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Borboleta-amarela

Phoebis philea (Linnaeus, 1763) — complexo Phoebis spp.

Atualizado em

6 a 8 cm de envergaduraTamanho
Néctar (adulta) e folhas de SennaAlimentação
Metamorfose completa, 30 a 45 diasCiclo de vida
Jardins, cerrados e bordas de mataHabitat
Nenhum, não pica nem é tóxicaPerigo para humanos
Borboleta-amarela Phoebis philea com asas abertas pousada em folha

A borboleta-amarela é o nome popular dado no Brasil a borboletas do gênero Phoebis, sobretudo Phoebis philea, da família Pieridae. É uma das borboletas diurnas mais comuns em jardins, quintais e áreas abertas de todo o país, reconhecida pelo amarelo vivo e voo alto e rápido.

Inofensiva para pessoas e animais, ela é uma polinizadora ativa na fase adulta e tem lagarta associada a plantas do gênero Senna e Cassia. Seu ciclo é curto e bem visível, o que a torna uma das espécies mais fáceis de observar em ambiente urbano e rural.

Também conhecido como: Borboleta-enxofre, Borboleta-gema, Orange-barred Sulphur, Cloudless Sulphur, Borboleta-amarela-grande

Faz parte de: Insetos Benéficos, Insetos do Brasil, Insetos Polinizadores, Insetos Voadores

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Galeria de fotos de Borboleta-amarela

Borboleta-amarela Phoebis philea com asas abertas pousada em folha
Borboleta-amarela adulta com asas abertas mostrando o amarelo intenso.
Close extremo da cabeça e antenas da borboleta-amarela
Detalhe da cabeça, olhos compostos e antenas em forma de clava.
Borboleta-amarela em voo sobre flores no jardim
Voo rápido e alto, típico da espécie em áreas ensolaradas.
Lagarta verde da borboleta-amarela em folha de Senna
Lagarta verde com faixa amarela, bem camuflada em Senna.
Pupa da borboleta-amarela fixada em ramo
Pupa em forma de quilha, fase que dura 7 a 10 dias.
Grupo de borboletas-amarelas fazendo mud-puddling na areia úmida
Machos reunidos em bebedouro de lama para absorver sais minerais.

Perfil rápido de Borboleta-amarela

Estado de conservação

NE
Não Avaliada

Espécie ainda não avaliada individualmente na Lista Vermelha da IUCN, mas é muito comum e abundante.

População
Estável
Protegido por
Não

Calendário

Maior atividade dos adultosJFMAMJJASOND
Período de postura e lagartasJFMAMJJASOND
Migrações e agregaçõesJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Não pica, não morde e não tem pelos urticantes. Lagarta e adulto são inofensivos; ingestão acidental pode causar apenas leve desconforto.

Vida útil

Na natureza
Adulto vive 2 a 4 semanas; ciclo completo 30 a 45 dias
Em áreas urbanas
Pode ter várias gerações por ano se houver flores e Senna disponíveis

Reprodução

Tipo de reprodução
Sexuada e ovípara
Acasalamento
Machos patrulham áreas floridas; cópula dura 30 a 60 minutos
Postura
Ovos isolados em folhas novas de Senna/Cassia, 50 a 100 por fêmea
Metamorfose
Completa: ovo (5 dias), lagarta (15-20 dias), pupa (7-10 dias), adulto
Sazonalidade
Reprodução contínua na estação quente e chuvosa, com pico de setembro a março

Habitat

Ambientes

  • Jardins e praças urbanas
  • Pomares e quintais
  • Cerrado e bordas de mata
  • Caatinga e restingas
  • Áreas agrícolas com Senna espontânea

Biomas

  • Mata Atlântica
  • Cerrado
  • Caatinga
  • Pampa
  • Amazônia (bordas)
  • Pantanal

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • Néctar de flores (lantana, ixora, hibisco, verbena)

Outros alimentos

  • Sais minerais de solo úmido e areia (mud-puddling)
  • Folhas de Senna e Cassia (fase de lagarta)

Encontrado em 10 países

  • Brasil
  • Argentina
  • Paraguai
  • Uruguai
  • Bolívia
  • Peru
  • Colômbia
  • Venezuela
  • México
  • Estados Unidos

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Arthropoda
Classe
Insecta
Ordem
Lepidoptera
Família
Pieridae
Gênero
Phoebis
Espécie
Phoebis philea

Resumo

  • A borboleta-amarela é o nome popular de borboletas Pieridae do gênero Phoebis, principalmente Phoebis philea, com 6 a 8 cm de envergadura e cor amarela intensa.
  • Vive em jardins, cerrados, matas abertas e áreas urbanas de todo o Brasil, alimenta-se de néctar e tem lagarta que consome folhas de Senna e Cassia.
  • Não pica, não morde e não é venenosa, tem metamorfose completa em 30 a 45 dias e atua como polinizadora importante no ecossistema.

