🍊 Frutíferas

Sapota-do-Solimões

Matisia cordata

Atualizado em

8 a 25 m de alturaTamanho
Sol plenoLuminosidade
Alta na frutificaçãoRega
4 a 6 anosPrimeiros frutos
Média a altaDificuldade
Fruto de sapota-do-Solimões inteiro e cortado ao meio mostrando polpa laranja fibrosa

A sapota-do-Solimões (Matisia cordata, sin. Quararibea cordata) é uma árvore frutífera nativa do oeste da Amazônia, famosa pelos frutos grandes, de casca aveludada e polpa alaranjada, suculenta e fibrosa. Pode atingir 15 a 25 metros na natureza, mas em cultivo fica entre 8 e 15 metros com copa densa e folhas em forma de coração.

É uma espécie de clima quente e úmido, que frutifica uma vez ao ano entre dezembro e março na maior parte do Brasil. O fruto, que chega facilmente a 800 g e pode passar de 1,4 kg, tem sabor doce que lembra abóbora com mamão e manga, e é consumido in natura, em sucos, sorvetes e doces. Apesar do potencial, ainda é pouco plantada fora da Amazônia.

Também conhecido como: Sapota-do-Solimões, Sapote-sul-americano, Chupa-chupa, Zapote, South American sapote, Zapote chupa-chupa

Faz parte de: Frutíferas do Brasil, Lista de Frutíferas

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Galeria de fotos de Sapota-do-Solimões

Fruto de sapota-do-Solimões inteiro e cortado ao meio mostrando polpa laranja fibrosa
Fruto da sapota-do-Solimões inteiro e cortado, com polpa alaranjada característica.
Árvore de sapota-do-Solimões com folhas cordiformes e frutos no tronco
Árvore adulta com folhas em forma de coração e frutos nascendo no tronco.
Close-up da flor amarelo-alaranjada da sapota-do-Solimões no tronco
Flores caulifloras amarelo-alaranjadas brotando no tronco.
Cesto com colheita de sapota-do-Solimões
Colheita de sapota-do-Solimões, frutos podem passar de 1 kg.
Muda jovem de sapota-do-Solimões em saco de viveiro
Muda jovem pronta para plantio no início das chuvas.
Polpa fatiada da sapota-do-Solimões com colher
Polpa alaranjada, doce e fibrosa, consumida com colher ou em sucos.
Ideal para

Ideal para quem tem sítio, chácara ou quintal grande em região quente e úmida e busca uma frutífera amazônica diferente, produtiva e de crescimento rápido. Funciona muito bem em sistemas agroflorestais e para quem gosta de consumir a fruta fresca ou fazer sucos e sorvetes artesanais. Também agrada colecionadores de frutíferas raras e projetos de restauração produtiva na Amazônia, pois a árvore cresce rápido, faz sombra e atrai polinizadores.

Pode não ser ideal para

Não é ideal para apartamento, vaso ou quintal pequeno e sombreado, pois a árvore fica grande, exige sol pleno e tem frutos pesados que precisam de espaço e manejo. Quem tem pouco tempo para irrigar na seca ou mora em região com geada e inverno frio terá frustração, já que a planta não tolera frio intenso nem estiagem prolongada. Também não é indicada para quem espera frutos em 1 ou 2 anos ou colheita escalonada o ano todo, pois a produção é anual, concentrada no verão, e a muda de semente leva de 4 a 6 anos para começar a produzir.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, mínimo 6 horas de sol direto por dia
Rega
Frequente e profunda; manter solo úmido, sem encharcar, sobretudo de agosto a março
Solo
Profundo, fértil, bem drenado, rico em matéria orgânica, pH 5,5 a 6,5
Temperatura ideal
22 °C a 30 °C; não tolera geada nem frio abaixo de 12 °C por muitos dias
Adubação
Orgânica + NPK na formação; 1,5 a 2 kg de NPK 10-10-10 por planta adulta/ano, parcelado
Poda
Formação nos 2 primeiros anos e limpeza anual após colheita; não podar tronco florífero drasticamente
Propagação
Sementes frescas (15 a 30 dias para germinar) ou enxertia por garfagem/borbulhia

Perfil rápido de Sapota-do-Solimões

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
ColheitaJFMAMJJASOND

Toxicidade e riscos

  • PetsNão tóxica
  • PessoasNão tóxica

Fruto comestível; sementes não são consumidas cruas. Sem relatos de toxicidade para humanos e pets com consumo da polpa madura.

