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Anófele

Anopheles spp. (gênero Anopheles)

Atualizado em

4 a 10 mm de comprimentoTamanho
Fêmea hematófaga, macho nectarívoroAlimentação
Metamorfose completa, 10 a 20 diasCiclo de vida
Águas limpas e sombreadasHabitat
Alto se infectado por PlasmodiumPerigo para humanos
Anófele adulto em vista lateral mostrando corpo inclinado e asas manchadas

O anófele é um gênero de mosquito da família Culicidae, famoso por ser o principal vetor da malária no mundo. No Brasil, a espécie mais importante é o Anopheles darlingi, responsável pela maioria dos casos na Amazônia.

Diferente do Aedes aegypti, o anófele tem hábitos predominantemente noturnos e crepusculares, pousa com o corpo inclinado e se reproduz em coleções de água limpa e sombreada. Só a fêmea se alimenta de sangue, necessário para o desenvolvimento dos ovos.

Apesar da fama, nem todo anófele está infectado e ele não transmite dengue, zika ou chikungunya. Entender como reconhecê-lo e onde ele vive é o primeiro passo para prevenção sem pânico.

Também conhecido como: mosquito-prego, carapanã, muriçoca, anofelino, mosquito da malária

Faz parte de: Insetos Peçonhentos, Insetos Voadores

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Galeria de fotos de Anófele

Anófele adulto em vista lateral mostrando corpo inclinado e asas manchadas
Anófele adulto em postura inclinada, marca registrada do gênero Anopheles.
Close extremo da cabeça do anófele com olhos, antenas e probóscide
Cabeça do anófele com probóscide longa adaptada para picar.
Anófele em voo ao entardecer
Voo silencioso e baixo, típico do anófele ao entardecer.
Larva de anófele na água paralela à superfície
Larva sem sifão, posicionada paralela à superfície da água.
Ovos de anófele com flutuadores na superfície da água
Ovos isolados com flutuadores laterais característicos.
Fêmea de anófele picando pele humana
Apenas a fêmea se alimenta de sangue para maturar os ovos.
Anófele ao lado de folha para comparação de tamanho
Tamanho real do anófele comparado a uma folha, entre 4 e 10 mm.

Perfil rápido de Anófele

Estado de conservação

NE
Não Avaliado

Gênero não avaliado individualmente na IUCN; espécies são abundantes e não ameaçadas.

População
estável
Protegido por
Não

Calendário

Maior atividade e reproduçãoJFMAMJJASOND
Menor atividade (estiagem na Amazônia)JFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsBaixa toxicidade direta; picada causa coceira local, não é vetor principal de dirofilariose
  • PessoasAlta relevância epidemiológica; fêmea infectada transmite malária (Plasmodium)

A picada em si não é venenosa. O perigo é a transmissão do parasito. Em área endêmica, febre após picada exige teste rápido de malária e atendimento médico imediato.

Vida útil

Na natureza
2 a 4 semanas em média; fêmeas podem chegar a 6 a 8 semanas em clima quente e úmido
Em laboratório
Até 2 meses com alimentação e temperatura controladas

Reprodução

Acasalamento
Enxame crepuscular de machos; cópula em voo, uma única vez por fêmea
Postura
50 a 200 ovos por vez, isolados na superfície de água limpa e sombreada
Metamorfose
Completa: ovo (2-3 dias), larva (7-12 dias), pupa (1-3 dias), adulto
Período reprodutivo
Todo o ano na Amazônia; pico na estação chuvosa (dezembro a maio)

Habitat

Ambientes

  • margens de rios e igarapés de água limpa
  • lagoas, represas e tanques de piscicultura sombreados
  • poças temporárias em clareiras de mata
  • áreas alagadas com vegetação aquática

Biomas

  • Amazônia
  • Mata Atlântica
  • Cerrado
  • Caatinga (áreas úmidas)
  • Pampa

Detalhes da dieta

Alimento principal

  • néctar e seiva (machos e fêmeas)
  • sangue de humanos e outros vertebrados (somente fêmeas para maturação dos ovos)

Outros alimentos

  • sucos de frutos fermentados

Encontrado em 10 países

  • Brasil
  • Colômbia
  • Peru
  • Venezuela
  • Índia
  • Nigéria
  • República Democrática do Congo
  • Indonésia
  • Estados Unidos
  • Itália

Classificação científica

Reino
Animalia
Filo
Arthropoda
Classe
Insecta
Ordem
Diptera
Família
Culicidae
Gênero
Anopheles
Espécie exemplo
Anopheles darlingi (principal vetor no Brasil)

Resumo

  • O anófele é um mosquito do gênero Anopheles, principal vetor da malária no Brasil e no mundo, com destaque para a espécie Anopheles darlingi na Amazônia.
  • Só a fêmea pica, tem atividade noturna, pousa com o corpo inclinado a 45º e se cria em águas limpas, sombreadas e pouco poluídas.
  • O controle depende de eliminar criadouros, usar barreiras físicas como mosquiteiros e telas e buscar atendimento médico imediato em caso de febre após picada em área de risco.

