🐛 Insetos

Vespa-asiática

Vespa velutina Lepeletier, 1836

Atualizado em

17 a 32 mm (rainha até 32 mm)Tamanho
Predadora de abelhas e insetosAlimentação
Colônia anual, metamorfose completaCiclo de vida
Árvores altas, áreas urbanas e ruraisHabitat
Picada dolorosa, risco alérgicoPerigo para humanos
Vespa-asiática Vespa velutina de corpo inteiro vista lateral com patas de pontas amarelas

A vespa-asiática é a Vespa velutina, originária do Sudeste Asiático e hoje uma das vespas invasoras mais temidas na Europa. De tamanho grande, corpo escuro com faixa alaranjada no abdômen e pontas das patas amarelas, ela se destaca pelo comportamento de caçar abelhas em pleno voo em frente às colmeias.

Apesar do nome, ela não é a mesma que a vespa-asiática-gigante (Vespa mandarinia), ainda maior e mais perigosa. A Vespa velutina mede entre 17 e 32 mm, constrói ninhos esféricos enormes no alto de árvores e pode abrigar milhares de indivíduos no verão. Sua picada é dolorosa e perigosa sobretudo para alérgicos, mas ela só ataca quando o ninho é perturbado.

Também conhecido como: Vespa-de-patas-amarelas, Vespa velutina, Asian hornet (inglês), Frelon asiatique à pattes jaunes (francês), Vespa asiática (espanhol)

Faz parte de: Insetos Peçonhentos, Insetos Voadores, Pragas de Jardim

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Galeria de fotos de Vespa-asiática

Vespa-asiática Vespa velutina de corpo inteiro vista lateral com patas de pontas amarelas
Vespa-asiática (Vespa velutina) adulta: corpo escuro, faixa laranja no abdômen e pontas das patas amarelas.
Close extremo da cabeça da vespa-asiática mostrando olhos e antenas
Cabeça alaranjada e olhos grandes, detalhe que ajuda na identificação.
Vespa-asiática em voo pairando em frente a colmeia de abelhas
Voo estacionário característico ao caçar abelhas na entrada da colmeia.
Ninho secundário grande de vespa-asiática no alto de árvore
Ninho secundário esférico, construído com fibras vegetais, no alto da copa.
Larvas e pupas de vespa-asiática dentro do favo de papel
Favo interno com larvas brancas: metamorfose completa dentro do ninho.
Comparação de tamanho entre vespa-asiática e abelha melífera sobre folha
Comparação de tamanho: vespa-asiática bem maior que a abelha melífera.

Perfil rápido de Vespa-asiática

Estado de conservação

LC
Pouco preocupante

Espécie muito abundante e em expansão como invasora.

População
crescente
Protegido por
Não protegida; alvo de controle em países invadidos

Calendário

Fundação de ninhos primáriosJFMAMJJASOND
Crescimento do ninho secundárioJFMAMJJASOND
Pico de atividade e predaçãoJFMAMJJASOND
Reprodução e hibernação de rainhasJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsTóxica
  • PessoasTóxica

Veneno doloroso; risco de anafilaxia em alérgicos e em picadas múltiplas. Não esprema o local, lave com água e sabão e procure serviço médico se houver reação sistêmica ou muitas picadas.

Vida útil

Na natureza
Operárias vivem 3 a 6 semanas no verão; machos poucas semanas; rainha fundadora até 12 meses (hibernação incluída)

Reprodução

Tipo de reprodução
Sexuada, com rainhas e machos alados no fim do verão
Estrutura social
Eusocial anual: uma rainha fecundada funda a colônia sozinha na primavera
Acasalamento
Voo nupcial no outono; rainhas fecundadas hibernam e machos morrem
Ninhada
Rainha põe até 100 ovos por dia no pico; ninho pode gerar 300 a 500 novas rainhas por temporada
Metamorfose
Completa: ovo (7-10 dias) > larva (12-15 dias) > pupa (15-20 dias) > adulto

Habitat

Ambientes

  • Copas de árvores altas e arbustos densos
  • Áreas urbanas, periurbanas e rurais
  • Pomares, apiários e bordas de mata
  • Beirais, galpões e estruturas abandonadas

Biomas

  • Floresta temperada
  • Floresta subtropical úmida
  • Áreas antropizadas e agrícolas

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Abelhas melíferas e abelhas nativas
  • Moscas, vespas e outros insetos voadores

Outros alimentos

  • Néctar e seiva
  • Frutas maduras e em fermentação

Encontrado em 12 países

  • China
  • Índia
  • Indonésia
  • França
  • Espanha
  • Portugal
  • Itália
  • Bélgica
  • Alemanha
  • Reino Unido
  • Países Baixos
  • Coreia do Sul

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Arthropoda
Classe
Insecta
Ordem
Hymenoptera
Família
Vespidae
Gênero
Vespa
Espécie
Vespa velutina

Resumo

  • A vespa-asiática (Vespa velutina) se reconhece pelo corpo preto-aveludado, faixa laranja no 4º segmento do abdômen e pontas das patas amarelas.
  • É predadora especializada em abelhas e outros insetos, constrói ninhos secundários enormes no alto de árvores e tem colônia anual fundada por uma única rainha na primavera.
  • A picada é dolorosa e com veneno, com risco maior para alérgicos, crianças e pets; ninhos nunca devem ser removidos sem equipe especializada.