Valor nutricional (100 g)

Energia
~70 a 85 kcal / 100 g de polpa
Água
~78 a 82 g
Carboidratos
~16 a 19 g
Fibras
~2 a 3 g
Vitamina C
~15 a 25 mg
Potássio
~200 a 300 mg

Habitat

Ambientes

  • Floresta de terra firme amazônica
  • Várzea alta
  • Quintais agroflorestais e pomares domésticos

Biomas

  • Amazônia

Encontrado em 4 países

  • Brasil
  • Peru
  • Colômbia
  • Equador

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Malvales
Família
Malvaceae
Gênero
Matisia
Espécie
Matisia cordata

Resumo

  • A sapota-do-Solimões é uma frutífera amazônica da família Malvaceae, de frutos grandes com polpa alaranjada, doce e fibrosa, que nasce direto no tronco por caulifloria.
  • A árvore atinge 15 a 25 m na mata e 8 a 15 m em pomares, frutifica de 4 a 6 anos após o plantio e produz de 200 a 400 frutos por safra entre dezembro e março.
  • Precisa de sol pleno, calor úmido, solo profundo e bem drenado e muita água na fase de frutificação, sendo ideal para quintais amplos e sítios no Norte e Sudeste úmido.

Características

Ficha da frutífera

Nome popularSapota-do-Solimões, sapote-sul-americano, chupa-chupa
Nome científicoMatisia cordata (sin. Quararibea cordata)
Família botânicaMalvaceae (ex-Bombacaceae)
OrigemOeste da Amazônia (Brasil, Peru, Colômbia e Equador)
Tamanho8 a 15 m em cultivo; até 25 m na mata
Tempo até frutificar4 a 6 anos (semente); 3 a 4 anos (enxertia)
Época de frutificaçãoDezembro a março (pico em janeiro e fevereiro)
LuminosidadeSol pleno
RegaAlta e regular, sem encharcar
SoloProfundo, fértil, bem drenado, pH 5,5 a 6,5
ClimaTropical quente e úmido, 22 °C a 30 °C
PropagaçãoSementes recalcitrantes e enxertia
Cultivo em vasoNão recomendado (porte grande e raiz pivotante)
Espaçamento8 x 8 m a 10 x 10 m

Perfil e comportamento

Necessidade de solMuito alto
Necessidade de águaAlto
Facilidade de cultivoBaixo
Adequação a vasosMuito baixo
ProdutividadeAlto
Resistência a pragasAlto

O que é a sapota-do-Solimões e como identificá-la

A sapota-do-Solimões não é o sapoti (Manilkara zapota) e nem a sapucaia. É a Matisia cordata, uma malvácea amazônica de grande porte antes classificada como Quararibea cordata e Bonplandia. O nome popular vem do rio Solimões, onde a espécie é mais abundante.

O jeito mais fácil de reconhecer é pelas folhas cordiformes, em forma de coração, grandes, de 20 a 35 cm de comprimento, verde-escuras e levemente ásperas. O tronco é reto, com casca acinzentada e sapopemas baixas quando adulta.

O fruto é inconfundível: ovoide a elipsoide, com 12 a 18 cm, casca espessa, coriácea e aveludada, verde quando imaturo e amarelo-alaranjado quando maduro. A polpa é alaranjada intensa, fibrosa e muito suculenta, envolvendo 2 a 5 sementes grandes e alongadas. O peso médio fica entre 500 g e 900 g, mas exemplares de 1,2 a 1,4 kg são comuns em árvores bem nutridas.

Onde ela ocorre e qual clima prefere

É nativa da Amazônia ocidental, nas bacias do Solimões, Javari, Ucayali e Putumayo, ocorrendo de forma espontânea no Brasil (Amazonas e Acre), Peru, Colômbia e Equador. No Brasil, é cultivada sobretudo em quintais ribeirinhos e sítios agroflorestais.

