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Quivi-resistente

Actinidia arguta

Atualizado em

6 a 10 m (trepadeira)Tamanho
Sol plenoLuminosidade
Moderada a frequenteRega
3 a 4 anosPrimeiros frutos
MédiaDificuldade
Frutos de quivi-resistente inteiros e cortados mostrando polpa verde

O quivi-resistente é uma trepadeira lenhosa vigorosa do gênero Actinidia, mesma família do quivi comum, mas com frutos bem menores, de 2 a 3 cm, casca lisa sem pelos e totalmente comestível. As espécies mais cultivadas são Actinidia arguta, Actinidia kolomikta e Actinidia polygama, todas originárias do Leste Asiático.

Diferente do quivi de supermercado, ele suporta frio intenso de até -30°C e precisa de inverno frio para frutificar, por isso só produz bem no Sul e em áreas altas do Sudeste do Brasil. É planta dióica: precisa de uma planta macho para polinizar até 6 a 8 plantas fêmeas, e começa a produzir entre o terceiro e o quarto ano quando bem conduzida.

Também conhecido como: Mini quivi, Quivi baby, Kiwi berry, Hardy kiwi, Quivi de casca lisa, Actinidia arguta

Faz parte de: Lista de Frutíferas

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Galeria de fotos de Quivi-resistente

Frutos de quivi-resistente inteiros e cortados mostrando polpa verde
Frutos de quivi-resistente com casca lisa e polpa verde, prontos para consumo com casca.
Trepadeira de quivi-resistente carregada de frutos na pérgola
Trepadeira vigorosa de quivi-resistente produzindo cachos de mini frutos.
Folhas brilhantes e flores brancas do quivi-resistente
Flores brancas perfumadas surgem na primavera e precisam de polinização cruzada.
Cesta com colheita de quivi-resistente
Colheita de quivi-resistente rende quilos de frutinhos doces por planta.
Estrutura de pérgola para condução do quivi-resistente
Pérgola ou espaldeira é essencial para conduzir a trepadeira e garantir produção.
Detalhe da casca lisa e polpa suculenta do quivi-resistente
Casca fina e lisa permite comer o fruto inteiro, sem descascar.
Ideal para

Ideal para quem mora no Sul ou em região serrana fria e quer uma frutífera diferente, produtiva e ornamental para pérgola ou caramanchão. É ótima para quintal com espaço vertical, pois produz muito em área pequena quando bem conduzida e agrada quem gosta de colher e comer direto do pé, sem descascar. Também funciona para colecionadores de frutíferas temperadas e para famílias que buscam um fruto doce, rico em vitamina C e fácil de congelar. Se você tem estrutura forte e pode dedicar uma poda anual no inverno, ela recompensa com colheitas generosas.

Pode não ser ideal para

Pode não ser ideal para quem mora em região quente sem inverno frio, como litoral do Nordeste, Norte e boa parte do Centro-Oeste, onde dificilmente vai frutificar. Também não é a melhor escolha para apartamento sem sol pleno ou para quem busca frutífera de vaso pequeno e sem manutenção. Não funciona para quem tem pouco tempo e não quer lidar com planta dióica, tutoramento e poda todo ano. Se você procura uma frutífera que produz sozinha, sem precisar de macho e fêmea, o quivi-resistente vai frustrar.

Cultivo rápido

Luz
Sol pleno, 6 a 8 horas diárias; meia-sombra reduz frutificação
Solo
Fértil, profundo, bem drenado, rico em matéria orgânica, pH 5,5-6,5
Rega
Moderada; manter úmido na brotação e frutificação, sem encharcar
Temperatura ideal
Verão 20-28°C e inverno com 300-800h <7°C; tolera -30°C dormente
Adubação
Composto orgânico no inverno + potássio na primavera; evitar excesso de nitrogênio
Poda
Poda seca no inverno (8-12 gemas) e poda verde no verão para iluminar
Propagação
Estaquia semilenhosa no verão e alporquia; enxertia garante sexo definido

Perfil rápido de Quivi-resistente

Calendário

PlantioJFMAMJJASOND
FloraçãoJFMAMJJASOND
ColheitaJFMAMJJASOND

Encontrado em 4 países

  • China
  • Japão
  • Coreia do Sul
  • Rússia

Classificação científica

Reino
Plantae
Filo
Tracheophyta
Classe
Magnoliopsida
Ordem
Ericales
Família
Actinidiaceae
Gênero
Actinidia
Espécie
Actinidia arguta

Resumo

  • O quivi-resistente é o mini quivi de casca lisa e comestível, muito mais doce e prático que o quivi comum, mas que exige planta macho e fêmea para frutificar.
  • No Brasil só produz bem em clima frio, com 300 a 800 horas de frio abaixo de 7°C, por isso se adapta ao Sul e à serra do Sudeste.
  • É uma trepadeira vigorosa que precisa de estrutura forte, poda anual e polinização cruzada para render até 15 kg por planta fêmea.

