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Guaimbê-ondulado

Thaumatophyllum undulatum

Atualizado em

1 a 1,5 m de alturaTamanho
Meia-sombra e luz difusaLuminosidade
Moderada, solo úmidoRega
PereneCiclo de vida
Fácil a moderadaDificuldade
Guaimbê-ondulado adulto em vaso grande em varanda sombreada

O Guaimbê-ondulado (Thaumatophyllum undulatum) é uma arácea nativa do Brasil de porte escultural, muito usada em jardins sombreados e vasos grandes. Suas folhas verde-escuras, coriáceas e com bordas fortemente onduladas podem ultrapassar 60 cm de comprimento.

De crescimento moderado e caule ereto que forma tronco com o tempo, é uma planta perene que tolera bem calor e meia-sombra. Exige solo rico e úmido, mas bem drenado, e contém cristais de oxalato de cálcio, sendo tóxica se ingerida por cachorros, gatos e humanos.

Também conhecido como: Guaimbê-ondulado, Filodendro-ondulado, Philodendron ondulado

Faz parte de: Plantas de Sombra, Plantas Ornamentais, Plantas para Jardim, Plantas para Vasos

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Galeria de fotos de Guaimbê-ondulado

Guaimbê-ondulado adulto em vaso grande em varanda sombreada
Guaimbê-ondulado adulto com folhagem volumosa e bordas onduladas.
Close-up da folha do Guaimbê-ondulado mostrando borda ondulada
Detalhe da folha coriácea com recortes e babado característico.
Caule ereto do Guaimbê-ondulado com cicatrizes foliares
Caule espesso e ereto que forma pequeno tronco com o tempo.
Guaimbê-ondulado plantado em canteiro de jardim tropical sombreado
Uso no jardim sombreado como ponto focal tropical.
Muda jovem de Guaimbê-ondulado sendo dividida para propagação
Propagação por divisão de touceira na primavera.
Guaimbê-ondulado em vaso decorativo dentro de casa com luz difusa
Cultivo em interior com luz difusa intensa, sem sol direto forte.
Ideal para

Ideal para quem busca uma folhagem nativa de grande presença para meia-sombra, varandas cobertas ou jardins tropicais sombreados. Cresce bem em vasos amplos e exige cuidados simples, recompensando com folhas esculturais por muitos anos. Também é ótima para quem quer uma planta perene, resistente ao calor e que não precisa de sol pleno, funcionando bem em casas e apartamentos com boa luz difusa.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem tem cachorros ou gatos que costumam morder plantas, pois é tóxica se ingerida e precisa ficar fora de alcance. Também não é indicada para locais com geada frequente, sol forte o dia todo ou para quem procura uma planta pequena para prateleiras e mesas.

Cultivo rápido

Luz
Meia-sombra, luz difusa intensa ou sol da manhã; evite sol forte das 10h às 16h
Rega
Moderada, mantendo solo levemente úmido; 2 a 3 vezes por semana no calor, 1 vez no inverno
Solo
Fértil, leve e bem drenado; mistura com húmus, casca de pinus/fibra de coco e perlita; pH 5,5 a 6,5
Temperatura
Ideal 18 °C a 28 °C; sensível a frio <10 °C e geada; proteger no inverno no Sul/Sudeste
Adubação
De setembro a março: orgânico a cada 60 dias + NPK ou adubo de liberação lenta a cada 45 dias
Poda
Apenas limpeza de folhas velhas/amareladas; limpar pó das folhas com pano úmido
Propagação
Divisão de touceira e separação de brotos com raiz na primavera; sementes são viáveis mas pouco práticas em casa

Perfil rápido de Guaimbê-ondulado

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
Propagação por divisãoJFMAMJJASOND
AdubaçãoJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
FrutificaçãoJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica

Toda a planta contém oxalato de cálcio. A ingestão causa irritação oral, salivação, dor e edema. Mantenha longe de cachorros, gatos e crianças e use luvas ao manusear a seiva.

