🌿 Plantas

Costela-de-adão

Monstera deliciosa

Atualizado em

1 a 3 m em vaso, até 9 m na naturezaTamanho
Luz difusa intensa ou meia-sombraLuminosidade
Moderada, quando o substrato secarRega
PereneCiclo de vida
FácilDificuldade
Costela-de-adão adulta em vaso grande em sala iluminada com luz difusa

A Costela-de-adão (Monstera deliciosa) é uma trepadeira hemiepífita perene famosa pelas folhas grandes, recortadas e fenestradas, que podem passar de 90 cm em plantas adultas bem cuidadas. Nativa das florestas tropicais do México ao Panamá, ela cresce apoiada em árvores na natureza e se adaptou muito bem a vasos grandes em ambientes internos com luz difusa.

É uma das plantas ornamentais mais cultivadas no Brasil por ser resistente, de crescimento rápido e alto valor decorativo, mas exige atenção: todas as partes contêm cristais de oxalato de cálcio e são tóxicas se ingeridas por cachorros, gatos e humanos. Quando bem tutorada e adubada, pode florescer e até frutificar, embora isso seja raro dentro de casa.

Também conhecido como: Monstera, Monstera deliciosa, Planta do queijo suíço, Swiss cheese plant, Ceriman

Faz parte de: Plantas de Sombra, Plantas Ornamentais, Plantas para Vasos, Plantas Trepadeiras

Explore a wiki

Galeria de fotos de Costela-de-adão

Costela-de-adão adulta em vaso grande em sala iluminada com luz difusa
Costela-de-adão adulta em vaso grande, com folhas fenestradas características.
Close-up de folha de Costela-de-adão mostrando furos e recortes naturais
Detalhe da folha adulta com fenestras e recortes profundos.
Caule da Costela-de-adão com raízes aéreas e nó junto a tutor de musgo
Caule com raízes aéreas que se fixam ao tutor.
Propagação de Costela-de-adão por estaquia com nó em copo com água
Estaquia com nó e raiz aérea, forma mais fácil de propagar.
Folha variegada de Costela-de-adão Thai Constellation com manchas creme
Forma variegada Thai Constellation, mais sensível e de crescimento lento.
Flor da Costela-de-adão com espata creme e espádice
Floração rara em interior, com espata e espádice típicos de aráceas.
Ideal para

Ideal para quem busca uma planta ornamental de grande impacto visual e fácil manutenção em salas e varandas bem iluminadas. Ela cresce rápido, tolera alguns esquecimentos de rega e se adapta bem a vasos grandes, sendo ótima para quem quer preencher cantos com folhagem tropical sem precisar de sol pleno. É também uma boa escolha para iniciantes que já têm noções básicas de luz e drenagem e querem aprender tutoramento e propagação por estaquia, já que responde rápido aos cuidados.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem tem cachorros e gatos que roem plantas sem supervisão, pois é tóxica se ingerida e tem folhas ao alcance fácil quando jovem. Também não funciona bem em apartamentos muito escuros, com pouca luz natural, ou para quem espera uma planta pequena de mesa, já que ela ocupa espaço e precisa de tutor para não tombar.

Cultivo rápido

Luz
Luz difusa intensa ou meia-sombra; tolera sol da manhã até 9h, mas queima em sol forte direto
Rega
Moderada; regar quando 2 a 3 cm do substrato secarem, cerca de 1x por semana no verão
Solo
Aerado e drenável: substrato orgânico + casca de pinus + perlita; pH 5,5 a 7,0
Temperatura
Ideal 18 °C a 27 °C; proteger abaixo de 15 °C e nunca expor à geada
Umidade
Prefere 60% a 80%; borrifar pela manhã ou usar tutor de musgo úmido em ar seco
Adubação
Na primavera-verão, NPK 10-10-10 diluído a cada 30-45 dias + húmus a cada 60 dias
Poda
Apenas sanitária; remover folhas secas e direcionar raízes aéreas ao tutor
Propagação
Estaquia de caule com nó e raiz aérea ou divisão de touceira, na primavera-verão

Perfil rápido de Costela-de-adão

Calendário

Plantio e replantioJFMAMJJASOND
Propagação por estaquiaJFMAMJJASOND
AdubaçãoJFMAMJJASOND
Floração (quando ocorre)JFMAMJJASOND
FrutificaçãoJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica

Todas as partes contêm cristais de oxalato de cálcio; a ingestão causa irritação oral, salivação, edema e vômito. Fruto verde também é tóxico. Em caso de ingestão, procure veterinário ou serviço de saúde.