É estritamente tropical de terras baixas. Produz bem entre 0 e 800 m de altitude, com temperatura média de 22 °C a 30 °C e umidade relativa acima de 75%. Não tolera geada nem estiagem prolongada.

Em regiões Sudeste e Centro-Oeste, só frutifica bem onde há calor úmido o ano todo e irrigação na seca. No Sul e em áreas de inverno frio, o crescimento trava e a floração falha.

Quando e como frutifica: floração e colheita

A sapota-do-Solimões é cauliflora: as flores nascem diretamente no tronco e nos galhos grossos, não na ponta dos ramos. São flores vistosas, de pétalas amarelo-alaranjadas e cálice carnoso, muito visitadas por abelhas, morcegos e até beija-flores.

No Brasil, a floração ocorre de agosto a novembro e a frutificação de dezembro a março, com pico em janeiro e fevereiro. Cada fruto leva cerca de 90 a 120 dias da flor à maturação.

Uma árvore adulta e bem conduzida produz 200 a 400 frutos por safra. O ponto de colheita é quando a casca muda de verde para amarelo-escuro e o fruto começa a exalar perfume adocicado. Depois de colhido, amadurece em 3 a 6 dias e deve ser consumido rápido, pois estraga em poucos dias fora da geladeira.

Como plantar sapota-do-Solimões passo a passo

A propagação por semente é a mais usada, mas as sementes são recalcitrantes: perdem a viabilidade em 7 a 15 dias se secarem. Plante logo após retirar da polpa, sem deixar ressecar.

  • Preparo da muda: lave as sementes, plante a 2 cm de profundidade em sacos de 20 x 30 cm com substrato de terra + areia + matéria orgânica (2:1:1). Germinação em 15 a 30 dias.
  • Berçário: mantenha à meia-sombra nos 3 primeiros meses, depois sol pleno. Leve ao campo quando a muda tiver 40 a 60 cm, entre 6 e 9 meses.
  • Cova: 60 x 60 x 60 cm, com 15 a 20 litros de esterco curtido, 200 g de calcário e 150 g de superfosfato simples. Espaçamento de 8 x 8 m a 10 x 10 m.
  • Plantio: prefira o início das chuvas, de outubro a dezembro. Tutorar e irrigar nos primeiros 30 dias é essencial.

A enxertia por garfagem ou borbulhia sobre porta-enxerto da própria espécie antecipa a produção para 3 a 4 anos e mantém o padrão da matriz. É a técnica recomendada para pomares comerciais, embora ainda pouco difundida.

Luz, rega e solo ideais para produzir bem

Luz: sol pleno o dia todo. Sombreamento reduz drasticamente a floração. Em sistemas agroflorestais, plante em clareiras ou bordas, nunca sob copa fechada.

Rega: precisa de 1.500 a 2.500 mm de chuva bem distribuídos por ano. Na seca, irrigue 2 a 3 vezes por semana, mantendo o solo úmido até 40 cm de profundidade, principalmente na floração e no enchimento dos frutos. Falta d’água causa queda de flores e frutos pequenos e fibrosos.

Solo: profundo, bem drenado, rico em matéria orgânica e com pH 5,5 a 6,5. Não tolera solo encharcado ou compactado. Em solos argilosos, faça camalhões e adicione areia grossa e composto. Cobertura morta com folhas e palhada ajuda a manter a umidade e a vida do solo.

Temperatura e vento

Ventoss fortes quebram galhos carregados de frutos pesados. Plante em local abrigado ou use quebra-vento. Temperaturas abaixo de 12 °C por vários dias causam amarelecimento e queda de folhas jovens.

Poda, adubação e condução da copa

A sapota-do-Solimões tem crescimento monopodial e rápido nos primeiros anos, podendo crescer 1 a 1,5 m por ano. A condução correta evita árvore alta demais e facilita a colheita.

  • Poda de formação: nos 2 primeiros anos, deixe um tronco único e 3 a 4 pernadas bem distribuídas a 1,5 m do solo. Elimine brotos ladrões na base.
  • Poda de limpeza: anualmente, após a colheita (março/abril), retire galhos secos, doentes e cruzados. Não faça poda drástica, pois floresce em madeira velha.
  • Desbaste de frutos: quando há excesso, retire 20% dos frutos ainda pequenos para aumentar o tamanho dos restantes.