Características

Ficha do inseto

OrdemHymenoptera
FamíliaVespidae
Origem e distribuiçãoSudeste Asiático; invasora na Europa (França, Espanha, Portugal, Itália, Reino Unido) e parte da Ásia
TamanhoOperárias 17-24 mm; rainhas 25-32 mm; machos 20-25 mm
Corespretomarrom-escurolaranjaamarelo
Asas e vooDuas pares de asas membranosas, voo rápido e ágil, paira em frente a colmeias
AlimentaçãoCarnívora (abelhas, vespas, moscas) + néctar e frutas maduras
MetamorfoseCompleta (ovo > larva > pupa > adulto)
Expectativa de vidaOperárias 3-6 semanas; machos poucas semanas; rainha até 1 ano
HabitatCopas de árvores altas, arbustos, beirais, galpões e áreas urbanas
Comportamento socialEusocial, colônia anual com até 6.000 indivíduos
Principais predadoresPássaros (ex: abelharuco), vespas nativas e humanos (controle)

Perfil e comportamento

Periculosidade para pessoasAlto
Importância para o ecossistemaBaixo
Presença em casasBaixo
Benefício para a agriculturaMuito baixo
Dano às plantasMuito baixo
Vida em grupoMuito alto

Como identificar a vespa-asiática sem confundir

A Vespa velutina nigrithorax, forma invasora na Europa, tem identificação relativamente fácil quando vista de perto. O tórax é preto aveludado, o abdômen é escuro com uma larga faixa laranja-amarelada no 4º segmento e as pontas das patas são amarelo-vivo, como se usasse luvas.

O rosto é alaranjado e as asas são escuras e fumê. Operárias têm 17 a 24 mm, rainhas chegam a 32 mm. É menor que a vespa-asiática-gigante (Vespa mandarinia, até 45 mm) e mais escura que a vespa-europeia (Vespa crabro), que tem abdômen bem mais amarelo e listrado.

Outro detalhe de campo: a vespa-asiática paira no ar como uma libélula em frente às colmeias de abelhas, esperando a presa. Vespas comuns e abelhas não fazem esse voo estacionário prolongado.

Onde vive e por que se espalhou tão rápido

Nativa do Sudeste Asiático (China, Índia, Indonésia e região), a espécie chegou à França em 2004, provavelmente por transporte acidental de uma rainha fecundada em carga de cerâmica chinesa. A partir de um único ninho no sudoeste francês, colonizou quase toda a Europa Ocidental em menos de 20 anos.

Hoje está presente em França, Espanha, Portugal, Itália, Bélgica, Alemanha, Reino Unido e Ilhas do Canal. Prefere clima temperado e úmido, mas se adapta a cidades, pomares, matas e zonas agrícolas.

O ninho secundário, construído no verão, fica quase sempre no alto de árvores com mais de 10 metros, o que dificulta a detecção. Também pode aparecer em arbustos densos, beirais, galpões abandonados e até no solo. Cada ninho é usado por apenas uma temporada.

O que a vespa-asiática come e por que ataca abelhas

É uma predadora generalista, mas com preferência marcante por abelhas melíferas (Apis mellifera). Uma única vespa pode capturar dezenas de abelhas por dia para alimentar as larvas com a massa de proteína mastigada.

Adultos também consomem néctar, seiva e frutas maduras para energia. No outono, quando as colônias de abelhas enfraquecem, o ataque se intensifica e pode paralisar a atividade da colmeia: as abelhas param de sair para forragear com medo do predador à porta.

Essa pressão é o maior impacto econômico da espécie. Apiários próximos a ninhos ativos relatam perdas de 30% a 80% da produção e enfraquecimento das colônias antes do inverno, sem que a vespa destrua diretamente o favo.

Ciclo de vida e como o ninho cresce

A colônia é anual. No fim do inverno, a rainha fecundada desperta da hibernação sozinha, escondida em troncos, frestas ou solo. Na primavera ela funda um ninho primário pequeno, do tamanho de uma bola de tênis, geralmente em local abrigado.