Características

Ficha da frutífera

Nome popularQuivi-resistente, mini quivi, quivi baby
Nome científicoActinidia arguta (principal) / A. kolomikta / A. polygama
Família botânicaActinidiaceae
OrigemLeste Asiático (China, Japão, Coreia e Sibéria)
TamanhoTrepadeira lenhosa de 6 a 10 m; copa conduzida em pérgola ou espaldeira
Tempo até frutificar3 a 4 anos após o plantio da muda enxertada
Época de frutificaçãoFevereiro a abril (Sul e Sudeste alto)
LuminosidadeSol pleno, mínimo 6 horas diárias
RegaModerada; solo úmido, sem encharcar
SoloFértil, profundo, bem drenado, pH 5,5 a 6,5
ClimaTemperado a subtropical frio; 300-800 horas de frio <7°C
PropagaçãoEstaquia, alporquia e enxertia; semente demora mais
Cultivo em vasoPossível em vaso de 80 a 100 L com tutoramento
Espaçamento3 a 4 m entre plantas; 1 macho para 6 a 8 fêmeas

Perfil e comportamento

Necessidade de solMuito alto
Necessidade de águaMédio
Facilidade de cultivoMédio
Adequação a vasosMédio
ProdutividadeMuito alto
Resistência a pragasAlto

O que é o quivi-resistente e por que ele não é só um quivi pequeno

O quivi-resistente não é uma variedade anã do quivi comum Actinidia deliciosa. É outro grupo de espécies, liderado pela Actinidia arguta, selecionado por séculos no Japão, China e Rússia justamente pela resistência ao frio extremo.

Enquanto o quivi comum sofre abaixo de -5°C, o resistente tolera -25°C a -30°C quando dormente. Essa rusticidade vem da origem siberiana e explica o nome. No Brasil, isso se inverte: o problema não é o frio excessivo, e sim a falta de frio em regiões quentes.

O fruto é a grande diferença prática. Tem 2 a 3 cm, casca fina, lisa e sem pelos, que se come como uva. A polpa é mais doce, menos ácida e com sementes minúsculas. Uma planta fêmea adulta bem manejada produz 10 a 15 kg por safra, com centenas de frutinhos que amadurecem quase ao mesmo tempo.

Como reconhecer a planta e o fruto

A planta é uma trepadeira lenhosa caducifólia, não uma árvore de tronco único. Perde as folhas no inverno, brota com vigor na primavera e precisa de suporte. Ramos jovens são avermelhados e volúveis, folhas ovaladas, brilhantes e serrilhadas.

As flores são pequenas, brancas e perfumadas, com 5 pétalas, e surgem em cachos nas axilas das folhas. Flores masculinas e femininas ficam em plantas separadas. Sem as duas, não há fruto, por mais que a planta cresça bem.

O fruto imaturo é verde-escuro e firme. Maduro, fica verde-claro a arroxeado conforme a variedade, macio ao toque e muito aromático. Se colhido firme, amadurece fora da planta em 3 a 5 dias, como o quivi comum.

Principais tipos e variedades

Embora todas sejam chamadas de quivi-resistente, há diferenças claras:

  • Actinidia arguta: a mais produtiva e vigorosa. Frutos verdes de 2 a 3 cm, bem doces. Variedades famosas como ‘Issai’ (autofértil parcial), ‘Geneva’, ‘Ananasnaya’ e ‘Weiki’.
  • Actinidia kolomikta: mais ornamental, com folhas variegadas de branco e rosa na ponta. Frutos menores e mais aromáticos, ótima para frio muito intenso.
  • Actinidia polygama: conhecida como silver vine, com frutos amarelo-alaranjados e efeito atrativo para gatos.

No Brasil, as mudas mais encontradas são ‘Issai’, vendida como autofértil, e seleções de A. arguta verde. Na nossa avaliação, mesmo a ‘Issai’ produz muito mais com um macho por perto. Não confie na autofecundação como garantia de colheita cheia.