Características

Ficha do inseto

OrdemLepidoptera
FamíliaPieridae
Origem e distribuiçãoAméricas, do sul dos EUA à Argentina; muito comum em todo o Brasil
Tamanho6 a 8 cm de envergadura; corpo com 2,5 a 3 cm
Coresamarelolaranjaamarelo-pálidopreto (bordas)
Asas e vooAsas amplas e arredondadas, voo rápido, alto e irregular
AlimentaçãoAdulta: néctar de flores; Lagarta: folhas de Senna, Cassia e Trifolium
MetamorfoseCompleta (ovo > lagarta > pupa > adulto)
Expectativa de vidaAdulta: 2 a 4 semanas; ciclo total: 30 a 45 dias
HabitatJardins, pomares, cerrados, caatinga, bordas de mata e áreas urbanas
Comportamento socialSolitária, mas forma agregações para migração e em bebedouros de lama
Principais predadoresPássaros, aranhas, louva-a-deus e vespas

Perfil e comportamento

Periculosidade para pessoasMuito baixo
Importância para o ecossistemaAlto
Presença em casasBaixo
Benefício para a agriculturaAlto
Dano às plantasBaixo
Vida em grupoMédio

Como identificar a borboleta-amarela sem confundir com outras amarelas

A borboleta-amarela mais comum no Brasil é a Phoebis philea, também chamada de borboleta-enxofre. O macho é amarelo-ouro intenso com reflexo alaranjado e borda fina preta na asa anterior. A fêmea é mais pálida, amarelo-clara a esbranquiçada com pontos pretos nas bordas, o que causa muita confusão.

Com 6 a 8 cm de envergadura, ela é maior que as Eurema (borboletinhas-amarelas de 3 a 4 cm) e menor que a Anteos menippe. Em voo, parece uma mancha amarela rápida e alta. Pousada, fecha as asas e mostra o lado ventral amarelo-esverdeado com um ponto prateado no centro, ótimo para camuflagem entre folhas.

  • Phoebis philea: grande, amarelo forte, ponto prateado ventral, voo alto.
  • Phoebis sennae (sem nuvens): muito parecida, mas sem barra laranja na asa.
  • Eurema spp.: bem menor, amarelo-limão, voo baixo e próximo ao chão.

As antenas são finas e com ponta em clava, e as pernas são curtas e delicadas. Não tem cauda nas asas nem ocelos, diferente de borboletas como a olho-de-pavão.

Onde vive e por que é tão comum no Brasil

Está presente em todos os estados brasileiros, do Amapá ao Rio Grande do Sul. Prefere áreas abertas e ensolaradas: jardins, praças, pomares, cerrados, caatinga, restingas e bordas de mata. Evita mata fechada e sombria.

Sua distribuição vai do sul dos Estados Unidos ao norte da Argentina, mas o Brasil é um dos centros de maior abundância. Isso acontece porque suas plantas hospedeiras, Senna e Cassia (fedegoso, mata-pasto), são pioneiras e crescem facilmente em terrenos baldios e beiras de estrada.

É mais vista na estação quente e chuvosa, quando há mais flores e folhas novas. Em cidades, aparece o ano todo se houver florada constante, mas com pico entre setembro e março.

O que come na fase de lagarta e na fase adulta

A dieta muda completamente após a metamorfose. A lagarta é mastigadora e se alimenta quase exclusivamente de folhas de Fabaceae, principalmente Senna (Senna multiglandulosa, Senna alata, Senna spectabilis) e Cassia. Pode comer também folhas de trevo e outras leguminosas.

O adulto tem aparelho bucal sugador (espirotromba) e vive de néctar. Visita flores vermelhas, laranjas e amarelas como lantana, ixora, hibisco, verbena e flor-de-maio. Também faz mud-puddling: pousa em areia úmida, esterco ou lama para sugar sais minerais e sódio.

