental de vaso e jardim vertical, floresce com pequenos pompons brancos perfumados e exige sol suave, rega espaçada e substrato extremamente drenável.

Faz parte de: Plantas Ornamentais, Plantas para Vasos, Plantas Pendentes, Plantas Suculentas

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Galeria de fotos de Colar-de-golfinhos

Colar-de-golfinhos pendente em vaso branco suspenso com folhas em forma de golfinho
Colar-de-golfinhos em vaso suspenso com hastes pendentes.
Close-up das folhas do colar-de-golfinhos em forma de golfinho
Detalhe das folhas suculentas em forma de golfinho saltando.
Detalhe das hastes finas do colar-de-golfinhos
Hastes finas e delicadas onde nascem os golfinhos.
Colar-de-golfinhos florido com flores brancas em pompom
Floração branca e perfumada no outono-inverno.
Propagação do colar-de-golfinhos por estacas sobre substrato drenável
Estaquia de hastes para fazer novas mudas.
Comparação entre colar-de-golfinhos, colar-de-ervilhas e colar-de-bananas
Diferenças entre os colares: golfinhos, ervilhas e bananas.
Ideal para

Ideal para quem busca uma suculenta pendente de alto impacto visual para vasos suspensos, prateleiras altas e jardins verticais luminosos. Funciona muito bem para colecionadores de suculentas e para quem tem varanda com sol da manhã e gosta de propagar mudas para presentear.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem tem cachorros ou gatos que mordem plantas, já que é tóxica se ingerida, nem para quem busca uma planta de sombra total ou de rega frequente. Também não é a melhor escolha para iniciantes que ainda erram muito na rega, pois apodrece rápido com excesso de água.

Cultivo rápido

Luz
Luz brilhante indireta ou sol suave da manhã por 4 a 6 horas; evite sol forte das 11h às 15h
Rega
Método soak and dry: regue bem e só repita quando o solo secar por completo; reduza no inverno
Solo
Muito drenável: mistura para suculentas com perlita e areia grossa, pH 6,0 a 7,0
Temperatura
18 a 26 °C; proteger abaixo de 10 °C e de geada; boa ventilação sem vento frio
Adubação
NPK 10-10-10 diluído à metade a cada 45-60 dias na primavera-verão; pausar no outono-inverno
Poda
Poda leve no fim do inverno para adensar; use estacas cortadas para novas mudas
Propagação
Estaquia de haste com 8-10 cm, cicatrização de 1-2 dias e enraizamento em 2-3 semanas

Perfil rápido de Colar-de-golfinhos

Calendário

Plantio e replanteJFMAMJJASOND
Propagação por estacasJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
AdubaçãoJFMAMJJASOND
Poda leveJFMAMJJASOND

Toxicidade

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica

Contém alcaloides pirrolizidínicos; ingestão pode causar vômitos, diarreia e irritação. Mantenha longe de pets e crianças.

Encontrado em 1 país

  • África do Sul

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Asterales
Família
Asteraceae
Gênero
Curio
Espécie
Curio peregrinus

Resumo

  • O colar-de-golfinhos é uma suculenta pendente híbrida com folhas em forma de golfinho e hastes que ultrapassam 60 cm, ideal para vasos suspensos.
  • Precisa de luz brilhante indireta ou sol da manhã, rega só quando o solo seca e substrato arenoso muito drenável para evitar podridão.
  • É tóxica para cachorros, gatos e humanos se ingerida, propaga-se fácil por estacas e floresce no outono-inverno com flores brancas de perfume adocicado.

Características

Ficha da planta

Nome popularColar-de-golfinhos
Nome científicoCurio peregrinus (sin. Senecio peregrinus)
Família botânicaAsteraceae
OrigemHíbrido cultivado (Senecio rowleyanus x Senecio articulatus), linhagem sul-africana
Tipo de plantaSuculenta pendente
Ciclo de vidaPerene
Tamanho10 a 15 cm de altura; hastes pendentes de 60 a 90 cm
LuminosidadeMeia-sombra luminosa a sol pleno suave (sol da manhã)
RegaBaixa, a cada 7 a 14 dias
SoloMuito drenável, arenoso, pH 6,0 a 7,0
TemperaturaIdeal 18 a 26 °C, mínima 10 °C, não tolera geada
PropagaçãoEstaquia de hastes e folhas
Toxicidade para petsTóxica para cachorros e gatos