Variedade Cor da casca madura Tamanho do fruto Observação
Issai Verde-clara 2 cm Autofértil parcial, boa para vaso
Geneva Verde com blush vermelho 2,5 cm Muito produtiva e precoce
Ananasnaya Verde 2,5 a 3 cm Aroma de abacaxi, sabor marcante
Weiki Verde-arroxeada 2,5 cm Precisa de macho ‘Weiki’ específico

Onde plantar no Brasil: clima é o fator decisivo

O quivi-resistente exige frio hibernal. Precisa de 300 a 800 horas abaixo de 7°C para quebrar a dormência e florescer bem. Sem isso, brota fraco e aborta flores.

Isso limita o cultivo produtivo ao Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, sul de São Paulo e serras de Minas Gerais e Rio de Janeiro acima de 900 m. Em litoral quente, Centro-Oeste e Norte, a planta até cresce, mas dificilmente frutifica.

Escolha local com sol pleno o dia todo, protegido de vento forte que resseca e quebra ramos novos. Geada tardia na floração queima flores, então evite baixadas onde o ar frio acumula. Encosta suave com boa insolação é ideal.

Como plantar: muda, estrutura e polinização

Compre mudas enxertadas e sexadas, com identificação de macho e fêmea. Muda de semente demora 5 a 7 anos e você só descobre o sexo na floração. Um erro comum é plantar duas fêmeas achando que são casal.

Plante no outono-inverno, de maio a agosto no Sul, quando a muda está dormente. Cova de 50 x 50 x 50 cm com mistura de terra, composto orgânico e um pouco de areia se o solo for argiloso. Mantenha o colo da muda no nível do solo.

Instale a estrutura antes: pérgola, caramanchão ou espaldeira em T com arames a 1,8 m de altura. A planta é muito vigorosa e pesa quando carregada. Vasos só funcionam acima de 80 a 100 litros, com tutor em arco e poda constante.

Respeite a proporção de 1 macho para cada 6 a 8 fêmeas, com distância máxima de 4 m entre eles. Abelhas fazem a polinização, então não aplique inseticida na floração.

Luz, solo, rega e adubação na medida

Luz é inegociável: mínimo 6 horas de sol direto. Sombra reduz açúcar, atrasa maturação e aumenta doenças fúngicas.

Solo deve ser profundo, fértil e bem drenado, rico em matéria orgânica e com pH entre 5,5 e 6,5. Não tolera encharcamento. Em solo compactado, faça camalhão de 30 cm de altura para elevar as raízes.

Rega é regular no primeiro ano, 2 a 3 vezes por semana, mantendo úmido sem encharcar. Planta adulta resiste a curtos períodos secos, mas precisa de água na brotação e no crescimento dos frutos. Use cobertura morta para conservar umidade.

Adube com composto orgânico no inverno e reforço leve com NPK rico em potássio no início da primavera. Excesso de nitrogênio gera muito ramo e pouco fruto. Em solos bem corrigidos, uma adubação anual basta.

Poda e condução: o segredo da produção

Sem poda, o quivi-resistente vira cipó improdutivo. Ele frutifica em ramos do ano que saem de ramos de um ano, parecido com videira.

No inverno, com a planta sem folhas, faça a poda de frutificação: encurte ramos laterais deixando 8 a 12 gemas e elimine ramos fracos, cruzados e mal posicionados. No verão, faça poda verde despontando brotos muito longos para iluminar os cachos.

Conduza um tronco principal até a altura do arame e deixe dois braços permanentes opostos. Todo o resto é renovado anualmente. Amarre ramos novos sem apertar, pois engrossam rápido e o arame pode estrangular.

Quando e como colher e usar

A floração ocorre de setembro a novembro e a colheita de fevereiro a abril, cerca de 120 a 140 dias depois. O ponto ideal é quando o fruto cede levemente ao apertar, como uva madura.

Colha com cuidado, pois a casca é delicada. Frutos firmes podem ser colhidos e deixados amadurecer em temperatura ambiente por alguns dias. Na geladeira duram 7 a 10 dias; congelados inteiros, até 6 meses.

O uso é direto: consumo in natura com casca, saladas de frutas, geleias, sucos e desidratados. Por ser pequeno e doce, é ótimo para lanche de criança e para congelar como “uva congelada”. Não precisa descascar nem tirar sementes.