Encontrado em 1 país

  • Brasil

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Liliopsida
Ordem
Alismatales
Família
Araceae
Gênero
Thaumatophyllum
Espécie
Thaumatophyllum undulatum

Resumo

  • Guaimbê-ondulado (Thaumatophyllum undulatum) é arácea perene nativa da Mata Atlântica e do Cerrado, com folhas grandes, recortadas e de bordas onduladas que chegam a 80 cm.
  • Prefere meia-sombra ou luz difusa intensa, solo fértil e úmido bem drenado e regas regulares sem encharcar, tolerando melhor o calor que o frio intenso.
  • É tóxica para cachorros, gatos e humanos se ingerida devido ao oxalato de cálcio e se propaga por divisão de touceira ou sementes, sendo ideal para jardins sombreados e vasos amplos.

Características

Ficha da planta

Nome popularGuaimbê-ondulado
Nome científicoThaumatophyllum undulatum (sin. Philodendron undulatum)
Família botânicaAraceae
OrigemBrasil (Mata Atlântica e Cerrado)
Tipo de plantaHerbácea perene, folhagem arborescente
Ciclo de vidaPerene
Tamanho0,8 a 1,5 m de altura x 1 a 1,2 m de diâmetro
LuminosidadeMeia-sombra, luz difusa ou sol pleno muito suave
RegaModerada, 2 a 3 vezes por semana
SoloFértil, rico em matéria orgânica, úmido e bem drenado
Temperatura18 °C a 28 °C, não tolera geada
PropagaçãoDivisão de touceira, separação de brotos e sementes
Toxicidade para petsTóxica para cachorro e gato se ingerida

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMédio
Necessidade de águaMédio
Facilidade de cultivoAlto
Adequação a vasosAlto
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalMuito alto

O que é o Guaimbê-ondulado e como identificá-lo sem confundir

O Guaimbê-ondulado é a Thaumatophyllum undulatum, arácea nativa do Brasil que até 2018 era classificada como Philodendron undulatum. A mudança, proposta por Sakuragui e colaboradores após estudos moleculares, separou as espécies arborescentes e de hemiepífitas nativas da América do Sul no gênero Thaumatophyllum. Na prática, é o mesmo guaimbê que muita gente conhecia como filodendro-ondulado.

Você o reconhece pelas folhas grandes, profundamente pinatífidas e com margens fortemente onduladas, daí o nome. A lâmina é verde-escura, coriácea e brilhante, com 40 a 80 cm de comprimento em planta adulta, sustentada por pecíolos longos e sulcados. Diferente do Thaumatophyllum bipinnatifidum (guaimbê-comum), ele tem recortes menos profundos e mais irregulares e a borda cria um efeito de babado muito marcado.

Com o tempo forma um caule ereto e espesso, semidecumbente, com cicatrizes foliares e raízes aéreas curtas que ajudam na fixação. Na natureza ocorre no Sudeste e Centro-Oeste, principalmente em Mata Atlântica e matas de galeria do Cerrado, de Minas Gerais e Goiás até o Paraná, em sub-bosque úmido e beira de matas. A inflorescência é a típica espádice creme envolta por espata esverdeada, pouco vistosa, seguida de bagas quando polinizada por besouros.

Luz, rega e solo: o tripé que decide se o Guaimbê-ondulado prospera

O Guaimbê-ondulado rende melhor em meia-sombra luminosa ou luz difusa intensa. Tolera sol pleno apenas nas primeiras horas da manhã; sol forte do meio-dia queima as bordas e desbota o verde. Dentro de casa, posicione a até 2 metros de janela clara voltada para leste ou norte, sem cortina pesada. Falta de luz deixa as folhas menores, com menos ondulação e pecíolos esticados.

A rega deve manter o solo levemente úmido, nunca encharcado. Em clima quente, regue 2 a 3 vezes por semana no vaso e 1 a 2 vezes no jardim, sempre checando os 3 cm superficiais do substrato. No inverno ou em ambiente mais sombreado, espaçe para 1 vez por semana. Folhas amarelando nas bordas inferiores geralmente indicam excesso de água e compactação, enquanto pontas secas e enroladas apontam ar muito seco.

O solo ideal é fértil, fofo e bem drenado, com pH entre 5,5 e 6,5. Use mistura de 1 parte de terra vegetal, 1 parte de húmus de minhoca ou composto orgânico, 1 parte de casca de pinus ou fibra de coco e um pouco de perlita ou areia grossa. Essa combinação segura umidade sem abafar as raízes, que são sensíveis ao apodrecimento. Em vasos, camada de drenagem com argila expandida e manta é obrigatória.

