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Grama-santo-agostinho

Stenotaphrum secundatum

Atualizado em

10 a 20 cm aparadaTamanho
Sol pleno a meia-sombraLuminosidade
Moderada a frequenteRega
PereneCiclo de vida
FácilDificuldade
Grama-santo-agostinho formando tapete denso e verde-escuro em jardim residencial

A grama-santo-agostinho (Stenotaphrum secundatum) é uma grama perene de folhas largas, verde-escuras e brilhantes, famosa por ser uma das poucas que tolera meia-sombra e maresia. Forma um tapete denso e macio por estolões grossos e arroxeados que se espalham rapidamente, fechando bem o solo.

Muito usada em jardins residenciais, sítios no litoral e áreas sob árvores, ela prefere calor e umidade, mas sofre com geadas fortes e encharcamento prolongado. No Brasil quase não produz sementes viáveis e por isso é plantada por mudas ou tapetes, com melhor pega na primavera e no verão.

Também conhecido como: Grama-inglesa, Grama-de-santo-agostinho, St. Augustine grass, Buffalo grass (Austrália), Gramón

Faz parte de: Plantas de Sol Pleno, Plantas de Sombra, Plantas Ornamentais, Plantas para Jardim

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Galeria de fotos de Grama-santo-agostinho

Grama-santo-agostinho formando tapete denso e verde-escuro em jardim residencial
Tapete denso de grama-santo-agostinho com folhas largas e brilhantes.
Close-up das folhas largas e brilhantes da grama-santo-agostinho
Detalhe das folhas largas e verde-escuras que identificam a espécie.
Estolões grossos e arroxeados da grama-santo-agostinho se espalhando sobre o solo
Estolões grossos e arroxeados responsáveis pelo fechamento rápido.
Instalação de tapetes de grama-santo-agostinho sobre solo preparado
Plantio por tapetes, o método mais rápido de implantação.
Grama-santo-agostinho cultivada em meia-sombra sob árvores
Boa tolerância à meia-sombra, ideal para áreas sob árvores.
Grama-santo-agostinho variegata com folhas listradas de creme em canteiro
Variedade variegata, ornamental para bordaduras e canteiros.
Ideal para

Ideal para quem tem jardim com meia-sombra, quintal com árvores ou casa no litoral e quer um tapete verde-escuro, denso e de manutenção simples. Fecha bem com poucas horas de sol e tolera maresia melhor que a maioria das gramas. É também uma boa escolha para quem busca implantação rápida por tapetes e não precisa de alta resistência ao pisoteio diário intenso.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para áreas de pisoteio pesado, como campo de futebol, playground ou corredor de passagem constante, onde amassa e falha com facilidade. Também não funciona bem em regiões com geadas frequentes e invernos rigorosos, onde amarela e entra em dormência, nem em solo constantemente encharcado ou muito sombreado.

Cultivo rápido

luz
Sol pleno a meia-sombra; tolera 30 a 50% de sombra, mas não sombra total. Precisa de 4 a 6 horas de sol para fechar bem.
rega
Moderada a frequente. Na pega, diária por 10-15 dias. Depois, 2 a 4 vezes por semana no calor, irrigando fundo. Reduza no inverno.
solo
Fértil, fofo e bem drenado, pH 5,5 a 6,5. Tolera solos arenosos e salinos do litoral. Evite compactação e encharcamento.
temperatura
Ideal 20 a 30 °C. Sensível a geada abaixo de 5 °C; amarela e entra em dormência no frio do Sul e Sudeste.
adubação
3 a 4 vezes ao ano na primavera-verão com NPK para gramados (ex: 20-05-20) + cobertura leve anual de composto peneirado.
poda
Mantenha 3 a 5 cm. Corte a cada 10-15 dias no verão e 20-30 dias no inverno, sem remover mais de 1/3 da altura.
propagação
Exclusivamente vegetativa por estolões, divisão de touceiras e tapetes. Plantio ideal de setembro a março.

Perfil rápido de Grama-santo-agostinho

Calendário

plantioJFMAMJJASOND
adubaçãoJFMAMJJASOND
poda / corteJFMAMJJASOND
floração (rara)JFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Gramíneas ornamentais como Stenotaphrum secundatum são consideradas não tóxicas para cães, gatos e humanos. Ingestão em grande quantidade pode causar irritação gástrica leve.