Características

Ficha do inseto

OrdemDiptera
FamíliaCulicidae
Origem e distribuiçãoCosmopolita; no Brasil mais abundante na Amazônia e Mata Atlântica
Tamanho4 a 10 mm de comprimento, envergadura de 8 a 12 mm
Corescastanho-escuropretomanchas brancas nas pernasasas com escamas clarasescuras
Asas e voo1 par de asas membranosas com escamas; voo silencioso e curto, até 2 km por noite
AlimentaçãoFêmea: sangue de vertebrados e néctar; Macho: apenas néctar e seiva
MetamorfoseCompleta (ovo, larva, pupa e adulto)
Expectativa de vida2 a 4 semanas na natureza; até 2 meses em condições ideais
HabitatMargens de rios, igarapés, lagoas e poças de água limpa e sombreada
Comportamento socialSolitário; forma enxames apenas para acasalamento ao entardecer
Principais predadoresMorcegos, libélulas, peixes larvófagos, aranhas e andorinhas

Perfil e comportamento

Periculosidade para pessoasMuito alto
Importância para o ecossistemaMédio
Presença em casasMédio
Benefício para a agriculturaMuito baixo
Dano às plantasMuito baixo
Vida em grupoBaixo

Como identificar o anófele: o mosquito que pousa inclinado

O anófele adulto é um mosquito delgado, de pernas longas e finas, com 4 a 10 mm. A característica mais confiável para reconhecê-lo a olho nu é a postura de pouso: corpo inclinado em cerca de 45º em relação à superfície, com a traseira elevada, enquanto a maioria dos outros mosquitos, como o Culex, deixa o corpo paralelo à parede.

As asas têm manchas formadas por escamas claras e escuras, visíveis com lupa, e as pernas costumam apresentar anéis claros. As antenas são plumosas nos machos e mais discretas nas fêmeas. A probóscide é longa e reta, adaptada para picar.

Na dúvida, observe o comportamento. O anófele voa sem aquele zumbido alto típico do pernilongo comum e prefere picar entre o pôr do sol e o amanhecer. Durante o dia, fica abrigado em locais escuros, úmidos e com vegetação.

Diferença rápida para o Aedes e o pernilongo comum

  • Anófele: pousa inclinado, atividade noturna, cria em água limpa e sombreada, transmite malária.
  • Aedes aegypti: preto com listras brancas, pousa paralelo, atividade diurna, cria em água parada limpa em recipientes artificiais, transmite dengue, zika e chikungunya.
  • Culex (pernilongo doméstico): marrom claro, zumbido forte, pousa paralelo, cria em água suja e poluída, incomoda mas raramente transmite doença grave no Brasil.

Onde vive e distribuição no Brasil

O gênero Anopheles ocorre em quase todo o mundo, exceto Antártida e desertos extremos. No Brasil, está presente em todos os estados, mas a maior densidade e o maior risco de transmissão estão na Amazônia Legal, onde se concentra mais de 99% dos casos de malária.

A espécie Anopheles darlingi é a mais eficiente vetora no país. Ela prefere águas de baixa correnteza, limpas, com sombra parcial, matéria orgânica e vegetação aquática, como margens de rios, igarapés, represas e tanques de piscicultura. Outras espécies relevantes são Anopheles aquasalis no litoral e Anopheles cruzii na Mata Atlântica.

Em áreas urbanas do Sul e Sudeste, o anófele é menos comum dentro de casas, mas pode aparecer em chácaras, bordas de mata e bairros próximos a rios e represas. Desmatamento, ocupação desordenada e tanques de criação de peixe sem manejo aumentam a oferta de criadouros.

O que o anófele come — e por que só a fêmea pica

Machos e fêmeas se alimentam de néctar, seiva e sucos de frutos para obter energia para o voo. Apenas a fêmea precisa de sangue para maturar os ovos, já que as proteínas do sangue são essenciais para a vitelogênese.

A fêmea detecta o hospedeiro pelo gás carbônico, calor, suor e odores da pele a até 30 metros. Ela pica preferencialmente ao entardecer e durante a noite, com pico entre 18h e 22h e novo pico ao amanhecer. Uma única fêmea pode fazer várias picadas na mesma noite até ficar totalmente ingurgitada.

Essa hematofagia é o que torna o inseto epidemiologicamente importante. Ao picar uma pessoa infectada com Plasmodium e depois outra saudável, ela pode inocular o parasito junto com a saliva anticoagulante.