Esse comportamento de beber em poças é mais comum em machos. Eles transferem os sais para a fêmea durante a cópula, melhorando a viabilidade dos ovos. Não se alimenta de frutos podres com tanta frequência quanto borboletas Nymphalidae.

Ciclo de vida completo: de ovo a borboleta em semanas

Tem metamorfose completa e ciclo rápido, de 30 a 45 dias dependendo da temperatura. A fêmea põe ovos isolados, brancos a amarelo-pálidos, na face superior de folhas novas de Senna. Cada ovo tem menos de 1,5 mm.

A lagarta eclode em 4 a 7 dias. É verde com faixa lateral amarela e pequenos pontos pretos, muito bem camuflada. Passa por 5 ínstares em cerca de 15 a 20 dias, comendo vorazmente. Quando perturbada, eleva a parte anterior do corpo, mas não tem pelos urticantes.

A pupa é verde-clara ou amarelada, em forma de quilha, presa por um fio de seda em ramos. Dura 7 a 10 dias. O adulto emerge pela manhã, expande as asas por cerca de uma hora e já sai para voar. Vive de 2 a 4 semanas na natureza.

Como diferenciar ovo, lagarta e pupa

  • Ovo: alongado, isolado, brilhante.
  • Lagarta: verde, lisa, sem pelos, com linha amarela lateral.
  • Pupa: pontiaguda nas extremidades, imita folha jovem.

Como voa e por que aparece em grupos

O voo é rápido, potente e errático, geralmente a 2 a 5 metros de altura. É uma das Pieridae mais velozes, difícil de fotografar em voo. Pode planar por curtos períodos com as asas abertas.

Embora seja solitária, forma agregações temporárias em dois contextos: migração e bebedouros. No Brasil, há deslocamentos sazonais curtos seguindo a floração e a disponibilidade de Senna. Em bebedouros de lama, dezenas de machos se reúnem para absorver minerais.

É diurna e heliófila: precisa de sol para aquecer os músculos do voo. Em dias nublados ou frios, fica pousada com as asas fechadas. À noite, dorme abrigada em arbustos.

Morde, pica ou causa alergia? Riscos reais

Não morde, não pica, não tem ferrão e não é venenosa. Adultos e lagartas de Phoebis não possuem pelos urticantes nem glândulas de veneno. O contato acidental não oferece risco.

A lagarta é lisa e inofensiva ao toque, diferente de taturanas. O único dano possível é alergia respiratória muito rara em pessoas extremamente sensíveis a escamas de Lepidoptera, se houver inalação de grande quantidade em ambientes fechados com muitas borboletas mortas. Não é um risco prático em casa.

Para pets, também é não tóxica. Cachorros e gatos que tentam caçar ou ingerir a borboleta podem ter leve irritação gastrointestinal, mas sem gravidade. Se houver ingestão, ofereça água e observe. Procure veterinário apenas se houver vômito persistente.

É praga ou polinizadora? Papel no jardim e na agricultura

Na nossa avaliação, é muito mais benéfica que prejudicial. O adulto é polinizador de diversas flores ornamentais, frutíferas e nativas. Ao visitar flores para sugar néctar, transporta pólen nas pernas e na espirotromba.

A lagarta pode desfolhar mudas jovens de Senna e Cassia, mas raramente atinge nível de praga. Como essas plantas são na maioria espontâneas ou usadas como adubo verde, o dano econômico é baixo. Em plantios comerciais de Senna para fins medicinais, pode exigir manejo, mas não é praga-chave.

Em jardins domésticos, a presença indica ambiente saudável e com floração diversificada. Se quiser atrair, plante lantana, verbena e mantenha uma touceira de fedegoso em um canto. Se quiser reduzir lagartas, faça catação manual e evite inseticida de amplo espectro, que mata polinizadores.

Critério Borboleta-amarela (Phoebis) Borboletinha-amarela (Eurema)
Tamanho 6 a 8 cm 3 a 4,5 cm
Cor Amarelo-ouro / laranja Amarelo-limão pálido
Voo Alto e rápido Baixo e lento
Planta hospedeira Senna / Cassia Senna / Desmodium

Como conviver e quando controlar

Na maioria dos casos, não é preciso controlar. Se as lagartas estiverem desfolhando uma planta ornamental jovem, retire-as manualmente com luvas e realoque. Mantenha o jardim diversificado para atrair predadores naturais como vespas e pássaros.