Encontrado em 5 países

  • Brasil
  • Estados Unidos
  • México
  • África do Sul
  • Austrália

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Liliopsida
Ordem
Poales
Família
Poaceae
Gênero
Stenotaphrum
Espécie
Stenotaphrum secundatum

Resumo

  • A grama-santo-agostinho é perene, de folhas largas e brilhantes, ideal para meia-sombra e áreas litorâneas por tolerar salinidade e sombra parcial.
  • O plantio é feito por mudas ou tapetes em solo fértil e bem drenado, com melhor época de setembro a março e regas frequentes até o enraizamento.
  • Exige sol pleno a meia-sombra, cortes a 3-5 cm e adubação 3 a 4 vezes ao ano, mas é sensível a geada, pisoteio intenso e solos encharcados.

Características

Ficha da planta

Nome popularGrama-santo-agostinho, grama-inglesa, grama-de-santo-agostinho
Nome científicoStenotaphrum secundatum
Família botânicaPoaceae (Gramíneas)
OrigemRegiões costeiras das Américas e África tropical
Tipo de plantaGrama perene estolonífera
Ciclo de vidaPerene
Tamanho10 a 20 cm aparada; até 30 cm sem poda; estolões de 50 a 100 cm
LuminosidadeSol pleno a meia-sombra (tolera 30 a 50% de sombra)
RegaModerada a frequente; 2 a 4 vezes por semana no calor
SoloFértil, bem drenado, levemente ácido a neutro; tolera salinidade
Temperatura20 a 30 °C ideal; sensível a geadas abaixo de 5 °C
PropagaçãoVegetativa por estolões, mudas e tapetes (placas)
Toxicidade para petsNão tóxica (consulte veterinário se houver ingestão excessiva)

Perfil e comportamento

Necessidade de luzMédio
Necessidade de águaAlto
Facilidade de cultivoMuito alto
Adequação a vasosBaixo
Resistência a pragasMédio
Tolerância ao frioBaixo
Tolerância ao calorMuito alto
Valor ornamentalAlto

O que é a grama-santo-agostinho e como identificá-la sem confundir

A grama-santo-agostinho é uma grama perene estolonífera que forma tapete denso, macio e de verde-escuro brilhante. A resposta direta para quem pesquisa é: ela é a grama de folha larga mais indicada para meia-sombra e litoral, diferente da esmeralda e da bermuda que exigem sol total.

Para identificar, observe três traços juntos: folhas largas de 4 a 10 mm, com ponta arredondada e leve ondulação nas bordas; estolões grossos, achatados e arroxeados que correm sobre o solo; e textura mais áspera ao toque que a esmeralda. Quando não podada, emite hastes florais curtas com espiguetas achatadas e discretas, sem valor ornamental.

O que a torna interessante é a tolerância incomum à sombra parcial e à maresia. Enquanto a maioria das gramas falha sob árvores ou perto do mar, a santo-agostinho fecha bem com apenas 4 a 5 horas de sol e suporta solos com salinidade moderada, por isso domina jardins no Sudeste e no litoral brasileiro.

Como plantar grama-santo-agostinho: época, solo e passo a passo do tapete

Plante de setembro a março, quando o calor e as chuvas aceleram o enraizamento. Fora desse período a pega é lenta e o risco de falhas aumenta, principalmente no Sul e Sudeste com inverno frio.

Preparo do solo que evita falhas

Revolva os primeiros 10 a 15 cm, remova pedras, raízes e ervas-daninhas e nivele bem. Corrija com calcário se o pH estiver abaixo de 5,5 e incorpore matéria orgânica como composto curtido ou húmus. O solo deve ficar fofo e bem drenado; solo compactado ou encharcado apodrece os estolões.

Plantio por tapete ou mudas

  • Tapete (placas): é o método mais rápido. Assente as placas desencontradas como tijolos, sem deixar frestas, e pressione com as mãos ou rolo leve para bom contato com o solo. Cubra as emendas com terra fina peneirada.
  • Mudas por estolões: plante touceiras a cada 15 a 30 cm. Fecha em 45 a 90 dias no verão se houver água e adubo. É mais barato, mas exige controle maior de invasoras no início.
  • Rega de pega: irrigue diariamente por 10 a 15 dias mantendo o solo úmido, sem encharcar. Após enraizar, reduza para 2 a 4 vezes por semana.