Após criar as primeiras operárias, a rainha se dedica só a botar ovos. As operárias constroem então o ninho secundário grande, esférico ou em forma de pera, feito de papelão de fibras vegetais mastigadas. Ele pode atingir 60 a 90 cm de altura e 40 a 70 cm de diâmetro.

No auge do verão, um ninho maduro abriga 1.500 a 6.000 indivíduos. No fim do verão nascem machos e novas rainhas. Após o acasalamento, machos, operárias e a rainha velha morrem. Apenas as novas rainhas fecundadas hibernam para recomeçar o ciclo na primavera seguinte.

Metamorfose completa

Como toda vespa, tem metamorfose completa. O ovo eclode em larva branca e ápoda, alimentada pelas operárias. Depois vira pupa dentro de um casulo no favo e emerge como adulto. O desenvolvimento de ovo a adulto leva cerca de 45 a 50 dias no verão.

Comportamento: voo, vida em grupo e defesa

É uma espécie eusocial e diurna, muito ativa em dias quentes e sem vento. Voa com batimento rápido e trajetória direta, mas consegue pairar imóvel por segundos, o que a torna eficiente caçadora.

A colônia é extremamente organizada. Há divisão de tarefas entre rainha, operárias forrageiras, construtoras e cuidadoras de larvas. A comunicação é química e tátil, sem dança como nas abelhas.

Não é agressiva longe do ninho. O perigo surge num raio de 5 a 10 metros ao redor do ninho, onde operárias guardiãs atacam em grupo se sentirem vibração, barulho ou proximidade. Diferente da abelha, pode picar várias vezes sem perder o ferrão.

A picada dói? Riscos para humanos, cachorros e gatos

A picada da vespa-asiática dói e causa dor aguda, inchaço e vermelhidão local por horas a dias. O veneno contém acetilcolina, histamina e fosfolipases, semelhantes ao de outras vespas, mas a dor costuma ser mais intensa pelo tamanho do ferrão.

Para a maioria das pessoas, o risco é local. O perigo real é para alérgicos, crianças pequenas, idosos e em caso de múltiplas picadas. Choque anafilático pode ocorrer mesmo em quem nunca teve reação antes. Procure atendimento médico imediato se houver falta de ar, inchaço no rosto, tontura ou vômitos.

Cachorros e gatos curiosos são vítimas frequentes ao farejar ninhos baixos. Focinho inchado, choro e coceira intensa são sinais de alerta. Não tente espremer o ferrão e leve o pet ao veterinário se houver mais de uma picada ou inchaço progressivo.

É praga ou tem papel no ecossistema?

Na área nativa, a vespa-asiática tem papel de predadora natural e é controlada por predadores e parasitas locais. Na Europa, sem inimigos eficazes, tornou-se praga invasora com impacto negativo.

Na nossa avaliação, o saldo é claramente negativo como invasora: reduz polinizadores, prejudica apicultura e biodiversidade e aumenta acidentes com picadas. Não há benefício agrícola relevante que compense.

Ela não é polinizadora eficiente e não controla pragas de forma seletiva. Por isso, em países invadidos, o manejo é de controle e erradicação de ninhos, não de proteção.

Como lidar e o que fazer se encontrar um ninho

Nunca tente remover ou queimar um ninho por conta própria. A colônia reage em massa e o risco de dezenas de picadas simultâneas é alto. Ninhos no alto de árvores são especialmente perigosos pela queda de vespas irritadas.

  • Não se aproxime, não jogue água, fogo ou inseticida sem equipamento. Mantenha distância de pelo menos 10 metros.
  • Fotografe de longe e anote localização, altura e tamanho aproximado.
  • Avise a prefeitura, defesa civil, vigilância ambiental ou associação de apicultores local. Na Europa, há linhas específicas para Vespa velutina.
  • Se a vespa entrar em casa, apague luzes internas, abra janelas e deixe-a sair sozinha. Não tente esmagar com a mão.

Armadilhas com isca doce para rainhas na primavera só devem ser usadas em programas oficiais, pois capturam muitos insetos não-alvo, incluindo abelhas nativas. O manejo integrado prioriza detecção precoce de ninhos primários na primavera, quando são pequenos e fáceis de remover com segurança.

Curiosidades que pouca gente sabe

A vespa-asiática constrói o ninho com papel feito por ela mesma: raspa fibras de madeira morta, mastiga com saliva e molda lamelas finas. A coloração acinzentada com manchas marrons vem dos diferentes tipos de madeira coletados.

Apesar da fama, ela não é a vespa mais venenosa. A dor da picada é menor que a da vespa-gigante-asiática e da formiga-tocandira, mas o risco vem do ataque coletivo do ninho.