Pragas, doenças e por que às vezes não frutifica

É mais rústico que o quivi comum, mas não é imune. Em clima úmido pode ter antracnose, botrytis e podridão de raiz por Phytophthora se o solo encharcar. Boa drenagem e poda para ventilação previnem a maioria dos casos.

Pragas eventuais são cochonilhas, ácaros e lagartas, controláveis com poda, óleo vegetal e manejo orgânico. Gatos podem roer ramos jovens de A. polygama e A. kolomikta atraídos por actinidina.

Se não frutifica, verifique quatro pontos: 1) falta de frio hibernal, 2) ausência de planta macho compatível florida ao mesmo tempo, 3) poda errada que removeu ramos produtivos, 4) excesso de adubo nitrogenado. Corrigir esses itens resolve 90% das falhas no Brasil.

Perguntas frequentes

Quivi-resistente precisa de macho e fêmea?

Sim, na maioria das variedades. É uma planta dióica e precisa de uma planta macho para polinizar até 8 fêmeas. A variedade 'Issai' é parcialmente autofértil, mas produz bem mais com macho por perto.

Pode plantar quivi-resistente em vaso?

Pode, mas precisa de vaso de 80 a 100 litros, sol pleno e estrutura para trepar. Em vaso a produção é menor e exige rega e adubação mais frequentes.

Quanto tempo demora para dar frutos?

Mudas enxertadas e sexadas começam a produzir em 3 a 4 anos. Mudas de semente podem levar 5 a 7 anos e ainda há risco de ser planta macho.

Por que meu quivi-resistente não dá frutos?

As causas mais comuns são falta de frio no inverno, ausência de planta macho florida junto, poda que remove ramos produtivos e excesso de nitrogênio.

Precisa descascar o quivi-resistente?

Não. A casca é lisa, fina e comestível, sem pelos. É só lavar e comer inteiro, como uva.

Onde o quivi-resistente produz bem no Brasil?

No Sul e em serras altas do Sudeste com inverno frio, onde acumula 300 a 800 horas abaixo de 7°C. Em regiões quentes ele cresce, mas raramente frutifica.

Qual a diferença para o quivi comum?

O comum é Actinidia deliciosa, com fruto grande e peludo que precisa descascar. O resistente é menor, de casca lisa comestível, mais doce e muito mais tolerante ao frio.

Fatos que pouca gente sabe

1

Casca que se come

Ao contrário do quivi comum, o resistente tem casca lisa, fina e sem pelos, por isso é comido inteiro como uva, sem precisar descascar.

2

Frio que dá sabor

Ele precisa de inverno rigoroso para produzir, mas o fruto só fica realmente doce depois de acumular sol e noites frias no final da maturação.

3

Macho que não dá fruto

A planta macho nunca produz frutos e floresce apenas para polinizar; sem ela por perto, a fêmea até floresce, mas derruba todas as flores.

4

Imã de gatos

Espécies próximas como Actinidia polygama contêm actinidina, composto que atrai e euforiza gatos de forma semelhante à catnip.

Fontes

  1. Embrapa Clima Temperado
  2. Instituto Agronômico - IAC
  3. Plants of the World Online - Kew

Prós e contras: Quivi-resistente

Prós

  • Frutos pequenos, doces e de casca comestível, sem necessidade de descascar
  • Altíssima produtividade em pouco espaço vertical quando conduzido em pérgola
  • Muito resistente ao frio e a doenças, mais rústico que o quivi comum
  • Colheita prática e versátil: in natura, geleia, suco e congelamento
  • Planta ornamental com folhagem brilhante e floração perfumada

Contras

  • Exige inverno frio com horas de frio, não frutifica em clima quente
  • Precisa de planta macho e fêmea compatíveis para boa polinização
  • Trepadeira muito vigorosa que exige estrutura forte e poda anual
  • Frutos delicados com curta durabilidade após maduros
  • Mudas sexadas de qualidade ainda são pouco encontradas no Brasil
Nossa opinião

Na nossa avaliação, o quivi-resistente é a frutífera temperada mais inteligente para quem tem frio e pouco espaço horizontal, pois entrega muito sabor com manejo simples de videira. O erro é vendê-lo como autofértil e adaptado ao Brasil todo: sem frio e sem macho, ele vira apenas uma trepadeira bonita.

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Última revisão em 17.10.2026. Conteúdo informativo; em caso de dúvida, consulte um profissional.