Perfil e comportamento

Necessidade de luzAlto
Necessidade de águaBaixo
Facilidade de cultivoMédio
Adequação a vasosMuito alto
Resistência a pragasMédio
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorAlto
Valor ornamentalMuito alto

O que é o colar-de-golfinhos e como identificá-lo sem confundir

O colar-de-golfinhos é uma suculenta pendente híbrida que não existe na natureza. Ele surgiu do cruzamento entre Senecio rowleyanus (colar-de-ervilhas) e Senecio articulatus, duas espécies sul-africanas, e foi selecionado no Japão para o mercado ornamental. O nome científico aceito hoje é Curio peregrinus, mas você ainda encontra como Senecio peregrinus em viveiros.

A identificação é imediata: cada folha suculenta tem formato de golfinho saltando, com cerca de 2 a 3 cm de comprimento, corpo arqueado e duas nadadeiras laterais que formam a cauda. As folhas nascem alternadas ao longo de hastes finas, verdes-claras e levemente translúcidas, que crescem eretas no início e depois pendem como um colar. Quando bem cultivada, a touceira fica densa e as hastes podem passar de 60 cm, chegando a 90 cm em vasos suspensos.

Como diferenciar de colar-de-ervilhas e colar-de-bananas

A confusão é comum porque todos são do mesmo grupo. O colar-de-ervilhas tem bolinhas perfeitas e lisas; o colar-de-bananas tem folhas alongadas em forma de banana; o colar-de-golfinhos tem o recorte duplo da cauda, que nenhum outro tem. Outro detalhe: as folhas do golfinho são mais firmes e menos translúcidas que as do colar-de-ervilhas, e a haste é um pouco mais grossa.

Na floração, que ocorre no outono-inverno, surgem flores brancas em pompom, pequenas (cerca de 1 cm), com perfume que lembra canela e baunilha. Elas duram poucos dias e atraem abelhas. Se a sua planta nunca floresceu, quase sempre é falta de luz ou de um período mais frio e seco para induzir o florescimento.

Luz, rega e solo: o tripé que decide se o colar-de-golfinhos vive ou morre

O colar-de-golfinhos precisa de luz brilhante abundante, mas não de sol forte o dia todo. O ideal são 4 a 6 horas de luz intensa indireta ou sol direto apenas da manhã até 10h. Sol de meio-dia queima as folhas, que ficam amareladas e com manchas marrons secas. Pouca luz estica as hastes, os golfinhos ficam espaçados, deformados e perdem o formato característico.

A rega é o ponto crítico. Como toda suculenta, ele armazena água nas folhas e apodrece fácil. Use a regra do soak and dry: molhe bem até sair pelos furos e só regue de novo quando o substrato estiver completamente seco a 3 cm de profundidade. No verão isso significa a cada 7 a 10 dias; no inverno, a cada 14 a 21 dias. Folhas murchas e enrugadas indicam sede; folhas amolecidas, translúcidas e caindo indicam excesso de água e início de podridão na base.

O solo precisa ser extremamente drenável. Substrato comum de vaso retém água demais. A mistura que funciona no Brasil é 50% substrato para suculentas + 25% perlita + 25% areia grossa lavada ou casca de arroz carbonizada. Vaso de barro ou cuia com muitos furos é melhor que plástico, porque seca mais rápido. Nunca deixe pratinho com água acumulada e mantenha a temperatura entre 18 e 26 °C. Abaixo de 10 °C ele sofre, e geada mata.

Como plantar e propagar colar-de-golfinhos do jeito certo

Plante preferencialmente na primavera e no início do outono, quando a planta cresce mais. Escolha um vaso suspenso raso e largo, com 12 a 15 cm de boca, e forre o fundo com argila expandida. Coloque a muda no centro sem enterrar as folhas e complete com o substrato drenável, deixando 1 cm de borda livre para a água não transbordar.