No outono, as futuras rainhas acumulam reservas de gordura e podem hibernar por até 6 meses em frestas isoladas, suportando temperaturas próximas de zero. Uma única rainha sobrevivente pode fundar uma nova população a dezenas de quilômetros de distância.

Característica Vespa-asiática (Vespa velutina) Vespa-europeia (Vespa crabro)
Tamanho 17-32 mm, mais esbelta 18-35 mm, mais robusta
Cor do abdômen Preto com 1 faixa laranja larga Amarelo com listras pretas
Patas Pontas amarelas bem visíveis Marrons-avermelhadas
Ninho Grande, alto em árvores, esférico Menor, em ocos e construções

Perguntas frequentes

Como diferenciar a vespa-asiática da vespa comum?

A vespa-asiática é mais escura, com tórax preto aveludado, uma faixa laranja larga no abdômen e pontas das patas amarelas. Vespas comuns são mais amarelas e listradas.

A vespa-asiática existe no Brasil?

Não há população estabelecida de Vespa velutina no Brasil até agora. Os registros são da Ásia e Europa. Vespa mandarinia também não ocorre aqui.

A picada da vespa-asiática pode matar?

Em pessoas não alérgicas, uma picada isolada raramente é fatal. O risco maior é choque anafilático em alérgicos e envenenamento por dezenas de picadas simultâneas.

O que fazer se encontrar um ninho de vespa-asiática?

Mantenha distância, não tente remover e avise prefeitura, defesa civil ou órgão ambiental. Apenas equipe com traje e equipamento deve fazer a remoção.

Ela ataca sem motivo?

Longe do ninho, ela ignora humanos e foca em caçar insetos. Perto do ninho, qualquer vibração ou aproximação pode desencadear ataque coletivo.

Armadilha caseira com garrafa funciona?

Armadilhas doces capturam muitas abelhas e insetos benéficos junto. Só use dentro de programas oficiais de monitoramento, priorizando a busca por ninhos na primavera.

Qual a diferença entre vespa-asiática e vespa-asiática-gigante?

São espécies diferentes. A vespa-asiática (Vespa velutina) tem até 32 mm; a gigante (Vespa mandarinia) chega a 45 mm, tem cabeça laranja e veneno mais potente.

Você sabia?

1

Ninho de papel gigante

Um ninho secundário maduro pode ter mais de 10 favos internos sobrepostos e pesar vários quilos, todo feito de polpa de madeira mastigada pela colônia.

2

Caçadora que paira

Ela é uma das poucas vespas que pratica o voo estacionário em frente à colmeia, capturando abelhas em pleno voo com as patas dianteiras.

3

Uma rainha, milhares de descendentes

Toda a colônia anual de até 6.000 indivíduos nasce de uma única rainha que hibernou sozinha durante o inverno.

4

Confusão com a gigante

Muita gente confunde a vespa-asiática (Vespa velutina, até 32 mm) com a vespa-asiática-gigante (Vespa mandarinia, até 45 mm), que tem cabeça laranja e é ainda mais perigosa.

Fontes

  1. GBIF - Vespa velutina
  2. Muséum national d'Histoire naturelle (França) - Frelon asiatique
  3. Embrapa - Abelhas e Vespas

Prós e contras: Vespa-asiática

Prós

  • Predadora eficiente de moscas e outros insetos em sua área nativa
  • Ajuda a indicar desequilíbrios ambientais quando aparece como invasora
  • Ninho de papel é exemplo fascinante de engenharia natural
  • Serve como bioindicadora para programas de monitoramento de invasoras

Contras

  • Preda intensamente abelhas melíferas e prejudica apicultura
  • Compete com polinizadores nativos e reduz biodiversidade local
  • Ninhos grandes em áreas urbanas geram risco de ataques coletivos
  • Controle exige equipe especializada e custo alto para poder público
  • Armadilhas mal feitas matam abelhas e outros insetos benéficos
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a vespa-asiática é um caso clássico de invasora que parece só mais uma vespa grande, mas desequilibra todo o sistema de polinização ao redor. O fascínio pelo ninho enorme não pode esconder o prejuízo real para abelhas e apicultores. Vale mais investir em detecção precoce na primavera do que em armadilhas indiscriminadas no verão.

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Deyse Timana
Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

Sou uma entusiasta do universo dos peixes e da vida aquática. Dedico-me a pesquisar e partilhar informações sobre espécies de peixes, alimentação, comportamento, habitat e cuidados, ajudando os…

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Revisão especializadaSansão MonteiroEditor de Animais

Ele é criador de conteúdo sobre animais, com foco em raças de cães e gatos, comportamento, características físicas e cuidados essenciais. Através de pesquisa em fontes confiáveis, procura…

Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.