  • Temperatura: faixa ótima entre 18 °C e 28 °C. Sofre abaixo de 10 °C e não tolera geada; protege em noites frias no Sul e Sudeste.
  • Umidade do ar: aprecia umidade acima de 60%. Em ambientes com ar-condicionado, borrife água nas folhas pela manhã ou use bandeja com pedriscos úmidos.
  • Vento: evite corredores de vento forte, que rasgam as folhas e ressecam rapidamente.

Como plantar e propagar Guaimbê-ondulado em vaso ou jardim

Plante o Guaimbê-ondulado em vaso grande e pesado, com no mínimo 40 a 50 litros para planta adulta, ou diretamente no solo sombreado. No jardim, cave berço duas vezes maior que o torrão, incorpore composto orgânico e posicione a muda na mesma profundidade em que estava. Mantenha espaçamento de 80 cm a 1 m entre plantas para que as folhas se abram sem competição.

O melhor período de plantio no Brasil é do final do inverno à primavera, entre agosto e novembro, quando a planta retoma o crescimento ativo. Mudas recém-plantadas precisam de sombreamento de 50% e regas mais frequentes nas primeiras 3 semanas, até o enraizamento.

A propagação mais segura é por divisão de touceira e separação de brotos laterais. Na primavera, retire a planta do vaso, separe com faca limpa um broto que já tenha raízes próprias e pelo menos 2 a 3 folhas, e replante em substrato úmido. A propagação por sementes existe, mas é lenta e pouco usada em casa, pois exige polinização cruzada e as sementes perdem viabilidade rápido.

  • Passo a passo no vaso: 1) forre o fundo com argila expandida; 2) adicione substrato até 1/3; 3) centralize a muda; 4) complete sem enterrar o colo; 5) regue até drenar e mantenha à meia-sombra por 15 dias.
  • Transplante: a cada 18 a 24 meses ou quando as raízes saírem pelo dreno. Aproveite para renovar parte do substrato.

Adubação, poda e manutenção ao longo do ano

Adube o Guaimbê-ondulado de setembro a março, no período de crescimento. Alterne adubo orgânico como húmus ou torta de mamona curtida a cada 60 dias com NPK 10-10-10 ou 20-10-10 em dose de 1/2 da recomendada no rótulo, a cada 45 dias. Em vasos, prefira adubos de liberação lenta ou líquidos diluídos para não salinizar o substrato.

Não há poda de formação. A manutenção consiste em remover folhas velhas, amareladas ou danificadas rente à base com tesoura desinfetada. Limpe o pó das folhas com pano úmido a cada 15 dias para manter a fotossíntese e o brilho. Não use lustra-folhas à base de óleo, que entope os estômatos.

No inverno, suspenda a adubação e reduza a rega. Se cultivar em região sujeita a frio abaixo de 8 °C, leve o vaso para local abrigado ou cubra a base com palha. A planta entra em semi-repouso e pode perder 1 ou 2 folhas mais velhas, o que é normal.

Pragas, doenças e por que as folhas ficam amarelas ou queimadas

O Guaimbê-ondulado é relativamente resistente, mas pode sofrer com cochonilhas, ácaros e tripes em ambiente seco e abafado. Cochonilhas aparecem como pontinhos brancos ou marrons nos pecíolos; ácaros deixam teia fina e pontilhado amarelado. Lave com jato d’água, remova manualmente com algodão e álcool 70% e, se necessário, use óleo de neem ou sabão de potássio.

O excesso de água é o maior inimigo. Podridão de raiz e bacteriose surgem em solo compactado e vaso sem drenagem, com cheiro de mofo e base amolecida. Se notar, retire a planta, corte raízes escuras, troque todo o substrato e reduza a frequência de rega. Manchas pretas com halo amarelo podem indicar fungo por respingo constante nas folhas; evite molhar a folhagem à noite.

  • Folhas com bordas marrons e secas: ar seco, sol direto ou adubo em excesso. Ajuste umidade e lixivie o solo com rega abundante uma vez.
  • Folhas novas menores e pálidas: falta de luz ou de nitrogênio. Aproxime da claridade e retome adubação na primavera.
  • Folhas amarelas nas de baixo: envelhecimento natural se for 1 a 2 por vez; se for geral, verifique encharcamento.