Adubação: nos 3 primeiros anos, 3 a 4 aplicações por ano com NPK 10-10-10 + matéria orgânica. Em produção, adube em duas épocas: no início das chuvas (outubro) e após a colheita. Fórmula comum para árvore adulta: 1,5 a 2 kg de NPK 10-10-10 + 20 litros de esterco por planta, além de calcário a cada 2 anos conforme análise de solo.

Cultivo em vaso e em quintais pequenos: funciona?

Na nossa avaliação, não é frutífera para vaso. A raiz pivotante é profunda, o porte é grande e o fruto é pesado. Mesmo em vaso de 200 litros, a planta fica raquítica, não floresce bem e pode tombar com o vento.

Em quintal pequeno urbano, só vale se houver pelo menos 6 m livres de muros e fiação e sol pleno. A copa adulta faz sombra densa e as raízes podem levantar calçada. Para áreas menores, prefira frutíferas de porte médio como araçá-boi ou biribá.

Onde funciona muito bem é em sítios, chácaras e quintais amplos no Norte, no interior do Nordeste úmido e no Sudeste em baixadas quentes. É excelente para sistemas agroflorestais com açaí, cupuaçu e pupunha, pois cresce rápido e protege o solo.

Pragas, doenças e cuidados preventivos

É considerada rústica e pouco atacada quando bem nutrida, mas não é imune.

  • Broca-do-fruto e mosca-das-frutas: as principais. Ensacar frutos jovens com saco de TNT e colher sem deixar frutos caídos no chão reduz muito a infestação.
  • Cochonilhas e pulgões: aparecem em brotações novas, principalmente na seca. Jato d’água + óleo de neem costuma controlar.
  • Antracnose e podridão-parda: manchas escuras em folhas e frutos em anos muito chuvosos. Melhore a ventilação com poda e evite molhar a copa à tarde.

Evite ferir o tronco na roçagem, pois a casca fina facilita entrada de fungos. Mantenha a área da copa sempre coberta com matéria orgânica e sem mato alto competindo por água.

Usos, sabor e o que a torna diferente

A polpa é o grande atrativo: doce, aromática, de cor laranja-vivo, com fibras macias que se desmancham na boca. O sabor lembra uma mistura de mamão, abóbora e manga, com notas de baunilha. É consumida ao natural com colher, batida com leite ou água, e vira sorvete, mousse, geleia e licor.

Diferente do sapoti, que tem látex e polpa marrom, a sapota-do-Solimões não tem látex pegajoso e a polpa é sempre alaranjada. Diferente do cacau e do cupuaçu, da mesma família, o fruto não tem gordura e é mais aquoso.

Característica Sapota-do-Solimões Sapoti Cupuaçu
Polpa Laranja, fibrosa, doce suave Marrom, granulosa, muito doce Branca, ácida, aromática
Casca Aveludada, espessa Fina, marrom áspera Rígida, marrom
Porte 8 a 25 m 8 a 15 m 6 a 12 m
Caulifloria Sim, intensa Não Não

As sementes não são comestíveis cruas e a madeira, leve e clara, é usada localmente para caixotaria. As folhas grandes também servem como sombreamento rápido em SAFs.

Curiosidades que pouca gente conta

Na Amazônia peruana e colombiana, o fruto é chamado de chupa-chupa ou zapote-chupa-chupa porque se chupa a polpa fibrosa como se fosse um picolé natural. É vendido em mercados de Iquitos e Letícia cortado ao meio com colher.

Outro detalhe pouco divulgado: a florada é tão perfumada que, em noites quentes, é possível sentir o cheiro adocicado a metros da árvore, o que atrai morcegos glossophagíneos que ajudam na polinização cruzada.

Perguntas frequentes

Sapota-do-Solimões é o mesmo que sapoti?

Não. Sapota-do-Solimões é Matisia cordata (Malvaceae), com polpa laranja e fruto grande aveludado. Sapoti é Manilkara zapota (Sapotaceae), com polpa marrom e látex pegajoso. São famílias diferentes.