Ciclo de vida: da água parada ao voo noturno

O anófele tem metamorfose completa em quatro fases e depende obrigatoriamente de água parada ou de pouca correnteza para se desenvolver. Em temperatura de 27ºC a 30ºC, o ciclo completo leva de 10 a 20 dias.

  • Ovo: a fêmea põe de 50 a 200 ovos isolados na superfície da água. Cada ovo tem flutuadores laterais que o mantêm na superfície, diferente do Aedes que põe ovos resistentes à seca nas paredes dos recipientes.
  • Larva: aquática, sem sifão respiratório, fica paralela à superfície da água para respirar. Passa por quatro estádios em 7 a 12 dias, filtrando microrganismos.
  • Pupa: em forma de vírgula, também aquática, não se alimenta. Dura 1 a 3 dias.
  • Adulto: emerge ao entardecer, seca as asas e já pode voar. A fêmea acasala uma única vez e armazena esperma para várias posturas.

Sem água, não há anófele. Por isso, o manejo de criadouros é mais eficaz que tentar matar o adulto depois que ele já está voando.

Comportamento: voo silencioso, hábitos noturnos e enxames

O voo do anófele é curto, baixo e quase silencioso, geralmente abaixo de 2 metros de altura. A maioria não se dispersa mais que 1 a 2 km do criadouro, mas ventos podem levá-lo mais longe. É fortemente atraído por luz baixa e por abrigos escuros durante o dia.

O acasalamento ocorre em enxames crepusculares formados por machos. As fêmeas entram no enxame, são fecundadas em voo e saem. Depois disso, buscam sangue em até 24 a 48 horas.

Dentro das casas, o anófele prefere repousar em paredes escuras, atrás de móveis e sob camas, especialmente em casas de madeira próximas à mata. Ele não forma colônias nem tem vida social organizada como abelhas ou formigas.

O anófele pica? Malária e outros riscos para humanos e pets

Sim, a fêmea do anófele pica e a picada em si coça como a de qualquer mosquito, mas o risco real não é a coceira e sim a possível transmissão de malária causada por protozoários do gênero Plasmodium — no Brasil, principalmente Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum e Plasmodium malariae.

O parasito precisa de 10 a 18 dias dentro do mosquito para se tornar infectante, dependendo da temperatura. Só depois desse período a fêmea consegue transmitir. Por isso, nem toda picada transmite malária, mas em área endêmica toda febre após picada deve ser investigada rapidamente.

Para cachorros e gatos, o anófele não é o vetor principal de dirofilariose (verme do coração) — esse papel é do Culex e do Aedes — e não transmite leishmaniose. A coceira e a alergia local são os efeitos mais comuns nos pets. Em pessoas, a recomendação é procurar atendimento médico imediato se houver febre, calafrios, dor de cabeça e sudorese até 30 dias após estar em área de mata ou rio na Amazônia. Não existe profilaxia caseira.

Papel no ecossistema: praga ou peça importante?

Na nossa avaliação, tratar o anófele apenas como praga é um erro de manejo. Na fase larval, ele filtra microrganismos e serve de alimento para peixes, larvas de libélula e anfíbios. Adultos são presa importante para morcegos, andorinhas, libélulas e aranhas.

Os machos, ao visitarem flores para sugar néctar, atuam como polinizadores secundários, embora discretos. O desequilíbrio vem quando o ambiente favorece explosões populacionais: desmatamento, água parada sombreada e falta de predadores naturais.

Por isso, o foco não deve ser erradicar todo mosquito com inseticida, e sim controlar populações em áreas de risco e preservar predadores naturais. Peixes larvófagos como Poecilia e Gambusia são aliados clássicos em tanques e lagos.

Como se proteger e controlar sem desequilibrar o ambiente

A proteção mais eficaz é a barreira física. Em áreas de risco, use mosquiteiro impregnado com inseticida, telas em portas e janelas e roupas compridas ao entardecer. Repelentes à base de DEET ou icaridina nas áreas expostas da pele ajudam, mas precisam ser reaplicados conforme a bula.

No ambiente, a estratégia é o manejo integrado:

  • Elimine ou maneje coleções de água parada sombreada: limpe margens de tanques, remova vegetação aquática excessiva e mantenha circulação de água.
  • Em tanques de piscicultura, introduza peixes larvófagos e evite deixar áreas alagadas marginais.
  • Mantenha o peridomicílio limpo e iluminado; o anófele evita locais secos e com vento.
  • Em surtos, o controle químico deve ser feito apenas por equipes de vigilância em saúde, com produtos e doses regulamentados.