Evite pulverizar inseticidas sem identificação técnica. O manejo integrado recomenda preservar adultos polinizadores e tolerar pequeno desfolhamento. Se o ataque for intenso em viveiro, consulte um engenheiro agrônomo para recomendação específica.

Para observação, o melhor horário é entre 9h e 15h em dias ensolarados, perto de canteiros floridos. Ela se aproxima facilmente de flores vermelhas e laranjas.

Curiosidades e erros comuns sobre a borboleta-amarela

Um erro comum é achar que toda borboleta amarela é a mesma espécie. Na verdade, borboleta-amarela é um nome coletivo para várias Pieridae amarelas. A identificação correta exige observar tamanho, tom de amarelo e o ponto prateado ventral.

Outro mito é que ela traz chuva ou sorte. A associação com chuva vem do fato de que sua explosão populacional coincide com o início da estação chuvosa, quando brotam Senna e flores. Não há relação causal.

Um fato pouco conhecido é o forte dimorfismo sexual sazonal: fêmeas da estação seca são mais claras e menores que as da estação chuvosa. E os machos nunca são brancos, diferente de outras Pieridae que têm formas brancas.

Por fim, ela é uma das poucas borboletas que cruza o Golfo do México em migração nas populações norte-americanas, voando centenas de quilômetros sem parar. No Brasil, os deslocamentos são mais curtos, mas o mesmo vigor de voo se mantém.

Perguntas frequentes

Borboleta-amarela pica ou é venenosa?

Não. Ela não tem ferrão, não morde e não possui veneno. Lagarta e adulto são inofensivos para pessoas e pets.

Qual é o nome científico da borboleta-amarela?

O nome mais usado é Phoebis philea, mas borboleta-amarela é um nome popular que inclui várias espécies do gênero Phoebis e Eurema.

O que a lagarta da borboleta-amarela come?

Principalmente folhas de plantas do gênero Senna e Cassia, como fedegoso e mata-pasto, da família Fabaceae.

Quanto tempo vive a borboleta-amarela?

O adulto vive de 2 a 4 semanas. O ciclo completo de ovo a adulto leva de 30 a 45 dias.

Como atrair borboleta-amarela para o jardim?

Plante flores ricas em néctar como lantana, ixora e verbena, mantenha áreas ensolaradas e preserve uma touceira de Senna para as lagartas.

Borboleta-amarela é praga?

Raramente. A lagarta pode desfolhar Senna, mas o dano econômico é baixo e o adulto é um polinizador benéfico.

Qual a diferença entre borboleta-amarela e borboletinha-amarela?

A borboleta-amarela (Phoebis) tem 6 a 8 cm e voo alto; a borboletinha (Eurema) tem 3 a 4,5 cm e voo baixo, perto do chão.

Você sabia?

1

Mud-puddling só de machos

Machos se reúnem em lama e areia úmida para sugar sódio, que depois é transferido à fêmea na cópula para fortalecer os ovos.

2

Ponto prateado de identificação

A face ventral da asa tem um pequeno ponto prateado com borda rosada, único de Phoebis philea e invisível com asas abertas.

3

Lagarta que muda de cor

A lagarta verde pode ficar amarelada antes de empupar, imitando a cor da folha senescente onde fixa a pupa.

4

Voo migratório de longa distância

Populações da América do Norte cruzam o Golfo do México, e no Brasil faz migrações curtas seguindo a floração de Senna.

Fontes

  1. Embrapa - Entomologia e Pragas
  2. GBIF - Global Biodiversity Information Facility
  3. Universidade de São Paulo - Museu de Zoologia

Prós e contras: Borboleta-amarela

Prós

  • Polinizadora ativa de flores ornamentais e nativas
  • Totalmente inofensiva, sem risco para crianças e pets
  • Fácil de observar e identificar em áreas urbanas
  • Indicadora de ambiente saudável e florido
  • Ciclo rápido, ótima para educação ambiental

Contras

  • Lagarta pode desfolhar mudas jovens de Senna e Cassia
  • Pode ser confundida com outras espécies amarelas
  • Aparece em menor número na estação seca e fria
  • Voo muito rápido dificulta fotografia
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a borboleta-amarela é uma das melhores portas de entrada para observar borboletas no Brasil: comum, bonita e totalmente inofensiva. Vale mais atraí-la como polinizadora do que temê-la como praga, já que seu impacto em plantas cultivadas é mínimo.

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Deyse Timana
Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

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Última revisão em 19.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.