Encontrado em 5 países

  • México
  • Guatemala
  • Honduras
  • Costa Rica
  • Panamá

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Liliopsida
Ordem
Alismatales
Família
Araceae
Gênero
Monstera
Espécie
Monstera deliciosa

Resumo

  • A Costela-de-adão (Monstera deliciosa) é uma planta perene tropical de meia-sombra com folhas grandes e fenestradas que pode atingir 3 m em vasos.
  • É tóxica para cachorros, gatos e humanos se ingerida por conter oxalato de cálcio, exigindo cultivo fora do alcance de pets e crianças.
  • Precisa de luz difusa intensa, rega moderada quando o solo secar, solo aerado e tutor para crescer saudável e com rasgos bem formados.

Características

Ficha da planta

Nome popularCostela-de-adão
Nome científicoMonstera deliciosa Liebm.
Família botânicaAraceae
OrigemMéxico ao Panamá (América Central)
Tipo de plantaTrepadeira hemiepífita herbácea
Ciclo de vidaPerene
Tamanho1 a 3 m em vaso; 6 a 9 m como trepadeira em ambiente externo
LuminosidadeLuz difusa intensa ou meia-sombra; não tolera sol pleno direto
RegaModerada; regar quando 2 a 3 cm do substrato secarem
SoloAerado, rico em matéria orgânica, drenável; pH 5,5 a 7,0
Temperatura18 °C a 27 °C; não tolera geada abaixo de 10 °C
PropagaçãoEstaquia de caule com nó e raiz aérea, divisão de touceira e sementes
Toxicidade para petsTóxica para cachorros e gatos

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMédio
Necessidade de águaMédio
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosMuito alto
Resistência a pragasAlto
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalMuito alto

Como identificar a Costela-de-adão verdadeira e não confundir

A Costela-de-adão verdadeira é a Monstera deliciosa, e a forma mais segura de identificá-la são as folhas adultas grandes, coriáceas e fenestradas. Elas têm recortes profundos na margem e buracos elípticos no meio da lâmina, pecíolo longo e geniculado e caule grosso com raízes aéreas escuras que saem dos nós.

Filhotes não têm rasgos. Nas primeiras 4 a 6 folhas, a planta emite folhas pequenas e inteiras, em forma de coração. Só a partir dos 8 a 12 meses, com luz difusa intensa, começam a surgir as primeiras fenestrações. Se sua planta nunca rasga, quase sempre é falta de luz ou vaso pequeno demais.

Confusões comuns no Brasil:

  • Monstera adansonii: folhas bem menores (15 a 30 cm), muito mais perfuradas e sem recortes profundos na borda. É trepadeira delicada, vendida como “mini-costela”.
  • Thaumatophyllum bipinnatifidum (antiga Philodendron bipinnatifidum, o guaimbê): folhas profundamente lobadas, mas sem furos no meio da folha.
  • Epipremnum pinnatum e Rhaphidophora tetrasperma: vendidas como “Monstera” quando jovens, mas com folhas muito menores e crescimento mais fino.

Na floração, que é rara em apartamento, a Monstera deliciosa emite uma espata creme-esverdeada envolvendo uma espádice branca, semelhante à do copo-de-leite. O fruto é uma espiga cilíndrica que lembra uma espiga de milho verde, com escamas hexagonais.

Costela-de-adão é tóxica? Risco para cachorro, gato e gente

Sim. A Costela-de-adão é tóxica para cachorros, gatos e humanos se ingerida. Todas as partes — folha, caule, raiz e fruto verde — contêm rafídeos de oxalato de cálcio, cristais em forma de agulha que causam irritação mecânica e química.