Evite aplicar inseticida por conta própria em rios e lagos. Além de ilegal, mata predadores e contamina a água sem resolver o criadouro. Se morar ou viajar para a Amazônia, informe-se no posto de saúde local sobre medidas específicas e leve mosquiteiro.

O que torna o anófele único entre os mosquitos brasileiros

O que distingue o anófele não é só a doença que transmite, mas o conjunto de adaptações. O ovo com flutuadores, a larva sem sifão que fica paralela à água e o pouso inclinado do adulto são três marcas que nenhum outro mosquito doméstico reúne ao mesmo tempo.

Outra singularidade é a preferência por água limpa e sombreada, o oposto do Culex que ama esgoto. Isso explica por que a malária persiste em áreas de floresta preservada e rios limpos, e não em grandes cidades poluídas.

Por fim, a relação íntima com o Plasmodium moldou até o comportamento: fêmeas infectadas tendem a picar mais vezes e com mais persistência, o que aumenta a chance de transmissão. Entender essa biologia é o que permite diferenciar risco real de medo generalizado de pernilongo.

Perguntas frequentes

Todo anófele transmite malária?

Não. Só a fêmea que picou uma pessoa infectada e completou o ciclo do Plasmodium (10 a 18 dias) pode transmitir. A maioria dos anófeles não está infectada.

Como diferenciar anófele de Aedes aegypti?

Anófele pousa inclinado, tem asas manchadas e pica à noite; Aedes é preto com listras brancas, pousa paralelo e pica de dia.

Anófele transmite dengue, zika ou chikungunya?

Não. Esses vírus são transmitidos principalmente pelo Aedes aegypti e Aedes albopictus.

Onde o anófele se cria?

Em água limpa, sombreada e parada ou de pouca correnteza, como margens de rios, igarapés, represas e tanques com vegetação.

A picada do anófele dói mais?

Não, é semelhante à de outros mosquitos. A diferença é o horário (noite) e o risco de malária em áreas endêmicas.

Como se proteger do anófele?

Use mosquiteiro impregnado, telas em janelas, roupas compridas ao entardecer e repelente. Maneje criadouros com água limpa sombreada.

Anófele vive dentro de casa?

Pode entrar à noite para picar e repousar em locais escuros, mas não vive permanentemente dentro de casas como o Culex. Prefere abrigos próximos à mata e à água.

Você sabia?

1

Ovo com boia

O ovo do anófele tem flutuadores laterais que funcionam como boias e o mantêm na superfície da água. É por isso que ele não resiste à seca como o ovo do Aedes.

2

Pouso em 45 graus

A postura inclinada do adulto não é charme: ela facilita a picada e a decolagem rápida. É o jeito mais rápido de identificar o gênero em campo sem lupa.

3

Uma cópula para a vida toda

A fêmea acasala apenas uma vez e armazena o esperma em uma espermateca, usando-o para fecundar várias posturas ao longo de semanas.

4

Vetor seletivo

De mais de 460 espécies de Anopheles no mundo, apenas cerca de 40 são vetores importantes de malária. No Brasil, Anopheles darlingi, Anopheles aquasalis e Anopheles cruzii concentram a maior importância.

Fontes

  1. Fiocruz - Fundação Oswaldo Cruz
  2. Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  3. GBIF - Global Biodiversity Information Facility
  4. Ministério da Saúde - Malária

Prós e contras: Anófele

Prós

  • Larvas filtram microrganismos e ajudam na qualidade da água
  • Serve de alimento para peixes, morcegos, libélulas e aves
  • Machos atuam como polinizadores secundários ao visitar flores
  • Indicador biológico de ambientes aquáticos preservados

Contras

  • Fêmea transmite malária, doença grave e potencialmente fatal
  • Atividade noturna dificulta a percepção e a proteção
  • Cria em áreas de mata e rios limpos, onde o controle é mais complexo
  • Pode picar várias vezes na mesma noite, aumentando o incômodo e o risco
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o anófele é o mosquito mais subestimado fora da Amazônia e o mais superestimado nas cidades do Sudeste. O controle inteligente não é borrifar veneno, e sim manejar água limpa sombreada e dormir sob mosquiteiro onde ele realmente importa.

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Deyse Timana
Escrito porDeyse TimanaVeterinária - Redatora

Sou uma entusiasta do universo dos peixes e da vida aquática. Dedico-me a pesquisar e partilhar informações sobre espécies de peixes, alimentação, comportamento, habitat e cuidados, ajudando os…

Sansão Monteiro
Revisão especializadaSansão MonteiroEditor de Animais

Ele é criador de conteúdo sobre animais, com foco em raças de cães e gatos, comportamento, características físicas e cuidados essenciais. Através de pesquisa em fontes confiáveis, procura…

Última revisão em 16.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.