Evite pisar nas duas primeiras semanas e faça o primeiro corte só quando a grama resistir a um puxão leve, sinal de que enraizou.

Luz, rega e solo ideais para um tapete sempre fechado

A santo-agostinho rende melhor em sol pleno, mas é a que melhor tolera meia-sombra entre as gramas comuns no Brasil. Com menos de 3 horas de sol direto ela fica rala e estiolada; com 4 a 6 horas já forma tapete denso. Sombra total não funciona.

Na rega, o equilíbrio é crucial. No verão, 2 a 4 irrigações semanais profundas são melhores que molhações rasas diárias. Molhar pouco todo dia cria raiz superficial e favorece fungos. No inverno ou em semanas chuvosas, espaçe. O sinal de sede é a folha que perde o brilho e dobra levemente nas bordas.

O solo ideal é fértil, arenoso-argiloso e bem drenado, com pH entre 5,5 e 6,5. Ela tolera solos salinos e levemente alcalinos melhor que esmeralda e São Carlos, por isso vai bem em calçadas e jardins de praia. Não tolera solo encharcado por muitos dias nem compactação por pisoteio pesado.

Adubação e corte: a manutenção que impede amarelamento e falhas

Sem adubo, a santo-agostinho amarela e abre touceiras. Adube 3 a 4 vezes ao ano, com foco na primavera e verão. Use NPK 20-05-20 ou 10-10-10 para gramados, ou formulações ricas em nitrogênio, na dose de rótulo, sempre com solo úmido e regando após aplicar para não queimar.

Incorpore matéria orgânica leve uma vez ao ano, como composto peneirado em camada fina após o corte, para melhorar o solo sem abafar. Evite excesso de nitrogênio no outono-inverno, que deixa a grama tenra e mais sensível a fungos e frio.

No corte, mantenha 3 a 5 cm de altura. Cortes muito baixos expõem os estolões e deixam o gramado falhado; muito altos abafam a base e favorecem pragas. No verão corte a cada 10 a 15 dias; no inverno a cada 20 a 30 dias. Use lâmina afiada e nunca retire mais de 1/3 da altura de uma vez. Deixe as aparas finas no local se não houver doença, pois devolvem nutrientes.

Grama-santo-agostinho x esmeralda e bermuda: qual escolher

A escolha depende de sol, pisoteio e clima. A santo-agostinho vence na sombra e no litoral; perde em resistência ao pisoteio e ao frio intenso.

Característica Santo-agostinho Esmeralda (Zoysia japonica) Bermuda (Cynodon)
Folha Larga, verde-escura brilhante Estreita, verde-clara Fina, verde-acinzentada
Sombra Tolera bem (30-50%) Tolera pouco Exige sol pleno
Pisoteio Médio-baixo Médio Alto
Frio/geada Sensível, amarela no inverno Mais tolerante Tolera melhor
Maresia/sal Alta tolerância Baixa Média
Manutenção Média Baixa Alta (cresce muito)

Na nossa avaliação, para jardim residencial com árvores, muros altos ou casa de praia, a santo-agostinho é a escolha mais segura. Para campo esportivo ou área de pisoteio intenso e sol total, prefira bermuda.

Pragas, doenças e por que sua grama está amarela ou rala

Mesmo rústica, ela sofre com alguns problemas específicos. O diagnóstico rápido evita que a falha se espalhe.

  • Lagartas e percevejos: lagarta-do-cartucho e percevejo-das-gramíneas raspam as folhas e deixam manchas amareladas. Controle com corte em dia e, se necessário, inseticida específico para gramados.
  • Cochonilhas e pulgões: sugam a seiva e deixam a folha pegajosa. Ocorrência maior em áreas sombreadas e úmidas.
  • Fungos (Rhizoctonia, mancha-parda): surgem com excesso de água + calor + nitrogênio. Formam manchas circulares marrons. Melhore a drenagem, espaçe a rega e evite molhar à noite.
  • Ervas-daninhas: tiririca e trevo invadem gramados ralos. O melhor herbicida é tapete fechado: adube, corrija falhas e mantenha altura de 3 a 5 cm.