Em pets, a mastigação provoca dor oral intensa, salivação excessiva, edema de língua e lábios, vômito e dificuldade para engolir. Em gatos, que costumam mordiscar pontas de folhas, o quadro pode evoluir para irritação gastrointestinal. Em humanos, o contato do látex com a pele pode causar dermatite em pessoas sensíveis.

O fruto só é comestível quando totalmente maduro, o que leva de 12 a 14 meses após a polinização. Verde, ele concentra o mesmo oxalato e causa queimação severa na boca e garganta. Maduro, as escamas se soltam sozinhas e a polpa fica com aroma de abacaxi com banana — daí o epíteto deliciosa. No cultivo doméstico, não espere frutos e nunca ofereça partes da planta a pets.

Na prática, quem tem cachorro filhote ou gato curioso deve deixar o vaso elevado, com tutor firme e sem folhas pendentes ao alcance, e remover folhas caídas imediatamente. Em caso de ingestão, não induza vômito e procure veterinário com uma amostra da planta.

Luz, rega e solo: onde a Costela-de-adão cresce melhor dentro de casa

A Costela-de-adão rende mais em luz difusa intensa, sem sol direto do meio-dia. O ideal é perto de janela voltada para leste ou norte, com cortina translúcida, ou a 1 a 2 metros de uma janela bem iluminada. Sol pleno queima as bordas e deixa manchas marrons secas, enquanto sombra fechada gera folhas pequenas, sem rasgos e com entrenós esticados.

Rega é moderada e depende do substrato, não de calendário fixo. Molhe quando os 2 a 3 cm superiores do solo estiverem secos ao toque. Em apartamento, isso costuma ser 1 vez por semana no verão e a cada 10 a 14 dias no inverno. Sempre com vaso com furos e sem pratinho com água parada. Folhas amarelando na base com solo encharcado indicam excesso de água e início de podridão de raiz.

O solo precisa ser muito aerado e drenável. Uma mistura que funciona bem é 40% substrato para plantas tropicais + 30% casca de pinus média + 20% perlita + 10% húmus de minhoca. O pH ideal fica entre 5,5 e 7,0. Troque de vaso quando as raízes circularem o torrão ou saírem pelos furos — geralmente a cada 12 a 18 meses.

Temperatura ideal entre 18 °C e 27 °C e umidade acima de 60%. Ela tolera ar-condicionado, mas sofre com vento frio e geada. Abaixo de 10 °C o crescimento para e há risco de dano foliar. Se o ar for muito seco, borrife água nas folhas pela manhã ou use umidificador, mas sem encharcar.

Como plantar e propagar Costela-de-adão sem erro

O plantio por muda de viveiro é o mais seguro para iniciantes. Escolha vaso pesado e estável, com 5 a 8 cm a mais de diâmetro que o torrão, e instale um tutor de fibra de coco ou musgo já no plantio. Enterre o caule até a base das raízes, firme o substrato e regue até escorrer. Mantenha à meia-sombra nas duas primeiras semanas.

A propagação mais eficiente é por estaquia de caule com nó. Funciona assim:

  • Selecione um caule saudável com pelo menos 1 nó visível e 1 raiz aérea de 5 cm ou mais.
  • Corte 1 cm abaixo do nó com lâmina desinfetada e deixe a estaca secar à sombra por 2 horas.
  • Coloque em água limpa trocada a cada 3 dias ou direto em substrato úmido e aerado. Em 3 a 6 semanas surgem raízes novas.
  • Quando as raízes tiverem 8 a 10 cm, transfira para vaso definitivo.

Divisão de touceira também funciona em plantas adultas com múltiplos caules. Retire a planta do vaso, separe com as mãos ou faca limpa mantendo raízes em cada parte e replante. Sementes existem, mas são raras no comércio, perdem viabilidade rápido e demoram mais para formar folhas fenestradas.

Para acelerar a pega, mantenha a estaca em luz difusa, temperatura acima de 20 °C e umidade alta, cobrindo com saco plástico transparente perfurado nos primeiros 10 dias. Evite adubar antes do enraizamento.

Quando plantar

No Brasil, o melhor período é do início da primavera ao meio do verão (setembro a fevereiro), quando a planta cresce ativamente. Evite replantio no frio intenso do Sul e Sudeste.