A propagação por estaquia de haste tem taxa de pegamento acima de 80% e é muito mais rápida que por folha. Corte uma haste saudável com 8 a 10 cm e 4 a 6 golfinhos, deixe cicatrizar à sombra por 24 a 48 horas e deite sobre substrato úmido ou espete levemente 1 cm. Mantenha à meia-sombra clara e borrife a cada 3 dias. Em 2 a 3 semanas surgem raízes. Por folha também funciona, mas demora 4 a 8 semanas e muitas folhas apodrecem antes de brotar.

  • Passo a passo da estaca: tesoura esterilizada, corte abaixo de um nó, remova o golfinho mais baixo, cicatrize, plante.
  • Erro comum: enterrar a haste muito fundo. Ela apodrece. Apoie sobre o solo e prenda com grampo se precisar.
  • Dica de adensamento: plante 3 a 5 estacas no mesmo vaso para efeito de colar cheio mais rápido.

Transplante só quando as raízes tomarem todo o vaso ou o substrato estiver compactado, em média a cada 18 a 24 meses. Troque por um vaso 2 cm maior e renove todo o substrato.

Adubação e poda para manter as hastes cheias de golfinhos

O colar-de-golfinhos não é faminto, mas responde bem a adubação leve. Na primavera-verão, aplique adubo para suculentas NPK 10-10-10 ou 14-14-14 diluído à metade da dose, a cada 45 a 60 dias. Uma alternativa orgânica é húmus de minhoca em pequena quantidade na superfície. Suspenda a adubação no outono-inverno, quando o crescimento desacelera e a planta se prepara para florir.

A poda serve para adensar e rejuvenescer. Quando as hastes ficam peladas na base ou muito longas e ralas, corte até 1/3 do comprimento logo acima de um nó com folha. Os pedaços cortados viram novas mudas. Faça a poda no final do inverno ou início da primavera e nunca retire mais de 30% da folhagem de uma vez, para não estressar.

Se os golfinhos novos nascem achatados ou sem a cauda definida, são três causas principais: pouca luz, excesso de nitrogênio ou haste muito velha. Corrija a luz primeiro, reduza o adubo e renove a planta com estacas jovens a cada 2 anos.

Pragas, doenças e os erros que mais matam a planta

As pragas mais frequentes são cochonilhas, pulgões e ácaros. Cochonilhas aparecem como bolinhas brancas algodoadas nas axilas; pulgões se concentram nos brotos novos; ácaros deixam teias finas e folhas opacas. Trate isolando o vaso, removendo com cotonete e álcool isopropílico 70% e, se necessário, aplicando óleo de neem ou sabão de potássio a cada 7 dias por 3 aplicações.

A doença número um é a podridão de raiz e de colo causada por Pythium e Phytophthora em solo encharcado. Sinais: base da haste escurecida, mole e com cheiro de mofo, folhas caindo mesmo com solo úmido. Não há salvação quando pega o colo: corte a parte saudável acima da lesão, cicatrize e replante em substrato novo e seco. Prevenção é drenagem, vaso com furos e rega espaçada.

  • Folhas enrugadas e secas na ponta: falta de água ou ar muito seco. Ajuste a rega e afaste de vento quente.
  • Folhas amarelas e caindo: excesso de água ou substrato velho compactado.
  • Hastes estioladas e golfinhos deformados: luz insuficiente. Mova para local mais claro com sol da manhã.
  • Manchas pretas moles: fungo por água nas folhas à noite. Regue sempre pela manhã e na base.

Curiosidades, toxicidade e por que essa suculenta virou febre

O colar-de-golfinhos virou febre no Instagram e em lojas online a partir de 2017 porque o formato é fotogênico e diferente de qualquer outra suculenta. Por ser híbrido recente, ainda tem oferta limitada e preço mais alto que colar-de-ervilhas, e muitas plantas vendidas como golfinhos são na verdade colar-de-bananas jovens com folhas ainda estreitas.

Um detalhe pouco divulgado: ele é tóxico se ingerido. Como outros Senecio/Curio, contém alcaloides pirrolizidínicos que podem causar irritação gastrointestinal, vômitos e, em ingestão repetida, sobrecarga hepática em cachorros, gatos e humanos. Mantenha fora do alcance de pets e crianças e lave as mãos após podar. Em caso de ingestão, procure veterinário ou serviço de saúde.