Amarelamento no inverno no Sul e Sudeste é normal: a grama entra em dormência parcial e retoma o verde na primavera. Se amarelar no verão, suspeite de falta de nitrogênio, solo compactado ou rega curta e frequente.

Tipos e variedades da grama-santo-agostinho

A espécie é Stenotaphrum secundatum, mas existem seleções com comportamento distinto. No Brasil as mais encontradas são:

  • Comum (verde): a mais vendida, de folha larga e crescimento vigoroso. Fecha rápido e tolera sombra.
  • Variegata: folhas com listras creme nas bordas, mais ornamental e de crescimento mais lento. Usada como forração em canteiros e bordaduras, não para gramado extenso pisoteável.
  • Seleções americanas (Palmetto, Floratam, Raleigh): cultivares desenvolvidas nos EUA com maior tolerância à sombra e a doenças. Chegam ao Brasil como importação pontual e têm folhas ligeiramente mais curtas e densas.

Todas se propagam por estolões e não por sementes comerciais no varejo brasileiro. Desconfie de sementes vendidas como santo-agostinho: a germinação é baixíssima e o padrão não se mantém.

Perguntas frequentes

Grama-santo-agostinho pode ficar na sombra?

Sim, é a grama que melhor tolera meia-sombra, com 4 a 6 horas de sol. Em sombra total fica rala e não fecha.

Qual a altura ideal para cortar a grama-santo-agostinho?

Mantenha entre 3 e 5 cm. Cortes muito baixos expõem os estolões e causam falhas.

Com que frequência devo regar?

Após a pega, 2 a 4 vezes por semana no calor, com regas profundas. No inverno ou com chuva, espaçe para evitar fungos.

Grama-santo-agostinho aguenta maresia?

Sim, tem alta tolerância à salinidade e é muito usada no litoral, em dunas e jardins de praia.

Ela é vendida em sementes?

No Brasil praticamente não. A propagação é vegetativa por tapetes e mudas de estolão, pois as sementes têm baixa viabilidade.

Por que minha grama-santo-agostinho está amarela?

No inverno é dormência natural. No verão, geralmente falta de nitrogênio, solo compactado ou rega superficial e frequente.

Grama-santo-agostinho é tóxica para cachorro e gato?

Não, é considerada não tóxica para pets. Ingestão excessiva pode causar vômito leve, mas sem risco grave.

Qual a melhor época para plantar?

De setembro a março, na primavera e verão, quando o calor acelera o enraizamento.

Você sabia?

1

Grama de praia por natureza

Nasce espontaneamente em dunas e restingas do Atlântico e por isso tolera salinidade e vento constante melhor que esmeralda e São Carlos.

2

Quase sem semente no Brasil

Aqui a floração é rara e as sementes têm baixa viabilidade, por isso todo comércio é feito por tapetes e mudas de estolão, não por sementes.

3

Estolão roxo entrega a espécie

Os estolões grossos e arroxeados que correm por cima do solo são o jeito mais rápido de confirmar que é santo-agostinho e não esmeralda.

4

Variegata não é para pisar

A forma variegata de folhas listradas de creme é ornamental para canteiros e perde vigor se for usada como gramado de passagem.

Fontes

  1. Embrapa - Gramados e forrações
  2. Jardim Botânico do Rio de Janeiro - Flora e Funga do Brasil
  3. Universidade de São Paulo - ESALQ

Prós e contras: Grama-santo-agostinho

Prós

  • Tolera meia-sombra melhor que esmeralda e bermuda
  • Alta tolerância à maresia e solos salinos do litoral
  • Fecha rápido e forma tapete denso e macio
  • Fácil de cultivar e de encontrar em tapetes
  • Verde-escuro brilhante com alto valor ornamental

Contras

  • Sensível a geadas e amarela no inverno frio
  • Não suporta pisoteio intenso e constante
  • Não tolera encharcamento prolongado e sombra total
  • Exige adubação e cortes regulares para não falhar
  • Propagação só vegetativa, sem opção prática de sementes
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a santo-agostinho é a grama mais subestimada para jardins urbanos sombreados no Brasil: entrega cor intensa onde esmeralda falha, mas exige aceitar que não aguenta pisoteio pesado nem geada. Para quem prioriza estética em meia-sombra e litoral, ela é imbatível; para área de uso intenso, outra espécie será melhor.

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Última revisão em 17.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.