Adubação, poda e tutoramento: como manter folhas grandes e fenestradas

Folhas grandes e rasgadas dependem de luz, nutrição e suporte vertical. Sem tutor, a Costela-de-adão rasteja e faz folhas menores. Com tutor úmido, as raízes aéreas se fixam e a planta emite folhas cada vez maiores.

Adubação: durante a primavera e o verão, aplique NPK 10-10-10 ou 20-20-20 diluído à metade da dose do rótulo, a cada 30 a 45 dias, alternando com húmus de minhoca ou bokashi a cada 2 meses. No outono-inverno, suspenda ou adube a cada 60 a 90 dias. Excesso de nitrogênio sem luz adequada gera folhas grandes porém sem fenestras e mais suscetíveis a pragas.

Poda é de manutenção, não de formação. Remova apenas folhas amareladas, secas ou muito danificadas, cortando rente ao caule. Nunca remova mais de 25% da folhagem de uma vez. Raízes aéreas podem ser direcionadas para o tutor ou para o substrato; só corte se estiverem secas ou atrapalhando a passagem, pois elas ajudam na absorção de umidade.

Limpeza é essencial. Passe pano úmido nas folhas a cada 15 dias para remover poeira e manter a fotossíntese. Folhas brilhantes com produto à base de óleo mineral devem ser evitadas, pois obstruem os estômatos. Gire o vaso 1/4 de volta por mês para crescimento simétrico, mas sem mudanças bruscas de posição.

Tipos e parentes que são vendidos como Costela-de-adão

Botanicamente, Costela-de-adão é Monstera deliciosa, mas o mercado vende variações e espécies próximas com o mesmo nome popular. Conhecer as diferenças evita frustração.

Nome comercial Como reconhecer Tamanho em vaso
Monstera deliciosa (tipo) Folha grande, verde médio, rasgos e furos irregulares 1,5 a 3 m
Monstera deliciosa ‘Variegata’ (Thai Constellation, Albo) Manchas brancas ou creme marmorizadas; cresce mais devagar e precisa de mais luz difusa 1 a 2 m
Monstera borsigiana (forma compacta) Considerada por muitos como forma menor de M. deliciosa; entrenós mais curtos 1 a 1,8 m
Monstera adansonii Folha pequena, muito perfurada, sem recorte na borda 0,6 a 1,2 m pendente
Monstera dubia / siltepecana Folhas juvenis prateadas e pequenas, que só fenestram quando adultas e tutoradas 0,5 a 1 m

As formas variegatas são mais sensíveis a sol direto e a excesso de água, e custam mais por crescerem lentamente. Se a sua “variegata” reverte para verde total, é sinal de luz insuficiente.

Pragas, doenças e por que as folhas ficam sem rasgos ou amarelas

Costela-de-adão é rústica, mas sofre com cochonilhas, ácaros, tripes e pulgões, principalmente em ar seco e com poeira acumulada. Cochonilhas aparecem como bolinhas brancas ou marrons nos caules; ácaros deixam teias finas e pontilhado amarelado na face inferior. Lave com jato de água, remova com algodão e álcool 70% e, se persistir, use óleo de neem ou sabão de potássio conforme o rótulo.

Doenças fúngicas mais comuns são podridão de raiz por Phytophthora e manchas foliares por antracnose, ambas ligadas a encharcamento e falta de ventilação. Previna com substrato aerado, vaso com drenagem e sem pratinho cheio. Manchas pretas com halo amarelo e bordas úmidas pedem remoção da folha afetada e redução da rega.

  • Folhas sem rasgos: planta jovem ou luz fraca. Aumente a luminosidade difusa e forneça tutor.
  • Folhas amarelas na base: excesso de água ou vaso pequeno. Cheque drenagem e raízes.
  • Pontas marrons e secas: ar muito seco, falta de água ou acúmulo de sais de adubo. Lave o substrato com água abundante a cada 3 meses.
  • Folhas caídas e moles: frio ou encharcamento. Verifique temperatura e suspenda rega até secar.
  • Folhas novas menores que as antigas: falta de adubo ou luz. Adube na estação de crescimento e aproxime da luz.