Na nossa avaliação, o colar-de-golfinhos é uma planta de efeito ornamental altíssimo e manutenção média. Ele não é a melhor primeira suculenta para quem esquece completamente de regar ou para quem só tem janela norte escura. Mas para quem já cuida de suculentas e pode oferecer luz brilhante e disciplina na rega, ele recompensa com um visual único que nenhuma outra pendente entrega.

Característica Colar-de-golfinhos Colar-de-ervilhas
Formato da folha Golfinho com cauda dupla Esfera lisa
Tamanho da folha 2 a 3 cm 0,6 a 1 cm
Crescimento Moderado Rápido
Exigência de luz Alta, mas sem sol forte Média a alta
Sensibilidade à água Muito sensível a encharcamento Sensível

Perguntas frequentes

Colar-de-golfinhos é tóxico para cachorro e gato?

Sim. É tóxico se ingerido por conter alcaloides pirrolizidínicos. Mantenha em local suspenso fora do alcance e procure veterinário se houver ingestão.

Como regar o colar-de-golfinhos corretamente?

Regue abundantemente e só repita quando o substrato secar por completo. No verão a cada 7 a 10 dias e no inverno a cada 14 a 21 dias, sempre com vaso bem drenado.

Por que meu colar-de-golfinhos está perdendo o formato de golfinho?

Quase sempre é falta de luz brilhante. Com pouca luz as folhas novas nascem esticadas e sem a cauda dupla. Mova para local com sol suave da manhã.

Colar-de-golfinhos gosta de sol ou sombra?

Gosta de meia-sombra muito luminosa ou sol pleno suave da manhã. Sol forte do meio-dia queima as folhas e sombra escura deforma a planta.

Como fazer muda de colar-de-golfinhos?

Corte haste com 8 a 10 cm, deixe cicatrizar 1 a 2 dias e apoie sobre substrato drenável levemente úmido. Enraíza em 2 a 3 semanas.

Quando o colar-de-golfinhos floresce?

Floresce no outono-inverno no Brasil, com pequenas flores brancas em pompom e perfume adocicado de canela.

Qual o melhor substrato para colar-de-golfinhos?

Mistura bem drenável: substrato para suculentas com 25% de perlita e 25% de areia grossa ou casca de arroz carbonizada, em vaso com furos.

Você sabia?

1

O golfinho se desfaz sem luz

Com pouca luz, as novas folhas nascem achatadas e perdem a cauda dupla, ficando parecidas com colar-de-bananas. É reversível ao devolver luz brilhante.

2

Perfume de canela no inverno

As flores brancas em pompom exalam aroma adocicado que lembra canela, mais forte no fim da tarde, para atrair polinizadores noturnos.

3

Híbrido sem habitat selvagem

Por ser um híbrido criado em cultivo, o colar-de-golfinhos não ocorre na natureza e só existe em vasos e estufas.

4

Cada golfinho é um reservatório

A folha suculenta armazena água por até duas semanas, por isso a planta tolera esquecimento de rega, mas não tolera solo úmido constante.

Fontes

  1. Jardim Botânico do Rio de Janeiro - Flora e Funga do Brasil
  2. Embrapa - Informações sobre plantas ornamentais e suculentas
  3. Royal Botanic Gardens, Kew - Plants of the World Online

Prós e contras: Colar-de-golfinhos

Prós

  • Visual único com folhas em forma de golfinho, muito ornamental
  • Ótimo para vasos suspensos e espaços pequenos
  • Propagação fácil e rápida por estacas
  • Tolera esquecimento de rega por armazenar água nas folhas
  • Flores perfumadas no outono-inverno

Contras

  • Tóxica para pets e humanos se ingerida
  • Sensível a excesso de água e apodrece com facilidade
  • Exige luz brilhante; sem ela deforma e perde o charme
  • Não tolera frio intenso nem geada
  • Crescimento mais lento e preço mais alto que outros colares
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o colar-de-golfinhos vale o esforço justamente por ser diferente de tudo: poucas pendentes entregam tanto charme com tão pouca ocupação de espaço. Não é planta para comprar por impulso sem ter luz adequada, mas com o manejo certo se torna uma das suculentas mais gratificantes da coleção.

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Última revisão em 15.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.