Onde usar o Guaimbê-ondulado e cuidados com pets e crianças

Na nossa avaliação, o Guaimbê-ondulado é uma das melhores folhagens nativas para sombra quando você quer volume sem a manutenção de uma palmeira. Ele funciona muito bem como ponto focal em jardim tropical sombreado, sob árvores, em canteiros ao lado de muros ou em vasos grandes em varandas cobertas e salas amplas. Combina com costela-de-adão, pacovás e marantas, criando camadas de textura.

Toda a planta contém rafídeos de oxalato de cálcio, substância que causa irritação intensa em boca e garganta, salivação, dor e inchaço se mastigada. Por isso, é considerada tóxica para cachorros, gatos e humanos em caso de ingestão. Mantenha vasos fora do alcance de filhotes e pets curiosos e use luvas ao podar, pois a seiva pode irritar pele sensível. Em caso de ingestão, procure atendimento veterinário ou médico imediatamente.

Se você tem pets que roem plantas, prefira posicionar o Guaimbê-ondulado em local elevado ou isolado e ofereça alternativas seguras para distração. Para famílias com crianças pequenas, oriente sobre não levar folhas à boca e evite deixar folhas caídas ao alcance.

Perguntas frequentes

Guaimbê-ondulado é tóxico para cachorro e gato?

Sim. Contém oxalato de cálcio e é tóxico se ingerido, causando irritação na boca, salivação e inchaço. Deixe fora do alcance e procure veterinário se houver ingestão.

Pode ficar dentro de casa?

Pode, desde que receba luz difusa intensa, sem sol direto forte, e solo levemente úmido. Varandas cobertas e salas claras próximas à janela são ideais.

Guaimbê-ondulado gosta de sol ou sombra?

Prefere meia-sombra ou luz difusa. Tolera apenas sol fraco da manhã; sol pleno do meio-dia queima as folhas.

Como propagar Guaimbê-ondulado?

A forma mais fácil é dividir a touceira na primavera, separando brotos que já tenham raízes e replantando em substrato fértil e úmido.

Qual a diferença para o guaimbê-comum?

O ondulado (T. undulatum) tem folhas com bordas em babado bem marcado e recortes menos profundos que o guaimbê-comum (T. bipinnatifidum), além de porte geralmente menor.

Por que as pontas estão ficando marrons?

Geralmente é ar muito seco, sol direto ou excesso de adubo. Aumente a umidade, tire do sol forte e lixivie o solo com uma rega abundante.

Com que frequência regar?

De 2 a 3 vezes por semana no calor e 1 vez por semana no frio, sempre verificando se os 3 cm superficiais secaram. Nunca deixe encharcado.

Você sabia?

1

Mudou de sobrenome

Até 2018 era Philodendron undulatum. Estudos de DNA mostraram que guaimbês arborescentes formam um grupo à parte e foram transferidos para o gênero Thaumatophyllum, endêmico da América do Sul.

2

Borda que entrega a espécie

A ondulação da margem é tão constante que serve como caráter diagnóstico em campo. Mesmo jovem, já exibe o babado, diferente de outros guaimbês que só recortam a folha quando adultos.

3

Polinização por besouros

A inflorescência aquece levemente à noite para atrair besouros Cyclocephala, que entram na espata, se alimentam e levam pólen. Sem esses besouros, raramente forma frutos fora da mata.

4

Cresce como árvore

Diferente de muitos filodendros trepadores, o Guaimbê-ondulado tem caule ereto autoportante que engrossa e cria um pequeno tronco com cicatrizes, podendo dispensar tutor mesmo com mais de 1 metro.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  3. Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Prós e contras: Guaimbê-ondulado

Prós

  • Folhagem nativa escultural com bordas onduladas únicas
  • Perene e de longa vida, ótima para sombra e meia-sombra
  • Resistente ao calor e relativamente rústica com solo correto
  • Boa adaptação a vasos grandes e jardins tropicais
  • Crescimento autoportante, não precisa de tutor

Contras

  • Tóxica para pets e humanos se ingerida
  • Sensível a geada e frio intenso
  • Não tolera sol pleno forte, que queima as folhas
  • Precisa de vaso grande e solo bem drenado para não apodrecer
  • Crescimento moderado, demora para atingir porte cheio
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o Guaimbê-ondulado é subestimado frente ao guaimbê-comum, mas entrega textura mais refinada e porte mais comportado para vasos. É a escolha mais inteligente para quem quer tropicalidade nativa sem lidar com uma planta gigante e invasiva.

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Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.