Um erro comum é borrifar as folhas à noite e manter o substrato sempre úmido para “aumentar umidade”. Isso cria ambiente para fungos. Prefira substrato levemente úmido, ambiente ventilado e tutor de musgo úmido em vez de molhar a folhagem em excesso.

Perguntas frequentes

Costela-de-adão é tóxica para cachorro e gato?

Sim. Todas as partes contêm oxalato de cálcio e causam irritação oral, salivação, vômito e inchaço se mastigadas. Mantenha fora do alcance e procure veterinário se houver ingestão.

Onde deixar a Costela-de-adão dentro de casa?

Em local com luz difusa intensa, perto de janela com cortina leve e sem sol direto do meio-dia. Evite cantos escuros e correntes de ar frio.

Com que frequência regar?

Quando os 2 a 3 cm do substrato secarem. Em geral 1 vez por semana no verão e a cada 10 a 14 dias no inverno, sempre com boa drenagem.

Por que minha Costela-de-adão não tem rasgos?

É jovem ou está com pouca luz e sem tutor. Aumente a luminosidade difusa, adube na primavera-verão e ofereça suporte vertical para as raízes aéreas.

Como fazer muda de Costela-de-adão?

Corte um pedaço de caule com 1 nó e 1 raiz aérea, deixe secar 2 horas e coloque na água ou substrato úmido até enraizar em 3 a 6 semanas.

Pode ficar no sol pleno?

Não. Sol forte queima as folhas. Ela prefere meia-sombra ou luz filtrada; apenas sol fraco da manhã é tolerado.

Quando trocar de vaso?

A cada 12 a 18 meses ou quando as raízes circularem o vaso. Use vaso 5 a 8 cm maior e substrato aerado com casca de pinus e perlita.

Você sabia?

1

Fenestras com função

Os furos e recortes das folhas não são só decorativos: ajudam a planta a resistir a ventos fortes e chuvas pesadas da floresta, além de permitir que a luz chegue às folhas inferiores.

2

Fruto que demora um ano

O fruto da Monstera deliciosa leva de 12 a 14 meses para amadurecer e só libera aroma de abacaxi quando as escamas hexagonais se soltam sozinhas, sinal de que o oxalato diminuiu.

3

Raízes que bebem do ar

As raízes aéreas conseguem absorver umidade e nutrientes do ar e, quando encontram um tutor úmido, se fixam como grampos e aceleram o surgimento de folhas gigantes.

4

Nome que engana

Apesar do nome deliciosa, a planta foi temida na Europa do século XIX como tóxica e só se popularizou como ornamental de interior a partir da década de 1970, com a moda do estilo tropical.

Fontes

  1. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  2. Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  3. Royal Botanic Gardens, Kew - Plants of the World Online

Prós e contras: Costela-de-adão

Prós

  • Crescimento rápido e alto impacto ornamental
  • Muito adaptável a vasos e ambientes internos com luz difusa
  • Fácil de propagar por estaquia com nó
  • Tolerante a curtos períodos sem rega
  • Longeva e perene, dura muitos anos com tutor

Contras

  • Tóxica para cachorros, gatos e humanos se ingerida
  • Precisa de espaço e tutor para não tombar
  • Não tolera sol pleno nem geada
  • Folhas acumulam poeira e precisam de limpeza regular
  • Formas variegatas são mais exigentes e crescem devagar
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a Costela-de-adão é a melhor porta de entrada para quem quer uma tropical grande dentro de casa sem complicação, desde que haja luz difusa de verdade e espaço para tutor. O ponto fraco é a toxicidade: com pets que mordem plantas, ela exige manejo mais cuidadoso que jiboias e marantas.

Continue explorando: Plantas

Feliciano Murene
Escrito porFeliciano MureneVeterinário

Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

Cacilda Massema
Revisão especializadaCacilda MassemaEngenheira Agrônoma

Com experiência no universo das plantas, dedica-se à pesquisa e produção de conteúdos sobre cultivo, identificação de espécies, plantas ornamentais, flores, árvores e frutíferas. Partilha conhecimentos práticos sobre…

Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.