Quanto tempo leva para dar frutos?

De semente, de 4 a 6 anos. Com muda enxertada e bom manejo, pode começar entre 3 e 4 anos, com produção plena após 7 a 8 anos.

Pode plantar sapota-do-Solimões em vaso?

Não é recomendado. A árvore tem raiz pivotante profunda e porte grande (8 a 15 m em cultivo) e não produz bem em vaso, mesmo grande.

Qual o sabor da sapota-do-Solimões?

Polpa doce, aromática e fibrosa, com gosto que lembra mamão com abóbora e manga, cor laranja-vivo. É consumida com colher, em sucos, vitaminas e sorvetes.

Como saber a hora de colher?

Quando a casca passa de verde para amarelo-alaranjado e o fruto exala perfume doce. Colha e deixe amadurecer por 3 a 6 dias em local fresco.

Precisa de outra planta para polinizar?

A espécie é predominantemente de polinização cruzada por abelhas e morcegos. Ter duas árvores próximas aumenta a frutificação, embora uma só já possa produzir.

Onde comprar muda de sapota-do-Solimões?

Em viveiros especializados em frutíferas amazônicas e nativas, sobretudo no Norte e Sudeste. Prefira muda enxertada ou de semente fresca com procedência conhecida.

Você sabia?

1

Flor no tronco

A sapota-do-Solimões é cauliflora: as flores amarelo-alaranjadas brotam direto no tronco e nos galhos grossos, não nas pontas dos ramos, o que facilita a polinização por morcegos e abelhas grandes.

2

Fruto que passa de 1 kg

Enquanto a maioria das frutíferas amazônicas tem frutos de 100 a 300 g, a sapota-do-Solimões chega com facilidade a 800 g e pode atingir 1,4 kg, rendendo polpa suficiente para 4 porções.

3

Semente que não pode secar

As sementes são recalcitrantes e morrem se desidratarem. Precisam ser plantadas em até 10 dias após a retirada do fruto, diferente de sementes ortodoxas que podem ser armazenadas por meses.

4

Confusão com sapoti

Apesar do nome parecido, não tem parentesco próximo com o sapoti (Sapotaceae). Pertence à família Malvaceae, a mesma do cacau, cupuaçu e baobá, e não solta látex pegajoso ao ser cortada.

Fontes

  1. Embrapa Amazônia Ocidental
  2. Flora e Funga do Brasil - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
  3. FAO - Ecocrop

Prós e contras: Sapota-do-Solimões

Prós

  • Frutos grandes e de alto rendimento, com polpa doce e versátil para consumo fresco e sorvetes
  • Árvore rústica e produtiva, com 200 a 400 frutos por safra quando adulta
  • Crescimento rápido e copa densa, ótima para sombreamento e sistemas agroflorestais
  • Pouco exigente em defensivos quando bem nutrida e com boa ventilação
  • Floração cauliflora ornamental e perfumada que atrai polinizadores

Contras

  • Porte grande, inadequada para vasos e quintais pequenos ou sombreados
  • Não tolera geada, frio intenso nem seca prolongada sem irrigação
  • Sementes recalcitrantes que perdem viabilidade em poucos dias
  • Fruto muito perecível após maduro, com curta vida de prateleira
  • Mudas enxertadas ainda são raras e pouco disponíveis no mercado
Nossa opinião

Na nossa avaliação, a sapota-do-Solimões é uma das frutíferas amazônicas mais subestimadas: rústica, produtiva e com fruto de alto rendimento, mas ainda restrita a coleções e quintais ribeirinhos por falta de mudas enxertadas e de cadeia de comercialização. Vale o plantio para quem tem espaço e clima quente e úmido e quer diversificar o pomar além do cupuaçu e do açaí.

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Escrito porFeliciano MureneVeterinário

Feliciano Murene é professor e criador de conteúdo. Formado em Biologia, possui cerca de 5 anos de experiência em sala de aula e atua na produção de conteúdos…

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Com experiência no universo das plantas, dedica-se à pesquisa e produção de conteúdos sobre cultivo, identificação de espécies, plantas ornamentais, flores, árvores e frutíferas. Partilha conhecimentos práticos sobre…

Última revisão em 20.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.